In Your World

2 Capitulo Dois - Saturno


Notas iniciais
Olá! WAAAA Que Tanto de reviews lindos *__* Muito obrigada a todos. Opa! Perai mai, o nome dos capítulos vão ser todos de planetas? Serão u-u PQ? Primeiro: eu acho planetas legais D: Segundo: se vocês pesquisarem os significados dos planetas (ñ que eu acredite nisso, pq eu não acredito) Veram que cada um deles tem um pouco a ver com o capitulo xD Boa leitura e desculpem os erros.

Minha nossa... Meu novo superior era completamente maluco, não um maluco que diz coisas desvairadas, mas um louco com manias estranhas. Toda manhã ele deixava um lembrete das coisas da qual precisava, eu deixava perto da mesa e ao anoitecer quando eu já tivesse ido embora ele buscasse. Não sei o que um psiquiatra diria, porém pra mim isso é loucura.

Eu gostaria de dizer que apesar de tudo ele me desejava bom dia e boa noite, entretanto, essa era outra mentira, eu não o via chegar e pouco menos sair. Isso mesmo, desde que inventei de entrar nesse cargo eu não sei nem como ele deveria se parecer, então bolei teorias para passar o tempo com as pernas sobre a mesa já que eu não tinha patrão pra brigar comigo.

Penso que ele tenha cabelos castanhos escuros desgrenhados que batam nas costas, olhos tortos sempre apontando pro nariz e sardas profundas beirando a bochecha. As roupas, bom, talvez ele se vista com um moletom grosso azul escuro que tenha ganhado da mãe a seis anos trás e use sandália com as unhas grandes dos pés.

Só que até então eu não podia reclamar dele, ele era insuportavelmente quieto, sabe o que fitar o nada por nove horas seguidas? É isso. Li novamente o papel daquela manhã.

“Nova auxiliar

Abaixo está a lista do que preciso, certifique-se de que comprou tudo:

*Tintas de cores, azuis, turquesa, verde e branca.

*Água mineral

*Lasanha pronta congelada

*Pizza pronta

*2 caixas de chá gelado

Caso tenha duvida, por favor, não me pergunte, apenas escreva e amanhã responderei.

Atenciosamente Vincent.

Sim exato era sempre e sempre e sempre, só isso. Nem tome cuidado ao sair ou tenha um ótimo final de semana. Coitado, birutinha da cabeça.

–Como é o serviço?—Perguntou as meninas e eu já suspirei, quis responder ‘é um saco’, mas pegaria mal sendo o filho do chefe e alguém ouvisse.

–Tediante, acreditam que até hoje...Faz o que?!—Me questionei olhando para o teto.—Cinco dias? E nem vi ele, nem sinal, nem nada. Outro dia eu entrei e consegui o ver correndo pra sala. Mas nem deu tempo de dizer nada e como trabalhar pra um fantasma.—Elas se entreolharam confusas.

–Dizem que ninguém dura muito tempo por lá.—Não me admira.

–Deve ser justamente o tédio, eu estou lá a cinco dias e já não aguento mais.—Almocei calmamente, eu precisava ter autocontrole, a situação poderia ser pior, muito pior.

Quando terminei a refeição uma novidade finalmente no departamento, um senhor de uns quarentas anos usando um terno com o semblante fechado lia um envelope que estava em cima da mesa. Era o que o Vincent tinha me deixado.

–Posso ajuda-lo?—Perguntei e ele amassou o papel jogando no lixo, opa! Eu ainda não tinha completado aquela lista.—Érrr... Aquilo ali era para o meu chefe.—Mordi o canto da boa indo até lixeira quando o senhor bufou ficando na frente.

–É a nova auxiliar?—Perguntou com menosprezo, fiz que sim, quem é esse ser grosseiro?

–Sim senhor! E você quem é?—Ele deu um passo a frente impaciente.

–Bartolomeo Augustini, pai desse infeliz....—Eu fiquei em duvida se o modo desdenhoso dele era quanto a mim ou ao filho, fiquei com a opção de ser eu mesma. Fiquei em postura correta sorrindo sem graça.

–Ah, perdoe-me senhor Augustini, de qualquer modo Vincent me pediu...—Eu ia dizer o papel quando ele se aproximou de mim sério.

–Vou lhe dizer uma coisa moça, se quer permanecer nesse emprego esqueça as vontades do Vincent, ele é um inútil, um imprestável! Se quiser ficar nesse cargo, terá que ter pulso firme...Venha eu vou lhe ensinar como lidar com ele.—Engoli seco, não sei por que, mas ele me lembrava aquele mafioso do ‘O poderoso chefão’, um jeito malvado e grosso de falar.

Seus cabelos eram negros, porém estava iniciando um grisalho que tentava tomar as cores escuras dele, seus olhos azuis claro de um tom assustador o terno cinza escuro lhe caia bem, pois era alto e robusto, ainda sim muito assustador.

–Vincent!! Venha cá!—Bateu na porta com violência que chega dei um passo pra trás.

–P-p-pai?! Quando voltou?­—Perguntou a voz tremula lá dentro.

–Abre essa porta agora ou juro pelos meus testículos que arranco os seus!—Vociferou batendo novamente, eca.

–P-pra que? Eu estou criando!—O velho desta vez não se contentou em bater e chutou.

–Você tem dez segundos Vincent....10, 9, 8, 7, 6,...

Eu pude ouvi o barulho apavorado da correria vindo de dentro da sala e minha nossa deu certo, um rapaz da altura do senhor Bartolomeo apareceu com os cabelos pretos azulados, certo -1 pra mim, porém estavam desgrenhados sobre os olhos, +1 pra mim, não consegui ver seus olhos, estava com o rosto baixo olhando para os próprios pés com uma barba grossa. As roupas amarrotadas, não era moletom, era uma blusa que geralmente a avó da gente dá no natal que nunca temos coragem de tão cafona que é, pior ainda era que estava toda suja de tinta. Eu notei que apertava as mãos com muita força nervosamente respirando com dificuldades e por um segundo eu pensei: “Caramba essa coisa de sociofobia é sério”.

Para piorar o nervosismo do rapaz o pai grosseirão apertou sua nuca o obrigando a levantar o rosto pra mim, pareceu uma cena de tortura, eu gritaria: “Pare, está tudo bem, não preciso ter contato com ele desse jeito”, mas lembrei que o senhor Bartolomeo disse que se eu quisesse manter meu emprego teria que aguentar isso. Fiquei imaginando se o Sr. Jones era assim com ele também.

–Já deu um ‘bom dia’ pra sua auxiliar seu inútil?—Ele tinha que ser um tremendo canalha assim com o rapaz?

–B-b-bom dia.—Engoli seco, ele não olhou nos meus olhos, fitava o teto apavorado, provavelmente louco pra sair correndo. A cor? Como a do pai, só que um pouco mais escuras, ouvir dizer que a cor claro dos olhos pode mudar de acordo com a iluminação, como a sala dele me pareceu escura, deve ser por isso.

–Bom dia... Érr.. Eu acho que você não precisa ficar segurando ele assim.—O velho me olhou com desdém.

–Se eu soltar ele foge.—Neguei, aquilo é ridículo, ele estava ali, pra que fugiria?

–Não vai fugir, vai?!—Questionei, mas sem resposta, ele engolia seco como se estivesse apavorado.

–Ela te fez uma pergunta!—Ele o apertou e eu fiquei com mais dó ainda.

–N-não sei o que dizer...—Murmurou com a voz falha. Tadinho do meu chefe.

–Senta na cadeira!—Ordenou o chefão soltando a nuca dele, Vincent abaixou o rosto indo se sentar olhando para o chão.—Qual é seu nome menina?—Menina? Faz tanto tempo que não me chamam de menina.

–Abigail.—Revidei apenas preocupada com o cara sentado perto de nós.

–A situação é muito simples Abigail, Deus vendo que sou um homem sério me mandou dois martírios, um rapaz normal burro e....—Deu um peteleco na cabeça dele.--...Um inteligente anormal idiota que não consegue viver em sociedade.—Suspirou pesado me fitando.—O Burro eu sei controlar, mas com esse aqui eu já perdi a paciência, por isso fiz um cargo para auxiliar dele, ter alguém para dividir esse encosto que...—Antes dele terminar Vincent disparou na corrida pra fora do departamento numa velocidade espantosa.

–Ele é rápido...—Murmurei voltando minha atenção pro senhor.

–Eu não disse que ele fugiria. Já tem vinte e cinco anos e só piora a cada ano.—Ele pareceu dizer isso pra si, porém senti tentada a dizer: O senhor não tem ajudado muito também, não é? Mas calei o bico.—Imagine ele como um cão, se mantê-lo preso demais quando sair vai se assustar e não vai conseguir leva-lo pra sair mais. Por isso eu quero que o force, não deixe ele te dar ordens inúteis como ir comprar papel higiênico pra casa dele... Quanto mais ele ficar aprisionado nesse mundinho de merda dele, pior vai ficar.—O timbre dele foi de preocupação e de certa forma o entendi, eu nunca vi nesses cincos dias ele sair.

–Eu vou fazer meu possível, mas como eu vou me aproximar de alguém que não conversa comigo?—Ele sorriu com escarnio.

–Está na creative, invente, se vire.—Respirei fundo, que velho mais imbecil.

Ele saiu e vocês acham que o Vincent voltou? Nem em sonho. Talvez por medo do pai, o que nesse ponto eu entendo.

–O pai dele não é pior do que o meu.—Meu noivo resmungou fazendo um bico.—Abby eu preciso de um emprego, ele cortou minha mesada acredita?—Eu diria que sim, mas sorri sem graça, ele tinha a minha idade e agia como se o pai dele tivesse que passar o resto da vida dando mesada pra ele. Bom todo mundo tem defeito.

–Você tem curso técnico, não é?—Acenou que sim choroso, as vezes eu achava ele afeminado, outra era tão corajoso ele tinha vários lados.—Ótimo, venha amanhã comigo, te coloco pra conversar com o Xavier e você trabalha no meu antigo cargo.—E ai no horário de almoço nós dávamos um amasso no banheiro, uhh a visão disso é muito boa.

–Está bem, já que não tem outro jeito, vou ter que trabalhar.—Dei um beijo em seu rosto.

Edgar tinha a barba feita, sorriso branco e um cabelo que dava inveja em qualquer playboy, parecia daqueles comerciais de shampoo contra caspa masculino. Ele não era muito musculoso, mas possuía uma fisionomia muito bonita. Tomei outro gole de cerveja continuando a admirar sua beleza, nem acredito que vou me casar com esse cara e pensando nisso comecei a cogitar o quão diferente ele era do meu chefe. Tão solto, arrumado e sociável.

Coitado do Vincent.

No dia seguinte levei Edgar até o Xavier para que eles se entendessem sobre o cargo, obviamente meu noivo não estava nem um pouco animado por que teria que trabalhar.

Então vocês pensam, depois que o pai dele veio ele mudou com você, não é? Para falar a verdade a única coisa diferente que sucedeu depois daquele dia eram os curtos ‘bom dia’ que dava enquanto corria para a própria sala. E isso pendurou mais duas semanas, nenhum ‘como vai Aigail?’ ou talvez um ‘Passe bem!’ nada, apenas ‘bom dia’. Vai ser esquisito assim lá longe.

Entretanto, certo dia uma surpresa ocorreu quando cheguei a minha sala, ele ainda não tinha chegado, pois não havia avisos sobre a mesa. Pensei: Será que fugiu do país? Minha resposta veio logo a seguir quando o vi entrar correndo desesperado.

–Não, não, não, não...—Ia dizer algo quando ele se enfiou debaixo da minha mesa apertando as próprias pernas puxando a cadeira para o escondê-lo.--...Shhh, eu não estou aqui.—Sussurrou, ia questionar o que tinha dado nele, quando uma loira de cabelos finos batendo nos ombros esvoaçantes.

Pisquei algumas vezes, o batom dela era tão vermelho que fazia um contraste enorme com a pele branca dela... Okay, eu admito tive uma inveja leve, ela era muito bonita.

–VINCENT!!!—Bateu na porta furiosa, a inveja sumiu com junto com o gritos.—AMANHÃ!! AMANHÃ, ME OUVIU?!—Gritou histérica bufando como minha irmã e eu fiquei boquiaberta, até pensei em falar com ela, mas estava estupefata demais e ela saiu em passos firmes.

Comecei a cogitar, vai ser sempre assim? Doidos e mais doidos por causa de outro doido? Que doidera.

–Vou chutar que é ex!—Disse com escárnio o vendo sair debaixo da mesa.

–Quem dera....—Resmungou e assim que percebeu que tinha me dando uma resposta pude ver um pouco o rubro do rosto, rápido momento estático enquanto se repreendia por ter feito isso e saiu correndo pra dentro da sala e se trancou.

Sinceramente? Eu estou perdidinha nessa historia, alguém pode me explicar o que diabos aconteceu aqui?

Notas finais
Eai? Gostaram? Por enquanto eu não vou postar imagem do Vincent. Acho que vou deixar ele por ultimo, pois quero que visualizem na cabeça alguém bem desarrumado e a imagem que tem aqui pode destruir essa aí D: Bom, até o proximo *_*