Notas iniciais
And all the people were trying to touch Him, for power was coming from Him and healing them all. Luke 6:19

Como prometido, Sanji voltou. Após uma semana, ele acabava de chegar na casa de Zoro outra vez. Durante todo o tempo longe ele sentiu fome e vontade de ver o padre, obviamente que apenas por estar com fome, claro. Aquele humano tinha uma energia especial que não sabia bem o que era, mas o atraía em demasiado.

Estava cansado de ter que sempre ouvir as baboseiras de Kid, às vezes nem se lembrava porque eram amigos. O infeliz amava falar que ele estava se envolvendo mais do que deveria com o humano e isso o irritava. Sanji sabia muito bem até que ponto podia se envolver sem se ferrar, não queria ter que ouvir as besteiras de Kid como se ele soubesse alguma coisa. O que estava tendo com o padre era apenas uma diversão, nada mais e nunca seria.

Como de costume, invadiu a casa do outro já surgindo no quarto. Zoro não estava lá, então ele saiu pela casa procurando-o, até achá-lo fazendo flexões na sala. Ele sorriu com a visão, aquele moreno todo suado era extremamente atraente, a aparência do humano o agradava muito.

Naquele momento, viu um vidro que refletia sua própria aparência e sorriu. Aquela aparência também o agradava e aquelas roupas ficavam muito bem naquele corpo. Não seria nada mal ficar com essa aparência para sempre, era bem mais agradável do que sua aparência normal que odiava tanto. Estava com uma roupa estranha, sempre se perguntava o que o padre tinha em mente para desejar vê-lo com essas roupas estranhas. Era preta e cobria todo seu corpo, composto de blusa, calça, botas e luvas, parecendo ser de couro ou algo parecido. Havia detalhes azuis no cinto e zíper. Era bonito. Seu peitoral estava todo exposto a ponto dos mamilos rosados estarem a mostra. Por que ele se sentia tão bem naquele corpo?

Ficou curioso ao ver o que estava dentro do vidro espelhado, três espadas que com certeza não era algo comum de um padre se ter em casa. Eram bonitas e não pareciam estar ali apenas de enfeite. Engoliu a seco ao pensar no padre cortando-o com aqueles objetos. Provavelmente não sentiria nada, mas também não achava agradável ser picotado como uma folha. Ele balançou a cabeça para afastar aqueles pensamentos idiotas e subiu nas costas do moreno, sentando-se de pernas cruzadas como se fosse uma poltrona confortável.

— Oi, padre. Sentiu minha falta? — Ele sorriu e começou a fazer círculos com a ponta dos dedos nas costas do humano.

Zoro estava muito concentrado em sua série de flexões. Ultimamente estava treinando bastante e seu ritmo tinha melhorado consideravelmente. Não estar indo à igreja como fazia antes contribuía um pouco para isso, embora agora que estava com a batina consertada e já havia até contratado alguém para fazer uma limpeza no lugar não tinha mais porque não abri-la, já havia a deixado abandonada tempo demais desde que surtou e não quis mais ir. E o outro motivo pelo qual estava treinando melhor era o fato de estar com a mente bem mais tranquila. Podia passar o dia inteiro meditando sem ser interrompido por nenhum pensamento, focar em fazer séries absurdas de exercícios sem a menor distração. Estava tão focado e produtivo que parecia um milagre. Até havia comentado com sua meio-irmã Kuina, na última vez em que trocaram mensagens, que sentia que estava ficando mais forte.

Sentiu um peso leve surgir em suas costas, embora não fosse o suficiente para incomodá-lo nem sequer fazer com que parasse a contagem de suas flexões. Reconheceu imediatamente o que poderia ser, o fato de Sanji ter aparecido não surpreendia mais Zoro já que ele havia aparecido regularmente nas últimas semanas.

— Oi, demônio. 997, 998... — Respondeu enquanto terminava de contar, se o desgraçado não usaria seu nome, também não usaria o dele. — 999, 1000.

Zoro estava um pouco cansado, mas nada fora do comum, já estava habituado a fazer milhares de séries diferentes por dia. Agora que havia acabado e não estava mais focado, conseguia prestar atenção no outro e sentir a unha afiada do loiro o tocando levemente em suas costas, e pôde sentir seu braço arrepiar com o gesto simples. Ele inverteu de posição com facilidade, não era o maior fã de deixar as costas tão expostas para alguém, e o loiro agora se sentava sobre seu peitoral, sorridente como sempre.

Sanji apenas conseguia sorrir da situação. Ser virado tão bruscamente apenas para ficar de frente ao outro era engraçado, parecia até um espadachim que não dava as costas para um inimigo. Talvez ele realmente fosse e as espadas significavam isso, ou era só coleção. Falando em espadachins, Sanji se lembrava bem de como eles sempre eram frescos na cama, nunca o deixando ficar por trás e outras frescuras, isso não significava que eram ruins de cama, muito pelo contrário.

— Você tem um gosto para roupas muito...peculiar. — Zoro falou passando os olhos pelo que o loiro trajava. Impressionantemente tudo ficava muito bem nele, e aquela roupa não era exceção. Cada pedacinho de tecido se agarrava ao corpo de Sanji perfeitamente, acentuando as partes mais belas de seu corpo, ou seja, todas.

O comentário do padre o fez encarar suas roupas, era irônico ele falar que seu gosto era peculiar sendo que estava sempre usando o que o moreno mais desejava. Atreveu-se a abaixar o resto do zíper até cada lado da blusa estar afastado deixando seu peitoral exposto. Sanji passou a mão lentamente pelo peito até o abdômen e sorriu pervertido.

O demônio se mostrava ainda mais para ele e, embora àquela altura já tivesse visto o peitoral do outro diversas vezes, vê-lo se tocando daquela forma ainda surtia um efeito imenso em Zoro. Aquela mão magra descia de forma calculadamente sensual, e seu olho não conseguiu não segui-la no percurso, sua mão bastante tentada a fazer o mesmo.

— Assim como minha aparência, as minhas roupas também são baseadas no que você mais deseja ver. — O sorriso desgraçado, mas extremamente belo, aumentou conforme ele se inclinava para frente até os lábios do moreno. Pôde sentir um toque mínimo entre os lábios, mas não deixou nem mesmo se tocarem, e já seguiu o caminho até a orelha.

— O que eu desejo? — Zoro repetiu surpreso. Se ele forçasse um pouco a memória poderia lembrar que quando se conheceram Sanji havia perguntado a ele quem possuía aquela aparência, então era sobre isso que estava falando. Bom, fazia um certo sentido agora o porquê de sua atração por ele, já que nunca se atraiu por ninguém, mas ainda assim era estranho. Zoro não exatamente ficava pensando em roupas, mas aquilo podia ser coisa do subconsciente ou algo do tipo. Mas a idade era realmente o que chocava o padre. Tendo ele próprio já passado dos trinta, era extremamente impróprio de sua parte desejar tão especificamente uma aparência tão jovem.

— Gosta do que vê, Zoro? — A língua contornou toda a cartilagem, sentindo aquela parte ficar totalmente arrepiada. Os três brincos que o chamavam tanta atenção tilintavam, fazendo um ruído adorável.

Sanji realmente tentava não provocar, mas aquele homem era uma tentação muito grande para se conter durante todo o tempo. A voz estava exageradamente erótica e muito carregada, especialmente na parte do nome do padre. Sem resistir, os dentes pontiagudos se fecharam no lóbulo enquanto mantinha os brincos na boca e os chupava sem nenhum pudor.

Talvez um padre não devesse usar brincos, muito menos deixar que fossem abusados dessa forma. Mas Zoro sempre usou os acessórios antes do sacerdócio e até que gostava deles, então mesmo depois continuava a usá-los de vez em quando em casa, pelo menos para não perder os furos. Ele nunca havia usado na presença do loiro então óbvio que iriam chamar a atenção dele, sendo atacado naquela parte imediatamente. Zoro nem teve tempo de responder a pergunta, não que ele não fosse apenas ignorá-la, e o loiro já havia cravado os caninos em si, tomando seus brincos inteiros dentro da boca, enquanto a língua bifurcada brincava com eles em seu interior.

Zoro nunca ia imaginar que era tão sensível ali a ponto de apenas uma lambida fazer com que ficasse inteiramente arrepiado, então o estrago de uma mordida voluptuosa como aquela era maior ainda e bastou pouquíssimo tempo para que ficasse bastante excitado. A sensação das presas do loiro rasgando sua carne era perfeita, seu cérebro só desejava pateticamente que elas descessem e o dilacerassem por completo em todo lugar. Zoro esgueirou suas mãos até o corpo do demônio, fazendo o que fora tentado a fazer antes, e tocou seu peitoral exposto, apertando os mamilos que haviam proporcionado um espetáculo de prazer ao loiro na semana anterior.

Sanji gostava de tocar o corpo dele, era bom que o padre havia parado de negá-lo e apenas aceitado sua presença, seus toques indecentes. Começava a descobrir as partes do corpo do moreno que eram mais sensíveis e mais o agradavam ao toque. Sentir a ereção crescendo em sua bunda era a coisa mais perfeita e excitante que existia, aquele pau duro despertando pronto para comê-lo era incrível. No entanto, como de costume, ele não sentia os toques do outro. Seu corpo havia voltado a ser insensível o fazendo não ter nenhuma reação.

Estranhamente, Zoro notou a falta de reação do loiro e como ele continuava sem reação depois de algum tempo, ele a contragosto interrompeu as ações do demônio em sua orelha.

— Achei que seu corpo se baseava no que eu desejo. — Ele soltou olhando sério nos olhos do loiro. Não tinha ideia do que estava dizendo, apenas falou as palavras que estavam na sua mente, porque era assim que se sentia. — É para você ficar sempre sensível quando estiver comigo.

Para sua surpresa, ou talvez nem tanto, Zoro percebeu outra vez sua falta de reação e resmungou, fazendo o demônio se sentir envergonhado por aquilo. Ele não sabia que podia sempre sentir, mas só de pensar que poderia outra vez se deliciar com os toques do padre o deixava ofegante e tudo piorou ainda mais quando tornou o corpo sensível e o moreno apertou seus mamilos, causando um gemido muito indecente do loiro.

— Si... Sim... — Sanji respondeu excitado, sentindo as deliciosas reações daquele abuso. Ele apoiou as duas mãos no chão e começou a rebolar no volume protuberante e duro sendo esfregado em sua bunda, sentindo todo seu corpo arrepiar só com a fricção. — Tudo que você quiser, estou aqui para te servir.

Sem pensar duas vezes ele colou os lábios e começou a beijar o outro sem muita habilidade por estar cada vez mais ofegante com as esfregadas. A língua invadia a boca do padre e era a única parte que realmente conseguia mover por ser quase automático.

Zoro sentia a bunda do outro se esfregando com vontade em sua ereção e com certeza poderia continuar até que gozasse ainda de roupa. Ou poderia abaixar a calça de couro do loiro e foder aquela bunda gostosa ali mesmo no chão sem cerimônias. Mas tinha algo que o excitava ainda mais que seu pau sendo estimulado daquela forma, e eram as reações do loiro a seus toques.

O demônio havia falado em servi-lo, mas Zoro tinha exatamente o contrário em mente. As reações do loiro eram tão lindas quanto se lembrava, bastava uma torcidinha em seus mamilos para arrancar gemidos deliciosos da garganta de Sanji, e Zoro queria ver mais daquilo. Queria aproveitar isso da melhor forma possível, tocá-lo pacientemente como queria da última vez.

Sem interromper o beijo desajeitado do outro, ele se posicionou para levantar, carregando consigo o demônio em seus braços fortes. Deitou o loiro no sofá enquanto continuava a beijá-lo, desprendendo-o de si, já que o outro havia se agarrado fortemente nele com suas pernas. Continuou o beijo com calma, mas notando que o demônio continuava sem muita coordenação, mexendo a língua apressadamente.

Antes que o outro ficasse ainda mais desesperado e o beijo se tornasse ainda mais desconexo, Zoro se afastou dos lábios, deixando um rastro de saliva que ele limpou com seu polegar calmamente. O lábio de Sanji era macio sob seu dedo e ele recebia seu toque receptivamente, sem desviar o olhar de seu olho. Zoro viu um tom de dourado naquelas íris, mas achou que fosse apenas sua imaginação.

Graças ao exibicionismo do loiro, sua jaqueta estava completamente aberta, apenas restando a Zoro retirá-la dos seus ombros, tocando em cada pedaço novo de pele que aparecia. Sanji o observava um pouco confuso, talvez ainda estivesse achando que iria fodê-lo desesperadamente como em todas as vezes, mas aquilo não iria acontecer. Zoro se abaixou até a altura do rosto do loiro novamente, mas não o beijou, ao invés disso percorreu o maxilar dele com sua boca, beijando toda a extensão e apreciando o pouco de pêlo que havia naquele rosto.

— Bom? — Zoro perguntou sem olhar diretamente para ele, ainda ocupado em seu maxilar. Não sabia direito o que agradaria o outro, então estava apenas massageando de leve todo o corpo magro e prestando atenção nas reações dele.

Se ergueu novamente para observar o corpo abaixo de si, observando suas mãos morenas passeando por ele, contrastando com a cor pálida daquela pele macia. Se fizesse mais pressão do que o normal, deixava rapidamente rastros de vermelho por toda a pele, e se tocasse muito leve os músculos do abdômen se contraíam em resposta. Percebia que o local era bastante firme, com uma camada sólida de músculos apesar da aparência esguia. Em seguida, brevemente começou a tatear as costelas de Sanji, notando que não era o melhor lugar, pois ele parecia ter um pouco de cócegas, então rapidamente se moveu para explorar outros locais.

Suas mãos grandes se ocupavam com o peitoral de Sanji, estendendo seus toques por toda a pele alva. Elas afundavam na carne com o máximo de delicadeza que as mãos de um espadachim conseguiam, esperando que a aspereza delas não fosse desagradável e tateando para ter certeza de não ter esquecido nenhum centímetro de pele sequer.

Sanji gostava de ser tocado. Ter seu corpo abusado com tanto desejo o excitava. Era estranho, normalmente aquilo nunca acontecia, ou melhor, nunca acontecera antes. Era normal um demônio ser desejado, afinal, ele estava com a exata aparência que mais agradava e o padre mais desejava, o mais lógico era ser fodido até o humano estar satisfeito, mas não era isso que estava acontecendo. Zoro o tocava e queria que sentisse prazer e, porra, como ele estava sentindo. Estava mais controlado do que a última vez, suas reações eram mais contidas, o que não mudava o fato de que estava amando aquilo. Cada beijo, toque, apertada, tudo, o enlouquecia. Não era justo o demônio ser a vítima e ele estava amando aquela inversão de papéis.

Amava beijá-lo, parecia que o sabor da boca daquele homem era o mais viciante que já provara. Aquela língua era sua perdição e o loiro só pensava que queria beijá-lo mais a cada instante. A gentileza do padre com um demônio sujo e impuro o agradava. Fechava os olhos e deixava sua mente em branco para poder apreciar tudo que o outro poderia oferecer e quando voltava a abri-los, dava de cara com um olho verde lindo brilhando em sua direção. Estava encantado com aquele olhar e o melhor era que não existia apenas tesão e desejo, Zoro parecia até mesmo se importar um pouco com ele. Um pensamento completamente absurdo e desconexo, quem é que se importava com um demônio patético? Às vezes ele só queria ser um humano para ter algum afeto verdadeiro de alguém.

Os beijos que Zoro dava eram sem sentido. Não parecia haver nenhum tipo de luxúria, ele só queria beijar seu corpo e fazê-lo se sentir bem. Ser tratado bem o excitava, deixando seus mamilos rosados duros e seu pau acordado na calça apertada. Estava desesperado. Queria se agarrar no moreno e sentir todo o prazer que ele poderia dar, sentar-se em seu colo e beijá-lo, enquanto as mãos fortes tocavam todo seu corpo o fazendo pirar. Ele não conseguia responder, os estímulos eram muito bons e o moreno sequer tocava as partes do corpo que da última vez o fizeram gozar, Sanji achou que era sensível apenas nos mamilos, no pau e no cu, mas parecia que tudo em si era um botão de prazer que estava sendo ativado pouco a pouco por aquele homem. Ele já não aguentava mais.

Na perspectiva de Zoro, o demônio se comportava como se jamais tivesse sido tocado, como se cada sensação fosse pela primeira vez e escutar seus gemidos, senti-lo tremer abaixo de si, fazia com que seu pau pulsasse como nunca. O loiro parecia estar igualmente excitado, e o padre estava de olho no volume que estava bem marcado na calça preta.

— Posso? — Ele perguntou, levando as mãos até seu quadril e fazendo menção a tirar o cinto do outro.

Sanji desviou o olhar, ficando muito envergonhado. Não sabia por que agia daquela forma já que havia transado com milhares e nunca nem mesmo corou, mas culpava aquele corpo humano que estava o deixando exageradamente sensível.

— Pode fazer tudo que você quiser. — Ele sentiu as mãos que o abusavam abrindo com calma seu cinto azul e o retirando, a calça fora abaixada logo em seguida e por estar sem cueca seu pau banhado de pré-gozo pulou vistoso para fora. Sanji mordeu o lábio inferior fazendo-o sangrar sentindo-se incomodado por estar sendo observado naquele estado vergonhoso, todo exposto enquanto o outro estava usando aquela bermuda que o impedia a visão daquela rola deliciosa.

— Não. — Zoro disse, balançando a cabeça para a resposta de Sanji, que ainda desviava o olhar de si por algum motivo. — O ponto não é eu querer.. É o que você quer. Eu não gosto da ideia de você fazendo algo só porque eu quero.

O loiro ficou corado com as palavras do padre. O ponto era ele querer? Ele gostar? Como assim? Nunca em seus incontáveis anos o foco do sexo era ele, era sentir prazer. Um íncubo existia apenas para dar prazer ao humano com que se relacionava e jamais era permitido que fosse o foco do sexo. Então por que Zoro continuava tocando todo seu corpo com tanto desejo? Não cansava de pensar que era estranho e confuso, não dava para entender, o outro precisava urgentemente aprender as regras.

O padre apalpou com vontade o volume marcado no couro e em seguida abaixou a calça lentamente, se deparando com o pau do loiro logo de cara, o que não era exatamente uma surpresa vindo daquele demônio pervertido. Zoro terminou de se livrar do tecido colado e das botas, deixando Sanji apenas com suas luvas. Assim que o loiro ficou livre, automaticamente começou a utilizar seus pés para pressionar seu pau, fazendo Zoro se contorcer em surpresa.

Sanji começou pressionava a ereção gostosa de Zoro com a ponta dos dedos, sentindo o quão duro e enorme ele estava. Queria se ajoelhar e chupá-lo, mas não parecia que o moreno deixaria, então resolveu ser tão injusto quanto ele.

— Posso? — Ele perguntou com os olhos injustamente brilhando e uma expressão que seduziria qualquer um. Seus dedos dos pés se esgueiraram até o elástico da bermuda e começou a puxar de leve como se indicasse o que desejava.

Zoro fez que sim com a cabeça e deixou Sanji abaixar sua bermuda, se livrando totalmente de suas roupas. O loiro rapidamente se moveu para tocá-lo de novo com os pés, mas Zoro colocou suas pernas novamente deitadinhas no sofá. A frustração no rosto do outro era visível, porém Zoro não se incomodava nem um pouco. Ele iria tomar o tempo que fosse necessário fazendo o loiro se sentir bem, não estava planejando se aliviar tão cedo.

Voltou sua atenção para os pés do loiro, massageando-os levemente e observando a confusão aumentar no rosto de Sanji. Depois, gastou um tempo na longa extensão daquelas pernas formidáveis, apreciando aqueles músculos debaixo de sua palma com a devida atenção, subindo até alcançar a altura de sua virilha. A ereção do outro se movia involuntariamente em resposta a seus toques, espalhando pré-gozo pelo abdômen, era lindo perceber como ele era sensível em cada parte daquele corpo, aquilo o agradava bastante.

Zoro alisou a extensão daquele pau com a palma da sua mão, movimentando lentamente o braço. Logo agarrou o pau com a mão toda, apertando de leve, e continuou os movimentos, fazendo com que o pré-gozo escorresse para baixo no processo, enquanto sua outra mão continuava pousada na coxa grossa, apertando com certa pressão aquela carne. Sua mão estava escorregadia e ele fazia movimentos suaves, parando sempre depois de algumas repetições. O loiro parecia estar fazendo de tudo para ficar parado e não espernear muito, vez por outra levantando o quadril para tentar obter mais contato com sua mão. Mas, não era sua intenção fazê-lo gozar daquele jeito, ele queria proporcionar o máximo de prazer possível ao menor.

Sanji estava excitado e completamente entregue. Zoro o fazia se sentir tão bem que começava a ter medo dele. Um demônio não deveria se sentir confortável ao lado de um humano, muito pelo contrário, deveria apenas usar o humano para ter vantagem, em forma de alimento. Se continuasse assim Sanji entraria em crise. Por que o humano estava o tocando? E por que gostava tanto daqueles toques? Aquele padre era sua perdição e se demônios pecassem, ele seria seu maior pecado.

Zoro parecia gostar de suas pernas. O moreno se demorou mais nelas do que no resto do corpo. Ao sentir a mão grande encostando no seu pau, o loiro sentiu que ia chorar de tanto prazer. Toda vez que parecia que ia gozar, Zoro parava e interrompia seu orgasmo, ele realmente quis matá-lo por isso. No entanto, ao voltar os movimentos, era quase como se tivesse esquecido completamente o instinto assassino e voltava a apreciar os toques. Aquilo era uma tortura, seu corpo agia de forma patética e odiava ser tão fácil, nunca achou que ter um orgasmo fosse tão desesperador.

Quanto mais movimentava lentamente a mão sobre o pau de Sanji, parando logo em seguida, mais percebia que o outro estava extremamente descontrolado, claramente desesperado por mais toques, se afogando em sentir tanto quando nunca havia sentido nada. O loiro respirava numa frequência absurda, talvez suficiente para fazer os pulmões de um humano normal colabarem, e estava muito frenético desde que Zoro começou a dar atenção ao seu pau.

— Respira devagar. É só tentar relaxar um pouco seu ritmo. — Zoro falou, baseando-se em suas sessões diárias de meditação, enquanto uma de suas mãos fazia círculos no tórax que subia e descia rapidamente e a outra interrompia o movimento na ereção novamente para massagear de leve os testículos do outro. A frequência parecia ter diminuído um pouco e Sanji começava a tentar relaxar um pouco, inspirando mais lentamente. — Isso, assim está ótimo.

Zoro logo percebeu que a única peça de roupa que havia sobrado eram as luvas de couro e logo se moveu para retirá-las. Retirou com calma cada uma, acariciando as mãos que antes estavam dentro delas. Quando as soltou para agarrar novamente o pau do loiro, Sanji começou a apertar o sofá com elas, e Zoro não pode deixar de encarar aqueles dedos magros se contorcendo, era uma visão muito bonita.

Rapidamente as lembranças de como elas eram habilidosas em vários aspectos vieram à sua mente, de como ficou hipnotizado observando a destreza e delicadeza com que se mexiam da última vez que Sanji estivera ali. Sua ereção estava escorrendo e melando as pernas do demônio, e aquelas mãos habilidosas estavam tão próximas quase o tocando que Zoro não pôde deixar de desejá-las em si.

— Me toca também. — Ele cedeu, aproximando mais seu corpo de Sanji e sentando em cima das coxas brancas com as pernas cada uma de um lado do corpo alheio, suas duas mãos ocupadas tocando o pau e o peitoral de Sanji ainda sem pressa, se contendo para manter seus movimentos lentos.


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