Incendeia-me recomeçar

5 Cap 5 mals pelo erro gente


Notas iniciais
Então gente vou postar dois capitulos seguidos também!!! Vocês estam gostando?? Por favor me falemmmmmmm

Uma mulher com meus olhos e cabelos loiros entrou e logo atrás dela um homem com olhos castanhos e cabelos castanhos, seus rostos estavam mais magros e com mais rugas, havia um cicatriz cobrindo metade do rosto do homem e a mulher tinha vários fios grisalhos no cabelo. O homem me olhava com um tipo de medo... Não, medo. Mas vergonha.

A mulher está chorando

Chorando e caminhando na minha direção.

Chorando, caminhando na minha direção e olhando nos meus olhos.

Meus olhos me encaram num tipo de espelho hediondo.

Meus pais.

Meus pais que me abandonaram agora estão aqui na minha frente. Minha mãe que me acusou de tantas coisas, me chamou de tantos nomes, me disse que se arrependia de ter me dado a vida. Agora está aqui na minha frente me olhando e tentando falar alguma coisa.

Algo dentro de mim esta derretendo. E caindo no chão. Esfriando ao mesmo tempo e se quebrando em pedaços. Meus pulmões não querem funcionar, eles acham que é impossível eu estar realmente vendo isso. Eu não quero acreditar, eu não quero acreditar. Eles não podem estar aqui.

"Agora não mais responsabilidade nossa"

Foi essa frase que minha mãe me disse quando me deixou naquele manicômio. Por 264 dias.

– Ju... Juliette — ela sussurra, e eu sei que ninguém conseguiu ouvir além de mim. — Eu sinto muito... Eu sinto tanto.. — ela desabada em soluços e choro e meu pai aperta seus ombros tentando consola La.

– 264.

É a primara coisa que eu digo e meus pais levantam a cabeça pra me olhar.

– 264 dias. — eu respiro fundo e olho diretamente nos olhos deles. — Foi 264 dias que eu fiquei confinada naquele lugar, deixada pra morrer. — eu indireto a coluna- E são 264 setores que eu tirei do poder do O Restabelecimento.

Meus pais me olham em choque não entendendo o que eu estou falando.

–Juliette sabemos qu....

– Não preciso de nenhuma explicação de vocês. — interrompo meu pai por que não consigo mais ficar aqui.

Preciso ir embora, preciso ir embora. Sair daqui antes que eu perca meu autocontrole.

Olho pra Waner e sei que ele sentiu e entende o que estou passando.

– Eu sinto muito por ter que interrompe esse encontro, mas, Gael, estamos incrivelmente cansados e gostaríamos de deixar essa conversa para outro momento. — Warner se pronuncia e pega meu braço me tirando da sala tão rápido que eu só consigo piscar duas vezes.

Estamos no corredor e Savanah está aqui nos esperando e sorri logo quando nos vê.

– Savanah, onde são os quartos? Juliette está muito cansada e precisa dormir um pouco.

Ela concorda rapidamente e nos conduz a outro corredor onde ficam os quarto, nos mostra uma porta e nos entrega a chave, Warner e eu entramos no quarto e ele me conduz a cama, me sente e me envolve num cobertor.

Estou tremendo, olho minha mão em choque ainda não acreditando em tudo que aconteceu.

Por que eles estão aqui?

Por que vê-los está me faz tão mal...

Por que ainda sinto aquele soco que me desabala de ter sido abandonada e excluída da vida deles.

Eu penso em tudo isso sem me dar conta que estou chorando, que estou chorando e soluçando no peito de Warner, só percebo que estou chorando quando sinto seu casaco preto com vários botões molhado de encontro com minha pele.

– Aaron..

–Shiii, eu sei amor, eu sei.. Não se preocupe não vão te fazer mal outra vez — Ele me aperta mais forte enquanto eu desabo em seu colo.

Dói tanto.

Depois de todos esses anos, eu achei que era forte, que nada me abalaria. E agora eu estou aqui, chorando como eu chorava naquela sela achando que um dia eles viriam me buscar.

– Por que dói Aaron? Por tanto tempo eu não me importei e agora dói tanto olhar pra eles... — mergulho meu rosto em seu peito chorando em desespero.

– Eu sei amor, você não pode controlar seus sentimentos Juliette. Isso não te faria quem você é não te faria humana.

As palavras de Warner entram em mim com brisas de alivio, mas o buraco profundo causado pelo abandono dos meus pais continua no meu coração. E não sei se vai se fechar.

Estou debaixo do chuveiro a mais de meia hora.

Warner disse que me faria bem um banho quente, e ele tinha razão. A água quente me deixou mais calma para pensar em tudo que aconteceu.

Meus pais apareceram aqui e foi mais difícil e dolorido do que quando eu levei um tiro no peito.

Sento no chão o banheiro e deixo a água derramar em mim e me permito pela primeira vez pensar no começo de tudo.

Na primeira vez que eu descobrir meu poder.

Eu tinha seis anos, e eu estava brincando no quintal da minha antiga casa com um menino mais velho, ele me empurrava no balanço e eu gritava e ria cada vez que o balanço ia mais alto.

"- É minha vez Juliette

Ele disse quando eu parei e nós trocamos de lugar e eu comecei a empurrá-lo.

– Mais forte Juliette!

Ele pedia então minha mãe nos mandou parar e entrar para fazer o dever de casa. — Você acha que um dia poderei ir à escola como você Juliette?

– Eu não sei Jason, não entendo ainda por que você não pode ir.

– Mamãe diz que é por eu ser diferente, diz que as outras pessoas não vã entender.

Eu sempre achei estranho ele falar isso, Jason para mim era normal, talvez pelos seus olhos serem um verde e outro azul, sua pele ser bem mais branca e seca de qualquer outra que eu já vi. Mas eu não ligava pra isso, eu sempre gostei dele do jeito que ele foi.

– Vem Juliette! Vamos pra dentro!

Ele sorri pra mim e estendeu a mão.

E eu a segurei.

E sentir uma onda grande de energia vindo dentro de mim como se fosse uma recarga, acelerando meu coração e me fazendo-me sentir mais viva.

E quando eu abri os olhos Jason estava no chão. E eu estava gritando.

Naquela noite minha mãe me disse pra nunca contar o que houve pra ninguém e esquecer um dia que eu conheci o Jason, por que ele era um assunto proibido e que ele tinha ido embora pra sempre.

Eu fiz como minha mãe me mandou. Esqueci que um dia eu conheci o Jason, esqueci que ele foi o primeiro a me fazer sentir meu poder. Esqueci que ele foi embora. Que ele nunca pode ir pra escola e que ninguém sabia da existência dele. Esqueci que ele era meu irmão.

Esqueci o fato que eu talvez tenha o matado.

Notas finais
Gente, eu fiz essa fic assim por que sempre tive curiosidade e imaginava como seria se a J. encontrasse a familia!! Espero que gostem!! e comentem.. e foi mal os erros.