In The End Of Saturday

5 Part05: Sobre Cavalos


Notas iniciais
Yo... Eu queria avisar que essa fic não vai ser das mais longas nem das meio longas. Essa é 9 capítulos mais ou menos, se não incluir nenhuma pequena continuação ou especial.
Quero agradecer aos que estão lendo, perdoem os atrasos nos posts, e espero que estejam gostando! 
Então Boa Leitura e observem como eu posso decair em criatividade.

Sua sobrancelha tremia de uma forma que irritava a si mesmo. Como era possível mesmo? Sentir raiva de si mesmo?

Hibari resmungou para o ar, completamente sozinho. Ele resolveu passear pelo jardim, observar a propriedade do Cavallone. Aquele: “Eu volto logo.” todo desanimado não enganava nem o idiota do Tsunayoshi.

Hibari sabia que longas horas e talvez até um dia inteiro se passaria sem a companhia irritante e excessivamente feliz ao seu lado. Hibari pôs a mão na testa como quem se pergunta como aquilo podia ter acontecido.

O moreno respirou o ar das flores que se destacavam no frio. Vestindo, não seu costumado kimono, mas um conjunto social de natureza europeia, feita especialmente para dias nesse clima.

Dino havia mandado entregar a muda de roupa junto com uma carta. Ele sairia também em uma reunião e Kyouya poderia ficar à vontade na mansão, pedir o que quisesse para as empregadas e para os criados (exceto para abrir os portões e fugir).

Hibari pretendia visitar o Haras Cavallone. Soube por alguns subordinados curiosos pela presença do japonês, que naquele lugar se encontravam os mais belos cavalos de toda aquela área, provavelmente de toda Itália. Avisados sobre a origem de Kyouya, os recomendados falavam com o moreno, um por vez e bem formais.

Tentado, Hibari acompanhou uma moça de aparentemente a idade de Dino. O loiro havia falado sobre poder pedir coisas às empregadas, mas ele só tinha visto essa, uma moça baixa, levemente morena, olhos azuis muito claros e cabelos bem penteados em uma trança sobre seu ombro, fios loiros quase brancos.

-Seu nome. –disse o moreno tentando assimilar a bela aparência da moça.

-Lira, senhor.

Hibari assentiu. Ele não esqueceria o nome, nem a forma de agir dela, bem como sua educação e olhar, Hibari via naturalmente ele mesmo naquela moça, o que era estranho.

Lira tinha a voz baixa, tom um pouco orgulhoso, olhos meramente agressivos e pose superior. Ela era sua cópia feminina e loira, vestida de maid.

-Bem, eu acho que posso praticar montaria aqui. É possível? –Hibari.

A loira assentiu. Ela mesma iria ajudá-lo com essa tarefa.

Andando pelo caminho que levava à área dos fundos da mansão, Hibari podia perceber que hoje em especial não havia nenhum subordinado de Dino andando livremente por ali. Seria possível que o Cavallone tenha liberado o caminho apenas para que ele não se irritasse com tantas pessoas juntas?

Em sua companhia e vista só havia a bela moça, num vestido de empregada, preto, sem muitos babados e modelo da atualidade, mais flexível e ousado.

Hibari não prestou muita atenção, mas Lira o analisava da cabeça aos pés, o rosto, as linhas, a cor, tudo. Ela parecia muito interessada em saber sobre ele.

-Bem, senhor Hibari, o Haras fica longe daqui, teremos que pegar um automóvel. –disse com um sorriso apontando um jipe.

Hibari se perguntou o quanto de dinheiro os Cavallone sustentavam. Nem queria saber ou ia gastar seu cérebro com uma conta numérica gigantesca.

-O mestre Dino deu ordens a mim para que o senhor se sentisse o mais à vontade possível e para que eu atendesse todos seus desejos. Eu gostaria de saber se o senhor se importa que hoje eu seja sua acompanhante.

Hibari olhou levemente para a loira. Ela era bem mais emotiva que ele em vários sentidos, mas ainda possuía o mesmo gênio solitário, podia ver isso claramente.

-Hm. Não me incomodo. –disse controlando sua boca pra não soltar o “herbívora”.

A moça fez uma carinha feliz e abriu a porta do automóvel, esperando Hibari se acomodar. Na verdade, Hibari esteve desde meia hora remexendo suas memórias tentando se lembrar de quando havia saído um dia sequer de sua escola ou sua casa além de ir pra uma luta, em vez de sair com um garota.

Pensar nisso fez Hibari ficar com raiva. Mulheres eram desnecessárias, mas ele sentia-se inútil nessa batalha. Ter relacionamentos também eram fraquezas, ter mulheres era o mesmo que ter alguém pra proteger, isso só atrapalhava, especialmente se fosse uma fraca e sem poder algum.

Aquela ao seu lado o olhava com interrogação. Hibari devia estar fazendo uma cara estranha para o nada.

-O que está esperando, herbívora?

A loira se espantou um pouco, ignorando o comentário e movendo o jipe para o destino, encontrado há três quilômetros dali.

Era como ter saído da área urbana de Roma. Havia campos enormes, lagos, muitas matas que faziam parecer o Paraíso. Hibari não prestou atenção a esses detalhes, e sim, em especial ao jogo de polo que ocorria em uma parte do Haras que se assemelhava a um grande clube de ricos.

Havia pessoas bebendo, belos cavalos, tratadores, garçons, tinham inúmeras pessoas em um lugar só. E para o alívio do Guardião da Nuvem, Lira passou reto, indo até onde se encontrava os centros de treinamento e corrida dos animais.

O estacionamento era nada mais que um gramado muito verde e bem cuidado. O cheiro do lugar era parecido com margaridas.

Hibari acompanhou Lira por escadas que levavam ao estabelecimento desejado, possuindo nele os vestiários.

Os celeiros eram do outro lado do campo de obstáculos.

-Vou providenciar uma roupa adequada e o senhor pode ver os preferidos do senhor Dino...

A moça foi interrompida pelo moreno, que ainda se recuperando da gripe, deu um leve espirro com um ventinho gelado.

-Eu quero ver todos. Você pode me mostrar um por um não é?

Lira deu um sorrisinho sarcástico e reverenciou-o deixando-o nos bancos do público. Hibari nem sentou, sabendo da eficiência da loira, e não demorou muito que ele admirava a paisagem vasta e tão diferente da do Japão, sentiu uma mão quente em seu ombro.

Hibari se virou rápido, jurava que era a mão de Dino...

-O senhor está bem? Podemos voltar.

-Tudo bem. Quero ver os cavalos e dar apenas uma volta.

Hibari tirou os olhos da loira antes que pudesse ver os lábios da moça sendo mordidos com certa raiva. “Apenas uma volta?...”, pensava ela.

Hibari olhava no espelho, coisa que não era acostumado, e ficou questionando se “aquilo” era assim mesmo. Aquele chapeuzinho côco ridículo... Iria deixá-lo de lado.

-Senhor, precisa do chapéu, é um protetor. –insistia a loira também já trocada.

Lira havia trocado seu vestido por uma blusa preta e uma calça branca justa, junto de uma bota de cano longo própria. O mesmo valia pra Hibari, a diferença era unicamente a falta do chapéu preto.

-Eu me cuido. São só cavalos...

Hibari ignorou os avisos da moça, que silenciou após um tempo e foram para os celeiros, onde belos 20 corcéis, todos de Dino aguardavam o próximo jóquei ou amazona.

-Mestre Dino não os monta há algum tempo. Eu e mais alguns especialistas estamos tentando dar conta de controlá-los. –comentou a moça acariciando a cara de um cavalo marrom.

-Controlá-los?

-Eles normalmente só aceitam ser montados pelo Mestre Dino. Eles ficam furiosos quando são outras pessoas, porém, nós temos que acalmá-los de alguma forma, então soltamos eles nos campos e esperamos eles correrem um tempo para liberar a energia acumulada.

-Então aquele inútil além de atrasar o trabalho, não cuida direito de seus bichinhos de estimação? Já não bastava aquela tartaruga?... –resmungou Hibari enquanto analisava alguns cavalos da fileira direita.

Lira não respondeu. Apenas esperou que Hibari fosse passando de um em um, até parar em um corcel alto e de pelagem amarelada, olhos castanhos, crina perfeitamente amarela, lisa e bem cuidada. Um sorriso nasceu em sua mente e sua mão se estendeu, tocando na testa do animal.

Lira via surpresa que o cavalo amarelo estava fazendo sons estranhos, movendo a cabeça de cima para baixo, como se pedisse mais do carinho, o japonês parecia acalmar os cavalos.

Hibari ficou um pouco impressionado, mas achava que era normal. No fim, ele nunca diria a ninguém, mas era a primeira vez que via um cavalo e que tocava em um.

Ao lado desse, que era o mais imponente e alto, havia o número acima na madeira, mas Hibari não via o cavalo na porta. Chegando mais perto, o moreno olhou para dentro, vendo com deslumbre um cavalo negro, deitado ao fundo.

Estranho. Cavalos costumam deitar? Lira terminou de dar atenção a um cavalo branco e virou-se para Hibari, que estava uns sete números longe.

Se assustou com a numeração de onde ele estava e tentou correr e avisar para que se afastasse de lá.

Hibari levou um susto que normalmente não aconteceria se fosse com um humano, mas sendo um cavalo era compreensível que lhe desse certo receio. O animal negro se levantou às pressas e cavalgou em sua direção com velocidade, parando bruscamente em frente ao rapaz, divididos pela porta de ferro, a única porta de ferro.

Hibari deu um passo atrás e observou melhor o bicho. Aquele tinha olhos azuis-escuros, e era o único deitado, o único que o atacou.

Para sua maior surpresa, quando tocou o negro, o cavalo amarelo ao lado deu um relincho e um som estranho, movendo-se com impaciência em direção à Hibari.

Hibari olhou para os dois e balançou a cabeça.

-S-Senhor Hibari, você está bem? –perguntou a moça suando, tentando encontrar ferimentos.

-Sim.

-Ah, que bom. Mas isso é muito estranho. Essa égua odeia até mesmo o Mestre Dino.

-O que disse?

A loira suspirou e explicou que o cavalo negro era uma égua de raça pura, que encantou Dino, porém, ela não aceitava ser montada por ninguém, que nunca participou de uma corrida, mas o Chefe Cavallone sempre dava voltas com ela e com o cavalo amarelo do lado, pois quando estavam os dois andando juntos, pareciam como corrida de bigas, os dois eram sincronizados e se davam super bem.

-Ah. Se puder, eu gostaria de montá-la então.

Lira encarou-a como se Hibari fosse louco. Era impossível montar naquela égua, ninguém conseguia, nem o Haneuma quando o cavalo amarelo não acompanhava.

-Ela não me atacou, já é motivo suficiente pra tentar.

Assim seguiu com a decisão de Hibari, mesmo sabendo que era loucura. Porém, ele repetia a si mesmo que não tinha medo de nada.

Hibari viu a dificuldade da loira pra por a cela na égua negra, que se remexia, ameaçava coices, se batia de um canto a outro. Com ajuda do moreno, que acalmou-a, conseguiu terminar o serviço.

-Quer ajuda para montar, senhor?

Hibari olhou a cela, olhou para a égua e negou para Lira. Ele tinha visto como era, bastava repetir o movimento.

E fazendo isso, conseguiu se por sentado corretamente. Era diferente o modo de vista assim... Era mais alto, mais incômodo, mas relaxante.

Ou era a confiança que tinha naquele animal. A égua se demonstrou fiel, calma e pacífica, com a pista livre, Lira ficou na beirada vendo como o moreno se saía.

Para um iniciante, ele tinha muita sorte da égua gostar dele, ou poderia estar morto.

Hibari indagou sobre o nome daquela égua e Lira comentou sobre Dino nunca ter conseguido dar um nome pra ela.

-Hm. Como te chamarei?... Kuran?

No momento que falou, a égua deu um pulo leve, como em um trote alto, fazendo o corpo de Hibari ficar no ar poucos instantes e cair de volta, com o susto, Hibari imaginou que ela não tivesse gostado do nome.

-Não posso te nomear como fiz com o Hibird. Que tal Neggra?

A égua deu um relincho e outro pulo, fazendo Hibari se apertar ao freio e a cela. A eguinha era assustadora e fatal.

-Estou ruim para nomes, herbívora. –resmungou Hibari.

Não esperando, Hibari ganhou um solavanco para frente. A bicha tinha empacado.

-Eu estou falando com um animal... O que está dando em mim? –comentou mais para si do que outra coisa.

Mas como se entendesse, a égua empinou alguns segundos, fazendo Hibari se segurar da melhor forma. Lira estava morrendo de preocupação.

-Pára!

Assim que disse, a égua pousou no chão.

-Que coisa, eu não sei que nome dar. Invocada?

A égua deu um relincho muito mais alto e acelerou, mesmo com Hibari puxando o freio, acelerou com toda a força, correndo pela pista e atravessando os obstáculos com rapidez.

Até essa altura Hibari já tinha jurado nunca mais cavalgar. Como poderia pensar em um bom nome sendo que estava mais preocupado em parar, o meio de suas pernas estavam doendo como nunca.

Enquanto ela ia diminuindo a velocidade e parando na área de chegada após umas cinco voltas, Hibari passou a mão no cabelo, descendo.

Lira tentou ampará-lo, mas não foi necessário. Hibari se virou para a égua.

-Você é um animal muito inteligente e forte, herbívoro. Talvez não sejam só os carnívoros que são fortes. –comentou baixo acariciando a crina da égua.

Ela deu um sonoro relincho e balançou a crina um pouco, ficando com o corpo em uma pose. Nem parecia um cavalo à sua frente, mas um ser totalmente inteligente.

-Vou conseguir um bom nome pra você, aguarde. Vamos Lira.

Hibari ainda viu como Lira tratava dos cavalos, como cada um se comportava e qual era a relação do cavalo amarelo com os outros.

Ele era como o líder entre eles, a égua sempre ficava longe dos outros, mas o amarelo a maioria das vezes ia pastar junto com ela.

Isso fazia Hibari pensar que Dino era um doente mental mesmo. Ou a semelhança era extraordinariamente grande.

Mais da metade do dia passaram naquele local. Mais tarde, depois de um bom almoço e horas depois um café reforçado, eles voltaram para a mansão.

Hibari atravessou a porta, aberta por Lira. E se deparou com um salão cheio de homens de ternos e de rostos estranhos. Seus olhos afiaram-se como os de um gato eriçado.

-Ah, me desculpe, senhor! –falou Lira olhando para dentro.

-Não tem problema. O meu destino é o primeiro andar. –sibilou, passando reto pelos homens curiosos, começando a subir as escadas sob os olhos de homens com poses de ricos, senão milionários.

Lira reverenciou a todos e subiu atrás de Hibari. Suas ordens eram as mesmas.

Lá embaixo ela ainda viu Romário acalmar os homens e dizer que o chefe logo desceria.

Hibari abriu a porta e adentrou, fechando-a atrás de si. Tomaria um banho, deitaria e descansaria. Precisava se recuperar dos fortes baques que levou da égua e de seus ferimentos anteriores, além da gripe que melhorava muito naquele curto espaço de tempo.

-Kyouya?

Hibari congelou, sentindo a presença do loiro no quarto. Virou-se bruscamente, ele estava já se despindo, estava só de roupa íntima.

Quando o encarou, viu um homem diferente. Não era Dino, o herbívoro inútil. Era Dino Cavallone, o Chefe da 3ªFamília mais poderosa.

Ele estava vestido em um terno negro, camisa marrom, uma gravata preta, cabelos penteados para trás de uma forma que sua franja ficasse mais para cima do olho esquerdo e seu cabelo meio comprido ficasse para trás rebelde. Se aquele cabelo fosse cortado daquela forma e ajeitado atrás, Hibari diria que Dino era um modelo ou ator.

Mas mais importante que isso, era a coloração rosada no rosto de Dino. Não, ele ficou vermelho até as orelhas e virou-se de costas, juntando os dedos nervosamente.

-M-Me desculpe! É que foi marcada uma reunião aqui na mansão, eu não pude te avisar, eu não fazia ideia de que você pudesse sentir vontade de ir ao Haras e-...

-Cale a boca, Cavallone.

Hibari vestiu a blusa de volta na velocidade da luz, assim como a calça e agarrou uma tolha.

-Pode se virar.

-Lira disse que você montou a Fifi! Você está machucado? É verdade que ela não te atacou?–soltou o loiro com um rosto assustado.

-Estou muito bem. E que nome é esse... Fifi?

-Eu a chamei assim quando a vi. Ela não deixa eu montar, Kyouya!

-Vai ver é por isso que ela não deixa você montá-la. Arranje um nome melhor. –resmungou se direcionando para o banheiro.

Mas antes, sentiu seu pulso sendo puxado com delicadeza e seu corpo quase se encontrar com o de Dino. Seu coração pulou.

-Estou muito feliz. Obrigado, Kyouya! Eu gostaria de te ver montando. –sorriu largamente Dino.

-Herbívoro. Trate melhor de seus animais. Eles também precisam de treino.

Dino assentiu com a cabeça, coçando a nuca sem jeito. Ele olhou um relógio e disse que precisava descer. As mãos do loiro tomaram as suas duas e com um tremor no peito sentiu-o apertá-las como se desejasse ficar ali.

Dino tinha um olhar brilhante. Hibari precisava sumir... Ou ele ia acabar caindo nas amarras do italiano, mas quanto mais tempo passava ali, mais queria ficar.

-Vá logo!- falou corado, soltando-se de Dino e indo para o banheiro.

-Hm.

Dino sorriu levemente. Que reação boa. Hibari corado era uma gracinha.

-Estou descendo. Lira, cuide das coisas por aqui, certo?

-Sim senhor.

Assim que o loiro sumiu de vista, Lira estreitou os olhos. Agora resolveria umas coisas. Adentrou o quarto, ouvindo as torneiras para encher a banheira.

A loira trancou a porta e se dirigiu até a mala de Hibari. Nada grande, apenas umas coisas, mas tinha que ter algo importante.

Lira remexeu em alguns objetos até achar algo com o símbolo Vongola. Ela precisava ter certeza.

Mordeu o lábio. Dino havia dito uns dias atrás aos subordinados que um convidado estaria na Itália e que ele era prioridade.

Lira vinha tentando se aproximar intimamente de Dino há um bom tempo. Era comum as mulheres se apaixonarem por Dino Cavallone.

Mas então, ela servia o mestre e sabia que ele nunca dava prioridade a qualquer pessoa. Durante sua vida ali, só houve esse comando para quatro pessoas, três mulheres, uma francesa, uma italiana e uma inglesa, que um dia foram amantes do Cavallone.

A quarta pessoa, porém, era um garoto japonês. Isso significava que também era amante do Chefe Cavallone?

Nos poucos dias que Hibari esteve ali, tudo o que viu as espreitas não foi mais do que dois homens lutando, brigando, fazendo refeições. Além de que o moreno estava doente e tinha tido uma crise madrugada passada. Podiam ser amigos.

Sendo assim, Lira percebeu que apesar de tudo, Hibari Kyouya era um homem bonito. Ela poderia arriscar uma noite de diversão para ela mesma não?

Se Dino nunca se mostrava interessado, poderia ela despertar desejos no belo japonês?

Continua

Notas finais
Tah ai! Vlw pessoal. Reviews??? :3