In The End Of Saturday

17 Part17: Na distância


Notas iniciais
Penúltimo capítulo. Me sinto tão triste T-T. Obrigada pelos reviews anteriores, pessoal!
E voltando a lembrar: Bem no dia em que eu postar o 18, vou postar também o prólogo da fic 1827. Espero que gostem se apostarem em mim outra vez ;).
Agradeço por continuarem comigo o/! Por isso, sigam em frente. Até as notas finais.
Boa Leitura!

...

O primeiro som de dor do dia foi ouvido por parte de um arruaceiro que há muito tempo estava se divertindo pela ausência do Demônio de Namimori.

-De joelhos.

O garoto gemeu e gritou pelos próximos dez minutos e era óbvio que ao pressentirem o perigo, o restante dos alunos já sabia: espalhar-se e não ficar em grupos de três. Não falar alto. Não olhar para ele nos olhos. Sair andando normalmente se ele ficasse à vista. Nunca correr, jamais!

O olhar do rapaz de 18 anos já era suficiente para fazer os herbívoros se porem em seu lugar. Ele estava formado, mas aquele colégio praticamente lhe pertencia.

Desde o momento em que pôs os pés em Namimori, seu primeiro passo foi ir para casa, o Templo. Em seguida, foi ver Sawada Tsunayoshi.

Sorriu de leve ao pensar nele. Foi muito divertido fazer o Vongola se dobrar de dor, pelo menos por alguns segundos. Apenas ver a expressão desesperada e os inúmeros pedidos de perdão e, em seguida, o bebê dizendo “Que patético, Dame Tsuna.” Só isso bastava para deixar sua semana feliz.

Bem, isso era um engano. Ele não estava nada feliz.

“Não que eu me preocupe com felicidade ou coisas do gênero. A Lei e a Ordem é tudo o que me importa.”

Hibari guardou as tonfas cuidadosamente. Arrumando a gravata que tinha adicionado em sua camisa social branca do uniforme. Logo ele estaria aderindo a ideia do terno também. Tinha gostado de usá-los.

-Hm. -repensou seus próximos passos e viu que novamente, quando estava presente, o corredores tornavam-se vazios. O eco dos passos ficava alto e por uns instantes Hibari sentiu nostalgia.

“Foi muito tempo mesmo.”

Deixando esses pensamentos indignos de lado, o Guardião na Nuvem sentiu-se de volta a costumeira rotina. Tudo entediante.

Voltou-se para a direção da sala do Comitê Disciplinar que continuava impecavelmente organizada. Isso era obra de Kusakabe, já que o vice também continuava fazendo suas patrulhas. Um aliado de fato.

Cada passo a frente o fazia olhar para o chão e os lados, certificando-se de possíveis danos. Aquele lugar tão amado, Hibari não queria que ele fosse destruído por aqueles seres fracos.

Havia um mínimo sentimento dentro de seu peito guardado desde a viagem. A emoção da luta ainda estava viva e ele queria poder estendê-la. Quase como pedindo para “Alguém, por favor, venha me enfrentar!”

Mas algo assim não faz parte da Ordem dentro de seu Colégio. Ninguém ousava, porque eram todos herbívoros. O Bebê não iria aceitar uma luta sem algo em troca. Essa era uma das poucas opções e Hibari queria agarrá-la logo de início, mas não era certo.

Teria que voltar para o Templo, cuidar do jardim para a próxima estação. Tinha que revisar todos os documentos do Comitê.

E dentre todos aqueles pensamento, não menos importante, estava Dino.

Seria até engraçado entrar na mente de Hibari e não ver o Chefe dos Cavallone por lá. Vire e mexe, aquela cabecinha de 18 anos voltava a lembrar dos momentos intensos entre os dois. Hibari ficaria envergonhado. Sentiria-se insultado e perderia totalmente a paciência. Sim, o loiro estava lá constantemente e isso era o que o deixava mais mal-humorado do que o normal.

-Hibari-san, sei que acabou de voltar, mas descontar nos alunos vai acabar matando-os. -dizia Kusakabe assim que o moreno atravessou a porta com seu passo imponente, mas com uma ruga entre seus olhos.

-Hm. -Hibari sentou-se em sua cadeira, lembrando-se da maioria das vezes que se sentou ali.

Olhando novamente aquela pilha, Hibari apertou os olhos lembrando-se do Haneuma de óculos revisando os próprios relatórios da Famiglia, e de como esperou pacientemente no sofá branco, vendo as feições do loiro daquele ponto.

“Ugh!” Hibari fechou os olhos, começando a admitir que estava enlouquecendo. Havia ouvido sem querer em algum lugar, talvez no teto da escola, que quando não se consegue tirar uma pessoa da cabeça de forma nenhuma, mas NENHUMA mesmo, é porque está se apaixonando por ela.

Claro, impossível. Hibari não aceitava uma resposta vaga assim. Sua mão afrouxou a gravata e retirou-a, deixando-a pendurada em volta apenas e abriu os primeiros botões da camisa, assustando Kusakabe, que apenas desviou os olhos.

-Saia. -Hibari mandou assim que viu o movimento. Não necessitava de explicações, o outro apenas o obedeceu, tendo consciência que não deveria mais voltar naquele dia. Isso também valia como castigo por tentar proteger os herbívoros.

Ao que a porta encostou, Hibari puxou a corrente para fora. Aquilo era de prata e o crucifixo, não fazia ideia, mas era consideravelmente pesado.

Sua atenção ficou presa ali por vários instantes, o material sendo enrolado e jogado para cima, apertado e todas as formas de se “brincar” com um objeto apenas para se distrair. Hibari parou, se lembrando dos beijos.

“Agh, estou me rebaixando como eles.” Hibari pôs a mão na testa. Não era justo, não tinha como estar perdendo até o controle de sua mente para o loiro, mas estava, reconhecia que estava.

“Não estou me apaixonando... Eu já tenho uma relação com ele. Relação?” Hibari mesmo não sabia dizer. Que relação? Amantes? URGH! Que palavra mais impropícia! Casal? PIOR AINDA!

Quando percebeu, já estava levantado arfando de raiva e os papéis espalhados no chão.

Pensava que já tinha aceitado. Pensava que já tinha se convencido de que apenas Dino teria alguns privilégios, como o acesso ao seu corpo.

-Hm?! -Hibari parou no tempo, parecendo voltar à realidade e ficou com muito medo. Procurou algum espelho, mas ali não havia nenhum. Voltou a fechar a gravata de qualquer jeito e saiu da sala, em direção ao banheiro masculino.

Lá, encontrou um aluno que o viu e já abriu a boca para gritar, mas o moreno apenas o segurou pela gola da camisa e o lançou para fora, logo fechando a porta com uma das tonfas.

Olhou para o espelho parcialmente espaçoso, dando visão até seus ombros. Relaxando a face, inspirou ar e voltou a repetir o processo de abrir a blusa. A gravata foi ao chão e sua blusa foi totalmente retirada.

Aquelas marcas roxas iam desaparecendo nas bordas, mas demoraria muito em vista que eram três. TRÊS! E Hibari conhecia bem o tamanho daquela boca. Um calafrio percorreu seu corpo e abaixo de seu abdômen algo se apertou.

O moreno apoiou a mão na pia, encurvando-se com a mão no baixo ventre. “Maldição!”

Quando foi que perdeu o controle nisso? Somente nas mãos daquele cavalo idiota. Mas nunca num caso desses, em pleno colégio.

Os vergões onde os dedos fortes do Cavallone haviam passado... Hibari sentiu que mesmo que não doessem, eles ardiam ao lembrar-se daqueles momentos ocorridos a praticamente dois dias atrás. Apenas dois dias e ele teria que sobreviver muito ainda.

A contragosto, contra todos seus pensamentos coerentes, continuou olhando para si mesmo, como que hipnotizado por aqueles machucados. Ele sentia-se masoquista e indecente, mas não podia parar. Sua própria mão acariciou-os, não recebendo a mesma satisfação de quanto estivera com aquele homem, mas agora isso era o que tinha.

Hibari mordeu o lábio por dentro, deixando sua expressão se mover de forma natural de acordo com que suas mãos acariciavam as laterais de sua cintura e subiam pelo abdômen até seu peito, esfregando seus mamilos e respirando forte. Não era igual, mas podia relembrar-se e sentir os dentes raspando e mordendo cada ponto, fazendo sua temperatura saltar.

O efeito não foi mesmo, mas foi suficiente, Hibari sentiu sua calça apertada e um instinto mais forte do que o de matar envolve-lo. Quase cegamente apoiou-se na pia, e respirou alto, como se perdesse ar, apertando seu mamilo direito e deslizando sua mão esquerda pela calça, esfregando o volume um pouco para não perder aquela sensação tão cedo.

O volume aumentou e entre suas pernas Hibari sentia seu membro esquentar e suas coxas tremerem. Queria logo... E queria agora! “Merda!”

Se perder o controle significava descer o nível, Hibari não tinha mais certeza se era hipócrita ou se apenas foi ignorante. Não importava muito, desde que foi ainda mais longe do que pretendia, após beliscar a pele rosada e desfivelar o cinto, sua mão direita desceu por um de seus glúteos, pressionando os cinco dedos fortemente e alcançando o indicador em sua entrada.

Sua expressão no espelho era lamentável e Hibari desejou a qualquer divindade que nunca permitissem ao Cavallone que um dia viesse a ter a ideia de fazer sexo olhando-se no espelho. Seria mais do que constrangedor.

Suas bochechas avermelhadas eram um crime. Seus olhos tremulavam e seus lábios estavam úmidos e entreabertos.

Nunca havia se achado tão sexy um dia... Não era egocentrista, mas sim, olhar para si mesmo daquela forma, seus cabelos repicados desorganizados e encobrindo o alto de seus olhos, e da forma como se contorcia ao se masturbar pensando no Haneuma. Era demais para suportar.

O dedo pressionou o ânus e sua mão esquerda desceu o zíper, apertando-se sobre a boxer preta com força. Queria chegar. Queria sentir aquilo de novo.

-A-a... -seu sussurro rebateu levemente nas paredes e Hibari não se sentiu mais seguro. Queria estar em sua casa, ou trancado em algum lugar. Mas ele estava se masturbando no banheiro do colégio, como um descontrolado herbívoro.

Apesar disso, continuou, a sensação do perigo o deixando ainda mais exasperado. Hibari forçou os dedos para dentro do tecido e agarrou seu pênis da melhor forma possível, movendo-os para cima e baixo e acariciando a glande. Sue olhar desceu, olhando o que fazia e se surpreendeu, vendo o pré-gozo descendo a carne avermelhada e pulsante.

Ficou facilmente excitado. Sem estímulos de outra pessoa. Por seu próprio pensamento lascivo.

Apertou-o, junto com o dedo indicador adentrando a abertura com certa força. Ardeu um pouco, mas já aceitava.

“Cavallone, isso tudo é por sua culpa.” Hibari rangeu os dentes, continuando aqueles movimentos viciantes e imaginando em cada ato como seria com Dino ali, o que ele sussurraria em seu ouvido. “Se gritar, seus amigos vão ouvir...” e sua resposta seria “A-Ahn, e-eles não-hm! São meus amigos... haa...” Algo assim.

-Hm! -Hibari encostou a testa na superfície gelada enquanto alcançava o orgasmo, cobrindo-o com a mão.

O rapaz parou o que fazia por trás e levantou a mão, abrindo-a, mostrando a consistência levemente pastosa e grudenta em seus dedos e em toda sua palma, quase a deixando pingar.

Lembrava-se de ver o Haneuma lambendo aquilo. O próprio moreno sentiu o gosto do Cavallone, ele mesmo tinha se oferecido e isso nunca sairia de sua mente. Aquele sabor estranho e tão novo, mas com um cheiro viciante e parecendo com leite.

Hibari sentiu seu interior tremer de novo e a vontade impulsionadora de ver como era o seu próprio. Tinha consciência de que Dino gostava e ele, que era tão novo nesse assunto, sentia-se incapaz de dar prazer ao mais velho. Sentia que devia, que era seu mesmo e não havia problema.

Mal pensando após esse último, sua língua esticou-se, tocando a ponta de seu dedo do meio, puxando o gosto superficialmente, ficando com uma linha ligando seu dedo a seu lábio.

Estranho, e esfriava rápido. Mas era bom, era muito bom.

Seria apenas ele, ou haveria todos os homens esse mesmo gosto? Hibari não notou que continuou a limpar todo o gozo de sua própria mão, chegando a chupar o dedo até o gosto sumir.

Hibari parou tudo, voltando o olhar no espelho. Sentiu um aperto em seu peito. Forte demais.

-Hm. -mas esse gemido foi para dentro, parecendo sofrido e dolorido. Hibari segurou seu pulso, sentindo-se fora do caminho e perdido totalmente naquilo. Sentia um terrível peso na consciência, como se tivesse cometido o pior crime do mundo.

Quando se deu conta, estava se limpando, ajeitando os fios do cabelo e saindo do banheiro com o olhar baixo.

Era terrível. Algo que ele nunca tinha sentido, contudo, conseguia sentir agora. Por que ele queria estar com o Haneuma. Queria viver intensamente. Queria se expor ao perigo e enfrenta-lo com suas forças brutais. E em seguida se deitar em qualquer lugar com ele e fazer sexo. Fazer amor e tudo o que tivesse direito. Queria bater nele, brigar com ele, acariciar o rosto dele e mordê-lo muito forte. Não tinha freio, só que o moreno apenas queria e não tinha como negar seus desejos e instintos.

Não tinha mais como.

“Esperar... Vai ser mais difícil do que imaginei.” Hibari armou as tonfas, visualizando sua próxima vítima.

xxx

As badaladas das três da tarde foram o mesmo que acordar Dino para a realidade. Naquele momento estivera olhando incessantemente para o sofá ao lado da lareira, ao que a caneca de seu café parada nos lábios estava ainda cheia.

O loiro desceu a xícara até a mesa de centro recém-colocada e se pôs de pé, caminhando até onde estiveram os dois na última vez. Seus dedos da mão esquerda, tocaram a superfície do sofá, como se analisasse para achar qualquer defeito, mas não havia nada. Apenas uma lembrança recente que Dino não conseguia esquecer.

-É como se eu estivesse tendo a época dos meus quatorze anos perdida. -Dino sussurrou para si mesmo, lembrando-se como foi o treinamento com Reborn e toda sua vida social já escassa reduzida ao Hitman arcobaleno.

Sua tatuagem reluzia contra a luz forte que adentrava pela vidraça que era como um mosaico. Dino sorriu levemente, sentindo-se um completo bobo.

Amava tanto aquele garoto. Amava mais do que tinha pensado. A sensação não só de sentir aquele corpo perfeito, mas estar ao lado dele, provocá-lo, desafiá-lo.

Não interessava nada de suas expressões e atos rudes. Para Dino aquilo era apenas uma forma de manter o resto afastado, como um pequeno animal que mostra os dentes e rosna. Mas Hibari tinha todo o potencial de ser o animal adulto.

-Hunf. -o loiro bufou, sentindo-se faminto. Não havia conseguido comer muitas coisas após a ida de Kyouya. Era como retirar um pedaço seu e ele sentia-se mais desanimado, como antes do jovem japonês ter vindo. Tudo entediante.

Apoiando a face direita no sofá, se sentou no tapete, passando os dedos pelos cabelos e respirando fundo, tentando encontrar o cheiro dele em algum lugar. Em algum lugar aquele cheiro precisava estar.

O maior sentiu-o em algum lugar, talvez em sua mente, mas foi o que fez diferença. Ele tinha dispensado Romário e pedido que o deixasse sozinho por um tempo. Nenhum subordinado se encontrava dentro da mansão.

Era perigoso estar aqui visto que pessoas como Mukuro poderiam facilmente entrar. Mas não. Dino não queria pensar nisso. Ele só queria saber de encontrar Hibari.

“Não posso esperar tudo isso...”

Esperar é difícil. Esperar é pra adultos. Dino rangeu os dentes, sentindo-se novamente tenso e excitado. Não podia entender como só a imagem do rosto de Hibari lhe causava tal efeito.

“Por que, Dío?” Dino apertava suas mãos entre os fios loiros, tentando descobrir telepaticamente o que Hibari fazia agora. Estaria vestido naquele kimono lindo e sensual olhando para o nada, ou mordendo herbívoros até a morte com um sorriso sádico? Tanto fazia, os dois o atraíam. Seu coração acelerado machucava e seu baixo ventre respondia ativamente.

Dizer “Até logo” não o deixou mais aliviado. Pensar em se encontrarem outra vez só antecipava aquele descontrole. Ele não conseguiria ser amável e paciente então Kyouya iria bater nele pela rudeza no fim. “Sabe... Não importa. Eu só quero amá-lo.”

Dino deitou-se de barriga para cima no sofá, olhando como era a visão do teto a partir daquele ponto. Seus olhos mel desviaram para baixo, sentindo-se um inútil de verdade, com uma ereção tão visível e pouca motivação para fazer aquilo sem seu companheiro.

Se levantou desnorteado, indo para seu quarto, o mesmo que havia sido reconstruído. Ao tocar na maçaneta, pensou um tempo e olhou para as outras portas do corredor. Mudando seu rumo, Dino adentrou aquele em que Hibari esteve hospedado.

Lira não estava mais na casa, graças aos céus, então não havia uma camareira e ele não tinha pedido para ninguém dar um jeito neste quarto e pediu a Romário que deixasse como estava.

Negando qualquer tipo de aviso de que se entrasse algo não muito casto ia acontecer, o loiro deu-se com o cômodo intacto. Hibari havia arrumado perfeitamente.

As colchas estavam dobradas aos pés da cama, junto com os lençóis e travesseiro, o terno que ele havia emprestado e o kimono que havia lhe dado.

Aproximando-se, Dino abriu as cortinas, deixando a luz entrar melhor. Voltou a olhar para o quarto e visualizou um pedaço de papel em cima da cômoda.

-Hm? O que é... -os dedos envolveram o que parecia ser uma carta e abriu-a. só havia sido dobrada uma vez e as poucas palavras foram o suficiente para Dino sentir-se mais encorajado a levar um dia após o outro até que chegasse a hora.

“Deixei as roupas para um caso de necessidade de volta. -Hibari K.”

O loiro sorriu largamente, se apressando em segurar o tecido azul-escuro do kimono, tão escuro quanto os olhos do ex-Líder do Comitê Disciplinar. Planejava guardá-los em seu próprio guarda-roupa, iria separar um espaço. Mas Hibari iria repreendê-lo.

Com essa dúvida, Dino apenas abriu o tecido, vendo-o novamente. Estava esquecido, mas não de quando o nojento Chefe dos Todd tinha feito o comentário pervertido e dado a ideia de por Hibari no Mercado Negro.

O cheiro que tanto buscava tocou suas narinas docemente. Kyouya era puro. Era doce.

Kyouya lembrava o aroma das sakuras, a liberdade dos pássaros, os caminhos sem direção das nuvens. Era tão fácil amá-lo. Seu jeito durão era tão fofo.

Dino sentiu-se abraçar o tecido e imaginá-lo ali. Mesmo que fosse apenas uma ilusão, ele gostaria de ouvir os comentários grossos e os socos, as tonfadas. Era porque aquele era Kyouya. Tudo o que ele fazia parecia ter um significado e isso agradava tanto Dino que mal conseguia distinguir o errado do certo.

“Uma vez que ele viesse à minha vida, eu teria me apaixonado de qualquer jeito que ele fosse.”

Dino deixou-se esparramar na cama e abraçou o próprio corpo com o tecido fino entre eles, acariciando sua pele.

Sua ereção continuava bem viva, mas não se sentia disposto a um banho. Pelo contrário, Dino adoraria se aliviar ali mesmo, com o contato do aroma e manter-se banhado na própria indecência pra não esquecer o quão forte era seu desejo pelo Guardião da Nuvem dos Vongola.

Os próximos segundos foram afundados no esquecimento. Dino sentia-se sonolento, abraçando em sua mente aquele pequeno corpo que resmungava do quão forte era seu aperto. Ele gostava daquela voz.

“Diga mais Hibari... Diz que me ama...” Dino tentava, e tentava novamente, mas em sua cabeça a imagem de Hibari só conseguia dizer “Se disser isso outra vez eu vou te morder até a morte.”.

Isso o fez rir alto, revelando o fato de que o Cavallone só conseguia pensar em coisas em que Hibari estivesse presente. Aqueles relatórios e nem o fim que se deu ao dinheiro roubado na operação, além das inúmeras cartas que chegaram indagando sobre sua participação na cilada de Mukuro.

Tudo estava uma merda, mas Dino entendia claramente sua responsabilidade.

Entre escolher ficar e proteger toda sua Famiglia bravamente, ou dar um tempo no Japão para o assunto abafar, sendo punido por Reborn e ficar com Hibari... Claro que a segunda era mais dolorosa, mas era a que mais o satisfaria.

“Nem que eles ficassem furiosos. Eu só queria estar lá.” Contudo, Dino sentia-se fortemente testado. Não podia sobrepor seu egoísmo às necessidades das pessoas. Hibari era forte e orgulhoso. Sobreviveria.

Bastava agora o próprio Chefe dos Cavallone se convencer de ser capaz de suportar a distância entre eles.

Sinceramente, ele não estava aguentando nem segurar o orgasmo estimulado apenas pelos pensamentos pervertidos...

Quem sabe quanto tempo mais ele aguentaria? O loiro se resolveu ao dobrar o kimono e colocá-lo de volta de onde pegou, correndo até o banheiro daquele mesmo quarto.

“Até breve, Kyouya. Me aguarde, por favor.” Pedia.

Continua

*Propaganda*

-Hibari-san? -Tsuna.

-O que quer herbívoro? -Hibari.

-Você viu o que a Kiri-san está planejando? -Tsuna treme da cabeça aos pés. -Ela vai tirar nossas virgindades.

-Só a sua, a minha já tirou alguns capítulos atrás. Vou te morder até a morte, herbívora repulsiva! -Hibari *tira as tonfas*.

-Eu tenho a Golden Eyetooth comigo, você vai aprender a me obedecer com certeza na próxima fic, Hiba-kun!! -Kiri *tira as pistolas do personagem Lupus do Game Grand Chase*.

-Cale-se e encare sua morte lenta e dolorosa! -Hibari avança.

-UWAA! -Kiri *põe Dino na frente e que leva um cacete literalmente*.

-Quem mandou entrar na frente. -Hibari *chuta o Cavallone para um canto*.

-Então, se prepare, pois na fic “Before the Beginning Happen” você vai ser muito abusado. -Kiri *aperta as bochechas de Hibari fortemente*.

-UGH!

-Isso mesmo. Agora, fiquem ligados. Semana que vem, inicia-se. -Kiri *pisca para o público*. -Jaa na.

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Notas finais
Yosu. É isso aí. O penúltimo. *CHORA ETERNAMENTE* Estou muito, muito, muito, muito, tristeeee! E muito feliz também por terminar. Deus do céu, eu já estava seca de tanto espremer ideias. Essa é uma das minhas menores longfics. Eu normalmente faço 20 capítulos para cima.
Bem, eu agradeço a todos que chegaram até aqui e que vão acompanhar o final empolgados tanto quanto eu, que também não faço ideia por enquanto de como será.
Só sei que foi ótimo escrever e que cada review fez meu coração saltitar. Estou aguardando seus aparecimentos e suas opiniões. Para mim, desde que vocês tenham lido já completa meu ser *-*!!
Beijos minna-san, ciao ciao!