Notas iniciais
Aêeeee! Bom dia!!!
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Que saudades de estar aqui com vocês podendo apresentar algo meu! Gente do céu... A tarefa era fazer uma one e eu acabei fazendo uma short... Agora pensem na dificuldade para comprimir quase 30 mil palavras em 12. Espero que vocês gostem!
Apreciem sem moderação.
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Autora: Diê Kellner
Beta: Cris Black
Banner: Prinncy Black
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Agradecimentos especiais para Daena e Tanyafadinha que lindamente nos prestigiaram com suas recomendações. Obrigada pelo carinho. Esse essa one é dedicada a vocês!

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POV Jacob


Olhei o relógio eram duas e trinta e cinco da madrugada. Era sempre assim todas as noites, eu sonhava com ela e logo após acordava e não conseguia mais dormir. Nesses momentos a culpa e o ódio sempre me dominavam. Perguntas sem respostas bombardeavam a minha mente. Teria sido ela meu imprinting? Teria eu conseguido salvá-la? As imagens não saiam da minha cabeça, e por mais que eu tentasse esquecer, todas as noites os sonhos voltavam e me atormentavam com a realidade que vivi.

Na época eu estava quase completando dezoito anos e estávamos terminando o colegial, fazendo planos de cursar uma faculdade, sair de La Push e morarmos juntos em Seattle. Tínhamos feito economias para isso se concretizar. Era o plano perfeito. Tínhamos a vida perfeita, mas tudo estava prestes a mudar. E mudaria drasticamente. Pra mim até aquele momento o que era mito ou o que era lenda não passava de história da carochinha.

Eu por ser de origem indígena cresci escutando histórias sobre nós. Elas diziam que éramos descendentes de lobos. Falavam sobre os frios, conhecidos como vampiros que eram os nossos inimigos naturais. Mas na verdade naquela época inimigo natural pra mim era o Sam e toda sua gangue. Para mim as histórias Quileutes não passavam de mitos e lendas. Até o dia em que me deparei com um vampiro bebendo até a última gota do sangue da minha namorada Leah. Naquele momento percebi que as histórias que ouvi durante a toda a minha infância não eram lendas. Ao ver aquele ser devorando a mulher da minha vida, senti coisas diferentes acontecendo comigo e quando dei por mim eu também tinha me transformado em um monstro. Naquele dia fatídico eu descobri que eu não era um ser humano.

Quando escutava as histórias sobre os homens lobos que defendiam a tribo eu achava maravilhoso. E pedi a conta de quantas vezes quando era criança eu brinquei fingindo que era um. Agora não tinha graça nenhuma. Eu era uma aberração tal como aquele que tinha acabado de matar Leah. E que por extinto eu também matei. Ele estava tão entretido matando minha namorada que quando percebeu alguma coisa eu já estava lhe atacando. Por extinto ou não eu já sabia como fazer, tinha escutado essas histórias era apenas desmembrar o corpo e queimar. Certo, ele já estava desmembrado, mas como faria para queimá-lo? Como faria para voltar ao normal, à forma humana? Foi então que vi o corpo de Leah estendido ao chão sem vida. Encostei o focinho em seu rosto e comecei a chorar. Quando dei por mim estava deitado no chão abraçado a Leah tentando de alguma forma fazê-la viver.


— Jacob? – Sam me chamou se aproximando. – Aconteceu não foi?


Eu sabia sobre o que ele estava falando, sobre a mutação... Agora eu entendia tudo, lembrei quando Embry se afastou de mim e de Quil só pra fazer parte da gangue de La Push. Sempre odiava quando Sam e sua gangue se amostravam pulando da parte mais alta do penhasco e tinha mais raiva ainda porque o conselho o tolerava e eu não entendia o porquê. Pra mim o conselho devia ser feito por iguais. E fosse para ter um líder, era pra ser meu pai. Até aquele momento não tinha sido capaz de entender por que as pessoas os tratavam assim; Porque a opinião dele era a que mais contava; E ele sempre olhava pra mim como se estivesse esperando alguma coisa... Como se algum dia eu fosse me juntar á estúpida gangue dele. Naquele dia eu entendi tudo.

Junto queimamos o corpo daquele vampiro e devolvemos o corpo de Leah à família. Ela também era de origem indígena, mas não informamos a família à causa da morte e quem foi o verdadeiro assassino para evitar o medo e o alvoroço. Informamos a família que ela foi atacada por um animal e que sangrou até a morte. Para não haver questionamentos o caixão dela permaneceu fechado durante todo o velório e para que não houvesse nenhuma surpresa desagradável os anciões decidiram cremá-la.


E eu, dois anos depois daquele dia ainda não conseguia esquecer daquele episódio infeliz. Acordava todas as noites logo após sonhar com os gritos de Leah. Gritos de socorro e desespero. Todas as noites em vão eu tento salvá-la e nunca consigo. Eu sempre chego atrasado demais.

Apesar de ser Alpha por direito eu não quis aceitar o cargo, mesmo meu sangue sendo o mais puro o mais forte. Sam sabia liderar bem e gostava de fazê-lo. Tinha assumido o controle do bando até que eu me transformasse, mas eu nunca quis ser um lobo muito menos um lobo alpha, portanto achei melhor deixar tudo como estava. Pelo o que ouvi do dos outros no pouco tempo que ainda fiquei por lá ele era um bom líder, então era assim que deveria continuar a ser. Não me importei em deixá-lo liderando a mim e a matilha.


Outra coisa que me encabulava era que as lendas também falavam sobre um tratado feito há anos atrás com um clã de frios que se chamavam Cullens e que se denominavam como “vegetarianos”, pois eles não se alimentavam de sangue humano, mas apenas de sangue animal. Eu não acreditava nisso, eu tinha visto um com os meus próprios olhos. Eu sabia o que um ser asqueroso daqueles era capaz de fazer. Eu não acreditava que poderia manter o tratado com vampiros. Comessem eles isopor ou bebessem gasolina.


Eu não aguentava mais viver ali... Tudo me lembrava Leah a matilha sofria com meus pensamentos depressivos, eu tinha me transformado em uma pessoa amarga e dura. Literalmente em um mal amado! Eu odiava quem eu me tornei, odiava ter perdido Leah, odiava viver em La Push onde cada lugar me lembrava dela. Com isso resolvi sair dali e conhecer o mundo.

Com uma mochila nas costas e algumas economias eu fugi. Eu saí disposto a conhecer o mundo comecei pela América do Sul sempre tive curiosidade então desci cruzando a Bolívia, Peru, até chegar ao Chile, depois fui para Buenos Aires e terminei no Brasil. Gostei da experiência de ser livre e me encantei pelas culturas que conheci, fiquei lá por seis meses até conseguir somar dinheiro suficiente para ir à África. Do norte da África subi para Barcelona, onde comecei meu trajeto por toda Europa visitei praticamente todos esses países. Terminei minha jornada da Europa na Suíça. E me perguntei que país era aquele? Deparei-me em uma situação onde um suíço parou o carro para comprar frutas, mas não tinha ninguém para atendê-lo. Havia morangos, cerejas e geleias, placas com os preços e uma caixinha ao lado. Ele desceu do carro, pegou as frutas, fez a conta, colocou as moedas na caixa e pegou o troco. O agricultor devia estar ocupado. Onde isso poderia acontecer lá na minha cidade? Quando o dono da barraca voltasse iria encontrar só o vento. Porque roubariam tudo e não sobraria nem a barraca para contar história.


Todo esse percurso durou nove longos anos e eu gostava da vida de nômade que eu tinha. Não tinha pretensão e nem vontade alguma de voltar aos Estados Unidos e principalmente a La Push. Quinzenalmente eu ligava para meu pai para saber se ele estava bem e para dizer que eu estava bem. Era bom não dever nada a ninguém não ter que trabalhar no dia seguinte, não que eu não trabalhasse, pois para manter minha vida de andarilho eu tinha que fazer um bico aqui outro acolá. Meu pai preocupado sempre mandava dinheiro pra mim, mas eu raramente o usava... O bom da situação era ter que correr atrás da sobrevivência e eu não era um pé-rapado.

Teve uma ocasião quando estava na África do Sul que eu quis saber qual era a sensação de caçar um leão e assim que a noite subiu eu fui à caça de um... A luta foi emocionante, mas não durou tanto quanto eu imaginei, o gatinho virou meu jantar no primeiro round.

Eu tinha me tornado um espirito livre, um homem libertino. Aquele garoto sonhador e inocente de La Push não existia mais... As viagens me permitiram ter uma nova visão sobre tudo. E diante disso eu resolvi curtir a vida. Apesar de ser libertino eu não era um devasso total, não deixei o coração de nenhuma mulher se partir, nunca dormir mais de uma vez com qualquer uma delas. Apesar de apreciar uma boa mulher e uma bom sexo. Depois de Leah eu nunca mais ia me permitir apaixonar. Antes com a ideia de envelhecer eu até pensava nessa possibilidade. Até porque eu não iria ficar novinho e lindinho para o resto da vida. Eu iria envelhecer e era bom não morrer sozinho, mas agora com essa nova perspectiva de vida por que eu me amarraria a alguém que era falível? Eu não suportaria vê-la envelhecer e eu ficar. A verdade é que até hoje eu não tinha encontrado nenhuma mulher que amasse o suficiente como amei Leah, ou mais ao ponto de querer abandonar a mutação.

Apesar e não ter aceitado muito bem no início, até mesmo porque, perdi Leah naquele mesmo dia, eu tinha aprendido a gostar de ser um transmorfo, gostava de correr como lobo, de viver por extinto. Fora que eu não precisava de problemas. A minha vida estava perfeita desse jeito, ou pelo menos eu acreditava que estava.

Depois de quase dez anos rodando a Europa eu decidi me aventurar por alguns países pacíficos da Ásia. Até que cheguei a Ahmedabad, capital de Gujrate, na Índia. Estava guardando minha mochila no hotel que tinha combinado com o guia de turismo. Encostei minhas costas no colchão na escuridão de meus olhos fechados. Isso ajudava pensar que quem se aventura pelo mundo de peito aberto deve estar pronto para o que der e vier. Fui acordar algumas horas mais tarde quando a fome apertou. Para enganar o estomago comi um sanduiche de queijo que eu tinha raptado do avião. Tomei um banho rápido, com isso pouco fiquei no quarto. Fiz uma ligeira consulta ao guia, voltei à rua ávido para ver o quanto antes como era a vida naquela urbe, já pressentindo ser ela intensa e vibrante, como tudo mais na Índia. Por outro lado, precisava comprar envelopes, cortar o cabelo, comer, beber, relaxar enfim. Na mão, levava um papel com os nomes do Restaurante Shatnee e da Casa de Bebidas, ambos enfaticamente recomendados pelo guia. Após curta caminhada, avistei os tais estabelecimentos. Mas ainda era cedo para matar a fome e depois, como prêmio pelas peripécias do dia, empanturrar-me com as delícias exóticas que o cartaz da casa de bebidas e sorvetes prometia. A noite apenas começava a cair, haviam poucas mulheres passantes, algumas vestidas com burca, marcando discreta presença feminina (na Índia, as mulheres primam pelo recato, como as americanas de antigamente). O desfilar sisudo de senhores barrigudos trajados de bata branca e barba roxa. Um quiosque vendendo fitas cassete e CDs de música árabe, o som ligado no mais alto volume e ao redor populares assistindo a clipes pródigos em danças rodopiantes, romantismo galante e discreta sensualidade. Deixando-me levar pela multidão, fui dar sob um dos arcos do Teendarwaja, antiga porta de pedra da cidade de onde os sultões assistiam às procissões religiosas. Mas, mais interessante ainda era eu ser cumprimentado por muitas das pessoas com quem cruzava e parado por jovens curiosos em saber sobre mim e sobre o que eu pensava a respeito de seu país e cidade, aproveitando-se assim da oportunidade de falar inglês e também de obter informações sobre o Ocidente, que para vários deles parecia se resumir aos Estados Unidos.

Comecei a procurar por salões de cabeleireiros. Estava resolvido a cortar o cabelo, já que com ele grande a mutação ficava terrível quando eu decidia mudar de fase, então eu sempre o deixava cortado bem baixo. Na Índia é fácil encontrá-los, pois estão em toda parte, inclusive a céu aberto sobre as calçadas, e são em geral pequenininhos, do tamanho de uma caixa de sapatos. Após localizar dois ou três, deixei-me fisgar pelo New World Hair Fashion*, não tanto pelo nome pomposo que interpretei como sendo uma homenagem às Américas, mas por possuir uma tabuleta onde se lia “Welcome”. Após o cabelo cortado fui até o restaurante que tinha visto anteriormente. Nesse momento a forme já estava apertando.

Jantei e logo depois, fechando o dia com chave de ouro, presenteei-me com a degustação de lássis e sorvetes principescos, como o de rosas vermelhas, por exemplo, exotismo gastronômico que só mesmo o país berço do transcendentalismo seria capaz de conceber. A única coisa que eu desejava naquele momento era terminar o meu sorvete. Eu estava sonhando em voltar para o hotel e tirar o resto da noite de sono, o que seria relaxante apesar dos lençóis encardidos e do colchão exageradamente fofo, mas não foi isso o que aconteceu. Enquanto degustava meu sorvete de sabor exótico, senti um cheiro diferente e ouvi o som de batimentos cardíacos mais acelerados do que o de humanos saldáveis. Como extinto minha pele se arrepiou, aquele não era um cheiro de humano, mas também não era de um vampiro. Eu me inclinei para frente e senti o calor já tão conhecido da mutação começar a me transformar enquanto a atração assassina ficava mais forte.

Eu tinha que sair dali o mais depressa possível aquela sensação era mais forte do que qualquer coisa que eu já havia sentido antes, tão forte que me fez lembrar de um comando Alpha, como se fosse me arrasar se eu não obedecesse. Dessa vez eu queria obedecer. O som e o cheiro me puxavam, me atraiam como um imã e quando me virei para encontrar o dono de tais características únicas me surpreendi ao ver dois olhos castanhos me fitando. Olhos marrons cálidos, da cor de leite com chocolate. Meus tremores pararam repentinamente; O calor se espalhou por mim, mais forte que antes, mas era um tipo novo de calor não estava me queimando. Estava ardendo sem doer. Tudo dentro de mim se desfez enquanto eu olhava para o rosto de porcelana daquela mulher. E nesse momento todos os fios que me prendiam à vida foram rapidamente cortados, como fios prendendo uma porção de balões. Tudo o que fazia de mim quem eu era meu amor pela garota morta por um vampiro sugador de sangue assassino, meu amor por meu pai, minha lealdade ao meu bando, o amor pelos meus outros irmãos, meu ódio pelos meus inimigos, meu lar, meu nome, eu mesmo se desconectaram de mim naquele segundo e flutuaram para o espaço. Não havia restado mais nada. Um laço novo me prendia onde eu estava. Não um laço, mas um milhão. Não laços, mas cabos de aço. Um milhão de cabos de aço, todos me ligando a uma coisa ao centro do universo mais especificamente. Agora eu podia ver como o universo girava ao redor desse único ponto. Eu nunca havia visto a simetria do universo antes, mas agora estava claro. A gravidade da terra já não me prendia ao lugar onde eu estava. Agora era aquela mulher de olhos estranhamente marrons e cabelos meio arruivados.


Era deliciosamente a estranha a sensação que sentia, meu corpo clamava por estar perto dela, para reivindicá-la mim. Tudo em mim se acendeu e logo me vi com um grande incomodo no centro do meu corpo. Eu tinha perdido a noção de quanto tempo ficamos ali nos olhando, mas o nosso contato visual foi interrompido quando um garçom lhe entregou um copo de Martini que tinha sido oferecido por um sujeitinho qualquer. A fúria do ciúme me tomou e não pude evitar que um rosnado baixo saísse do fundo da minha garganta o que não foi imperceptível pra ela, pois eu estava vidrado e vi a reação de susto que tomou logo disfarçando muito bem, pelo menos para o garçom, que continuava lhe dirigindo sorrisos. Ela educamente negou a bebida que o louco tinha lhe enviado. Fiquei impressionado quando a vi conversar alguma coisa com o garçom em um hindu que eu considerei ser perfeito. Principalmente por que ela não se parecia em nada com um nativo da Índia. Fiquei me perguntando o que uma mulher linda como ela, com uma pele perfeita daquelas e um cabelo de um ruivo original a contar por suas sobrancelhas que também eram claras, estava fazendo ali? Fiquei pensando em como deveria haver milhares mulheres no mundo que se matariam e gastariam todo o dinheiro que tinham em cosméticos para ter uma beleza daquelas. Com um aceno feliz o garçom por fim se afastou dela.

Meu coração trotava escandalosamente no meu peito e naquele momento eu percebi para quê um coração servia. Para amar, desejar, idolatrar e ser tudo o que aquela desconhecida mulher desejasse que eu fosse. Vergonhosamente eu não conseguia parar de olhá-la enquanto ela há muito já tinha ficado de costas para mim. Sem protelar mais fui de encontro a ela, eu tinha que conhecê-la, tinha que decifrar essa mulher tão linda e enigmática, afinal ela era meu imprinting.

Descobrir o porquê de eu andar tanto nesse mundão. Descobri que o motivo de não querer era a apenas a necessidade louca e latente dentro de mim de querê-la.



POV Renesmee


Eu sou Renesmee Carlie Swan Cullen... Nome grande e estranho é eu sei... Então resumindo sou Nessie Cullen uma vampira híbrida com “apenas” 155 anos de idade. Tenho o rostinho congelado aos 18 anos há 147 anos quando enfim parei de crescer. Nasci em Londres em no ano de 1857, algo totalmente inédito quando meu pai vampiro Edward Cullen se apaixonou por uma humana “minha mãe” Isabella Swan. Ouvi a história de amor deles milhares de vezes... Em como ele abdicou de sua sede já que ela era sua La Cantante dando espaço a uma fervorosa paixão e dando início a um sucumbus inédito entre um vampiro e uma humana, já que o sucumbus comuns são sempre feitos com vampiras e humanos pelo simples fato de uma mulher não conseguir manter um coito com um vampiro sem morrer, sem ser dilacerada no processo.

Bom, digamos que meu pai foi quem teve o cuidado extremo de não matar minha mãe, pelo menos não no ato sexual por que um mês depois eu nasci, e literalmente matei a minha mãe no processo.

Perante a sociedade e à sua família minha mãe foi dada como desaparecida, já que ela era a filha rebelde do Magistrado de Londres o Conde de Chippfalls senhor Charlie Swan. Minha mãe era conhecida por sua má fama de andar a cavalo sozinha na floresta. Foi considerada antissocial naquela sociedade onde os usos e costumes eram irrepreensíveis, ou pelo menos deveriam ser. E foi em uma dessas pomposas festas na qual ela foi obrigada e se enfiar em um vestido feio ao seu gosto – hoje ela dá graças às calças jeans e ao famoso tênis de lona – e a usar os odiosos espartilhos que ela conheceu o filho do novo médico da cidade. Edward Cullen, meu pai, e foi assim que eles me geraram.

Com isso nos mudamos eu ainda bebê para o Alasca um estado da Nova América. Minha mãe tinha que ser “domesticada” em sua nova natureza já que a minha família que preza a vida humana temia que ela não conseguisse tal fato, diante de uma sociedade tão hipócrita, mas minha mãe surpreendeu a todos com seu excelente alto controle. Ficamos morando no Alasca por durante 30 anos até que a região em que estávamos começou a urbanizar-se e tivemos que sair dali. Meu avô Carlisle possuía várias casas em vários lugares do mundo e então fomos para uma pequena cidade litorânea com apenas 500 habitantes chamada Forks. Estávamos no ano de 1887 quando nos mudamos e foi lá que conhecemos o povo Quileute e fizemos um tratado de paz com eles, pois nossa família prometeu não se alimentar de nenhum ser humano. Ato que foi relativamente fácil para nós, pois há tempos nós mantemos nossa dieta apenas de sangue animal, com uma única exceção que eu também me alimento de comida humana. Ficamos ali por quinze anos... Aliás, minha família, porque 10 anos depois eu fugi de casa. Sim é verdade, Fugi!

Eu já tinha quarenta e cinco anos de idade e meu pai me tratava como uma criança de três. Perto da minha família eu tinha a sensação de viver dentro de uma redoma de vidro, protegida de tudo e de todos. Eu sabia que com eles por perto eu nunca seria livre. A decisão de fugir surgiu quando me apaixonei por um humano, seu nome era Nahuel. Ele era lindo com seus olhos azuis expressivos o cabelo louro escuro comprido. Era um rapaz de bom coração, sem posses, mas que tinha um grande potencial para conseguir muitas coisas na vida. Mas meu pai vetou, achou um absurdo. E me proibiu de viver esse amor com Naú. Foi então que fugimos.

Eu sabia que nunca iria longe o suficiente para que minha família não me achasse, mas sabia que depois dessa súbita decisão eles ficariam magoados o suficiente para não irem atrás de mim. Foi quando voltei à Londres minha terra Natal com Nahuel. Vivemos juntos por 10 felizes anos, mas a minha condição de não envelhecer pesou. E eu sabia que para que vivêssemos eternamente juntos Nahuel teria que ser transformado, mas só Deus sabia no que ele se transformaria. E o que me fazia ser apaixonada por ele era a sua humanidade. Então com dor no coração tomei mais uma decisão triste em minha vida... Abandonei Nahuel.

Saí da vida de Nahuel sem lhe deixar nenhum bilhete de adeus ou um pedido de desculpas. Naquele momento dei graças por não termos tido filhos, só não sabia dizer se o problema era meu o dele. Acredito veementemente até que hoje que o problema seja em mim. Em minha condição genética diferenciada.

Logo após abandoná-lo meu pai veio me visitar e como eu tinha previsto ele tinha monitorado todos os meus passos, mas ao contrário do que pensei, ele não veio com pedras nas mãos, mas sim com consolo. Na verdade ele queria me proteger, ele sabia que eu nunca permitiria que Nahuel soubesse da nossa raça ou que se transformasse em um de nós. Durante todo aquele tempo meu pai queria apenas me proteger e em consequência também proteger Nahuel da fatídica e inesperada decepção amorosa.

De longe fiquei monitorando ele e como meu pai sempre diz a mente humana tem a facilidade de esquecer as coisas fácil demais... O tempo cura todas as feridas e um amor sempre cura outro. Seis meses depois Nahuel estava se casando com outra mulher. Fiquei olhando atrás de uma árvore enquanto ele saía da igreja recebendo chuvas de arroz. Aquela foi a ultima vez que o vi e com sinceridade desejei que fosse muito feliz. Fiquei sabendo que ele e sua família faleceram 21 anos depois em 1918 vitimas da famosa gripe espanhola.


Meu pai depois que quebrei a cara tentando fazer as coisas do meu jeito me pediu para voltar pra casa com ele. E eu o fiz, mas não consegui ficar por muito tempo um ano depois eu já tinha reunido todas as minhas coisas já estava de mala e cuia pronta pra voar o mundo novamente. Eu não conseguia entender como eles conseguiam viver juntos, mesmo cada um tendo sua obrigação. Mesmo volta e meia viajando separadamente. Eu me sentia sufocada, com as previsões futuras e a mania de querer vestir todo mundo que tinha Alice tinha; Tinha raiva de não poder ficar triste demais, ou alegre em demasia e ter os sentimentos manipulados por tio Jasper; Não gostava de ter meus pensamentos lidos 24 horas do dia pelo meu pai, por mais discreto e compreensivo que ele fosse; Não suportava minha tia Rose querendo ser minha mãe! Uma pra mim já era mais do que o suficiente. Amava meus avós... Eu ficava encantada com a humanidade deles... Eles possuíam uma personalidade singular. Amava o jeito brincalhão de tio Emm... Mas de todos ali quem eu mais sentia falta quando ia embora era da minha mãe. Ela de todos era única que me entendia... Meu pai vivia dizendo que eu tinha o gênio da dona Isabella. E ela na verdade nunca escondeu a chave da liberdade pra mim. Ela sabia da minha necessidade, ela me entendia. Por que um dia ela sentiu a mesma necessidade que eu sentia.

Ela sempre me dizia que cresceu procurando por algo que nunca soube o que era até conhecer meu pai e se apaixonar perdidamente por ele. Que se eu sentia a necessidade de sair pelo mundo atrás do que queria, que eu fosse, mas que eu nunca me esquecesse de que o que é nosso sempre chega até as nossas mãos.

Então eu virei uma nômade. De tempos em tempos eu fico em alguns lugares do mundo. Depois de Nahuel nunca mais me permitir apaixonar por alguém. Fiz de tudo um pouco e quando digo de tudo pode pensar em qualquer coisa. 155 anos é muito tempo para não se fazer nada.

Fui prostituta em um cabaré, não por necessidade e sim por curiosidade. Por experiência, por diversão. Foi à época em que meu pai quase enlouqueceu. Mas eu era cuidadosa meus clientes eram selecionados a dedo... Foram dois anos dentro de um famoso cabaré em Paris. O Mouling Rouge.

Eu estava na Alemanha e ajudei a derrubar o muro de Berlim. Eu viajei o mundo! Conheci culturas credos e religiões... Experimentei tudo quanto foi espécie de diversão e entretenimento; Comi todo tipo de comida que você possa imaginar e atualmente estou na Índia. Minha família está na Sibéria morando em um vilarejo remoto e desconhecido pela maioria da sociedade. Graças à tecnologia nós nos falamos sempre. E hoje mais madura e “ajuizada” não arranco mais os cabelos “brancos” do meu pai.


Vai fazer cinco anos que estou aqui na Índia, tenho trabalhado com as meninas denominadas “Devadasi” que é como são chamadas as prostitutas na Índia. Conta à história indiana que nos tempos antigos as meninas eram entregues pelos pais para serem sacerdotisa da deusa “Yellamma”, mas hoje essa história foi deturpada e essas garotas são usadas como prostitutas. A prostituição é um problema grave na Índia, especialmente entre os pobres. A prática, chamada devadasi, continua a explorar as mulheres que foram descartadas pelos familiares ainda quando crianças.

Então cansada de viver dentro do meu mundinho maravilhoso eu resolvi gastar minhas energias em algo produtivo. Já tinha ficado por 20 anos rodando África ajudando os feridos das guerras civis. Agora eu estava trabalhando em uma ONG que ajudava a reabilitar essas garotas inseri-las de volta na sociedade como mulheres de valor. Ajudando-as a terem um emprego digno e muitas vezes as extraditando para viverem em outros países. Foi então que a ONG me enviou para a cidade de Ahmedabad. Já tinha cinco meses que eu estava lá com uma equipe. Tentando resgatar e melhorar a vida dessas mulheres.

Ao fim do dia fui até Casa Danghi de Bebidas Geladas tomar alguma coisa. Na casa que a ONG nos fornecia havia comida e tudo o que precisássemos é claro que sem nenhum luxo, mas o dia tinha sido tão desgastante e difícil que eu resolvi relaxar minha mente tomando um vinho. Ali sempre tinha uma conversa agradável e eu poderia esvaziar minha mente.


Assim que entrei no ambiente senti um cheiro diferente e fiquei por alguns momentos a porta decidindo se eu entrava ou não. O cheiro me era um pouco familiar e me atraía de uma maneira surpreendente. Era um cheiro delicioso, uma fusão aromática de madeiras, com uma combinação de frutas, artemísia, acorde verde, sálvia hispânica, hedione e sândalo. Quando dei por mim estava chegando ao bar e procurando pelo dono daquele perfume tão natural e incomum. Foi quando o vi, de costas e no mesmo momento eu soube, era um Quileute.

Eu nunca me esqueceria das características de um, a cor da pele, os cabelos lisos e negros. A lembrança veio a minha mente como se os cem anos atrás tivessem acontecido ontem, quando enquanto caçávamos cervos na península Olimpic, fomos surpreendidos por três lobos gigantes que vieram contra nós. Mesmo tendo que fugir, subi em uma arvore ha três quilômetros de distância a favor do vento. Eles não seriam páreos para nós eram três contra nove de nós. Eles sabiam disso e lutariam até o fim para defender suas terras e seus povos. Graças ao meu pai que lia suas mentes e ao meu avô que é um excelente pacificador fizemos o tratado que dura até os tempos de hoje. Fiquei olhando para aquele indígena e me perguntando o que ele estaria fazendo tão longe de casa e por que eu me sentia tão atraída por sua presença tão enigmática. Percebi quando meu cheiro chegou até ele. Nesse momento senti um frio na espinha de medo, a ameaça era latente, mas algo dentro de mim inexplicavelmente me impediu de sair correndo daquele lugar. Meus pés ficaram presos ali era como se não tivesse mais o controle do meu corpo. Vi quando ele começou a tremer incomodado com a minha presença tentando também identificar o dono do cheiro. Me perguntei se ele se sentia tão atraído pelo meu cheiro como eu estava pelo dele.

Ele levantou o rosto discretamente e imperceptível a olhos humanos, o vi farejar o ar em busca da direção aonde o cheiro vinha. Até que nossos olhos se encontraram.

Eu não estava preparada para o impacto que se seguiu. Sua presença e seu cheiro já eram imponentes quando o visualizei de costas. Mas de frente ele conseguia ser mais surpreendente, ele era um homem lindo com traços fortes, com um rosto forte, cheio de caráter. Seus olhos eram de um negro tão profundo que eu pensei que podia me afogar neles. Ficamos por um bom tempo naquela guerra fria, naquele contato visual sem fim, era como se víssemos a alma um do outro. Nesse momento tão singular as palavras da minha mãe vieram a minha mente “Corra atrás de tudo o que você desejar, mesmo que não saiba o que é, mas nunca se esqueça de o que é nosso sempre chega até as nossas mãos.” Nada nunca soou tão certo como aquela frase, e ali eu soube que de alguma forma eu iria encontrar com aquele intrigante e desconhecido homem que com um simples olhar conseguiu me tocar de uma maneira que nenhum outro conseguiu. Nosso contato foi interrompido por Garuda o garçom do lugar. Por minhas frequentes visitas a aquela casa de bebidas eu já tinha me tornado uma velha conhecida ali. Ele me trazia uma taça de Martini que fora oferecida por um senhor de aparência asquerosa sentado em um lugar mais reservado no restaurante. Ouvi um rosnado gutural e foi impossível não me impactar com o som. Senti uma possessividade tão grande que fez os meus pelos se eriçarem e em um breve segundo eu me sobressaltar. Tentando disfarçar pedi no idioma nativo para que o Garuda agradecesse ao “gentil” senhor pela bebida, mas que eu deixaria para uma próxima oportunidade. Pedi a ele que me trouxesse uma taça de vinho. Ele com um sorriso satisfeito saiu prometendo voltar logo com a minha bebida.

Agora de costas para aquele intrigante transmorfo fiquei pensando se ele viria até mim ou se eu teria que ir até ele, coisa que seria praticamente impossível, já que sua presença era tão imponente e exercia tão grande influencia sobre o meu corpo que minhas pernas se tornaram gelatina. Senti seus olhos queimando minhas costas e mesmo estando assim, eu senti quando ele veio até mim.


— Iria lhe oferecer uma bebida, mas diante da recusa ao pobre senhor, penso que eu também não terei muito sucesso, nessa escassa tentativa.


Meu coração trotou no peito como um cavalo rebelde fugindo do estábulo, minha respiração ficou irregular. Não era possível que aquela cantada barata fosse tão potente ao ponto de me fazer hiperventilar como um sedentário em uma esteira. Aquele timbre rouco, em um tom baixo, quase um sussurro que tinha a capacidade de fazer qualquer um se render aos seus encantos. Era assim que eu estava. Estava inebriada com seu cheiro, seu perfume. Impactada com sua presença, com sua voz imponente. Respira mulher! Pense! Ande! Muda ele já sabe que você não é, mas ficar calada feito uma panaca não vai resolver muita coisa.


— Bom, você pode pagar a que eu acabei de pedir ao garçom. Seria gentil de sua parte. – disse virando em direção a sua presença e vendo que ele também não estava muito diferente de mim.


— E o que você gosta de beber?


— Sangue. – Respondi sem pensar. E o senti retrair.


— Como? – Ele perguntou como se não tivesse escutado direito.


— Sangue. Sangue de boá – Lhe mostrei a taça do vinho barato que o garçom havia acabado me entregar. – Não posso com destilados, sou fraca e me embriago facilmente então bebidas alcoólicas para mim só se forem fermentadas. O que era verdade.


— Ah você estava falando do vinho. – Ele suavizou visivelmente desconcertado.


Percebi que ele não tinha a mínima ideia do que eu era. Então resolvi ser cautelosa e sondá-lo. Daria uma de leiga.


— Por quê?


— Por que o quê? – Ele retrucou.


— Por que você pensou que era sangue de verdade? Achou que eu poderia ser uma espécie de mito vampiristico? Se bem que eu não me importaria de beber de você todinho. – completei mentalmente.


— Não. Não acredito que você seja isso.


— E se eu fosse? – Brinquei o testando.


— Bom... Aí eu teria que te matar. – Ele falou com uma expressão triste.


Quando ele falou eu senti verdade nas suas palavras e um calafrio subiu em minha espinha. Medo. Foi isso que senti. As suas palavras eram verdadeiras e senti meu coração doer, com tal afirmação. Eu estava certa em tê-lo sondado primeiro, mas mesmo temendo por minha vida eu não conseguia me afastar dele. Queria saber tudo sobre ele. Sua presença mexia com todos os meus sentidos. Algo dentro de mim sabia que não conseguiria ficar mais longe dele.


— Bem... Quero me desculpar. Eu não me apresentei formalmente. Sou Jacob Black, seu eterno escravo – Ele falou estendendo a mão, pegando a minha e a levando até os lábios, como era feito antigamente. Só que os lábios dos outros homens não me passavam aquela energia, como o simples roçar de lábios dele fez comigo. Senti uma corrente elétrica percorrer por todo o meu corpo até chegar ao meu centro.


— Renesmee Swan. – Respondi, sabendo que ele provavelmente ele reconheceria o Cullen. Já tinham uns 100 anos que nós não acampávamos na península Olimpic. Mas por algum motivo eu não me sentia segura em falar tudo pra ele.


— Nome incomum. Combina com você. Você é de onde? – Ele completou em seguida.


— Sou de Londres, mas já viajo o mundo há algum tempo. E você? – Perguntei já sabendo a resposta.


— Eu sou Americano. Você já deve ter percebido pelo sotaque.


— Sim... Mas especificamente de onde? Eu já fui há muitos lugares por lá posso ter passado perto de onde você mora.


— Eu nasci em uma reserva indígena chamada La Push, no estado de Washington. Conhece? – ele perguntou.


— Não. – Menti. Mas na verdade nem tanto... Já que nunca foi permitida a nossa entrada lá. O que estava acontecendo comigo? Seria o extinto? – Mas adoraria conhecê-la o que acha de me mostrar? – Completei.


— Seria um imenso prazer. – Ele disse mais perto do meu ouvido como se o barulho ali dentro me impedisse de não escutar o que saia da boca dele.


Era impossível não me sentir afetada por ele. Senti meu queimar como nunca antes, ao simples roçar de seus lábios em meu ouvido. E ficava me perguntando o porquê disso tudo. Seria a famosa magia do imprinting que há muito tempo eu havia lido? Eu tinha lido bastante sobre as lendas e mitos do povo Quileute e achava a história deles fantástica. Era loucura o que estava sentindo, inexplicável... Eu estava louca por ele. Necessitada como nunca estive por homem nenhum.


— O que está acontecendo aqui?


Não entendia por que sentia uma conexão tão forte com esse homem uma espécie de feroz necessidade. Tínhamos acabado de nos conhecer e parecia que éramos velhos conhecidos. Era como se o destino tivesse nos separado há anos atrás e agora voltava a nos unir.



POV Jake


— Como assim? – Realmente eu não tinha entendido o que ela queria dizer.


— Desculpe a sinceridade, mas nunca me senti tão afetada com a presença de alguém como estou sentindo com você, sinto que se você sair por aquela porta e me deixar eu vou morrer de tristeza. Então repito a pergunta o que está acontecendo?


Ela me perguntou com verdade, foi sincera e eu fiquei abismado ao perceber que eu a afetava tanto ou igual ela fazia comigo, mas não tinha coragem. Falar sobre o imprinting, era muito cedo. E se ela se assustasse? Se fugisse de mim? Eu sabia que teria que contar, mas aquele não era o momento até mesmo porque não a conhecia. Resolvi jogar. E ver até onde iriamos chegar.


— Bom... Se você me levar até sua casa eu posso lhe contar – Sugeri em um tom zombeteiro, mas na verdade estava louco para tê-la em meus braços. A necessidade por ter uma mulher em meus braços nunca tinha sido tão forte.


Nós ficamos conversando por um bom tempo, contando sobre as nossas viagens sobre os lugares em comum que visitamos. Já tínhamos trocado alguns beijos, não muito profundos, pois estávamos em um lugar público e apesar de sermos estrangeiros não podíamos desrespeitar a cultura deles, mas sentir o gosto de sua boca, fez com tudo ganhasse proporções maiores. Em todo tempo a tensão sexual entre nós era palpável, dava pra ver em seus olhos que ela não era inocente e que não ficaríamos apenas no flerte. Não com a magia do imprinting tão forte pairando sobre nós. Eu sabia que ela era perfeita pra mim. Como ela eu também não aguentaria me afastar. Ao encontrá-la naquele bar, senti que minha jornada pelo mundo tinha terminado. Eu tinha encontrado o que tanto procurei e estava pronto para voltar pra casa, com ela, é claro. Resolvi deixar rolar e no melhor momento eu contaria a ela sobre quem eu realmente era e sobre a magia do imprinting. E ainda havia sua condição... Eu estava me perguntando o que ela era, seria ela uma anjo? Sabia que no tempo certo ela também me falaria. A única coisa que eu queria era sanar o desejo de posse que meu lobo impunha. Era impossível resistir, renegar. Uma ardente necessidade tomou conta de mim.


— Onde eu fico não dá... Eu estou em uma ONG ela me respondeu, com a voz rouca. Que tal você me convidar para ir até onde você está hospedado?



— Então vamos. – Disse deixando 20 rupias sobre o balcão. Eu fiquei louco com tal declaração... A minha vontade era de tomá-la ali mesmo naquele lugar público.



***


Entramos no meu quarto... E no mesmo instante eu fiquei um pouco desconcertado, mas tudo passou quando ela veio em minha direção pondo as mãos em minha nuca me arrastando, atraindo pra ela e puxando as poucas polegadas que nos separavam fazendo-as desparecerem. Fazendo nossos corpos se apertarem um contra o outro. Eu abaixei minha boca em direção a sua e Renesmee deixou escapar um comprido suspiro enquanto os meus lábios roçavam nos seus em um lento e doce beijo. Uma de minhas mãos passeou por suas costas, deslizando por debaixo de sua camiseta solta. Suas carícias em mim eram cálidas, e retribuindo minhas caricias senti quando sua mão entrou por debaixo da minha camisa e as pontas de seus dedos deixavam esteiras de eletricidade por todo o comprimento da minha coluna enquanto nos acariciávamos.

O beijo se aprofundou quando senti sua língua desenhando meus lábios e pedindo passagem dentro da minha boca. Eu prontamente cedi ao seu desejo a abrindo e impossivelmente soltando um gemido de satisfação ao sentir o seu sabor mais avidamente.

Oh, sim. Ia ser uma longa noite.


Depois de tê-la em meus braços a culpa me tomou, Renesmee não era mais uma das muitas mulheres que tive na minha vida. Ela era especial era a minha companheira a mulher que meu lobo escolheu, que curou todas as minhas feridas. Eu não podia tê-la tomado assim... Tão brusco, tão rápido queria que ela soubesse quem eu realmente sou e que me aceitasse e que não tivesse medo de mim. Agora eu me via claramente! Eu era um monstro! Uma aberração ninguém em sã consciência ficaria com um monstro como eu. Quando soubesse ela me odiaria e com razão!

Eu estava em um duelo uma parte de mim queria que ela se sentasse e ouvisse eu lhe explicar tudo sobre mim. Enquanto outra me dizia que era loucura. Mas era tão certo estar ali com ela. Nós nos encaixamos tão bem. Foi quando decidi falar com ela. Mas Renesmee já se acomodava sobre mim em um pesado e satisfeito sono. Ela ressonava lindamente em meus braços, sem ter mais nada a fazer puxei o lençol e me permitir apagar em um sono tranquilo.



POV Renesmee


Acordei calma com uma gostosa sensação em meu corpo. Eu sentia minha uma sensação cálida como se fosse uma onda que empurrava meu corpo para uma beira acolhedora. Respirei profundamente e senti o ar frio e purificador entrar em meus pulmões, junto com aquele cheiro tão tentador e maravilhoso. Foi real pensei. Tinha sonhado com ele a noite inteira. Tínhamos feito amor por horas infinitas: sob a água da ducha, contra a parede do dormitório, na cama... Tinha perdido a conta de todos os lugares, e todos os modos criativos que encontramos para dar prazer ao corpo um do outro. Agora eu arrastava minhas pálpebras abertas em um estado de contentamento feliz quando me aconcheguei no travesseiro. Pestanejei uma, duas vezes. As pálpebras me pesavam como se tivesse dormido durante dias. Mas diante de tudo o que aconteceu durante a noite era de se esperar que eu estivesse quebrada.


— Olá, anjo – disse uma voz grave e familiar.


Levantei os meus olhos até vê-lo, mas o seu olhar era sério. Percebi que tinha algo errado.


— Renesmee Swan? – Ele perguntou se sentando na cama e pude ver minha carteira em suas mãos e entender do que se tratava.


— Desde quando você abre a bolsa do outros? Você é algum tipo ruim de ladrão? – Brinquei tentando tirar a tensão que se instalou no ambiente.


— Eu tinha percebido que você era diferente, mas não sabia o que era. Apenas sabia que você não era humana. E constatei que não era uma vampira. – ele prosseguiu como se eu não tivesse falado nada – Mas o que sinto dentro de mim é tão forte que me fez ignorar e me entregar totalmente a você, então creio que você saiba o que eu sou.


— Sim. Você é um Quileute. Soube quando te vi e senti seu cheiro. Mas você tem algo a mais do que eles.


— Você é venenosa? Que tipo de vampiro é você?


— Eu sou uma hibrida. E não sou venenosa. – Lhe expliquei minha situação e contei brevemente sobre o envolvimento do meu pai com uma humana.


— Quantos anos você tem?

— Tenho 18.


— Há quanto tempo você tem 18 anos?


— Há muito tempo.


— Porque nunca soubemos de você? As histórias Quileutes nunca mencionaram sobre a existência de uma híbrida.


— Quando meu pai percebeu a presença deles vindo em nossa direção a minha família me fez correr para longe dali. Eles tinham medo que descobrissem o que eu era. Não havia muitos de mim por aí e até hoje não tem, mas naquela época minha família temia por minha segurança e mantinham minha identidade secreta.


— Faz sentido. – Ele me respondeu pensativo


— Teria mudado alguma coisa? Se ontem eu tivesse falado sobre mim? – Perguntei aflita com medo da rejeição.


— Não sei. – ele sussurrou pra si mesmo – Tudo o que você e sua família são é o que eu mais odeio, ou odiei por toda minha vida. Eu passei a minha vida inteira fugindo de você e dessa raça tão imunda. Eu reneguei a mim mesmo durante anos. E agora você aparece e muda tudo. Eu não sei se sou capaz de suportar.


— Mas nós temos o tratado. Não somos assassinos. Jacob eu tenho 155 anos e nunca feri nenhum ser humano, pelo menos não para beber o seu sangue. E muito menos alguém da minha família. Quando eu entrei naquele restaurante ontem eu senti seu cheiro, a minha primeira reação foi de fugir, mas algo me prendeu ali e quando olhei em seus olhos eu entendi tudo. Entendi o que você era e o que tinha acontecido ali, pois só havia essa explicação. Encontrar você ontem pra mim foi uma benção, e ao sentir a magia tomando conta de mim eu não resisti. Não poderia. Jacob eu nunca pude amar ninguém, em todo esse tempo eu só me apaixonei uma vez e tive que abandoná-lo quando vi que a única saída era transformá-lo em um monstro sugador de sangue para que ele pudesse viver comigo sem envelhecer. Bom... Acho que isso está sendo demais para você. – Disse me levantando da cama e pegando as minhas roupas e as vestindo. – Será que você podia pegar alguma coisa pra gente comer eu estou faminta.


— Ok.


Ele estava confuso. Era nítido em sua fisionomia. Eu não sabia o que tinha acontecido com ele, sobre o seu passado, na verdade eu não sabia nada além do seu nome e isso não mudava nada o que sentia por ele. Havia uma rixa pessoal contra todos os vampiros inclusive contra a minha família. Precisávamos de ar, de espaço, aliás, ele precisava. Por que eu estava bem com toda aquela situação. Pela primeira vez em toda a minha vida eu estava amando alguém, alguém que era possível. Sentido meu coração dilacerar tomei uma decisão na qual eu já era acostumada. Fugi dali.


— Até um dia Jacob. – Sussurrei sentindo meu coração dilacerar enquanto fugia do hotel pela janela.


POV Jacob – Parte Final.



Acordei me sentindo o homem mais completo do mundo. Renesmee continuava a ressonar tranquilamente no aconchego dos meus braços em um encaixe perfeito. Para não acordá-la com cuidado a depositei sobre o travesseiro cobrindo o seu corpo nu com um lençol. Ao me levantar e ir em direção ao banheiro tropecei em sua bolsa que estava aberta consequentemente derrubando boa parte do conteúdo que estava dentro dela.


Droga! – Xinguei mentalmente.


Abaixei-me para recolher seus pertences e encontrei sua carteira aberta no chão. Ao pegá-la meus olhos foram para foto que tinha em seu registro civil e logo depois para o nome Renesmee Carlie Swan Cullen. A princípio eu pensei que era só uma mera coincidência, mas com seu cheiro tão forte e poderoso ali dentro do quarto, impregnado em minha pele, havia uma leve lembrança, pois seu cheiro não era de um doce repulsivo, mas ele estava lá em uma nota perfeita, combinando tudo. Seria possível? Senti que ela despertava e ao vê-la se espreguiçando foi impossível não a desejar, não a amar. Lembranças da noite que passamos juntos invadiram a minha mente e logo me vi falando com ela. Inevitavelmente não pude disfarçar meu incomodo e ela percebeu. Confirmei que ela era realmente uma Cullen, uma hibrida metade humana, metade vampira. Como pode? Meu lobo foi escolher uma vampira?

O ódio que sentia dos vampiros nem se comparavam com a força do imprinting, mas tinham sido anos alimentando aquele ódio, foram anos acordando toda a noite assustado e assombrado por não conseguir salvar Leah. Naquele momento percebi que aquela tinha sido a primeira noite em doze anos que eu não tinha pesadelos com ela. Renesmee era a minha cura, a minha salvação. Minha felicidade.

Desci para pegar o café da manhã para nós e estava decidido a me declarar para ela quando voltasse. Ela acordou em um momento que eu estava totalmente confuso e desesperado. Dosando as informações eu decidi que não a deixaria escapar assim que voltasse para o quarto eu pediria formalmente para que ela seja minha companheira, queria conhecê-la e formar uma família. A quero para sempre em minha vida. Eu queria ser feliz.

Quando estava chegando ao restaurante do hotel senti uma dor dilacerante em meu peito e eu soube que ela estava sofrendo. Senti que ela estava fugindo e a culpa era minha. Saí correndo em disparada rua. Ainda era cedo, mas a movimentação era grande. Não era possível que ela pularia do terceiro andar na frente de humanos. Entrei em uma viela que dava para a janela do meu quarto e a encontrei no momento em que ela aterrissou em um perfeito pulo de gato no chão.


— Fugindo de mim?


Ela levou um susto quando viu que eu estava na sua frente, seus olhos estavam vermelhos banhados em lágrimas, ela estava sofrendo. E eu me xinguei por minha falta de tato. Eu tinha sofrido um imprinting, mas o jeito de lidar com uma mulher não tinha mudado, elas eram todas iguais em seus sentimentos e emoções. E eu tinha agido como um filho da puta com ela.


— N-Naaão.


— Bom eu acho que você estava sim. Que foi? Foi tão terrível assim dormir comigo ao ponto de você tentar me despistar e fugir pela janela? Pensei ter escutado você falar que ontem a noite tinha sido incrível.


— Como você soube? Eu tenho certeza que não fiz barulho.


— Eu senti. – Respondi pondo a mão em meu coração.


— Você disse que me odeia. Que odeia minha família e o que somos. Então eu resolvi sair assim. Resolvi fugir.


— Renesmee você tem que entender que é tudo novo pra mim... A sua existência, o imprint. Não tive uma experiência muito boa com vampiros no passado. Perdi alguém que era muito especial e com ódio generalizei todos, incluindo sua família no pacote. Eu estava disposto a destruir o tratado, caso vocês voltassem pra lá. Mas aí você apareceu na minha vida como um raio de alegria vindo me encontrar. Tirou toda a tristeza que havia em mim e de repente eu soube que tinha nascido pra amar você. Fui buscar o nosso café da manhã pensando em uma forma de te pedir e casamento, e antes entrar no restaurante senti que você estava indo embora. Você quer me matar, aliás, nos matar? Será que você não sente – falei me aproximando dela e tocando em seu coração – que agora somos um? Ness você é tudo o que eu sempre quis... Viajei o mundo inteiro atrás de você. Não posso viver sem você – falei roçando meus lábios nos seus. — Eu te amo.


— Eu também já te amo Jake.


— Vem vamos embora.


— Para La Push? – Ela perguntou radiante. – Sonhei essa noite que corria com você e pulávamos de um penhasco. – Ela completou.


— Não. Agora nós vamos para o quarto. – Respondi a abraçando e trazendo o seu corpo pra mim. – Quero terminar o que estava pretendendo fazer depois do café da manhã. Mas prometo que assim matar toda minha vontade de você nós iremos pra casa. E aí você aceita?


— Me casar com você, ou a proposta de um sexo ardente seguida de uma viagem só de ida pra La Push?


— Os dois. – Respondi tomando um impulso entrando pela janela do quarto novamente. Nós amaríamos eternamente.


Para sempre.


Fim.


*CENAS EXCLUÍDAS:

1 — Corte de Cabelo no salão New World Hair Fashion


Essa cena acontece antes dele ir jantar e encontrar Nessie na casa de bebibas... Para uma short ficaria interessante a interação, mas para a one ficou muito cansativa, já que tardava o tão esperado encontro do casal então resolvi limar, mas espero que vocês curtam agora é bastante legal. Vamos conferir?


À minha entrada, os presentes, em número de seis ou sete, voltaram-se para examinar o forasteiro de cabelo revolto e cheio de pontas, barba de muitos dias, olhos arregalados e, segundo denunciava o espelho, aparência de espantalho. Foi empatia à primeira vista e, até o instante de sair, divertida interação. Mais do que interlocutores, neles eu encontrei interessados “assessores”, se não amigos. Como quando, já sentado na poltrona, expliquei ao barbeiro como queria o corte do cabelo.


— E a barba? – ele perguntou ao fim de minhas explicações.


— Sim, e a barba? – repetiram os demais em coro.


— A barba eu mesmo faço mais tarde no hotel. Nunca ninguém fez a minha barba, eu sou o meu próprio barbeiro – respondi.


Ficaram sem entender quando falei frases inteiras em inglês, eu tinha dificultado a comunicação. Então Yusuf, o único deles que falava inglês fluentemente, assumiu o papel de intérprete e fez a tradução, à qual seguiu-se um rumor de desaprovação.


— Você não deveria perder a oportunidade de fazer a barba com um dos melhores barbeiros da cidade – intervieram.


— Está bem – concordei, satisfazendo a todos e também a mim, já que, por trinta e cinco rúpias, barba e cabelo sairiam por menos de um dólar.


Enquanto as madeixas iam se despencando ao som de ágeis tesouradas, ficamos a conversar. Afora um segundo barbeiro, todos eram clientes e amigos e estavam ali tão só para bater papo, tendo talvez já sido atendidos. Havia duas outras modestas, mas dignas poltronas de barbeiro e, encostados na parede atrás de mim, tamboretes que lhes serviam de assento. Olhando no espelho, eu via que seus olhos não desgrudavam de mim.


— Qual é a sua profissão? – Me perguntaram curiosos.


— Eu sou um andarilho errante – brinquei, perguntando em seguida que religião eles seguiam, como se a resposta já não fosse óbvia.


— Somos todos muçulmanos. E você?


— Zen-budista e cristão, meio a meio.


Se ficaram surpresos comigo por eu ter duas religiões, não o demonstraram. O assunto seguinte foi esportes. Depois, em uma de suas variantes, a pergunta infalível:


— Onde está a sua esposa?


— Em lugar nenhum, não sou casado – respondi. Mas não consegui tirar a imagem da Lee da minha cabeça. Dez anos tinham se passado e eu ainda sofria com a sua ausência. Ainda acordava com os mesmo pesadelos.


— Por que não?


— Por que... Porque isso ainda não aconteceu e também por que... Casar não é obrigatório. – Resolvi dá uma resposta comum... Eles não sabiam, não tinha como imaginar que eu era uma aberração. E eu não queria falar de Lee pra eles. Mas era curiosa a minha dificuldade em achar uma resposta que satisfizesse não tanto aos xeretas, mas a mim mesmo.


Para os indianos, inexiste vida fora do casamento – “No wife, no life”, dizem – me perguntavam isso com frequência e só faltavam se escandalizar, se é que faltavam, por eu ser solteiro. Como eu mesmo nunca havia parado para pensar no assunto dava a resposta que me ocorria no momento. Mas não foi preciso dar explicações no salão, até porque, interrompendo a conversa, o barbeiro anunciou que o corte de cabelo estava terminado. Eu, que depois da mutação tenho bronca de cortar cabelo e por isso costumo pedir que o cortem bem curtinho para demorar a cortar de novo, disse ao barbeiro que cortasse mais.


— Não faça isso – ele contestou, levantando o meu topete e demonstrando que uma tesourada a mais faria grande diferença, para pior, na minha aparência.


Foi unanimidade. Alguns até se levantaram para ver o estrago que seria.


— Assim fica muito melhor – opinaram amigavelmente.


Mais uma vez tive de concordar. Ainda que eu não estivesse à procura de uma noiva na Índia, não convinha perder minha “velha” juventude só por causa de birra com corte de cabelo. Certos, portanto, estavam os camaradas, a quem agradeci, em seguida pedindo ao barbeiro que iniciasse o barbear.
Ficar, desacompanhado de um amigo, com a cabeça recostada, o rosto virado para o teto, os olhos e a boca fechados, o gogó saliente e em ponto de corte, enquanto um desconhecido, numa terra desconhecida, raspava sua lâmina afiada na minha face e garganta foi uma experiência bastante esdrúxula. Como se diz, a vida é um caminhar sobre o fio da navalha, ali era o fio da navalha que caminhava sobre a minha vida, o que é bem diferente. Além do mais, de que o pessoal ria tanto? Parecia que o barbeiro estava aprontando alguma. Para não atrapalhar e também para não correr o risco de levar um corte, mantive-me imóvel e até certo ponto sereno. Inclusive ser degolado numa cadeira de barbeiro fútil e torpemente. A pedido do barbeiro abri os olhos, todos explodimos numa mesma gargalhada. A barba tinha virado um deslumbrante cavanhaque o qual, segundo Yusuf falou, deixava-me idêntico a um galã de cinema. Em prova, mostraram a foto de certo astro de Hollywood, da indústria cinematográfica indiana. O que fiz em reação foi inusitado para mim próprio. Como já tinha visto aquele ator cantando e dançando em filmes na TV, simplesmente enrolei a língua e soltei a voz, tentando fazer o impossível: cantar em hindi. Foram outras boas risadas. Risadas que só pararam quando eu, contrariando a todos, pedi ao barbeiro que removesse o cavanhaque. Não era o meu estilo, justifiquei. Ao deixar o salão, não sem antes calorosamente apertar a mão de cada um de meus mais novos amigos.


2 — Confronto com Jane Volturi


Bom... essa cena eu não excluir porque eu nem escrevi Ela estava no esqueleto quando comecei a pensar nas possibilidades da one. Ela estava prevista para acontecer por isso disse que tive que diminuir 30 mil palavras em 12. Então vamos ao resumão do que seria.

Jane seria obviamente irmã de Alec o rapaz que matou Leah no início da trama. Para vingar a morte do irmão a sádica vampira iria se vingar de Jake através de Renesmee como Victoria tentou fazer para vingar James.

A cena em que Renesmee tenta fugir de Jake, seria ao contrário. Ele ficaria em um dilema (o qual foi descrito em breves palavras e logo sanado) e tentaria resistir o imprinting, mas ao deparar com outro vampiro tentando matar o amor de sua vida ele viu a oportunidade ouro que era salvar a vida de Renesmee fato que ele não obteve sucesso ao chegar tarde demais para salvar Leah.

Ao ver a chance eminente de perder Renesmee, Jake resolve dar uma chance aos dois.... Pede perdão e aí sim teríamos o tão esperado felizes para sempre.



Notas:

¹Informações e experiências turísticas adaptadas dê “O Viajante” http://oviajante.uol.com.br/index.php?pag=17

²Devassi — Prostituição na Índia (por Wojciech Gryc)

http://fivemins.tripod.com/brasil/agosto04/artigo2.html

ESSA é a minha FIC — Pós BD. Simplesmente Demais para conferir é só clicar no banner.


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Notas finais
E aê o que acharam? Nuss fazia tanto tempo que eu não escrevia... To ansiosa para saber o que acharam e responder os reviews de vocês. Viram como eu sou doidona... Meo deos... Tinha que arrumar um tema complicado para descrever meu imprinting.
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Agradecimento especial a minha amiga Daya que me deu uns toc nessa one. Obrigaga por ser tão companheira e amiga!
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Espero de ♥ que tenham gostado, pois fiz com muito carinho.
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Bom... Isso é tudo pessoal! Continuem acompanhando porque ainda virão muitas histórias maravilhosas por aí. Próximo domingo tem mais uma história linda e maravilhosa da Nessieszjake.
Nos vemos por aí!
Foi lindo!
Bjks...
Denise Kellner.