In Vein
10 Elsa Miller Archbald
Notas iniciais
Perder alguém não é uma coisa tão boa, na verdade perder alguém é como perder um pedaço de si próprio, mas ao perder alguém, você ganha outro alguém. Eu me deixo pensar — e gosto, inclusive -, que as pessoas estão fadadas à viver em uma vida natural, em que tudo tem um preço e um equilíbrio, o que você faz, você paga, mas o que você perde, você ganha.
Um breve resumo de como tudo aconteceu: Christopher Archbald, morou em Arendelle aos seus 21 anos, a rainha era uma mulher humilde, que quando podia, visitava os cidadãos de Arendelle, se vestindo como uma plebeia. Christopher, a observava, ele a amava de longe, sim, Christopher/Peter já amou uma mulher, e foi real. Eles se esbarraram em uma das visitas da rainha, Christopher a sujou de suco, sem querer e ele ofereceu a ajudar ela a limpar (O velho jeito de se conhecer alguém). Ela aceitou, os dois se conheceram, houve um momento de distração quando ela tomou banho na casa dele e bum, fizeram sexo. A rainha era casada. Christopher não poderia assumir a criança, e a rainha amava o seu rei. Então ela pediu para ele abrir mão de sua filha e para ele sair da cidade. Ele saiu, com o coração partido.
Toda lua cheia, os cidadãos de Arendelle, comemoravam a chegada da lua cheia, eles acreditavam, que era um tempo de cura e libertação. Enquanto a cidade toda festejava e comemorava o dia da cura e libertação, uma criança nascia. Seus cabelos loiros já estavam crescidos, aquecendo e cobrindo o couro cabeludo. A criança não chorava, ela acordou dormindo, fria como a própria neve, parecia estar morta, mas não estava. A rainha gritou de susto ao pensar que estava morta. Mas então a criança começa a tossir e cuspir sangue.
Eu estava do lado da criança e não a deixei morrer, ela não merecia morrer, não desse jeito.
A parteira com seu cabelo coberto por um pano e usando mantas para não sujar sua roupa, olha para a rainha com um olhar triste após lavar as mãos e entregar a criança à rainha.
– Ela se chamará Elsa! — disse a rainha sorridente.
– Majestade...
– Sim
– Sua filha...
– O que tem minha filha? Ande, fale
– Sua filha tem câncer, foram poucos os bebês que nasceram tossindo sangue, na verdade, quase nenhum nasceu assim, e os que nasceram, morreram de câncer, um câncer sem cura. Eu sinto muito...
Se tem alguma coisa pior do que um bebê com câncer, é uma mãe de um bebê com câncer. Eu vi as lágrimas descerem, eu ouvi gritos, eu vi pensamentos do futuro saindo do cérebro de cada um que estava no quarto. Todos desesperados, uma criança nasceu com câncer. “Minha filha vai morrer” — a rainha pensava.
E então a rainha e seu rei foram buscar ajuda aos duendes de pedra de Arendelle, ou, como gosto de chamar, os anões de pedra. Eles eram seres místicos que curavam doenças com magia, magia era a única forma de sobrevivência nessa época, era a antiga ciência.
– Ela está morrendo? — Disse um dos duendes.
– Ela tem câncer. — Disse a mãe.
– Acho que podemos ajuda-la...
Eles põem o bebê deitado em uma pedra larga, fina e redonda, colocaram pétalas de rosas em volta da menina e partiram uma planta ao meio perto do nariz da menina, para ela sentir o cheiro, a menina adormece. Eles giram em torno da pedra falando em uma língua diferente, lançando um feitiço. E então o brilho da lua foca na menina, e um feixe de luz encontra o caminho para se concentrar no bebê. Uma cicatriz azul aparece no pescoço da menina, uma cicatriz que mais parecia um desenho de uma brisa. Ela acorda, seus olhos mudaram de castanho claro, para azul gelo.
– Ela está viva, o câncer foi embora, mas tem um porém. Quando a lua decide tocar em um humano, o desequilíbrio acontece, e ele fica diferente. Não só na aparência, mas na alma.- Disse um duende.
– O que tem de diferente nela? — Disse a rainha.
– Ela desenvolveu o controle do gelo. Ela pode congelar qualquer coisa ao tocar, mas esse poder só se ligará quando ela chegar aos seus 10 anos. A cada século, alguém irá nascer, praticamente idêntico à Elsa, elas se chamaram Duplicatas, têm o mesmo rosto, cabelo e corpo, mas a alma, é outra. E quando completar 16, ela morrerá, congelada. Desculpe.
A rainha fica furiosa, ela pega a criança e sai dali o mais rápido possível. O castelo e todas as casas em Arendelle, foram colocadas lareiras, para aquecer tudo, e todo fim de semana à noite, os cidadão faziam fogueira, para a pobre princesa não congelar.
A princesa cresceu, ela rodopiava e cantava pelo castelo. Era uma aspiração para ela, desde pequena, completar 10 anos, ela não sabia ao certo o porque, mas ela tinha esse estranho desejo, e se realizou.
– Elsa! Venha aqui — Disse a mãe.
Elsa foi.
– Veja. — Disse a mãe pegando a mão da garota e pondo na barriga dela. — Está batendo, você vai ter uma irmãzinha, Elsa!
Elsa ficou feliz. Uma irmã, 10 anos, um baile. Tudo o que ela queria.
– Ela se chamará Mary Margaret — Disse a mãe.
– Esse nome é feio, mamãe! Eu prefiro Anna, o que acha?
– Anna... Anna! Está decidido então, ela se chamará Anna. — Concordou a mãe.
...
A princesa desce as escadas para ir ao encontro do tapete vermelho e de seu baile em comemoração aos seus 10 anos. Seu amigo, Kristoff, pediu para dançar com ela, e eles dançaram ao som de um dos clássicos no piano daquele tempo. Todos dançavam com os seus pares, estavam todos felizes. Até que...
– E ai, putaiada! Cheguei! — Disse Rainha de Gelo de outro reino ao abrir o portão do castelo.
– Ooooh! — Todos dizem espantados, alguns riem.
– Por que não fui convidada para essa bagaceira? — Disse ela.
– Eu sou tão diva e não fui chamada — Ela faz biquinho e abaixa a cabeça -, que pena — ela levanta e sorri.
– Você não é bem vinda! — Disse a rainha e mãe de Elsa.
– Eu sei, amor! Hora do meu presente... — A rainha de gelo estende a mão para Elsa criando uma fumaça branca em sua mão, prestes a criar um feitiço.
– Espere — A rainha, mãe de Elsa, interrompe — Não faça isso — Ela diz correndo até a rainha do gelo.
E então ela cria uma bola de neve em sua mão e arremessa no rosto da pobre Elsa. Mas antes da bola de gelo tocar seu rosto, Elsa se assusta, Elsa tem raiva, Elsa estende a mão tentando se proteger e acaba congelando todos do baile, com exceção para ela mesma e a rainha do gelo.
– Tive que fazer isso, para despertar a magia dentro de você, agora criança, escute bem, aos 16 anos, você morrerá congelada, então eu quero que saiba quem você é. Ao longo dos anos, uma linhagem de bruxas vagava pelo mundo afora, não qualquer bruxa, são bruxas Icegy. As Icegys, são bruxas que conseguem controlar o gelo. Como você, você seria uma bela rainha se não tivesse que morrer aos seus 16 anos, mas, é a vida...
– Espera, você é louca? Meu nome é Elsa Miller Archbald, e não controlo gelo nenhum, nunca controlei e nunca vou fazer...
– Então como pode me explicar isso, Barbie? Você é especial, acredite, você tem que desenvolver esse poder, ou então terá sido em vão.
A rainha de gelo sai do castelo deixando Elsa falando sozinha e todos se descongelam. O baile é cancelado. E Elsa não gostou nada dessa cena, ela era uma das poucas garotas que só queriam ser normais. É esse o lado ruim de quem tem dons especiais, eles querem ser normais.
Elsa se trancou no seu quarto, chateada, ela reflete na cena do baile e tenta por em prática o seu poder. Então liga o chuveiro e tenta congelar a água. Ela congela, mas explode o chuveiro e os pedaços se espalham por todo o banheiro.
...
5 anos depois...
– Meu nome é Elsa e eu sou uma bruxa... Não! Meu nome é... Elsa! E eu sou... Uma Icegy. É... — Ela repetia no espelho, ainda tentando se aceitar para se mesma. — Meu nome é... ELSA ARCHBALD, e eu sou uma... MACUMBEIRA!! — Após espancar o pobre espelho com suas palavras ela deu um soco no espelho e o quebrou. Elsa tinha um problema com sua raiva, como o seu pai, o Christopher.
– Elsa, mamãe ta te chamando... — Disse a pequena Anna.
Elsa vai ao encontro da mãe que está na entrada do castelo, a esperando. A mãe de Elsa, a rainha, está junto do rei, os dois com cara de preocupados.
– O que houve, mãe? — disse Elsa.
– Filha...
– Você vai morrer. — Disse o rei interrompendo a rainha.
Um fato interessante:
Você vai morrer. E não vai saber se ficou feliz ou não com isso.
– Bem delicado você — Disse a rainha com um tom sarcástico.
Anna abraça a irmã. Não quero que morra, eu te amo — Diz Anna.
– Eu sabia...
– Ham? Hein? O que? — Disseram todos ao mesmo tempo.
– Eu sabia, sabia que eu iria morrer aos 16 anos, a rainha do gelo, no dia do meu aniversário de 10 anos, ela me disse tudo... Tudo.
– Eu... Sinto muito — Disse a rainha a abraçando. — Mas tem como reverter isso, eu conheço uma bruxa, que pode fazer com que você não morra...
A rainha, o rei, Anna e Elsa vão ao encontro dessa bruxa para reverter a profecia que estava grudada em Elsa. Chegando lá, entraram em uma casa simples, como uma cabana. Olá... — Disseram. A bruxa aparece.
– Essa deve ser a Elsa. Vamos, não temos muito tempo — Disse a bruxa puxando a Elsa. — Que cabelo lindo, menina! Lacrou! — Disse ela observando uma mexa branca no cabelo de Elsa.
Elsa passa a mão no cabelo e percebe a mexa, ela estava morrendo. A bruxa se apressa, e Elsa é deitada de novo na pedra redonda, fina e larga, só que desta vez, estava de dia. transmutare in mortem immortales, transmutare in mortem immortales, transmutare in mortem immortales. — Repetia a bruxa conjurando o feitiço, o vento fica mais forte. Ela corta o pulso de Elsa, pega um pouco de sangue e faz um círculo de sangue em volta dela. TRANSMUTARE. — A bruxa termina.
– Estou casando com o diabo? Porque não sei bem se é isso que eu quero... — Diz Elsa ao ficar sentada na pedra.
– Silencio! Durma! — Diz a bruxa.
Elsa cai no sono. Tudo o que a bruxa fez, foi transformar Elsa em um ser imortal, agora, Elsa estava na lista da Ceifadora de Almas, a lista em que os nomes escritos no papel, fazem uma exceção para alguns humanos não serem levados pela Morte. O mesmo ocorreu com Anna, ela se imortalizou com a ajuda da mesma bruxa.
Antes dos pais de Anna e Elsa viajarem a navio e, provavelmente, serem levados pela Ceifadora de Almas na viajem, eles contaram a Elsa que ela não era filha do rei e desse dia em diante, Elsa sente um desejo profundo de conhecer seu verdadeiro pai.
...
3 anos depois...
A rainha veste sua roupa azul como o gelo e desce as escadas. No caminho entre o seu quarto e o grande salão do castelo, ela põe suas luvas, com um andar meio apressado. Chega ao salão, e sua irmã está segurando uma mala, ela entrega a mala à rainha e as duas se abraçam.
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