In The End Of Saturday
15 Part15: Em seus braços
Notas iniciais
É o clímax finalmente! Vamos ver agora o que acontece com o Hibari. Espero que curtam.
Boa Leitura!
A vista da mansão dos Todd era mesmo um pouco diferente da outra vez. Hibari não a tinha visualizado tão bem como a dos Cavallone, mas se recordava dali até que bem de alguma forma. O que era antes destroços daquela breve luta nada mais era agora do que um território tomado pelo Governo.
Tudo em seu lugar. Restaurada e mantida como um patrimônio público atualmente, no momento bem fechado o que rendeu algum tempo para o Guardião se infiltrar, o lugar se mostrava um pouco mais sombrio e silencioso, o que não era de fato um problema para Hibari.
Sua figura contra a luz esmaecida das lâmpadas projetava uma tímida sombra; estava de dia e a mansão estar completamente fechada e escura. Hibari usou-se de sua percepção e total concentração para achar o escritório onde havia aquela cúpula enorme em que Dino estava preso.
O som da sola do sapato o incomodou um instante. Por mais leve que pisasse o som do couro dobrando sempre o traía. Ele seria capaz de lidar bem com qualquer inimigo, tinha certeza, mas ser discreto num país desconhecido era o melhor a se fazer.
A porta estava trancada. Hibari alcançou um arame modelado de dentro do bolso de sua calça e rapidamente fez o processo de destravar a porta. Não tinha manias de invadir locais, pois era contra seus princípios, mas com certeza não iria destruir uma porta inutilmente, especialmente por ela pertencer agora ao público (ele precisa manter a paz e a segurança não é?).
O som de clique permitiu-o entrar cautelosamente. Por mais que não tivesse ninguém ali deveria tomar muito cuidado. Mukuro era traiçoeiro e poderia programar qualquer emboscada.
O local estava um pouco mais escuro do que de costume, a luz do local estava sobrenaturalmente esmaecida. O som de seu coração podia ser ouvido de todo seu corpo e Hibari movimentou lentamente as tonfas para uma posição defensiva mais preventiva. A cúpula acima de sua cabeça embutida no teto estava vazia, mas como seus olhos levantaram e abaixaram, uma figura surgiu sobre a mesa de pernas cruzadas.
-Você!
-Ah-ah-ah... -o dedo indicador da mão enluvada se movimentou negando. -Silêncio, pequeno. Logo logo colocarei você para dormir.
Num pequeno salto o homem de terno e cabelo roxo se pôs de pé e com seu passo silencioso se aproximou, vendo cada ângulo possível de sua vítima. Um sorriso zombeteiro cruzou seus lábios finos e seus olhos bicolores estreitaram, assim como os do próprio invasor.
-Está apresentável. Veio preparado para a ocasião, Hibari-kun?... Que bom, você vai se surpreender. -Mukuro levou a mão esquerda aos lábios mordendo a luva sensualmente. Hibari sentiu seu sensor de perigo vibrar mais alto.
-Vou te morder até a morte. Isso é tudo.
-Então... Venha... Kufufufu...
Uma risada extensa percorreu o ar preenchido de sons de lâminas e metal.
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Aquela entrada bem marcada como dito foi suficiente para que Dino sentisse um calafrio. Enquanto ele estava ali para comprar alguma coisa que desconhecia Hibari estava sozinho naquele lugar que foi o palco de suas torturas. Não o confortava mais saber que Hibari era o Guardião da Nuvem. Além disso, um pressentimento ruim tomou sua mente assim que ele, Romário e Colonello entraram. Mukuro era ardiloso. Ele estaria ali mesmo? A informação de que ele que estava encabeçando o leilão era verdadeira?
Sem saber, sem opção e sem tempo, restou adicionar sua presença no meio de uma quantidade incrível de homens bem vestidos, sob a fumaça espessa de charutos e olhares venenosos uns aos outros. Havia um pequeno palco redondo e vazio no meio do salão excessivamente escuro. Ali circulavam mulheres sensuais e mascaradas que distribuíam a bebida. Seria vinho, ou alguma vodca. Grandes lustres iluminavam a sala numa luz esmaecida o suficiente para o local não ficar imerso em trevas.
A figura imponente em um conjunto branco, jovem e bela de Dino Cavallone se prostrou nas primeiras fileiras com seu ar de sensualidade e superioridade. Naquele tipo de evento o melhor a se fazer era se garantir de que os outros ficassem reclusos em disputas. Esse era o primeiro passo para se ganhar num Leilão Negro.
Yamamoto tinha ficado de tocaia em um prédio próximo. Para Tsuna foi melhor apontar que não seria bom envolver o Guardião da Chuva diretamente, pois poderia ser marcado pelas outras Famílias assim como Hibari.
Dino não se esqueceu de nada. Ficou relembrando mentalmente todas as palavras de aviso do irmãozinho, um pouco preocupado por causa de algumas bem estranhas.
“Aconteça o que acontecer, não perca a calma. Você não deve lutar. Por favor, Dino-san, confie em mim e nos outros.” Pela web can Dino notou a seriedade na situação, captando em Tsuna algo que ele desconhecia naquela missão. O máximo que poderia fazer então era cumprir seu papel. Mas algo em saber que Hibari não estava ao seu lado agora o perturbava de verdade.
-Boss. O anfitrião chegou. -comentou Romário discretamente, apontando com os olhos uma porta do outro lado ao fundo. Das sombras que se formavam naquele canto sem iluminação uma figura alta e despojada entrou com passos que chamavam a atenção.
Assim que o sorriso ficou claro para Dino, foi como se tivessem levado um tapa, confirmando a traição. Colonello em seu ombro bateu a mão com cuidado, falando para Dino se acalmar.
Mukuro estava ali, bem de pé e com um sorriso típico, num terno arroxeado como o de um apresentador e os cabelos penteados pra trás. Estava radiante ao que parecia.
Assim que os olhos heterocromáticos pousaram rapidamente em Dino, eles sorriram malignos como o demônio. Dino não conteve-se em roer os dentes por dentro. Algo estava realmente errado e cada vez mais a tensão em volta de si aumentava. Algo o irritava profundamente na cara do rapaz e estava profundamente com medo de ser o que estava pensando.
Aquilo não iria demorar muito, mas, obviamente, quando o leilão era de um item único, o qual interessaria aos Chefes com certeza, o evento não parava somente no Leilão.
Normalmente aconteciam várias batalhas no mesmo dia e ocorriam tentativas de se obter o item por meio da força. Certas vezes isso provocou a destruição de algumas Famiglias.
A segurança do item não era garantida pelo dono anterior, então se fosse algo muito valioso, a Máfia lutava a finco para tê-lo não importando o método.
-Normalmente é armamento bélico. Porém, essa área no Mercado Negro está trabalhando mais com contrabando, medicamentos ilegais, entorpecentes e órgãos. -falava baixo Colonello lembrando-se das fichas e das listas de nomes.
Dino engoliu em seco. Se o item fosse uma dessas coisas ficaria muito mal para ele somente estar ali. Logo ele que tinha abandonado aquele lugar e prometeu a si mesmo que não voltaria.
“Espero que isso valha a pena.” Pensava cruzando as pernas e bebericando de um vinho suave.
-Mas não se esqueça dos escravos. -falou o bebê loiro apertando os olhos.
Sim. Dino apertou os dedos no cristal, marcando-o. Estava irritado também. Ter que lidar com algo de tal magnitude não era bom, ele sentia-se violando as alianças que tinha com a Vongola, apesar de ser o próprio Décimo que pediu o auxílio.
“Tudo para pegar Rokudo Mukuro.”
Bem. Isso era o que o Chefe Cavallone acreditava.
Quando a voz do rapaz de cabelos roxos soou pelo lugar naquele tom melódico e arrastado, toda a atenção se direcionou para o pequeno palco, que passou a ser envolvido por luzes mais concentradas, os lustres ficando ainda mais esmaecidos, quase apagando.
-Sejam bem vindos, senhores. Podemos começar o nosso evento a partir de agora.
Uma moça mascarada subiu ao palco, de onde no teto descia uma corda longa e firme vermelha, e parou ao lado de Mukuro, polidamente segurando a corda.
A atmosfera de fumaça era preenchida por sons de respirações pesadas, o que levava Dino a pensar que nem os outros chefes sabiam de que se tratava o item.
Assim que o braço da moça se moveu e os dedos de unhas pintadas em negro puxaram a corda, longas cortinas desceram do teto, tomando todo o palco, impedindo a visão dos que estavam fora.
“O que será?” Perguntava-se o loiro com as batidas do coração percorrendo as veias de seu cérebro dolorosamente.
Colonello piscou indiferente, olhando de Dino para o palco e pegou um celular, discando um número. Ele deveria agir agora, mesmo sabendo que nada ali escapava do olhar de Mukuro. Afinal, era tudo parte de um bom plano.
“Aqueles que permanecerem na disputa. Esses são aqueles que nós vamos investigar. Então faça com que Dino-san lute bravamente para consegui-lo.” Reborn disse calmamente para Colonello antes de embarcar.
“Tem certeza que podemos ‘usar’ eles desse jeito?” Perguntou o loiro incerto. Ele era também um bravo guerreiro, mas aqueles métodos não faziam parte de sua atuação.
“Precisamos ser convincentes. Quem fingir melhor é quem ganha e a partir disso, a surpresa é o elemento chave. Assim que todos descobrirem do que se trata, é muito óbvio que todos vão pensar duas vezes: se é uma armadilha ou se é uma grande oportunidade. Quem vai arriscar? Quem vai colocar seu nome em perigo? Quem quer destruir a Vongola? Não acha que é a jogada perfeita?” Reborn pronunciou todas aquelas palavras com um sádico sorriso. Colonello nada fez além de suspirar.
“Desde que dê cobertura... E garanta que vamos sair ilesos. Acho que posso confiar em você, kora!” Colonello bateu a cabeça na de Reborn.
Um sorrisinho saiu por aqueles pequenos lábios.
“Parabenize o Tsuna. A ideia foi dele.”
Os olhos mel de Dino se manteram firmes. Não podia dizer que aquilo não lhe ocorreu. Não. Na verdade, aquilo foi a primeira coisa que passou por sua mente. Era óbvio.
Por ser óbvio e por confiar demais em Reborn aquilo aconteceu.
O Cavallone respirou com cuidado, usando todo seu duro treinamento para controlar sabiamente suas emoções.
“Se Tsuna disse com tanta certeza que eu não devo atacar sob nenhuma circunstância, é porque eles têm um plano. Mas não importa o quanto eu olhe pra isso... É quase impossível eu não me mover.” Dino mordeu os lábios por dentro, seu coração começando a acelerar e a doer.
Lá estava. As cortinas subiram novamente, mostrando uma pessoa ajoelhada abaixo de Mukuro, completamente acorrentada. As canelas e os pulsos presos uns ao outros com fortes algemas, os grilhões envolvendo seu corpo de forma que não conseguisse se mover subindo até seu pescoço envolvido também por um envolto de metal bem trancado.
Uma mordaça em sua boca impedia qualquer tipo de movimento. Estava desacordado por enquanto, e isso aliviava os presentes.
O prisioneiro, que estranhamente tinha os cabelos úmidos, estava com o corpo suado, suas vestes todas desarrumadas, que Dino reconheceu como sendo a camisa e as calças do terno — ressaltando que o moreno estava sem sapatos ou meias. Havia vergões vermelhos onde seus membros estavam presos. Marcas roxas sobre o peito visto pela abertura da camisa branca. E dos lábios marcas secas de sangue.
Dino rangeu os dentes por dentro da boca “Como ele conseguiu fazer isso?! É impossível ter apanhado tanto assim!”
E finalmente, quando Mukuro levantou a corrente que prendia-se ao pescoço do moreno, puxando violentamente o corpo de Hibari mais para cima, Dino apertou as mãos no braço da cadeira, começando a perder seu controle gradualmente.
-E aqui está, senhoras e senhores, o nosso valioso item do dia.
Foi como se todas as respirações parassem e tudo em volta silenciasse apenas para que aquela pessoa não abrisse um único olho. Sorrindo maldoso, Mukuro começou.
-O Guardião da Nuvem dos Vongola.
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O silêncio se transformou em vários murmúrios. Como esperado, não havia nada mais assustador do que fazer suspense sobre algo tão valioso como levar a leilão como escravo um Guardião, especialmente aquele que era a lenda dos Vongola.
Dino respirou fundo. Logo as conversas interligaram-se, os comentários envolvendo a Famiglia de Tsuna e a de Dino, sobre o estranho fato de Dino ter reaparecido do nada e o apresentador ser sem mais nem menos, e sem truques, o próprio assassino de uma Famiglia inteira, Rokudo Mukuro, que agora supostamente agia como Guardião da Névoa dos Vongola.
O elemento surpresa foi o suficiente para deixar todos chocados e sem levantar um dedo contra o apresentador. Logo, apareceram alguns Braços Direitos pelo pedido dos Chefes para debater sobre aquele “item”.
-Ele pode não ser realmente o Guardião da Nuvem.
Mukuro sorriu para um deles, girando um bastão nos dedos com cautela e sem apresentar ameaça.
-Gostariam de provas, não é? De qualquer forma eu já imaginava que isso viesse a acontecer, então lhes sugiro se acomodarem bem. O Palco, por favor. -Mukuro falou alto levantando o bastão.
Um ruído tomou conta de todo o extenso salão e onde era aquele minúsculo palco aumentava de tamanho com novos palcos se formando dos lados até que tomasse uma extensão de 20 metros quadrados. Mukuro, ao centro, ainda comandando o japonês alheio a tudo como se fosse um pequeno animal, sorriu maldosamente.
-Vamos promover um show! -Mukuro se alegrou ao dizer, no mesmo momento em que grades de ferro começaram a cercar o novo palco como se fosse todo programado para isso. Nada muito diferente do ringue de luta de Ryohei na Batalha dos Anéis Vongola, apenas bem maior.
Dino olhava para Colonello como que buscando alguma dica do que fazer em seguida e, com um alívio, foi que o arcobaleno lhe tocou o pescoço falando baixinho.
-Apenas aja como se não o conhecesse. Ninguém realmente sabe de sua relação com o Hibari, então o acidente que se espalhou de três meses e meio atrás foi reconhecido como Hibari vindo com objetivos próprios e apenas como coincidência você estar lá. Mas acredite, muitos Chefes ainda desconfiam disso.
-Entendo. O que Mukuro está aprontando com esse ringue?
-Ele deve querer provar que o Hibari é o Hibari, então preparou isso especialmente para que ele pudesse lutar sem fugir. Provavelmente Mukuro vai atiçar o Hibari com alguma coisa que o fará usar toda sua força. Não interfira, Dino. Hibari também vai fingir que não te conhece.
-E como ele sabe que vai ter que fingir? -Dino arqueou a sobrancelha sem saber por que estava obedecendo ao arcobaleno sem pensar duas vezes. Se dependesse dele seria fácil simplesmente pegar Hibari e sumir dali sem ao menos ser percebido, mas Tsuna falou com tanta convicção que conseguiria completar essa missão. Dino se encontrava em um dilema muito difícil. Confiar em Tsuna plenamente sobre aquilo, ou seguir em frente com sua própria decisão a seu modo.
Ele não sabia. Era horrível não saber. Quando seu amor está em jogo, literalmente, é ainda mais difícil de raciocinar, ainda que com Hibari não exista um raciocínio correto para se lidar.
-Tudo bem. Eu devo lançar?
Colonello indicou que não.
-Ainda tem essa prova que o Mukuro quer aplicar. Vamos ver primeiro o que ele está planejando.
Dino assentiu, o coração na mão. Mukuro sorriu abertamente, estendendo os braços aos Chefes curiosos e ainda muito apreensivos. Certamente que ter um Guardião fortemente preso é mais confortante, mas a incrível fama da Nuvem dos Vongola deixava a todos com um pé atrás.
-Para obter poder, buscá-lo será o melhor a se fazer. Não há truques. E a forma usada para desvendar apenas a verdade... Ficará a cargo de vocês, senhores. -Mukuro sorriu de ponta a ponto, quase sadicamente, seus olhos apertando-se. -Mandem seus lutadores. Nosso item em breve acordará. O efeito dos soníferos passou. Quem arriscará?
O rapaz perguntava olhando todos os lados. Os homens indecisos passaram a apostar na ideia e já mandavam seus representantes.
-Dessa forma acho que vocês podem se convencer, não é? Basta um. -Mukuro apontou-lhes o dedo.
Os homens entreolharam-se e novamente as discussões iniciaram. Dino fitou Colonello, que apenas balançou a cabeça em negativo.
Mukuro finalmente puxou para dentro o candidato escolhido. Um homem alto e musculoso, em suas mãos um bastão de ferro. O ilusionista pareceu se deliciar em ver que tipo de pessoa era a que Hibari deveria enfrentar enquanto aguardava o momento para destravar as correntes.
Agora, esperar já não era mais necessário. Mukuro olhou o relógio. O efeito passou naquele segundo e então, com uma velocidade impressionante, se desfez e sumiu de dentro do local, sabendo-se do sono leve que Hibari tinha.
O homem deu um grito de guerra e avançou, o que foi suficiente para os olhos finos entreabrirem-se felinamente e cruzar as correntes penduradas em seus braços, travando o bastão.
-HA?! -exaltado o homem gritou. Sua face era carrancuda e era o tipo de lutador pesado, não era ágil. Além de tudo era apenas um teste.
Mukuro estava neste mesmo momento sentado em uma das mesas vazias junto ao público e sorria levemente, lançando olhares a Dino de vez em quando. Todos os olhares estavam imersos na grande jaula para perceberem qualquer coisa.
Hibari, como de costume, o afastou e se levantou devagar. Seu tempo para recuperação era curto e ele estralou o pescoço, sentindo gosto de sangue em sua boca. Seus braços estavam pesados por aquele ferro todo pendurado em si, mas ele não era tão fisicamente forte para se livrar deles como se fosse um monstro.
O Guardião da Nuvem parecia ter simplesmente ter acordado como em qualquer manhã. Foi isso que Dino imaginou, tanto pela forma como ele quase se espreguiçou e pela forma como ele estava irritado por estar na frente de uma plateia -multidão, pessoas- e dentro de uma jaula. Ainda por cima, um herbívoro o atacou enquanto dormia. Insolente.
-Herbívoro... Vou te morder até a morte por atrapalhar meu sono. -Hibari segurou as correntes, já que estava desprovido das tonfas. Não havia outra maneira, apesar de nunca ter tentado, e então foi que Dino apertou os olhos.
Longas correntes. Duas longas correntes em seus braços. Era mais do que suficiente, não era?
Hibari moveu-se numa corrida rápida e saltou na barra de ferro, usando-a como impulso, para socar certeiramente a face esquerda do brutamonte, então “estalar” as correntes no chão e as jogar à média distância, enrolando-a nos braços do monstrengo e o lançar contra a jaula.
Digamos que foi um nocaute.
E nocaute mental em Dino também, que vira sua técnica com os chicotes ser literalmente reproduzida com correntes.
“Esse garoto... Não existem maneiras de não ser o Kyouya... É ele.”
Colonello pareceu um tanto impressionado também, mas sua atenção correu para Mukuro, que tinha um enigmático sorriso.
Em seguida, com o corpo do homem ensanguentado e com vergões nos braços, além da marca roxa do soco, estirado no chão de cara para o público... Os homens que assistiam viram um terrível olhar por parte do Guardião.
Não é humano. Talvez esse fosse o pensamento que percorreu pelas mentes espertas de todos os presentes. As mãos se apertaram nos braços das cadeiras e o Cavallone manteve-se impassível, vendo aquele belo e sádico olhar parar em si também.
Havia acusação ali. Era leve, mas logo ela desaparecia. Era sobre o quê?
Dino fechou os olhos um instante. Você demorou, palhaço. Não me faça esperar. Esse era o pensamento mais claro que tocou sua consciência. É. Hibari era do tipo que falaria isso, então Dino sorriu de canto também.
Colonello assistiu o passo e as palmas que Mukuro dava de volta, encarando Hibari frente a frente enquanto os ouvia sussurrar.
-Venha aqui dentro, verme, vou mordê-lo até a morte. -Hibari dizia venenosamente, apenas querendo alcançar sua vingança.
-Apenas espere um pouco mais, pequeno. -Mukuro tocou a testa de Hibari por dentro da jaula.
Dino e Colonello no mesmo instante arregalaram os olhos. O Cavallone colocou a mão dentro do casaco, onde estava seu chicote e o arcobaleno já discava outro número.
O arcobaleno loiro respirou fundo, lembrando-se das instruções e pedindo mais tempo ao Cavallone.
“Se ele fizer isso, acredite, podem sair de lá o mais rápido possível, pois já descobriram que é tudo uma farsa.” Colonello se lembrava duramente.
Dino apertou o chicote e suou.
-Romário, fique pronto. -seu aviso visual chegou ao Braço Direito.
Eram muitos que estavam já esgueirando as mãos pelos ternos, mas Hibari estava naquela jaula e juntos seriam mais do que suficientes.
Mukuro deixou Hibari e sorriu para todos.
-Quem começará os lances?
E as luzes apagaram totalmente. No segundo seguinte houve uma breve troca de tiros e os sons dos disparos atingiram mesas, vidros e lustres. Houve vários barulhos e alguns berros de dor.
Dino se agachou pelo chão e se arrastou do melhor jeito possível, até o centro do salão. Hibari já devia estar tentando escapar.
Depois começou uma correria e a busca pelas luzes. Dino alcançou uma barra e chamou.
-Kyouya.
No segundo seguinte sentiu um soco forte no queixo. Usou o chicote tentou rebater quem quer que fosse, mas a corda apenas enrolou-se e soltou.
“Sem luz é ruim!” Dino estalou o chicote distante, distraindo o adversário e ouvindo os passos correndo em sua direção. Ele arriscou dar um salto curto para o lado e esbarrou em outro corpo, que estranhamente apenas agarrou sua mão e colocou algo entre seus dedos.
-A chave.
A voz era inconfundível. Aquele ali era Mukuro e logo depois Dino sentiu a fechadura da gaiola bem rente a sua mão esquerda. Não perdeu tempo em abrir e chamar novamente.
-Cale a boca, herbívoro. -o moreno passou ao seu lado, segurando sua camisa e começou a arrastá-lo para fora dali como se soubesse exatamente para onde ir. Como ele conseguiu se livrar das correntes?
Colonello fez contato e logo conseguiu achar uma rota de fuga pelas ruas, que no momento estavam repletas de membros das famílias a postos caso algo acontecesse.
O arcobaleno e Romário logo seguiam pelo local onde Mukuro havia entrado no início do leilão e foram derrubando quem encontravam.
Dino não soube exatamente o que aconteceu, mas num segundo para o outro, estava saindo despercebido com Hibari usando o local de onde a jaula saiu, pelo chão. O japonês sabia onde se encontrava o dispositivo para movê-la e parecia exatamente o que ia encontrar. Não era como se ele tivesse sido nocauteado antes, pois conhecia todo o lugar.
Um prédio que possuía um subterrâneo comparado a um hotel luxuoso. Dino não poderia dizer que se surpreendeu, mas simplesmente eles saírem num corredor com um tapete vermelho e paredes perfeitamente limpas, com luzes de lustres absurdamente caros, o loiro não entendia muito do que estava havendo.
Hibari avançava, nem parecendo ferido. Bem, isso era normal dele, mas nem um cambaleio?
-Como chegou aqui tão rápido, Kyouya? Você tinha ido para a Mansão Todd.
-Não importa. -a resposta fez Dino arquear a sobrancelha.
Porém, antes de perguntar mais algo, surgiram dois homens armados e parecendo feridos num cruzamento de corredores. Olharam para Dino e Hibari e nem tiveram tempo para gritar. Hibari lançou um golpe direto, espantando um deles com o chute no estômago e o outro nem conseguiu mirar, levando um soco que completou dois olhos inchados e roxos.
Dino seguiu em frente com Hibari, agora em uma corrida. Deram-se com inúmeros outros homens, nocauteando-os quase de dois em dois.
-Por que eles estão em duplas? -Dino comentou ao soltar seu chicote de outro.
-Eles devem ter mandando me capturar a qualquer custo.
Dino apertou os olhos, agarrando o celular.
-Colonello, onde você está?! -sua expressão aflita mostrava que talvez nem tudo estivesse bem, mas o tom de voz do bebê loiro era calmo.
-Vá com calma, Dino. Hibari está com você não é? Proteja-o, como se você o tivesse pego. Não podem descobrir que você tem ligações com ele... Só descobriram que o Mukuro não pretendia entregar o Hibari.
Dino nem teve como retrucar. Tudo estava muito corrido e mal planejado. Mukuro era uma desgraça e ele foi burro em esperar. Dino agarrou o braço de Hibari e o ordenou.
-Finja que desmaiou. -o moreno o olhou como se o herbívoro estivesse brincando com ele.
-Você não acha que eu...
Dino nem discutiu, agarrou as pernas do moreno e o colocou no ombro. Mesmo com dificuldade o faria. Em seu bolso havia uma pistola, não iria ficar tão desprotegido assim.
-Finja dormir. Ou olhe minha retaguarda com cautela. Vamos! -e o loiro voltou a correr pelos corredores que pareciam idênticos.
Passaram-se uns bons minutos movimentando-se daquele jeito. Dino já estava com o suor percorrendo todo seu corpo e seu terno o abafava. Achar a saída incluía em achar o elevador. E o loiro só foi avistá-lo com no mínimo cinco homens guardando-o. Aquele corredor felizmente tinha portas. Era arriscado, mas Dino teve que entrar. Hibari desceu no mesmo instante e foi até a janela.
-Eu lutaria. Mas não há tempo para nada.
Dino abriu a boca, mas realmente, não era hora para conversas, pois um click da porta mostrou homens armados de armas e metralhadoras adentrando e os avistando.
Dino lançou o chicote, atrapalhando os com armas maiores e Hibari saltou rapidamente, usando uma corrente que ainda carregava para juntar os pés de outros dois e lançá-los para fora do quarto com um baque surdo, destruindo a parede do corredor.
O loiro avançou e chutou dois seguidamente, Hibari socou os que vinham por trás e então Dino e Hibari estalaram a corrente e o chicote, agarrando os restantes e os batendo uns nos outros com tanta força que juravam ter visto o sangue espirrar no ar. Mas acabando com as dúvidas de que ainda seriam atacados, o armário que um brutamonte bateu pendeu e amassou os homens amontoados, que permaneceram gemendo.
Hibari voltou à janela com Dino e avistaram os prédios lá fora e a zona formigueira que se formava apenas para encontrar o Guardião da Nuvem e o Guardião da Névoa.
-Gostaria de saber quem descobriu. -Dino comentou, avistando Yamamoto acima do prédio que Colonello indicou.
O Guardião da Chuva acenou com a cabeça e fez um movimento com a mão, apontando os beirais das janelas. Sacadas umas em baixo das outras. Eles haviam saído num hotel mesmo, do outro lado do salão em que estavam. Três quadras de distância.
-Vamos descer pelas sacadas? -Dino viu o moreno sair pela janela e segurar na parede, como um verdadeiro espião e ir percorrendo a parede com habilidade e sem nenhuma hesitação sem nenhuma corda que o sustentasse.
Hibari assentiu e mandou-o ir. Tudo para o japonês estava parecendo fácil e prático. Como se ele mesmo já soubesse o caminho que percorrer.
-Você vai me explicar tudo depois. Não gosto de não saber das coisas desse jeito. -Dino resmungou, saltando da primeira e agarrando a barra da outra.
Pareciam praticantes de parkur descendo um prédio sem acrobacias, apenas soltando-se das barras e segurando nas de baixo.
-Podia ser pela escada de incêndio. -Dino falou olhando para baixo. Os inimigos estavam se aproximando, ouvia-os gritar dos andares de cima.
O ar começou a se movimentar e o vento a balançar seus corpos. Estavam ainda muitos metros longe do chão, era perigoso demais ainda. O céu estava escuro e uma lua crescente meio escondida por uma névoa da noite.
“Tanto tempo já se passou assim? Isso precisa terminar.”
Viu pelo canto do olho Yamamoto apontar para um carro na esquina daquela avenida, preto e silencioso em um canto pouco visível.
Hibari apertou os olhos e fitou Dino, apontando uma saliência do prédio que poderia leva-los para o outro lado do prédio.
-Vamos desviar para cá, ali tem um andaime próximo do chão. -e seguiu caminho, novamente alcançando as beiradas do prédio e andando encostado para não dar um passo em falso. Dino o seguiu, com mais dificuldade por ser maior. Contudo, bem no momento que fizeram a volta, alguém apareceu numa daquelas sacadas e ficou procurando-os.
Suspirando de alivio, Dino levou os olhos mel em direção ao andaime que se encontrava alguns metros abaixo.
Descendo mais dois beirais ele já se sentiria seguro para pular. Hibari respondeu automaticamente aos seus pensamentos, descendo mais as duas saliências que visava e deixando seu peso cair em queda livre, fazendo barulho ao pousar na grade do andaime. Ele olhou para Dino e esperou. O loiro acenou com a cabeça, ainda movido pela adrenalina que estava sofrendo em toda aquela ação e deixou seu corpo cair.
Ao alcançar as grades soltou um “Uf!” de exaltação, mas logo após ele, viram um homem virando no prédio 20 saliências acima. Ele soltou um berro, mas não teve mais tempo, levando um tiro na perna.
Hibari olhou espantado para Dino, que apontava a pistola. O loiro em seguida, agarrou o corpo de Hibari pela cintura e mirou no gancho que prendia o cabo de ferro. Um tiro foi suficiente para o andaime cair totalmente em queda livre e em linha reta.
Com o estrondo, parecia que os homens finalmente tinham percebido onde eles estavam. Ao tocar o chão, o andaime espatifou-se lançando os dois pelo ar, quando Dino saltou, tomando seu chicote e agarrando a grade de uma sacada de um prédio menor vizinho.
Alguns destroços voaram, cortando seus braços e suas costas, porém, melhor do que aquilo ele não poderia fazer.
O loiro suspirou fundo, sentindo as ardências em seus novos cortes. Olhou para o moreno, o qual seguramente mantinha grudado em seu corpo. Os olhos índigo estavam inexpressivos, mas ali tinha um brilho involuntário de agradecimento. Dino sorriu, empurrando-o para dentro da sacada.
-Desça por aquele lado. -Dino apontou, entregando-lhe a pistola.
O moreno pegou a arma, não muito contente por ter que se usar de um instrumento tão digno de herbívoros. Percebendo isso, Dino bufou, entregando seu chicote e voltando a pegar a pistola. Hibari ainda tentou argumentar, mas Dino não deixou, empurrando-o.
-Eles estão vindo.
Quando o loiro se afastou pelo outro lado do prédio, saltando para outra saliência, descendo-as como se fossem escadas, Hibari fez o mesmo pelo lado que o maior o indicou.
Ao alcançar a rua, verificaram todos os ângulos possíveis vendo para onde os diversos homens, aqueles que se mantinham escondidos fora do clube a mando dos chefões, Dino localizou o carro escondido em um canto que passava despercebido por todos eles.
Arqueando a sobrancelha, Dino olhou para o lado, onde o rosto de Hibari apareceu, assentindo numa forma de dizer que a barra estava limpa.
“Por que o carro não está sendo percebido por eles?” Dino pensava, vendo Hibari se agachar atrás de um carro estacionado na frente de um restaurante, bem atrás dos pneus e segurar o chicote com firmeza. Seu olhar encontrou o de Dino e eles assentiram um para o outro, começando a correr na direção do veículo.
Sendo avistados, uma horda de homens e um tiroteio teve início. Hibari deslizou no chão para aquele canto escuro enquanto Dino rolava, os dois parando bem nas portas laterais do veículo.
Dino entrou no banco da frente e Hibari no de trás.
-VAMOS! -sem nem olhar para o motorista, mandou-o acelerar, vendo com a testa franzida três homens vindo nessa direção.
Como que esperasse eles se aproximarem, o carro deu um tranco de ré e bateu nos três, que nem tiveram movimentos de reflexo, sendo completamente atropelados.
Não foi uma visão bonita, mas Dino tinha que estar acostumado com isso e já Hibari não se preocupava de forma nenhuma. O carro fez uma volta impressionante e saiu a 130km/h, cantando pneu e deixando marcas como de drift, bem fortes e sumiu pelas ruas, como se já tivesse uma rota de fuga e com o caminho limpo.
Sem dúvidas disso, Dino viu que era exatamente Romário que estava ali, e contrastando com isso, viu as marcas da possessão.
-M-MUKURO!!
Sem receber resposta, o carro disparou e eles puderam avistar Yamamoto e Colonello aparecerem de um prédio e correrem em sua direção. Mukuro parou o carro de súbito, deixando os dois entrarem rapidamente e acelerou de novo, saindo completamente daquele território.
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-Vocês conseguiram então...? -Dino arqueou a sobrancelha para Mukuro.
Os dois estavam a sós no escritório do Cavallone. O loiro estava um pouco incomodado pela repentina parceria de Mukuro e desconfiado. Sobretudo pela forma como Hibari tinha ficado.
-A Cotovia está parcialmente bem, não se preocupe. Eu apenas bati nele o suficiente para aceitar minha proposta.
Dino apertou os olhos mel, tomando um ar pesado e sombrio. Não é como se Hibari aceitasse propostas...
-Você não me engana, Mukuro.
O arroxeado sorriu de canto.
-Devo dizer que o acho especialmente sensual... Mas não tenho interesse em alguém com uma alma tão sombria como a dele. -com isso, Dino corou e mordeu o lábio por dentro. Isso sim o tirava do sério, mais do que Mukuro ter batido em seu amante.
Mukuro em seguida sorriu, vendo a expressão do Chefe dos Cavallone.
-Meu pessoal resolveu esse problema para o Tsunayoshi. Você e Cotovia podem se resolver comigo mais tarde, em outra ocasião. Eu apenas fiz o que prometi ao Vongola. -Mukuro deu de ombros, balançando seu tridente. -Você pode conversar com o Décimo depois também para confirmar tudo. Já temos as Famiglias, não foi tão difícil como pensei. Só tome cuidado, você é que está marcado por ter aparecido lá.
Dino aliviou sua expressão. Desde que tudo tenha saído bem, não fazia diferença. E Kyouya estava ileso (ou quase).
-Cuide-se Cavallone. -Mukuro sumiu no instante seguinte, deixando o loiro com seus pensamentos.
Após alguns minutos, um toque na porta revelou Romário, liberto da possessão.
-Boss.
Quando ia começar um pedido de desculpas por ter se permitido possuir propositalmente, Dino o interrompeu.
-Não se desculpe. Você está bem, todos estamos, é tudo o que importa. Só me traga um chá, sim?
Romário sorriu levemente, contente pelo Chefe continuar tolerante. O Braço Direito imaginava que talvez, depois de quase todos os terem enganado, e posto Hibari em perigo, o Boss iria com certeza castigar todos.
-O único que vai levar um castigo vai ser o Kyouya... -Dino sorriu de canto, planejando sua noite.
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-Como estão suas costas? -perguntou o moreno. Mesmo apático com muitas coisas, Hibari não deixava de se preocupar com a saúde das pessoas. Mesmo com a sua ele era rígido. Nada menos esperado de alguém que deveria ser o exemplo dos demais.
Dino relaxou suas sobrancelhas, sorrindo pequeno.
-Melhores. Estou bem melhor graças ao Anel.
Hibari assentiu com a cabeça e dirigiu-se ao sofá que estava vazio, de dois lugares. Couro branco. O tapete também branco tinha manchas pretas que o deixava charmoso e agradável para o local.
Dino estivera ali, lendo alguns relatórios e descobertas da Vongola depois daquele dia. Yamamoto estava descansando já após o jantar e Colonello havia se retirado para algum lugar da Itália para informar e receber mais instruções.
Somente Hibari e Dino estavam ali, ao lado da lareira, vendo o fogo soltar fagulhas e a lenha queimar com um som leve.
O moreno vestia uma camisa social branca de mangas compridas, fechada apenas com os três últimos botões de um total de sete. Usava uma calça de sarja preta e Kyouya estava descalço, os dedos finos e delicados dos pés sentiam-se gelados, mas ele não se importava. Os cabelos estavam desfiados e levemente desarrumados. Parecia ter acordado de seu cochilo.
-Faz quanto tempo que dormi? -perguntou, arrumando-se no sofá, sem olhar diretamente para Dino naquele momento.
O loiro usava seus óculos de descanso, com uma lapiseira entre os dedos, e naquele segundo Dino a colocou nos lábios, imaginando o que responder. Não precisaria pensar muito para descobrir o que devia dizer, mas o que fazer em seguida ele tinha lá suas dúvidas.
-Algumas horas. Agora mesmo são nove. -Dino sorriu, voltando sua atenção para os papéis em suas mãos. -Se...
Hibari levantou levemente a face para fita-lo pelo canto dos olhos felinos. Dino riu internamente...
-... Se você está com dificuldades pra dormir...
-Não é isso, herbívoro. -interrompeu-o Hibari. O moreno olhou para o fogo, deixando que o calor que provinha dali o aquecesse naquela noite, que se tornava fria a cada hora adentro.
O loiro deixou a lapiseira e os papéis, tirando os óculos e afastando-os para o canto do sofá. Vendo o movimento, Hibari apertou os olhos, desviando a cabeça ainda mais o outro lado. Ele ainda lembrava quando foi da última vez que o loiro o arrastou... Dino levantou uns bons socos depois, mas foi bom. Isso era o que mais irritava Hibari, gostar disso. A ousadia era algo que ele odiava vinda de herbívoros, mas quando Dino a executava era como uma cópia de um carnívoro.
De qualquer forma, o loiro se levantou, esticando-se um pouco. Não parecia tão cansado para alguém que tinha feito tanta coisa num dia só.
Usava uma camisa folgada de listras bege e marrom, calças justas brancas. Estava especialmente belo, com um olhar mais do que significativo para Hibari, mas era claro que o moreno não falaria nada sobre isso. Era um jovem, antissocial... Cheio de manias. Dino queria fazer Hibari aceita-lo de alguma forma, vinha percebendo que aos poucos o moreno se deixava levar, mas sinceramente, queria saber se não estava sufocando o menor.
Queria que Hibari dissesse...
E assim, caminhando devagar, até a frente do moreno, Dino inclinou-se o suficiente para pousar as mãos no braço do sofá e uma mão na coxa do moreno, que no mesmo instante se arrepiou e estreitou os olhos para aquela mão forte e espaçosa apoiando-se em sua perna com tanta energia.
-Então o que é?... -perguntou com uma voz arrastada e sussurrada, colocando o rosto rente ao de Hibari, quase tocando suas testas. A cor mel encarando o azul-índigo.
Hibari perdeu a fala, seus punhos fechando dos lados do corpo. Teve ímpeto de baixar o rosto, o que não combinava bem consigo, mas mesmo que tivesse tentado, a mão livre do loiro tocou seu queixo, impedindo antes de se sequer se mexer.
-Me diga.
Kyouya ficou com uma ruga no meio dos olhos, o que só o deixou mais adorável na visão de Dino, e soltou “Tch.” Rudemente. Rindo baixinho, Dino cerrou os olhos, aproximando os lábios, roçando-os.
Os olhos do mais novo cerraram no segundo em que a pele macia dos lábios de Dino tocou a sua. A boca do maior se fechou em volta da sua, acariciando-o levemente.
-Hm...
Sabendo que esse era apenas o início, o menor se encolheu mais, tentado a chutar Dino para longe. Seu verdadeiro motivo para ter vindo fora outro. Por isso o afastou um instante, as mãos sobre os ombros.
O loiro arqueou a sobrancelha, sem entender o porquê de ter parado. E se o tinha feito, porque não simplesmente o socou como sempre? As sobrancelhas juntas do menor e seus olhos desviados mostravam que era algo importante.
-Obrigado.
O tom de voz baixo e a reclusão nele... Foi tão típico de um tsundere e tão completamente fofo que Dino mal conteve sua empolgação. Além disso, estava abrindo um caminho no coração do moreno...
-Não pense que eu estou me abrindo para você, herbívoro. Eu simplesmente estou devendo minha vida. -Hibari virou o rosto, muito, mas muito irritado por ter dado essa abertura.
Dino sentiu o peso de uma bigorna estatelar em sua cabeça, como assim?! Kyouya queria que ele aceitasse essa situação calado? Não mesmo.
-Eu sei que você me ama. Não precisa dizer. -sorriu pomposo o loiro, tocando as mãos macias que pausavam em seus ombros, apertando-as. Como era bom fazer isso, sentir a pele, a temperatura fria, a maciez e tão próximo aquele aroma...
Para o mais baixo o sentido de estar sendo pressionado por aquela presença forte e iluminada era mais do que sufocante. Para Hibari não tinha coisa pior, mas ele as aceitava, pois tinha conhecimento de que Dino tinha fidelidade, amor real por si, algo que ele não entendia de todo... Mas que se fosse para escolher, ele preferia que continuasse desse jeito. Uma pequena exceção.
Hibari piscou, sentindo não só o calor da lareira, mas o das mãos cálidas do loiro. Aquele sorriso pervertido se aproximando, abrindo-se e mordendo a carne pouco cheia de seus lábios. Sentia a língua do Cavallone desenhando o contorno deles e a sua própria tentando manter-se dentro da boca, mas esta se movia pelos dentes e acariciava os lábios pelo lado de dentro, buscando uma saída.
Dino deu uma pausa pequena para sussurrar ao seu ouvido, beijando sua orelha um segundo.
-Abra os lábios...
Hibari segurou um gemido estrangulado e respirou fundo, sem parecer muito que o fez, e seu rosto virou para o lado oposto do qual Dino acariciava.
Hibari suspirou ao sentir Dino levando sua mão direita corpo abaixo, fazendo a mão de Hibari acariciar seu peito e ir descendo.
Sentindo a respiração de Kyouya aumentar um pouco quando atingiu seu abdômen, parando de segurar aquela mão que parecia tremular. Dino com a mão livre tocou a bochecha do rapaz, que parecia muito atordoado com tal nível de ousadia. Os dedos dele estavam parados e tentando se retirar daquele ponto, apenas sendo impedido por Dino.
-Herbívoro... -Hibari já iniciava o início do que poderia ser uma discussão, mas realmente, Dino o sufocava... Com seus beijos e ações impensadas.
Hibari sentiu sua nuca no sofá e a língua molhada tocando avidamente a sua e massageando-as com mais vontade do que ele conseguia retribuir. Assim que, tomando coragem, seus dedos desceram, explorando o volume na calça branca.
Rígido. Hibari se engasgou um pouco, precisando respirar, mas continuou, recebendo os primeiros toques de Dino por suas coxas.
Apertando-as, Dino beijava Kyouya como se fosse se afogar se não estivesse ligado àquela boca inexperiente e atrapalhada que se movia rápida, chupando seus lábios desajeitadamente. Era ótimo.
“É perfeito.”
Os braços do loiro, subiram, envolvendo todo o corpo e o pressionando em seu peito ao tempo que sua boca se separava, abandonando a boca agora avermelhada e escorrendo saliva pela borda, descendo pelo queixo com mordiscadas provocantes.
As mãos espaçosas de Dino acariciavam as costas pálidas e pouco largas, subindo e descendo, marcando a pele com linhas vermelhas. Chegavam até a nuca e adentrava os dedos nos cabelos negros, finos e sedosos, levemente agarrando uma quantidade e puxando-o para trás, sua boca sobre a base do pescoço, chupando forte um pouco abaixo da marca recente da última vez.
-Aa... Hm. -Hibari apertou o volume, que antes só roçava, com tanta força que Dino soltou-se de sua mordiscada gemendo alto.
-HGN! -o loiro segurou a mão de Hibari, a tirando dali. Como um passe de mágica, o moreno arregalou os olhos de susto, corando, e sua virilha ficando tensa, algo remexendo em íntimo, algo muito prazeroso.
“É isso que dizem de ter prazer dando prazer.” Dino suava frio, sentindo que poderia ter tido o orgasmo naquele momento. Tão intenso...
O moreno piscou duas vezes antes de perceber Dino o empurrando, colocando-o deitado no sofá de um segundo para o outro.
-Cavallone. -chamou Hibari, sem saber qual era o estado atual do loiro, mais ou menos.
Olhando entre seus corpos, o japonês podia ver o corpo tenso e quente de Dino, o volume marcando a calça já justa e a forma como aquele humano tão perfeito tirava a blusa de qualquer jeito -que pareceu-lhe muito indecente- deixando todos os músculos à mostra, e jogando o tecido no chão.
-Kyouya... Me perdoe, mas eu não suporto mais. -Dino lhe falou sussurrado, melódico. Sua mão esquerda pousou sobre o peito do moreno, passando os dedos pelos poucos botões atados, que até tal ponto deixavam o peito e o abdômen de Kyouya todo à mostra, assim como o crucifixo que o menor mantinha desde quando havia ganhado.
A mão do Cavallone desceu até a calça, com um movimento único, abaixando-a.
-D-DIN-...
O loiro olhou-o um instante e continuou o que fazia, ignorando os xingamentos inúteis de Hibari, que se encolhia cada vez mais, ficando apenas com uma cueca boxer preta. O volume ali não era tampouco inocente.
Sem mais tempo, formas de negar, Hibari só conseguia pensar em como foi doloroso aceitar. Foi bem mais difícil aceitar para si mesmo do que aceitar Dino consigo. Aceitar para si mesmo que ele fazia bem para alguém. Que ele gostava de alguém. Que essa pessoa retribuía. Ela, sem mesmo o conhecer, ficou ao seu lado, desejou-o. Desejar?
-Ahh... -Hibari apertou os olhos quando sentiu-o adentrar o tecido, abaixá-lo até suas coxas e envolver sua intimidade, com cuidado, mas forte, iniciando um vai e vem. Sua reação era tão adorável, ele não sabia, mas Dino se excitava ainda mais ao vê-la.
Dino acariciou o peito do menor, tocando os mamilos, beliscando e lambendo a clavícula do moreno, aproveitando para inspirar todo aquele cheiro adocicado.
-Hm... C-Cavallon-hnn...
O mais velho suspirou também, passando o braço esquerdo do lado do corpo de Hibari para se apoiar no cotovelo e beijar os mamilos rosados e rígidos, mordendo-os e lambendo-os.
As pernas do Guardião da Nuvem não se mantiveram quietas, dobrando-se ao extenso do corpo de Dino e apertando-as na cintura do maior, seus braços esticando e adentrando todos os dedos nos cabelos volumosos e dourados.
Dino chupou o mamilo esquerdo, sorrindo ao se separar do corpo viciante de seu pequeno japonês. Os olhos índigo estreitos esboçavam um nível de prazer completamente diferente das outras vezes, brilhando e tremulando. E o rapaz não tentava segurar seus baixos gemidos, não preocupando em controlar sua respiração arfante.
-Kyouya. -sibilou o maior, piscando os olhos mel preenchidos de luxúria, parando a masturbação e pondo-se de joelhos e de cotovelos. Seus lábios alcançaram os do menor, que enlaçou os braços em seu pescoço. -É sua resposta...?
-Hm.
Dino riu sozinho para o ar e para a lareira que ainda crepitava. Sua mão desceu para um dos glúteos, apertando-o e deslizando os dedos para o meio.
Não demorando a alcançar, as coxas de Hibari tiveram um espasmo, e sua boca apertou-se contra a dele, abafando um gemido.
Aquela área pequena, mas quente e notável, teve a atenção do loiro, que a dedilhou, acariciando com o dedo indicador e pressionando como um botão.
-HN-ugh...! Dino... -Hibari mordeu os lábios, gemendo o nome do adulto tão baixo que o fez estremecer na área entre as pernas. Dino respirou fundo, tentando se acalmar, ou machucaria Kyouya.
Deixando-o um segundo, Dino segurou a calça e a boxer que ainda permaneciam naquele corpo esculpido e viu Hibari apenas esperar. Quando aquelas peças incômodas encontraram seu lugar no chão, Dino pode finalmente tirar as suas próprias e receber diretamente a sensação do corpo.
-D-ino...
Sem saber exatamente, ele apenas o disse. O loiro o fitou como se perguntando o que ele desejava, mas Hibari apenas avermelhou mais.
-Dino...
O Cavallone arregalou os olhos. Como era possível que com tão pouco aquele rapaz estivesse tão... Excitado?
-Dino...
O maior deu mais atenção ao membro do menor, acariciando a glande e movimentando-a em círculos com o polegar. Inclinando-se um tanto, mesmo naquele pequeno espaço, chegou seu rosto perto e estendeu a língua, lambendo toda a glande.
-AHh!...
As unhas arranharam sua nuca, puxando seus fios loiros com intensidade, aos poucos seu membro sendo coberto pela boca espaçosa e delirante, quente, tão úmida...
Mais...
-Dino!
O Guardião do Sol sugou aquele corpo enrijecido com tudo o que podia, chupando-o e masturbando-o com as mãos enquanto sua língua acariciava-o por dentro, seus dentes arranhando bem de leve quando chegava ao topo.
-HNN!!
Dino pode sentir o gosto novo deslizando sua língua abaixo, escorrendo por sua garganta e escapando de seus lábios, tocando seus dedos. Ah... Tão doce e tão amargo ao mesmo tempo.
Assim que abriu os olhos, Dino deslizou pra fora o membro ainda semiereto por entre seus lábios, descendo o rosto e acariciando com as mãos a entreperna de Hibari, tocando superficialmente o saco e depois chupando os testículos.
-Ahh... N-Não...
Sem deixa-lo se recuperar, Dino desceu sua mão livre entre suas próprias pernas e tocou seu pênis completamente ereto. Sua boca alcançou algum ponto mais abaixo, achando a abertura que almejava.
Hibari arqueou as costas ao sentir a língua brincar naquele lugar e tentar adentrar, ficando dura e empurrando.
-Huh... -o rosto arredondado e absurdamente ruborizado encontrou o braço largo do sofá e apertou a face ali, sentindo uma pressão mais forte do que a língua. Seus olhos acumularam pequenas lágrimas ao sentir aquela pressão aumentar no instante seguinte, com o dedo do meio de Dino adentrando a entrada com um tranco.
O loiro ofegava baixo, percebendo que pouco se controlava ultimamente, estava parecendo um garoto. Mas não deu atenção aos pensamentos. Seu dedo alargou a entrada, apenas acostumando, já que naquele mesmo dia já tinham feito sexo.
-Eu não vou ter cuidado, Kyouya... -avisou o loiro, beijando demoradamente a bochecha do japonês. Antecipando tudo, retirando o dedo e posicionando seu membro.
Assim, como tinha feito tudo aquilo, de repente, a mão de Hibari espalmou-se em seu peito, afastando-o.
Os olhos fortes o repreenderam e Dino viu a decisão neles assim que sentiu o moreno sair de baixo de si e sentá-lo no sofá.
-Não vou fazer isso nunca mais. -Hibari avisou ao Chefe dos Cavallone, ajoelhando-se no chão. Tomando o membro em mãos, estas que agora estavam quase ardendo após tantos toques e esfregões. Hibari cerrou completamente os olhos e lambeu aquele pênis forte e embranquecido, não tanto quanto o seu, desde a base até a glande. Dino sentiu-se estremecer e pousou a mão na face de Kyouya, sentindo toda a extensão adentrar gradualmente os lábios tão suaves e gentis.
-A-Ahh... -Dino apertou as pálpebras de seus olhos, segurando com força o rosto de Hibari e sentindo-o chupá-lo, o membro encostando quase em sua garganta... Oh, Dío...
Se era para ser assim, dar para receber... Hibari só pagaria suas dívidas com Dino retribuindo tudo o que ele lhe dava.
Aquela sensação fluiu por todo seu corpo e pelo corpo do maior e explodiu em algum ponto, quando Hibari finalmente o solto e beijando quase cegamente, sentou em seu colo, roçando seus membros e prendendo o corpo de Dino no seu, não o deixando ter outra opção a não ser enlaça-lo e penetrá-lo ao que Hibari levantou um pouco o quadril, dando permissão.
Com o rosto apoiado no ombro tatuado, Hibari distribuía alguns beijos atrevidos, raspando os dentes no desenho ao passo que suas mãos acariciavam os braços do maior.
-Huh... Aw...
Dino encostou suas costas completamente, subindo o quadril e pressionando o rapaz pálido para baixo. Seus íntimos juntaram completamente e por poucos segundos se mantiveram quietos. O loiro não suportou muito e começou a se mover.
O corpo de Hibari era impulsionado para o alto, seus fios negros movendo-se junto, os sons incontroláveis espalhando-se por todo aquele andar. Dino o abraçou com o máximo de força que podia e continuou dessa forma, suas investidas firmes atingindo o profundo de seu jovem amante.
-AAHH!!
Seu desejo era arrancar tudo daqueles lábios e aprofundar-se na alma do moreno. Aquela preocupação toda, seu medo, seus desejos fundindo-se, seu prazer e sua possessão... Tudo para o loiro era relevante e fazia amá-lo ainda mais. Isso impulsionava seus desejos carnais e aquelas feições a atiçavam, seus gestos, seus lábios e sua voz.
-Kyouya...
Ele não podia deixá-lo... Ele não queria ninguém olhando para ele com os mesmos olhos... Não queria aquele corpo corrompido. Antes mesmo de resolver-se sobre isso o Dino, não o Cavallone, aquele pequeno Dino que ficava encolhidinho em algum ponto dentro de si, ele despertou de uma forma tão boba. Ele sorriu e segurou a mão de Kyouya. Bobamente abraçou o corpo ainda menor do japonês. Protegê-lo?
... Eu esperei muito tempo já...
-A-Ahh!! D-Dino! -Hibari gemeu tão audivelmente que pôs as mãos sobre a boca, percebendo com espanto que mesmo seu orgasmo escorrendo por seu abdômen e Dino tê-lo sentado no sofá, agarrado suas coxas e começado uma penetração numa velocidade e força quase selvagem, ele não parava, sua expressão luxuriosa e os membros dos corpos suados.
-Haa-an... Kyoya...
O timbre novamente fazia Hibari apertar as pálpebras de seus olhos, escondendo-os com os braços e gemendo seguidamente a cada estocada que tocava bem em sua próstata, causando tantos espasmos que acabou gozando outra vez sem ao menos se tocar.
-P-Para...
Dino inclinou seu corpo, apoiando as mãos no sofá e aprofundando suas investidas. Como resposta, as pernas de Hibari afastaram-se ainda mais e sem conseguir conter aquele som brincando na ponta de sua língua, o moreno teve que gritar.
-AAA-HHHM!!
Dino segurou a cintura reta do rapaz e continuou, abafando os sons do amante com um forte beijo, misturando as salivas e tão intensamente que Kyouya pode sentir a falta de visão, perdendo a consciência uns instantes, o membro em seu ânus latejando e o fluído do orgasmo... Chegava a queimar... Queimava, seu ânus queimava de prazer... Seu membro doía novamente...
-Dino...
Hibari sentia as batidas do seu coração tocando em seu cérebro repetidamente.
Oh, Kami, o que é essa sensação? É tão boa...
Seu coração batia tão forte a ponto de doer, mas ao mesmo tempo seu interior estava muito calmo.
-Dino...
-Kyouya, você tá legal? -Dino perguntou pausadamente e ofegando tanto, os fios de cabelo grudavam em sua testa. Contudo, Hibari só pode observar isso por míseros segundos antes de seus braços perderem as forças sem seu assentimento e seus olhos cerrarem completamente.
Naquela hora, Dino também sentiu-se entorpecido. Olhou para o rapaz desacordado em seus braços, o crucifixo ainda pendendo, as manchas do que tinham feito naquele local todo, a expressão relaxada de Kyouya e o ressono pesado após tão intenso sexo.
O Cavallone respirou fundo, olhando para a lareira...
O fogo estava terminando de se apagar.
Continua
Notas finais
... NÃO ME TAQUEM PEDRAS!!
Eu sei, foi mais de mês sem postar, eu sei. Mas essa fic realmente eu tive bloqueio e precisei desse tempo pra me recuperar.
Agradeçam a Lady Elliot que me deixou muito feliz com suas dicas e me impulsionou a escrever.
Eu sei que escrever a fic inteira é melhor antes de postar, mas esse não é meu estilo.
Por isso, eu continuarei In The End of Saturday dessa maneira.
Quem sabe no futuro quando eu for arriscar um D18 novamente (improvável) eu faça esse esquema ;)
Eu não faço ideia se esse Lemon tá legal. Eu não faço ideia se vocês tiveram paciência de ler aproximadamente 9.000 palavras... Só sei que eu fiz.
Ainda não tenho previsão para o término da fic, mas sinceramente, eu poderia ter acabado com ela por aqui.
Mas não. acredito que tenha que ter um final decente.
L.E-chan, perdoe-me, mas ficou grande (kkkk, vc disse que não gosta, mas foi impossível).
Talvez eu volte a normalidade a partir daqui.
Bjos e muito obrigada por lerem! Visitem meu perfil para verem outras histórias de outras categorias >.<!
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