In Vein
11 Insanos
Ao longo dos anos, vi pessoas tristes, sem motivos para viver e o único pensamento e desejo, era ter um encontro com a Ceifadora de Almas. A humanidade nasce triste, a tristeza está na veia, a verdadeira missão dos humanos, é ser feliz. Ser feliz é o que todos querem.
A tristeza de Elsa ter perdido seus pais, tinha uma brecha para ser apagada, ela tinha um pai, um pai vivo. Uma esperança. Peter tinha o Rudy, apesar de ainda gostar do Hook, Rudy o fazia feliz. Wendy tinha amigos, uma novidade para ela. Hook se satisfazia com as coisas mais pequenas que existiam, ele não era de ficar triste. E todos os outros também são felizes.
– Quem é você? — Disse Peter.
– Meu nome é Elsa Miller Archbald, e eu sou sua filha. — Disse a garota ao tirar o capuz e mostrar seu belo rosto.
Peter fica confuso, muito confuso, não é muito normal depois de uns trocentos anos, uma garota chegar para você e dizer que é sua filha.
– Você... Você é minha filha? Mas a única filha menina que tive, foi à uns séculos atrás, em... Arend... Ai meu Deus... É você? — Disse Peter.
– Surprise bitch! Sou eu! — Disse Elsa sorrindo.
Peter sorri e abre os braços para abraçá-la.
– Por uma vez na eternidade, eu não estou só. — Elsa canta ao ver Peter esperando ser abraçado, ela abre os braços para abraçá-lo também.
– Cala a boca, mulher! Aqui não é Disney não, vá cantar no cabaré! — Disse Katherine ao interromper os dois e ficar entre eles os impedindo de abraçar.
– Sua filha, Peter? Mais uma? Bicha, a senhora ta tendo muito filho viu, viado! — Disse Wendy olhando para Elsa franzindo a sobrancelha.
Wendy sai da frente dos dois e Elsa e Peter finalmente se abraçam.
Todos observam aquela cena, todos do baile olham como se estivessem vendo um filme romântico. Todos aplaudem quando Elsa e seu pai saem do abraço. Elsa segura na mão do Peter, sorrindo, Rudy segura na outra mão do Peter, Hook não mão do Rudy, Wendy na mão do Hook, Katherine na mão de Wendy, Elijah na mão de Katherine, enfim, o grupo todo fica de mãos dadas fazendo um círculo.
– Que tal um grand finale? — Disse Elsa.
– Tipo o que? — Falou Rudy.
– Repitam comigo: Nulla est ita — Disse Elsa
Todos repetem o que a Elsa pediu, o círculo de pessoas começa a girar e a fechar os olhos, pronunciando o feitiço, todos observam e ficam deslumbrados com os fogos de artifício azuis como o gelo sair do meio do grupo. O grupo abre os olhos e vê o espetáculo. Rostos sorridentes e felizes, fios de cabelos tampando um pedaço da visão, e mãos frias esquentando-se em mãos quentes.
...
Merida, levando com si seus cabelos ruivos e suas vestes medievais, foi visitar a cidade. Entrou em uma loja que dizia "Menina arrumada, é menina bem casada" ela achou essa frase bem insignificante, não chama atenção alguma, a única coisa que chamou a atenção dela, foram as roupas na vitrine, ela observou uma a uma, roupas modernas, roupas ousadas. As garotas dessa cidade se vestem como vadias.– Ela pensou
– Olá, posso ajudar? — Diz uma das vendedoras ao avistar Merida olhando a loja.
– Pode, tô procurando roupas da mulher que tanto falam, a tal de Moda.
A vendedora tenta não rir. — Moda... — Ela disse — Não é alguém, e sim, algo, é uma tendencia que as pessoas tem de vestir o atual, ou vestir o que todo mundo veste.
– Então eu quero isso!
Merida entra na loja na companhia da vendedora e a vendedora ajuda ela a escolher algo, dando opiniões, sugestões e dizendo que estava bom para tudo o que ela usava. Merida decide comprar uma blusa solta e fina, com desenhos de flores, algo bem retrô. Um short curto branco, alguns saltos pretos, leggins, chapéus de sol, óculos escuro, pulseiras, colares com corujas — ela adorava corujas — e vestidos. Vestidos foi o que ela mais comprou, vestidos pretos, vestidos curtos, vestidos longos, vestidos vintage.
– São 800 dólares. — Disse a vendedora ao receber as roupas de Merida e por em sacolinhas.
– Isso tudo? Ta, espera! Não acha estranho? Ter que pagar para ser umoutdoor ambulante? Quer dizer, olha quanta etiqueta e "comerciais" de marcas e empresas.
A vendedora ri. — Olhando por esse lado... Mas e ai, vai levar?
– Vou! — disse Merida.
Merida olha para uma roupa perto de um par de botas que está no chão, era uma fantasia de golfinho, aquilo chamou a atenção dela, então ela comprou. Ela sai dali com sacolas penduradas até no pescoço e vai para um salão de beleza. Entra lá e olha as revistas com fotos de cortes de cabelos.
– Posso ajudar? — Disse a cabeleireira.
– Pode, arruma meu cabelo? Ai, não sei, gostei desse cabelo aqui — Diz ela mostrando a foto à mulher.
– Cabelo liso, rapado de ladinho e pro lado com mechas brancas, ousada você! Vai ficar lindo com esse tom ruivo que você tem.
Merida sorri levantando o ombro e a transformação começa.
– Ta-dah! — Diz a mulher ao mostrar o cabelo à Merida pelo espelho.
– Ta ótimo, ta lindo, ai meu Deus! Me segura que tô jogada! Eu me pegaria. — Disse Merida
– São 20 pratas. — Diz a mulher sorrindo.
Merida paga e vai embora, com seu cabelo novo, sacolas até o pescoço, vestindo um moletom preto que dizia "Normal people scare me" que é uma frase de um seriado americano chamado, American Horror Story. Ela volta para onde veio, onde Stefan estava.
– Quem é você? Onde estou? — Disse Stefan amarrado com cordas de verbena, ele estava fraco e não conseguia sair dali.
– Calma! Só quero uma informação. — Disse merida.
– Informação? Informação você pode ir perguntar no posto Ipiranga que eles dão de graça, não precisa de sequestro.
– A informação é a seguinte: Qual o tamanho do seu pinto? — Diz ela ao vestir a fantasia de golfinho.
– O que?
– Sabe o que combina com golfinho? Estupro! — Diz Merida ao tirar a roupa de Stefan e estuprá-lo ali mesmo. Stefan não reagiu, ou tentou sair dali, ele quis aproveitar e deixou ser usado. Que horrível, simplesmente horrível, Merida não é assim, aquela não era ela, não mesmo.
Merida para de fazer o serviço após morder até sangrar um instrumento mortal do Stefan, o sangue escorre pela boca dela, ela lambe e Stefan grita.
– Você é louca. — Disse Stefan rugindo entre dentes
– Eu sei o que você fez no verão passado... Eu sei o que você fez em 1950, você matou uma mulher inocente enquanto era O Estripador.
– Como sabe disso? Quem é você?
– Eu sou o Diabo, eu sei de tudo. Agora — Diz ela o hipnotizando -, eu quero que você esqueça o sequestro, o estupro, a tortura, e volte para casa, e se alguém te perguntar o que houve, você tinha se perdido na mata, pois estava procurando um coelho para tomar sangue.
Ela o solta e Stefan sai dali e volta para o Plarge. Ele encontra o grupo no salão, bebendo Wisky e se junta a eles.
– Onde você estava esse tempo todo? — Disse Tyler.
– Ty, eu me perdi na floresta enquanto fui caçar.
– Caçar? Puta merda! Por que você foi caçar? Tinha um baile para ir, um montão de gatas dançando e você foi caçar? — Disse Tyler.
– Ai cara! Só me deu vontade de caçar... Quem é você? — Disse Stefan olhando para Elsa.
– Ela... É minha filha — disse Peter.
– Nossa! — Disse Stefan.
– É, o viadinho ta tendo muito filho, viu... — Disse Wendy.
– Pessoal, vou subir, não me esperem! — Disse Katherine, ela pisca para Elijah e se levanta da cadeira.
– Eu... vou ao banheiro! — disse Elijah.
Os dois sobem as escadas e vão para o corredor dos quartos do segundo andar, Elijah empurra Katherine para a parede e a beija forte, segurando na cintura dela, chupa o pescoço dela até fica marca. Katherine solta um gemido de leve.
– Gente, acho que vou subir também, tô com um pouco de sono... Onde posso dormir? Tô sem quarto, está tudo vago... — Disse Jack Frost.
– Eu aluguei um quarto, tem duas camas, se quiser, posso dividir com você — Disse Elsa meio sem jeito, ela sorri.
Jack sorri, — Claro!
Ele sobe e encontra o casal se beijando no corredor. Arrocha!! — Diz ele ao entrar passar pelos dois e entrar no quarto perto deles. Eles ficam sem jeito e param de se beijar.
– Está tarde! Acho que vou dormir... — Disse Peter.
– Vamos, também vou. — Disse Hook.
– Vou indo para casa... — Disse Wendy.
E todos decidiram ir dormir, Wendy em sua casa. Rudy na mansão do Klaus, sozinho. Peter e Hook no mesmo quarto. Tyler e Stefan no mesmo quarto. Elijah e Katherine no mesmo quarto. E Elsa e Jack Frost no mesmo quarto.
– Boa noite! — Disse Elsa.
– Boa noite! — Disse Jack.
Os dois confundem de cama e deitam na mesma cama. Oops, desculpa, não, culpa minha, vou para lá, vou para lá – os dois dizem no mesmo instante.
Eles sorriem, e deitam em camas diferentes.
...
Merida está com a pele ressecada, boca seca, pele pálida, ela estende o braço ao ver um carro passar, pedindo carona, um para. Ele percebe que ela está mau e sai do carro.
– Preciso de ajuda! — Diz Merida com um tom de voz fraco e cansado.
– Em quê? — Diz o homem se aproximando dela.
– Nisso... — Merida beija forte o rapaz e morde o lábio dele até arrancar pedaço, morde o pescoço dele sugando o sangue até a cabeça dele cair. A cabeça cai, ele morre o corpo dele é puxado violentamente pela gravidade, ela abre sua barriga e come todos os seus órgãos, depois faz uma conchinha com a mão e bebe seu sangue. Os dentes dela são como os dentes de um animal feroz e horrendo, seus olhos como olhos de gatos, castanhos bem claros.
...
– Olá escola de ensino médio! — Disse Tyler ao chegar no portão da escola.
– Olá pedaço de inferno na Terra! — Disse Wendy.
O grupo de bruxos e vampiros entram na escola.
– Aula de... Espanhol. — Disse Hook olhando os horários no celular.
Eles entram na sala de Espanhol, esperando o professor (a) entrar. Peter e Hook foram se matricular na direção da escola. Um garoto da lugar para Elsa sentar, sorrindo. Elsa senta. Elsa tinha mudado o estilo, parecia mais com a Caroline Forbes, uma adolescente que mora em Mystic Falls, Caroline, é uma de suas duplicatas. Os cabelos não muito curtos, mas o bastante para cobrir os ombros, liso, roupas de uma adolescente normal...
– Acho que rolou um clima entre Jack Frost e Elsa, não acha? Além deles serem o mesmo tipo de bruxos, eles se combinam. — Falou Wendy à Katherine.
– Pode ser... Cadê o Elijah? — Disse Katherine mexendo em seu celular acessando o facebook. – Olha essa foto? Posto?
– Posta! Arrazou, amiga! — Disse Wendy ao observar a foto de Katherine no smartphone.
As duas são interrompidas por passos entrando na sala, uma mulher alta, um som de saltos pisando no chão foram ouvidos, livros batem com força no birô, ela tira o óculos escuro e redondo.
– Olá, classe! Sou sua professora de espanhol, meu nome é Merida Vallent, prazer. — Diz a professora, séria.
Na vida sempre temos surpresas, barreiras, desejos. A sua carne, chama você para se jogar em cima do que você quer. Os sentimentos são confusos. Na adolescência, os pensamentos ficam mais ativos, os sentimentos mais profundos, e você fica sensível, parece, que os humanos, nessa fase, tendem a ter suas emoções ampliadas, birram, choram, se divertem, querem morrer, alucinam. A verdade é que, todo mundo merece um pouco de insanidade, insanidade é bom.
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