Incubus Love
14 Forced Damnation
Notas iniciais

Quando chegou na casa de sua presa, mesmo sendo de madrugada, as luzes estavam acesas e tudo bastante claro, o que era bem problemático e costumava fazê-lo perder a paciência facilmente. Pensou em ir embora antes de ser visto, mas ao sentir a energia sexual extremamente forte e acumulada, qualquer pensamento relacionado a partir sumiu. Precisava devorar completamente aquele humano, seu corpo e alma.
Kid, diferente de Sanji, não costumava enxergar suas presas como humanos, elas eram alimentos prontos para serem comidos, apenas isso. Não era raro ele matar alguém, as regras do inferno existiam, mas Lúcifer estava muito ocupado para se preocupar com onde um demônio de baixa categoria enfiava o pau. O que era perfeito, porque assim podia quebrar as regras sem medo e foder geral, o que significava matar qualquer humano que o irritava.
Com um sorriso sádico, o íncubo lambeu os lábios e se aproximou do homem que parecia muito ocupado para notar sua presença. Uma presa fácil com a qual poderia fazer o que quisesse. Perfeito. As longas asas negras estavam à mostra, assim como os chifres e o rabo, não perdia tempo tentando se camuflar muito, ou esconder o que realmente era, dava muito trabalho e quanto mais disfarçado, menos prazer seu corpo sentia, como deveria ser. Corpos insensíveis era a regra mais idiota de todas e ele jamais a seguiu.
— Ei. Sou um íncubo, vamos foder. — Não era uma pergunta, um convite ou uma proposta, ele estava apenas informando o que ia acontecer, o humano desejando ou não. Viu seu reflexo em um espelho no fundo da sala e sorriu maldoso. Os lábios pintados, o cabelo vermelho e rebelde, a estatura elevada e até mesmo a falta de um braço. Nada parecia muito comum. — Gosto peculiar esse seu.
O homem de aparência cansada e sinistra levantou os olhos frios e cheios de olheiras para o íncubo. Escaneou rapidamente com os olhos a aparência grotesca do ruivo, especialmente as asas nada discretas ainda se movendo, deixando absolutamente claro que aquilo era bastante real. O cara sequer estava usando roupas e ostentava um enorme e grosso pau duro, o que provava que seu convite era seríssimo, não que Law estivesse minimamente interessado.
— Estou ocupado. — Disse em tom monótono, e apenas gesticulou com a mão para que fosse embora, voltando imediatamente a se concentrar nos papéis à sua frente.
O único motivo de Law sequer ter olhado na direção daquela voz, era se certificar de que não estava tendo uma alucinação provocada pela falta de sono e sobrecarregamento do seu cérebro. Já havia previsto que aquilo poderia acontecer, afinal, estava há quase uma semana sem dormir. Felizmente, aquele não parecia o caso, sua mente com certeza não era criativa o suficiente para inventar aquilo, ainda mais nesse estado.
Talvez em outro momento em que estivesse livre tivesse apenas aceitado o convite, mas sexo não estava na sua lista de prioridades no momento. Nem dormir estava na sua lista de prioridades. Law tinha um prazo curtíssimo para entregar sua tese e se pudesse até parar de respirar para poupar tempo, ele o faria. Não estava fazendo nada além do absolutamente necessário e sua mesa estava abarrotada de cinzeiros, latas vazias de energéticos e a garrafa de café que havia acabado há dias, já que ele nem tinha mais tempo de fazer. Às vezes desejava ter apenas começado a trabalhar logo após a faculdade de medicina como a maioria dos seus colegas, mas seu ego não permitia, tinha que obter aquele maldito PhD.
O sorriso do íncubo aumentou ao ouvir as palavras daquele humano ousado. Não sabia o que o irritava mais, se era o descaso do humaninho patético com sua presença, ou o fato de ser prontamente rejeitado e ainda pior, ignorado. Quando dizia que odiava aquele tipo de gente, pessoas em geral, era nesse tipo que pensava.
— Não me lembro de fazer uma proposta. — O tom zombeteiro do odioso demônio poderia facilmente assustar qualquer um, amedrontar, mas aquele humano em específico não parecia reagir a nada. A suas palavras, aparência, aproximação... — Estava apenas informando o que vai acontecer essa noite.
Sem enrolações, o ruivo exageradamente alto praticamente voou para cima do humano, agarrando o corpo menor por trás e penetrando a única mão enorme por dentro da calça, tocando diretamente o pau e o estimulando imediatamente sem nenhum pudor. Por algum motivo confuso só tinha um braço, mas julgou que deveria ser algum fetiche bizarro daquela criatura desprezível.
Ele enfiou o rosto no pescoço moreno, deslizando a língua comprida pela extensão, enquanto seu olfato captava um desagradável cheiro tipicamente humano que ele sempre detestou.
— Eu sempre achei que humanos fedessem, mas você está de parabéns... — Mesmo falando aquilo, sua língua ainda continuava a percorrer o pescoço suado e muito salgado para seu gosto, até que os dentes prensaram a carne não muito macia, deixando uma não tão pequena marca em um local extremamente visível. Sorriu com o belo trabalho feito ao se afastar.
Aquela mão grande e completamente grosseira estimulava Law de uma forma sem modos e ogra, e ele parecia estar muito sensível devido a tantos dias sem nem pensar em se aliviar. Mas até aí ele poderia aguentar, ainda estava lendo seu artigo tranquilamente, como se estivesse recebendo uma massagem relaxante, mesmo que os movimentos fossem completamente brutos para sequer se assemelhassem a isso. O problema era a boca do outro agarrando seu pescoço, fazendo com que se desconcentrasse momentaneamente e perdesse o parágrafo que estava lendo de vista.
— Sem tempo. — Disse simplesmente. Law não se incomodava nenhum pouco com a observação do íncubo sobre sua falta de higiene no momento. Assim como não havia tempo para dormir, não havia tempo para banhos, era apenas questão de lógica.
Mas a mão do íncubo continuava a se movimentar dentro da calça, o que não o incomodava. Porém, quando achou que tinha se livrado dos ataques em seu pescoço, sentiu o ruivo se aproximando novamente e tratou de impedir seu rosto de chegar mais próximo, utilizando sua mão tatuada como barreira.
Percebia agora que não iria se livrar daquela situação tão fácil. Tentava pensar em suas opções rapidamente para não perder muito tempo. Se tentasse resistir, provavelmente acabaria seriamente prejudicado, afinal não dormia há dias e aquele íncubo parecia forte pelo pouco que havia observado de seu corpo grande. Isso resultaria em perder muito mais tempo do que ele tinha, então só havia uma alternativa sensata.
— Você está atrapalhando minha leitura. — Disse Law, frustrado, enquanto tentava organizar novamente as ideias sobre o artigo que estava tentando referenciar. — Faça o que quiser, contanto que não me atrapalhe.
Kid queria se aproveitar do humano, apesar do cheiro e aparência questionáveis, a energia sexual que transbordava de seu corpo era bastante atraente. Falta de sexo normalmente dava nisso, muita vontade de se derramar que era transformada na mais deliciosa energia.
Mas aquela oferta parecia meio descabida, não era muito agradável tocar alguém que não estivesse enlouquecendo por seus toques, a imagem daquele homem apenas lendo e o ignorando não era muito agradável, no entanto, ele não parecia que cederia tão facilmente.
— De acordo, humano. — Dando de ombros, Kid observou a situação. Ele notou o incômodo alheio quando atacava seu pescoço, então claramente não poderia ficar ali. Retirou a mão de dentro da calça e viu que o humano estava com as pernas abertas e debaixo daquela mesa provavelmente ele caberia, mesmo com seus mais de dois metros de altura.
Rapidamente ele se enfiou debaixo da mesa de vidro transparente e sem se importar rasgou a calça do homem com as compridas e afiadas unhas negras. Sorriu malicioso ao ver o suculento pau duro brilhando com todo aquele pré-gozo e sem hesitar o enfiou fundo em sua garganta, iniciando movimentos barulhentos, intensos e sujos de sucção.
— Perfeito. — O médico estava bastante satisfeito por poder voltar à sua tese em paz e por não haver nenhum protesto da parte do demônio.
Seu cérebro voltou a manter o foco nas palavras difíceis daquele artigo enquanto não se importava nem um pouco com o que quer que fosse que o demônio fazia embaixo de sua mesa.
Obviamente, Law sentiu na mesma hora quando seu pau foi abocanhado de uma vez com uma habilidade sobrenatural e, claro que ouvia os barulhos que ecoavam pelo escritório. Mas sua mente não iria focar nem por um segundo naquilo. Já estava bastante acostumado a concentrar áreas específicas do seu cérebro para melhorar seu empenho intelectual, não seria agora que seria atrapalhado.
Enquanto se sentia perfeitamente bem naquela boca quente e melada, seu rosto não movia um músculo. Não havia tensão alguma, nem relaxamento, nem uma simples mudança em sua respiração. O que não era lá muita novidade para aquele homem tatuado. Law com certeza não era o cara mais expressivo do mundo.
Na verdade, poderia se dizer que era quase o oposto disso. Ele conseguia manter a compostura até mesmo numa situação obscena e não era raro seus parceiros reclamarem da sua falta de reação durante o sexo, mesmo durante um orgasmo. Os olhos são a janela da alma de uma pessoa e Law não estava disposto a deixar aquilo escancarado para qualquer um.
Sua expressão se mantinha impassível na maioria das vezes e ele só reagia especificamente quando queria provocar alguém e ser um filho da puta. Ou quando era levado ao seu limite, coisa que acontecia em ocasiões muito raras, principalmente com tanta gente sem graça que transava comportadamente, o que Law considerava absurdamente tedioso.
E toda aquela falta de reação estava deixando Eustass irritado. Ele não se importava em dar prazer para um humano, assim como não ligava de vê-los se contorcendo em prazer ou qualquer outra merda do tipo. Mas, existia algo que ele se importava e muito e era em não ser ignorado como estava sendo por aquele maldito no exato momento. Estava mamando aquele pau da melhor forma que conseguia, guloso, faminto e o humano nem piscava, era quase como se ele não existisse. Insuportável.
Não havia nenhuma forma de um íncubo não fazer um humano fraco e patético não se contorcer de prazer e gemer desesperado, implorando por mais. Era isso que deveria estar acontecendo, mas o homem de cabelos pretos agia como se estivesse sozinho e não existia um demônio engolindo seu pau. Jurou que após se alimentar o mataria.
Por bons minutos ele continuou naquele boquete, tentando arrancar um mínimo gemido do outro e nada. Parecia que cada vez mais ele não sentia absolutamente nada por sua boca e língua. Irritado, ele estalou a língua com a boca cheia e sem querer raspou os dentes pontudos na ereção enorme. O pau pulsou e ele teve certeza que viu um minúsculo movimento no rosto inexpressivo. Isso o fez sorrir e no segundo depois estava mordendo com vontade aquela rola, quase como se estivesse a mastigando para ser digerida. Achou aquilo interessante, não era um gosto muito comum e ele realmente apreciava quando achava uma puta masoquista. Seu próprio pau deu sinal de vida e até mesmo estranhou, era bem raro sentir tesão com um humano, mas aquele em específico estava sendo mais interessante do que imaginou de princípio.
Law não havia conseguido nem terminar um parágrafo inteiro da sua discussão quando sentiu os novos estímulos peculiares. O médico geralmente apreciava muito a dor, sempre foi assim. Não era à toa que tinha uma coleção de bisturis para o trabalho e outra que guardava no seu próprio guarda-roupa para ser usado durante o sexo. Considerava a dor prazerosa e relaxante, mas tudo que não podia fazer era relaxar naquele momento. Seu corpo estava movido a todos os estimulantes existentes para um único propósito. Ele não poderia apenas relaxar e descansar, colocando todo seu esforço de semanas a perder, seria completamente descabido.
Mas aquele demônio tinha descoberto sua fraqueza muito fácil. Talvez ele tivesse deixado escapar alguma reação, ou seu corpo havia agido involuntariamente sem que percebesse, mas com certeza o ruivo tinha percebido. A maior evidência era que não parava de imitar os movimentos que havia feito com os dentes, sendo cada vez mais ousado nas formas de torturar seu pau. Se fossem dentes humanos, talvez Law conseguisse suportar de forma mais contida. Mas tinha certeza que aquela dentição era absurdamente diferente do que estava acostumado, parecendo mais dentes de alguma fera selvagem e fazia maravilhas à sua pele sensível.
No meio de seu pensamento, Law se condenou por estar refletindo sobre aquilo. Não deveria estar pensando se era bom ou ruim, se o fazia reagir ou não, deveria estar com foco total em sua tese e nada mais. Os olhos cercados de olheiras tentavam se apertar cada vez mais para acompanhar as palavras no texto que estava escrevendo, como se aquilo fosse fazê-lo ler com mais afinco e ignorar o que estava acontecendo. Suas unhas curtas começaram a arranhar o braço tatuado para tentar balancear os estímulos e tentar se distrair menos com aquele boquete sujo que cada vez mais produzia sons altos e estalados.
Talvez o íncubo tenha perdido um pouco do próprio controle. Ver o humaninho patético tentando conter as reações e continuar ignorando-o poderia até ser considerado meio fofo, isto é, se ele achasse algo fofo. Como não era o caso, concentrava-se apenas no tesão mesmo. Com os estímulos no pau pulsando com sua língua, boca e, principalmente, dentes, Kid juntou suas mãos aos toques, só que nas coxas do moreno. Os dedos apertavam com força os músculos, as unhas eram constantemente raspadas com leveza para torturar o humano e vê-lo ansiar desesperado por mais. Queria ouvir a voz preguiçosa implorando por ele, gemendo em transe, enchendo sua boca de porra.
No entanto, não ia permitir que se despejasse tão rapidamente assim, então retirou o caralho da garganta, deixando uma forte mordida na glande, tanto que até a esmagou um pouco. Segurou as coxas e as empurrou em direção do corpo menor, flexionando-as e mantendo-as presas na posição arreganhada que deveria ser constrangedora. Olhou o pequeno orifício se contraindo minimamente e sorriu maldoso, rapidamente aproximou o rosto e penetrou totalmente a língua grossa no buraco, percebendo facilmente que não parecia ser virgem, não que se importasse.
O demônio soltou as pernas, deixando os pés apoiados em seus ombros e com as mãos livres segurou a pequena parte da bundinha que conseguia ver e afastou bem as nádegas para ter mais espaço para chupar aquele buraco. Suas unhas se enfiaram na pele macia e imediatamente ele olhou para o rosto do outro esperando uma boa reação.
Quanto mais aquele demônio o estimulava, mais Law tentava afundar as unhas na própria pele, continuar a fingir que estava sozinho e nada estava acontecendo. Mas, estava cada vez mais difícil. Principalmente quando o íncubo extrapolou completamente o limite do "não me atrapalhe" ao arreganhá-lo daquela forma na cadeira. Law não tinha o mínimo pudor em fazer isso, claro, mas ele gostaria bastante de não sentir nada e estava acontecendo o contrário. A língua invadia fundo seu buraco, muito mais fundo que qualquer língua humana poderia, e se torcia lá dentro, estimulando as paredes e todos os nervos possíveis.
Fazia muito tempo que Law não era fodido. Tanto que já havia começado a esquecer da sensação, sendo lembrado impiedosamente agora. Ele queria se concentrar e permanecer focado, mas seu pau estava escorrendo, e seu interior apertava a língua enorme, pedindo por mais, querendo ser bastante preenchido. Ele tentava ignorar tais pensamentos, ignorar a dor em suas coxas, mas estava começando a se perder no que estava lendo, escrevendo as coisas todas erradas e seu raciocínio falhava a todo momento.
Pelos seus cálculos, talvez fosse hora de mudar de estratégia. Não estava sendo nem um pouco produtivo naquele estado, então quanto mais resistisse, mais tempo seria perdido. Se apenas se entregasse logo e acabasse com isso o mais rápido possível, poderia voltar à sua tese sem distrações.
Pensando nisso, ele tirou os olhos do que fazia e os fechou, tentando se concentrar exclusivamente no prazer. A onda imensa de estímulos que recebia instantaneamente explodiu em sua mente, o fazendo soltar sua respiração pesada num gemido sem voz. Ótimo. Se continuasse nesse ritmo, se sua próstata continuasse a ser estimulada juntamente com a dor, calculava que poderia estar livre em poucos segundos.
No entanto, o demônio não parecia nem um pouco disposto a deixar que se livrasse tão fácil. Assim que reagiu minimamente, assim que estava prestes a gozar, Law sentiu a mão branca apertando com força a base do seu pau, impedindo completamente seu prazer e o deixando completamente frustrado. Law abriu os olhos geralmente inexpressivos para fuzilar o íncubo e se deparou com um sorriso enorme e sádico, que inevitavelmente fazia seu pau pulsar. Ele gostava de torturá-lo, e não havia como Law não se excitar com isso.
Se havia algo em que demônios sentiam prazer era em tortura, afinal, foram basicamente criados com esse objetivo. Claro, a tortura atual não estava sendo exatamente o que Kid costumava fazer no inferno. Não que fosse seu trabalho ou devesse torturar os humanos que caíam lá para pagar por seus pecados, era um íncubo, provavelmente era até fora das regras torturar alguém e deixar sua função de lado, mas como de costume, ele não estava dando a mínima, não seria a primeira e muito menos a última regra que quebraria.
No entanto, torturar sexualmente para um íncubo acabava sendo bem mais prazeroso. Sua língua visitava pontos naquele corpo de puta que o humano jamais poderia ter imaginado que um dia seriam alcançados apenas com uma língua, era bem possível que os pauzinhos patéticos e murchos de outros humanos também nunca tenham conseguido alcançá-lo tão profundamente, era quase como se estivesse tomando a virgindade daquele buraco quente e delicioso.
As expressões que o moreno, que antes parecia tão certinho por estar estudando ou fazendo qualquer porcaria pela qual o demônio com certeza não se interessava, estava finalmente mostrando, estavam enlouquecendo-o. O cuzinho se contraía de forma deliciosa em sua língua, como se tentasse ordenhá-lo e era muito bom. Provavelmente o chão estava cheio de seu abundante pré-gozo derramado, assim como a lubrificação de íncubo escorrendo do seu cu, mas ele estava muito focado no humano para prestar atenção no próprio corpo. Era perceptível o quão desesperada aquela puta estava, seu rosto implorava por um orgasmo, o cu chorava por seu caralho e ele não daria nenhum dos dois, apenas continuaria torturando-o sadicamente cada vez mais, até enlouquecer o homem, fazê-lo perder todo controle.
Por mais que o humano patético tentasse esconder, demonstrando a expressão amarrada de quem deu e não gostou, literalmente, o prazer absurdo que ele sentia naquele ato era facilmente notado em sua energia saborosa que transbordava daquele corpo lascivo. Kid queria muito se meter profundamente naquele buraco, fazê-lo gozar, surtar de prazer, gritar por ele, arrombá-lo e deixar o corpo todo arregaçado. Isso sem dúvidas seria muito prazeroso para ele também. Assim como poderia facilmente transformar a língua em uma rola enorme e grossa, já que assim não preenchia exatamente nada e com toda certeza ele não faria nada disso, porque se o moreno se negava a mostrar a expressão banhada em prazer, então ele se recusava a dar um orgasmo gostoso a ele e continuaria apenas fazendo pressão na próstata sensível pelo resto da eternidade e sentindo as bolas pesadas e cheias de porra se apoiando quase em sua testa.
Aquela tortura fazia Law praticamente enlouquecer, ainda que estivesse imóvel e o rosto impassível. Sua mente insistia em culpar sua falta de sexo por tanto tempo pela sensibilidade exagerada, mas sabia que não era apenas aquilo. Nem mesmo apenas a habilidade com que o íncubo fazia aquilo e sua descoberta das coisas que Law apreciava. Era o fato do ruivo ser claramente um grandissíssimo filho da puta. Ele fazia de propósito, o torturava e aquilo era o que o fazia pulsar mais que tudo.
Então Law cedeu. Cedeu e soltou um gemido que segurara no fundo da garganta esse tempo inteiro, sua expressão toda relaxando por um momento, perdido na sensação de ser provocado dolorosamente.
— Faça direito. — Ele levou a mão tatuada aos cabelos vermelhos e puxou bruscamente, sentindo o riso do íncubo vibrar por todo seu corpo.
Apesar de ter rido, o demônio concedeu ao seu pedido tão educado e soltou a pressão que fazia na base do seu pau, substituindo por movimentos desleixados enquanto fodia forte seu cuzinho com a língua grossa. Depois de ter sido negado por tanto tempo, Law não aguentou nem dois segundos e se despejou de forma absolutamente ridícula, os olhos apertados e investindo o quadril involuntariamente contra o rosto do ruivo.
Seu corpo estava exausto de tanto tempo sem descanso, e agora sua mente estava completamente entorpecida e dormente. Então, qualquer fiapo de consciência que tinha, toda a energia que restava, todos as substâncias que havia utilizado para se manter acordado, tudo dissolvido pelo seu orgasmo intenso, o fazendo colapsar na cadeira quase instantaneamente.
Ter ouvido aquela puta gemer era o som mais prazeroso que ouviu em seus últimos séculos, Kid sentia-se vitorioso por ter conquistado o que tanto tinha desejado e até bem mais fácil do que esperava. Estranho era ele ter simplesmente acatado a ordem, que iria encarar como súplica, e entregado de bandeja o que o humano desejava, fodendo-o forte e gostoso como demandava. Como esperado, o humano fraco e patético gozou bem rápido, sujando seu cabelo e rosto. O demônio apenas apreciou o gosto da porra ao retirar a língua do corpo se contraindo e engolir tudo que escorria. Ele poderia facilmente gozar ao se alimentar de toda energia prazerosa que exalou do corpo menor em seu orgasmo, mas se conteve, era tão delicioso que precisava de mais daquele homem.
Com o sorriso mais doentio, ele se levantou e forçou a própria língua na garganta do outro, que não demonstrou nenhuma reação com a provocação. Franziu o cenho e deu alguns tapas na cara de idiota do moreno, percebendo que o desgraçado filho da puta estava dormindo. Irritado, ele voltou a estimular o pau dele até que estivesse duro outra vez e se sentou com facilidade, rebolando obscenamente enquanto tocava o próprio pau imenso. Sentiu o humano preenchê-lo rapidamente e após se alimentar outra vez dele, saiu de seu colo e gozou no rostinho safado, sorrindo satisfeito com o ótimo trabalho que havia feito. Quando o idiota acordasse teria uma ótima surpresa. Sem se demorar, Kid foi embora, com a intenção de caçar outra presa ainda naquela noite, de preferência alguém menos entediante.
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