Notas iniciais
Hello hello, cá estou novamente, nesse mundo sombrio (que) das fanfics... Não tenho muito o que falar aqui, qualquer coisa vai ser Spoiler então... SEM MAIS DELONGAS!

Quando volta da cozinha, só o que Mic encontra é um moreno envergonhado tentando se acalmar, escondendo o rosto entre as mãos espalmadas. Ele se senta do seu lado no sofá e espera as orbes de um negro profundo o encararem. Logo o dono destas o fita.

—Então... hum, what I will say mesmo? –Ele ri tentando disfarçar seu nervoso. –Bem, então Shouta. Eu descobri que eu sou bissexual.

Silêncio constrangedor, não havia outra expressão para explicar o que se instaurara naquele cômodo. Os dois se encaravam esperando o que o outro deveria dizer, no caso o moreno esperava que ele completasse dizendo algo sobre ele, e o loiro esperava uma reação do amigo de longa data, e também o primeiro a saber seu segredo.

—E então? –Questiona Present erguendo uma sobrancelha.

—Eu que digo, eai? O que que tem? –Eles não estavam se entendendo, logo todas as sobrancelhas ali estão cerradas em um desentendimento mútuo.

—Que que tem? Acabei de te contar um segredo que é bem importante pra mim e esse é o máximo de reação que você me dá? Tô acostumado com sua falta de emoção, mas isso já é ridículo, Aizawa. –O moreno não estava entendo, minto, ele entendia perfeitamente, apenas se negava a compreender.

Ficara com uma esperança guardada no peito, esperando que a coisa “super importante” que seria dita a si e que precisava ser dita “em um lugar especial”, seria sobre os sentimentos do loiro em relação a si. Nunca esperaria que seria apenas algo importante para ele e que teoricamente em nada lhe dizia respeito, algo que lhe seria contado por mera cordialidade por serem amigos de longa data.

—É só isso, Yamada? –Até aquele momento, Mic levava ainda minimamente como uma brincadeira do outro, mas naquele instante, seu sorriso se fecha completamente. Fitando o moreno com o olhar mais neutro que o outro já o vira expressar.

—Sim, só isso. Desculpe se deixei parecer que era algo importante. –Obviamente Aizawa já vira o outro triste algumas vezes, assim como também já o vira decepcionado consigo, como da vez que esqueceu completamente seu aniversário, mas em nada se comparava àquele momento. Tudo estava tenso ao extremo, como se a qualquer palavra errada que dissesse, como se qualquer passo em falso pudesse mudar para sempre a relação de amizade que sempre tiveram.

—Você me enche de esperança, para rir da cara dela depois?! –Por mais que soubesse que estava sendo um babaca egoísta, sentia como se seu coração tivesse sido dilacerado. Como se toda a felicidade que cultivara nas últimas horas, fossem repentinamente arrancadas de si.

—What? What do you mean? –Pergunta o loiro com uma sobrancelha erguida, agora sim não entendia o que estava acontecendo. Aizawa não ia chorar, se negava a chegar em um ponto tão fraco, ele converte toda sua tristeza em raiva, Mic raras vezes vira tamanha fúria nos olhos negros do amigo.

—Não pode ser que você seja tão idiota, Hizashi. Eu te amo, seu retardado.

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—Ayato, eu não consigo manter mais uma ilusão desse porte... –Reclama o dono dos olhos castanhos, e também companheiro do falante loiro oxidado. Dentro da ilusão que fizera, ainda se encontrava como um desacordado jogado no canto daquele beco imundo, todavia, ele nunca apagara. Logo após receber aquele chute no maxilar, a dor o levara até perto do desmaio, mas a raiva gritava ainda mais forte dentro de si, de alguma forma enquanto ainda estava caído, conseguiu prender o outro em uma ilusão sem que percebesse ao certo quando.

Todos os impactos que o corpo do moreno recebera na ilusão, continuavam em seu corpo na “realidade”, pois cada golpe que levara durante o transe fora dado por aqueles do lado de fora dela, assim como as outras sensações que passaram por seu corpo, a ardência dos aranhados, o calor dos beijos. O loiro umedece os lábios, estava adorando aquela situação.

—Tá tá, pode mudar para o mais simples. –O dono dos olhos castanhos o faz, apaga a maior parte da ilusão que prendia o moreno, mantendo apenas o companheiro com a aparência daquele que Aizawa mais se importava no momento, não sabendo ele ao certo quem era.

Eraser não entende aquela fala do loiro, sendo este o único que ele conseguia ouvir, mas logo ao perceber o brutamonte menor, aparecer repentinamente de pé há poucos metros de si, entende em um instante tudo o que acontecera ali. O fato de ter sido preso em uma ilusão de grande porte, e aparentemente apenas o falso Mic à sua frente ainda se tratava de uma ilusão.

Queria esmurrar os dois, tão forte quanto conseguia, talvez até mesmo quebrar um osso ou dois. Mas não podia, não apenas pela dor cruciante em sua cabeça graças ao soco que recebeu, mas também pelas faixas fortes que agora o prendiam, amarradas tão firmemente em seus braços que os sentia pulsarem. Só o que podia fazer era ficar ali observando os dois, se perguntando o que era uma ilusão e o que não era, sentado no chão sujo daquela estreita rua escura.

—Sabe, Shouta. –Sussurra de forma lenta e sedutora o loiro em forma de Hizashi, chegando cada vez mais perto do moreno, estava atento a qualquer movimento agressivo que o outro poderia ter, mas isso não acontece. –Where you me imaginava te tocando enquanto se masturbava? –Ele desliza a mão pelo peito alheio com leveza, não estava com pressa, sua fala é dita bem próxima à orelha do moreno, de modo que sente um arrepio percorrer sua espinha.

Aizawa cora violentamente com a fala despudorada ser dita com aquela voz da pessoa que tanto amava, e ainda tão próxima de si. Mas obviamente não se deixaria enganar, não se deixaria levar de novo pelo loiro arrogante que em seguida o estaria chamando de nojento. No mesmo instante que a fala é dita a si, direciona um chute nas costelas do loiro atrevido, mas sua perna é firmemente segurada pelo loiro, que agora o encarava com uma expressão ensandecida, típica de Mic quando está irritado ou fingindo ser um vilão.

—HAHAHA! Mas que GREAAAAT ANSWER! –O moreno não conseguia entender, aquela ilusão não acabava nunca, e o falso Mic a sua frente estava perfeito. Sua voz, seus trejeitos, tudo se encaixava perfeitamente ao loiro que conhecia tão bem. E é justamente por isso que era perfeita aquela falsificação, Aizawa não tinha como saber disso, porém, quanto melhor você conhece a pessoa que mais se importa com, melhor é a ilusão que Yuri pode prendê-lo com essa pessoa. –Acho que terei que descobrir sozinho.

Aizawa encara aquele que nada tinha feito contra si até o momento, o mais novo não parecia muito confortável naquela situação toda, além de parecer se concentrar ao máximo a fim de manter a ilusão ativada. Não tem muito tempo para pensar sobre isso antes de sentir uma língua atrevida invadir seus lábios, tenta morder-lhe a língua para afastá-lo, mas a mão forte imprensa suas bochechas uma contra a outra, o impedindo de morder; tenta chutá-lo para longe, mas ele se colocara perto de mais de si, de modo que estava impossível de chutar com algum impacto considerável, então, assim como não queria deixar aquilo ridículo de fácil para o loiro e não queria ter que se humilhar a ponto de se debater inutilmente como um animal acuado (Mesmo que fosse exatamente desse jeito que começava a se sentir), ele se mantém quieto, a espera de um momento que pudesse chutar o rosto do outro e fugir dali de alguma forma.

—Não achei que fosse ficar tão quietinho, Shouta. So cute... –O moreno impede seu coração de amolecer, não podia negar, gostaria que fosse o verdadeiro Hizashi a falar consigo daquela forma. Os olhos esverdeados que conhecia tão bem, encarando-o complacente. O sorriso logo abaixo, com uma suave linha curvada para cima, seus lábios tão próximo de si, tão convidativos, e ele precisando ser forte. Não podia se deixar enganar pelas aparências.

Mal tem tempo de concluir seu raciocínio e um soco é direcionado ao seu rosto. Quase imediatamente ele sente a região ferida inchar e começar a sangrar por dentro, onde os vasos eram mais finos. Ele cospe um pouco de sangue no chão. Logo seus cabelos são violentamente puxados para cima, sendo obrigado a encarar os olhos verdes, que antes o encaravam amáveis, e que agora exalavam frieza.

—Você é um merda. Nunca apareceu em qualquer lista dos maiores heróis de qualquer coisa que fosse. Só conseguiu seu cargo na UA por pena que o diretor deve ter sentido do antigo aluno fracassado. –Aizawa cerra os dentes, pronto para o golpe que receberia a seguir. Sua cabeça é batida contra a parede atrás de si, sente perfeitamente o sangue quente começar a escorrer para sua nuca. –Mas tudo bem, os merdas também tem seu lugar, ninguém é obrigado a ser um ser humano que presta. Mas nós temos que consertar isso, não temos? Não concorda, my shit? –Se não tivesse escutado perfeitamente as últimas palavras do loiro, jamais diria que realmente dissera “my shit” de modo tão irônico. Falara aquilo com a mesma leveza e com o mesmo carinho que alguém diria “my love”.

—Vá se foder, Watanabe Ayato. –Finalmente se lembra do nome daquele pivete loiro e naturalmente atlético e alto, que estudou consigo no primeiro ano. Um soco no estômago o faz se calar, ele cospe um monte de saliva, evitando ao máximo vomitar.

—Quem é esse? Sou eu, Shit. Hizashi! –Ele puxa novamente o moreno para perto de si, morde e chupa com força seu pescoço e ombros, apenas parcialmente cobertos pela regata que trajava. Estava muito anestesiado pelos golpes na cabeça e na barriga, de modo que mal se importa com as marcas que ficariam em seu pescoço. –Ou por acaso se esqueceu do seu amor? –O loiro puxa a regata alheia para cima. Não teria como tirá-la graças ao modo como prendera os braços de Eraser, mas ao menos conseguia ter uma visão completa do peito pálido, marcado por algumas cicatrizes de batalhas, e meio avermelhado na região onde acabara de direcionar um forte soco. –Vou ter que lembra-lo?

O loiro ergue a mão para aquele que ainda estava de pé, apenas observando o que acontecia. O mais novo engole em seco, mas com pressa, logo entrega o que sabia que o loiro estava o pedindo. Aizawa não identifica o que era. Tratava-se de uma pequena embalagem, similar a uma caixa de comprimidos. Eraser não conhecia seu conteúdo, podendo se tratar de alguma droga estimulante de individualidade, tornando impossível assim a sua fuga diante daquele que já se mostrava uma barreira para si.

Logo, o moreno tenta atingi-la com um chute, porém, seus movimentos estavam lentos, a quantidade de golpes que recebera na cabeça tinham o deixado tonto. Ao contrário do que pensava, o brutamontes apenas abre o pote, mas não ingere seu contingente, muito pelo contrário, se aproxima de si com este em mãos. De novo segura firme suas pernas para que não fugisse, para se aproximar, e em seguida abre seus lábios contra sua vontade, imprensando suas bochechas com uma força absurda. Pensava que poderia cuspir o que lhe era imposto, mas se tratava de um líquido, e não apenas o loiro imprensava suas bochechas, como agora também tampava seu nariz. Após longos segundos em apneia, Aizawa não aguenta e toma todo o contingente do frasco.

Ao ver-se livre da mão que lhe impedia a respiração, o moreno tosse e busca fundas golfadas de ar. Em um primeiro momento, não vê nenhuma diferença por ter tomado aquela droga. Mas o sorriso malicioso que se formara no rosto do loiro, informava-o de todas as maneiras que logo algo aconteceria. É dito e feito, em poucos instantes um arrepio na espinha o assusta, sente sua respiração ficar pesada, porém, não mais por causa da apneia, mas por outro motivo; sente seu rosto esquentar, mas o que mais o assusta, é a tensão sexual que repentinamente parece surgir entre si e o loiro. A droga que imaginava ser para melhorar ou anular momentaneamente uma individualidade, na verdade era para estimular o interesse sexual.

—Tá tudo bem aí? Você me parece meio febril. –O loiro encosta na testa do moreno, como se checasse sua temperatura.

—Não me toca. –O moreno se imprensa ainda mais contra a parede, tentando fugir dos toques delicados do falso Mic. Sabia o estado em que se encontrava, com uma ereção perceptível em suas calças, os olhos dilatados e com a respiração entre cortada, sabia que perderia a cabeça e poderia se entregar aos toques do loiro, o que o fazia preferir a morte no momento.

—Não? Why not? Não parece que é isso o que você quer, Shouta. –Ele tenta se aproximar novamente, mas o moreno desfere chutes sem um alvo certo, tentando reprimir seu desejo, finalmente Aizawa se assemelha a alguém desesperado.

—Não, me larga!

O loiro perde a paciência, puxa o moreno pela nuca e bate com o rosto deste no chão, colocando-se sobre as costas do caído. Ele arranha as costas pálidas, descobertas pela regata que ainda estava levantada até a altura dos ombros. O falso Mic se debruça sobre o moreno, ele leva a mão direita até o peito alheio, beliscando o botão que se endurecia com seu toque.

—O que caralho você quer comigo?! Me larga. –Ele grita em primeiro instante, nunca admitira; até porque ele próprio se negava a acreditar nisso; mas começava a apreciar os toques que recebia, se ignorasse que aquele acima de si não era de fato quem amava, não se mostrava uma situação de tudo ruim... apenas péssima. Estava sendo estuprado em um beco escuro e imundo no meio da madrugada por um ex colega de classe.

—O que quero com você Shit? Como assim? Quero casar, –Ele belisca forte de mais aquela parte sensível do seu corpo, fazendo-o soltar um grunhido de dor. –envelhecer, –Um forte soco é dado bem nas suas costelas, o deixando um tanto sem ar. –fazer amor, my shit. Você é meu. –Ele morde de forma sensual sua orelha, fazendo outro arrepio se alastrar pelo seu corpo.

O loiro dirige uma das mãos até entre as pernas de Aizawa, que sente um suspiro ao ter a mão fria repentinamente a deslizar por dentro de suas vestes.

—Você é maluco, porra!

Com sua fala, o falso Mic para o que fazia. Levanta-se minimamente apenas para conseguir virar Aizawa de frente para si, ainda com as costas imprensadas no chão.

—Eu sou o que? –Pergunta com aqueles olhos esverdeados que não lhe pertenciam. Não dá tempo para o outro responder, puxando sua calça junto com a cueca para baixo, deixando-o completamente nu. Envergonhado, o moreno tenta se afastar do loiro, mas a mão forte o segurava, enquanto com a outra, Mic tentava livrar-se da própria calça. Present simplesmente afasta à força as pernas do moreno, forçando algo que Aizawa não conseguira ver, para dentro da sua entrada, e logo seu próprio membro. O moreno sente aquilo que fora colocado primeiro, ser empurrado para cada vez mais dentro de si pelo membro do outro.

Os lamentos de Shouta deixam de ser apenas grunhidos de dor, chegando de fato aos gritos, se sentia ser rasgado ao meio. O loiro não adentrava aos poucos como qualquer pessoa sensata; ele não se tratava de alguém sensato, muito menos preocupado com o moreno; mas sim de uma vez só, até ver-se dentro por completo do interior quente.

Aizawa sente lágrimas escorrerem dos seus olhos geralmente ressecados, suas lágrimas, fazem um sorriso sádico surgir nos lábios do loiro que começa a gargalhar repentinamente. Aquela gargalhada. Conhecia bem aquela gargalhada escandalosa, Mic a fazia sempre que achava algo extremamente engraçado ou conseguia irritar o amigo. A gargalhada que costumava ouvir e parecia iluminar seu dia, agora o apavorava. A risada parecia ecoar nos seus ouvidos e por todo aquele lugar apertado que fora escolhido para marcar-lhe para sempre.

—Ainda vai melhorar! –Apenas então ele percebe um pequeno controle com um fio que levava até sua entrada, e gira o grande botão do centro, logo o moreno percebe do que se tratava quando aquilo que fora colocado dentro de si começa a vibrar, estimulando seu interior ferido.

Agora não sentia apenas sua testa e a nuca sangrarem, sentia um líquido quente seguido por uma dor aguda na região que era violada, sabia também que não era o gozo do loiro repentinamente apavorante à sua frente. Pois ao olhar para baixo, presencia não apenas o membro completamente ereto a violá-lo, como também este estar manchado de sangue sempre que deixava sua cavidade, apenas para afundar-se dentro dela novamente.

O loiro começa a masturba-lo repentinamente, mesmo com a dor agoniante, a droga que ainda deixava seu corpo extremamente sensível, o faz sentir algum prazer com aquilo, seus gemidos eram combinados a grunhidos de dor, o que parecia apenas a melhor melodia possível aos ouvidos de Mic. Mais uma vez ele gira aquele botão, fazendo aquilo vibrar mais intensamente dentro de si, em pouco tempo o moreno goza, sujando os dois com o líquido branco e quente. Todavia, ao contrário do que achava, o outro não para de estimulá-lo e em muito pouco tempo estava ereto novamente, a droga em seu corpo estava fazendo-o odiar a si próprio.

Aizawa não sabia mais o que sentia, a dor tremenda, o medo daquele ser de olhos verdes que por tantos anos achou que conhecia, o estímulo em suas partes baixas, a tontura graças aos golpes; só o que fazia era chorar acuado e permitir que seu corpo fosse violado pelo loiro sádico que o quebrara. Todo o seu interior doía, e quando digo seu interior, não me refiro apenas a sua entrada alargada sem qualquer preparo, mas também ao amor que antes sentia por alguém que se mostra um maníaco. Em meio ao medo e a tensão, Aizawa já não lembrava mais o que era ilusão e o que era real, todos seu sentimentos eram voltados ao que vivia, não se importando se era verdadeiro ou falso. Naquele momento, todos os sentimentos que tinha por um loiro escandaloso e farofeiro, foram repentinamente tirados de si à força. Todos os sentimentos que tinha por si próprio, foram dilacerados ao ver-se negando suas próprias ações e reações. Todos os sentimentos que tinha pelo mundo que nascera, foram apagados; lhe restando apenas o medo do seu redor, e as memórias vagas do que um dia já lhe pareceu belo.

Um baque surdo. Apenas isso, sem que qualquer outro som vindo de si o seguisse. Ao aceitar aquele destino como seu, Aizawa permite sua cabeça bater fortemente contra o chão de concreto, não luta mais contra aquilo, apenas queria que tudo aquilo acabasse e pudesse fazer logo o que tinha em mente para fazer em seguida; subir até o alto daquele prédio onde tudo começou e, de costas, permitir seu corpo cair para trás, dando fim à tudo aquilo que lhe destroçou.

Seu ouvido capta grunhidos de dor, porém, não eram mais os seus. Seus olhos captam uma movimentação rápida e um vermelho sangue manchar as paredes, mas aquele não era o seu sangue. Não sabia o que estava acontecendo, nem ao menos percebera quando o loiro sádico que fingia ser Hizashi, fora tirado à força de cima de si.

—Aizawa!... Aizawa! –Reconhecia aquela voz, reconhecia aquela cabeleira loira com duas mechas características que apontavam para o céu. Mas seu corpo não queria mais, por que o símbolo da paz estava ali? Para salvá-lo? Quando ele próprio já tinha desistido? Por quê? Também não percebera quando seus braços foram soltos da amarra apertada, estavam dormentes graças ao sangue mal circulado.

—All Might? –Não tinha mais certeza, aquilo era a realidade ou apenas outra ilusão? Seria aquilo apenas um vislumbre de esperança que o estavam dando, para logo arrancá-la de si como antes? Talvez. O loiro de olhar preocupado estava agachado próximo a si, com uma mão segurando suas costas para que ficasse sentado.

—Sim! Sou eu, Aizawa. Meu deus... Eu vou te levar ao hospital, okay? –Ele se despe da camisa social que trajava, enrolando-a em volta do moreno, se aproxima para pegá-lo no colo, no entanto, por um instinto animal que acabara que florescer em si, Aizawa se afasta com a mesma velocidade de um gato arisco.

—Não! –Ele grita. –Hospital não... me leva pra casa. –Se fosse à um hospital, com uma análise de qualquer psicólogo, o impediriam de viver sozinho por um longo tempo, ou pelo menos, até sua crise suicida passar. Não queria tomar remédios que o fizessem esquecer o que viveu, não queria que lhe olhassem como se fosse louco, só o que queria era terminar aquilo tudo. Ir para casa. Por algum motivo, algo antes tão corriqueiro "ir para casa" se tornara tão distante naquele momento.

—Para casa? Aizawa... você está todo ferido e também, tem que fazer exames, se cuidar. –Ele passa a mão em um carinho pelas costas agora cobertas pela camisa social, mas que antes, percebera estarem marcadas por vários arranhados fundos, alguns com indícios de sangrar.

—Por favor, Toshinori. –Nunca antes o moreno o tinha chamado pelo nome, fazendo o herói número um arregalar os olhos, mas não por ter seu nome ser dito pela figura geralmente profissional, tratando-o sempre como outro herói, e nunca como um amigo; mas sim, por ter este ser dito com os olhos avermelhado e cheios de lágrimas a encará-lo em súplica. –Me leva pra casa.

Notas finais
ENTÃO, NÃO ME JOGUEM PEDRA! Não corrigi muito bem o capítulo ainda, então qualquer erro me perdoem e apontem, por favore! Nosso All Might mozão finalmente apareceu Comente aí o que achou e o que espera do próximo aushuahsua Semana que vem tô aí com mais um! Kissus e bye bye