In The End Of Saturday

11 Part11: No Desconhecido


Notas iniciais
Yo, Im back! Dessa vez eu não demorei duas semanas, gomen por isso meninas! Os reviews foram SUUUPER Agradáveis, com direito a ameaças de morte, stalker, shipper de D18 querendo me enforcar, etc. Mas no fim parecem que as acompanhantes são todas tsunderes e ao msm tempo que querem arrancar meus olhos elogiam mesmo assim.
Eu tb amo vcs :)!
Lady Elliot, Naiaracris, Sarahcris, Aiki Sawada (que mudou o nome mas no me lembro),
O capítulo lemon chegou aleluia e peço que por favor! Independente da maneira que for retratado, não pensem mal de mim e inclusive: não me matem se não satisfazer seus desejos de ler lemon D18! Deram sorte, ontem foi níver do Hibari, então acho que o capítulo pode servir de presente de aniversário atrasado a ele.
¬-Eu vou te morder até a morte por se atrasar e depois profanarei seu corpo no túmulo por dar um presente indecente e absurdo como esse! Hibari super furioso.
-Ma ma Hiba-kun, não seja assim. Kiri *medo*.
De qualquer forma tenham um boa leitura! *sai correndo*.

-A lua está bonita não é?...

A voz de Dino transparecia tranquilidade ainda que o tom estivesse levemente rouco. A coloração em suas bochechas apresentavam um vermelho fraco, que o deixava mais infantil, o cabelo agora curto dava a impressão de estar fazendo ondulações e brilhando fortemente.

-Sim.

Mal tinham chegado ao quarto, Hibari abriu uma porta que dava saída ao caminho para o jardim. Ali havia uma descida pequena de aproximadamente 80 centímetros, eles podiam ficar sentados com os pés praticamente balançando para fora.

Hibari encostou-se na porta e sentou em cima de uma perna enquanto a outra escapando pelo kimono ficava livre ao vento do lado de fora. Sua mão direita levantada com a taça pela metade de vinho tinto, sendo que acabaram com os outros dois, e a mão esquerda apoiando o cotovelo direito.

Hibari parecia relaxado naquela noite. Dino mantinha-se do lado olhando a forma em ¾ de Hibari (quando o corpo está um pouco mais virado além do perfil), respirando calmo, o rosto vermelho e a pose ingênua.

O loiro sorriu pequeno. Por um pequeno instante ele quis ficar em silêncio a noite toda apenas admirando a aparência perfeita do rapaz. Naquela noite em especial parecia que a pele ficava ainda mais branca e quase se iluminava e uma aura fraca, mas ofuscante. A forma lisa do corpo parecia cada vez mais delicado e a expressão que tão facilmente expressava seriedade pareceu pela primeira vez um vasto campo de beleza e suavidade.

Dino não percebeu que encostou também na porta e bebericava do vinho constantemente, os olhos mel sem se afastar de cada detalhe de seu anfitrião. Os cabelos pareceram ganhar ainda mais vida naquele corte ousado e os olhos azuis muito escuros agora apresentavam um brilho tão forte, mesmo Hibari estando a olhar a taça sem levantar a cabeça uma única vez.

O tórax aparecia um tanto pela abertura do kimono escuro, fazendo um contraste da pele clara com o tecido quente e escuro que encantou os olhos do loiro. A clavícula marcava pouco o corpo do garoto, parecendo liso e sem muitas elevações ou defeitos.

O que mais surpreendia em todo esse momento de reflexão era a maneira com que os lábios finos e pálidos tocavam a taça como uma boca extremamente frágil e se apertava, o vinho manchava-os um pouco e num movimento que apenas o Cavallone conseguiu captar, ele o lambia de leve.

A noite estava um tanto quente, mas a brisa da noite estava fresca. As nuvens noturnas passavam sobre a lua rapidamente como penumbra e desapareciam até onde não podia ver. Dino se desconcentrou do rapaz quando sentiu que o vinho já não descia sua garganta e apenas o cristal mantinha-se parado em seus lábios.

Olhando mais uma vez, Dino percebeu a mudança de posição, Hibari havia levantado a cabeça e olhado para fora com o canto dos olhos. De alguma forma, ele parecia mais velho, mais maduro e mais... Sensual. Com aqueles olhos afilados e aquela constante faceta era impossível, ele transbordava de masculinidade mesmo sendo tão delicado.

Era então o homem perfeito. Aquele que possuía tudo, a sensualidade e a ingenuidade, a timidez e a ousadia, a beleza e a feiura do ser, o orgulho e a humildade.

Ainda que todas as qualidades de contexto feminino fossem escondidas o tempo todo. Era realmente um enigma, mas Dino tentava compreender a cada passo que dava em direção a ele.

A voz do moreno ressoou pela segunda vez naquele cômodo repentinamente enquanto Dino enchia sua taça novamente.

-Você está quieto.

O loiro não conteve um riso típico e a surpresa por Hibari ter começada a falar antes de si próprio. Hibari devia estar cheio de pensamentos, estranhos ou não, mas devia estar mesmo irritado. O fondue os acompanhava ao lado do vinho.

-Kyouya, você disse um minuto ou eu não poderia comer o fondue.

-Hm.

O moreno levantou o olhar e fixou no loiro, que sentiu um arrepio em seus ombros e um suspiro despercebido que revelava sua atração por aquele rapaz. Ele também nunca havia imaginado que iria se apaixonar por um homem num bar, muito menos em três dias e nem que este era o mais difícil ser humano para lidar.

O que fazer em uma situação tão desesperadora? Ele queria muito tentar.

-Você ficou muito quieto, Cavallone. O que está pensando?

-Ha... Você está preocupado?

Hibari piscou uma vez devagar, se ajeitando um pouco mais e colocando as duas pernas para fora, ficando de perfil para o loiro.

-Não. Só que um palhaço como você não fica quieto por qualquer coisa.

Dino riu se posicionando como Hibari e apoiando os cotovelos nas pernas enquanto segurava o rosto ainda com a taça em mãos.

-É verdade.

Hibari o olhou um curto espaço de tempo e sorriu depois, seu sorriso pequeno e sem muitas indicações do motivo de estar sorrindo. Dino se esticou bebendo mais. Daqui a pouco ele cairia no futon e dormiria.

-O que foi?

-O que?

Dino o fitou após deixar a taça de lado. Hibari parecia ainda mais vermelho.

-Porque estava tão quieto?

O loiro arregalou os olhos e daí riu alto, ativando os sentidos nervosos do moreno, que prontamente levantou uma tonfa vinda do além, ou de dentro do kimono.

-Eu estava distraído olhando você.

Hibari sentiu-se despedaçar. Ele era tão... Direto e sem escrúpulos! Por quê?!

-Herbívoro maldito. Não lhe dei permissão, então não olhe.

O moreno desviou o rosto sem pressa, não transparecendo a vergonha como orgulhoso que era. Bendita arrogância! Sempre o salvava.

Não se deixando enganar por aquela cara séria, Dino se arrastou para mais perto do moreno, sua distância não era tão grande, mas certamente o impedia de tocá-lo.

O que mais desejava agora ela tocá-lo. Não tinha ninguém, não estava realmente bêbado, ele sabia exatamente o que queria e seu coração o mandava se aproximar e envolver aquele rapaz com seu amor inconsequente e prende-lo ali.

-Cavallone...

O Guardião da Nuvem percebeu a aproximação, reagiu, mas o loiro era esguio e conseguiu impedir as mãos de Hibari até tocarem as tonfas. Os pulsos presos um pouco firmes e o rosto de Dino tão próximo que o nariz do italiano tocava o seu. Estava gelado.

Dino não fechou os olhos até que sua boca prendesse o lábio superior de Kyouya e tão logo descia tocando o inferior a qual sugou e mordeu. As pernas de Hibari já do lado de dentro se mexiam e os punhos fechavam fazendo força para se soltar. Mas os lábios não tentavam resistir como profundamente gostaria.

Cada selo o fazia querer fechar os olhos, a respiração do loiro batendo em seu rosto com cheiro de álcool e o perfume chegando a suas narinas com a leve brisa. Sua língua se movia dentro da boca a cada provocação do italiano, seus lábios literalmente sendo saboreados.

Dino de vez em quando abria os olhos enevoados para ver a expressão confusa e indecisa do menor, que parecia num dilema para se arriscar ou mata-lo.

Nem dando chances para uma escolha, Dino soltou os pulsos de leve e deslizou os dedos quentes até a palma das mãos brancas, levemente o fazendo entrelaçar os dedos.

Dino soltou-se dos lábios viciantes e percorreu um caminho até a orelha do japonês que mantinha-se estático.

-Kyouya... Eu não vou me conter.

O moreno pareceu ter levado um choque e teria dado um salto se os dedos de Dino não estivessem tão unidos ao seu. A cena no hospital o perturbou novamente. Ele tinha passado aqueles dois dias pensando naquele momento constrangedor e sabia que se não afastasse o italiano uma hora ou outra ele voltaria à toda. Em resumo, era tudo culpa do Cavallone.

Hibari rangeu os dentes, o alto de suas bochechas estavam coradas e seus olhos semicerrados. O que era raiva parecia ser excitação. Mas o próprio Guardião não sabia decidir o que estava sentindo com o formigamento no corpo, o incomodo conhecido do meio das pernas, o coração acelerando e a pressão em seu interior.

-Não.

Dino não dava ouvidos, a boca encostada a orelha se entreabriu, mordendo a cartilagem do lado. Hibari fechou os olhos com o toque úmido e tentou desviar a cabeça e soltar as mãos.

Tão rápido Dino o mordeu, logo estava distribuindo leves sugadas pelas bochechas do moreno, descendo até seu queixo e explorando o pescoço longo e pálido.

O italiano sussurrou “Tão bom...” enquanto inspirava o cheiro natural exalando daquela área.

A situação para Hibari começou a ficar quase insuportável, a indecisão o tomava brutalmente. Dino tocou os lábios ali, onde lhe dava arrepios, a textura macia da boca do mais velho o deixava sem pensar quase. A sensação era muito boa.

Querendo ou não, Hibari tinha problemas com as necessidades do corpo. Ele se negava a partilhar daqueles momentos com qualquer moça. Mas negava tanto que seus desejos pareciam praticamente sumir.

Contudo, ao ouvir a voz do loiro, parecia que todas aquelas sensações boas que odiava voltavam multiplicadas para lhe atormentar. Ele não gostava disso, mas seu corpo não obedecia.

Talvez ele não fosse tão forte como acreditava.

-C-Cavallone.

Hibari apertou as pálpebras com força, ele não poderia nem falar então? Mas a surpresa veio quando o loiro se aproximou de suas boca novamente e a beijou. O Chefe dos Cavallone parecia estar numa pequena luta para seduzir o japonês até onde conseguisse, ele estava convicto que conseguiria. Seus dentes mordiscaram o lábio alheio um instante e ele fitou os olhos fechados, parando as carícias.

-Sim?

Hibari abriu os olhos e não conseguiu pensar no que dizer, os olhos mel estavam o hipnotizando de novo.

-Frio.

-Frio?

Hibari corou novamente. Ah não! O loiro sorriu de ponta a ponta.

A temperatura quente envolveu seu corpo e o aproximou perigosamente, os dois braços em suas costas e cintura, o rosto encostado ao seu.

-Vamos entrar então?

Hibari ofegou, não sabendo como agir mais, ele estava confuso de novo.

Sentia que estava adentrando no desconhecido apesar de ser seu quarto apenas... E isso só o irritava porque somente com o Cavallone aconteciam essas coisas. Dino o amava e já tinha dito milhares de coisas naquele tempo pequeno. Hibari sentia que queria, ele estava enlouquecendo.

Mas quando percebeu, Hibari viu que o quarto parecia maior, a porta de saída já estava fechada assim como a do corredor e a única luz agora era aquela que entrava em frestas pelas aberturas do teto.

Hibari sentiu a garganta secar enquanto percebia estar sentado em cima do futon e o corpo de Dino estava ainda o envolvendo. A partir dali...

Ele estaria eternamente acorrentado.

A boca do loiro encontrou a sua com fervor, forçava a entrada com a língua quente, os lábios o chupavam na tentativa de apressar a aceitação do menor.

Inconscientemente as mãos de Hibari se levantaram do tecido da colcha e apertaram-se no casaco de Dino. A retribuição demorou, mas quando veio Hibari já prometia a si mesmo que bateria em Dino o dia seguinte todo.

Sua língua se encontrou com a dele sem controle e num ofego que parecia ter sido guardado a um longo tempo. As mangas do kimono caíram quando seus braços subiram mais e as mãos delgadas pararam nos ombros largos.

Hibari e Dino se distanciaram um pouco para respirarem e porem as ideias no lugar, mas não deu três segundos estavam juntos novamente, o gosto das bocas sendo experimentados, as mãos percorrendo as costas e ombros, até que não fosse suficiente.

Dino deslizou a mão pelo braço exposto e seu olhar captou as pernas brancas do mais novo saindo pelo kimono, dobradas e um pouco flexionadas para que ele estivesse na altura do parceiro. O loiro quase riu, mas fez com que Hibari sentasse sobre as pernas e logo quase caísse de costas quando empurrou-o de leve com a mão.

-E-ei!

Dino colocou uma perna entre as do moreno e a outra rente à coxa, se inclinando até poder voltar a beijar o menor. Hibari levantou as mãos até o rosto do italiano, pela macia, quente, exalando o desejo.

Dino entre um beijo molhado e outro, segurou o rosto fino do japonês, acarinhando-o e o fazendo perder a razão aos poucos, se entregando mais. Eles não conseguiam falar nada, mas com o olhar eles já conseguiam conversar em silencio.

Daquela forma sim, o Cavallone poderia ficar em silêncio, apenas com suspiros e leves gemidos.

O corpo de Hibari arqueou ao sentir a mão em sue rosto descer por seu pescoço e aos poucos invadir pela abertura de seu kimono e incitá-lo.

A partir dali com certeza nunca o havia tocado. Dino ultrapassou esse limite imposto e desceu a faixa não muito larga, abrindo o kimono o suficiente para poder ver o corpo que tirava suas noites.

O peito pouco cheio exibia dois mamilos rosados e lisos, o abdômen sem marcas, totalmente liso, o umbigo fundo, as marcas da virilha saindo pela beira da cueca que mostrava ser preta e a cintura fina.

De visão completa, Hibari era a pessoa mais linda que os olhos de Dino puderam contemplar um dia na vida. O moreno retesou os músculos um pouco, o olhar pouco fixado com a intensidade que o loiro parecia comê-lo com os olhos. Isso não era normal de um herbívoro.

-Você é tão bonito.

Hibari mordeu a boca por dentro e juntou as sobrancelhas parecendo irritado.

-Não fale isso.

-Prefere que eu faça então? Eu adoraria... Você me permite, Kyouya?

Hibari virou o rosto em direção ao chão, o que sentia no meio das pernas já não dava mais dúvida nenhuma. O tom de Dino era tão... Carinhoso e acalentador. Era como um abraço, só que em outros sentidos.

-Do que adianta perguntara agora? Idiota.

Dino riu e agachou-se até depositar um beijo gostoso na boca entreaberta do moreno. Ao se soltar, Hibari deixou escapar um arfar bom que tentava se libertar desde o início.

“Eu apenas não direi.”

O corpo claro se contorceu ao sentir a umidade no mamilo, a chupada forte. Seu membro cresceu em pouco tempo enquanto Dino acariciava a área rosada com a língua e com a boca curiosa. Seus lábios envolviam-nos e os sugavam dando prazer, e os mordiam trazendo certa ardência.

Ao soltá-los estes estavam melados de saliva e apontados para cima, muito rígidos.

Dino riu, continuando o caminho sem parar, fazendo um tour pela pele do peito, circundando-o, descendo pelo abdômen, lambendo-o eroticamente. Hibari se privava da visão, aproveitando-se apenas dos sons abafados pelo silêncio daquela noite.

Quando chegou onde a faixa havia parado, junto com o restante do kimono fechado, Dino se livrou da peça com certa impaciência e seu desejo falando mais alto do que qualquer outra coisa. Estava tudo muito longe de acabar.

Hibari travou seu corpo quando seu kimono foi totalmente aberto. Dino tocou o tecido dos quadris com a ponta dos dedos ameaçando abaixá-los. As pernas de Hibari se levantaram, resvalando pelo corpo de Dino entre elas e inutilmente tentavam encobrir-se.

Os braços fecharam a parte de cima da veste o melhor que pode e seu olhar de reprovação impedia Dino de seguir com seu intento.

-Kyouya.

-N-ão. Cavallone se afaste.

Era para que Hibari se entregasse, ele estava falhando. Dino respirou e soltou a peça preta tocando as mãos que fortemente seguravam o tecido. O loiro se deitou sobre Hibari, quase levando um soco, mas parou com o rosto por cima do ombro do menor.

-Eu te amo.

O sussurro não foi realmente assustador para o japonês, mas aquilo meio que o acendeu. Ele não tinha nunca ouvido alguém falar com tanta calma, nem para si, com a convicção necessária e amor sincero, puro. Hibari tocava os braços de Dino.

Aquele casaco e aquele cachecol estavam atrapalhando. Não conseguia sentir todo o calor que queria. Seu rosto deixou a expressão fechada.

-Eu não vou dizer nada para não te dar esperanças.

-Ao contrário. Você está comigo e está me aceitando. Eu não vou embora, Kyouya. -sorriu o loiro com esperteza, beijando o moreno pela vigésima vez.

Hibari sentiu novamente a brisa que adentrava pelas frestas do lugar bater em sua pele nua e as mãos quentes tocarem seu baixo ventre.

O canto de seu lábio ardeu quando o mordeu, sentindo a peça deslizar por suas pernas e seu corpo ficar exposto. Ele tremeu.

Os olhos azuis captaram o movimento de Dino sentado tirar o cachecol e desabotoar o casaco, jogando-os de lado, sobrando apenas uma regata branca simples e um tanto grudada.

Hibari nunca pensou que veria Dino daquela forma, mas se ele estivesse mais atento, teria percebido que o loiro já tocava suas coxas com a boca, marcando vários pontos com uma coloração avermelhada com os leves chupões.

-Hn...

Hibari precisou se sentar quando os lábios chegavam perto de sua masculinidade intocada. Dino precisou dar uma leve pausa e observar o membro semi ereto. Liso, claro, não muito pequeno nem muito grande, parecia arder.

-Não fique olhando, seu pervertido.

Dino riu um pouco e levantou a mão, seu dedo indicador tocou a glande, fazendo o mais novo apertar os dedos na colcha e segurar o ar para não gemer. Todos os toques de Dino poderiam fazê-lo derreter.

Era tudo só mais um erro. Hibari estava sofrendo as consequências por ter se envolvido.

Dino estava cada vez mais sedento, sua mão o envolveu e movimentou-se deliciosamente enquanto Hibari se contorcia e se impedia de soltar qualquer som.

A textura era macia apesar de estar rijo, ele o atraía mesmo, sendo que por ser também um homem, saberia tocar o menor para que ele se sentisse bem. Seus dedos pararam e desceram até os testículos, massageando-os.

-C-Cava-llon-e... A-a...

Hibari segurou os ombros de Dino apertando-os com violência. A regata ainda o atrapalhava, não estava bem àquela situação. Mas o menor encontrou uma brecha para poder arrancar a roupa do italiano também com certa pressa.

-Você vai se arrepender muito por isso.

-Duvido muito. – e o beijou enquanto voltava a masturbação em uma velocidade contínua e rápida.

Hibari soltou seus gemidos entre os lábios do loiro, seu peito roçando o dele de uma forma que os excitava, a mão de Hibari sobre a de Dino em seu membro pulsante, a outra na nuca do outro e a de Dino em sua cintura, apertando a carne.

-Hm... A-Hh, não... Di-Cavallone... Aaa...

-Fale... Fale meu nome Kyouya. –gemeu o loiro ao ouvido de Hibari que apoiou sua cabeça no ombro do loiro.

Dino conseguia sentir a umidade quente começar a tocar sua mão quando tocava a glande, o pré-gozo, o membro parecia ter esquentado com o atrito. Hibari abriu a boca e fechou os olhos, gemendo enquanto o orgasmo ocorria.

-Di-no...

Dino ainda manteve um ritmo inebriado com o som da voz que o chamou sexy. Ele soltou o membro assim que esse atingiu totalmente o ápice. Hibari arfava e não queria olhar para o loiro agora, era muita humilhação.

O loiro aproveitou-se disso para estender a mão e procurar algo em seu bolso. Ele havia imaginado que uma hora iria acontecer e ele precisava daquilo junto quando acontecesse.

Esse era o momento.

-Kyouya.

Hibari soltou o corpo quente, preparando-se mentalmente para sair dali se não suportasse olhar para o mais velho. Assim que olhou as mãos do maior desceram suas costas, acariciando a linha de sua coluna e alcançando suas nádegas.

O moreno sofreu uma reação no mesmo instante, quase colando o rosto no peito de Dino enquanto brincava com os volumes macios.

-P-Pare!

Dino tocou as aberturas afastando-as um pouco, sua mão esquerda desceu até que encontrasse o que queria. A abertura enrugada e que com o toque se fechou mais.

Hibari soltou um barulho estranho, tentando segurá-lo a qualquer custo. Aquilo ia contra sua própria lei, ele não estava resistindo.

-Se você não quiser realmente, Kyouya, eu posso parar.

Bem, as palavras saíram com muito esforço. Dino não estava suportando mais, parecia estar obrigando Kyouya, ele não suportava fazer as coisas assim.

O moreno soltou a mão da boca, não o fitando diretamente. Parar? Ele de certa forma queria. Mas parar agora. Ele sentia que se Dino parasse agora, eles nunca mais.

Porque isso o incomodava? Ele não queria mesmo falar com Dino nunca mais. Ele poderia sumir, morrer que...

-Kyouya.

-H-Hã?

-Não precisa fazer essa cara. Eu te entendo.

Dino não estava mais sorrindo, estava sério e duro como rocha. Hibari se lembrou. Ele não gostava mesmo era de ver tal pessoa sem um sorriso, ele poderia estar errado, mas não admitiria.

A consequência dessa escolha ele poderia lidar depois, agora ele só pretendia fazer o que parecia certo. O que sua mente lhe mandava fazer.

Que desgraça... Se entregar para um herbívoro desses. Mas em seu rosto tinha um sorriso pequeno.

-Idiota.

Hibari envolveu os braços no pescoço exposto e o puxou, deitando-se outra vez. Dino não perdeu o tempo precioso, sua mão deslizou por trás e acariciou o ânus, fazendo com que os sons começassem a percorrer o quarto.

O líquido gelado tocou a abertura e o dedo maior circulou em volta, adentrando o virgem.

-A-ahh...

Assim que o dedo foi envolvido pelo músculo apertado e irritado pela invasão, Dino sentiu seu próprio membro soltar o pré-gozo. Estava antecipando as sensações, era muito apertado, quente e seco.

Dino observou a expressão nada contente de Hibari. Circulou-o pro dentro e o movimentou para frente e trás buscando dar mais espaço e acostumá-lo.

Nessa preparação Dino pode contemplar as faces de dor do menor. Ele até que aguentava bem, aquilo não era nada gentil mesmo sendo cuidadoso.

O lubrificante foi gasto inteiro até que toda a abertura estivesse molhado por dentro e por fora, escorrendo pela colcha escura. Dino sorriu, três de seus dedos imitando a penetração com certa força, Hibari com o rosto avermelhado e as mãos no pescoço do companheiro.

-Ah-Haa... Aaa, Cavallone!

Assim que parou, o membro do menor estava totalmente ereto, ele estava se masturbando durante aquele tempo. Dino o acalentou nos braços, retirando os dedos, um pouco de cheiro de sangue misturado.

-Desculpe.

Hibari arfava, o suor corria sua testa. Ele negou com a cabeça.

-Faça logo...

Dino assentiu, ele então poderia completar aquele ato de união. Apenas sentia medo de machucá-lo muito. Hibari afastou as pernas um pouco mais, esperando o loiro retirar a regata e desfazer-se da calça bege junto com a boxer.

A tatuagem realmente se estendia até embaixo, parando no baixo ventre bem próximo ao pênis.

Hibari não entendia nada disso, mas certamente o Cavallone era um homem dotado, sensual e envolvente. Ele sentiu seu membro abrigado em sua mão endurecer mais um pouco com a visão de o do maior escorrendo o líquido gosmento e cheiroso.

-C-Cuidado, ouviu Cavallone? Se me machucar eu te matarei em dobro amanhã.

-Você não está em posição de me ameaçar não é? Hahaha... Brincadeira, eu vou cuidar muito bem de você.

Hibari soltou um sorriso de escárnio, seu rosto estando suado e arfando de leve ainda.

-Não me faça ri- AHH!

Dino adentrou a glande do pênis na primeira, sua mão envolveu o pênis do Guardião e o masturbou enquanto forçava a entrada no ânus apertado.

Hibari tinha a boca entreaberta e a mão sobre a do maior. Seu quadril se movia contra Dino, a dor se apossando e se espalhando por toda a extensão de seu intestino com a entrada forçada.

Sentia arranhar mesmo com o lubrificante e o tamanho que obrigava seu intimo expandir dolorosamente ainda mais. Doía como o inferno, aquilo ia deixa-lo inabilitado outra vez.

Dino realmente não tinha medo da morte.

-M-MAIS devagar!

Dino apertou o membro em mãos, quase fazendo-o explodir na ótima sensação. Estava muito indeciso sobre o que sentir, a dor ou o prazer.

-Aaan... Aw... Ah! D-Dino, não, para!

Mas o loiro adentrou mais, os olhos azuis reviraram e Hibari caiu com as mãos sobre os lábios, tentando se distrair com qualquer outra coisa.

-Aguente só mais um pouco, Kyo.

O japonês conteve-se. Ele estava caindo mesmo. Ele segurou os gemidos até que o maior o tivesse tomado inteiro. Ele arfava e Dino parecia também estar envolto em seu próprio mundo naquele momento.

-É muito mais apertado do que eu imaginava.

O comentário fez Hibari o olhar furioso. Era ele quem estava sofrendo e ainda precisava ouvir aquilo?

-Considerando que é sua primeira vez, é normal. Quando se acostumar, me avise Kyouya.

-Não. Se mova agora.

-Mas Kyouya-...

-Cavallone... Estou bem.

O olhar do menor deu a entender, mesmo ele sendo grosso, rude e totalmente arrogante, Dino conseguiu entender como nunca antes.

Era assim que a comunicabilidade das pessoas se intensificava quando se amavam?

Ele realmente, no fundo de sua alma, seu coração palpitando, seu corpo tremendo de satisfação, ele não tinha dúvida.

Hibari fechou os olhos. Ok, agora sim, se entregaria.

“Pouca coisa vai mudar. Nós vamos nos encontrar duas vezes por ano, eu farei viagens para a Itália nas missões e em vez de hotéis passarei na Mansão Cavallone. Eu vou agir como sempre, se ele não suportar ficar comigo do jeito que eu sou tudo vai acabar em um piscar de olhos e como os carnívoros eu estarei de cabeça em pé. Como sempre estive.”

A primeira estocada o fez abrir a boca. Dino envolvia suas coxas roliças que tanto o atraíam com as mãos, dando impulso.

O cenho do maior estava franzido. Seu prazer contido começava a lutar para escapar entre as pernas do japonês, a pele arrepiada do maior começava a ferver com o contato e tremendo, ele continuava a penetração com dificuldade até que o lubrificante se espalhasse e o membro conseguisse deslizar sem problemas.

Até aí, Hibari estava louco.

-Mais rápido. Ahh!

Dino esticou os braços para que pudesse ganhar apoio com as mãos do rapaz. Ali tudo o que sentiam foi compartilhado, os gemidos, o atrito e todo o prazer.

Para uma primeira noite, Dino achou Hibari muito sensual e delicioso, pareceu-lhe que o prazer foi tanto que o rapaz era experiente.

O menor se encolhia e cada espasmo o fazia retesar-se até que os dois tivessem seus orgasmos.

Quando tudo ficou escuro, os dois estava ofegantes e com a visão desfocada.

A única coisa que houve foi os dois se esticando no futon, sem saber se era do lado de cima ou o de baixo, onde estava a porta.

Dino não sabia dizer como estavam, mas ele não poderia fazer nada agora. Seus braços muito gentilmente envolveram todo o corpo do rapaz exausto. Ele estava quase em choque.

A respiração rápida batia em seu ombro, mantendo a cabeça na altura de seu peito. Hibari tocava levemente seu corpo, quase como se estivesse tomando cuidado com cada parte de seu próprio corpo. Ele se ajeitou e tateou em volta. Durante o ato todo eles chutaram a colcha para longe sem querer.

-Kyouya?

O sussurro pareceu completar o clima. Estava tudo quente, o cheiro impregnado no ar e as respirações se acalmando.

Dino sentiu o tecido um pouco grosso cobrir metade de seu corpo e Hibari tentando dividir o espaço. O loiro sorriu mesmo não sendo visto, ele abraçou Hibari e apoiou a cabeça no que seria o travesseiro.

-Está doendo?

Hibari abrigou o rosto na curva do pescoço do italiano e sussurrou “Não. Boa noite, Dino.”

Desde aí, eles puderam fechar os olhos e deixar as preocupações para o amanhã.

Continua

Notas finais
KAMISAMA! NÃO ME MATEM! YAAAAAA!!! Eu juro, eu tentei mesmo! Quem já leu meus lemons sabe que esse não é meu máximo, mas eu lutei muito, como uma samurai psicopata!
Eu já expliquei não é? Eu sou novata com D18, não sei como fazer eles entrarem no clima direito. E o lemon ficou ruim, cortado, sem emoção, etc e tal. Não me torturem também!
Mas eu farei outro lemon nessa fic pra compensar essa porcaria aí em cima. Eu devia me enforcar, mas daí vcs vão me reviver para refazer essa obra de noob então não daria muito certo.
Gomen, minna. R-Reviews? Só não me esculachem muito ou vou murchar e não poderei continuar MESMO.
Ciao Ciao.