Incubus Love
23 Needy Lamb
Notas iniciais
Quando entraram na cabine, ela não sentou do lado dele e sim na frente, cruzou os braços e ficou olhando para o lado de fora pela janela, enquanto o brinquedo subia e dava voltas lentas. Estava claramente ignorando o moreno e não podia se importar menos, aquele marimo idiota.
— Kokku... — O padre chamou em vão, ainda foi ignorado como resposta.
Zoro não era muito bom com palavras, sempre preferindo gestos para se expressar, então não sabia muito bem o que fazer naquela situação em que não poderia tocá-la. Sanji, apesar de irritada, ainda fazia uma expressão carente e injusta que Zoro reconhecia muito bem, mas não poderia dar o que ela queria, nem mesmo ali no alto da roda gigante.
Sanji sentiu o moreno se sentar a seu lado, mas nem isso seria o suficiente para que ela voltasse a ficar de bom humor. Zoro estava sendo exagerado, nem tinha nenhum conhecido por perto, além disso, era só carinho de família. Idiota. As costas dos dedos do moreno encostaram de leve em uma de suas coxas expostas, deixando-a arrepiada e a fazendo cruzar as pernas em um leve estímulo, sentindo sua calcinha ficar um tanto... Molhada. A carência realmente causava reações estranhas.
A loira continuou emburrada com ele até descerem e ainda depois disso, arrastando Zoro até os lugares sem trocar uma palavra com ele e bem menos sorridente do que estava antes. O que fazia Zoro ficar irritado. O propósito de saírem era Sanji ficar contente, não daquele jeito. Sanji estava sendo infantil e sabia muito bem o porquê de não poderem trocar carícias em público. Mas ele entendia aquela reação, porque também achava aquilo irritante e sem sentido, o fato de terem que fingir.
Sanji estava necessitada. Desde o toque discreto em sua coxa, ela só conseguia pensar em coisas pervertidas... Em público... Pior, toda vez que era a vez de Zoro de jogar algo, ela ficava observando-o. A camiseta preta não era muito colada, mas dava para ver perfeitamente o corpo musculoso por baixo. Os braços fortes quase estouravam as mangas, deixando-a um tanto ofegante. A calça jeans marcava a bunda grande do moreno e ela queria se esfregar ali. Zoro estava tão gostoso, ela queria lambê-lo todinho. Seu rosto estava corado, ofegante, e parecia cada vez mais irritada por não poder tocar nele.
Zoro observou seus comportamentos estranhos e começava a achar que só havia um jeito de acalmá-la. Levou Sanji para um banheiro, talvez menos discretamente do que deveria, e a beijou assim que fecharam a tranca, esmagando o corpo pequeno contra a porta, quase levantando Sanji do chão no processo.
— Se acalma. Logo estaremos em casa... — Zoro disse no meio do beijo. — E você vai poder fazer o que quiser comigo.
— Não dá... — Sanji disse manhosa. Ela ergueu os braços, segurando na nuca do moreno e praticamente pulou em seu colo, agarrando as pernas ao redor do corpo musculoso. Pegou uma das mãos dele e a levou até sua calcinha, mostrando que já estava começando a escorrer até pelas coxas. — Não aguento mais...
Zoro não esperava por isso, mas realmente não entendia como ainda se surpreendia. Em sua mente, Sanji estava carente num sentido muito mais... inocente. Sua mão melada no meio das pernas da loira, entretanto, provava exatamente o oposto.
Sanji era completamente compulsiva. Zoro às vezes se perguntava como exatamente que ela conseguiu passar a eternidade com o corpo insensível, já que com ele queria sentir prazer a todo instante. Mas o pensamento o deixava satisfeito de alguma forma, a ideia de que com ele havia se tornado tão impossível resistir que ela precisava gozar a todo instante.
— Fique bem quietinha, então. — Zoro advertiu, falou colado ao ouvido de Sanji enquanto seus dedos afastavam a calcinha e facilmente penetravam na bucetinha melada.
Zoro costumava não ter conhecimento algum sobre como fazer aquele corpo se sentir bem, mas depois de Sanji usá-lo tantas vezes, era tão natural quanto seu corpo masculino. Além disso, aquele buraquinho havia se tornado tão largo quanto o outro, permitindo que estocasse seus dedos grossos sem qualquer dificuldade enquanto escutava Sanji tentando abafar os gemidos manhosos na curva de seu pescoço espesso.
Sanji jogou a cabeça para trás e precisou morder com força os lábios para não gritar de prazer. Zoro metia tão deliciosamente os dedos em seu buraquinho largo que era impossível se conter. As mãos pequenas apertavam com força o tecido da camiseta, às vezes os dedos arranhando a nuca, o pescoço, as costas, tudo que ela conseguia alcançar. Zoro metia tão gostoso, os dedos estocando profundamente aquela bucetinha escorrendo. Ela sentia sua lubrificação deslizando pelas coxas em abundância, melando por todo cantinho que escorria. Tão bom.
Zoro jamais iria se cansar do quão molhada Sanji ficava com tanta facilidade. Ele conseguia até mesmo medir o quão próximo estava de gozar apenas por aquilo. O padre queria dizer para ela o quão melada estava naquela situação tão exposta, em público, só para ele, queria dizer o quão bem ela recebia seus dedos, o quão macia e perfeita era, mas, caso o fizesse, contradiria sua própria regra de silêncio, então apenas continuou metendo os dedos exatamente do jeitinho que ela gostava.
As vozes dos humanos conversando do lado de fora podiam ser ouvidas pelos dois. Estavam no banheiro masculino, qualquer gemido seria suspeito, especialmente em sua voz manhosa e aguda. Infelizmente, Sanji não foi forte o bastante para conter e quando gozou, acabou deixando escapar um gemido alto, abafado pelo pescoço moreno, enquanto ela se contorcia desesperada e esmagava os dedos em seu interior.
Ela olhou para Zoro completamente ofegante e sorriu de leve, mesmo que o rosto do outro estivesse claramente reprovando sua atitude. Sanji não poderia se importar menos. Ela selou os lábios em um profundo beijo e do nada sumiu dos braços do padre, se transportando para o banheiro feminino para que pudesse voltar a seu estado normal e se limpar depois de seu orgasmo.
Zoro ficou confuso no momento que ela desapareceu em seus braços, fazia muito tempo que Sanji não precisava usar aquele tipo de poder. Ele resolveu aguardá-la ali na frente, provavelmente Sanji o chutaria se fosse para longe e acabasse se perdendo, enquanto refletia.
Era suposto aquele ser um encontro comportado, mas Zoro acabou a beijando. E o que era suposto que fosse um beijo acabou virando perversão. Não conseguia se controlar, nunca conseguia, nem sabia porque ainda se enganava. Nenhuma regra ou barreira importava quando estava com Sanji, somente Sanji importava, como se cegasse Zoro completamente para o resto do mundo.
Após alguns minutos ela encontrou Zoro com uma expressão confusa e perdida ainda na frente do banheiro em que fizeram coisas tão safadas. Apenas havia sumido para que mesmo que alguém tenha escutado, não tivessem problemas quando o padre saísse do banheiro e aparentemente deu certo.
— Goza e some, sua mal-agradecida? — Zoro sussurrou irritado pela loira tê-lo deixado plantado ali por tantos minutos.
Sanji mostrou a língua de forma infantil enquanto segurava com firmeza a mão do moreno, de um jeito que não era muito habitual para casais, tentando continuar a encenação.
— Por quê? Queria uma compensação, padre pervertido? — Ela sussurrou de volta de forma provocação e um sorrisinho maldoso nos lábios. — Não fui eu quem teve a genial ideia de levar uma mulher para o banheiro masculino.
Ela viu o rosto do moreno se tornar completamente vermelho e sorriu vitoriosa, fazendo até um sinal que a declarava como vencedora.
— Tá, chega de me aloprar. — Zoro olhou feio para Sanji que ainda sorria. — Está tarde, então escolha só mais um brinquedo para irmos.
— Aquele! — Sanji apontou na direção da roda gigante e viu a cara franzida de Zoro.
— De novo? É tão chato que eu quase dormi. — Da perspectiva rabugenta de Zoro todos que haviam ali eram chatos, mas claramente era uma grande mentira já que ele estava preocupado demais com o fato de Sanji estar chateada com ele para dormir.
A primeira reação dela foi fazer um enorme biquinho emburrado, mas sabia que não conseguia nada agindo assim, então resolveu apelar e fazer uma expressão manhosa, totalmente pidona.
— Vaaamos? — Seus olhinhos azuis brilhavam e ela só viu Zoro suspirar e concordar antes de começar a arrastá-lo na direção do brinquedo outra vez. Já estava tarde e Sanji bastante satisfeita por aquele encontro, era o primeiro que tinha em... Bom, desde sempre.
Diferente da outra vez, ela fez questão de se sentar do lado do moreno e continuar com as mãos dadas, mas como estavam sozinhos, entrelaçou os dedos e deitou a cabeça em seu ombro confortavelmente.
A roda gigante ficava alguns minutinhos parada, para os casais poderem ter um momento a sós lá no alto, ou qualquer porcaria do tipo, então Zoro percebeu que era exatamente aquilo que Sanji queria, aquele romance brega. Mas da primeira vez que vieram no brinquedo, sequer estavam se falando, então ela não pôde ter o que queria. Zoro sinceramente não sabia qual era a diferença de dar as mãos naquela roda gigante, ou no banheiro, ou no sofá da casa deles, mas não iria discutir.
Era confortável, ele podia admitir. Os cabelos cheirosos de Sanji em seu ombro, a brisa noturna e a cidade vista do alto, as pessoas tão distantes que pareciam formigas, que não poderiam ver suas mãos entrelaçá-las, nem julgá-los ou censurá-los. Zoro pensou que não deveriam estar num lugar tão alto para fazer algo tão bobo, nem escondidos dentro de casa, ou clandestinamente trancados num banheiro. Por todas aquelas ruas e calçadas que ele avistava de cima, naquela cidade ou na sua, ele gostaria de viver em paz com Sanji.
Talvez ele estivesse pronto para fazê-lo. Escrever a carta para comunicar que queria sair da igreja, que sua vida era outra agora. Não parecia errado nem pesado. Sequer parecia que estava tomando uma decisão. Porque, na verdade, já havia tomado há muito tempo, todo aquele tempo em que morar juntos era tão natural quanto respirar, ele já havia escolhido Sanji.
Sanji ficou distraída por alguns minutos, olhando as fotos que haviam tirado e sorriso ao ver as caretas do moreno, mas o que realmente a deixava encantava eram os leves sorrisos que ele dava em algumas, a forma como suas bochechas ficavam em um tom rosado após ser beijado, em como Zoro ficava bem a seu lado, em seu abraço.
— Obrigada, Zoro... — Sanji disse baixinho, completamente sonolenta. A calmaria daquele momento trazia conforto, fazia ela desejar ter aquilo para sempre. Ela sabia que se estivesse ao lado de Zoro, mesmo que precisassem ficar enfurnados naquela casa para o resto de suas vidas, estaria tudo de seu agrado. Zoro a deixava mais feliz do que nunca. — Eu nunca tive um dia tão agradável como hoje.
Ela olhou para cima com um enorme sorriso quando a cabine estava no topo e sentiu os lábios do moreno pousando de leve em sua testa, em um ato que a deixou constrangida de tão inocente e puro. O coração acelerado, os sentimentos parecendo que explodiriam em seu peito. Era realmente estranho, mas a mão segurando a sua com firmeza, juntamente com o leve sorriso nos lábios que tanto amava beijar, demonstravam que ele também se sentia da mesma forma e isso trazia a paz que Sanji precisava.
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