In The End Of Saturday
7 Part07: Uma Missão
Notas iniciais
Já eram horas altas. Quantas madrugadas haviam passado que não dormia? Três?
Ouviu-se um grande suspiro. Dino coçou a testa, irritado consigo mesmo.
-Romário, traga uma água com limão. Por favor...
O subordinado de Dino estava insatisfeito. Seu chefe não prestava mais atenção em nada desde a noite passada.
Passou-se um dia desde o “problema” com Kyoya. Romário não sabia o que tinha acontecido... Seu chefe apareceu vermelho e cambaleando, e apenas disse que estava tudo bem, só cansado.
Dino batia a caneta na mesa com ritmo, coçando o queixo, que de certa forma parecia mais vermelho, e estava muito agitado.
-B-Boss... O que houve? Aconteceu algo ruim com o Hibari?
Dino levantou a cabeça num “Hãn???”, o que deixou Romário ainda mais preocupado. Dino sempre era distraído, mas devia estar pensando em algo sério.
-Não, não é nada... Só estou um pouco preocupado. Ontem à noite o Tsuna me ligou.
Romário arqueou uma sobrancelha. Havia algo estranho. Tsuna normalmente ligava no escritório do Cavallone normalmente e não no celular.
-E...?
Dino suspirou.
-Ele deu uma nova missão para o Kyouya.
Romário abriu a boca. Sawada Tsunayoshi estava dando uma missão assim do nada para o Guardião da Nuvem?! Logo após ele quase se recuperar de uma gripe forte?
-Mas Sawada-san sabe que o Hibari-san-... –Romário foi interrompido.
-Sim, mas ele disse que é realmente um assunto de urgência.
Era estranho. E era definitivamente o Tsuna falando ao telefone. Dino se lembrava claramente que até mesmo Kyouya atendeu para falar com o Chefe Vongola e este mesmo confirmou que era sim o “herbívoro”.
Nesse momento, Dino se levantou e se pôs novamente na janela do escritório. Afinal de contas, ele pensava, Lira devia fazer o turno a noite nas segundas-feiras, mas Romário o avisou de que Lira não estava exatamente bem e teve que interromper sua rotina.
Os olhos mel percorriam o céu escuro. Dali dava pra ver os morros se estendendo. A madrugada era fria, como todas as outras, mas esta em especial tinha um aroma na brisa, eram as flores da estação. Não tinham o cheiro forte como as da primavera, mas Dino gostava de admitir que preferia o frio.
Se alguém já tinha percebido, ele não desgrudava de roupas quentes e longas. Usava sempre seus amados casacos verdes e com toucas de pêlos, ou algum terno rico em charme, ou até mesmo um conjunto mais simples, mas sempre de mangas compridas.
Ele adorava, mesmo no calor. Seus olhos se fecharam aproveitando o instante, até se esquecendo que Romário estava atrás da mesa falando.
Dino SEMPRE se distraía. Por isso ele era uma criança grande.
-Boss... –Romário sorria com graça do chefe sonhador.
Dino sentiu o gosto de Kyouya um segundo, não contendo em lamber os lábios suavemente. A sensação foi avassaladora naquela hora, o cheiro, a textura e a aura.
A aura de Kyouya se acendeu ainda mais naquele instante, ele sentiu o corpo do garoto ferver. O rosto avermelhou e ele ficou extremamente sem graça. E o que foi mais curioso, Kyouya agiu como se nada tivesse acontecido.
O loiro apertou os dedos nos braços tentando segurar os arrepios. Ele queria o Kyouya. E pensando nisso, se Tsuna tinha aproveitado a oportunidade para manter o Guardião da Nuvem mais um pouco na Itália, Dino só poderia aproveitar a chance.
Nesse caso... “Eu preciso terminar meu trabalho logo.”
O loiro fechou as cortinas sentando novamente na mesa e se concentrando no trabalho. Haviam cinco pilhas de papéis e ele teria que dar conta daquilo em três horas.
-Nãos se esforce muito, Boss.
Dino sorriu e liberou Romário.
Havia tempos que estava procurando algo em sua vida que fizesse seu coração bater mais rápido. Podia ser qualquer coisa: um hobby, um animal de estimação, um elogio ou uma luta.
Dino mordeu o lábio enquanto já lia rapidamente a terceira folha. Ele estava precisando de algo superior a tudo.
Pensando nisso, Dino olhou para um cantinho do escritório. Enzo estava ali.
-Enzo! Você sumiu, garoto.
Enzo era a tartaruga do Dino. O loiro sorriu, indo até o animalzinho de estrelas no casco e pegando-o.
-Amanhã eu te apresentarei ao Kyouya. Mas hoje é melhor você esperar porque estou muito ocupado.
A tartaruguinha fez alguns sons pedinchões que fizeram o coração de Dino amolecer. Ele não resistia a coisas fofinhas, o que era um ponto fraco.
-Tudo bem. Fique no meu colo.
Enquanto o bichinho se espremia e se esfregava nas roupas do mestre, Dino continuava a leitura dos textos quase incompreensíveis de se ler e vezes ou outra fazia um carinho na miniatura de tartaruga.
Enzo em breve ganharia um novo amigo.
Passou-se vários minutos, Dino ainda pensava em soluções para a situação com Kyouya. O que houve de noite mesmo?
Ah, sim. Recapitulando. Eles se beijaram.
“Não, não... Eu o beijei. E acho que devo ter quebrado alguma costela dele porque caímos no chão.”
E em seguida eles se levantaram com Hibari falando “aquilo”. Dino tapou a boca com a mão... Estava sem saber o que fazer, foi desarmado, pois não imaginava que a reação seria aquela.
Pior ainda foi depois.
Flashback On
“-Eu sou assim. Espero que não esqueça, pois eu odeio repetir a mesma coisa duas vezes. –sentenciou o moreno se levantando arrumando as roupas e estendendo a mão para Dino sem nem olhá-lo.
Dino aceitou aquela mão pálida e macia, se levantou. Não sabia o que devia sentir agora.
Kyouya era um enigma.
...
Dino ficou tão apavorado de início que não soube o que fazer ou dizer, mas segurava a mão de Hibari como se quando o soltasse, ele seria arrastado pra longe.
O moreno não gostou nada. Ele mal tinha contatos com pessoas, a não ser seus punhos de encontro a um recém ex-nariz perfeito.
E quase foi o resultado, pois Hibari notou que o Cavallone estava confuso e nervoso. O mais novo bufou, ele teria que ter o mínimo de paciência com alguém como Dino, já que o italiano parecia ser mais burro que uma porta.
-Solte-me. Esmagar minha mão não adiantará em nada.
Mas Dino parecia... DISTRAÍDO.
-Quer que eu te morda até a morte? Me solte, herbívoro!
Só que para soltá-lo, Dino precisou ganhar um pontapé no queixo.
-ITTEEE! Kyouya!
Hibari deu um sorrisinho de escárnio, como o de sempre. Ter uma relação uma vez na vida, com o Cavallone, seria no mínimo interessante, a não ser que Hibari explodisse de raiva antes.
Foi quando o celular de Dino tocou.
-Alô?
-Ciaossu.
-REBORN?! Quanto tempo!
-Dino, desculpe o incômodo e a pressa, mas o Tsuna precisa falar com o Hibari, mas sabe... Ele está meio abalado e com medo dele mordê-lo até a morte.
-Ahh... Pode passar então o telefone pra ele, Reborn?
-Aa* Jaa na, Dino! Mande melhoras ao Hibari.
Até esse ponto Hibari já estava sentado na cama fuzilando Dino com o olhar. Como o italiano ousava atender o celular na sua frente sem ao menos pedir licença?! Ele pagaria por isso.
-Kyouya eu...
E bem no momento que Dino virou para fitar o moreno, recebeu uma tonfada no meio da testa, caindo pra trás. Nem parecia que poucos segundos atrás tinham estado se beijando eroticamente.
-Fique aí onde é seu lugar. Me passe o telefone.
Dino fez um bico, mas entregou o aparelho, sentando-se ao lado mesmo com Hibari o avisando pelo olhar. Mas o loiro só conseguiu dar um largo e feliz sorriso, desarmando o moreno, que corou.
-Hibari-san?
-Oh, Tsunayoshi. Espero que esteja pronto para ser jogado aos leões.
-HIEE! NÃO HIBARI-SAN! M-M-Mas eu realmente estava preocupado com você!
-Não precisa se dar ao trabalho, eu não necessito dessas coisas. Agora desembuche porque não tenho vontade de falar com você.
Do outro lado da linha Tsuna tinha uma gota na testa “Cruel como sempre...”.
-De qualquer forma, nós descobrimos algo importante. E como você já está na Itália, poderia investigar uma coisa?
-E o que seria? Ou melhor... Se trata de algum herbívoro que eu tenha que morder até a morte?
Tsuna *duas gotas* (kkkk)
-H-Hai... Infelizmente. Mas eu peço que tenha cuidado. É uma missão perigosa e eu temo que se trata de uma verdadeira ameaça. Mas não esqueça que é uma investigação. É um mafioso italiano que apareceu aqui no Japão e já voltou para a Itália, precisamos descobrir a que família ele pertence.
-E quem é esse?
Hibari só ouviu o ato de Tsuna em engolir em seco.
-Não sabemos.
Foi suficiente para Hibari coçar a cabeça e soltar “Me passe as informações, suma daqui Cavallone.”
-Ei, espera!
Mas a cara de Dino encontrou a porta e naquela noite Dino não o viu mais. Ele foi abordado por Romário para continuar o trabalho.”
FlashBack Off
-Não sabem. Simplesmente não sabem. –repetia Dino para si mesmo.
Enzo se remexia e ele estava distraído novamente. Uma dessas numa luta e ele estaria morto.
-Ma, eu preciso me concentrar.
E enquanto o tempo passava mais rápido do que ele esperava, Kyouya estava sentado em outro escritório, ele também cheio de papéis.
-“Hibari-san, Sawada-san mandou os relatórios por fax, mas como é uma grande quantidade, eu deixei em um escritório a parte. O senhor prefere que eu os traga?” Foi isso que Romário disse quando as informações da Vongola chegaram algumas horas atrás.
-“Ie*. Me leve até lá.” –Respondeu Hibari se levantando e o acompanhando.
Nesse momento o moreno passava os fios de cabelos para trás. A franja já o incomodava nesse ponto, sempre tapando a visão em várias ocasiões impropícias.
Hibari respirou fundo antes de continuar sua leitura. Não que os guardiões da Vongola fossem muito burros, mas Hibari agradecia de certa forma eles terem feito relatórios mais simples de entender do que os complicados textos formais, ainda que dessa forma não detalhasse tudo exatamente como era.
O Ex-Presidente do Comitê Disciplinar ouviu um som, perceptivo como era e de audição perfeita, Hibari conseguiu localizar o mínimo ruído, provindo da janela. Se levantou, reconhecendo os sons Plic Plic Plic, como se o vidro estivesse sendo bicado. E por três vezes exata.
-Você? Como chegou aqui?
Hibari abriu a janela, tomando o passarinho amarelo nos dedos. Hibird estava ali. era definitivamente o seu mascote.
-Hibari! Hibari! –Balançava as peninhas, afastando um leve orvalho do corpinho redondo.
Hibari o deixou se acomodar onde conviesse. De que forma a avezinha tinha chegado na Itália?
Alguém provavelmente o trouxe, e esperto como era, Hibird devia ter seguido seu rastro, seja lá qual fosse, que somente o passarinho saberia qual era.
-Ho... Estou curioso. Seria o tal Gokudera? –se perguntava voltando a olhar as folhas.
Hibird parecia bem alimentado e agora repousava. Devia ter seguido do aeroporto até ali em sua procura.
-Hibari-san?
Hibari sentiu um torpor. Era ela.
-Você outra vez, herbívora? Onde está Romário?
A loira, que já não era de ter muito profissionalismo como todos sabem, fez uma careta que deixou Hibari com os nervos ativos. Cada ato daquela mulher agora o fazia ter arrepios de ódio.
De alguma forma ela lembrava-lhe... Rokudo Mukuro.
-O Romário, SENHOR Hibari, está muito ocupado com o Mestre Dino para poder realizar seus caprichos.
Hibari nem se deu ao trabalho de ficar mais irritado. Deu um sorrisinho, em sua postura superior como normalmente, e zombou.
-Empregada, traga-me um café com três cubos de açúcar e mande preparar pra mim uma sobremesa de maracujá. Estou trabalhando agora, por isso não me atrapalhe. Você veio aqui para alguma coisa? Ou estou enganado? –disse as últimas palavras com seu mais perverso olhar.
Foi suficiente para que Lira perdesse a fala e saísse dali batendo o pé. Ela não teve sua chance de dar o troco novamente. Parecia que vencer Hibari em uma luta verbal era impossível (muito menos em uma luta corporal).
“Só que ele TEM que ter um ponto fraco. Nesse momento é necessário que eu o descubra, para minha própria vingança e para a ascensão de uma nova e superior família.” –pensava convicta e com os olhos ardendo em chamas.
Hibari ainda ficou alguns minutos olhando a porta entreaberta. Ela não se comportava como uma empregada. Faltava-lhe postura, submissão, respeito próprio. Quem era Lira?
Hibird foi assentar-se em seu ombro, recebendo um carinho de Hibari em baixo do bico. Ele pensava seriamente no estranho comportamento da moça loira.
-Apaixonada pelo Cavallone han? –sibilou a si mesmo.
Seus olhos pararam na lista de nomes das famílias suspeitas. E a voz de Tsunayoshi voltou em sua mente durante a ligação.
“Hibari-san, não conte ao Dino-san. Como a família dele é o alvo, nós não podemos colocá-los em alerta, ou esse suspeito vai recuar. Há vários outros casos assim, ocorridos na Yakuza e na Famiglia Todd. Se a Famiglia for posta em alerta, não vai haver maneiras de descobrirmos de quem se trata.”
A voz de Tsunayoshi estava exasperada. Houve um ataque na Máfia Japonesa que atrapalhou uma transição de 500 milhões de Dólares. Tsuna se preocupou, pois de algum jeito a Vongola foi metida na encrenca e seu Guardião da Névoa foi sequestrado.
“Chrome e Mukuro. Como eles conseguiram pegá-los? E pensando bem, era mais fácil eles morrerem do que deixarem-se ser pegos. Mas Mukuro estava preso já. Chrome pode ter sido levada sozinha...”-pensava inquieto.
Sem Chrome, não havia meios de contatar o ilusionista. Mukuro teria ido em socorro de Chrome caso ela estivesse em perigo. Algo estranho estava acontecendo.
“Preciso buscar informações aproveitando que estou na área.”
Hibari pensava escolhendo a melhor alternativa no momento. E só faltaria uma coisa: dar uma desculpa pra Dino, o que seria fácil.
-Estou então saindo temporariamente da mansão.
xxx
Dino arregalou os olhos. Kyouya havia dito três dias.
-Boss, não fique assim.
O moreno já tinha saído fazia meia hora e ele estava mais desconcentrado do que nunca. Coçou a cabeça.
-Tudo bem Romário. Só que... Eu estava me acostumando.
-Boss, você não pode prendê-lo aqui.
“Quem dera se eu pudesse.” E bufou.
-Ma, onde está a Lira? Eu adoraria comer algum lanche dela agora.
-Não quebre sua dieta, Boss!
-Ma, não vou quebrar! –Dino balançava as mãos.
Ele havia tido pouca ação nos últimos meses, resultando em um ligeiro aumento de peso, já que ele não quis saber e só comia coisas que engordavam. Romário teve que discutir com o loiro para que ele treinasse três horas diárias, foi sofrido, mas Dino aceitou.
-Sua agenda já está lotada, não tem tempo para ficar se preocupando com o subordinado dos outros. –avisava-lhe o mais velho.
-Na, Romário... Eu vou achar que está com ciúmes. –brincava Dino, mesmo tendo uma leve sensação de algo incomum estar havendo a sua volta.
-Boss. Ele é o Guardião da Nuvem dos Vongola.
E não precisaram dizer mais nada. Bastava relembrar disso e seu coração tranquilizava.
Enzo estava andando pra lá e pra cá incomodado com algo. Nesse meio tempo, seu braço direito já tinha sumido de seu alegre ambiente de trabalho e ido atrás da loira.
Piscando umas duas vezes antes de por novamente os óculos de aros retangulares, Dino observou um passarinho amarelo no parapeito da janela. Ele abriu a boca uns segundos, achando ser normal, mas o bichinho ficou ali por um longo tempo.
Dino estava assinando o último, e já era quase hora do almoço. Dino resmungou que queria comer logo porque Romário era mau, tinha feito Lira fazer só as três refeições diárias e os lanchinhos seriam cortados. Por isso Dino estava com o estômago roncando... Seu braço direito querido, tinha dado um desconto ao seu chefe irresponsável já que Kyouya estava por lá e liberou os lanchinhos. Só que isso acabou no dia 8.
-Dia 8 de Maio. –Dino olhou o calendário e olhou novamente para o passarinho amarelo.
Ele arregalou os olhos quando o passarinho abriu o bico e repetiu.
-8 de Maio! 8 de Maio! –e balançou as peninhas voando pelo aposento e pousando em cima da ponta de um pincel de um tinteiro que Dino tinha de enfeite na mesa.
-Ora vejamos. Um pássaro que sabe falar! –Dino riu sem saber o que fazer.
Ele poderia esticar um dedo e alcançar o pequenino, mas não sabia se ele poderia voar para longe. Antes de sequer pensar, o bichinho voou novamente e sentou-se em sua cabeça, deixando-o surpreso.
-Hibari, Hibari.
-Hibari? –Dino desfez a expressão com um sorriso.
O bichinho se remexeu e deixou-se ficar ali sem piar mais nada. Bem, Dino concluiu que o passarinho devia ser de Hibari, o que parecia meio impossível, mas daria por encerrado seus pensamentos aí.
Dino terminou tudo o que tinha que fazer, seus dedos doendo, sua cabeça latejando. Ele tinha que dormir. Havia passado a noite, a madrugada e a manhã desperto. Seu corpo não aguentava mais nenhum segundo.
Até se esquecendo da fome e que a avezinha redonda estava em seu cabelo, ele se levantou quase se arrastando e foi tateando as paredes procurando o caminho de seu quarto. No meio do percurso deu-se com Romário e Lira segurando a badeja com seu almoço.
-Tarde demais... Eu vou dormir.
Dino seguiu em frente, Romário sem entender qual era a do passarinho e a da tartaruga que explodia e ciúmes seguindo Dino. Sim, Enzo ficou meio irritado. Dino esqueceu-se dele e agora seguia seu mestre sem entender quem era o intruso (Hibird).
-Boss, você fez um bom trabalho.
Romário o parabenizou como sempre e apoiou o braço do Cavallone no ombro, ajudando-o a alcançar sua maravilhosa, extensa e fofa cama.
-Mestre Dino, eu preparei uma bebida e o senhor poderá dormir mais tranquilo.
Lira deixou a bandeja na cômoda e aconselhou Romário a não deixar Dino dormir até que tomasse uma bebida relaxante. A loira sumiu das vistas com pressa.
Dino enquanto andava resmungou algo sobre o “Kyouya ter saído” quando Lira o perguntou onde estava. Era sua chance?
A moça bateu uma vitamina qualquer e tirou algo do bolso. Ela tinha decidido há muitos anos, que ela serviria a sua família, entraria na vida do Chefe Cavallone e descobriria suas relações com a Vongola.
No entanto... Ela há poucos anos se apaixonou por Dino. O verdadeiro Dino. Mas esta pessoa não demonstrava nada por ela.
Lira ficou com raiva e tentou manter-se em pé. Foi quando Kyouya apareceu naquele sábado.
E ela perdeu totalmente as esperanças. Quando Dino sorriu pra ele... parecia que tudo o que sentia foi despedaçado. E vendo a personalidade do Guardião da Nuvem com seus próprios olhos, Lira decidiu: “Ele é uma verdadeira ameaça”.
E enfim, era chegada a hora de cumprir com seus propósitos.
Ela não se sentia bem fazendo algo do gênero para com uma pessoa tão amável como Dino, apesar de que se fosse com o japonês metido, ela o faria com prazer.
-Agora não há mais volta.
Ela já tinha colocado o pó na batida cremosa e cheirosa.
...
-Todd?
O moreno ficou surpreso. Não sabia que a família Todd tinha pessoas tão fortes entre seus membros. O chefe era pretensioso e claramente de más intenções.
Kyouya sentia sua aura maligna apenas por saber de seus feitos.
Seu informante era um espião dentro da tal família. Havia boatos de que os Todd conseguiram um poder estranho. O que já deixava as pistas mais quentes pra Kyouya.
-Hm.
Hibari assentiu para a pessoa que o acompanhava dentro de um beco comprido. Havia ratos arrastando as caudas pelo chorume do lixo. Lugar desprezível.
-Hibari, tudo o que eu posso fazer por agora é isso. O Décimo me deu ordens para que você agisse sozinho e tirasse suas próprias conclusões. Eu vou ter com o Cavallone.
O moreno assentiu.
-Deixei Hibird junto com ele. “Espero que nada de mal aconteça na minha ausência”.
Continua
Notas finais
Jaa na!
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