In Love With My Guitar
5 Capítulo 5 – Believe me now?
Ao invés de seguir o resto da banda, Leo encapou Becky e foi direto para o bar, às vezes sendo parado por algumas pessoas para ser parabenizado. Quando finalmente chegou perto da figura, disse:
– Depois você fala que não se importa com a banda. – Ele sorriu. Ela sorriu de volta, coisa que ela nunca fazia.
– Odeio dizer isso, mas... – Ela olhou para os lados – Vocês foram ótimos.
Leo a fitou por uns instantes, depois, voltando ao seu tom brincalhão, disse:
– Acredita em mim agora, ursinha? – Algumas meninas que estavam perto, ao ouvirem isso, olharam de cara feia para Hanna.
– Não me chame assim! Se não eu mudo de ideia! – Ela respondeu, envergonhada.
– Não, não muda. – E puxando-a para mais longe do povo, disse: — Hey, você viu como o garanhão aqui recebeu vários assobios? – Disse, com seu sorrisinho metido estampado na cara de garoto.
– Aonde quer chegar com isso? – Disse a morena, cruzando os braços.
– Bom... Quer se divertir com a raiva alheia? – Continuou sorrindo e antes que ela respondesse, colocou um braço ao redor e a forçou a colocar a mão na cintura dele. Quando saíram andando, ela murmurou para ele um “Você não presta” que só o fez rir ainda mais.
*
– Richard. Acho que você ganhou um cunhado novo. – Anunciou Yara, pasma com o que via.
– Do que você está falando?
– Cara. Ela está falando daquilo. – Samuel disse, apontando. Igualmente pasmo.
Do fundo do bar vinham Leo e Hanna, abraçados e rindo. Fazendo algumas garotas terem raiva e alguns caras olharem. Porque, por mais que seja irritante, Hanna tinha um belo corpo definido.
Quando os dois chegaram, puxaram a banda inteira para fora do bar. Quando sentiram o ar gélido da noite em seus rostos, Richard se arrependeu de ter se desfeito da touca e Yara mais ainda, por estar com uma roupa tão curta. Mesmo assim, o frio não deixou que eles fizessem várias perguntas, como:
– O que foi isso?
– Vocês estão juntos?
– Alguém pode me explicar?
– Vocês não se odiavam?
Hanna, ao ver-se livre dos olhares curiosos, empurrou Leo para longe, dizendo:
– Vocês estão loucos? Eu, namorando com essa coisa? – Ela disse com nojo.
– A qual é Hanna, você bem que gostou – Leo disse, brincando, enquanto ia para cima dela.
– Nem vem! E não, eu não gostei! – Ela disse, indo para o lado, tentar fugir dele.
– Afinal, o que foi aquilo? – Perguntou a pequena loira que agora tremia de frio.
– Estávamos somente rindo da raiva e curiosidade alheia, mais nada! – Leo explicou.
– Uhun, sei... – Desconfiou Samuel. Rindo.
– É sério! – Disse Leo, colocando as mãos no peito, como se implorasse para os outros três acreditarem.
– Tá! Não importa agora! Podemos ir para casa? – Dizia uma Yara irritada e morrendo de frio.
– Vamos. Tem um ponto de táxi aqui perto. – Dizia Richard enquanto começava a andar, mas sua irmã o puxou, dizendo:
– Não, não. Eu vim de carro. A não ser que queiram se arriscar a ir embora com alguém que vocês nem conhecem, nós voltaremos de carro.
– Desde quando você tem carro? – Perguntava Richard, boquiaberto. – E porque eu nunca soube?
– Desde que eu terminei o colegial com s maiores notas da série. E você não sabia por que se não iria querer um também. – Ela dizia como se fosse a coisa mais óbvia.
– Tá! Tá! Dá pra a gente ir embora logo? – Yara agora tremia.
Leo tirou sua blusa branca e entregou para ela.
– Eu não preciso disso! – Dizia ela.
– Para de ser chata, garota! – Respondeu Leo.
*
Quando chegaram em casa, eram quase onze horas da noite. Já estavam todos de pijama, quando o telefone tocou.
– Alô? – Leo atendeu.
– Posso falar com o cantor da Chrono Time? – Uma voz feminina extremamente fina falava.
– Sou eu. Quem deseja? – Respondeu, desconfiado.
– Boa Noite, meu nome é Delinda e eu sou assistente de Mary Lesoure. Conhece?
– Não é aquela jornalista que trabalha para uma revista... Minutes? – O garoto tentou se lembrar.
– Sim, obrigada por reconhecer. Por acaso sua banda tem algum compromisso amanhã à tarde?
– Não, senhora.
– Tem como vocês virem até aqui, para uma entrevista?
– Sim, claro!
– Maravilhoso! É na rua...
Leo anotou o endereço. Quando contou a novidade aos amigos, todos concordaram que estavam dando sorte na carreira.
E estavam adorando isso.
Fale com o autor