Imprinting - One Shot
7 Capítulo 07: Imprinting - Por: Paanic
Notas iniciais
Dois comunicadinhos aqui. O primeiro são desculpas, em nome de todas as escritoras da one, pela falta da postagem de domingo. Era a vez de uma escritora que sumiu e não avisou, torcemos para estar tudo bem e isso não voltará a se repetir se Deus quiser.
O segundo é bem melhor, agradecimentos a enchurrada de recomendações que vocês deixaram lindamente para a gente. Faby-Cintra, Thi Black, biiazinhablack, J mary hochscheidt, Laiza, KhaaneBernardes e
Brunaras Bella Cullen muuito obrigada!! Ficamos super felizes e que venham muitas outras mais!
Agora vamos lá né, minha vez eu espero que vocês gostem.
Autora: Paanic
Banner: PrinncyBlack
E agradecimentos especiais à May Black e a Cris Black pela ajuda e pelas ideias.
Forks, 16 de agosto de 2014
O lobo atento elevou o focinho e cheirou o ar. Mas... Isso não poderia estar acontecendo, poderia?
Vampiros. Fazia tanto tempo que não tinha nenhum vampiro pelas redondezas que ele quase havia se esquecido do cheiro, mas aquele cheiro era impossível demais de se esquecer, até franziu o focinho contrariado por ele. O que mais o intrigou era que conhecia aquele cheiro, mas precisava ver com os próprios olhos para acreditar.
Forçando as patas na terra, correndo o máximo que conseguia, se tornou um borrão castanho avermelhado em meio a tanto verde e ao céu nublado.
Com a saída dos Cullens de Forks o surto de lobos havia parado e existiam agora muito poucos. Apenas aqueles que ainda não haviam desistido da vida de lobo, os que não haviam encontrado ainda o Imprinting.
"Diabos", era o que Jake pensava. Preferiria passar a vida toda a correr em quatro patas a ter que sofrer um troço desses.
A magia quilheute fazia um cara mudar, os fez com os amigos dele e ele sabia que com ele não seria diferente, então desejava simplesmente nunca ter um, não se tornar marionete na mão de ninguém. Na vida dele ele decidia as coisas e não o destino ou velhas magias, aquilo era tudo besteira.
Quando chegou em frente a mansão sua tese só se confirmou. Aquele cheiro... Cada vez mais forte, era o mais insuportável do mundo para ele. Ainda na floresta ao redor da casa fez com que suas patas se transformassem em pernas e braços, seus pelos em pele e no lugar do lobo surgiu um homem. Vestiu a bermuda surrada que tinha amarrada na perna e seguiu em frente â casa.
Quando irrompeu pela porta foi a pelugem de cabelos loiros o que viu primeiro. Certo como um tiro o olfato não o havia enganado, era Rosalie. Poderia ser qualquer um dos vampiros a fazer uma visitinha depois de tanto tempo, mas tinha que ser logo ela?
"Poderia ser pior, poderia ser Edward" se auto advertiu.
Não era uma recepção calorosa o que esperava, longe disso, mas teve que admitir para si próprio que sentiu falta da loira o xingando assim que irrompeu pela porta sem convite.
— Sanguessuga loira. Agora além da tintura ter afetado o seu cérebro afetou também sua audição? — Ele perguntou sorrindo.
"Como nos velhos tempos" Ele pensou, mas Rosalie apenas moveu sua cabeça para olhá-lo e envia-lo um sorriso forçado. Estava sentada no último degrau da escada e segurava uma caixa nas mãos e não fez a mínima menção de se levantar para falar com ele.
— Cachorro — Ela disse.
— Então, posso saber o que está fazendo aqui?
Por mais que não viesse atrás de informações para os outros lobos, em prioridade, Jacob não pode aliviar o tom questionador e autoritário que levava na pergunta. Ainda era um lobo, ainda era um alfa, ainda tinha o dever de proteger sua terra e seu povo. O Passado era passado, mas Rosalie ainda era uma vampira e isso ele não poderia ignorar nem que seu olfato permitisse.
— Nada de seu interesse se quer saber, mas vim pelas lembranças.
— Lembranças minhas, você quer dizer — Ele brincou.
— HAHAHA — A risada falsa passou pelos lábios da loira. — Passam-se os anos e você continua o mesmo idiota sem cérebro e com um péssimo talento para as piadas — Ela debochou.
Jacob havia se segurado o máximo que podia, mas teria que perguntar uma hora ou outra. A questão havia inquietado seu estômago, se pregado em seu cérebro como chiclete e feito o coração inchado bater mais rápido. Sabia que Rosalie era a única pessoa naquela casa e a pergunta que se viria depois dessa conclusão era bem óbvia.
— E a Bella, onde está?
Aquilo pareceu ser digno o suficiente para Rosalie erguer o rosto para ele novamente e o encarar com seus olhos descrentes. Tinha uma expressão confusa e os finos cenhos franzidos.
— Você não sabe?
Ele estranhou a pergunta. O que deveria saber que não sabia? Que Bella havia morrido, era isso? O coração se apertou apesar do óbvio. Era óbvio que uma tragédia iria acontecer com as ideias insólitas que Isabella mantinha na cabeça, mas... Tinha de ter certeza. tinha que manter a chama, ainda que escassa, acesa de suas esperanças. Havia esperado pelo dia em que Bella retornaria a tanto tempo.
Com os nervos a irritar-lhe perguntou:
— Saber? Saber de que?
— Você não sabe — Ela balbuciou agora erguendo-se da escada. Tinha uma expressão atônita que Jacob jamais pensou em ver em seu rosto.
— Droga Rosalie, saber de que?
— Bella, Bella está morta, estão todos mortos. — Sua voz não vacilou apesar de sentir seu corpo oscilar. Se sentia tão tonta agora apesar de ser uma vampira. Estaria em cacos no chão chorando se ao menos pudesse.
Observou o corpo de Jacob que começou a tremer. O lobo fechou fortemente os punhos ao lado do corpo.
— Foi a criatura não foi? Foi aquela coisa dentro dela que a matou, não é?
Jacob pareceu ignorar a última parte da frase.
Se lembrava da última vez que havia visto Bella. Magra, fraca, pálida, doente, deitada naquele sofá e com uma barriga enorme que se mexia, lhe dava pontapés e lhe quebrava as costelas. Tentou convencê-la do quão absurdo aquilo tudo era, mas Bella não quis ouvir, nunca ouvia ninguém além de si quando achava que estava certa e quis manter o monstro dentro dela e aquilo fora muito mais do que o amigo poderia aguentar. Logo depois daquela visita Jacob se transformou em lobo e correu por aí e um ano depois quando havia voltado todos os Cullens haviam sumido sem deixar rastros.
— Não conseguiu me escutar? — Ela disse ríspida. — Estão todos mortos, não só a Bella. Não sabe o que aconteceu, a mais de cinco anos atrás?
— O que aconteceu? — Ele perguntou ainda tremendo.
— Os Volturi.
Rosalie fechou os olhos e voltou a cinco anos atrás. As memórias tão vivas que podia quase que tocá-las, podia senti-las, mas isso já sentia todos os dias de sua existência.
— Descobriram de Renesmee e vierem atrás de nós. Houve uma batalha e foram todos mortos. Quando os Volturi chegaram na mansão eu estava aqui com Renesmee. Uma guerra não é lugar de se meter uma criança, por isso Bella a confiou a mim enquanto lutavam lá fora. Os Volturi a queriam, no momento em que Aro pôs os olhos em Renesmee — Sentia viva a memória da alegria de seus olhos vermelhos quando pousaram na menina. — Iam levá-la de qualquer jeito. Então me entreguei e fui com eles pacificamente. Me entreguei para poder cuidar dela, para continuar ao seu lado. Era tudo o que ela tinha, ainda sou.
Fora pesar o que viu relampejar nos olhos de Jake no momento seguinte? O olhar do lobo foi para o chão e ele não sabia o que dizer.
Aquilo... Era coisa demais para se digerir assim. Era como um soco no estômago e o mal estar ficou todo contido em seu peito, prestes a explodir.
Se não tivesse ido embora... Se não fosse um moleque e fugido estaria do lado dela, poderia lutar por ela, colocaria os lobos para lutarem e talvez aquele final tivesse sido diferente.
Sentiu também os olhos arderem, mas não iria chorar perto de Rosalie. Bella estava morta e não havia nada que ele pudesse fazer para mudar isso.
Quando olhou para Rosalie de novo ela então teve certeza, aquele olhar só poderia ser de arrependimento, nada mais do que isso. Rosalie sempre soube avaliar bem expressões, ainda mais as de Jacob que nunca sabia como se controlar. Talvez, apenas remotamente, houvesse uma luz no final de tudo. E o quão surpresa ficou ao constatar que aquela luz seria Jacob Black.
— Sinto muito por Bella, eu sei que você sente — Ela disse.
Jacob não lhe respondeu nada, sua cabeça dava voltas e mais voltas.
— Sabe, se quiser se recompensar tem algo que pode fazer — Ela foi direta.
— O que está falando?
— Sei que está se culpando, mas tenho certeza que Bella preferiria isso do que viver. Me ajude a salvar Renesmee, me ajude a tirá-la das mãos dos Volturi. Por Bella, pela lembrança que ela é pra você.
Pela cara angustiada de Jacob, Rosalie sabia que havia tocado na ferida, no ponto certo, mas era preciso.
— Conhecia Bella melhor do que ninguém, sabe que nunca iria querer que sua filha fosse criada pelos Voturi e eu tenho medo de perdê-la depois de todo esse tempo, tenho medo de que ela acabe se tornando como um deles — Seus olhos negros pela sede brilharam. — Por favor Jacob?
Volterra, 24 de agosto de 2014
Era um imbecil não é mesmo? Oh, isso era óbvio que era. Naquele presente momento, quando nem mesmo hesitou em responder que sim a Rosalie tinha tido o seu auge de imbecilidade.
Agora olhava atenta e ansiosamente o grande relógio de uma torre na Itália, esperando a hora certa, a hora marcada. Viu os ponteiros se moverem, preguiçosamente até marcarem as 14 horas, então andou, entrando em vielas de tijolos cinzas que saíam em ainda mais vielas até encontrar a abertura para um túnel negro.
O túnel era longo, pelo pouco que podia ver, dava voltas e era inclinado, em certas partes encontrava pequenos degraus que desciam e não havia absolutamente nenhuma luz ali, ela havia ficado de fora assim que dera as costas para o sol forte de Volterra. Era um lugar soturno, escuro e úmido, com as paredes embranquecidas por salitre de onde desprendiam-se muita poeira e teias de aranha, e o teto tão baixo em algumas partes que Jacob tinha de se abaixar para não bater a cabeça nas vigas. Sentia o ar rançoso que entrava em seus pulmões, mas foi ali que ele esperou.
–
Rosalie entrou no quarto como um trovão e fechou a espessa porta de madeira por detrás de si com a mesma rapidez. Mal olhou para a garota que estava encostada na cama assistindo a um filme qualquer na televisão, seu olhar foi diretamente para o móvel antigo que a menina tinha no quarto e dentro dele, escondido atrás de roupas e livros descobriu o archote que ela mesma havia guardado lá dias atrás.
— Vamos Nessie, não temos muito tempo — Ela disse dando uma rápida olhadela para trás.
Renesmee finalmente prestou atenção na tia, juntamente quando o cheiro de óleo chegou nas suas narinas. Alguma coisa ali não estava certa, a menina tinha certeza.
Rosalie içou a cômoda para movê-la e assim que teve pleno acesso à parede passou a tateá-la, até achar, em uma de suas extremidades, uma sutil saliência. Era ali, Deus só poderia ser ali. Com as duas mãos puxou fortemente a parede até vê-la finalmente se mover, revelando a ela a silhueta de um labirinto obscuro.
Às suas costas pode ouvir uma Renesmee totalmente espantada dizer:
— Tia, o que está fazendo?
Mas não a deu atenção, pelo menos não agora. Concentrada no que fazia retirou do bolso um isqueiro e ascendeu o archote.
— Só fique quieta e venha comigo.
Renesmee não hesitou, qualquer situação que fosse sempre confiaria em Rose, e se ela pedia para entrar numa espécie de masmorra, uma passagem escura e escondida dentro de seu próprio quarto entraria, mas felizmente Rose foi na frente, segurando o archote ainda com a respiração urgente. Parou um segundo para fechar a passagem e então começaram a correr o caminho juntas.
Era uma vampira e a sobrinha uma híbrida, com a visão tão boa e apurada como a dela, mas ali não daria margem alguma ao erro, ao azar. O caminho era traiçoeiro, cheio de desvios e ramos, pedregulhos, degraus que surgiam do nada, poeira e ratos, além da velocidade com que corriam, não tinham muito tempo, e se uma luz tremeluzente qualquer fosse ajudar Rosalie não hesitaria em trazê-la.
Sentia em suas costas o coração de Renesmee batendo alto e feroz como um tambor de guerra e podia supor a confusão que estava na cabeça dela. "Ela precisa de informações". Virou a cabeça para trás, ainda sem deixar de correr e encarou o rosto da sobrinha ainda mais pálido do que o comum.
— Finalmente encontrei uma maneira de te tirar daqui — Lançou a sobrinha um sorriso furtivo, se sentia tão mais leve em apenas correr com ela. Sabia que Renesmee teria sua liberdade até o final do dia e isso fazia seu peito inchar. — Jacob é um amigo antigo da família e está me ajudando, ele é um transmorfo.
Renesmee já havia ouvido falar sobre transmorfos, ainda que pouco sabia que eram homens que conseguiam se transformar em animais. Só não tinha ideia de como a tia, ou a família pudesse conhecer um e mal conseguia formular qualquer teoria com o desespero e velocidade que corriam.
Mais alguns metros na frente e foi cercada pelo seu cheiro, e ele pelo dela. Jacob se desencostou da parede, limpando a camisa enquanto avistava a luz do archote de Rosalie que ficava cada vez maior conforme se aproximavam.
Foi o rosto de Rosalie que virá primeiro, e todo o seu brilhante cabelo loiro banhado pelas chamas, mas quando reparou na menina que trazia com ela atrás de si, quando seus olhares se cruzaram, não pode reparar em mais nada a não ser ela então. Não existia mais nenhum outro rosto, não existiam mais problemas, vampiros insanos, não existia nem mesmo o ar para respirar naquele momento. Seu mundo agora estava ali e era ela, e não importava o que tivesse que fazer ele faria, contanto que ela ficasse bem. "Imprinting", foi o que soube na hora.
Então essa era a sensação. A sensação de se esquecer quem era, o que era. A sensação de não ter mais o controle dos pés sobre o chão, mas de ainda assim estar fixo na terra, fixo como antes nunca esteve. Ela o mantinha lá, preso por um milhão de cabos de aço a ela, só ela. Teve sua confirmação pelo lobo, quando o sentiu rugir selvagem em seu peito reclamando ela para ele. Tinha tanta urgência, tanta necessidade, que Jacob mal pôde se conter de pé, mas ela era dele, ou pelo menos deveria ser.
Os segundos em que passara a olhando parecera que apenas existiam ele, ela e seus grandes e assustados olhos vermelhos. Mas Rosalie permanecia ali, enquanto sua cabeça parecia que dava um estalo de constatação. Mas que ironia filha da mãe era aquela? Toda aquela tensão, as respirações entrecortadas e os corações a saltarem do peito. E o jeito como Jacob a olhava... Como um cego que avista o sol pela primeira vez.
Sabia o que era o Imprinting e por isso soube detectar um que acontecia diante de seus olhos assim que olhou para o rosto de Jacob. "Cachorro filha da mãe!" Mas, por pura ironia do destino se viu satisfeita com isso, tão satisfeita que quase se pôs a sorrir. "Ela é o Imprinting dele e ele vai fazer qualquer coisa para protegê-la, e Renesmee não estará mais sozinha, não precisa mais de mim". Sabia o quão forte era a magia quilheute, e que Jacob não hesitaria em colocar a felicidade de Renesmee na frente da sua. Jacob era a melhor coisa que poderia ter acontecido.
— Fez o que planejamos? — Ela perguntou cortando o contato visual entre os dois.
Não tinham tempo a perder ali por mais mágico que fosse aquele momento, estavam correndo contra o tempo, e tentando fugir dos vampiros mais poderosos do mundo.
Jacob se sentiu tão zonzo nos segundos seguintes que ela teve de repetir a pergunta.
— Deu uma volta por Volterra para espalhar o seu cheiro por todos os locais possíveis?
— Como o combinado — Ele disse voltando a encarar Renesmee com seus olhos negros. Olhos tão intensos que ela se viu sem fõlego sem nem perceber ou saber porquê.
— Ótimo. Agora Demetri é um problema que eu vou resolver.
— Por que estão conversando como se eu não estivesse aqui? — Renesmee disse verdadeiramente irritada.
Rosalie a ignorou de novo. Mexeu em seus bolsos e tirou de lá uma chave, atirou-a no ar para Jacob.
— Pega a BMW, e vai pra aquele hotel que combinamos.
— Como o hotel que combinamos? — Renesmee perguntou. — Não Rose, eu não vou a lugar nenhum sem você, ainda mais com um cara que eu nunca vi na vida, eu não vou te deixar.
Jacob sentiu na boca um sabor amargo, ele realmente era um cara que ela nunca havia visto na vida e isso não deveria ser assim.
— Você tem Nessie. Tenho que dar um jeito em Demetri, para que não consiga rastreá-la e ir atrás de você.
A menina agarrou os ombros da tia e a puxou para um abraço, um tão forte que ficou difícil respirar.
— Não tia, por favor não — Ela sussurrou chorosa em seu ouvido. Já sentia a garganta se fechar e as lágrimas salgadas se acumulando em seus olhos, não queria brigar. — Daremos um jeito nisso juntas, como sempre fazemos.
Rosalie sentiu em seu peito um relento, um calor. A sua menina.
— Eu prometo que volto Nessie. — Rosalie disse alisando seus cabelos cobre.
Era mentira, não havia convencido nem mesmo ela própria com as palavras fáceis e falsas e a má atuação pelo auge do momento, mas precisava pelo menos tentar reconfortar Renesmee de alguma maneira, e se fosse mentindo assim seria.
— Quando foi que começou a mentir tão mal?
Estava cansada, cansada de viver num mundo onde Emmett não existia, e se a morte dela fosse o preço a se pagar para dar à sobrinha a liberdade que ela tanto precisava esse era então um preço pequeno, um preço que Rosalie Cullen queria pagar.
Sabia que em relação aos Volturi não existiria piedade, mas tampouco ensejava por uma. Depois do caminho que estava prestes a traçar seria considerada uma traidora, mas mataria Demetri e daria à Renesmee paz, e segurança com Jacob.
— Agora tem que me soltar, tem que me deixar ir — Disse assim que sentiu o cheiro salgado das primeiras lágrimas que sua menina derramava, sabia que se pudesse chorar estaria aos cacos em seus braços.
Apertou-a contra si mais uma vez, sentiu o coração dela pulsar vivo contra o seu morto. A sua garotinha, a menina que havia criado, a sua filha. Não seria uma Volturi, seria uma Cullen.
Afrouxou o aperto pronta para deixá-la quando Renesmee apertou-a ainda com mais força contra si, afundou seus dedos em seus ombros, seu choro já havia encharcado a camisa que Rosalie usava.
— Não! — A menina disse firmemente contra seu ombro, disposta a não deixá-la ir.
— Eu te amo — Sussurrou contra seu ouvido. — Jacob, a segure por favor — Rosalie pediu e no mesmo momento a cintura de Renesmee foi envolta pelos braços ferventes de Jacob. O lobo dentro de si bramiu alto de novo, mas não porque precisava tê-la, desesperadamente, mas porque não a aguentava sofrendo daquela maneira.
Rosalie se desvencilhou dos braços da híbrida e Renesmee só não foi ao chão porque Jacob ainda a segurava.
— Me promete que você não vai voltar Jacob. Não importa o que ela diga, o quanto te peça. Vai embora daqui e não olhara para trás.
— Eu prometo — Sua voz soou firme.
Sabia que voltar à cidade era assinar uma sentença de morte.
Rosalie olhou para eles uma última vez, se despediu de Renesmee internamente.
— Cuide bem da minha sobrinha.
Foi o que disse antes de desaparecer da frente deles e Renesmee desabar de vez.
— Nessie, por favor, por favor precisamos sair daqui — Ele a suplicou ainda sustentando o seu corpo mole, mas ela não pareceu nem mesmo ser capaz de ouvir.
Estava aérea e só chorava, não parecia em condições de nem mesmo ficar de pé. Ergueu-a no colo e desfez o caminho de tinha feito horas antes o mais rápido o quanto podia. Quando imergiram das passadelas escuras colocou Renesmee de novo de pé em suas próprias pernas mas segurou em sua mão antes de puxá-la para Volterra.
Não sabia quanto tempo havia passado dentro daqueles túneis, dentro das passagens secretas que os Volturi tinham debaixo de toda a cidade. O cheiro forte de vampiros ainda era uma memória viva e irritante em sua cabeça mas o cheiro de Renesmee não era assim e em contrapartida o acalmava. Era fresco, tão limpo, tão puro, delicado como o de uma rosa. Só soube que deveria ser muito mais tarde quando puderam avistar o céu e deram de cara com um início de noite cinzenta e gelada, bem diferente do sol júbilo que havia lhe dado as costas assim que entrara na passagem. Melhor assim, não sabia como Renesmee ficava em contato com o sol, não sabia se brilhava como o pai.
Foram encontrar o carro de Rosalie parado a duas ruas dali, mas a menina estacou no lugar assim que o viu.
— Eu não vou entrar no carro Jacob por favor, não pode me obrigar, por favor temos que voltar e ajudar Rosalie.
O lobo dentro de si bramia. A tristeza de Renesmee era quase palpável, e quase o fez fraquejar, quase o fez desistir de seguir todo o plano que tinha na cabeça, mas ela precisava ficar a salvo. Sentia a necessidade tão grande dentro de si que chegava a ser sufocante, maior do que qualquer outra, tinha que protegê-la acima de tudo.
— Sabe que não podemos Nessie por favor. Eu só tenho que te tirar daqui, tenho que te deixar a salvo.
Ela não deu nem um passo a mais. Jacob segurou em sua mão, acariciou suas costas com seus dedos e a puxou até o carro, até que ela tivesse as costas apoiadas sobre ele. A menina olhou desolada para o chão.
— Só não podemos tudo bem. — disse em meio a uma voz trêmula. — Por favor, por favor, não pode me pedir isso. — Ela soluçou.
Jacob parou em sua frente. Analisou-a minuciosamente pela primeira vez. Era tão linda, tão perfeita, tinha uma beleza simples que um vampiro jamais poderia ter, mas ela tinha porque ela era única.
A sua pele pálida e macia, o cheiro doce e fresco que exalava, os cabelos vivos e acobreados, o corpo magro e curvilíneo parecendo tão frágil contra o dele, os lábios fartos, as bochechas rosadas e então seus olhos chorosos. Olhos vermelhos, vermelhos como os dos Volturi, vermelhos como os olhos dos vampiros que ele matava para proteger seu povo, vermelho como o sangue humano que ela havia consumido. Não entendia bem o que sentia. Um tipo maluco de decepção? Nem conhecia a menina até horas atrás, mas era que das duas vezes que havia encontrado com Rosalie ela tinha os olhos negros, esperava que Renesmee também. Então entendeu o que Rosalie quis dizer quando naquela tarde, a uma semana atrás, dividiu com ele o temor que sentia em Renesmee se transformar em um deles, numa Volturi. Ainda que a ideia parecesse tão insólita agora na cabeça de Jacob. Via Renesmee como uma menina, e era o que ela realmente era. Pequena, frágil, tremendo e chorando pela tia na frente dele. Tivesse ou não os malditos olhos vermelhos.
Contanto nem mesmo os seus olhos o conseguiram impedir. Num segundo Jacob debatia internamente sobre a alimentação dela, no outro tentava fortemente lutar contra o impulso, e no seguinte sucumbia satisfeito a ele. "Nunca antes o inferno pareceu tão bom". Envolveu Renesmee com seus braços e temeu ferozmente ser rejeitado, mas Renesmee que havia ficado tensa assim que sentiu a pele dele contra a sua rapidamente relaxou e ele pode se sentir aliviado e extasiado.
— Vai ficar tudo bem ok? — Jacob prometeu com a voz rouca. Faria tudo ficar bem.
A apertou contra seu peito. Permitiu-se a sensação que era ter o corpo do seu Imprinting com o seu, das ondas de choque e calor que parecia sentir pelo corpo todo e que não eram exclusivas a ele, e das pequenas e tímidas mãos de Renesmee que começaram a afagar e passear em seu peitoral deixando o lobo dentro de si mais tranquilo, ainda que as lágrimas que saíssem dos olhos de Renesmee parecessem algo que ela não pudesse evitar.
— Nada de mal vai acontecer com você linda, nunca mais.
Ainda tinha os braços dela enrolados em seu pescoço e sua respiração irregular contra seu ombro quando se esgueirou para abrir a porta do carro, e muito contra a sua vontade se separou dela. Tinha a camisa molhada, no lugar onde outrora Renesmee havia apoiado o seu rosto, mas por fim a conseguiu por sentada no banco do carona e agradeceu aos céus por isto. Contornou o carro e tomou seu lugar no banco do motorista e começou a movê-lo na velocidade característica dos vampiros ou dos lobos de dirigir. Em poucos minutos a estrada acidentada abria-se diante deles e tudo o que os rodeavam eram árvores altas, pinheiros, azinheiros e sobreiros.
— Eu não queria sabe, — Renesmee suspirou — se esse fosse o preço a se pagar para fugir eu nunca iria querer isso.
Foi tudo o que ela falou durante as horas dentro do carro.
Capodimonte, 24 de agosto de 2014
Eram três horas de viagem até Capodimonte, três horas que Jacob havia transformado em duas horas e vinte minutos correndo alucinado com o carro. Foram entrar no hotel com água escorrendo das roupas, enquanto lá fora relâmpagos cruzavam o céu tecendo uma luz prata sobre o lago bolsena e uma chuva forte e negra castigava as pedras de Capodimonte.
— Só tem uma cama de casal — Jacob disse após tantas horas sem falar. Sentiu a voz saindo rouca e estranha de sua garganta seca.
A cama era enorme, mas ainda assim era uma só.
Renesmee mal ligou, estava aérea demais e o menor de seus problemas era uma cama de casal num quarto de hotel.
— É melhor trocar essas roupas molhadas — Ele disse.
— E vestir o que? Os lençóis da cama?
Jacob retirou os sapatos e então retirou a camisa xadrez que usava. Por debaixo dela vestia uma fina regata branca que mantivera-se quase que intacta da chuva. Renesmee se pegou o observando quando retirou a camisa e sua visão foi ricamente preenchida com seus ombros largos e a cintura estreita com o estômago plano e bem musculoso. Tudo em Jacob era tão másculo que ela se sentiu desconcertada.
— Aqui — Disse estendendo a camisa pra ela.
Levou meio segundo para aceitá-la, ou tinha sido meio segundo para conseguir parar de olha-lo?
Começou retirando o short e a camisa, as roupas estavam tão encharcadas que caíram pesadas sobre as tapeçarias finas a sua frente, aquele era um hotel caro. Revelou para ele a lingerie de renda azul escura que estava usando e já deste momento Jacob sentiu seu sangue circular mais quente e vívido por suas veias.
Renesmee parecia tão pequena a ele antes, agora não parecia mais, de maneira nenhuma. Era uma completa mulher debaixo daquelas roupas. Possuía os seios fartos, daqueles que enchiam todo o sutiã e que encheriam suas mãos, se ela assim quisesse, eram durinhos e estufados. A cintura era esguia e plana como a de uma modelo, com belas pernas torneadas e o bumbum empinado pra ele.
Infelizmente vestiu a blusa quase que tão rápido quanto havia tirado a roupa e ainda que fosse meio transparente ia larga até de baixo da curva de sua bunda e Jacob ainda podia sentir a quentura e o desconforto que começaram a subir dentro de suas calças.
— Não vai ficar com frio? — Ela disse enquanto ajeitava as grandes madeixas acobreadas. Tinha os cabelos úmidos pela chuva e por isso haviam adquirido uma cor quase que de vermelho vivo, combinava melhor com os seus olhos.
— Eu não sinto frio. Coisa de lobo.
Ela apenas assentiu. Tinha se lembrado de quando ele a abraçou e como se sentiu quente mesmo em meio ao vento que rodopiava pela rua.
Andou até a cama mas sentou-se em cima do móvel ao lado dela. Talvez Jacob estivesse cansado e talvez quisesse dormir, e dormir era a última coisa que ela conseguiria fazer tão cedo.
Não havia voltado a chorar desde que tinha entrado no carro, apesar da vontade não lhe faltar. Era que pensar em Rosalie e fatalmente constatar que provavelmente estaria morta agora quase a fazia desabar e sucumbir de novo.
"Fique forte garota!" Ela se auto advertiu. Nunca tinha sido do tipo que ficava deitada chorando e se lamentando da vida, mas nunca tinha passado por algo tão difícil como aquilo antes. Quando fora tirada de sua família amava todos sim, e ainda tinha a imagem rica de Bella da sua lembrança infantil, mas ela era uma criança naquela época, quisesse admitir ou não e agora era tão diferente, tão ampliado.
Queria poder sair daquele quarto, sair daquelas quatro paredes de pedras que pareciam sufocá-la. Estava farta de paredes de pedra, tinha estado encarcerada nelas a vida toda apesar de lhe dizerem o contrário. Como não era uma prisioneira se era tratada como uma? Se mal podia sair do castelo? Não sem a autorização de Aro, e sem alguém que não fosse sua tia para acompanhá-la. E fora por isso que Rose insistira tanto que precisavam sair dali. Queria que Renesmee vivesse, que descobrisse o mundo que existia lá fora, e agora ela poderia fazer isso, poderia ir para onde quisesse, mas sem a tia.
Pensar em Rose automaticamente a fez querer correr, de volta para tudo, se entregar aos Volturi, implorar por perdão, mas quando chegasse lá tinha certeza de que não seria a tempo, e a bomba já haveria de ter sido explodida.
Jacob se aproximou, sentia a angústia dela presa em seu peito como se fosse sua.
Assim que o viu parado na sua frente uma lágrima furtiva escapou de seus olhos. Tinha se concentrado tanto essas horas todas em não derrubar nem mais uma que fosse.
"Maldição!" Vê-lo ali a encarando com pena só a fazia querer chorar e diabos, não sabia porquê mas não queria que Jacob a visse como uma menininha chorona, não era assim e tinha parte dela, uma parte esmagadora, que se importava doentilmente com o que Jacob pensava sobre ela.
— Não tem que chorar. Sei que está se culpando pelo o que aconteceu, mas foi uma escolha da Rosalie.
Ela só foi capaz de abaixar o olhar encarando os seus pés. Queria gritar com ele, mandá-lo sair dali, só a estava deixando pior, aumentando o nó gigante em sua garganta, mas aí constatou que o queria ali, precisava dele ali. "Como um viciado quer suas drogas" O calor que emanava dele, ainda que com a distância em que se encontravam a tranquilizava, a anestesiava num estado de letargia cômodo, e não sabia o que faria se ficasse sozinha.
As palavras de Jacob foram tomando forma em sua cabeça. Não queria admitir para si própria, mas se culpava pela morte da tia e além da sua ausência de agora em diante estava tão mal porque a culpa a corroía por dentro.
— Me escuta Renesmee, tem que me escutar — Ele suplicou erguendo o seu rosto. — Rosalie fez aquilo porque ela quis, ela não queria mais viver. Fez porque naquele castelo nenhuma de vocês duas tinham uma vida e você merece isso. Droga, merece isso mais do que qualquer pessoa nesse mundo!
Levou seus dedos ao seu rosto e secou a lágrima que ela tinha derramado. A envolveu de novo entre seus braços dessa vez sem medo de ser rejeitado, e pode sentir o cheiro que emanava de seus cabelos quando ela o retribuiu, com as mãos repousando em sua cintura, era tão bom.
Era doentio se sentir tão excitado como estava naquela hora? Seu membro estava tão duro dentro das calças que se sentia desconfortável e temia que Renesmee visse, e que se afastasse dele. Precisava tanto dela, o lobo dentro dele precisava, da sua atenção, da sua pele tocando a sua, do seu membro se afundando nela, saciando a sua vontade desesperadora. E foi olhando dentro de seus olhos vermelhos que percebeu que o que Renesmee precisava não era de um amigo, de um irmão, de um protetor ou de um amante. Precisava de todos eles juntos, tudo o que dela fora roubado quando ela foi roubada da família, e era isso o que Jake seria pra ela.
Com os olhos negros fixos nos vermelhos dela se inclinou lentamente, dando a menina o tempo preciso para se esquivar se quisesse, mas os olhos dela brilhavam com fogo e certeza, e Renesmee se viu ensejando o seu toque mais do que qualquer coisa na vida. Apenas a sensação de tê-lo a abraçando agora a deixava quase que sem fôlego e podia sentir umedecer seus lábios só de pensa-lo contra ela.
O beijo que depositou em seus lábios fora casto, gentil e tímido, mas o suficiente para deixar o lobo dentro de si pleno em satisfação. Com o peito formigando em calor deslizou sua língua para dentro da boca dela, buscando a língua dela. O beijo era lento, tinha toda a calma que Jacob pudesse reunir, como se estivessem se conhecendo, se provando, e realmente estavam, mas bastou que Renesmee colocasse a língua dela contra a sua para que o autocontrole que reunia dentro de si fosse para o espaço e o beijo se tornou voraz e violento em um instante. Tinham tanta fome, tanta necessidade, como se não pudessem esperar mais nem um segundo para se unirem. Já tinham esperado mais do que o tempo suficiente.
As mãos de Renesmee foram para a nuca do rapaz, agarraram em seus cabelos para o puxar mais para ela. Abriu as pernas para ele se acomodar entre elas e logo podia sentir do contato de seu peito contra o seu, contra seu sutiã e a blusa dele com a malha fina. Sentiu-se arrepiar também, era tão quente, fervente, coisa de lobo, e além do calor dele sentia o seu próprio, se formando dentro de si. Começava em seu ventre e parecia espalhar chamas e faíscas para todo o corpo, como as raízes de uma árvore.
Sentiu o enrijecer de seus mamilos e soltou um gemido contra a boca de Jacob. Era bem mais do que o lobo podia suportar. Talvez não devesse deixar que a primeira noite deles fosse ser tão carnal como as imagens que já pintavam em sua cabeça, mas isso não era coisa que se pudesse impedir. Quando estava com ela... E ela se empinando, rebolando, se comprimindo contra seu membro também não ajudava. Estava mais hirto e duro do as pedras da cidade que os rodeava e a queria tomar ali mesmo, naquele móvel.
Fora a própria Renesmee quem retirou a blusa, a jogando para qualquer canto do quarto sentindo as bochechas corarem, mas fora Jacob quem retirou seu sutiã, fazendo seus grandes seios rosados pularem em sua linha de visão.
— Tão deliciosa — Balbuciou enquanto tomava suas coxas grosas em suas mãos quentes.
O beijo entre eles ainda era faminto, lascivo e Renesmee segurou nos cabelos dele com as duas mãos para ter força para se comprimir contra o membro dele.
Seus seios livres roçaram contra o peito desnudo de Jacob, e o sentiu tão duro, tão cheio contra si ainda que com o jeans e ainda com o tecido de renda da calcinha mas repetiu o movimento diversas vezes até se sentir quente lá embaixo, e escorregadia, fez o lobo jogar a cabeça para trás ao gemer longamente.
Quando voltou a olhar para a menina queria que seu olhar explicitasse que Renesmee não sairia das mãos dele. Nem hoje, nem nunca e ela gostou daquilo. Gostou ainda mais quando a puxou pelo pescoço sem delicadezas, para tecer vários beijos ali enquanto a outra mão subia o caminho de suas coxas para onde ela se sentia mais quente.
Mas a quem ele queria enganar? Queria eram seus seios inchados que imploravam para serem tocados cada vez maiores pela sua excitação crescente, então desceu seus beijos por sua clavícula, parando a respiração entre o vale que seus seios formavam.
Renesmee entrelaçou as pernas ao redor da cintura dele e com um puxão de seus pés fez com que a cabeça lhe caísse sobre o seio direito, bem aonde ela queria ele. Jacob tomou o esquerdo entre as mãos enquanto foi sua boca quem cuidou do outro.
Tudo era absurdamente quente naquele homem? Foi o que Renesmee se indagou assim que sentiu sua boca contra seu sensível mamilo, mas na cabeça de Jacob não havia indagações, apenas certezas, certeza de que ela seria dele, certeza de que ela já era dele.
Sorveu seu seio colocando-o quase que todo na boca, degustando-a como se fosse um sorvete enquanto seus dentes raspavam na pele sensível ao redor do mamilo. Renesmee se sentia tão em êxtase que nada mais conseguia fazer além de arquejar, era absurda a atenção que ele dava aos seus seios, era como se estivesse hipnotizado por eles. Os beijando, os lambendo, os abocanhando entre seus lábios. A mão que apertava suas coxas continuou subindo, deixando um rastro quente no caminho que tomava em suas coxas internas e Jacob precisou arfar contra seus ombros assim que a sentiu contra a calcinha molhada dela.
"Oh sim, aí, por favor aí" A mente dela gritou de precipitação, mas estava entorpecida demais nele para ser capaz de dizer qualquer coisa.
— Deus, está tão escorregadia que sinto o cheiro de seus sucos daqui — Jacob disse ainda com a mão quente em sua calcinha e Renesmee sentiu que poderia gozar só de sentir o calor que delas emanava em seu centro, e com a voz rouca e as frases meio sujas que ele parecia gostar de falar ao seu ouvido. Estava se mostrando uma pervertida, mas...
— Por favor Jake, preciso que me toque aqui — Disse com a voz extremamente rouca quando pegou em sua mão que estava contra seu sexo e empurrou-a ainda mais nesse caminho. Precisou morder os lábios para não gritar e o olhar que viu no rosto de Jacob eram de puro desejo, suas pupilas negras dilatadas, os olhos fixos em sua mão contra a sua vagina, mais parecia que o lobo estava na sua frente, e não mais o homem.
— Tocarei minha linda, farei o que você quiser, mas preciso pedir que não se contenha. Preciso ouvir os gemidos que saíram da sua boca e o meu nome deslizando pela sua língua quando você gozar.
Ela assentiu. O que mais poderia fazer diante daquela declaração? Despendeu os lábios dos dentes sentindo as bochechas queimarem por ter tido coragem de pedir aquilo a ele, e não soube como, só que Jacob havia retirado sua calcinha de uma maneira ou de outra, e que agora estava caída aos pedaços no chão ao lado dele. Sentiu a corrente fria de ar que envolveu-a sem a proteção do tecido. Estava extremamente aberta pra ele naquela posição e quase levou um choque quando o frio foi substituído por seu calor quando sentiu seus dedos em sua intimidade. Elevou ao quarto um gemido alto e arrastado que fez Jacob sorrir.
Ele começou a acaricia-la. Separou seus lábios e tocou-a com delicadeza e gentileza sentindo-a se derramar em seus dedos. Afundou-se mais a cada carícia até que achou seu ponto fraco, o botão inchado de seu clitóris. Renesmee gemeu nervosamente e remexeu seu quadril para que o contato fosse o maior possível. Era isso que ela queria, queria explodir logo e em suas mãos então Jacob aumentou a cadência dos movimentos, a dedilhando e apertando seu clitóris até deixá-la sem forças o suficiente para mover-se contra ele. Tomou seus lábios novamente quando a preencheu com um dedo e depois com outro e pode ouvir seu gemido ressoar dentro dele.
Renesmee ofegou com a invasão súbita, os mamilos ficaram apertados e duros como balas e a vagina de repente passou a ficar de úmida a encharcada. Jacob estocava os dedos bem no fundo dela, num vai e vem sem piedade entrava e saía novamente com os dedos cada vez mais molhados do que antes. Se era gozar que Renesmee queria então ele a daria, e daria na forma do melhor orgasmo que já teve na vida.
Ela se empinou pra ele buscando seus dedos e quando Jacob tocou em seu clitóris com o polegar foi o que precisou para obter o orgasmo.
Ofegou contra sua boca, prendendo seus lábios duramente contra os dele e se sentiu mole, aérea, maravilhada em seus braços. Jacob segurou em sua cintura para carregá-la para cama e logo ela tinha o corpo coberto pelo dele em cima de si. Sentiu o gosto de sua boca, de sua língua buscando a sua e correspondeu, ainda queria tanto dele.
Jacob desceu seus beijos por seu queixo, seu pescoço, seus ombros, sua clavícula, deu mais uma atenção aos seios robustos até descer para sua cintura e para seus quadris, até que ficou diante do sexo dela, que já estava quente e ardia de novo.
— Você quer se abrir pra mim Nessie? — Jacob perguntou com a voz rouca diante da visão que estava tendo, a garganta ficou ainda mais seca quando a viu assentindo e se abrindo pra ele sem pudores, separando suas pernas, as colocando uma de cada lado do seu corpo. Aquilo era bem mais do que um convite.
Renesmee assistiu, com o coração a cavalgar no peito, o corpo de Jacob reclinar, e seu rosto sumir até que tudo o que via eram seus cabelos negros e despenteados. Ele tomou um momento para admira-la assim, aberta e entregue para ele antes de descer seus lábios contra sua vagina.
Era quente, doce, cheio de devoção e desejo o beijo que Jacob depositou dentro dela, a fez ronronar em satisfação na cama antes de realmente ter sua língua trabalhando nela. A sentiu empurrar contra si, e gemeu quando tocou em seu clitóris inchado. O prazer parecia continuar e continuar, crescer e crescer conforme os movimentos de sua língua se aprofundavam até que Jacob levantou a cabeça e a olhou, tinha a boca molhada com seus sucos. Deliberadamente lambeu seus lábios, a saboreando e Renesmee mal pode acreditar em o quão erótico aquilo era, podia se sentir em chamas só de o olhar a saboreando.
Abriu sua boca, não sabendo ao certo o que iria sair, mas usou apenas uma palavra.
— Mais.
Jacob não precisou de um segundo convite, apertou-se de novo entre suas pernas, a abrindo com seus ombros largos para saboreá-la de novo.
Quando as mãos dele se afundaram em suas ancas não tinham delicadeza alguma. Seu aperto firme a manteve imóvel no lugar e quando seus lábios retornaram não eram brandos como foram antes. Sua língua a tocou de cima abaixo. Renesmee a sentiu quente contra sua vulva e então finalmente em seu clitóris a fazendo gritar quando sentiu os círculos que fazia com a língua em torno dele, provocando, lambendo, entrando nela tanto o quanto podia com a língua.
Sua intensidade em chamas e a visão dele ajoelhado entre suas pernas, lambendo sua vagina sensível, trabalhando para empurra-la mais e mais rápido em direção à borda daquele orgasmo que teria acreditado impossível a fez arquear as costas para ele, no formato de um arco, fazendo sua boca entrar mais fundo contra seu sexo quando os dedos finos e delicados dela mergulharam no mar negro que eram os cabelos dele. O puxou para aquela direção, o manteve ali, sentindo sua língua deslizar por ela, e os chupões que ele dava em seu clitóris intumescido enquanto o êxtase ficava cada vez mais próximo.
Rebolou em seu rosto e sentiu a sensação de urgência crescer. Sentiu seus músculos internos se apertarem e no segundo seguinte sofria os espasmos pela onda violenta de prazer e o líquido quente que escorreu por entre as pernas, molhando sua coxa. Jake ainda ajoelhado sugou-a uma vez mais, passou a língua diligentemente por toda ela, a limpando e chupando o mel da sua vagina e da parte interna da coxa, não se importando muito que Renesmee já estivesse mole e em completo êxtase na cama.
Seu rosto primoroso apareceu entre suas pernas a fazendo sorrir realmente pela primeira vez naquele dia. Por seu sorriso o coração do lobo disparou em seu peito, e o sentiu grunhir dentro de si.
Quando a olhou sentiu desejo até mesmo por seus olhos ardentes, quando o último tremor pelo orgasmo passou pelo corpo da menina, a fazendo se agarrar fortemente aos lençóis da cama.
Jacob foi até o seu lado de novo, e ainda olhando em seus olhos finalmente tirou as calças. Vestia uma cueca branca por baixo dela, uma cueca que mal parecia ser capaz de suportar seu membro aprisionado por ela. Jacob se sentia duro como nunca antes na vida e se sentiu aliviado quando tirou a cueca.
— Eu preciso de você linda, ainda preciso tanto entrar duro e forte em você.
Renesmee sentiu o coração pulsar grosseiramente contra as costelas, parecia mais como se fosse sair do peito. Sua boca salivou, era aquilo o que esperava a vida toda e teve vontade acaricia-lo, de ver Jacob se derramando em cima dela e foi por isso que o tocou, fez sua grossa virilidade deslizar por suas mãos pequenas que não conseguiam dar uma volta completa em torno dele.
Jacob gemeu ao mesmo tempo que ela jogando a cabeça para trás de prazer. Seu pênis era duro como uma barra de ferro, mas sedoso ao toque como seda e Renesmee poderia continuar com aquilo a noite toda se Jacob já não sentisse a sensação de urgênia crescendo, a queimação em seu escroto e seu pré gozo que já saia pela cabeça de seu pênis. Queria gozar, Deus precisava gozar tão duro, mas tinha que ser dentro dela.
Segurou em suas mãos para para-la, para olha-la fixamente nos olhos. Então deslizou seu corpo para cima do dela de novo e encarando seus olhos vermelhos em chamas foi que a penetrou. Arrancou de Renesmee um grito estridentemente alto. Seria de prazer ou de dor? Um misto dos dois. Jacob era tão grande que ela sentia que a ocupava por completo, mas estava tão molhada lá em baixo que não foi difícil começar os movimentos de vem e vai que deslocavam a cama de lugar a fazendo ranger. Logo os gritos de Renesmee foram substituídos por gemidos e Jacob grunhia cada vez que se lançava contra ela. E ela adorou o sentir cheio dentro dela, Jacob era tão rico em vida e gostava de seu interior assim tão quente que latejava porque envolvia ele.
Entrava cada vez mais profundo dentro dela quando a sentiu espalmar suas mãos contra seu peito para empurrá-lo, ainda duro para afastá-lo dela, precisou utilizar de sua força sobre-humana, o lobo era bem mais forte do que pensava.
Seus corpos reclamaram automaticamente por não estarem mais juntos, mas antes que o lobo dentro do peito de Jacob começasse a inflamar em fúria e desejo Renesmee já estava apoiada na cama, com os joelhos e os cotovelos contra o colchão e a bunda arrebitada e bem inclinada em sua direção, naquela posição para ele, o convidando para se abrigar novamente dentro dela.
Jacob mal pode acreditar na visão que estava dentro, a melhor da vida dele. Ela, com a bunda empinada em sua direção e passando seus frágeis dedos contra sua própria vagina, se tocando, colocando um dedo dentro de si e gemendo alto como um gata no cio se deleitando com seu próprio mel, o incitando, como se ele precisasse disso.
Jacob tocou seu pênis uma e outra vez para entrar dentro dela de novo, o umedecendo com seus próprios sucos para deslizar facilmente dentro dela dessa vez. Renesmee gemeu ainda mais alto. Naquela posição podia sentir em dobro, seus sentidos estavam amplificados e Jacob podia entrar ainda mais profundamente em si. Podia sentir suas bolas que se chocavam contra suas coxas toda vez que Jacob se lançava contra ela, entrando ainda mais fundo do que da vez anterior.
Renesmee separou seus lábios de baixo se tocando ainda mais forte no clitóris sentindo que o prazer estava próximo. Sentiu a respiração de Jacob contra seu ombro quando ele afastou um pouco suas pernas para as mãos quentes dele segurassem em seu pulso parando as suas mãos.
— Deixa que eu assumo daqui, pode ser linda?
Renesmee queria responder, queria ser assim tão sexy e confiante como ele era na cama mas quando abriu a boca nada mais saiu além de gemidos roucos e grunhidos, não era capaz de dizer mais nada ainda mais quando os dedos de Jacob foram que assumiram o lugar em sua vulva, tocando em seu clitóris enquanto a penetrava com força naquela posição. Se sentia tão perto do céu, ou do inferno, como nunca antes. Sabia como se tocar e não era a primeira vez que fazia aquilo, mas os dedos de Jacob... Não eram algo que se pudesse ser uma comparação justa, eram quentes, grossos e sabiam como trabalhar.
Em pouco tempo gemia em êxtase e explodiu em seu pênis e em sua mão, sentindo seu líquido deslizar abaixo em suas coxas e seu clitóris pulsando como um segundo batimento cardíaco. Se sentiu mole e com vontade de deitar naquela cama e dormir até o outro dia, mas Jacob ainda não havia atingido o clímax dele, não tinha atingido a noite inteira, foi o que ela pensou, ou pelo menos o que ela achava.
Manteve-se firme quando as mãos dele seguraram em seus seios para se lançar uma, duas, e outras vezes firmes contra ela, até que o sentiu inchar, e ficar ainda mais quente antes de se derramar dentro dela, fervente como uma larva e gemendo de satisfação contra o seu ombro.
Finalmente o seu lobo estava em paz dentro de si. Pela primeira vez, com a fome totalmente saciada.
O corpo de Renesmee tombou na cama, completamente exausto em meios aos lençóis desordenados assim que o sentiu afrouxar o aperto contra sua cintura e Jacob deitou com a cabeça em suas costas.
Quando o dia nasceu lá fora era cinzento e gelado e a tempestade se reduzira a uma chuva contínua. Jacob fazia desenhos em suas costas com o dedo, acariciando sua pele alva e nua, ouvindo sua respiração contínua e o palpitar de seu coração.
— Sabe que teremos que fugir o resto de nossas vidas, não? — A voz dela voltou a soar, doce e calma como sinos que soavam aos seus ouvidos ao redor da cidade que despertava.
"Teremos" , no plural. Gostou de como o verbo havia deslizado pelos lábios dela ainda que involuntariamente, sorriu satisfeito com isso.
— Não me importo de viver o resto da vida fugindo, desde que seja com você.
Fim! :)
Notas finais
Gente dei um duro danado nessa fic, tenho que confessar. Parei minhas histórias só pra escrever então se tiver aí algum leitor meu já aviso que voltamos a programação normal em breve. Se não tiver faço logo um belo de um merchan então e convido vocês a conhecerem, não tá fácil pra ninguém hah
Enfim, só queria dizer pra vocês que nunca escrevi uma one e nem custumo ler ones, então, se estiver uma merda parte desse princípio KKKK Ela ficou hot bagarai, mas espero de verdade que vocês tenham gostado de ler o tanto quanto eu gostei de escrevê-la :D E agora, deixe seu review aí né, recomendação, mp, email, carta, pombo correio, sinal de fogo, tá valendo tudo, só quero muito, muito, de verdade saber o que vocês acharam, nem que seja pra dizer: UAL, Nessie fornicou com o Jake no mesmo dia que a tia dela morreu, que vadia! HAHAHAHAHA Gente a vida é muito curta, o Jake é muito gostoso e nada mudaria o destino da Rose, não vou me justificar aqui.
E que Jake prestativo esse né? Igualzinho o do livro ajudando todo mundo, só um tantinho mais hot né? hahahahaha JAKE EU TAMBÉM TÔ PRECISANDO DE AJUDA, VEM!!!!
Bom, só tem autora talentosa e muito história boa ainda está por vir, mas isso vocês já estão carecas de saber. Então tenho a honra de anunciar que no domingo já tem história da maravilhosa Cathy Gomez aeaeaeaeae Garanto que estará tão boa quanto todas as já postadas aqui.
É isso, beijõeeeeeees e deixem meu review lindo, recomendações lindas... *.*
S2S2S2 rs
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