Incoming Messages

12 Capítulo 12


Notas iniciais
Então, é Natal, e o que você fez? Eu comi pra caralho. Quero saber de vocês. Feliz Natal, galera!!!! Tá aí meu presente, capitulo novo :D Quero agradecer a Lady Lazarus, a Chaveirinho e a Miss Ramone por terem favoritado a fic. Papai Noel gosta de gente assim. Aproveitem a fic.

Emma era só sorriso quando voltou para casa depois de deixar um Leroy zangado de volta ao seu apartamento. As evidências de sua noite com Regina ainda estavam no loft na forma de louças e panelas para lavar.

"Ela me beijou." Emma pensou, enquanto protelava na cozinha, repassando os eventos das últimas três horas com detalhes vívidos. "Regina gostosa Mills, Rainha Má, sra. Prefeita, me beijou".

Pulando de alegria, Emma tirou os saltos, decidindo que a louça poderia esperar até amanhã e subiu para o quarto e se jogou na cama. Ela conseguiu. Ela conseguiu convencer Regina a sair com ela sem que tudo terminasse em briga. E ela ainda a beijou. Ah, aquela seria uma de suas melhores lembranças. Ela olhou para o relógio e viu que já tinha passado das 22 horas. Ela pôs um dedo no queixo, pensando e se sentou, pegando seu clutch para pegar o celular. Ela não estava obcecada. Ela só dizer um boa noite, só isso.

Ei.

Menos de um minutos depois, o aparelho tocou com uma mensagem de Regina. Ela sorriu.

Você está me perseguindo de novo.

Eu acho que está mais para você ter síndrome de Estocolmo.

Você precisa melhorar essas piadas.

Esta noite foi muito bom. Eu gostei.

Poderia ter sido pior.

Você vai morrer se admitir que ficou feliz e alegre uma vez na vida?

Você quer realmente arriscar isso? Você pode não ter um segundo encontro.

Então, há boatos de segundo encontro? Conte-me mais.

Vai querer que eu faça todo o trabalho agora?

Você passou o último mês escondendo recados em todo lugar? Eu tive que lavar a roupa suja por uma semana para a Mary Margaret concordar com aquilo.

Coitada da Emma e sua confusão de gênero.

Você nunca vai me fazer esquecer isso, não é?

Não se você quiser um segundo encontro.

Já é a segunda vez que você menciona esse encontro. Parece que quem está mais ansiosa é você, sra. Prefeita.

Talvez eu queira ver se você vai ter coragem de dar o primeiro passo e me beijar primeiro.

Eu estava me preparando.

Por favor, eu já estava vestindo minha camisola quando eu me aproximei e te beijei. Como sempre.

Você poderia descrever essa camisola?

Uma pena. Se você tivesse me beijado, você teria visto ela. Boa noite, Xerife.

Emma ficou boquiaberta. Como? Como essa mulher se infiltrava na cabeça dela tão rápido? Ela ficou encarando a mensagem e se xingou mentalmente. Ela deveria tê-la beijado.
________________________________________________________

— Então, eu creio que o encontro foi bem? — Kathryn cutucou a amiga na manhã seguinte, depois de trazer Henry, que tinha dormido na casa dela na noite anterior.

— Como foi? — Henry olhou para ela com os olhos curiosos. — Emma ainda está aqui?

Kathryn deu uma olhada rápida para Regina com a implicação de Henry. A morena, na maior parte, ficou vermelha e mandou o filho para cozinha tomar café da manhã:

— Não, Henry, Emma está no apartamento dela com Mary Margaret.

Ele pareceu desapontado, mas se sentou à mesa para o café:

— O que vocês fizeram?

Regina se refreou para não revirar os olhos para as perguntas do filho. Em vez disso, ela colocou alguns waffles e frutas num prato e o serviu:

— Coma. Você agradeceu a sra. Nolan por tê-lo deixado dormir na casa dela?

Ele acenou com a cabeça, levando à boca um pedaço enorme de waffle com calda. Por um momento, Regina só ficou encarando ele. Não havia acusações em seus olhos, não havia medo nem desdém. Apenas esperança. Por um capricho, ela acariciou uns fios desobedientes dele, arrumando-os, e ele, tal qual qualquer pré-adolescente, grunhiu e afastou a cabeça com um gemido. Ela sorriu feliz, agradecida por ele não ter ficado tenso, antes de ela se aproximar de Kathryn e se recostar na geladeira, onde ela a esperava:

— Então? — Sua amiga a pressionou por mais detalhes num tom ansioso.

Regina hesitou, pois não estava acostumada com essas "conversas de garota":

— Aonde vocês foram? — A loira ajudou. — Ah, vocês foram no La Nuit Blanche? É impossível reservar uma mesa lá.

A Prefeita franziu o cenho, recontando os eventos da noite passada com um toque de sorriso nos lábios:

— Nós conversamos e jantamos no apartamento dela. Ela que cozinhou.

— Você deixou ela cozinhar para você? — Kathryn perguntou surpresa.

Regina só deu de ombros:

— Então, — sua amiga sorriu — quando é o próximo encontro?

Regina riu para si mesma, se apoiando ora em uma perna, ora em outra, enquanto se recordava da troca de mensagens depois do encontro:

— Eu creio que muito em breve.
________________________________________________________

Regina batia a caneta na mesa, olhando a hora passar. Ela checou o celular, o e-mail e até ponderou se devia instalar o chat no notebook do trabalho só para ver se Emma estava online. Elas estavam saindo juntas já fazia mais de uma semana, tendo mais de três de encontros, e quase diariamente a loira mandava mensagens para Regina, perguntando sobre o dia dela ou para compartilhar com ela alguma piada. Já era quase meio-dia e Emma não tinha mandado uma mensagem sequer. Regina franziu o cenho. A dependência em outras pessoas sempre causava problemas.

Apesar do que o seu cérebro tinha decidido, seu corpo alcançou automaticamente o celular que estava vibrando sobre a mesa.

O que você está fazendo?

Trabalhando, srta. Swan.

Então, você está livre?

É claro que você ficaria confusa com o termo "trabalhar". Já que para você isso envolve rosquinhas, chocolate quente e basquete de lixo com folha de papel usado.

Quase lá. Dardos.

Você tem noção de que eu sou sua chefe, certo?

Uuh, usando as minhas fantasias, não é?

Volte a trabalhar, srta. Swan. Eu estou ocupada.

Eu duvido disso. Abre aí.

Como é?

Regina olhou para cima ao ouvir uma batida na porta de seu escritório. Ela abriu a boca em incredulidade, antes de se levantar e se aproximar da porta para abri-la. Emma estava encostada no batente da porta com um sorrisinho convencido e uma sacola de lanche. O celular da Regina, que ainda estava na mão da dona, vibrou e ela olhou para baixo para ler a nova mensagem.

Surpresa.

— Você se acha uma graça, não é? — Regina fez o seu melhor para dar um olhar cruzado e cruzar os braços sobre o peito.

— Eu trouxe o almoço. — Ela levantou a sacola como se fosse um pedido de trégua para depois entrar no escritório da morena, passando por ela até a mesa e tirando o conteúdo de dentro da sacola.

— Eu disse que estava trabalhando.

— Sim, essa montanha de pastas demanda sua atenção imediata. — Emma apontou para a mesa vazia.

Regina balançou a cabeça de leve, antes de fechar a porta e se sentar na cadeira de visita ao lado do da loira. Emma sorriu com a escolha da morena, mas não disse nada, enquanto colocava um prosciutto panini na frente da mais velha, seguido de uma salada para si mesma:

— Será que o Inferno congelou? — Regina sorriu, indicando a salada.

Emma riu:

— Talvez eu queira viver até depois dos 40 anos. — Ela, então, colocou um recipiente a sua frente, revelando um x-burguer duplo.

Regina riu uma vez:

— Continue tentando, querida.

A morena mordeu um pedaço do sanduíche e falou, ainda de boca cheia:

— Você ainda está retendo informação de mim.

— Impossível. Eu escrevi 147 bilhetes. — a loira respondeu, enquanto pegava um crouton.

— Você contou?

— Não finja que não contou.

Regina ignorou o comentário e continuou:

— Qual o seu maior arrependimento?

Emma hesitou por um momento:

— Qual sua posição favorita?

— Eu não estou tentando recriar aquela troca. — Regina disse provocada.

— Mas foi tão legal. — Emma apontou.

Regina diminuiu sua voz um oitavo e se inclinou para perto dela:

— Você só gosta de me ouvir dizer qual é.

Emma a encarou por um momento, ficando feliz por estar sendo seduzida.

Balançando a cabeça rapidamente, ela desistiu da salada e foi para comer o x-burguer:

— Tem mais coisas que eu não me importaria de ouvir sair da sua boca.

Regina bufou e depois tomou um gole de café:

— Você evitou a pergunta.

— Não é segredo de Estado, — Emma prometeu — mas eu acho que se eu não contar, você vai continuar interessada em mim.

— Eu vou me cansar de você pelo fim do mês. — Regina deu ombros levemente.

— Você está muito viciada — Emma dispersou e deu uma mordida generosa no hambúrguer dela. — E você? Maior arrependimento?

— Isso é história para outro dia. — A loira zombou das palavras da loira.

— Qual é? — Emma persuadiu. — Eu quero ouvir uma história de Regina Mills por Regina Mills.

— Não há nada para ser contado. — A Prefeita falou desconfortável.

— E quanto àquele relacionamento secreto? — Emma perguntou. — Alguém que eu conheça?

Os olhos de Regina escureceram imperceptivelmente e, então, ela se virou na cadeira para olhar a loira por inteiro, se inclinando e pondo uma mão sobre a coxa dela:

— Era só o almoço que você queria, Xerife? — o tom dela diminuiu.

Emma já tinha percebido a mão na coxa dela. Claro que ela tinha imaginado Regina em várias posições escandalosas muito antes de terem começado a namorar, mas ter a morena vindo para cima dela daquele jeito era muito melhor que todas aquelas fantasias juntas:

— Você tem algo planejado à tarde? — Emma perguntou esperançosa.

Regina se inclinou para perto, ficando com o rosto a poucos centímetros de distância do da loira. A loira, por sua vez, fechou os olhos e apertou o braço da cadeira, enterrando as unhas na madeira.

Senhora Prefeita?— O interfone de Regina tocou.

Emma abriu os olhos rapidamente para olhar o rosto presunçoso de Regina, que nem estava arrependida:

— Próxima vez, quem sabe. — Ela sorriu e depois se afastou para responder a secretária.

— Não é justo. — Emma fez biquinho e se levantou.

— Muito pelo contrário. Eu ganhei almoço grátis. Obrigada, Xerife. — Apesar do tom irônico, Emma pôde ouvir sinceridade por trás.

A loira respirou fundo e começou a limpar a mesa. Regina já estava no modo trabalho, logo, Emma foi rápida na limpeza. Ela fez um movimento com a cabeça, indicando que ela estava já estava indo e foi até a porta e parou. Ela, então, se virou e andou até a Prefeita que a olhou confusa. Emma usou um dedo para levantar o queixo da Regina e a beijou docemente nos lábios, deixando a morena sem fôlego:

— Eu esqueci que podia fazer isso.

Regina gemeu contente contra os lábios da loira para depois senti-la se afastar e sorrir, saindo do escritório dessa vez.
________________________________________________________

— Estou feliz de ver que você está viva. — Mary Margaret brincou, depois de ter chamado o nome da loira várias vezes, vendo-a descer as escadas.

A loira nem olhou para cima, enquanto digitava algo no celular:

— Nós não jantamos juntas faz uma semana. — A morena comentou.

Emma se sentou na banqueta do balcão da cozinha, finalmente prestando atenção só que com um sorriso malicioso no rosto:

— Desculpa, o quê?

A professora semicerrou os olhos:

— Tem algum momento em que você não manda mensagem para Regina?

— Sim. — Emma se defendeu, abaixando a cabeça para olhar o celular que tinha recebido uma nova mensagem.

— Quando está dormindo não conta. — Mary Margaret suspirou, já vendo que aquela era uma batalha perdida e continuou a fazer a janta.

Emma acenou e fez comentários vez ou outra quando a colega de quarto começou a falar sobre o dia dela, mas seu foco era a outra conversa que estava tendo com a Prefeita. Não era segredo para ninguém que as duas eram famosas por seus eufemismos e pela produção de indiretas, e havia várias ocasiões em que ambas apenas curtiam ficar se pegando como se fossem duas adolescentes no cio, mas o tom do assunto da noite tinha tomado um caminho interessante. Emma estava muito animada internamente e mais do que excitada, enquanto respondia a namorada.

É fácil, é como se estivesse me contando uma fantasia, com detalhes deliciosamente vívidos.

E onde que isso é atraente?

É atraente se você fechar os olhos, escutar minha voz, sentir meus dedos subirem por suas pernas, tocando suas coxas bem de levinho.

Humm, não acho que isso é o suficiente.

Então, eu te empurro sobre minha cama, que range, então, temos que fazer silêncio para não acordar ninguém. Os meus lábios pressionam o seu pescoço. Quando você geme, ele vibra e eu lambo ele para suavizar a tensão.

Está ficando melhor.

Enquanto eu te distraio com minha língua ali, minha mão, que estava na sua coxa, vai subindo cada vez mais até chegar perto da sua calcinha sedosa. E eu não preciso tocá-la para saber que você está molhada.

Me toca.

Eu vou, prometo. Mas eu uso minha outra mão para subir seu vestido, meus lábios deixam marcas por seu pescoço, suas mãos passam por meus cabelos, me puxando mais para perto. Eu estou tão perto que eu mordisco seu pescoço, fazendo você gemer.

Minhas mão sobem mais por seu corpo, passam por sua barriga até os seus seios e já posso sentir como seus mamilos estão eriçados. Eu suspiro, enquanto eu desço minha boca para prová-los, lambê-los e provocá-los. Está bom?

Está ótimo. Vai mais para baixo.

Eu solto um riso contra seu peito, sentindo você arfar e seu coração bater rápido. Você está desesperada, mas eu levo o tempo que for. Minha mão ainda está brincando com o elástico da sua calcinha. Alguns dedos passam para dentro, mas nunca o suficiente.

Emma.

Eu saio de cima de você. Você choraminga e tentar me puxar de volta, mas eu me movo para ficar entre suas pernas abertas, pairando sobre sua parte mais quente e beijando a marca deixada pelo elástico. Você levanta seu quadril até mim e você pode me sentir sorrir contra sua barriga.

Para de me provocar.

Eu levanto seu quadril e rapidamente tiro sua calcinha toda molhada, beijando toda a extensão de suas pernas enquanto isso. Eu te encaro, aberta e brilhando para mim por um bom tempo. Finalmente, você está nua diante de mim e mal posso esperar.

— Emma! — Mary Margaret gritou e, num movimento audacioso, pegou o celular das mãos da loira.

— Não! — Emma arregalou os olhos e se jogou sobre o balcão, numa tentativa desesperada de recuperar o aparelho e continuar aquela conversa super importante.

A professora apenas balançou a cabeça e colocou o celular em cima do armário, perto da lixeira:

— Regina pode esperar. Eu não quero que você fique trocando mensagens durante o jantar.

— Mary Margaret, eu realmente preciso do meu celular de volta. — A loira implorou e tentou forçar a moça surpreendentemente forte para fora do caminho.

— Você pode pegá-lo de volta depois da janta. — A morena falou firmemente.

Emma mordeu o lábio, as bochechas coraram e seus olhos lacrimejaram de leve. Rapidamente, Emma pegou dois pratos e colocou um pouco de tudo em um e entregou-o para sua amiga. Sem nem esperar ou sentar, Emma começou a devorar a comida, para o desgosto da menor.
________________________________________________________

15 minutos depois, Emma estava na escada de incêndio com uma Regina irada ao telefone:

Que diabos foi aquilo?— Ela gritou.

— Eu não queria ter parado! — Emma se defendeu. — Mary Margaret tomou meu telefone de mim, pois ela acha que eu estou mandando mensagens demais.

Fala para sua "mãe" ir...

— Regina.

Emma pôde ouvir a morena respirar fundo duas vezes, tentando se acalmar:

— Então, — Emma falou pausadamente, deixando a palavra se arrastar — você quer continuar?

A Prefeita riu:

Estamos nos sentindo quente, não estamos, Xerife?

— Você não tem ideia. — Emma sorriu, entrando no quarto e se preparando sobre a cama.

Ótimo.

Tudo que se pôde ouvir era a linha muda.

Notas finais
Então, gente, como foi a ceia de Natal de vocês? Na minha teve desconstrução e problematização, o famigerado "doutor é quem tem doutorado" e o "sai, hétero". E o de vocês?