Incubus Love
26 Unfaithful Worship
Notas iniciais
Eustass Kid acabava de sair de uma deliciosa orgia em que fodeu e foi fodido por centenas de pessoas. Uma das melhores noites de sua vida, mesmo que fosse algo extremamente rotineiro para ele.
Infelizmente, aqueles humanos não souberam satisfazê-lo por completo e aquilo andava acontecendo com uma frequência maior do que desejava. E, quando isso acontecia, ele automaticamente ia até a casa do humano que sabia que o satisfaria não importava quantas vezes visitasse.
Fazia tanto tempo que estavam fodendo que já deveria ter perdido a graça. Mas parecia que o pervertido sempre conseguia inovar. Toda vez que Kid chegava, ele via sua presa preferida o esperando. Bom, nem sempre, já que tiveram vezes em que o fodeu no meio do hospital durante o expediente, enquanto estava invisível e o médico residente conversava com um superior. Bons tempos. Não era sua culpa que o futuro cirurgião fosse uma completa vadia que sempre o desejava, sempre ansiava por uma boa foda e sempre estava bem receptivo ao ato.
Infelizmente, dessa vez foi diferente. O íncubo poderia estar há centenas de quilômetros de distância, mas ele sentia o desejo daquele humano, desesperado por ele, implorando. E não seria ele a recusar uma boa foda, por mais que fosse exatamente isso que estivesse fazendo nas últimas semanas.
O doutor havia se comportado muito mal da última vez em que se encontraram, então Kid resolveu deixá-lo na seca por algum tempo. Aparentemente, quando aquele humano patético notou que estava demorando muito tempo para que retornasse, sua ânsia pelo íncubo havia aumentado tanto que fazia a criatura sorrir ao imaginar o quão deplorável aquela puta estaria quando voltasse. O tempo que estavam sem foder já estava o deixando louco também.
Kid costumava pensar muito mal daquele humano. Ele sabia que era só uma putinha desprezível sem valor, um bom depósito de porra que amava ordenhar sua rola, que implorava vergonhosamente para que deixasse seu pau cada vez maior por estar muito largo e precisar ser preenchido. Não era anormal que ele chegasse e o encontrasse rebolando em algum dildo gigantesco, babando e gemendo obscenamente, deixando claro que não havia como respeitá-lo ou enxergá-lo com bons olhos.
No entanto, aquela era a primeira vez que se deparava com tal cena. Law estava sendo fodido, mas não por um objeto de sua coleção particular e sim por um humaninho ridículo. E chegava a ser engraçado o quanto ele parecia tentar fingir estar sentindo prazer, sendo que visivelmente aqueles gemidos eram forçados, que ter seu corpo abraçado por aquele magrelo de pinto pequeno não era o que uma puta daquelas buscava.
E ver a situação estúpida causou ira e desprezo no íncubo. O primeiro sentimento fora demonstrado com um chute pesado na escrivaninha, derrubando um copo de vidro e o espatifando no chão. Kid deduziu que aquela reação era apenas para chamar a atenção de seu humaninho vergonhoso. O segundo sentimento o fez cruzar os braços em frente ao extenso peitoral e sorrir de forma maníaca enquanto observava o humano que o pertencia sendo fodido por um broxa qualquer.
Law sentiu o cara que o fodia hesitante em continuar depois de escutar o objeto se estilhaçando no chão tão repentinamente.
— Ignore. — O médico disse secamente. Nem precisaria estar dizendo se aquele banana focasse em fodê-lo direito.
Provavelmente se aquele cara conseguisse ver o íncubo bizarro parado bem na frente da cama, entraria em pânico e sairia correndo. Law deduziu que Kid só deveria estar visível para ele próprio e seu sorriso apareceu no canto dos lábios, porque o ruivo não parecia estar gostando nada do que via.
Da perspectiva de Law era mais que bem feito, demorar uma eternidade para voltar deveria ter suas consequências, afinal. Não é como se o médico fosse ficar esperando pateticamente, ele tinha necessidades. Não que elas conseguissem ser satisfeitas com um idiota como aquele metendo tediosamente na sua bunda, mas detalhes.
O importante era ver o rosto de Kid se contorcendo numa expressão que Law nunca havia visto antes. Era estar completamente exposto com uma rola socada no cu enquanto o íncubo observava. Seu pau finalmente começou a pulsar com interesse nesses pensamentos e seus olhos reviraram para trás com a sensação de ser observado com tanta fúria pelo ruivo.
— Goza dentro. — Law ordenou ao cara quando sentiu que ele ia se retirar do seu interior. Não era o que eles haviam combinado, mas a perspectiva de ter alguém esporrando dentro dele enquanto Kid assistia fez Law mudar de ideia.
Kid sequer notava o estado em que se encontrava. Seus olhos estavam tão vermelhos que pareciam sangrar. Os dedos de seu braço mecânico apertavam sua pele branca com tanto ódio que não duvidava que acabaria arrancando seu outro braço. Ver aquela puta se oferecendo lascivamente para um humaninho patético o deixava furioso e pensando seriamente em degolar aquela criatura.
O pensamento até que era agradável. Mas sumiu de sua mente quando viu sua vadia recebendo o gozo do humano e continuar com o olhar em sua direção, em um claro desinteresse pela porra do outro. Então ele riu de forma bizarra, mudando completamente seus planos, acabando por aparecer visível para o outro humano no quarto.
Kid viu a criatura inferior se retirar de dentro de sua posse e se arrastar pela cama completamente amedrontado ao se deparar com sua presença. O pavor estava estampado nos olhos do ser tão pequeno e ao reparar que ele tentava se levantar para fugir, abusando de seus poderes o fez voar até a cabeceira da cama e ficar preso. A intenção inicial era matar, ou apenas apagar o humano. Jogá-lo pela janela seria uma boa também. Mas a ideia de obrigá-lo a ver como a sua puta gostava de ser fodida era bem mais interessante.
— Vocês humanos são tão entediantes.— O íncubo disse enquanto observava o buraco do moreno. Ele estava completamente arrombado e largo, e pelo tamanho daquele humano intruso, certamente não era culpa daquele inseto. Aquele corpo há muito já estava marcado por Kid, com seu formato. Afastando bem as nádegas e percebendo aquela cadela se abrir indecentemente, Kid viu que a porra sequer escorria. Duas gotinhas patéticas que não satisfaziam alguém tão sedento, que jamais saciaria o desejo de um pervertido. — O que adianta se abrir para um humano ridículo desses, se ele sequer consegue encher esse cu de leite?
— Alguns de nós trabalham, não são demônios desocupados sem mais nada pra fazer. Se alguém me oferece uma foda entre um plantão e outro, óbvio que vou aceitar.
Era uma pergunta retórica, no entanto, estava claro para Kid que todo aquele teatrinho existia apenas para irritá-lo, para conseguir chamar sua atenção. Quando viu aquele idiota sendo fodido, deveria ter ido embora e não dado o que ele buscava, mas fazer o quê, não estava fazendo isso por ele e sim para terminar de se satisfazer. Ainda em pé ao lado da cama, ele abaixou a calça apenas o suficiente para deixar seu pau visível que mesmo mole já era imensamente maior que o daquele humano, e tão grosso que o buraco largo na bunda do médico fazia todo sentido. Então ele apontou na direção e aguardou que aquela cadela o obedecesse.
— Você é muito convencido. — Law disse ao perceber exatamente o que o íncubo queria provar.
O problema era que a arrogância de Kid dava muito tesão. E ver a monstruosidade que ele tinha no lugar do pau também. Law se aproximou e agarrou a ereção com a mão tatuada, movimentando a mão com precisão cirúrgica enquanto levava a cabeça à boca.
Geralmente Kid era bastante apressado e gostava de forçá-lo a chupar enterrando a mão nos cabelos negros de Law, fodendo sua garganta e se divertindo enquanto o médico ficava sem ar e engasgava. Mas não parecia ser o caso. O íncubo continuou com os braços cruzados, como se o ponto fosse mostrar que não precisava fazer nada, que Law se comportava depravadamente sozinho.
— Vai ficar só olhando hoje? — Law provocou enquanto olhava o rosto maligno do ruivo. — E ainda acha que tem o direito de chamar os outros de entediantes...
— Não serei eu a ficar olhando. — O demônio afirmou, não deixando que seu sorriso sumisse do rosto. O humano intruso ainda o observava com mais medo do que qualquer um e em algum momento até surgiu em sua mente foder aquela criatura enquanto obrigava o doutor a observar sem poder fazer nada, mas, honestamente, era tão desinteressante que o deixava sonolento. — O desespero para ter esse seu rabo largo preenchido era tamanho que precisou apelar para um broxa qualquer? Aposto que na esquina você acharia alguém imensamente melhor.
Aquilo ainda estava incomodando Kid. Claro que ser observado era excitante, que ver o medo nos olhos dos humanos sempre o satisfazia, só que sua maior vontade no momento era pegar o pintinho estúpido daquela criatura e esmagá-lo em sua mão, depois fazê-lo comer. Até que não era má ideia.
— Ou seu desejo era ser fodido por dois ao mesmo tempo? — Kid perguntou pensativo, enquanto observava o humano indecente engolindo sua ereção que estava ainda maior do que antes. Sua mão mecânica encostou no rosto do moreno e começou a acariciar não tão suavemente, em um carinho claramente falso e cheio de intenções malignas. — Porque se era, deveria apenas ter me falado, sabe.
Naquele momento, o íncubo fez com que dois clones aparecessem no quarto ao seu lado, sorrindo da mesma forma diabólica que ele e igualmente nus. Os três viram o brilho nos olhos do médico que por mais inexpressivo que fosse, sempre era fácil de ler.
Porém, quando Law tentou tocá-los, ambos deram um passo para trás ao notar a distração do humano, a mão que segurava seu rosto o puxou com tudo para frente, obrigando-o a engolir toda sua rola até sufocar. Quem sabe assim ele aprenderia a se comportar.
Maldito íncubo filho da puta. Era o que Law teria dito se conseguisse falar alguma coisa com uma rola imensa entalada em sua garganta. Kid o enganou com falsas ofertas e agora mantinha um ritmo brutal, metendo violentamente em sua boca, o obrigando a engolir tudo sem reclamar. Não que Law fosse realmente reclamar. Estava quase sem ar, o rosto afundado nos pelos ruivos espessos do demônio e sua garganta espasmava e engasgava ao redor de Kid fazendo ruídos obscenos preencherem o quarto, mas era delicioso.
A falta de oxigênio fazia sua cabeça ficar aérea e o médico mal conseguia se movimentar. Era apenas um buraco, para o demônio foder e usar como bem entendesse. Law conseguia escutar o choro e os soluços do homem amarrado observando a cena, certamente com medo que aquele demônio o tratasse da mesma forma violenta que tratava Law e aquilo só fazia o médico ficar mais excitado.
— Cale a boca, seu verme. — Law ouviu Kid vociferar ao homem em prantos e ficou confuso. Geralmente o íncubo era completamente a favor de ouvir o desespero e a agonia de um humano, como o sádico de merda que ele era. Mas Kid apenas soava irritado com aquele cara. Será que?...
— Você ficou mesmo com ciúme de algo tão bobo? — Law se aproveitou do ritmo ter diminuído para interromper o que fazia e provocar o ruivo. — Por acaso está apaixonadinho por mim? Que fofura.
Não é como se eles tivessem um acordo nem nada do tipo. E Kid jamais havia ficado irritado com qualquer menção da vida sexual dele. Era engraçado que ficasse bravo à toa, e Law adorava ver aquele idiota puto.
Imediatamente o íncubo fez uma expressão confusa que se transformou em nojo logo em seguida. E ele riu alto mais de si mesmo ao cogitar aquela possibilidade absurda. Até parece. Mas admitia que o humaninho escandaloso o deixava irritado. Que ver a cena que viu ao chegar no quarto o deixou com vontade de estraçalhar aquele humano. E que ver algo que o pertencia sendo roubado por alguém tão patético o enfureceu de uma forma que nunca antes havia acontecido. Talvez...
— Nunca ouvi algo tão nojento. — Ele cuspiu na boca de Law que estava bem aberta para receber seu cacete e fez o mesmo que havia feito com o outro humano, prendendo-o e restringindo seus movimentos. Havia ficado mais irritado que o normal com a provocação absurda, mais ainda por enxergar certo sentido naquelas palavras.
Com Law preso, Kid começou a se divertir com seus clones, um deles até mesmo sendo transformado na aparência peculiar do médico. A todo momento ele olhava na direção do moreno, mesmo enquanto fodia violentamente o clone com a mesma aparência do humano, como se o rabo dele não fosse tão delicioso quanto o que estava acostumado a preencher.
Humaninho desgraçado. Ele não conseguia apagar aquelas palavras da cabeça. Estava com ciúme por seu brinquedo estar sendo usado por outro, era só por pertencê-lo, ser sua posse.
Estalando a língua irritado, ele encheu de porra o cu arrombado do clone. Enxergava o desespero nos olhos do médico, sem dúvidas desejando que fosse ele no lugar. Mas não seria assim. Kid sempre foi muito bondoso com aquela criatura inferior, dando o que ele desejava, preenchendo-o, fodendo-o e se deixando ser fodido, e tudo isso para quê? Ser provocado, ter que ver aquele corpo indecente recebendo rola de um broxa de merda.
Então ele apenas se sentou arreganhado na cama e os dois clones continuavam a se divertir com ele, beijando-o e chupando-o, mas seus olhos continuavam no doutor desesperado que não receberia mais nada enquanto ainda continuasse com aquela fachada, fingindo ser digno de algo, quando claramente era só uma cadela no cio.
— Ei. — Law chamou o íncubo de onde estava preso, tentando não transparecer nenhuma emoção na voz estoica.
Não recebeu nenhuma resposta, o ruivo apenas continuou a se divertir com seus clones o ignorando, embora ainda olhasse de relance para Law, apenas para observar o médico chupando o dedo de vontade, certamente.
— Ficou surdo, babaca de merda? — O médico resolveu ser mais enfático, já começando a se irritar com a falta de estímulo, tudo isso porque fez uma brincadeira idiota. Mas não era culpa dele se Kid estava agindo como um tonto ciumento.
Law adorava ignorar os outros apenas por mero entretenimento, mas ser ignorado era uma história bem diferente. Principalmente quando continuava sendo estimulado visualmente, observando tudo que poderia estar acontecendo consigo e não podendo ter. Seu pau escorria de vontade e ele se contraía tanto que deveria ser vergonhoso para alguém que valesse alguma coisa.
Mas Law não valia absolutamente nada. Então não se envergonhava, apenas se irritava com o tratamento indiferente daquele demônio escroto.
— Se for pra ficar fazendo esse showzinho, pode sumir daqui. — Law disse ainda com o rosto inexpressivo, mas o desejo transbordando em suas palavras — Sério. Imbecil do caralho. Só... Me diga o que quer que eu faça...
Qual seria o ponto em dizer? As coisas não eram tão simples assim. Kid não teria nenhuma diversão. Então ele resolveu testar para ver se o humano havia aprendido sua lição, deixando-o livre e observando atentamente cada um de seus movimentos.
Como já era esperado, Law não aprendeu nada, então facilmente o demônio apenas segurou sua cabeça e a empurrou com força, impedindo que ele se aproximasse de qualquer um dos três, assim como do outro humano intrometido que só agora havia notado que tinha desmaiado. Um covarde, realmente.
— Você sabe muito bem o que deve fazer. — O sorriso demoníaco brilhou nos lábios vermelhos. E se ele não sabia, não era bom o suficiente para Kid.
Aquele humano já era corrompido, não fazia sentido tentar corrompê-lo ainda mais. O lugar do inferno dele já estava garantido. Porém, ele não aceitava. Não gostava de ceder e demonstrar o quão sem valor era, mesmo já tendo plena consciência disso. Kid estava ali apenas para ajudá-lo. Para incentivá-lo, ele preencheu outra vez o interior do clone transformado em Law e o beijou intensamente. Os lábios se devorando, os corpos suados se movendo um contra o outro mesmo depois do orgasmo, o buraco literalmente transbordando de forma que o humano pudesse ver o que ele poderia estar tendo, mas por orgulho perdia, desperdiçando todo aquele leite que poderia estar inundando a sua garganta ou sua bunda.
Aparentemente, um clone também não conseguia satisfazê-lo, ele precisava do corpo real. Assim que o clone se levantou, não só ele como o corpo real também ainda estavam duros. Não tinha graça quando não observava o humano sucumbindo a seus desejos carnais, se desesperando e implorando, completamente desvirtuado. Então os três se colocaram ao redor de Law, as ereções imensas escorrendo e enormes, precisando de alívio, precisando daquele humano, prontas para se despejarem, buscando isso. Tudo dependeria do quão orgulhoso o imbecil continuaria a ser.
Law não costumava fazer isso. Não apenas por seu orgulho e fachada estoica, mas porque nunca realmente teve vontade de fazê-lo, em nenhuma de todas as fodas da sua vida. Tudo que ele já havia experimentado com outras pessoas era bom, às vezes chegava até perto do que ele esperava... Mas nunca o suficiente para precisar. A cena que presenciava, entretanto, despertava em seu corpo o desespero, a sensação de que necessitava daquilo para continuar respirando.
E o médico sabia que era um absurdo. Sabia muito bem que a única coisa que ele necessitava para continuar respirando era seu sistema respiratório funcional e o oxigênio no ambiente, mas aquilo não era racional. Era um sentimento parecido com quando estava chapado, quando seu cérebro se desligava momentaneamente para dar espaço às sensações.
— Eu preciso. Na minha boca, dentro de mim, em todo lugar. Eu quero toda a porra que puder me dar.
Kid riu ao ver o humano se submetendo a ele, se envergonhando daquela forma tão patética. Ele segurou o queixo do moreno ajoelhado e submisso a ele e aproximou a boca de seu pau, deixando apenas algumas gotinhas de pré-gozo pingarem na língua quente.
— Por favor. — Law desconectou qualquer vestígio de racionalidade, focando apenas em sua ereção que implorava para ele implorar. — Me fode, me toca, por favor, por favor, por favor.
— O mais patético. — Se estivesse em seu estado normal, com aquela corrupção o demônio já teria ido embora. O prazer de Law era melhor do que o de qualquer um, mesmo quando eles sequer estavam fodendo. Só o desespero dele já o alimentava muito bem. Mas Kid estava longe de seu estado normal e no momento ele necessitava fazer de tudo com aquele humano.
Enquanto seus clones se masturbavam, ele começava a enfiar seu pau outra vez na garganta do médico Como os outros dois não tinham muito controle dos próprios corpos, ambos gozaram rapidamente no corpo moreno, enquanto o íncubo se demorou um pouco mais, fodendo a garganta profundamente, obrigando o humano a engolir todo seu caralho por completo. Era gostoso e ele sabia que poderia se controlar, mas ele não quis, então como desejava antes, inundou a garganta do outro até transbordar, fazendo-o se engasgar, mas não permitiu que cuspisse nada, forçando até a última gota dentro daquele buraco. Deixando todo o corpo do humano melado com sua porra.
Era quente, era muito gozo, mas Law era um profissional naquilo e iria receber tudo como um bom depósito. Kid continuou estocando em sua boca mesmo depois de gozar, fazendo a porra transbordar pelo canto de seus lábios obscenamente. E Law gozou engolindo toda aquela porra, sem precisar sequer tocar seu pau, apenas esfregando as bolas e o períneo o máximo que conseguia nos lençóis já imundos da cama.
Patético e sem controle igual um adolescente hormonal ou um cão querendo acasalar com objetos. Mas Kid conseguia tirar tudo de pior que havia nele. Nunca na vida achou que se satisfaria de forma tão simplória, assim como nunca achou que imploraria para chupar um pau, mas aquilo era diferente.
Ele caiu morto na cama e deixou sua mente vagar por alguns instantes enquanto se recuperava para aguentar sabe-se mais quantos rounds estavam por vir.
— Se você odeia tanto eu não faço mais. — O médico disse numa raríssima demonstração de quase afeto, se referindo a dar para outros caras. — Mas só se você aparecer com a frequência certa.
— Quem manda aqui sou eu, humano. — O que no idioma dele era o equivalente a uma concordância.
Depois, os dois perderam a noção de tempo e passaram o resto da madrugada se forçando um contra o outro, até que estivessem tão cansados que Kid simplesmente desmaiou.
Quando o humano intruso acordou, deu de cara com Law lendo um livro tranquilamente como se nada tivesse acontecido.
— Cara, eu tive um sonho bizarro... — O infeliz disse amigavelmente, tentando soar íntimo do médico. — A gente estava transando e do nada apareceu um demônio bizarro.
— Vá embora. — Porém, Law não parecia nada satisfeito com a presença de alguém em seu quarto e apenas soltou friamente sem nem se dar ao trabalho de olhar na direção daquela pessoa insignificante.
Quando o broxa tentou retrucar, ele olhou para o colo do médico e viu vestígios de cabelo vermelho ali, reparando no volume corporal debaixo da coberta e pouco a pouco o humaninho foi se afastando, até sair gritando de medo do apartamento.
— Achei que tinha apagado a mente dele. — Law comentou casualmente ao passar uma página do livro e voltar a mão inconscientemente para o topo da cabeleira ruiva em seguida.
— É mais engraçado quando eles não perdem todas as lembranças. — Kid riu e voltou a agarrar possessivamente a cintura do moreno, como se só de ver Law falar com aquele outro humano já o deixava irritado. Talvez o doutor não estivesse tão errado assim...
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