Notas iniciais
1 Peter 5:8 Be alert and of sober mind. Your enemy the devil prowls around like a roaring lion looking for someone to devour. Capa: R-Yenoh - Pixiv id=50016489

Law havia quase esquecido de como era a sensação de tomar um bom banho. A água percorria todo seu corpo moreno, o sabão tirava a oleosidade acumulada e ele achava que podia passar o dia inteiro agradavelmente debaixo do chuveiro se não estivesse em pé.

Nos últimos dias, desde que havia finalmente entregado tudo da sua tese e estava livre, ele estava apreciando todas as pequenas coisas que podia fazer, quase como um prisioneiro que ficou anos encarcerado sem ver a luz do dia. Parecia exagero, mas aquela tese havia consumido toda a sua sanidade e energia. Não que geralmente fosse lá muito são ou enérgico.

Na verdade, ele achava que mal conseguiria entregá-la. Principalmente quando perdeu horas dormindo na véspera do prazo de entrega por causa da visita de um íncubo maldito. Justiça fosse feita, talvez ter dormido tenha o ajudado a terminar, por ter dado um mísero descanso ao seu cérebro e feito o médico trabalhar bem melhor e mais rápido assim que acordou.

Mas não significava que ele não tivesse ficado irritado por ter capotado no meio do seu trabalho. Preferia ter escolhido dormir racionalmente e não ter sido obrigado a isso graças a um orgasmo violentamente bom. Ele poderia muito bem ter dormido mais do que deveria, ou ter perdido tudo que estava escrevendo porque o computador não salvou. Se havia dado tudo certo, foi por mero acaso, e Law não gostava de confiar no acaso.

Relutantemente, desligou o chuveiro e pensou em secar os cabelos negros o melhor que podia, ainda estava com alguns livros emprestados da biblioteca enquanto ainda tinha o passe de estudante que gostaria de terminar naquele dia e seria problemático se ficasse pingando em cima das páginas delicadas e velhas. Seu olhar monótono procurou o secador pelo banheiro e, não encontrando de imediato, resolveu checar o quarto, apenas para se deparar com alguém o aguardando folgadamente estirado na cama.

— Ah, é você. — Ele disse sem nenhuma surpresa, como se fosse normal ter um demônio com mais de dois metros e aparência questionável pelado dentro do seu próprio quarto.

— Oi, vadia. — Kid disse mostrando seu característico enorme sorriso bizarro e lambendo os lábios com sua língua animalesca. — Seu cheiro parece menos pior hoje. — O que nem de longe significava muito, já que da outra vez parecia estar transando com carniça.

Nos últimos tempos, o íncubo estava pensando muito naquele humano. Não era comum para ele não transar direito com suas presas e o fato de não ter deixado aquele homem sujo beirando a morte o incomodava. Não pôde ver o desespero nos olhos dele enquanto se alimentava de sua energia sexual, ousando roubar até mesmo um pouco da vital. Não fez o humano se contorcer de prazer e implorar por ele, necessitado, perdendo completamente aquela expressão de peixe morto que insistiu em manter o tempo todo. Era irritante que não conseguira torná-lo seu brinquedinho pessoal.

Diferente de Sanji que era um idiota iludido com os humanos, Kid estava pouco se importando se eles iriam se lembrar dele ou não, então se a energia era boa, ele voltava, independentemente da criatura inferior ainda se lembrar do que haviam feito. Ao mesmo tempo que ele não se importava, estava odiando aquele humaninho arrogante que se achava superior, sendo que claramente não era. Queria quebrá-lo em pedaços para mostrar quem mandava ali.

— Parece que já finalizou o… Seja lá o que merda estava fazendo aquela vez. — Ele se levantou da cama ainda sorrindo ardiloso e empurrou o corpo menor até bater bruscamente as costas na parede mais próxima. — Vou te violar sem interrupções hoje.

Como de costume, não era um pedido, nem um oferta, apenas estava afirmando e prova disso era que as mãos grandes estavam percorrendo o corpo tatuado com desejo, apalpando-o de forma estranhamente possessiva, as unhas penetrando tanto a pele que o cheiro de sangue começava a pairar no ar. Sua força era absurdamente maior, não havia como um humano escapar.

Law não estava acostumado com isso. Geralmente sua cara de poucos amigos já era o suficiente para afastar qualquer um que pensasse em se meter com ele, o que na verdade acabava sendo problemático para arranjar uma foda rápida já que as pessoas não se aproximavam voluntariamente. Aquele demônio era completamente diferente, parecia querer se aproximar justamente por isso e o afogava no meio do seu corpo imenso. Já era difícil achar alguém que fosse mais alto que ele, mas aquele monstro não só era mais alto como tinha um corpo anormalmente grande, que ficava maior ainda com as asas que praticamente o aprisionavam contra a parede.

— Não consegue convencer ninguém a foder com você a não ser na base da força? — Law não pôde evitar em sorrir com a pressa e a violência daquele íncubo ruivo. Tão filho da puta quanto ele se lembrava. — Ou talvez você goste exatamente disso e esteja esperando que eu implore por misericórdia pateticamente?

O médico podia ver no rosto daquele fodido que era exatamente o que ele queria, o sorriso que parecia nunca sair dos lábios vermelhos ainda lá, tão sinistro como sempre. As únicas vezes que parecia não sorrir daquele jeito era quando estava puto, e por algum motivo Law achava que era uma visão agradável, ver aquele imbecil irritado e frustrado como ficou da última vez em que foi ignorado.

Aquele humano tinha um ponto, Kid pensou. Estava correto, era mais excitante quando era na base da força, quando observava as pessoas perecendo pouco a pouco em suas mãos, quebrando-as. Não é como se elas não quisessem, ou ele sequer teria conseguido aparecer, não que caso não desejassem seria um problema para ele também. Estava pouco se fodendo para os desejos mundanos, apenas queria satisfazer seus próprios. Mas o humano atrevido estava errado em algo. Eustass não queria que ele implorasse por misericórdia e sim para ser fodido, por mais, aceitando ser a putinha miserável que estava tentando esconder atrás daquela fachada estóica.

— Sinto desapontá-lo. Vai ter que fazer bem mais do que isso se espera que eu reaja como quer. — Law disse, enfatizando suas palavras ao usar a própria mão tatuada para apalpar com força as bolas do outro. — Eu sou médico, sabe... Sei exatamente onde te apertar. Mesmo que não seja exatamente humano.

— Humaninho abusado. — Kid resmungou tentando conter um gemido sem muito sucesso, o corpo exageradamente sensível o fazia gritar por aquilo. Ele teria se entregado ao humano facilmente, se não tivesse ficado extremamente puto com aquela provocação.

Com facilidade ele virou o corpo moreno bruscamente para a parede e enfiou o rosto dele no cimento, apertando a mão com tanta força que mais um pouco poderia estourar a cabeça do humano com seus dedos. O íncubo fez com que o corpo menor se curvasse e empinasse a bunda em sua direção, a mão livre ele usou para afastar as nádegas antes de se enterrar completamente no interior apertando usando apenas a lubrificação em seu pau para entrar, sentindo o corpo tentar empurrá-lo para fora imediatamente.

Law não fazia de propósito, claro, era apenas a reação involuntária normal de ser invadido por algo bizarramente enorme pela bunda. Ele não esperava que o demônio fosse apenas virá-lo e meter com tudo, havia subestimado o sadismo daquele ogro. Não que esperasse ser preparado ou algo do tipo, com certeza não fazia o estilo do ruivo. Nem o dele. Mas seu corpo ainda não havia se acostumado, seu interior queimava como se estivesse sendo dilacerado e tentava expulsar o demônio contraindo loucamente.

Mesmo sendo expulso, Kid continuou a se forçar totalmente, penetrando o enorme cacete naquele rabo que parecia que estava sentindo falta de sua rola.

— Finge que é decente, mas se realmente não fosse uma puta indecente eu jamais entraria assim tão fácil. — O íncubo sussurrou com a voz medonha no ouvido do humano, lambendo a cartilagem e derramando saliva em abundância. — Imagino para quantos você já não se arreganhou.

Ele riu de forma demoníaca e começou a estocar o corpo menor, que mesmo claramente já sendo violado por incontáveis, ainda era estreito o suficiente para que o deflorasse.

— Em que universo isso aqui é entrar fácil, seu merda? — Law disse um pouco ofegante, mas ainda sem perder a calma.

Não negava que ser penetrado não era nenhuma novidade e estava mais do que acostumado à invasão de um pau no seu cu. Um pau humano, óbvio. Mas aquilo que o demônio tinha entre as pernas estava longe de ser comparado a qualquer pau que já tivesse entrado ali, até mesmo seus dildos mais bizarros. E Law tinha muitos dildos bizarros.

Entretanto, por mais que quisesse amaldiçoar aquele demônio desgraçado, não conseguia negar que aquilo era a coisa mais excitante que acontecia a ele desde sua última visita. O fato do íncubo não parecer se importar nem um pouco em quebrá-lo no meio ou estourar sua cabeça fazia seu pau escorrer contra a parede. Era muito diferente de qualquer um que já tivesse fodido, que mesmo se fazendo de fetichistas não passavam todos de covardes que sequer arrancavam-lhe sangue, mesmo que Law pedisse.

Ele não precisou pedir àquele monstro, o ruivo o fez sangrar forçadamente, se enterrou ali sem dar um segundo para o médico consentir, e quanto mais ele era um canalha, mais Law se excitava, provando que as acusações de ser uma puta estavam mais do que corretas, apenas não admitiria nunca.

— E eu nunca disse que era decente. — Law forçou seu corpo para trás, colidindo com o demônio a cada estocada, por mais profundas e doloridas que fossem. A sensação de estar tão cheio, de que iria rasgar com o tamanho a qualquer momento era deliciosa.

— Então admite que é só uma vadiazinha qualquer. — O demônio concluiu o que era óbvio desde o começo, por mais que o outro tentasse esconder.

— E você é só um pau, só um mero dildo pra me satisfazer, então continua me fodendo e cala essa boca. — Law olhou para trás e sua expressão era um sorriso babaca pela provocação, que espelhava o próprio sorriso doente do íncubo. Por mais que tenha mandado o filho da puta calar a boca, Law admitia que gostava de ser xingado, só não daria aquela informação tão fácil para o demônio. Não era divertido se ele não descobrisse sozinho.

Quanto mais forte as estocadas ficavam, mais o cheiro de sangue se tornava presente. O interior daquele corpo passava a ser mais largo e macio, recebendo-o com vontade e até mesmo o buscando. Realmente uma cadela. Kid não realmente havia escolhido aquele humano, era apenas o acaso, mas corrompê-lo daquela forma, ver a expressão tão orgulhosa se transformando na mais suja e lasciva de todas, era muito excitante para ele.

O instinto fez sua mão se mover até o pintinho ridículo do humano e ele quase o tocou, mas parou antes de fazê-lo. Ele sentiu o quão melado o outro estava, claramente amando ser tratado como uma vadia. Eustass subiu a mão até a boca que babava sem controle e socou os dedos dentro, obrigando a criatura inferior a chupá-los com gosto, mostrando quem é que mandava.

— É grande o suficiente pra esse cu guloso? — O demônio perguntou, percorrendo sua língua grossa e molhada no pescoço moreno que começava a suar. — Ou prefere assim?

Com a pergunta, ele fez seu pau engrossar e crescer um pouco mais, atingindo locais mais profundos naquele corpo lascivo, tomando a virgindade de pontos que humanos jamais alcançariam.

— Quanto maior… — Law começou a frase e foi interrompido ao ser estocado com tanta força que parecia que estava sendo empalado. Falar com os dedos do demônio na boca era difícil, mas ele queria completar seu raciocínio. — ...Melhor.

Law não tinha o mínimo pudor em falar esse tipo de coisa, nenhuma vergonha do que gostava. Esconder suas perversões era uma perda de tempo e ele nunca nem tentou. Além do mais, estava estampado em seu rosto à primeira vista o tipo de pessoa que ele era, o tipo de coisas doentias que gostava. Sua única barreira talvez fosse não querer perder e se entregar para aquele demônio escroto, mas se resistisse ele quem estaria perdendo. E ele não queria deixar passar a oportunidade rara de uma boa foda violenta.

E aquele demônio parecia entender tão bem o que seu corpo gostava que era surreal. Law estava completamente esmagado pelo corpo grande, beirando a falta de ar, seu pau espremido contra a parede a cada estocada violenta. Nada era gentil, muito pelo contrário, o íncubo parecia fazer de propósito, com o intuito de machucá-lo e humilhá-lo, e não havia nada que deixasse seu pau mais duro que isso.

O íncubo sentia a saliva escorrendo por seus dedos, deslizando até seu braço e o melando. Sexo daquela forma era muito agradável e ele apreciava muito. Era como corromper um padre até a perdição, tornando-o sujo e impuro e era exatamente o objetivo de demônios. Viviam para deixar o mundo mais interessante, incentivando as pessoas a sanarem seus desejos mais obscuros e então levavam a culpa pela podridão dessas criaturas patéticas, como se desde o princípio não fossem eles mesmos que desejavam aquilo, fosse matar ou ser fodido como uma vadia como aquele humano estava sendo.

As unhas compridas e pretas arranharam a bunda levemente musculosa do moreno, deixando uma linha de sangue por onde passava. Queria marcá-lo, corrompê-lo mais e mais até que se ajoelhasse e implorasse por ele. Humilhar o humano como ele merecia, até afogá-lo em sua porra.

O demônio estava tão excitado e empolgado com aquela foda que sequer percebia que apenas estava cumprindo os desejos daquela pessoa, seguindo exatamente como ele queria ser tratado. Mas não importava, mesmo se notasse, ele não ligaria. Aquele cu se contraindo em seu cacete era delicioso e queria arrombá-lo tanto que da próxima vez ele estaria completamente frouxo aguardando ser fodido, conseguindo se satisfazer apenas com sua rola imensa.

Conforme a violência aumentava, o prazer que o outro sentia se intensificava, fazendo-o sentir mais prazer enquanto se alimentava dele. Era saboroso, um humano realmente peculiar com um sabor incomparável. Era tão doentio quanto ele e Kid gostava quando encontrava alguém assim, tão orgulhoso que pouco a pouco se deixava ser corrompido por uma besta. E com o pensamento ele esporrou no interior já acostumado com a invasão, profundamente e em grande quantidade, despejando litros de sêmen que inundavam o cuzinho gostoso e tornava a penetração mais fácil.

Law conseguia sentir seu interior sendo preenchido pela porra. Por ser médico, homem e muito sexualmente ativo, ele sabia que aquilo deveria ser impossível, tanto na teoria quanto na prática. Nunca imaginou realmente ter alguém esporrando tanto dentro de si a ponto de conseguir sentir, a ponto de vazar tanto para fora como estava acontecendo, de deixá-lo com a impressão de que até seu estômago estava cheio. Era quase como nas torturas em que se enchia de água, mas nesse caso era a porra de um demônio. A sensação era quase extrema, dolorosa e agonizante, mas era tudo na medida do que o médico gostava. E ele também gostava de saber que aquele íncubo também sentia prazer com aquilo, que tinha preenchido ele todo com aquela porra porque gozou forte por estar metendo fundo no seu cu.

Os espasmos que sentia vindo do corpo menor, a forma como o cu esmagava seu pau, deixavam claro para Kid que o humano fraco já estava satisfeito, mas o íncubo não havia nem começado, então ele segurou com força a base daquele pau minúsculo e impediu que gozasse.

Law queria matar o desgraçado. Justo quando estava a ponto de gozar tão forte, era impedido de forma brusca. Ele tinha certeza que seria seu melhor orgasmo em anos. Já deveria esperar por isso, afinal não era de hoje que aquele babaca gostava de impedir seu orgasmo quando estava tendo muito prazer, mas não deixava de ser frustrante. Como uma represa prestes a estourar que é barrada novamente. Law sentia que iria explodir.

— Ia gozar só por ser preenchido? Ha! Que fracassado. — E o demônio desgraçado ainda ousava provocá-lo como o grande imbecil que era.

— Seu filho de uma puta. — Law sibilou enquanto tentava não gritar por ter o pau apertado tão forte por aquela mão no segundo em que estava prestes a se despejar. O problema era que ser xingado daquela forma só fazia seu pau se desesperar ainda mais dentro daquela mão enorme, implorando para esporrar.

Ele estava tão patético que só se mantinha em pé por causa do outro corpo o esmagando, prova disso foi que bastou o demônio se retirar para que o médico quase caísse no chão como uma boneca inflável usada. Ouviu as gargalhadas do demônio atrás de si e se virou para vê-lo esparramando-se na sua cama de pernas bem abertas com a maior satisfação.

— Pra quem dizia que eu era uma puta parece que está louco pra levar.

— Sou um íncubo, nada mais natural. — O demônio disse com as pernas completamente arreganhadas, o cu largo escorrendo lubrificação natural na cama, enquanto seus dedos circulavam a entrada tentadora. — Ou será que você é só uma putinha passiva que não sabe preencher um cu com esse pinto pateticamente pequeno?

Por mais que fosse uma provocação, ele realmente estava curioso para saber se o humano era capaz de fodê-lo direito, já que da última vez havia apenas sentado em seu pau e o fodido, com ele inconsciente. Era engraçado ver os olhos dourados daquela criatura patética brilhando enquanto o observava ser tão obsceno. Aquele corpo, de fato, deveria agradá-lo, ainda que tivesse que ouvir insultos sobre sua atual aparência.

— Fala isso e está sorrindo igual um maníaco só pela perspectiva de ser fodido por mim. — Law disse como se ele próprio não estivesse na mesma situação. Ele poderia até ceder à provocação do íncubo e usar uma das suas extensões exageradamente grandes no pau para calar a boca do ruivo. Por outro lado, talvez ele não estivesse afim de calar aquela boca mal educada que só o insultava, talvez a perspectiva de fodê-lo escutando a voz rude comentando sobre a sua falta de habilidade e chamando seu pau de pequeno apenas o excitasse.

Assim que se ajoelhou na cama e se enterrou no cu largo do demônio, soube que aquela com certeza era a decisão correta. Era tão melado e viscoso que seu pau necessitado tentava se afundar o mais fundo que podia e se havia uma palavra para descrever aquilo com certeza não era humano. De jeito nenhum aquilo parecia o corpo de uma pessoa, a forma como escorria abundantemente sem parar por um segundo e as texturas sobrenaturais que o envolviam deixavam isso muito claro. Nem mesmo uma buceta conseguia ficar tão suculenta e melada dessa forma. Parecia até que o interior daquele íncubo estava se adaptando especificamente a ele, tentando encontrar a morfologia ideal para agradá-lo, mudando constantemente, contraindo e alargando, endurecendo e se tornando macio novamente, enquanto o ruivo apenas observava suas reações interessado.

De alguma forma, vê-lo abaixo de si era ainda melhor que tê-lo o esmagando contra a parede, porque podia ver seu corpo enorme à mercê do seu. Era uma boa visão, não que aquele demônio fosse especialmente bonito ou algo do tipo, na verdade era até meio feio, mas com certeza era o tipo exato de Law. Enorme, gostoso, pálido, musculoso e viciado em sexo. Se não fosse o rosto peculiar, seria perfeito.

Ele deduziu que fosse algum tipo de poder daquela criatura, mas de alguma forma o conjunto inteiro da sua aparência era muito mais agradável do que devia aos olhos do médico para ser mera coincidência, detalhes como as unhas pintadas e até mesmo suas preferências mais estranhas como membros amputados. E não era como se Law saísse compartilhando esse tipo de coisa, já que talvez não fosse a coisa mais bem vista do mundo um cirurgião que realmente gosta de arrancar partes do corpo.

Por mais que estivesse tentando provocar e menosprezá-lo, o demônio precisava admitir que aquele humaninho pequeno sabia como foder. Era bom e seu corpo se contraía mais e mais com força, engolindo completamente o pau que mesmo ele falando que era pequeno, estava até acima da média para uma criatura daquelas. Seu cuzinho largo se apertava e ordenhava cada pedacinho de rola, comendo-o e se aproveitando mais do humano. Era prazeroso e a energia dele parecia se intensificar conforme investia, como se a ilusão de torná-lo sua puta o excitasse muito.

Mas Kid era guloso, apenas ser fodido não era o suficiente, ele sempre precisava de mais. Então sem pensar duas vezes seu braço envolveu as costas do moreno e o puxou para cima de seu corpo, fazendo-o ir o mais fundo que conseguia, enquanto seus peitos se esfregavam intensamente, os mamilos roçando, causando gemidos obscenos que escapavam das bocas dos dois. Sem pensar muito, ele se aproveitou da proximidade e o beijou, forçando a língua comprida quase em sua garganta e trocando saliva em abundância.

Durante alguns instantes pareceu que seu objetivo inicial era beijá-lo, até a ponta de sua cauda mudar de formato e invadir profundamente o orifício do humano ainda escorrendo muito de seu gozo. O rabo havia se transformado em uma coisa, que começou a se mover sozinha dentro daquele buraco melado, como se explorasse a nova caverna.

— O que porra você tá fazendo? — O médico tomou um susto quando sentiu inesperadamente a invasão. Estava tão distraído pela sensação de beijar o íncubo que só notou o que ele estava fazendo quando já estava com o cu preenchido.

— Teu rabo parecia muito carente, então resolvi retribuir o favor.

Se Law tivesse algum pudor, teria se envergonhado do quão fácil havia sido deslizar algo para dentro de si, mas ele com certeza não estava pensando nisso. Sequer estava pensando em qualquer coisa, e aquilo era algo raro para o cirurgião. Law apreciava aquilo, para ele era o objetivo de uma boa foda. Não pensar em absolutamente nada. Era mais relaxante para ele do que uma noite de sono, já que sua insônia crônica não o deixava aproveitar muito bem o ato de dormir.

Enquanto ainda o beijava, Law sentia que era muito, tudo sempre parecia exagerado com aquele demônio. Estar atolado no cuzinho melado dele, ser beijado tão profundamente que parecia que estava sendo violado, e ainda por cima ser invadido por trás.

Embora Law ainda estivesse largo por ter sido fodido sem piedade há pouco, o objeto não identificado ainda parecia grande dentro dele, o preenchendo repetidamente sem nenhuma dó. Mas o pior, ou melhor, de tudo era a textura estranha e os movimentos que fazia como se tivesse vida própria. Não importava quantas vezes a coisa escapasse do seu cuzinho, ela sempre voltava a estocá-lo, deslizando para dentro de forma bizarra. Cada estocada incentivava seu próprio corpo tatuado a se mover dentro do íncubo e seu beijo se tornava mais bagunçado e mais melado.

— Você é largo demais. — Law reclamou enquanto interrompia as mordidas que levava nos lábios para colocar para dentro seu pau que havia escapado pela trigésima vez. Não só o demônio era enorme como também melado demais. E Law sabia muito bem que o interior parecia se ajustar conforme a vontade do íncubo, então só podia deduzir que ele estivesse fazendo de propósito, deixando largo para vê-lo se desesperar para meter novamente, e se divertir com o quão minúsculo seu pau era se comparado.

— E você é vadia demais. — Eustass retribuiu o elogio na mesma moeda, mostrando seu enorme e bizarro sorriso em seu rosto completamente melado de saliva e batom vermelho. Ainda não entendia qual era o ponto do humano desejar aquela aparência, mas estava mais focado no prazer do que nos gostos estúpidos de alguém.

Na verdade, ele apreciava quando fodia alguém que se entregava dessa forma, que agia como uma puta sem nenhum pudor, mas aquele estava de parabéns, porque mesmo sem claramente se entregar por completo e estar escondendo muito de seu potencial, já conseguia ser uma completa vadia e esse detalhe o agradava. Iria corrompê-lo, até que perdesse completamente o juízo, a mente, como um demônio deveria fazer.

— Faz muito tempo que eu não fodo alguém desse jeito. E também muito tempo que eu não faço isso… — Antes que Law se desse conta suas mãos cheias de tatuagens já estavam agarrando o pescoço grosso do íncubo, fazendo jus à morte tatuada em cada um dos seus dedos ao apertar com força aquela garganta.

Os pensamentos perversos de Kid se intensificaram mais ao sentir as mãos apertarem seu pescoço e, para os padrões humanos, elas deveriam ser bem fortes, mas para um demônio sequer faziam cócegas... O que não significava que ele não sentia. E era realmente bom. Ser enforcado com tanta vontade, ainda que não pudesse realmente ser morto por alguém tão fraco, o deixava pulsando. A coisa que arrombava o cu apertado se contorcia, como se fosse quem mais sentisse o aperto e estivesse em desespero, temendo a morte. Eustass achou que aquela criatura não merecia o prazer que estava permitindo que sentisse, então voltou a alterar sua cauda, transformando-a em um pênis que era tão enorme quanto o seu real, arregaçando por dentro aquele cu largo.

Law perdeu ainda mais o controle quando sentiu seu cu ser praticamente dilacerado por dentro com o aumento de tamanho, seus quadris se movendo involuntariamente contra o corpo do íncubo buscando seu próprio prazer freneticamente. Mas o que ele mais gostava era do sorriso desgraçado que se mantinha no rosto do outro não importava o que fosse. Nem quando apertou sua garganta sem avisar nada, nem quando estava esmagando com força como fazia agora.

Sempre tinha que aguentar reclamações sobre como suas práticas eram perigosas e violentas, mas aparentemente aquele demônio aguentaria tudo que ele pudesse dar com o mesmo sorriso perverso e excitante. Law se recusou a fechar os olhos até o último segundo, observou o rosto doente daquele ruivo, admirando a língua obscenamente para fora e escorrendo a saliva molhada, até não aguentar mais e fechá-los por um segundo quando se despejou no interior melado, acrescentando seu gozo àquela bagunça perfeita.

— Incrível, me encheu com patéticas três gotinhas. — O demônio bocejou entediado. Se havia algo em que humanos eram sem graça, era na falta de capacidade de jorrar o quanto desejavam quando gozavam.

— Porque eu tenho um corpo humano, não sou uma aberração feito você. — Law disse com a voz ainda falha, mas num tom mais de divertimento do que de irritação. Nunca esperaria que o melhor sexo da sua vida fosse ser com um literal demônio, mas se pensasse bem até que fazia sentido.

Bom, o humano tinha um ponto, Kid pensou. O que não deixava de ser entediante. O moreno fugiu antes que pudesse se despejar outra vez para mostrar o que era um gozo de verdade, obrigando o íncubo a estalar a língua em desgosto. Como sempre, humanos eram as criaturas mais egoístas que existiam, sempre só pensavam em si mesmo.

Law saiu de cima da montanha de carne que era aquele íncubo grotesco e deu uma olhada em sua cama, agora encharcada graças a toda a lubrificação que havia escorrido do outro e do gozo que ainda enchia sua bunda. Mas não queria nem pensar em bagunça, nem em trocar lençóis, então tudo que fez foi deitar morto de cansaço ao lado do demônio e vasculhar a gaveta ao lado da cama em busca de algo para relaxar ainda mais. Assim que acendeu o bong e tragou a fumaça já sentiu seu corpo ainda mais leve. Estava tão calmo e exausto que talvez pudesse dormir um pouco sem ser atrapalhado pela insônia.

— Quer? — Ele disse soltando a fumaça com o canto da boca no rosto do outro de propósito e estendeu o bong ao íncubo ao seu lado, cuja existência quase havia esquecido até sentir os olhos alaranjados o observando.

Eustass sorriu com aquela oferta. Ele não se interessava por coisas humanas como aquela, mas a boca exalando fumaça parecia tentadora, então ele tomou o rosto em sua mão e atacou os lábios, provando do fumo diretamente da língua do humano. Parecia bem mais saboroso do que se fosse chupar aquela coisa sem graça.

Talvez ele tenha ficado muito empolgado com o beijo, já que parecia cada vez mais intenso e não demorou muito para que os corpos estivessem se esfregando novamente.

Por mais que só costumasse explorar os humanos, aquele em especial ele queria fazer muito mais do que explorar… Precisava sugar até a última gota de dignidade dele.