In Vein
12 Curse
A vilania em Hamelin, não eram tão devastadoras como Merida. Klaus e Wendy não mataram ninguém em Hamelin — até agora -, mas com a chegada de Merida e o seu passageiro que vive dentro das profundezas de seu corpo, a Ceifadora de Almas começou à passar mais rapidamente por Hamelin. E, um dia, nós nos falamos depois de quase um milênio.
– Sorte... — Disse a Ceifadora ao se aproximar de mim carregando uma alma assassinada por Merida. — Pelo que eu vi, vou visitar essa cidade com frequência a partir de agora... Queria te pedir um favor.
Eu a abraço, pedindo desculpas e chorando, minhas asas — já acostumadas -, cobrem a Ceify, abraçando-a.
– Peça o que quiser, eu faço, Ceify. Eu faço.
Ela sorri, emocionada.
– Quero que os proteja, proteja os inocentes, os puros, eles não merecem tamanha humilhação, serem mortos por um demônio faminto por sangue. Sorte, — Ela segura minha mão ao sair do abraço. — Quero que saiba que eu te amo, e que se eu levar alguém que você ame, não me culpe, não é culpa minha.
– Entendo, Ceify. Eu vou fazer isso, eu vou... — deixo uma lágrima cair. — Não se preocupa...
Ela olha para lugar nenhum — como sempre faz — vendo uma pessoa ser morta no Brasil.
– Preciso ir, cuide-se.
Ela foi, na velocidade mais rápida do que a de um vampiro original.
...
A escola, sempre pode ser um dos problemas dos adolescentes, eles costumam separar os alunos em classes sociais, os emos, os hipsters, os populares, os nerds, os feios, os gays. E os estranhos, o qual era o sobrenome do nosso grupinho preferido. Stefan, Katherine, Wendy, Peter, Rudy, Hook, Tyler, Elsa e Jack, para alguns, os populares, para outros, os estranhos.
– Hoje é aula especial. Sexologia, alguém pode me explicar o que significa essa palavra? — Disse a professora.
– Significa que a senhora não leu as regras. — Disse um garoto que sentava na primeira cadeira perto da professora.
– Que regras? — Disse a professora se aproximando do garoto.
– Essa aula é proibida aqui. — Diz ele.
– Eu que mando nessa merda. E se eu quiser, dou aula até de como virar travesti sem ser percebido.
Todos ficam calados. Merida distribui o livro sobre o assunto para a classe, senta no birô e acende um cigarro.
– Isso também não pode. — Diz o mesmo menino.
– Sabe o que não pode? Isso! — Diz ela ao pegar o apagador e jogar na cabeça dele.
A tacada foi tão forte, que arrancou a cabeça do pobre garoto. Mais um para a Ceify visitar. Todos ficam parados, traumatizados, uma garota grita. Merida estende a mão para a classe e manda ficarem quietos, todos ficam. Ela deixa o corpo do garoto perto da parede e volta a dar aula.
Todos escutam o sinal para a próxima aula. O professor de português entra na sala de aula e se depara com aquela visão horrenda: uma garota fumando. Ta. Não foi só isso. O menino também o assustou. Merida sai da sala de aula e fecha a porta.
– Você irá entrar, vai dar um pouco de aula, no máximo dois minutos e vai se matar com uma faca — Ela o hipnotiza e vai embora.
Acontece como ela mandou que acontecesse, e eu dei um chega quando ela voltou no mesmo dia, para dar aula na presença dos dois cadáveres. A Ceifadora de Almas entra na escola, passa pelos corredores e entra na sala atravessando a porta, suas asas se encolhem, como as minhas ao vê-la.
– Eu te pedi para protegê-los. — disse ela ao pegar as almas dos mortos.
– Eu falhei, mas vou concertar, eu prometo. Espere, fique. — falei.
Então eu me deixei notar, só para o demônio dentro de Merida Vallent. Peguei o meu Manto Celestial e joguei em cima dela. O mal dentro dela adormeceu, por um tempo. Merida se deu conta de si e observou todo o local, quando se deparou com os mortos, ela saiu da sala de aula correndo e gritando. Todos os alunos saem da sala de aula gritando. Menos o grupo de Veias Vazias, eles já tinham visto pior. Então saíram calmamente.
O grupo estava a caminho do Plarge. Elsa estava nervosa, relembrando da cena traumatizante. Quando seu pé direito pisa no chão, começa a nevar em Hamelin, Elsa andava de braços cruzados e ouvindo a conversa de Katherine e Wendy, depois ouviu a do Hook e Peter, ouviu Rudy falando de paródias de músicas pop, e depois ouviu tudo ao mesmo tempo, ficando mais nervosa e suando. A neve cai mais forte e mais rápido, Jack percebe que Elsa está nervosa e a toca, Elsa volta ao normal, sentindo a mão quente dele tocá-la, ela o olha e ele a abraça. A neve cai lentamente, sem perturbação.
– Ta tudo bem, filha? — Disse Peter.
– Sim, só estava um pouco nervosa com a situação... — Diz ela.
– Entendo. Vamos, está frio aqui. — Diz Peter.
Elijah percebe que seu celular está tocando e atende. Oi. — Diz ele.
– Elijah, onde está o Klaus? Ele conseguiu a cura? — Diz a garota no telefone.
– O Klaus está preso, Rebekah. Preso em uma prisão para gente como ele.
Um fato interessante sobre Rebekah Mikaelson:
Ela é mais uma vampira original, irmã de Elijah e Klaus.
– Como assim ele ta preso, Elijah? Eu quero a cura e o Klaus, onde está preso? Tô indo ai agora!
– Calma! — Diz Elijah no seu tom mais formal possível — Ele está preso na caixa de Pandora, ele já causou muito mal, ele tem que parar.
– Caixa de Pandora? Ta brincando né? Eu tô indo para ai agora!
– Mas... — Ela desliga.
O grupo chega no Plarge. Elsa está com muito frio, então sobe para pegar um moletom. Todos sentam em um lugarzinho aconchegante no Plarge, a biblioteca, onde se encontra uma lareira, estantes recheadas de livros, poltronas e sofás, as poltronas fazem um círculo em volta de uma mesinha onde colocavam chocolate quente, livros, óculos, etc.
Possíveis casais visíveis:
Peter e Hook/ Peter e Rudy
Wendy e Hook/ Wendy e Katherine?
Jack Frost e Elsa Archbald
Katherine e Elijah
Merida e seu mal interior.
Rudy e Peter sentam um ao lado do outro, Rudy o abraça e ele deita sua cabeça no ombro dele. Elijah abraça Katherine e Wendy deita a cabeça no colo de Hook. De quem Hook gosta de verdade, eu não sei, não consigo ver nada além daqueles olhos azuis e sua barba perfeita. Elsa aparece, Wendy olha para Katherine e Katherine faz um sinal para ela fazer o que combinaram, então Wendy sai do colo de Hook e deixa Elsa sentar perto do Jack. Me parece, que elas estavam tentando juntar os dois, Elsa sorri, encanhada.
O grupo ouve uma explosão perto do Plarge e saem dali na velocidade de um vampiro, Hook olha com cara de: "Quanta emoção em um dia só" e os outros estão horrorizados. Um carro explodiu e Merida estava perto do carro que saltou do chão por causa do fogo. O sangue escorria em sua boca e ela fitava o grupo com um olhar ameaçador.
E no começo da rua Seele — Sim, o nome da rua onde o Plarge se encontrava, se chamava Seele -, uma garota aparece tentando fazer uma ligação. Merida a vê, e sai dali o mais rápido possível. Talvez ela só quisesse assustar mais um pouco mais o grupo.
– Elijah, por que não atendeu mais minhas ligações? — Disse Rebekah ao se aproximar de Elijah que estava encostado na parede de braços cruzados.
– Irmã, eu estava um pouco ocupado, assistindo uma garota explodir um carro. — Disse ele.
Rebekah franze a sobrancelha e fica com cara de quem não entendeu, ainda com o celular na mão e sua bolsa de oncinha pendurada no braço, ela olha para o grupo. Quem são? — Diz ela.
– Amigos novos. — Responde Elijah.
– Oi, vadia! Saudades. — Diz Katherine antes de abraçar Rebekah e dar um beijo na sua bochecha.
– Então, não vai me apresentar eles? — Diz Rebekah ao sair do abraço de Katherine.
– Esses são Rudy, Peter, Jack, Tyler e Stefan você já conhece, tem o Hook, o que tem barba. Aquela loira de farmácia é a Wendy — Diz Katherine rindo. — E... acho que ta faltando mais alguém, ah é, tem a Caroline 1.0 ali, que se chama Elsa.
– Gente, você é idêntica à Caroline Forbes. — Diz Rebekah.
– Longa história... — Diz Elsa.
Todos voltam para o Plarge, mas quando Rudy está quase entrando, Rebekah o pucha e ele fica para trás.
– Você — Diz ela o hipnotizando, ele fixa no olho dela e vê a íris do olho dela se abrindo temporariamente. — vai pegar a Caixa de Pandora do Peter, e vai me entregar. Você não vai lembrar dessa nossa conversa, agora, entre e acompanhe seus amigos.
Ele olha para ela depois do transe e ela sorri levantando os ombros e mostrando os dentes brilhantes.
Todos voltam para a salinha confortável na biblioteca, enquanto Rudy e Peter estão no salão do Plarge. Rudy paga uma bebida ao Peter e põe uma substancia nela, Peter bebe olhando para Rudy, ele se sente fraco e a ultima coisa que vê, é uma imagem manchada do rosto do Rudy olhando para ele triste.
Rudy pega o Peter nos braços antes que Peter caia da cadeira ao chão e o leva para o quarto, chegando lá, ele o deita na cama, vasculha os bolsos do Peter e acha uma chave, uma chave Preta e ondulada nas bordas. Ele procura no quarto algo que tenha uma fechadura, afasta tapetes, quadros, e nada. Ele pisa em um canto da madeira que range, ele escuta o som rangindo toda vez q pisa em um único local, então põe seu peso sobre esse local e uma porta abre do teto, uma porta quadrada e pequena, ele abre com a chave e encontra a caixa.
– Levar para Rebekah, levar para Rebekah, levar para Rebekah. — Diz ele hipnotizado.
Ele desce as escadas e espera Rebekah na frente do Plarge, ela vai ao encontro dele.
– Muito bem! — Diz ela sorrindo.
Ele entrega a caixa a ela, e ela abre. Klaus sai.
Ele olha em volta, confuso. Eu vou matar aquele viadinho — ele pensa.
– Klaus! Onde está a cura? — Diz Rebekah.
– Eu deixei no cofre na minha mansão aqui em Hamelin.
– Você comprou uma mansão aqui? Mas você só veio de passagem.
– E acabei ficando preso, não é? Então, cadê o Peter?
A boca de Rebekah abre prestes a falar algo, mas é interrompida pela presença de Merida segurando uma sexta de pétalas de rosas.
– Quem é ela? — Diz Klaus.
– Deve ser alguma vampira querendo fazer graça.
Merida se aproxima de Klaus e Rebekah, falando:
– Não deveria ter soltado ele, ele devia estar preso.
– Querida, quem que é você? Você sabe com quem está falando? — Disse Klaus.
– Você que deve respeito. — Disse Merida, seus olhos ficaram amarelos como os de um gato, ela apontou para Klaus e Klaus se ajoelhou aos seus pés. — Eu sou superior, e você não é nada!
– Essa garota... — Diz Rebekah, mas Elijah interrompe.
– Está possuída.
– Agora entende, não é? — Diz Merida.
O grupo todo percebe que algo está estranho e saem do Plarge, e se deparam com Merida segurando uma sexta de pétalas de rosas e Klaus ajoelhado aos seus pés.
– Agora sim! Agora está perfeito — Diz ela.
Merida passa a mão por cima das pétalas e as pétalas começam a flutuar, elas sobem até o céu se espalhando por todo o céu de Hamelin, as pétalas ficam negras e formam campo de força feito de pétalas negras sobre Hamelin.
– Eu amaldiçoou essa cidade. Todos os habitantes de Hamelin terão suas almas rompidas, suas almas irão sair de seus corpos e viver na Terra. Elas se manifestarão em forma de animais e se chamarão Dimons, vocês estarão ligados as suas almas, e se elas morrerem, vocês morrem. — Diz Merida lançando a maldição, enquanto estende a mão para as pétalas negras e Hamelin se pois a chover.
No momento em que a água tocou em cada cidadão de Hamelin, uma sombra saiu deles, se postando a seu lado e se formando animais. Tigres, leões, cachorros, panteras, corvos, pássaros, gatos, veados, ursos polares e até jacarés começaram a aparecer. Hamelin tinha afundado na maldição.
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