In Vein

14 Esperança


Os cidadãos de Hamelin estavam amedrontados, estavam perdendo as esperanças. Uma profecia dizia que alguém iria salva-los, talvez esse alguém tenha aparecido. Mas, aqueles que não sabem da existência dele, enlouqueceram.

Um homem num carro atravessava uma rua, dobrou na esquina próxima, parou no sinal de trânsito. Uma senhora passa com seu Dimon em forma de cachorro, ela anda bem de vagar, tudo o que ela queria naquele momento, era sair da faixa de pedestres e chegar ao outro lado, ela olhou para seu lado esquerdo e viu carros parados no sinal. Esperando.

Uma moto descontrolada com um homem barbudo por cima, avançou e não parou no sinal. A senhora parou quando viu a moto, e pensava que tinha chegado sua hora. Do outro lado da rua, avisto o Ziel, controlando a moto.

Tudo bem! Era o destino. Só que o destino que o Ziel cria, as vezes, é errado, e minha missão era protegê-los de mais mortes. Então abracei, de bom agrado, a pobre senhora e seu cachorro. Eu a protegi, mas a moto e seu motorista bateram em mim, com um impacto grande, mas tão grande, que ela explodiu, explodindo junto todos os carros próximos a ela, e explodindo todos os carros que estavam próximos aos carros próximos a ela. E assim, foram mortas todas as pessoas que estavam paradas naqueles carros.

Ziel me observa, ele sorri e aparece para mim, dizendo:

– Nunca, mas nunca mesmo, tente enganar o destino.

Ceify aparece no local, observa cada morte, ela deixa uma lágrima cair e enxuga. Ela olha para o Ziel, como um assassino olha para a vítima. Ela se aproxima dele de vagar, com os braços cruzados e da um tapa no rosto dele. Ele recebe o tapa com um sorriso.

– Oi para você também, irmã! — Diz ele.

– Você deve estar adorando não é? Me dando mais trabalho, Saukerl!

Ela olha para mim e sorri, olha para o Ziel e desmancha o sorriso. Ela trata de carregar todas as almas em seu colo.

...

Um homem com roupa preta, em uma moto preta, com capacete preto, para em frente deles, ele tira o capacete e mostra o seu belo rosto e seus cabelos negros. Ele sorri. Finalmente! — pensa ele.

Finalmente. — Pensa todos.

Ele desce da moto.

– Vocês sabem onde tem um hotel vago por aqui? — Ele pergunta.

– Tinha o Plarge, esse hotel. Mas parece que está tudo ocupado. — Disse Stefan.

O homem do correio aparece, entregando o jornal na porta. Wendy pega o jornal, abre e lê.

– Acidente de carro mata milhares de pessoas próximo ao shopping Prince Llui, esta manhã. — Diz Wendy lendo o jornal.

O gerente observa, ouvindo tudo, ele para e pensa. Um cliente viajou esta manhã, e pegou a mesma direção dos carros explodidos.

Uma mulher aparece na rua Seele, desesperada, gritando e chorando. Meu marido morreu — Ela grita. — Ele morreu!! Wenberg morreu!!

Wenberg.

O homem do quarto 312.

O gerente bate o sino que estava na mesinha.

– Temos um quarto vago! — Diz ele.

O homem entra no Plarge e aluga o quarto, ele pega a chave, balança mostrando para o grupo e sorri. Ele sobe para o quarto 312.

Todos se reúnem no salão do Plarge para almoçar. Escolhem uma mesa e sentam. A garçonete nova aparece perguntando o que querem. Elsa, Jack e Hook pedem comidas normais.

– Seu sangue! — Disse Wendy.

– O que?

– Me da o seu sangue! — Ela repetiu, desta vez a hipnotizando. — Você não vai gritar e não vai lembrar. — Ela morde o pulso da garçonete e suga o sangue. Katherine também, do outro pulso.

Rudy segura a mão do Peter, ele levanta, Peter levanta também.

– O que? — Diz Peter.

– Quero te levar na floresta, para caçar, se não se importar.

– Eu vou também! — Disse Stefan. Elijah se levanta e decide ir também. Wendy e Katherine idem, deixando Jack e Elsa a sós. Hook percebe que eles devem ficar sozinhos e leva o almoço para o quarto.

Todos foram para a floresta. Três adolescentes com os cabelos dos raios do sol, e dois vampiros com mais de 500 anos correndo na velocidade de um vampiro, na mesma direção, todos sorrindo. Parecia uma competição. Stefan vira para a esquerda ao avistar um coelho e morde o pobre bichinhos. Wendy e Katherine pegam um cavalo. Rudy e Peter outro coelho. Elijah só observa.

Plarge —

– Aqui está. — Disse a garçonete entregando a comida ao par de Icegy.

Elsa sorri.

Um som vem do fundo. Mais um clássico tocando em uma caixa de som.

– Não tem isso em Arendelle. Só pão. Só tem pão. — Diz Elsa olhando para a sua salada.

Jack ri descontrolavelmente, ele começa a soluçar e a bater na mesa com a mão. Elsa o olha franzindo a sobrancelha por um tempo e o empurra, ele cai da cadeira e quem ri é ela.

Ele levanta, limpa seu casaco azul e pega um pão da outra mesa e joga na cabeça de Elsa, de leve, o bastante para assanhar o cabelo dela. Ela fica séria, pega um suco de morango e joga na roupa dele, ele abre a boca, levantando os ombros e fechando os olhos. Ele retira o excesso do seu rosto e joga salada no rosto dela. Que acaba batendo na moça da mesa ao lado. Então ela joga uma coxa de galinha mirando no Jack, e acerta no homem da outra mesa.

Todos começam a assassinar a comida, jogando-a uns nos outros, e o salão inteiro vira uma grande marmita. Elsa e Jack se esbarram no meio da grande sopa de gente, rindo. Eles param de rir quando descobrem que estão com o rosto próximo de mais, Jack vai se aproximando mais, Elsa também. Os dois se beijam intensamente, no meio de uma chuva de comida, tudo fica lento, o beijo, gargalhadas, comidas voando. Até todos pararem e perceberem o beijo, eles assistem, vidrados. Jack e Elsa param de se beijar quando percebem que tem audiência. Eles sorriem, acanhados.

Floresta — Após Rudy e Peter tomarem o sangue de coelhos, Peter deita na grama, olhando para o céu azul e as árvores quase tapando o céu e a luz. Rudy deita ao seu lado, olhando na mesma direção.

– Você acha que vamos conseguir quebrar a maldição? — Diz Peter quebrando o silêncio.

– Acho que sim. — Rudy responde.

Rudy vira para o lado do Peter, deitando de lado. Peter observa o rosto dele, e se perde mergulhando em seus olhos. Rudy vai aproximando o rosto dele ao do Peter e Peter deixa os lábios dos dois se tocarem, os lábios se encontram, as línguas se conhecem, mordidas nos lábios são dadas e, o beijo acaba num selinho e um sorriso.

Rudy levanta e ajuda Peter a se levantar. O panda e o tigre olham só os observam.

– Ei, espera ai! — Diz o panda.

Eles correm até Rudy e Peter, Peter pega o tigre no braço e Rudy seu panda.

– Temos que dar nomes a eles. — Diz Peter.

– Biten. Seu nome será Biten. — Diz Rudy falando com seu panda.

– Que tal Thunder? — Falou Peter.

Então o grupo sai da floresta e volta para o Plarge. Eles vão ao salão e se deparam com uma marmita gigante. Eles vão para a piscina. Sim, o Plarge tinha uma piscina própria.

O homem misterioso aparece para eles, com o livro do Peter. O Bitchcraft, aberto na página 225 — Dimons. Ele se aproxima do grupo e diz que precisa falar com eles.

– Achei este livro no banheiro. — Disse ele. — E eu sei como quebrar a maldição.

– Banheiro? — Disse Katherine.

– Eu... joguei o livro no banheiro, não queria nada que vinha do Klaus! — Disse Peter. — Então você sabe mesmo como quebrá-la?

– Ao longo dos anos, eu visito lugares amaldiçoados, eu sou um bruxo. Eu procuro desfazer as maldições, mas essa, essa é complicada, vou precisar criar um novo tipo de sobrenatural, eu tenho um em mente. Mas preciso do sangue do meu filho. Que procuro à anos. — Diz ele

– Seu filho? — Disse Peter.

– Sim, meu filho, Christopher Archbald. Me disseram que ele virou imortal, e está morando aqui.

Peter o empurra, nervoso.

– QUEM É VOCÊ? — Diz ele.

– Eu sou seu pai, Peter! Seu pai.

– Mas meus pais foram mortos por um vampiro! — Disse Peter.

– Peter... Eu tive um caso com sua mãe, antes dela conhecer o seu pai. Ela engravidou, e o seu pai adotivo, decidiu te aceitar.

– Então como explica eu ser um Archbald? — Disse ele.

– Porque eu também sou, eu e sua mãe. Somos primos de 12º grau.

Peter fica nervoso, e senta na borda da piscina, olhando as águas se movimentarem.

– Por que não apareceu? Eu vivi mais de 900 anos sem pais, fui levado para um orfanato, com a promessa de que alguém iria aparecer e cuidar de mim, e ninguém aparecia. Ninguém. — Disse Peter.

O homem senta ao lado do Peter e toca o seu ombro.

– Eu te procurei esse tempo todo, fiz magia proibida para virar um imortal que não fosse vampiro. Tudo por você, foi por você! — Disse ele.

Peter chora. Ele limpa as lágrimas e fica sério.

– Ta. Agora quebra logo a maldição. — Disse Peter.

– Primeiro, preciso saber a fonte da maldição. — Disse ele.

– A fonte é Merida Vallent, ela está possuída pelo diabo. — Disse Wendy se intrometendo.

– Possuída? Então preciso de caçadores das sombras. — Disse ele.

– Caçadores das sombras? — Perguntou Peter.

– Caçadores das sombras, ou, como preferir, Shadow Hunters, são caçadores sobrenaturais que caçam e matam demônios, e quando um demônio lança uma maldição e depois é morto, a maldição é quebrada. Eu venho trabalhando nisso, tentando criar uma forma de criar esses seres, mas preciso do seu sangue Peter. — Disse ele.

– Pega, é seu. — Disse Peter mostrando o pulso a ele.

– Vamos criar alguns Shadow Hunters! — Disse o pai de Peter com um sorrisinho maléfico de lado.

Notas finais
Primeiro beijo Jelsa e segundo beijo Prudy