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16 Capítulo 16
Notas iniciais
— Qual é, não foi tão ruim assim. — Emma admitiu para Regina naquela noite, enquanto faziam o jantar. A morena parou de lavar os vegetais para encarar a Xerife.
— Você mandou um sexting para o nosso filho. — Emma franziu o nariz desgostosa, enquanto se virava para as costelas de porco que estavam assando.
— Dá para não falar desse jeito?
— Ah, me desculpe, querida, — Regina gracejou, voltando a lavar os vegetais — eu pensei que não tinha sido "tão ruim assim".
Emma estremeceu com o pensamento e balançou a cabeça para clarear a mente:
— O que você estava fazendo no banheiro? Nós estávamos no meio de algo importante.
— Um banho frio se fez necessário. — A morena disse.
— Sério? — Emma sorriu. — Por que você não me chamou?
— Eu não queria atrapalhar seu precioso tempo com a srta. Blanchard. — Regina se refreou para não revirar os olhos ao falar o nome da professora, enquanto se movia pela cozinha para cortar a cebola.
— Eu tenho quase certeza que Mary Margaret já está acostumada com a minha ausência. — A loira respondeu e trocou de lugar, indo mexer no purê de batatas.
— Ah, é? — Apesar do tom desinteressado, Emma ouviu a curiosidade por trás do questionamento da morena.
— É, quando ela vai lavar a roupa, ela devolve as minhas roupas para minha bolsa.
— E o que vai acontecer quando ela postar um anúncio, procurando uma nova colega de quarto? — A Prefeita sorriu, empratando a refeição.
— Provavelmente, eu vou morar no meu carro — a loira respondeu malandramente. — Já transou no banco de trás de um fusca?
Regina se virou e encarou Emma que estava encostada no balcão, tentando conter uma risada. Ela pegou os pratos já prontos, revirando os olhos para a Xerife para depois se dirigir para a sala de jantar:
— Ah, qual é, eu estava brincando — Emma falou atrás dela, pegando os copos. — Mais ou menos.
— Sobre o quê? — Henry entrou na sala de jantar e se sentou na cabeceira da mesa.
— Aparentemente, a srta. Swan vai ficar sem casa. — Regina disse, apontando para Emma, que apenas sorriu e se sentou do lado do filho. Regina se inclinou entre os dois, servindo-os antes de tomar o seu lugar de frente para a loira.
— Por quê? — Henry parecia chocado. — Ela entrou no banheiro, enquanto a srta. Blanchard estava tomando banho também?
Emma se engasgou com a água que estava tomando, evitando simultaneamente o olhar preocupado do filho e o olhar penetrante da namorada:
— Você pode morar aqui! — Henry olhou as duas mães por causa da brilhante ideia. A ideia ficou no ar entre a família, nenhuma das duas confirmou ou negou se era ou não uma boa ideia, apesar do relacionamento já estar quase vivendo aquela ideia.
— Como foi na escola? — Regina rapidamente distraiu o menino, enquanto ele passava os detalhes do novo projeto de escrita dele.
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Como se quisesse provar alguma coisa, Emma se encontrava passando mais noites na própria cama no apartamento do que com Regina na mansão dela. O porquê ela pensou que isso seria uma boa ideia, ela não sabia, mas depois da primeira noite longe do calor da morena, Emma já estava pronta para desistir daquilo, pegar as duas caixas com seus pertences e pedir para se mudar para lá. Todavia, ela não queria pressionar Regina para algo que não estava preparada. Elas estavam juntas já fazia um tempo, mais tempo ainda se a troca de e-mails valesse de alguma coisa, e Emma tinha toda a certeza de que valia, mas ela não queria que a morena recuasse e se fechasse como antes. Talvez se ela levasse as coisas dela uma de cada vez, Regina não fosse perceber. Emma riu consigo mesma com ideia, mas sorriu quando o celular dela começou a tocar.
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Regina estava entediada. Ela tinha decidido tomar um banho de banheira depois de Henry ter saído para o psicólogo, contudo a casa estava quieta demais para o gosto dela. Pela hora daquele sábado, Emma já deveria ter acordado.
Regina não sabia por que ela tinha concordado com Emma quando ela tinha sugerido que deveria ficar mais tempo na própria casa, para não passar ao Henry a ideia errada, é claro, mas ela já tinha se acostumado a acordar ao lado das mechas loiras de Emma e como ela tentava mantê-las mais um pouco na cama de manhã ou como elas ignoravam os cobertores da cama e se enrolavam uma na outra quando iam se deitar. Ter concordado com aquilo não foi a ideia mais inteligente de Regina, mas será que ela deveria pedir Emma "Medo de Compromisso" Swan para se mudar para a casa dela tão cedo? Talvez ela pudesse achar um jeito de despejar Mary Margaret, forçando Emma encontrar um outro lugar para morar, de preferência a mansão.
O cheiro da combinação de bolhas e velas de baunilha não fizeram nada para aliviar a tensão do vazio da casa na morena. Tirando o sabão da mão, ela se inclinou sobre a banheira para pegar o celular e ligar para a loira, voltando para dentro da banheira. Se Emma queria morar com aquela professora, ela iria mostrar para a outra o que ela estava perdendo:
— Bom dia, Xerife, — Regina disse com a voz rouca — você acordou cedo para variar.
Emma riu no fone:
— É, eu esqueci que Mary Margaret gosta de ir caminhar cedo de manhã nos fins de semana.
— Ah, agora sei por que você ficava tanto tempo na minha casa. — Regina replicou com graça, levantando uma perna longa e tonificada para esfregar uma bucha nela.
— Eu preciso do meu sono da beleza— a loira respondeu. — Você está na banheira?
— Estou. — A Prefeita disse com a voz sensual. Ela ouviu a cama ranger no lado de Emma.
— É mesmo?— Não tinha como negar o engate na sua voz.
— Aham. — Ela cruzou a canela sobre a perna levantada e sorriu a ouvir sons de passos do outro lado da linha.
— Fazendo o quê?
— O que se normalmente faz numa banheira, Emma? — O tom sensual da voz dela foi substituído por um tom arrogante por causa da pergunta ridícula por parte da loira.
— Eu consigo pensar numas coisas.— A Xerife replicou sem hesitar. Regina sorriu de novo e se afundou um pouco dentro da banheira.
— É mesmo?
— Não aprendemos a lição de sexo por telefone?— A mais nova brincou.
— Eu nunca precisei de uma lição.
— Qual é, você nunca pegou alguém numa posição comprometedora?— Regina semicerrou os olhos ao ouvir um motor ser ligado do lado da linha de Emma.
— O que você está fazendo? — Ela se sentou ao perceber que Emma não iria fazer o jogo dela.
— Não estou evitando uma pergunta. Posição comprometedora?— Regina hesitou brevemente, antes de responder num tom mais silencioso.
— Alguém que eu cofiava viu Daniel e eu nos estábulos.
— Ah,— Emma respondeu no mesmo tom — me lembre de te dar um beijo quando eu te vir.
— E quando vai ser isso?
— Quando você quer que seja?
— Bem, essa espuma não pode ser desperdiçada. — Regina falou lentamente.
— Isso é um convite, sra. Prefeita?— Emma perguntou, seu tom tão sugestivo quanto sua pergunta.
— É o que você quiser que seja — Regina ronronou. — Porém, eu sou mais favorável a uma opção mais do que outras.
— Não consigo pensar o que poderia ser.
— Talvez você não tenha uma imaginação tão boa quanto eu esperava. — A morena respondeu com esperteza.
— Talvez, mas eu consigo pegar os detalhes no ar. — O barulho da porta do fusca batendo foi ouvido, bem como o som de uma outra porta se abrindo.
— O que você está fazendo? — Ela pôde ouvir uma corrida na linha da loira. Regina olhou para cima, soltando um gritinho quando a porta do banheiro foi aberta e Emma ficou na entrada com um sorriso convencido no rosto e o celular pressionado contra a orelha.
— Passando um tempo com a minha namorada.
Regina sorriu, o coração ainda batia rápido por causa do susto e depois terminou a chamada, colocando o celular de volta no balcão. Tudo o que ela pôde fazer foi meio que se levantar para, então, ter os braços de Emma em volta de sua cintura. A morena gemeu no beijo, seus braços circularam automaticamente em volta do pescoço da loira, pressionando o torso dela contra o de Emma. A camiseta que a Xerife estava vestindo começou a ficar molhada por causa da proximidade, mas nenhuma das mulheres estavam se importando. Ela ofegou perto da boca da mais nova quando sentiu as mãos de Emma se moverem da cintura para agarrarem pouco abaixo da bunda da morena e levantá-la e tirá-la da banheira. Ela se agarrou à loira, mantendo a cabeça dela parada com as mãos, as línguas duelando felizes antes de Emma se render, permitindo a morena dominar aquela batalha.
Emma, contudo, apertou o traseiro de Regina nas palmas das mão, enquanto a carregava para fora do banheiro, nem se incomodando em secar a mais velha e ao invés, apertou a frente dela contra a outra, absorvendo a água com as próprias roupas. Ela pôs Regina sobre a cama, se pondo sobre ela, entrelaçando os dedos e segurando as mãos da Prefeita sobre a cabeça, enquanto mordiscava o pescoço dela:
— Humm, baunilha. — Regina soltou um riso rouco, usando o queixo para cutucar a cabeça de Emma, juntando os lábios com ela quando ela olhou para cima. Ela a beijou com vontade para se afastar logo após.
— Humm, chocolate.
— Os opostos se atraem. — A Xerife sorriu, os olhos brilhando de alegria, antes de se pôr de joelhos, tirando a jaqueta e a camiseta molhada. Regina se sentou, lambendo e subindo o abdômen definido de Emma, sorrindo quando sentiu a pele debaixo da língua dela tensionar e estremecer de ansiedade. Dedos longos passaram pelo cabelo dela, enquanto o fogo dentro dela só aumentava. Estimulada pelo encorajamento, Regina se dirigiu para a cintura do jeans da Emma, brigando com o cinto por causa do ar luxurioso que as cercavam.
— Vai me obrigar a fazer todo o trabalho, Xerife? — Emma olhou para baixo e abaixou a cabeça, se aproximando e ficou a poucos centímetros do rosto de Regina. Os corações delas bateram, enquanto suas respirações quentes se misturavam no espaço entre elas. Ela beijou a mais velha uma, duas vezes.
— Você pode me ter a qualquer hora.
Regina a encarou maravilhada e um pouco desconfiada. Não que ela não acreditasse na palavra de Emma, não. Mas ela mal podia acreditar no quanto Emma estava falando sério, em como ela tinha se aberto e tinha se deixado vulnerável só para poder conversar com Regina. Ela expressou sua gratidão no único jeito que sabia e beijou Emma com força, segurando atrás da nuca dela com uma mão, enquanto tirava o cinto e abria o zíper da calça jeans com a outra.
A loira ajudou ela a tirar as calças, chutando-as, seguido de sua calcinha, tudo isso enquanto elas ainda se mantinham juntas num beijo. Ela se sentou na cama, puxando Regina para o colo dela, enquanto a morena ansiosamente se deslocava para frente, e o calor que emanava do sexo delas era quase impossível de aguentar:
— Você está com muita roupa. — Regina respirou contra os lábios de Emma, enquanto os dedos se moviam pelas costas de Emma para tirar o sutiã dela. Emma aproveitou a oportunidade e tomou um dos mamilos eriçados de Regina na boca, rindo com o que ela tinha falado.
— Era só um sutiã.
— Muita roupa. — Regina gemeu com o toque de Emma, arqueando as costas e empurrando os seios ainda mais para a boca da loira.
A pele dela estava queimando. Todo lugar em que Emma tocava, cada lugar que os lábios dela beijavam, todas as vezes que ela a puxava mais para perto, até que sexo dela estivesse se esfregando contra o abdômen de Emma, se tornou o seu local favorito de ser tocada. Ela se esfregou contra a barriga de Emma por mais um tempo antes de se afastar um pouco por vontade própria para enfiar a mão entre elas, seus dedos deslizando para casa no calor úmido de Emma. A loira estremeceu com a intrusão repentina, sussurrando o nome de Regina e depois fechou o espaço entre elas e imitou o que a Prefeita tinha feito, encontrando o clitóris de Regina e massageando-o com a palma da mão.
A respiração delas sincronizou, os movimentos se aceleraram e com cada estocada, cada fricção e cada suspiro, o clímax crescia cada vez mais até que elas explodiram num orgasmo que elas tentaram ao máximo alongar, mantendo um contato constante com Emma mordendo o ombro de Regina, enquanto Regina chupava a base do pescoço da Xerife.
Quando as respirações voltaram ao normal, Emma levantou a cabeça, beijando a marca da mordida que dera e estava surpresa por não ter rasgado a pele dela. Ela levou a mão para tirar o cabelo molhado e suado da bochecha de Regina, colocando-o atrás da orelha dela. Ela sorriu quando a morena limpou a garganta para esconder seu rubor:
— Você esqueceu de me dar um beijo. — Emma sorriu e encontrou os lábios de Regina, movendo-os em sincronia. Ela parou o beijo, mantendo os lábios juntos.
— Como eu pude esquecer disso?
— Você deve ter estado ocupada. — A morena sussurrou, brincando com uma mecha de cabelo loiro entre os dedos antes de capturar os lábios de Emma mais uma vez.
Regina estava usando uma toalha para limpar a bagunça que ela e Emma fizeram quando a loira a tirou da banheira horas mais cedo. Apesar da toalha estar encharcada, Regina não conseguia ficar com raiva com o desenrolar daquela manhã. Ela arregaçou as mangas da camisa para enfiar a mão na banheira ainda cheia e tirar a tampa do ralo, deixando a água sair para depois pegar a toalha e jogá-la na cesto de roupa:
— Você viu meu celular? — Emma perguntou, entrando no banheira já vestida, com exceção de sua jaqueta. Ela mexeu nos cremes e nas máscaras faciais sobre a pia e olhou mais uma vez o da Regina para ter certeza de que elas não tinham trocado.
— Onde você o colocou?
— Aqui — Emma resmungou, se sentindo como se tivesse perdido um membro do corpo. Ela andou até a porta para encarar Regina. — Eu estava com o celular, você estava na banheira, eu andei até você e...
Emma andou até a banheira e encontrou o aparelho no fundo sobre a porcelana. Regina se juntou a ela e teve que admitir que também ofegara. A loira se abaixou e pegou o celular pingando, apertando o botão e rezando para ele ligar. Ele não ligou.
— Droga. — Regina tomou o celular dela, examinando-o como se ela pudesse consertá-lo com mágica. Ela o devolveu para a loira.
— Eu diria que pelo menos você teve sorte. — Ela sorriu e saiu do banheiro, balançando o quadril.
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GarotadeOlhosCastanhos01: Mais quanto tempo até o novo celular chegar?
Cavaleiro84: Vai levar de duas a seis semanas. Ele nem vão me dar um aparelho emprestado.
GarotadeOlhosCastanhos01: Por que não? Você é a Xerife. Você precisa estar disponível para te chamarem o tempo todo.
Cavaleiro84: Porque moramos em Storybrook, Maine. As chamadas serão transferidas para o meu apartamento, e mais, nós ainda temos e-mail.
GarotadeOlhosCastanhos01: Claro, os cidadãos de Storybrook vão te mandar e-mail pedindo socorro. Que ideia incrível.
Cavaleiro84: Não é minha culpa você ser tão sedutora.
GarotadeOlhosCastanhos01: Não é minha culpa se você não tem a pegada firme.
Cavaleiro84: Eu estava com a pegada firme em lugares mais importantes ;)
GarotadeOlhosCastanhos01: Bajulação não vai te levar a lugar algum.
Cavaleiro84: Como você está?
GarotadeOlhosCastanhos01: Estou indo bem. O jantar hoje vai ser às 18h. Você pode comprar um pedaço de queijo quando você vier?
Cavaleiro84: Claro, precisamos de pão também.
GarotadeOlhosCastanhos01: Nós temos pão integral.
Cavaleiro84: Eu não gosto de pão integral.
GarotadeOlhosCastanhos01: Então, você vai comprar um pacote de pão que só você vai comer?
Cavaleiro84: Esse é o plano.
GarotadeOlhosCastanhos01: Certo. Volte ao trabalho, Emma.
Cavaleiro84: Eu estou esperando meu beijo virtual.
GarotadeOlhosCastanhos01: Eu te amo.
Cavaleiro84: Também serve.
GarotadeOlhosCastanhos01: Não se atrase.
GarotadeOlhosCastanhos01 saiu
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Regina olhou para cima quando ouviu a porta de frente se abrir e os passos leves de Henry cruzando o corredor:
— Ei, mãe. — Ele disse, colocando uma sacola cheia de compras sobre a mesa. Ela passou a mão pelos cabelos dele, puxando-os para trás afetuosamente, cumprimentando-o e depois passou a olhar a sacola de compras.
— Cadê Emma?
— Ela me mandou te avisar que ela teve que ficar na delegacia porque Leroy e os amigos dele foram vistos no bar do Jack e Emma tem que ficar a posto no caso de algum problema acontecer, mas ela vai te mandar um email hoje à noite. — Ele repetiu o discurso que tinha decorado. Ela apertou os lábios e não pôde parar de pensar que a namorada estava sempre trabalhando. Ela balançou a cabeça e deu um sorriso para Henry.
— Vai querer lasanha hoje?
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Depois de uma semana sem celular e tendo que ficar até tarde na delegacia, para gerenciar as linhas, ou no apartamento, no caso das ligações serem redirecionadas, Emma e Regina só podiam se comunicar por e-mail ou chat. Era como se elas tivessem voltado aos tempos das trocas de e-mail, com a diferença que Emma não podia ficar olhando sua caixa de entrada toda hora durante o dia como gostaria. Parecia, no entanto, que ela não era a única sentindo aquela separação. Regina encontrou a loira no Granny's pegando o almoço e quando Emma se virou, ela sabia que estava em apuros, ela só não sabia o porquê:
— Por que você não está respondendo seus e-mails? — Regina demandou?
— Eu estou pegando meu almoço. — A Xerife segurou a sacola entre as duas para provar.
— Você pode sair da sua preciosa delegacia para arranjar comida, mas não tem tempo para ir lá em casa jantar? — A morena cruzou os braços na frente do peito, de forma questionadora.
— Eu te disse, a delegacia redireciona as chamadas para o meu telefone fixo. — Emma suspirou exasperada.
— Talvez o seu telefone fixo deveria ficar na minha casa. — As palavras saíram tão rápidas de boca de Regina que ele nem teve tempo de se refrear.
— O quê? — Emma questionou, se perguntando se ela tinha escutado direito.
— Ela quer que você se mude para a casa dela. — Ruby, que obviamente estava assistindo a tudo aquilo desde que Regina entrara no estabelecimento, reiterou a amiga de tudo com um sorriso feliz.
Emma encarou a garçonete, dizendo silenciosamente para ela dar o fora. Ela se virou para Regina, puxando a morena para o canto para deixar uma distância entre elas e a amiga enxerida:
— Você está falando sério? — Regina corou e se apertou um pouco mais, evitando de propósito o olhar minucioso da Xerife. Emma chegou mais perto, levantando o rosto dela pelo queixo para poder olhar para ela. Ela falou com firmeza. — Se você estiver falando sério, eu adoraria.
Somente Emma viu o pequeno sorriso que Regina deu, antes de limpar a garganta e acenar:
— Sim. Vamos fazer os preparativos. — Emma riu e tomou a mão de sua amante, levando-as para a saída do restaurante.
— Estamos fazendo uma transação de negócios?
— Está mais para um investimento. — Regina disse com sentimento, olhando para frente enquanto andavam. Ela olhou para baixo para esconder o sorriso feliz quando Emma apertou a mão dela, concordando.
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