In Your World

10 Capitulo Dez


Notas iniciais
O.O Sim podem acreditar.... EU VOLTEIIII!!!! Uhuu! Até que enfim, não me matem, calma, calma! kkkkk Gente eu sei, sou terrivel, fiz vocês esperarem esse tempo todo! E eu lamento muito, aconteceram muitas coisas desde boas a terriveis! Bom eu queria agradecer de coração a Becky Duarte, Hey Jude, MaryyHistory e Ana Catarina pelas belissimas e maravilhosas recomendações. E também quero agradecer a todas as leitoras pela paciencia, pelos reviews e por TUDO. Desculpem os erros e Boa leitura.

Capitulo Dez

Essa é uma daquelas situações em que você sabe que tem que recuar, mas atrás é tão ruim que acaba optando por fazer o errado só para sentir um pouco de alegria que a atual circunstancia te proporciona. É que nem gostar de um cafajeste, você sabe que vai dar merda, sabe que não tem futuro, porém simplesmente não consegue se desvencilhar simplesmente por que por um breve momento ele te faz feliz.

Vincent nem de longe é um cafajeste e comparar suas atitudes com a de um seria até sacrilégio, uma vez que nem a própria noiva, cujo ele devia ter intimidade, tem. Quem sabe se ele fosse mau as coisas seriam mais fáceis.

Entretanto apesar de todo o dilema moral e ético, aqui estou eu estranhamente arrumando o meu amante para o aniversário da noiva. Eu sei, nesse ponto a cretina sou eu.

—Acho que se formos ao shopping ainda dá tempo de comprar uma joia. —Meu bichinho de estimação que até estão estava com os olhos fechados só se deleitando enquanto eu fazia sua barba rosnou.

—Por favor, não vamos mais discutir sobre isso! Está tudo tão perfeito e você insiste nesse assunto, parece até meu irmão! —Sorri de lado.

—Talvez por que nós dois temos razão, Vincent o que é uma joia no seu orçamento? Nada! Se vendesse um dos seus quadros capaz que daria para comprar um monte de joias caras. —Tornou a fazer uma careta coçando as sobrancelhas.

—Abigail, joias possuem símbolos, símbolos que geralmente remetem a durabilidade e grande valor... —Fez uma pausa, acho que foi para eu pensar no que tinha explicado. —... Como é que eu vou dar uma coisa dessas a ela se eu não quero passar esses sentimentos? —Quer saber, isso é muito estranho.

—Vincent ela é...

—Minha noiva, eu sei disso! —Ele pegou no meu braço me guiando até sua frente. —Vou te explicar de vez essa situação, presta atenção... —Meio que tomou folego escolhendo as palavras ou por onde começar. — ...Quando as coisas com a prima dela não deram certo os Johson se aproveitaram da situação, o pai da Sasha antes disso andou roubando de uma empresa grande e com muita sorte, mas muita sorte mesmo não foi parar na cadeia, mas tiveram que vender praticamente TUDO para pagar a fiança. —Nesse ponto eu acabei me sentando no colo dele atenta aquela historia, essa parte eu não conhecia.

—O pai da Sasha? Mas ele parece tão sério e bonzinho. —Ele nunca foi grosseiro e nem esnobe comigo, nunca que eu pensaria uma coisa dessas dele.

—E tem que parecer mesmo, bom, deixa eu continuar, apesar de não ter ido para a cadeia ficaram falidos e com o nome sujo na praça, a mãe da Alexandra morre de preguiça de trabalhar e os filhos nem se fala e com o pai sem emprego eles se ferraram de vez, de um tanto que foram morar de favor na casa dos parentes... —Meio que nesse ponto caiu a ficha para mim, pelo menos uma parte dela.

—O pai da Sasha soube do seu caso, conhecia bem os hábitos da garota que você namorava já que eram parentes e com uma filha bonita que tinha, não precisou de muito esforço, ela se casaria com o filho dos Augustini que era rico e ele não teria que se preocupar com trabalho. —Ele afirmou sorrindo me dando um beijo.

—Garota esperta. —Me levantei, ainda tinha uma coisa que não entrava na cabeça.

—Então é por isso que a Sasha não pula fora? Por causa do dinheiro, mas e você? —Vincent suspirou.

—Depois que eu fui forçado a ir em incontáveis encontros desagradáveis com ela, aconteceu um fato que acabou sendo a gota d´água, então eu fui até o meu pai e falei que não queria e ponto final, se ela entrasse por uma porta EU sairia pela outra e que não queria vê-la nem pintada de ouro. —Coçou o rosto fazendo uma expressão enfadonha. —Mas o Marco, meu irmão intercedeu por ela, antes do meu pai bater o martelo e decidir o final daquela palhaçada ele me implorou para não fazer aquilo, disse que se eu fizesse eles iriam para o olho da rua e fez o maior drama do universo. —Tornei a sentar no colo dele espantada.

—O seu irmão??! —Perguntei boquiaberta.

—É, eu também fiz essa cara, então eu propus para o Marco, vendo que ele tinha simpatia demais por ela, nós bolarmos um plano para que eu não tivesse que me casar com ela e eles não saíssem mal nessa, não que eu me preocupasse com eles, por mim podiam morrer que eu não estava nem aí, porém a cena do meu irmão chorando é lastimável. —Ele chega deu um arrepio.

—Por que ela não se casa com ele então...

—O plano... —Me interrompeu colocando a mão sobre a minha boca. —...Foi basicamente esse, ele conversou com a Sasha, mas duas pessoas insuportáveis e importantes na execução do plano foram contra e ferrou com tudo. —Fez uma careta zangada. —...Meu pai, claro, disse que ELA tudo bem, ele aceitaria em casa se ela se casasse com o Marco, mas a família dela nem em sonho, disse que o esforço que fazia para aturá-los era unicamente por minha causa, tanto que tudo que eles tinham até então foi pago com o dinheiro que em parte ele deveria me passar por trabalhar na creative e que se Sasha não se casasse comigo então a família dela que sumisse da frente dele. —Sinceramente eu consigo até ouvir na minha imaginação aquele velho falando isso.—A outra pessoa que não concordou foi a estupida da Alexandra, que disse claramente não ia descansar até eu subir ao altar com ela. Foi uma cena assombrosa, e a forma desdenhosa que dispensou a boa vontade do meu irmão me deu tanto ódio que eu quis avançar em cima dela, fiquei decidido a encerrar com o plano mandando ela e a família dela irem pro quintos dos infernos...

—O Marco não deixou... —Agora sim a ficha caiu por completa na minha cabeça. Aquela cena na praia, o jeito dele com Vincent quando o assunto é ela e toda aquela conversa na sala do chefe... —... Você está fazendo isso pelo seu irmão? —Ele abaixou o rosto um pouco nervoso. —Está pegando tudo para eles e aturando alguém que detesta por causa do seu irmão? —Vincent tragou saliva e começou a apertar uma mão na outra.

—Eu-eu devia uma pra-pra ele, quando eu tive a minha-minha primeira crise... Foi ele que-que... —Respirou fundo. —...Olha, ele é meu irmão, foi ele quem comprou essa casa, foi ele quem convenceu os meus pais a me deixarem sair, foi ele que me ajudou a tirar carteira de motorista, ele fez curso se tornou instrutor só para depois se tornar o meu instrutor, ele ajeitou as papeladas do colégio para eu me formar... Eu não tinha como dizer NÃO para ele. —Falou tão rápido e de uma vez que quando parou teve que tomar folego.

—Mas o Marco gosta de alguém que se recusou a casar com ele? —Ela fez coisa pior e faz como beijar o Vincent na cara dele, não consigo entender.

—Ele tem uma teoria maluca de que quando o assunto não sou eu e quando está só eles a Sasha é uma alma boa e não a cadela que normalmente é comigo, mas para mim ela finge e engana ele só por que descobriu meu ponto fraco.

—O pior nem é isso, o pior é que seu pai deixa, não é? Tá magoando ele! —Ele concordou.

—O meu pai é um caso sério, como ele aprendeu tudo do pior jeito ele acha que nós que somos filhos dele temos que ser assim também.

Depois da fala dele ficou um longo silêncio naquele banheiro. Enquanto ele olhava para mim, eu estava imaginando tudo que foi dito até agora, como meu pai me ensinou tentei me colocar no lugar da Sasha. Se o noivado foi decidido há sete anos como ele disse e só conhece ela a três, isso quer dizer que Vincent fez ela esperar quatro anos só para eles trocarem olhares E mesmo assim o encontro não foi como aqueles de novelas.

Quer saber? Acho que nesse ponto eu até entendo a Alexandra muito bem.

—Vincent? —Me levantei sorrindo debochada para ele. —Você ficou QUATRO anos fugindo dela? Quatro anos se recusando a encontrar sua noiva? —Meu chefinho deu uma remexida no banquinho disfarçando comprovando que eu tinha razão.

—Era uma união forçada, eu não ia participar disso! —Gargalhei não acreditando.

—Acho que entendo a Sasha, para ela, agora, é questão de honra se casar com você, com a sua vontade ou não! —Mas eu confesso que ouvir essa historia toda me tirou pelo menos um pouco do peso na consciência que eu carregava, afinal eu não estou estragando um noivado já que ele nem existe. —Vai, vira o rosto, deixa eu terminar.

Dessa forma eu não posso culpa-lo pelo desdém e pouco esforço que trata essa situação com a Sasha, se seu único cumprimento é com o irmão, então as razões de ao menos tentar nem se quer passam pela cabeça do chefe, ainda mais ele que é teimoso.

De qualquer jeito a minha questão não era só o compromisso dele, tinha o meu que eu já não sabia como fazer. Eu tinha um noivo que não me ligou uma só vez, e uma família que pelo visto esqueceram que faço parte dela... Como eu posso preferir voltar a essas pessoas a ficar aqui por mais errado que seja?

É papai, eu sei que o senhor me daria uma bronca, mas não vou dar uma de politicamente correta só para satisfazer a moral social.

Até por que se o Edgar for mesmo biba, então de 50% errada, minha culpa caí para 15%.

[...........]

Foi tipo, muito, mas muito rápido mesmo! Lá estávamos nós dois escovando os dentes pela manhã no banheiro um mais desinteressado em ir a festa que o outro quando o barulho do abrir da porta soou pela casa —aquele lugar era tão silencioso que o cair de uma agulha no jardim podia ser ouvido do outro lado da casa — e entramos em desespero sem saber o que fazer. Não era ladrão, era pior do que ladrão, eram os pais do Vincent e pelo tom de voz do senhor Bartolomeo, ele não estava de bom humor, se é que existe esse status nele.

—Eu não acredito que você ainda esteja dormindo seu infeliz!!! —Gritou o velho e eu acenei para ele sem saber o que fazer.

—Querido, trouxemos a sua roupa! —Dessa vez a voz era da mãe dele, o que pela primeira vez não me acalmou.

—Já estou indo!!! —Berrou do banheiro, é estranho ver ele gritar, o chefe mau conversa.

—O que eu faço...? —Cochichei para ele que acenou para eu ficar enquanto tirava a roupa. Olhei para os lados sem acreditar no que estava vendo. —...Não é hora para isso Vincent! —Falei dando um tapa no seu ombro perplexa. Confuso me encarou.

—O que? —Começou rir do nada colocando a mão na boca para abafar. —... Não é isso! Eu não... Estava, você sabe! —Agora minha vez de ficar confusa.

—E está tirando a roupa por que... —Fiquei boquiaberta quando desviou o olhar e eu saquei tudo e quis muito rir. —Você... Não fica de roupa em casa? Quer dizer então que... —Apontei para mim mesma e o chefe um tanto vermelho fez sinal de silêncio.

—Eu-eu uso roupa sim... Fique sabendo... Quando eu estou pintando...! —Abafei o riso achando tudo muito fofo.

—Você usa roupa aqui por minha causa? —Ele não precisou afirmar, eu já sabia a resposta só por ter ficado corado, isso explica por que ele vive se coçando quando está deitado, não está acostumado a dormir vestido e muito menos ficar o tempo todo vestido aqui. —Vai lá logo... —O empurrei antes que o casal inventasse de entrar no quarto dele e tivesse certeza que tem alguém aqui, já que eu não sou muito organizada.

Fiquei sentada no vaso sanitário olhando aquela pintura na parede de fundo do mar... Caramba que ele é bom mesmo nisso. Se um dia perder o emprego na empresa do pai ele pode ser decorador de paredes rapidinho e ganhar um bom dinheiro, sem contar que se vender 1/3 das pinturas ele com certeza já pode se aposentar.

Eu podia ouvir a voz grave do senhor Bartolomeo feroz como sempre ofendendo o Vincent para variar enquanto não existia nem sinal do som da voz da mãe dele. Ainda não entendo como essa senhora consegue ficar perto dele, é detestável! Mas ao que tudo indica já são todos acostumados ou imunes ao jeito grosseiro desse senhor. Me levantei colocando o ouvido na porta quando por alguma razão os berros cessaram.

—Está me contradizendo Vincent?? —Gritou estrondosamente, chega dei um pulo para trás assustada, pareciam tão perto do quarto.

—Bart tenha calma! —Agora sim eu ouvi a voz da mãe dele. —Também não pode forçar o Vincent aceitar isso...

—Pare de defende-lo Sara!!! Já não é humilhante suficiente para aquela coitada se sujeitar a aguentar esse infeliz agora ele se recusa a isso??? —Isso o que?

—Vincent querido, até que seu pai tem razão, vão ser só quatro dias, vai fazer bem a vocês dois, podem se conhecer e...

—Eu conheço ela! Conheço melhor que vocês, já é muito eu ter que ir no aniversário e agora isso? —Olha só, ele não gaguejou, se bem que é os pais dele e lembro do irmão dele dizendo que com eles o chefe age normalmente.

—Isso o que? Deveria se sentir honrado! —Berrou o velho.

—Honrado por quê? Acha que a mamãe se sentiu honrada quando o vovô pagou você para sair com ela? —Hãn?

—Vincent!! Isso não vem ao caso.

—Vem sim, e eu não quero mais falar sobre viagem nenhuma. —Pisquei varias vezes, ele se defendeu? Uau, essa parte é nova!

Depois que eu tornei a me sentar no vaso sanitário os berros se prolongaram, mas aí do nada, pararam e eu ouvi o barulho do carro. Acho que perceberam que o Vincent pode ser forçado a muitas coisas, mas quando está decidido ele realmente não faz.

—Já foram? —Ele estava em pé encostado na parede com uma expressão estressada.

—Já. —Suspirou. —Meu pai queria me dar... Não, me forçar a aceitar ir num cruzeiro com a Sasha, pode? Já pensou o que é quatro dias preso num barco cheio de gente, dormindo na mesma cama de alguém que você não gosta? —Dei uma risadinha.

—Não, eu não sou sociofobica e um cruzeiro mesmo dormindo com quem eu não goste me parece muito agradável. —Ele riu girando os olhos e depois me fitou sério.

—Q-quer ir? —Arregalei os olhos.

—Para um cruzeiro? —Ele engoliu seco mostrando um envelope na mão.

—Bom, eu ia jogar isso na cara da Sasha e mandar ela pagar um otário para ir com ela, mas... —Encurvei os lábios sorrindo com deboche.

—Pela sua coragem querido, eu sei que isso é blefe, porém eu acho a sua proposta além de absurda é ofensiva Vincent. —Franziu o cenho confuso e um tanto sem graça.

—Por-por quê? —Tenho a leve impressão que ou ele é inocente ou é cara de pau.

—Por que até onde entendi essa passagem é um presente de aniversário para ela e você, como é que você me convida para ir? Vai ser como? Eu, você e a Sasha vamos dormir na mesma cama? —Okay, retiro o que pensei antes quando cogitei que Vincent não tinha nada de cafajeste. O chefio largou a inocência e começou a rir debochado de mim. —Qual a graça?

—Suas teorias. —Sentou suspirando no sofá. —Eu não quero ir nessa festa. —Disse fazendo um bico jogando o envelope na mesinha do centro.

—Eu menos, sabe que para mim, por mais justificativa que você tenha é degradante. —Até por que eu também sou comprometida.

—As estrelas no meio do mar aberto devem ser únicas... —Me lançou um olhar sugestivo que me fez rir.

—To até imaginando, você trancado num quarto e eu tendo que levar comida para você tirando toda a graça de se estar em um cruzeiro, a resposta é não! Voltemos ao assunto que você me tira dessa encrenca de ir no aniversário... —Fez uma careta ajeitando os óculos.

—Gostaria de comer comida mexicana, será que existe um lugar que faz encomenda? —Cruzei os braços encarando ele.

—Vincent... Não muda de assunto. —Mordeu os lábios inquieto.

—O que quer que eu diga? Não posso ir sem você! —Semicerrei os olhos o condenando, até parece que é a primeira vez que vai a festa da noiva. — Bom-bom eu posso, mas-mas não quero... —Meu Deus eu virei a mãe desse rapaz foi? Por que foi a mesma coisa de ver uma criança fazendo bico.

—Eu não tenho presente para dar a ela, roupa descente para vestir... —Andei até o sofá me sentando ao lado dele. —...Vou ir com a única intenção de te vigiar, sabe disso não é? —Soltou um sorriso malicioso afirmando.

—Eu tenho um monte de lugar secreto na casa dos meus pais, você vai adorar! —Dei uma risada negando.

—Nem pense nisso! Você vai a festa dela e vai agir com conduta mocinho! Nada de besteirinha nos lugares secretos! —Ele sorriu mexendo os ombros.

—Estraga prazeres, eu topo fazer em lugares não tão secretos então, mas o flagra fica por sua culpa. —Gargalhei não acreditando no que ouvia.

—Que saudade do Vincent tímido e inocente, onde ele está? —Alargou o sorriso me puxando para deitar em seu colo.

—Não se lembra senhorita Abigail? Você devorou ele... —Me beijou minunciosamente acariciando meus ombros suavemente no qual foi lentamente descendo as mãos e...

—Nã-não! Não! Dessa vez não! —Me recompus me levantando. —Não tente me seduzir Sr. Augustini, já viu a hora? O aniversário não começa as quinze? Pois é, temos que nos arrumar. —Falei sem esperar qualquer resposta.

—Ainda é cedo, não chegou nem as onze! —Do tanto que ele demora nas preliminares até parece que dá tempo.

—Não! Você me ouviu falando NÃO? Não é não! —Levantei o indicador usando um tom de bronca materna propositalmente o fazendo ficar zangado. Ri um pouco deixando a brincadeira de lado. —Falando sério, vamos respeitar esse dia está bem? —Me ignorou para variar.

—Eu vou fazer o café. —É de fato uma criança.

—Vai, vai, vai. —Veja só em que situação em que eu fui colocada.

Apesar da vida aqui me agradar um bocado, tem certos momentos em que sinto uma imensa vontade de matar meu chefe na paulada. Tipo agora faltando quinze para as três e ele estar diante um video game amarrotando a roupa que com tanto cuidado eu passei e com o paletó jogado num canto. Sério mesmo, eu não mereço isso!

—Heyyy!! Ficou maluca? Eu estava no meio de uma batalha importante! —Resmungou quando arranquei o cabo da tomada desligando aquela porcaria.

—Não estava meu amor, ESTÁ! Levanta daí e vamos embora antes que você entre agora numa batalha em tempo real! —Encolheu os ombros zangado me obedecendo. —Pega o paletó. —Apontei bem séria e não é que ele foi! Murmurando, mas foi. —Muito bem, agora cadê o presente? —Enquanto vestia apontou para um canto e pude ver um embrulho mal feito de algo quadrado e com certeza era uma pintura. —Eu nem sei o que pintou e já sei que a Sasha vai odiar ganhar isso...

—E o ditado que diz que o que vale é a intenção? —O fitei seca.

—A sua intenção é boa? —Fez um semblante pensativo como se a pergunta fosse realmente difícil.

—A questão nem é essa, ela vai odiar tudo que eu der por que me odeia. —E ele faz um esforço para mudar isso que chega dá dó. Suspirei. Esse problema não é meu, não tenho que me preocupar com isso.

—Certo Vincent, é você que ela vai tentar matar na frente de todo mundo não eu. —Deu uma espiada no meu acompanhante e tive que respirar fundo.

Eu sou fera, eu sou excepcional, eu sou demais, transformei o eremita desleixado do meu chefe num ator de cinema que ia arrancar suspiros naquela festa por onde passar. Ainda não saquei por que cargas d´água é preciso ir de terno, mas confesso que no terno ele fica impecável. Os cabelos pretos estavam penteados para trás deixando aquele par de olhos incríveis a mostra junto ao resto do rosto que ou estava apaixonada para não enxergar defeito ou realmente ele não tinha defeito.

Engoli seco ficando sem graça por um momento, todo mundo lá vai estar arrasando na passarela e eu vou desse jeito. Usando uma saia preta justa cintura alta junto a uma camisete azul clara e um sapato fechado salto alto combinando com a saia.

—Tipo, digamos que eu estou apropriada para festa, não estou? —Talvez a roupa está e quem não está sou eu. Ele me deu uma olhada lenta analisando.

—Não, com certeza não, vista a ocasião sugiro uma fantasia de zumbi para combinar com aniversariante. —Eu segurei o riso balançando a mão.

—Estou falando sério! Acha que estou feia para uma festa destas? —Se aproximou terminando de abotoar o paletó.

—Deixe me ver... —Eu jurando que ele ia me levar a sério e o pervertido começou a me alisar.

—Vincent!!! —Ele deu uma risadinha segurando minha mão.

—Mais bonita só se estivesse nua. —Girei os olhos suspirando, dessa vez não teve como segurar o riso.

—Quer saber?! Melhor irmos logo, pegue o presente e vamos acabar com isso.

Eu tinha um plano que consistia em algo muito simples, dar tchau pro chefe e soltar ele na festa para se virar com a família dele e dos pais da noiva. Mas quando chegamos lá Vincent já tinha entrado no estágio sociofobico em pânico.

Era muita gente, e acho que tanto eu quanto ele não conhecíamos metade deles.

Acabei ficando com dó de executar o plano e ao invés de abandoná-lo fiquei algumas vezes sussurrando em seu ouvido para ter calma, o que não adiantava tanto no estado em que estava. O jeito é embebedá-lo ou vai vomitar em todo mundo.

—Vou ali na cozinha pegar uma bebida para você. —Ele segurou minha mão desnorteado negando com a cabeça baixa. —É rapidinho, eu já volto. —Me soltei dele suspirando vendo que a aniversariante andava de uma lado para o outro cumprimentando o pessoal.

—Parece que pensamos na mesma coisa. —Disse uma voz masculina quando eu tinha chegado na cozinha e pedido uma bebida mais forte. Girei os calcanhares e vi o irmão do chefe, ele era enorme e com aquele terno dava lhe um ar de imponência igualzinho o pai.

—Duvido muito, acho que viemos com o mesmo proposito, mas intenções diferentes. —Retruquei com uma pontinha de sarcasmo. É claro que ele quer embebedar o Vincent para ele cantar como fez na viagem a praia.

—Mesmo?! Me deixou curioso, qual a minha intenção? Ou melhor qual a sua? —Sorri de lado para ele pegando o copo cheio de margarita que o garçom me entregou.

—Se eu falar sou demitida. —Eu não queria prolongar conversa com ele, não por que parecia uma má pessoa e sim por que se ele gosta da Sasha tem motivos de sobra pra não gostar de mim.

—Eu não tenho poder para isso, estou desconfiado que nem meu pai tem esse poder mais. —Suspirei o vendo pedir mais um copo de margarita.

—Está subjetivando? —Ele sorriu.

—Nem sei o que é isso, só acho que de todos que já passaram, você é a mais útil. —Semicerrei os olhos.

—Posso te fazer uma pergunta? —Ele acenou logo que sim.—De que lado você está? Do seu irmão ou do seu pai? —Precisei falar isso baixinho e evitar sei lá, uma fofoca. Marco ficou sério engolindo seco.

—Estou do lado do que é melhor pro seu irmão. —Acabei sorrindo com ironia mesmo tentando não fazer isso para não parece que eu estava debochando.

—Bom... —Levantei o copo a altura de seus olhos. —...É um tanto contraditório, não é?

—Tem uma ideia melhor senhorita Abigail? —Neguei suspirando.

—Quem sou eu para dar ideias?! Eu apenas busco o melhor pro Vincent. —Ele afirmou sério.

—Eu também. —Dessa vez ele levou o copo de margarita até a altura do meus olhos quando o garçom lhe entregou.

—Marco?! —Ele girou o corpo e eu encurvei o pescoço para ver quem era. Era a própria, a ‘diaba de vermelho’ como Vincent sussurrava no meu ouvido quando chegamos. —Já fez o que seu pai mandou? —O homem enorme que parecia imponente murchou encolhendo os ombros.

—Não, ainda não. Estava trocando umas palavras com a Abigail. —Ela pareceu levar tudo com desdém.

—Pare de perder tempo homem! E tem mais, trate você de voltar ao seu posto, não está aqui para ficar conversando secretaria. —Tornei a semicerrar os olhos. Nessas horas eu me alegro tanto do Vincent trair ela.

—Não seja grosseira Sasha, deve lembrar que não é função dela vigiar meu irmão 24 horas por dia e muito menos aturar suas crises de mau humor. —Certo, eu arregalei os olhos, ele me defendeu?

—Ahh pronto, agora além da sua mãe você também defende essa ordinária aí! —Eu tive que sorrir debochado para ela, agora que eu sei de sua historia ela desceu inúmeros degraus de respeito no meu ranking.

—Olha, eu não tenho que ouvir isso... —Talvez até tenha, mas não quero. —...Se não fosse pelo meu chefe estar tão nervoso e desejar sumir daqui nesse exato momento, acredite srta. Johson eu estaria muito longe dessa suposta festa. —Uma mão me segurou quando ia saindo.

—Espere, eu sinto muito. —Sorri amigável a única pessoa descente ali.

—Não tem problema. —Passei pela moça de vermelho com a cabeça erguida. —Feliz aniversário.

Eu não sei por que tenho o leve pressentimento de que haveria uma briga horrenda quando me distanciei daquele dois. Sabe aquele frio na barriga? Pois é. Me sentei ao lado do chefe olhando para trás conseguindo enxergar apenas a aniversariante com um semblante furioso.

—Acho que causei a discórdia entre o seu irmão e a Sasha... —Sussurrei no seu ouvido passando as mãos nas costas dele para aliviar a tensão.

—Va-vamos sa-sair um pouco... —Caramba ele estava tremendo. E não é para menos, toda hora chegava um querendo conversar com ele.

—O seu pai não vai gostar, toma, eu trouxe para você, vai te acalmar. —O doido bebeu tudo numa golada só. Mas ainda continuava nervoso.

—Aqui maninho, trouxe para você. —Olhei sem graça para o Marco que me sorriu. Mais uma vez o Vincent tomou tudo de uma só vez.

—Escuta Marco, está por dentro das programações do aniversário? —Ele afirmou.

—Claro, por quê? —Pigarreei querendo rir do que ia dizer.

—Vou levar o Vincent para passear. —Meu chefe no mesmo instante me fitou furioso pelo tom que usei.

—Se me garantir que ele não vai fugir, estamos esperando ainda um bocado de pessoal, então não teria problema. —Me levantei segurando o braço do irmão mais novo.

—Muito obrigada, eu prometo que ele não vai fugir, não é? —Não respondeu, apenas acenou me puxando pelo braço.

Eu nunca pensei que a casa deles fosse tão grande, a festa estava alocada no quintal e Vincent preferiu me levar para dentro, onde tinha menos pessoas. Andamos e andamos até chegar em um ultimo quarto de um corredor cumprido. Assim que abriu a porta dei um passo para trás.

—Não senhor. —Simplesmente me empurrou para dentro.

Ofegante com as mãos uma apertando a outra ele engolia em seco e ficava dando voltas no quarto que com certeza foi dele. Estava todo pintado, escuro e com um amontoado fora do comum de quadros num canto. Sentei na cama esperando ele terminar o chilique dele, até sei um método para acalmar, porém melhor deixar esse tipo de assunto para depois.

—Pelo menos seu pai não está no seu pé. —Aos pouco as voltas que dava foram ficando mais lentas. —Vem cá, senta aqui. —Apontei pro chão a minha frente e ainda muito nervoso respirou fundo concordando. Ao se sentar tirei o paletó dele pressionando meus dedos em seus ombros e em volta do pescoço fazendo uma suave massagem.

Aos poucos ele foi deixando a cabeça mole e logo já não estava a um ponto de ter um surto. To boa nesse trabalho de evitar uma tragédia com o chefe.

—Aqui não tem uma foto se quer sua... —Comentei querendo fazê-lo esquecer da loucura que estava lá fora.

—Aqui-aqui nem-nem em lugar nenhum... Eu-eu joguei tu-tudo fora... —Fechei a cara. Coloquei minhas mãos em seu rosto o levantando para cima para mirar os meus.

—Jogou fora? Tudo? Por quê? —Piscou suspirando.

—Não esta-estava no meu melhor momento. —Se libertou de minhas mãos escorando a cabeça no meu joelho. —Va-vamos no cruzeiro, só eu e você... —Murmurou.

—Vincent você não aguenta nem essa festinha o que dizer de quatro dias preso num navio cheio de gente?!—Senti um arrepio no corpo quando começou a deslizar a mãos sobre a minha perna.

—Procuramos os lugares mais isolados... —Engoli seco tirando a mão dele da onde tentava ir.

—Ahh claro, e ninguém vai notar nossa ausência? —Virou o corpo de joelhos diante de mim.

—Digo que te dei folga e ninguém vai sentir minha falta com certeza. —Sorri negando.

—Afinal tudo é simples assim né... —Suspirei. —...Sente se melhor? —Abaixou olhar se analisando, colocou a mão na frente dos olhos ficando surpreso. —Não está tremendo, já é alguma coisa. —Comentei e ele concordou comigo. —Vamos voltar, então? —Mesmo se eu não visse a careta dele eu já sabia a resposta.

Suspirei mais uma vez pesadamente... O que eu faço com ele? Vai ser essa tortura sempre que tiver um evento social? O coitado do Vincent apavorado e eu atrás dele tentando acalmar seus nervos?

—Você... —Fiz uma pausa pensando se devia ou não perguntar isso. —...Já procurou tratamento? Eu imagino que essa síndrome do pânico que você tem conserto... —Apenas afirmou.

—Já procurei ajuda... Fiquei uns cinco meses numa clinica, bebi remédios... Mas não existe cura para a sociedade de modo que meu medo dela também não... —Rosnei ouvindo aquilo.

—Você parece um adolescente emo falando isso, acho que o que falta é só força de vontade... Precisa de um motivo para enfrentar seus medos. —Disse dando uma de psicóloga. Ele pareceu indiferente ao que eu falei, porém continuei cogitando. —Vamos ver, qual a única coisa que te impulsionaria a vir numa festa como essa animado? —Vincent pareceu confuso.

—Nada, eu não gosto de contatos, nem gosto quando me observam, sendo assim nada seria incrível suficiente a me fazer ficar animado a vir numa festa dessa, eu só vim por que... Sou obrigado e evitar uma briga desgastante com meu pai e a Sasha. —Resmungou explicando enquanto tornou de alisar minha perna.

—Não, não, imagina assim Vincent! Tem um tesouro no fundo do quintal dizendo que se você for bem na festa você o ganhará, claro que o tesouro é uma metáfora, um impulso. —Ele sorriu de lado.

—Uma recompensa, como dar um petisco a um cachorro quando ele busca o graveto? —Gargalhei concordando.

—É mais ou menos, você tem que pensar que pode estar fazendo isso por uma recompensa, mas se pensar bem aos poucos você vai perdendo o medo de ser fixamente analisado, afinal é assim que entra em pânico, não é? Quando varias pessoas estão juntas te observando... —Eu já tinha percebido que ele costuma ficar mais nervoso numa conversa quando o olham diretamente, por isso abaixa constantemente o rosto.

—É... —Disse num fio miúdo de voz. —...Sa-sabe... Antes não-não era assim... —Respirou num pausa evitando me olhar e levando a mão aos meus ombros até ir de encontro a minha. —...Eu.. Conseguia andar, sair, com-confesso, não gostava, as pessoas estavam sempre me olhando feio por causa dos hábitos da minha família... —Fez outra pausa reflexiva como se decidisse se continuava com a historia. —... Mas-mas, eu conseguia, até apresentava trabalhos na frente da sala e tudo mais, embora também não gostasse... O engraçado, é que-é que, eu não... Me lembro como eu conseguia... —Afaguei os cabelos dele, sorri suavemente lhe tocando o rosto para que pudesse me fitar.

—Por que não trocaram de escola? Eu sei lá, uma soubesse dos... Hábitos de vocês. —As linhas de expressão dele se estreitaram em sinal de desagrado.

—Meu pai dizia que não, tínhamos que ser fortes, que os que fazíamos em casa não era da conta de ninguém e eu meio que concordava, quer dizer... Quem eram eles para julgar a moral da minha família? Então... Eles tem mais princípios do que nós só por que usam roupas dentro de casa? —Eu não tinha o que dizer e ele alterado continuou se levantando nervoso. —Sabia-sabia que-que minha mãe se casou virgem?! E ela e a família dela sempre-sempre foram nudistas... E-e-e meu avô também! O-o Marco é-é um pobre santo, as meninas da escola davam em cima dele e ele nunca se aproveitou de nenhuma... De ninguém... Nós-nós nunca fizemos insinuações, não fomos indecentes, íamos de uniforme como todo mundo... Então... —Mexeu os ombros. —...Eu não entendo porque-porque nos julgaram tão mal... —Voltou a se ajoelhar diante de mim com o olhar curioso. —...Vo-você não nos vê dessa forma, não é? —Arregalei os olhos rindo.

—Sua família não, você sim, vive tentando arribar minha saia no seu escritório... —Ele sorriu de lado engolindo em seco.

—Culpado, confesso que tenho tido dificuldades em separar meu desejo por você ás ideologias naturais do nudismo... —Eu desviei o olhar com o rosto corado.

—Está dizendo que não consegue me ver nua sem pensar em besteira? —Ele riu solto.

—Você tirou todo o romantismo das minhas palavras e isso é uma droga por que eu venho tentando um melhor jeito de dizer sem parecer vulgar. —Como assim?

—Ia me dar um conselho de não ficar nua na sua frente? —Ele fez uma expressão como se eu tivesse dito uma tolice.

—Não! Eu ia dizer isso da próxima vez que me ameaçasse ir embora! —Gargalhei acenando negativamente com a cabeça. E funcionaria que era uma beleza! Mordi os lábios sentindo meu rosto queimar e o coração acelerar.

—Tem quantas destas frases de efeito? —Mexeu os ombros rindo.

—O suficiente para cem anos, eu pesquisei na internet, muitos dizem que eu devo forjar um suicídio quando o caso for extremo já que eu não posso fingir uma falsa gravidez no caso das mulheres... —Cai na risada novamente, a honestidade dele era espantosa. —... Ou talvez eu possa engravidar você! —Neguei no mesmo instante.

—Nem sonhe nisso, sou muito nova para ter filhos, mas voltando ao assunto anterior, sabe que uma hora eu vou ter que sair da sua casa, não é? —Ele fez uma expressão séria.

—E vai pra onde? Eu nem sei por que você quer mudar.

—Para começar por que estamos morando juntos em segredo! —É sério que ele não vê problema nenhum?

—Quem disse que tem que manter segredo? Pode contar para quem quiser sobre estarmos morando juntos.

—E o seu pai? Sua mãe? Seu irmão? Pior sua noiva?! —Ele levantou três dedos da mão direita me fitando sério.

—Meu pai não paga minhas contas, minhas mãe adoraria saber que estou morando com alguém, meu irmão se resolve com a Sasha. —Assim que abaixou os três dedos concluiu. —Alexandra não vai lá em casa e se for muito nem sabe, e se achar ruim ela pode encontrar outro noivo. —Entortei o rosto não gostando daquilo.

—Ou você pode acabar com o compromisso entre vocês... —O chefe desviou o olhar pigarreando.

—Eu-eu prometi ao Marco que-que não faria isso...

—Mas Vincent você não pode aceitar essa situação a vida inteira, pretende ficar noivo dela até ela decidir que não quer mais?

—Eu não sei, é conveniente até então. —Franzi o cenho.

—Conveniente ter uma noiva por aparência? —Concordou acenando com a cabeça. Suspirei pela milésima vez me levantando. —Claro, é bem conveniente já que ela aceita suas peculiaridades e tirando quando está zangada não pega no seu pé ou vai atrás de você. —Estalei os dedos vendo em que situação me meti. —Mas cômodo ainda é você ter uma secretária que faz tudo para você e ainda bate hora extra na sua casa como amante... —O mirei séria e que MERDA eu to muito puta da vida. Ele olhou para os lados e ia dizer algo quando levantei o dedo acusador. —... Não, eu não estou te acusando, a culpa é minha. —Respirei fundo me dirigindo a porta quando me virei. —...Eu não tenho que estar aqui, e eu não pretendo voltar a sua casa hoje Sr. Augustini.—Voltar eu teria que voltar, minhas coisas estão lá.

Eu seria mentirosa se não dissesse que quase me arrependi do que falei quando ele veio atrás de mim de um jeito desesperado e gaguejando tanto que mal concluiu um pedido de desculpas. Mas, era agora ou nunca, ou resolvo essa situação ou me afundo de vez nela.

Notas finais
Sobre as atualizações, eu vou tentar fazer uma a cada quinze dias. Bom, eu tenho uma novidade para as leitoras de Inner Beauty... Vai virar livro!!!! Eu queria saber se tem uma leitora que gostaria de ajudar com sugestões de capas ou opiniões que melhorem. Mandem por MP. Gente eu sou muito grata a vocês, pois as leitoras para impulsionar eu nem sei se continuaria. Eu agradeço muito! Até a proximo!