In Wonderland

4 Capítulo 3 - Os Domínios do Chapeleiro


Notas iniciais
Saudações leitores, Peço desculpas pela demora, tem mais o menos duas semanas que estou tentando postar esse capítulo e não consigo, tudo graças a falta de tempo. O fim do período chegou e eu tinha que defender a minha monografia, então minhas fics acabaram ficando em segundo plano. Mas agora terei tempo suficiente para postar sem atrasos :D. Espero que gostem do capítulo. Boa Leitura.

– Os Domínios do chapeleiro. – Allen observava atentamente o local para qual estava sendo levado. – De alguma forma este lugar me parece familiar.

– As aparências enganam...você sabe muito bem disso, Allen. – Respondeu Cheshire. – Porem pode ser que você tenha herdado algumas lembranças da primeira Alice, afinal você é mais conectado a ela do que imagina. As coisas mudaram desde que ela esteve aqui.

– Mudanças são coisas úteis e as diferenças as vezes são boas. – Respondeu Allen dando um passo à frente para poder observar melhor a imensa fortaleza de ferro que estava à sua frente. – Não sei o que quer dizer, sinto que estou conectado com essa tal de Alice, porem sinto que somos diferente.

– Ser diferente não faz de você bom ou ruim, são seu atos que irão fazer a diferença. – Cheshire se aproximou. – Encontre o chapeleiro, Allen. Ele sabe mais sobre coisas diferentes do que você.

– Mas o que ele sabe sobre diferenças entre o bem e o mal? E no que isso vai me ajudar? Como posso ter certeza que não irei acabar como a segunda Alice? – Allen começou a ficar apreensivo afinal seres os cercavam, parafusos com assas como os de mais cedo.

– Pelo visto fez novos amigos. – Falou Cheshire enquanto observava os seres se chocarem fortemente contra o vidro que revestia o teleférico.

– Você não está ajudando em nada. – Ele já estava irritado, Cheshire sempre aparecia, falava algumas coisas sem sentido e logo desaparecia. – É melhor voltar para o buraco que chama de lar, eu sei me virar sozinho. Se precisar eu lhe chamo.

–Previsivelmente imprudente. – O gato revirou os olhos. – Não é questão de “se”, Allen, e sim “quando”. – Ele gargalhou. – Melhor se segurar em algo. – Dizendo isso novamente Cheshire desapareceu.

– Gato maldito.

Neste exato momento o teleférico se chocou fortemente contra a parede da construção. Allen acabou caindo e batendo com a cabeça o que o fez ficar desacordado por um tempo. Logo após voltar em si ele se levantou e observou o local. Estava em uma espécie de castelo todo feito de ferro. Por ali havia algumas válvulas e coisas movidas a vapor, tudo muito estranho e confuso.

– Só queria saber como faço para sair dessa droga de lugar, e se for um sonho, queria acordar. – Dizendo isso ele começou a caminhar. Ao chegar ao fim do corredor encontrou um precipício. – Maldito lugar cheio de lugares sem fim. – Ele olhou ao seu redor e viu uma grande válvula vermelha, não soube explicar por que, mas sentia que devia girar-la e assim o fez, girou a válvula e assim apareceu um objeto flutuante que soprava um forte vento para cima. Allen agiu por instinto. Pegou impulso e correu o vento o jogou para cima com rapidez, ele se desequilibrou um pouco e antes que caísse no precipício jogou o seu corpo para o lado sendo jogado com força para cima e caído em um novo corredor.

Allen caminhou por um longo tempo até encontrar uma abertura onde havia uma alavanca, ele a girou e novamente um objeto que jogava ar para cima apareceu. Tudo indicava que ele precisava usar novamente aquele objeto para ser jogado para cima e assim subir num pedaço flutuante do castelo que havia se desprendido. E assim ele fez, girou a alavanca, flutuou e subiu. Percebeu que teria que pular de uma plataforma para outra, algo que não seria fácil, afinal um mísero erro causaria a sua morte, porem por sorte ele conseguir escapar.

Ao chegar na última plataforma flutuante ele se deparou com um oponente, novamente apareceu uma criatura verde com uma xícara na cabeça e usando um garfo como faca. Ele foi para cima de Allen ameaçadoramente, mas Allen foi mais esperto e com precisão cortou a sua garganta. Sem esperar ele pulou para uma nova entrada do castelo e mais seres o esperavam. Desta vez ele usou o moedor de pimenta para explodir as criaturas e assim abrir uma nova passagem.

Apesar de estar sozinho e o único som que o perseguia era o barulho das engrenagens, Allen sentia que estava caminhando para uma grande armadilha, como se algo ruim o esperasse. Naquele momento ele sentiu uma imensa falta de Cheshire, mas logo voltou atrás afinal parecia mais que o gato estava zombando dele do que de fato ajudando. Depois de muito caminhar ele encontrou um grande salão, o lugar estava um pouco destruído, porem seria um bom lugar para descanso. Assim Allen sentou-se e fechou os olhos tirando um breve cochilo, mas seu cochilo não durou muito tempo, ele pode ouvir passos se aproximando e logo ele se viu em uma grande enrascada. Estava perdido, haviam muitos oponentes, seis foi o que ele conseguiu contar até o momento que foi atacado.

O garfo acertou o seu braço, rasgando a sua roupa e fazendo um corte em seu braço. Ele se irritou e pegou a vorpal blade, ela parecia lhe dar força e assim ele dançou no meio dos seus inimigos. Arrancou cabeças, perfurou corações. No fim tudo que sobrou foi o cansaço, corpos de criaturas estranhas despedaçados e ele ajoelhado no meio de uma grande poça de sangue.

– A cada segundo eu odeio mais esse lugar. – Disse para se mesmo. – Pelo menos agora sei que não posso mais me dar o luxo de descansar, preciso encontrar esse maldito chapeleiro.

Allen prendeu a vorpal blade em sua calça e seguiu o seu caminho, adentrando cada vez mais os domínios do chapeleiro. Estrondos podiam ser ouvidos de longe, o barulho das máquinas chegava ser perturbador, a fumaça era tanta que acabava dificultando a visão. Quando Allen alcançou a sala das máquinas pode ver uma lebre dentro de uma cabine, mas não era uma lebre comum, ela tinha o tamanho de um humano adulto, era metade animal e metade máquina.

– Saia daqui garoto, volte para o seu mundo, esqueça o país das maravilhas. – Disse a Lebre de março irritada ao ver Allen adentrar a sua sala das máquinas.

Allen correu para um ponto onde não poderia ser visto, ficou ali por um tempo pensando no que iria fazer e assim não viu o tempo passar. Quando resolveu sair do seu esconderijo horas já haviam passado.

– Preciso ver o chapeleiro. – Gritou para que a lebre pudesse ouvir. – É alto de extrema importância.

– Ninguém irá ver-lo, vá embora! – Gritou a lebre.

– Não irei enquanto não ver-lo.

– Sua obstinada persistência será recompensada com dor. Eu disse para você sair, mas você me ignorou.

Guardas apareceram, na verdade não se sabe realmente se eram guardas, mas as criaturas estavam decididas em impedir que Allen adentrasse ainda mais os domínios do chapeleiro. Grandes bules de chá com olhos vermelhos e pernas que pareciam garras, todos marchavam com rapidez em direção a Allen, o barulho que faziam eram como a música da morte.

Notas finais
Pelo que vi aqui tem muitos leitores fantasmas, vocês poderiam comentar? Eu adoraria saber a opinião de vocês então por favor comentem eu ficarei muito agradecida ^^ Leitores lindos, de agora em diante irei postar todo sábado entre 11 horas e meio dia, então até o próximo sábado