Incubus Love
2 Control
Notas iniciais

Depois que se deu conta do absurdo que fizera só restou a Zoro se martirizar por isso. Foi até a capela e pregou um aviso, anunciando uma pequena pausa nas atividades da mesma. Não podia abrir aquele lugar. Não depois do que havia feito. Como iria escutar a confissão de um fiel e dizer o que um pobre coitado deveria fazer de sua vida miserável se ele próprio era o mais imundo dos pecadores? Seria o maior dos hipócritas. Não tinha direito sequer de entrar naquele lugar. Por mais que fosse estranho para um padre, Zoro nunca foi exatamente religioso. Seus motivos para aceitar a batina eram puramente pragmáticos e resolveu escolher aquela vida e fazer aqueles votos por convicções pessoais, não por alguma entidade maior do que ele, até porque era muito arrogante para isso. Mas, havia traído a si mesmo, se entregado ridiculamente fácil aos prazeres da carne, deixado que abusassem de si como um fraco sem escolha e sem orgulho, não lhe restava dignidade nenhuma.
Como alcançaria seus objetivos sendo tão fraco? Como conseguiria força se diante da menor distração já abandonava todo seu treino e disciplina? Como valeria alguma coisa nessa vida se desrespeitava sua própria palavra, indo de encontro a votos que jurou cumprir e destruindo completamente seu orgulho como alguém leal?
Zoro se auto impôs um regime de treinamento e meditação ainda mais rígido, sem quase dormir e alguns dias até mesmo sem se alimentar. Tudo para retirar qualquer ideia imprópria de sua mente e para provar a si mesmo que ainda conseguia focar no que importava. O problema era que, ao tentar meditar para se livrar de tais pensamentos impuros, acabava pensando justamente nisso. Antes, meditação era algo extremamente fácil para ele, esvaziar sua mente era moleza, já que nunca houve muita coisa dentro dela. Agora, era um martírio. Exigia uma energia imensa apenas para conseguir se concentrar em respirar por meros minutos sem que a imagem de um diabo loiro aparecesse em sua mente. Estava enlouquecendo ou possuído e devia seriamente cogitar a possibilidade de procurar um psiquiatra ou performar um auto-exorcismo.
Um mês havia se passado e Sanji não conseguia deixar de pensar naquela sua vítima que era um padre extremamente suculento. As poucas vezes seguintes que se deitara com alguém não foram a mesma coisa, eles não tinham tanta energia sexual acumulada, não gozavam gostoso como aquele moreno, não o fodiam com vontade como ele. Era irritante sentir aquilo e estava muito incomodado. Por coincidência estava passando perto de onde o padre morava e sem querer acabou parando no quarto dele.
Ao notar o lugar em que estava, condenou-se por ser tão facilmente atraído por aquele desejo sexual forte. Havia jurado que não voltaria ali para não ter a decepção de ser esquecido outra vez, mas infelizmente já era muito tarde e o lindo padre acabava de aparecer no quarto.
O demônio piscou várias vezes sem saber exatamente como agir, sentia que ele ainda estava frustrado sexualmente e precisando desesperadamente gozar, porém, seria a mesma coisa da primeira vez como se nunca tivessem se tocado antes. Odiava humanos por sua capacidade minúscula de guardar lembranças e acreditar em sonhos, mesmo que não fossem sonhos.
— Ei. Sentiu minha falta? — Ele agiu como se fosse um amigo íntimo e começou a se aproximar. A roupa escura que vestia tornou-se um robe de seda azul marinho, deixando as coxas grossas à mostra e marcando muito bem as curvas do corpo daquele loiro que havia tomado a forma, mas que não sabia quem era ainda. — É claro que não, você não se lembra.
Podia ser notado um sorriso triste nos lábios finos que era quase imperceptível. Estava com fome e depois de tantas experiências frustradas, sentia que só aquele padre poderia satisfazê-lo. Era irritante que ele estivesse acordado, sempre era tudo mais fácil quando sua presa estava dormindo e quando acordava apenas se entregava ao desejo. Felizmente, Sanji era veterano na arte da sedução e conquistar aquele pervertido não seria um problema.
Ao estar parado na frente do humano, espalmou o peitoral largo descoberto e subiu para seu pescoço, passando as unhas finas e levemente compridas na pele morena que parecia bem apetitosa aos seus olhos. Sua boca estava muito próxima da boca do humano, podia sentir a respiração quente e mais acelerada em sua pele e o sorriso devasso aumentou ao ver que talvez não precisasse se esforçar tanto quanto achava.
— Quem me dera não lembrar. — Zoro tentou dar seu máximo para fazer uma cara de desgosto, mas era muito difícil quando aquele desgraçado trocava seus trajes para algo tão mínimo e indecente, ainda mais algo que ficava tão injustamente perfeito nele.
Sanji ficara surpreso ao ver que o humano se lembrava dele, era a primeira vez que aquilo acontecia e era uma sensação estranha. Ele não sabia necessariamente como agir depois disso, nunca em toda sua existência ele cogitou a possibilidade que um dia uma de suas presas se lembraria dele e quando finalmente acontecia, era com uma das suas melhores presas. Sentiu-se excitado com aquilo, tanto que o fundo de seus olhos azuis começaram a brilhar em um tom mais dourado de puro tesão.
Infelizmente se lembrava. E seu corpo se lembrava bem até demais. Zoro lambeu os lábios instintivamente ao ficar tão próximo daquela boca novamente. Não havia esquecido como aquela língua bífida havia o devorado da última vez. Ele pegou o demônio pelo pulso, forçando-o a se afastar de seu pescoço, usando uma força exagerada no braço fino. O demônio sabia que era desejado e também desejava na mesma intensidade e ser tratado com violência parecia um delicioso bônus para toda aquela situação, só havia um problema: Ele não sentia dor.
Zoro deu alguns passos para trás, tentando fugir do outro como o diabo foge da cruz. Recuou o suficiente para suas costas baterem na parede e engoliu a seco. Não podia deixar que aquilo se repetisse novamente, ele estava completamente consciente e não havia nenhuma desculpa dessa vez. Iria pensar nisso como uma provação, um teste, ele só tinha que passar e ficaria tudo bem. Mas qual opção ele tinha? Fugir de sua própria casa? Expulsar o demônio a vassouradas como faria com uma ratazana? Tudo que tinha certeza era que definitivamente não passaria nesse teste se os dois continuassem sozinhos e trancados num ambiente tão pequeno.
— Quer me machucar? — Sanji perguntou após prensar o corpo maior na parede e levantou os braços até a frente dos olhos do outro, quase como dizendo que era mais forte, mesmo não aparentando. Fazer o quê, vantagens de ser um demônio e ainda era um dos mais fracos. — Que pena, eu não sinto nada.
O padre se sentia estranho ser pressionado daquela forma. O corpo do loiro parecia tão fraco em comparação com o dele que havia esquecido de que era a criatura sobrenatural. Ele podia sentir o quão forte era o outro apenas com aquele movimento e percebia que mesmo que estivesse segurando apertado seus braços, aquele ser provavelmente poderia escapar com a maior facilidade. Mas, era estranhamente bom sentir alguém forte o segurando. Alguém que possivelmente poderia subjugá-lo se desejasse.
Com um sorriso safado, o loiro avançou e colou os lábios aos do padre, invadindo sua boca com a língua e devorando-o. Zoro estava perdido em seus pensamentos e mal conseguiu impedir o loiro de beijá-lo, utilizando sua própria língua para pateticamente correspondê-lo. Ele não queria se entregar tão fácil novamente, mas sua boca parecia não obedecê-lo e se movia desesperadamente contra aquela boquinha tão safada com a qual tanto havia sonhado nos últimos dias. Havia interrompido sua meditação incontáveis vezes porque não conseguia deixar de imaginar a textura macia, aquela saliva quente e deliciosa se misturando à sua.
Ainda assim, tentava se conter, reprimia máximo suas reações para que não se descontrolasse e tentasse devorar o loiro, porque se o fizesse seria tarde demais. A forma que era correspondido era muito excitante para o demônio, mas aquela tentativa de negação foi um tanto irritante. Achou que depois do padre ceder aos desejos carnais, teria no mínimo desistido daquele voto ridículo, pelo visto ele ainda tentava. Com uma ideia que daria um ponto final a tudo aquilo, ele afastou os lábios, soltou seus pulsos do aperto do outro e virou-se de costas. Zoro não esperava por isso, esperava que o demônio fosse insistir até que ele cedesse.
— Sabe, se você realmente não quer, é melhor eu ir embora... — Sanji disse de forma um tanto dramática e deu um passo para frente indicando que realmente iria como havia dito.
Bom, assim seria mais fácil do que Zoro imaginava. Não precisava resistir, apenas deixar o outro evaporar novamente. Isto é, se não fosse pelo fato do seu braço ter se movido em um microssegundo para segurar o pulso do outro novamente, o impedindo de se afastar mais. Não sabia o que estava acontecendo com ele. O que porra estava fazendo?
A verdade era que ele não queria se separar daquela boca, não queria interromper nada. O demônio virou o pescoço para encará-lo com uma expressão falsamente inocente. Zoro sabia que era falso, mas mesmo assim o desgraçado era bonito demais para que conseguisse resistir. Zoro quase inclinou-se para retomar o beijo, virando o rosto logo em seguida para tentar se restringir.
O demônio sabia que era desejado, enxergava nos olhos verdes todo aquele desejo e luxúria por seu corpo. Aquele homem estava desesperado para repetir o que fizeram há um mês e era justamente por isso que estava lá de novo. Seu corpo o pertencia naquela noite, queria que o padre cuidasse bem dele, mesmo que fosse maltratando-o. As ações do humano eram tão previsíveis que chegava a ser fofo, a forma que ele tentava se conter para evitar beijá-lo, olhar para seu corpo, tocá-lo, era adorável.
No entanto, o que aquele demônio tinha de sedutor, também tinha de sádico. O padre o desejava, mas não queria tomar iniciativa e qual seria a graça se Sanji quem fosse para cima outra vez? Sabia que humanos aceitavam mais a ideia de se entregar no meio do tesão do que partir para cima, e não daria esse gostinho para o outro novamente.
Ele aproximou os corpos e levantou uma de suas pernas, roçando a coxa carnuda no membro do outro coberto apenas por uma calça larga que ficava muito bem nele. O peitoral exposto e moreno fazia o loiro babar, ele amava aquele corpo gostoso e amaria ainda mais se já estivesse sendo investido contra o seu corpo esguio. As duas mãos pousaram nos peitos e começaram a apertá-los, deixando os mamilos em meio a dois de seus dedos para pressioná-los. Aquele padre era um pecado. Sentia os mamilos escuros tornando-se mais duros conforme o abusava, porém, infelizmente para o outro, aquilo durou poucos segundos.
Sanji se afastou, dessa vez puxando o padre consigo, até estarem na cama. Sentou-se na beirada, com as pernas abertas, se mostrando ao outro. Os dedos começaram a ser passados lentamente pelas suas próprias coxas e algumas vezes subiam para o pau escondido abaixo do tecido fino muito estrategicamente para o humano não poder ver. Estava com a expressão mais promíscua possível, a língua para fora molhando várias vezes os lábios.
— Quer me foder gostoso outra vez, padre? — Ele falou com a voz completamente entregue e pervertida, e finalizou com um tapa forte em uma das coxas e um gemido lascivo. Se o humano queria meter nele, ele teria que ir pra cima e realizar seus desejos mais sujos.
Quem aquele demônio achava que era? Só porque havia vindo aqui e pego Zoro desprevenido da última vez não significava que faria dele seu brinquedo. Fingia que ia embora, apenas para depois provocá-lo, abusando de seus mamilos indefesos e fazendo suas pernas bambearem e seu pau querer desesperadamente se esfregar na coxa forte, e então se afastar e começar com seu joguinho maldito de novo.
Zoro segurou o rosto do demônio na mão grande com firmeza, apertando forte as belas feições, como se quisesse descontar toda sua frustração por ser provocado injustamente. O outro não pareceu se incomodar nem um pouco, apenas sorria e continuava a lamber os lábios pecaminosos convidativamente. Ele continuou a apertar o rosto brutamente, cada vez com mais força, desejando obter qualquer reação que não fosse deboche. Estava morrendo de tesão, de novo se encontrava num dilema existencial e aquele infeliz ainda brincava com ele.
Sanji apreciava ser maltratado, muito. A ideia de um demônio deveria ser maltratar e machucar humanos, mas ele era totalmente o oposto. Ser machucado por humanos era excitante, especialmente por ver a expressão de frustração deles ao notar que ele não sentia absolutamente nada, era hilário e ele amava se divertir às custas dos outros. Um demônio sórdido e sujo, talvez pior até mesmo que os que sentiam prazer em estraçalhar pessoas. Só conseguia sorrir enquanto era maltratado e sabia bem como aquilo irritava a todos.
Frustrado, Zoro decidiu que não iria se entregar. Se fosse para passar por cima de seus votos e tripudiar em sua palavra, pelo menos precisava manter um mínimo de dignidade. Ele teria o que queria, não o contrário. Era ele quem se aproveitaria daquela criatura, ao invés de se deixar ser devorado como uma presa indefesa. Seus olhos brilhavam de luxúria e arrogância, dois pecados terríveis para um homem que se dizia padre.
Zoro puxou o outro pelos cabelos dourados, até que ele estivesse na direção oposta a ele, deitado na cama. Era ele quem havia provocado, então devia ter condições de aguentar qualquer coisa. O loiro ainda parecia bastante tranquilo enquanto sua boca brilhava com a saliva que escorria, aguardando o que viria. Zoro queria sim aquela boca em lugares impronunciáveis, mas não iria pedir por favor nem responder à pergunta debochada do outro. Ao invés disso, apenas se livrou da calça de treino que usava e marcava sua enorme ereção formando uma barraca armada e enfiou o pau na boca quente do demônio sem cerimônias.
Sanji estava esperando por tudo, menos aquilo. Expulsão ainda parecia ser o que mais se passava pela mente do padre, ou talvez até ele esperando que o loiro fosse para cima, porém, tudo ocorreu da forma totalmente oposta. Teve pouco tempo para admirar a belíssima ereção armada na calça larga, mesmo que pudesse ficar pelo resto da vida olhando aquele volume delicioso. Quando percebeu estava deitado na cama, com a cabeça na beirada do colchão e um pau enorme entrando em sua garganta. Arregalou os olhos surpreso por aquela atitude, achou que demoraria mais que alguns segundos para o moreno se entregar, mas aparentemente ele era mais fácil do que pensou.
Era tão molhado que Zoro mal podia acreditar, e a forma como deslizou facilmente até estar por inteiro na garganta alheia era surreal. A posição exigia bastante força nas pernas, mas isso não era um problema. Zoro treinava religiosamente e, embora a parte debaixo do corpo não fosse seu maior foco, tinha coxas bem torneadas. Conseguiu então manter um bom ritmo, as coxas morenas trabalhando para se enfiar naquela garganta que engolia tão bem seu pau.
Aquele padre exalava luxúria e parecia tão errado aos olhos do demônio, o outro chegava a ser mais pervertido que o próprio íncubo, como isso poderia ser possível? Extremamente excitado, Sanji passou a chupar com vontade o pau suculento, sentindo-o molhado de pré-gozo e totalmente babado com sua saliva. Era maravilhoso senti-lo assim. Ele não hesitava em momento algum a dar prazer para o moreno, estava ali apenas para isso afinal e recebê-lo profundamente em sua garganta era uma boa forma de proporcionar prazer. Queria ter o corpo igual a um humano naquele momento para que pudesse se engasgar com aquele pau e mesmo assim o outro continuar forçando para sua garganta.
Zoro escutava os gemidos abafados do loiro e começou a ficar um tanto preocupado se eram bons ou não, talvez não devesse ter apenas enfiado tudo sem raciocinar, não era assim que gargantas funcionavam afinal. Retirou-se da boca quente um pouco para trás por um segundo, observando a quantidade obscena de saliva que unia seu pau e a boquinha gulosa, apenas para ter o demônio se esticando para trás e o abocanhando de novo quase imediatamente.
Quando o padre tirou de supetão o pau de sua boca, Sanji sentiu toda sua saliva se derramando em seu rosto e não pensou duas vezes antes de ir atrás para voltar a metê-lo em sua boca. Começava a abocanhar com mais vontade, fazendo os testículos que antes estavam sendo deliciosamente esfregados em seu nariz e olhos, irem para dentro de sua boca também para começar a lambuzá-los. Aquilo não poderia ser mais excitante. Para evitar que o moreno tentasse se afastar outra vez, o demônio levantou os braços e agarrou as coxas do maior, passando a forçá-lo contra sua boca, tentando tomar controle da situação.
Zoro obervou aquilo e se condenou por ser estúpido por tentar se importar com aquele ser, mesmo quando tentava se manter no controle. Aliás, era uma coisa boa que o loiro não pudesse vê-lo, porque com certeza estava fazendo uma cara absolutamente idiota. Pensando bem, da última vez Zoro deveria ter sido pateticamente deslumbrado, e o demônio viu tudo. Novamente ele estava vidrado no corpo do loiro, o filho da puta era uma delícia. Sua garganta o engolia sem descanço e seu pescoço parecia perfeito enquanto deitava o máximo possível para trás para alcançar Zoro. Seu corpo esguio e branquinho parecia ainda mais magro naquela posição, e sua pele contrastava com os lençóis escuros. O único defeito era aquele pau lindo, mas ainda amolecido, o que fazia com que Zoro ficasse um pouco menos animado, por algum motivo.
Não podia ver o rosto do outro para saber que tipo de expressão o loiro estava fazendo, mas seu pau com certeza não estava nem perto de estar duro. Quer dizer que enquanto ele estava completamente maluco de tesão aquela criatura não sentia absolutamente nada? Zoro se sentia um pouco desapontado e nem sabia o porquê, só não era tão bom desse jeito quanto da última vez.
O padre parecia estar distraído com algo, porque o ritmo havia se tornado diferente, e em seguida sentiu os dedos dele tocando seus mamilos, apertando-os e estimulando-os. Um ponto de interrogação surgiu na mente do demônio, sem entender momentaneamente o que ele estava tentando fazer, afinal, apenas meter em sua garganta não era o suficiente? Sanji continuou deixando que fodesse sua garganta, e no meio do processo entre o moreno sendo puxado contra sua boca e apertar seus mamilos, pensou que talvez ele quisesse ver aquilo duro. Então, com extrema facilidade, seus mamilos magicamente tornaram-se duros.
Zoro pensou que tocar os mamilos do outro aparentemente havia sido uma boa ideia, já que parecia ter tido efeito nos mesmos. Contudo, o pênis do íncubo continuava tão adormecido quanto antes, o que ainda frustrava o padre.
O demônio irritante também havia fincado suas mãos em suas coxas para apressá-lo. Por mais que gostasse das unhas finas arranhando sua pele naquele local, coisa que não iria admitir nem que o inferno congelasse, Zoro estava irritado com aquela tentativa de controle do outro. Afinal, havia feito isso justamente para não ficar à mercê da criatura. Arrancou então as mãos do loiro de si para se movimentar como bem entendesse, prendendo seus braços no colchão. Sanji amava ter seus movimentos restringidos, ter seus braços presos sem poder movê-los, sem poder comandar o outro, era delirante. Sentia-se sujo, toda aquela baba misturada com pré-gozo manchando seu rosto pálido deveria enojá-lo, mas só o deixava ainda mais excitado. Ser sujo por aquele homem era a melhor coisa, queria que ele sujasse todo seu rosto com aquela porra quente que da última vez sequer conseguira provar.
Zoro continuou a meter o mais profundamente possível seu pau no loiro, escorregando com facilidade pela garganta do demônio e ficando à beira da insanidade a cada vez que ele engolia ao seu redor. Foder aquela garganta era maravilhoso. Parecia que ela havia sido feita para isso, bom, mal sabia Zoro que esse era exatamente o caso.
Logo, o padre saiu mais uma vez de dentro daquela boca, deslumbrando-se ainda mais a visão. Seu pau estava ainda mais melado que antes e parecia até que ele já tinha gozado. Voltou o pau àqueles lábios e meteu lentamente apenas a pontinha, apreciando a visão da sua rola saindo completamente babada daquela cavidade deliciosa até escapar novamente e deixar um rastro de saliva espessa em todo o rosto do outro. Então, Zoro soltou uma das mãos do demônio e a conduziu até o pau do loiro.
— Toca seu pau. — Ao dizer isso o loiro não moveu um músculo, apenas ficou sorrindo com aquela boca horrivelmente pervertida cheia de saliva e pré-gozo.
Aquela ordem para tocar seu pau era excitante, mas o que era ainda mais excitante era provocar o outro. O sorriso presunçoso não poderia ser maior e ele lambia os lábios obscenamente, espalhando toda aquela saliva neles, como a bela puta que era.
— Agora. — Rosnou Zoro. Sanji poderia provocá-lo pelo resto da vida, se o caralho gostoso não tivesse voltado para sua garganta, obrigando-o a mamar deliciosamente. Zoro ficou irritado de novo, extremamente abismado em como alguém poderia tirá-lo do sério tão facilmente, e voltou seu pau com tudo na garganta dele, apertando sua mão acima da dele com força.
O demônio safado resolveu obedecer, tudo para deixar aquele homem louco por seu corpo. Segurou o pau mole e começou a acariciá-lo, cada movimento friamente calculado para seduzir. Uma linda ereção começava a nascer no pênis rosa até estar totalmente dura e pulsante, apesar de não sentir algo realmente. O pré-gozo transparente começou a sair aos poucos da abertura na glande, fazendo seu pau brilhar. Era só uma teoria, mas talvez fosse aquilo que o padre queria, já havia se relacionado o suficiente com homens para saber o quanto eles queriam se gabar por deixá-lo duro, um esforço totalmente desnecessário porque se não fosse por ele, nunca que conseguiriam. Ele gostava daqueles movimentos, bater punheta era algo que ele fazia com uma frequência absurda em seu corpo original.
Após finalmente acatar seu pedido o pau do loiro começava a ficar enorme naquela mão, crescendo com uma velocidade impressionante. Zoro involuntariamente aumentou o ritmo com que fodia a garganta melada, completamente hipnotizado pela ereção que mal havia crescido e já estava pulsando bastante. O pau daquele demônio era lindo, como tudo nele, era grande e rosa e parecia tão delicioso que Zoro achou que estava ficando louco. A vontade de apertá-lo em sua própria mão era enorme, mas desviou o olhar e se contentou em apertar a garganta pálida que envolvia sua ereção ao invés disso. Ela estava linda e suada, o pomo de adão saltando enquanto o engolia incessantemente.
Os dedos de Sanji brincavam com o pré-gozo, afastando-os e deixando que aquele melaço fosse junto e continuasse conectado ao seu pau, sem permitir que fosse quebrado. Era lindo, Sanji sabia bem como seduzir um homem. E aquilo claramente teve efeito, visto que ele apertava desesperado sua garganta, tentando enforcá-lo. Todo seu corpo desejou sentir aquilo, deveria ser tão bom ficar sem ar e entrar em desespero para conseguir respirar e tudo melhoraria ainda mais com aquele pau melado o fodendo.
Zoro apertou aquele pescoço como se fosse realmente estrangulá-lo, descontando toda a frustração e ressentimento que sentia sobre aquele demônio e tudo que representava. E tesão, claro. Muito tesão. O estímulo do boquete e o visual eram demais para um pobre padre aguentar e logo ele estava babando literalmente no corpo do outro, os gemidos teimosos escapando de sua boca que insistia em ficar boquiaberta. Ele não aguentou muitos segundos metendo naquele lugar tão gostoso e gozou obscenamente, forçando o outro a engolir sua porra, enquanto apertava mais forte ainda a carne macia de seu pescoço e chamava baixinho todos os palavrões que jamais deveriam sair de sua boca.
O demônio a baba do moreno caindo em seu corpo e os gemidos desesperados dele que o enlouqueciam, o padre era delicioso e queria devorá-lo para sempre. Quando ele gozou tanto em sua boca sem nenhum controle, ele pensou que poderia realmente se engasgar. Toda aquela porra enchendo sua boca e o prazer imenso que o outro sentia, o deixavam fora de si. Sanji estremeceu na cama, sentindo-se completamente estranho. Era muito prazer para ele aguentar, seu corpo tornava-se fraco e indefeso, sentindo deliciosos espasmos em seus músculos. Porra, que orgasmo gostoso, não se arrependia nem um pouco de ter deixado para se alimentar só quando o outro gozasse, era a melhor sensação e parecia que estava fora de órbita. Seus olhos estavam brilhando em um forte dourado e as presas tornaram-se maiores, sem querer sendo raspadas na pele sensível da rola em sua boca. Surpreendentemente o outro não pareceu desgostar daquilo...
Zoro sentia o outro engolindo ao seu redor, saboreando seu pau como se fosse a melhor refeição do mundo. Ele recebia tão bem seu gozo, o que realmente não deveria ser surpresa a essa altura, mas não deixava de deixar Zoro ofegante. Ele sentiu o desgraçado… Mordendo seu pau, o que em todas as hipóteses deveria ser algo ruim, mas aquela dor era vergonhosamente deliciosa. Aparentemente não havia nada que aquela criatura fizesse que não o excitasse. Claro, nada fora irritá-lo. O pau saiu da boca ainda cheia de sêmen e uma enorme bolha de porra e saliva se formou, rapidamente sendo estourada e sujando seu rosto. Tão sujo e perfeito.
— Porra, seu caralho é tão gostoso... — Sanji disse após tirar o pau suculento da boca e enquanto ainda lambia para limpar todo vestígio de porra começou a falar de forma provocante. — Qualquer dia você vai me matar de tão delicioso.
— Não vai ter outro dia! — Nunca deveria ter tido nenhum, para início de conversa. Como esse demônio tinha audácia de falar como se isso fosse, o quê, a rotina deles agora? — Essa é a última vez que isso acont-
Não bastasse se exibir completamente se lambendo daquele jeito impróprio, o loiro ao invés de se afastar completamente do seu pau voltou a chupá-lo. O demônio se colocou de quatro e continuou a chupar gostoso o pau, até que ele estivesse totalmente mole fazendo com que Zoro perdesse completamente sua linha de raciocínio e focasse apenas naquela boca imunda e impura que logo se dirigiu à sua própria boca.
Ao afastar a boca do pau de Zoro causou um estalo obsceno e em seguida Sanji basicamente escalou o corpo alheio, até alcançar sua boca carnuda e beijá-la com vontade, obrigando o padre indecente a provar sua própria porra deliciosa. O beijo que Zoro recebia era melado com seu próprio sêmen, a língua do outro fazendo questão de espalhar seu gosto por todos os cantos de sua boca. Suas mãos magneticamente foram parar no corpo do outro, ainda parcialmente coberto pelo robe azul aberto, tocando desejosamente cada pedaço de carne pelos quais passavam.
Maldita boca gostosa, maldito demônio. Não conseguia beijá-lo por um segundo sem se derreter por completo. Seu pau recém amolecido já começava a querer ressuscitar e ele queria se bater por ser tão fácil e pecaminoso. As mãos alcançaram a bunda redonda e descontroladamente já seguiam na direção daquela entrada tão conhecida, tão deliciosa...
As negativas do padre estavam sendo cada vez menos convincentes, em um segundo ele negava e insistia que aquilo não se repetiria novamente, no outro ele estava apalpando sua bunda e tocando sua entrada. Sanji realmente queria partir para uma nova presa e não voltar atrás do padre outra vez, mas ele era tão delicioso e queria tanto transar que estava sendo muito seu fraco. A energia dele ainda o enlouqueceria.
A vontade do demônio era ser virado naquela cama e fodido até que não aguentasse mais de tanta energia devorada, no entanto, devido ao boquete intenso de antes, a sua boca ser fodida com tanto desejo e a péssima ideia de receber a energia alheia no momento do orgasmo, acabaram deixando-o totalmente morto e nunca que aguentaria outra rodada, não com aquele predador. No momento que sentiu o pau do outro começando a endurecer outra vez e os dedos indo para seu cuzinho, o demônio soube que era a hora de partir, ou estaria fodido. Literalmente. Mas, a vontade de beijar aquele homem pecaminoso era maior e ele prosseguiu com o beijo por mais alguns minutos, os dedos do humano começaram a estocar seu cuzinho molhado, até que a ereção se tornasse enorme e começasse a pulsar colada em seu abdômen.
Sanji se afastou naquele instante, terminando o beijo demorado com um selinho tímido. A expressão que mostrou para o outro era injustamente inocente e o sorriso pior ainda. Sem resistir, colou seus lábios por mais um segundo e apoiou as mãos no peitoral moreno.
— Bye bye. — Ele disse do nada e simplesmente sumiu em um segundo, deixando o outro literalmente na mão. Não aguentaria se alimentar de tanto prazer duas vezes seguidas sem preparo.
— Ele não fez isso… Puta que pariu... — Zoro o amaldiçoou incrédulo. Olhou para baixo e viu o resultado dos minutos que passaram se beijando, seu pau estava dolorosamente duro e pedindo por um alívio que não viria. Só restava a Zoro tomar um banho o mais congelante possível e ignorar os pedidos de seu próprio corpo.
Claro que se ele não tivesse perdido o controle, novamente… Pela trigésima vez, isso não teria acontecido, mas esse não era o ponto. A questão era que aquele demônio ardiloso, havia feito o que sempre faz, levá-lo à loucura e brincar consigo como bem entendia. Estava farto daquilo e definitivamente muito puto. Se aquilo ousasse pôr os pés ali de novo Zoro o esperaria de bom grado com suas espadas, acrescentando assassinato na lista de seus pecados, lista essa que aparentemente ficava maior a cada segundo.
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