Notas iniciais
N/ Miss Black: Aí galera do meu Brasil baroniu *nuss coisa velha isso* .. Quem curtiu a fic da May Black??? .. Eu Curti e muito só não cutuquei ainda.. (Dormi com o bozo gente, não liguem.. kk ) Depois das ótimas fics que antecederam a nossa eu estou com medo.. Chegou a minha vez de perturbar vocês essa semana. Bem antes de mais nada, gostaria de avisar que eu NUNCA escrevi uma fic com esse tema impriting, com lobos e vampiros como você mesmo sabem. Portanto eu não tenho segurança nesse tema, mas a minha Personal, leia-se Paty Black gosta desse tema (e como gosta vocês não tem noção) ela deu a ideia e eu entrei com o desenvolvimento, portanto veremos no que vai dá isso, e eu confesso, estou com medo .. Sem mais delongas boa leitura, e esperamos que gostem.
Autoras: Paty Black e Miss Black
Beta: May Black
P.S: Como a Cris Black mesmo disse somos da família Black. Jake é marido de todas .. :P ... Só para quem pode!
A Miss já disse tudo apreciem sem moderação ok bjs Paty

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Imprinting


POV Jake

Sentir a terra batendo em minhas patas, o cheiro que só a natureza consegue exalar era a melhor parte de deixar o lobo tomar conta do meu ser. Poder ouvir um pássaro cantando ao longe, uma simples formiga caminhando no solo carregando aquele pedaço minúsculo de folha em suas costas. Cada animal e inseto, por mais insignificantes que eles sejam, na hora da minha corrida, da minha liberdade como lobo, eram os melhores sons que eu poderia escutar e a sensação de liberdade era a melhor coisa.

–Jake. – Seth, um dos meus amigos lobo da matilha, chamou me fazendo voltar a realidade e parar de pensar na sensação maravilhosa de estar como lobo. –Estava pensando em que?

–No quanto eu amo estar em forma de lobo. – respondi sorrindo.

–Tirando a parte que todos podem ver o que estou pensando, eu também gosto.

–Cadê a Lee? Ela não vem hoje à escola?

–Eu sei lá da Lee. – ele deu de ombros. –Você que é o namorado dela que tem que saber.

–Eu não sou namorado da Lee, Seth. Você está cansado de saber que só ficamos uma vez.

–E ela morre de amores por você até hoje.

–Quantas vezes eu tenho que lhe falar que a Lee ama é o Sam? – ele virou os olhos ignorando o que eu estava falando.

–Hoje vamos conhecer a professora nova de educação física, não é?

–É hoje? – perguntei totalmente perdido no tempo.

–Eu ouvi dizer que ela é neta do doutor Cullen. – meu maxilar na mesma hora ficou rígido. Os Cullens, as segundas aberrações da cidade, os frios, os sanguessugas, os vampiros.

–Ela é vampira então. – o que era para ser uma pergunta saiu como uma afirmação.

–Sim. E o Sam pediu para que ficássemos de olhos abertos.

–Já vou ter que perder o meu tempo cuidando de mais uma aberração, não sei por que o Sam não mata logo todo mundo e acabamos já com isso.

–Ordens são ordens Jake.

–Já estou até sentindo o cheiro deles. Seth é mais de um?

–Pelo visto sim Jake. É começo de ano, sempre tem mais de um professor novo.

–Você não falou que era só uma?

–Devo ter escutado errado Jake. – olhei em direção do banco do carona e ele estava encolhido no banco. Rosnei ao confirmar que era mais de um.

–Jake, é melhor você se acalmar, o Sam nos deu ordens para não quebrarmos o trato.

–Eu sei Seth, já estou mais do que avisado. – falei com raiva. Minha vontade era de chegar naquela escola e rasgar o pescoço de cada um e mostrar que aquelas terras não eram deles.

Estacionei o meu carro na minha habitual vaga. O burburinho era grande no estacionamento da escola. Só se ouvia falar dos novos professores e do quanto eles eram bonitos. Pura ilusão daquelas pessoas. Aquela beleza e todo o conjunto não passavam dos encantos que um predador da espécie deles possuía.

–Você viu como são lindos os novos professores? – uma menina baixinha loirinha falou ao passar ao nosso lado.

–Lindos é apelido, eles são verdadeiros deuses. – a morena que estava ao seu lado expressou o quanto ela estava encantada com eles.

–Espero que a ruivinha seja a nova professora de educação física... Que coisa gostosa, e além do mais parece ser a única que não está acompanhada. – um garoto disse.

Resolvi me afastar daquele grupo. Eram só comentários sobre os sanguessugas, e aquilo já estava cansando e muito.

–Bando de babaca. – falei quando passei perto de outro grupo que só sabia falar nas aberrações.

–Jake, eles não sabem da verdade, e aos olhos deles os Cullens são lindos, são o máximo.

–Tomara que eles percam o controle, só assim eu tenho motivo para matar um.

–Eu não vou mais ficar aqui escutando você falando isso, tenho aula de matemática. — Seth saiu meio bravo comigo.

Segui pelos corredores da escola e só o que ouvia era a mesma coisa... O quanto os Cullens eram bonitos. Continuei a minha caminhada em direção da minha aula de biologia.

Eu mal havia chegado à porta e os meus pêlos da nuca já ficaram arrepiados. Eu teria aula de biologia com algum deles. Respirei fundo tentando afastar aquele cheiro que fazia as minhas narinas arderem.

Em frente à turma encontrava-se o vampiro de cabelo bronze. Aquele eu já conhecia do tempo que viveu em Forks. Ele me olhou com aqueles olhos bronze, pelo menos ele havia caçado.

Sem pedir licença entrei na sala e sentei ao fundo da mesma. Nossos olhares estavam um no outro. Eu sabia que alguns deles possuíam poderes, só não sabia quais eram os tipos e quais eram os vampiros que possuíam essas habilidades especiais.

O branquelo deu um sorriso zombeteiro e fez um movimento com a cabeça como se confirmasse algo em minha direção e eu tive a certeza de que ele estava lendo a minha mente.

Sai da minha cabeça seu sanguessuga de merda! – penseicom toda raiva que consegui. O sorriso permaneceu em seus lábios e ele resolveu dar a aula.

A aula dele foi sobre o sangue. Ele só podia estar de brincadeira, ou queria me tirar do sério. Primeira aula do cara e ele fala sobre o sangue. Ainda deu uma desculpa esfarrapada quando os alunos pediram para que ele fizesse a dinâmica de descobrir o sangue, disse que estava faltando materiais. O tempo não parecia passar, e quando finalmente ouvi o sinal tocar fui o primeiro a ficar em pé.

–Jacob. – escutei aquela voz nojenta me chamar. –Jacob, quero falar com você. – virei devagar já apertando as minhas mãos em punhos.

–O que você quer comigo?

–Retornamos para Forks porque consideramos aqui o nosso lar.

–Não me lembro de ter perguntado nada. – falei com raiva.

–Eu sei disso, mas acho que você merece uma explicação, afinal são vinte anos longe. – ele sorriu ao falar.

–Não me importo o porquê vocês voltaram, só espero que o trato não seja quebrado.

–Não quebraremos nada. Nosso trato ainda está de pé, e manteremos a nossa palavra.

–Assim espero. – virei às costas para ir embora só que ele voltou a falar.

–Jacob.

–O que é agora? – falei impaciente.

–Só quero avisar que a nossa família acrescentou mais dois membros. Isabella e Renesmee.

–Já não bastavam só vocês agora tem mais duas? – ele não me respondeu, só ficou me olhando. –Era só isso que você queria?

–Sim.

–Então estou indo embora, e espero que vocês não arrumem problemas. Se bem que eu estou doido para destruir o pescoço de um. – falei virando as costas para ele.

Os restos das minhas aulas antes do intervalo passaram-se normais. Tive a sorte de não ter tido mais nenhuma aula com algum professor sanguessuga.

–Jake você viu a gata que é professora de educação física? Cara, ela é uma Cullen, mas o seu coração bate e ela é tão quente quanto nós.

–Seth, você andou puxando um logo cedo cara? Deixa a tua mãe saber.

–Que isso Jake, está louco cara, sabe que nem beber eu bebo.

–Mas deve estar muito doidão para falar isso. Onde se viu uma Cullen com coração e com temperatura igual a nossa?!

–Sério cara, você verá com os seus próprios olhos, sem contar que ela é muito gostosa, coisa de outro mundo. – não sei o que foi que deu em mim, mas ao ver o Seth falando daquela tal professora daquela forma fez uma coisa dentro de mim dar uma pequena despertada. A vontade que eu tive foi de bater no Seth.

–Vamos mudar de assunto Seth, cadê a sua irmã?

–Sabe com ela é, não é?! – ele deu de ombros meio sem graça.

–Como?

–Meio descontrolada, não ia conseguir ficar quieta perto de tanto vampiro, por isso o Sam achou melhor ela ficar em casa hoje.

–Por que você não me falou isso mais cedo quando eu perguntei por ela?

–Jake, eu sou subordinado aqui, só faço o que o Sam manda. Não posso desobedecer às ordens dele.

–Primeiro você fala que era só um Cullen quando na verdade são mais, depois você mente sobre sua irmã.

–Jake...

–Você tem dado mais valor às ordens do Sam do que a nossa amizade, eu tenho que ir nessa. – falei deixando-o sozinho no pátio, eu teria que conversar com o Sam depois.


[...]


A primeira coisa que fiz quando cheguei da escola foi ir conversar com o Sam, eu tinha que saber o porquê dele ter escondido que os Cullens estavam de volta.

–Posso falar com você? – perguntei assim que o avistei.

–Se for sobre os Cullens eu já sei qual é o seu pensamento.

–Se você já sabe, então quero saber por que não me contou...

–Não achei necessário. Você anda, e é muito nervoso.

–O Paul é nervoso, a Lee é descontrolada, e mesmo assim você contou para eles.

–O Paul é nervoso, mas não estuda mais e você sim, se eu tivesse contado o que você teria feito?

–Ido atrás deles só para conversar. – respondi cinicamente.

–Sei. – Sam acabou rindo também.

–Eles aumentaram o bando.

–Eu sei. – Sam respondeu ficando meio inquieto.

–O que foi dessa vez?

–A esposa do Cullen de cabelos bronze é a filha do chefe Swan.

–Isabella Swan? – perguntei com espanto. –A menina que sumiu quando os Cullens sumiram da cidade?

–Ela mesma, ela é uma deles agora.

–Como que ela pode sumir sem falar para o pai? O cara ficou procurando por ela durante tempos e morreu de culpa por não tê-la encontrado, que tipo de pessoa faz isso com os pais? – Sam deu de ombros.

–E a filha deles também faz parte do bando.

–Quem? Filha? Você só pode estar de sacanagem com a minha cara. Vampiro não pode ter filhos Sam.

–Eu também achei, mas eles me falaram que a Isabella a concebeu quando ainda era humana.

–Deve ser uma aberração esse troço.

–Dessa vez vou ter que discordar... Ela tem coração que bate tão forte quanto o nosso, é quente e é muito bonita. – e de novo aquela sensação de querer quebrar a cara de um por estar falando daquela vampira daquele jeito tomou o meu ser. –Espero que você mantenha a calma.

–Calma é o meu nome do meio Sam. – respondi o deixando sozinho.


[...]


Os outros dias da semana foram tranquilos. Eu havia me conformado que teria que ter vampiros como professores, mas ainda não tinha entendido o que todo mundo via na professora de educação física. Eu ainda não tinha tido aula com ela, mas sabia que era a mestiça que todo mundo falava, metade humana e metade vampira. Eu só conseguia sentir um cheiro delicioso, diferente do cheiro adocicado que os outros vampiros tinham... O cheiro dela era meio parecido com morango, aquilo só deixava ainda mais a minha imaginação atiçada. Ao mesmo tempo em que eu não queria saber daquele povo, aquele cheiro chamava-me de encontro a ele.

E enfim chegou sexta-feira e eu teria a tão sonhada aula com a professora de educação física. Fiz o meu habitual caminho em direção ao vestiário, troquei as minhas roupas e segui para o ginásio. A agitação era eminente. Todos corriam ao invés de andar em direção da quadra, e os meninos pareciam mais animados do que de costume. O cheiro delicioso estava no ar. Quando adentrei o ginásio ele ficou ainda mais forte.

Passei os olhos pelo local procurando a dona do cheiro... E os meus olhos caíram sobre uma mulher de cabelos longos, bronze, cacheados nas pontas. Ela era dona de um corpo que daria inveja em qualquer mulher e deixaria qualquer homem doido. Agora eu havia entendido o porquê de tanto alvoroço da parte dos meninos, ela era linda demais, e isso eu já havia constatado mesmo sem olhar diretamente em seus olhos.

Aproximei-me mais um pouco dela. Ela virou como se procurasse alguém e foi quando os nossos olhares se cruzaram e tudo mudou. Seus olhos possuíam uma cor tão linda que lembrava chocolate. Senti como se tudo em mim e em minha volta se desfizesse enquanto eu encarava aquele rosto de porcelana.

Todas as linhas que prendiam a minha vida foram rompidas em golpes rápidos e certeiros. Tudo o que me tornava quem eu era, toda a minha essência, o meu amor pelo meu pai, a minha lealdade a minha matilha, o amor dos meus outros irmãos e o meu ser desconectou-se de mim naquele segundo e flutuou para o espaço.

Mas eu não me sentia e nem fiquei a deriva. Senti como se um novo fio prendia-me. Não fio, mas um milhão deles. Não, fio não, cabos de aço, era isso que prendia tudo em minha volta, milhões de cabos de aço prendiam-me a uma única coisa, a um centro, ao centro do MEU PRÓPRIO UNIVERSO.

Pude perceber pela primeira vez como o universo girava em torno daquele único ponto. A gravidade não me prendia mais ao lugar que eu estava... Quem me prendia a terra era aquela linda mulher que estava em minha frente, encarando-me com tanta intensidade, como se soubesse que havíamos sido feitos um para o outro. Como se ela tivesse sido feita moldada para mim. Cada traço do seu rosto, o seu coração batendo acelerado, o seu sangue correndo em suas veias. Ela era minha, ela sempre foi e será minha.


POV Nessie

Sou uma híbrida, isso mesmo que você acabou de ler... Sou metade humana, metade vampira. Uma espécie o tanto quanto diferente. Além de que sou totalmente diferente dos meus pais que são vampiros.

Sou filha de Edward Cullen, um vampiro, e Isabella Swan Cullen que era uma humana antes de eu nascer. Fui concebida na época que a minha mãe ainda era humana, mas por causa de complicações no parto minha mãe foi transformada em vampira.

Meu coração bate tão forte quanto o de um humano, até mais forte. Possuo sangue em minhas veias, alimento-me com comida humana, mas faço uso de sangue animal algumas vezes. Durmo e possuo uma temperatura elevada.

Quando descobri que teríamos que voltar para Forks, o local onde a minha mãe viveu, eu não acreditei, pois tinha toda uma vida no Alasca, gostava de onde morava, mas não teve jeito, tivemos todos que voltar. O que tornou a cidade o tanto quanto interessante foi saber que não éramos os únicos seres sobrenaturais do local, que a cidade já era habitada por transformos, ou seja, homens que se transformam em lobos.

–Está ciente de que você tem que tomar cuidado com eles, não é? – meu pai falava pela milésima vez que eu deveria ter cuidado com os lobos.

–Já entendi pai... Não é como se eu fosse ser atacada por algum deles.

–Não sabemos. Tem alguns deles que agem por impulso, e acho que nem todos sabem que estamos na cidade.

–O líder deles disse que contaria.

–Mas não para todos, por isso temos que tomar cuidado com eles.

A semana já havia sido realmente difícil. Mamãe havia descoberto que o seu pai, o meu avô Charlie, não havia resistido a falta que ela fez a ele e veio a óbito tempos depois de sua partida. Tudo isso se juntou ao fato de que tínhamos que arrumar as coisas com o diretor da escola, pois eu, o papai e a mamãe seríamos professores na escola e tudo tinha que sair perfeito.

Minha semana como professora havia sido tranquila. Eu tinha um transformo como aluno, diferente do que meu pai havia falado, ele parecia bastante calmo em minha presença e fora muito simpático comigo na aula. Nem o seu cheiro era tão ruim assim como a tia Rose havia falado. A meu ver parecia cheiro de cachorro molhado, e isso não é de um todo ruim. Mas no meio de todo aquele cheiro de humanos existia um em especial que mexia comigo, deixava o meu corpo arrepiado todas as vezes que chegava até as minhas narinas... Era uma mistura de madeira com grama cortada pela manhã e uma pitada do cheiro que fica quando aquele chuvisco bate na terra. Era perfeito, era inebriante, chegava a me dar água na boca, mas não era para beber de seu sangue e sim água na boca de desejo.


[...]


Na sexta-feira eu tinha dois tempos com uma turma a qual não havia tido aula ainda, e escutei alguém com passos um pouco mais pesados entrar no ginásio e com ele veio o cheiro que me atormentou a semana toda.

Virei de encontro a pessoa que carregava aquele cheiro maravilhoso e deparei-me com o homem mais lindo que eu já havia visto... Sim, homem, pois por mais que ele tivesse os seus dezoito anos parecia um homem ao meu olhar. Seus olhos de um preto profundo me olhavam como se lessem a minha alma. Senti como se um imã puxasse-me ao seu encontro e aquilo me assustou, eu nunca havia sentido aquilo, não conseguia tirar os meus olhos dele.

Ele era alto, uma cor amadeirada linda, como se tivesse acabado de bronzear-se. Os cabelos negros, como os seus olhos, e uma covinha no queixo... Tudo isso distribuído em quase dois metros de altura. Ele parecia mais um modelo, ou melhor, um deus grego esculpido, talhado com todo cuidado, ele era perfeito. Senti as minhas pernas ficarem bambas. Eu cairia sobre os meus joelhos ali, sabia disso.

–Professora você está se sentindo bem? – uma aluna que estava ao meu lado perguntou.

–Hãm? – eu estava completamente perdida. –Sim, estou bem sim, só foi um mal estar. – senti as minhas mãos suadas.

–É que você está pálida, quer que eu chame alguém? – não foi nem preciso, quando ela terminou de perguntar a porta do ginásio foi aberta com um estrondo e o meu pai apareceu na porta com a face fechada e o maxilar rígido.

–Renesmee você está bem? – sua voz era dura e ele olhava para a figura do moreno parado em minha frente.

–É... É... Estou sim Edward, não foi nada. – respondi desviando o olhar do ser que estava parado em minha frente em direção do meu pai.

–Não parece. Eu já falei com o diretor, você está dispensada dessa aula, já pode ir para casa... E não discuta comigo. – ele estava lendo a minha mente.

–Desculpe gente. – desculpei-me com os alunos que nos encaravam sem entender nada. –Continuamos essa aula outro dia. – falei passando ao lado dele e senti os seus olhos queimando em minhas costas.

–Corre para casa agora. – meu pai falou tão baixo que tive a certeza de que só eu escutei.

Fiz o que ele havia mandado... Saí daquela escola a mil e corri em direção da minha casa. O que havia acontecido comigo? O que tinha aquele transformo que me fez sentir como se existisse somente nós dois no universo?


POV Jake

–Nem pense nisso. – o sanguessuga de cabelos bronze falou assim que ela saiu.

–Você não pode responder por ela. – falei aproximando-me dele.

–Eu sou o pai dela. – ele tinha fúria nos olhos. –Ela não será obrigada a ficar com você só porque você não pode viver sem ela.

–Eu preciso dela. – falei com os dentes cerrados.

–Eu disse que não. – ele falou com a voz firme.

Ficamos nos encarando. A vontade que eu tinha era de pular no pescoço dele.

–Jake. – Seth apareceu na porta do ginásio me chamando. –Jake, cara, o que aconteceu? – não respondi. Passei pelo sanguessuga esbarrando nele e corri em direção da rua.

Corri para os fundos da escola onde tinha uma mata. Nem tirei roupa nenhuma, deixei o lobo que existia dentro de mim falar mais alto, e logo eu estava rompendo o ar em forma de lobo. Minhas patas tocaram o chão e comecei a correr. Todos os meus sentimentos vieram a tona, eu havia sofrido um imprinting.

Eu já condenava aquele sentimento, aquela condição. Agora havia sofrido com uma mestiça. Ela era um deles, tudo que eu sempre odiei e condenei na vida. Mas ela era perfeita.

Continuei correndo até o topo da montanha, há essa hora todos já sabiam o que tinha acontecido. Logo vozes e mais vozes alcançaram o meu subconsciente.

“-Jacob.” – Sam chamou-me.

“-Eu não queria, juro que não queria.”

“-Eu sei disso Jake, mas não mandamos nessas coisas, isso é involuntário.”

“-Eu preciso ir embora daqui.”

“-Ir embora? Nem pensar, ela é a sua vida agora, você precisa dela para viver.”

“- Ela é uma vampira.”

“-Mestiça.” – ele me corrigiu. “–Você melhor do que ninguém sentiu o seu coração batendo, o seu sangue correndo em suas veias e a temperatura do seu corpo. Você não pode correr disso.”

“-O pai dela deixou bem claro que não me quer perto dela.”

“-É com o pai dela que você vai ficar?” – Lee se meteu na história.

“-Lee não se mete.”

“-Que isso Jake, eu sei o quanto você não queria que isso acontecesse, mas aconteceu. Você não pode fugir, pode morrer se tentar ficar longe dela.”

“-Preciso ficar sozinho, por favor.” – no momento que pedi aquilo as vozes sumiram da minha cabeça, e eu não sentia mais a presença deles em minha mente.

Embrenhei-me um pouco mais na mata e senti os meus pêlos ficarem arrepiados. Senti uma batida de um coração ao longe, mas o cheiro que atingiu as minhas narinas era o cheiro dela.

Meus pés me arrastaram em sua direção. Por mais que a minha mente falava que não e forçasse o meu corpo no lugar, o mesmo não obedecia. Logo eu estava observando aquele ser que tinha feito o meu corpo flutuar. Fechei os meus olhos e imagens minha sorrindo com ela e vivendo feliz ao seu lado se fez presente em meus desejos.

Ela parecia tão perturbada quanto eu naquele momento, tanto que pareceu nem reparar a minha presença. Dei mais um passo em sua direção e as minhas patas esmagaram um graveto fazendo com que o som fosse ouvido naquele momento de silêncio e reflexão.

Seus olhos encontraram os meus e eu tive a certeza que não adiantaria mais fugir dela, não adiantaria dizer que eu não a queria, ela era minha e isso já estava escrito.

Ela pareceu se assustar um pouco com a minha presença, mas o que me surpreendeu foi o sorriso torto que ela deixou escapar dos seus lábios.

–Eu... – a voz dela era linda, como um coral de anjos ao meu ouvido, meu coração ficou acelerado ao ouvir aquela voz. –Eu... Eu... Posso falar com você? – fiquei parado ainda a analisando. Dei passos em direção das árvores para trocar a minha roupa. Senti o seu coração bater um pouco mais forte com o meu afastamento. Voltei a minha forma humana vestindo a bermuda que eu carregava na bolsa em minhas patas. Respirei fundo e apareci em seu campo de visão.

Seus olhos percorreram o meu corpo de uma forma faminta e brilharam em minha direção.

–Pode falar. – por mais que eu quisesse tratá-la mal, a minha voz saiu um tanto quanto doce, mesmo contra a minha vontade.

–Qual é o seu nome? – ela perguntou ainda entorpecida com a minha presença, e comigo não era diferente.

–Jacob Black.

–Prazer Jake. – ela deu passos em minha direção. Meu coração acelerou tanto com a aproximação quanto com a forma que ela pronunciou o meu nome. Não sei o que foi que despertou em mim, eu só sabia que queria ouvir sempre aquela voz me chamando.

–Sou Renesmee. – diminuiu mais o espaço entre a gente. –Você poderia me falar o que aconteceu? – ela estava bem mais próxima agora.

–Acho melhor você não se aproximar mais. – elevei a mão no alto querendo pará-la, eu não queria aproximação. Meu corpo estava tremendo, eu estava desejando a pessoa na minha frente, e o que eu menos queria era me envolver com ela.

–Por quê? – ela pareceu triste, mas ficou parada como eu pedi.

–Não quero que você se aproxime. Eu... Eu... Eu... Não gosto do seu cheiro. – doeu mentir daquele jeito, doeu mais ainda ver a dor que passou pelos seus olhos.

–Desculpe. – ela deu dois passos para trás e foi a minha vez de dar dois passos para frente.

–Desculpe. – murmurei mirando o chão. –Eu sou meio grosso as vezes.

–Sem problema. – a voz dela estava triste. –Eu só estava tentando entender o que aconteceu, senti o seu cheiro durante a semana toda, era um cheiro que me atraía, diferente do cheiro do seu amigo, Seth, se não me engano. O cheiro dele é tipo de cachorro molhado, enquanto o seu... Eu... Eu não sei explicar. – ela passou as mãos pelos cabelos e eu me vi analisando aquele movimento. –É um cheiro que me prende, que parece grudar no meu ser. Sua voz me chama, seu corpo... – ela passou os olhos por ele de novo.

–Meu corpo?

–Não sei o que está acontecendo comigo. – ela fechou os olhos e respirou fundo deixando um sorriso passar pelos seus lábios.

Tudo aquilo que ela falou, eu estava sentindo e em dobro. Eu estava em uma briga mais do que interna para não agarrá-la ali e tomá-la em meus braços, mostrar que ela era minha e que era comigo que tinha que ficar.

–Adoro esse cheiro. – ela falou tirando-me dos meus devaneios.

–Que cheiro? – andei até uma árvore e me escorei nela, eu não sairia tão cedo daquele lugar, não com a imagem daquele anjo que estava na minha frente.

–Esse cheiro das árvores, junto com o cheiro do mar, é perfeito. Fiquei com um pouco de medo de vir morar aqui, eu amava o Alasca, mas quando coloquei os pés aqui me apaixonei. – ela deu um sorriso mostrando os seus dentes brancos e brilhantes... Tive que sorrir também. -Quando você sorri forma uma covinha em seu queixo. – ela andou tão rápido que me assustei com a sua aproximação. Meu sorriso sumiu e o meu corpo tremeu, mas não era para atacá-la, fiquei nervoso com ela tão perto, a vontade de agarrá-la era grande. -Desculpe.

Ela deu passos para trás sentindo a tensão do meu corpo.

–Sou meio empolgada as vezes e estou feliz. – seus olhos brilharam -Você poderia me explicar o que aconteceu? – ela andou até uma árvore e sentou encostando as costas na mesma.

Respirei fundo e contei toda a história do imprinting e a história sobre a minha matilha e a minha vida. Ela fazia parte do meu mundo agora, mesmo que no momento eu estivesse negando-a e tentando de todos os jeitos afastá-la, não tinha como não lhe contar a história. Ela sorriu algumas vezes quando contei dos meus irmãos lobos, ficou triste quando contei da minha mãe e ficou séria quando cheguei à parte do imprinting. Pensei em vários momentos parar de contar, mas ela parecia estar recebendo a história de uma forma tranquila. Quando terminei de contar seus olhos encaravam o chão e doeu pensar que ela poderia não aceitar aquela situação, afinal quem ia querer ficar presa a uma pessoa que não conhece direito? E ainda por cima um lobo! Está certo que ela não era a pessoa mais indicada para julgar o que eu sou, afinal era uma mestiça, tão estranha quanto eu, mas no lugar dela não sei se eu aceitaria uma situação daquela.

Minha respiração começou a ficar acelerada, pois ela não esboçava reação nenhuma. Eu já estava ficando impaciente quando ela quebrou o silêncio.

–Quer dizer então que você está destinado a me amar para sempre? – elevou os olhos em minha direção. Meneei a cabeça em sinal de afirmativa. –E se eu lhe rejeitar, ou até mesmo você me rejeitar, você pode morrer? – tremi só de pensar na sua rejeição. Afirmei de novo só com um balanço de cabeça. Ela ficou de pé de repente. –Eu posso pensar sobre isso por um tempo?

Levantei e fiz sinal de sim de novo, minha voz por mais que eu forçasse não saía da minha garganta. Ela sorriu em minha direção e voltou a correr pela floresta virando as costas para mim, fazendo com que o meu mundo desabasse somente com a possibilidade dela me abandonar e não me aceitar.


POV Nessie

Corri em direção da minha casa e antes mesmo que eu pudesse chegar perto senti a presença do meu pai. Ele estava me esperando na frente de casa e a sua expressão não era das melhores. Seu queixo estava contraído e as suas orbes de cor de mel estavam duras. Eu havia lhe desobedecido e isso me custaria alguns sermões.

–O que foi que eu lhe mandei fazer? – sua voz ecoou firme.

–Tive que sair para pensar.

–Sabe como todos nós ficamos aqui? Eu mandei você vir para casa. Sabe o quanto fiquei surpreso quando a sua tia Alice ligou dizendo que você tinha mudado o seu rumo, e que não podia mais enxergar o seu futuro? — permaneci com a cabeça baixa, era uma grande novidade a tia Alice não poder enxergar o futuro. –Onde você estava?

–Eu estava pensando... Precisava pensar pai, o senhor simplesmente me mandou ir embora sem me explicar o que tinha acontecido, fiquei confusa.

–Por que não veio para casa? Eu lhe contaria tudo, ou melhor, tentaria entender junto com você.

–Não precisa mais. – eu ainda encarava os meus pés.

–Por que não?

–O Jake já me contou tudo.

–Jake? – meu pai perguntou meio perturbado. –Desde quando você sabe o nome dele? E desde quando o chama com tanta intimidade?

–Pai...

–Renesmee, eu quero explicações. – ele estava bravo.

–Se o senhor esperar, eu posso lhe explicar.

–Estou esperando. – finalmente olhei em sua direção. A minha família estava toda parada do lado de dentro da casa nos olhando pela parede de vidro temperado. Tudo que eu contasse ao meu pai eles ouviriam.

Comecei a contar o que eu sabia, ou melhor, o que o Jake tinha contado. E o meu pai permaneceu com a expressão dura quase o tempo todo. Suas feições mudaram quando eu cheguei à parte do imprinting. Pela sua face ele não tinha aceitado muito aquela parte da história, após o fim da mesma ele permaneceu quieto e virou as costas me deixando sozinha ali fora. O observei entrar em casa e ser seguido pela minha mãe. Eu já estava me sentindo mal com aquilo tudo.

–Nessie. – tia Alice apareceu em meu campo de visão.

–Oi tia. – lhe saldei meio sem graça com um sorriso amarelo.

–Eu fiquei preocupada com você.

–Desculpe, não foi a minha intenção lhe preocupar.

–Tudo bem. – ela disse rindo. – É só você me deixar programar a festa do seu casamento e fazer o seu vestido que fica tudo bem. – ela já estava pulando que nem uma doida na minha frente.

–Como é que é? – perguntei abismada.

–Eu vejo você feliz com uma criança ao seu lado lhe chamando de mãe, o que significa que você irá casar... E eu tenho que planejar, então me avise com antecedência.

–Como assim casar? Não tenho ninguém na minha vida tia Alice.

–Ainda Nessie, não se preocupe, o mau humor do seu pai vai passar logo, ele ficou foi com ciúme de ver que agora você pertence a alguém. – ela afagou os meus cabelos, me deu um beijo no rosto e saiu cantarolando e pulando como sempre fazia.

Fiquei encarando a minha família que ainda me olhava do vidro. Ignorei os seus olhares e segui para a mata atrás da minha casa. Eu ainda não tinha processado aquela história toda de imprinting.


POV Jake

–Jake. – Sam me chamou quando me viu entrando em seu campo de visão. -Onde você estava?

–Pensando Sam, eu estava pensando.

–Você já foi falar com ela Jake? – Seth perguntou dessa vez.

–Conversamos.

–E você contou tudo?

–Contei. – fechei os olhos lembrando da forma que ela me olhou quando contei toda a história.

–E ela? O que fez? – Leah perguntou.

–Ela saiu correndo. – relembrar aquela imagem fez o meu coração doer. Eu não queria aquele imprinting, nunca quis, sempre fui contra isso, mas só de pensar em ela não aceitar fazia o meu chão desabar.

–Ela fez o que? – Embry perguntou assustado.

–Saiu correndo.

–Ela não pode fazer isso. – Paul falou nervoso. –Ela tem que aceitar, isso pode te matar.

–Paul. – Sam chamou a atenção do mais nervoso da matilha. –O Jake precisa ficar sozinho, nem ele está aceitando isso direito. Acho melhor cada um ir para a sua casa e deixar o Jake sozinho por um momento. – todo mundo assentiu seguindo a ordem do Sam e começaram a seguir para as suas casas.

–Sam. – chamei o líder da matilha.

–Fala Jake.

–Podemos conversar? – ele meneou a cabeça em afirmativa e me seguiu até a praia. Eu adorava aquele lugar, me trazia ótimas lembranças da minha mãe.

Andamos calados um ao lado do outro. Eu sabia que ele não falaria nada enquanto eu não falasse, pois me respeitava, mas eu não sabia por onde começar, aquilo tudo era muito confuso.

–Sam... – chamei o seu nome depois de alguns minutos de caminhada.

–Hum... – ele estava bastante monossilábico hoje.

–Preciso de conselho, ajuda, não sei o que fazer. – admiti com pesar. –Eu não quero isso, mas se penso que ela pode não aceitar, isso acaba comigo.

–Eu entendo a negação que você criou, isso também aconteceu comigo quando eu sofri o imprinting com a Emily... Como você bem sabe eu namorava a Leah e quando me vi preso a Emily eu meio que enlouqueci. Portanto o único conselho que tenho a lhe dar é que você deve aceitar isso que aconteceu. Eu sei que você sempre foi contra isso, porém esse era o destino de vocês. Os Cullens já tinham ido embora há anos, e voltaram com a mestiça fazendo parte do bando, você não acha que isso é destino? – não respondi, eu ainda estava processando as coisas que ele me disse.

–Como eu faço para ela me aceitar? Ela pode me rejeitar?

–Nunca aconteceu um caso desses. O objeto do imprinting sempre aceitou muito bem, mas o seu caso é único, ela é meio humana, meio vampira.

–Desse jeito você me desanima. – falei chutando uma pedra que estava na areia. Ele sorriu e colocou a mão no meu ombro.

–Vai atrás dela Jake, não adianta fugir, o Paul está certo, isso pode acabar com você.

–Eu tenho medo de ser rejeitado.

–O não você já tem, o não sempre temos, agora você tem que correr atrás do seu sim e da sua felicidade. – ele disse e respirei fundo.

–O pai dela não me quer por perto.

–Tive uma ideia. – Sam me lançou um sorriso, o qual eu não estava acostumado a ver em seus lábios, ele parecia um menino.

***

Sam reuniu a matilha e fez com que eles nos acompanhassem até a casa dos Cullens, eu estava achando aquilo tudo um suicídio, mas o Sam disse que teria que falar com o líder deles do mesmo jeito.

Sam ficou em sua forma humana e foi sozinho até a porta dele gritando pelo Carlisle. O médico e líder deles saiu de casa sozinho e aparentemente recebeu o Sam bem. Os dois conversaram por alguns minutos, aquela espera já estava tirando a minha paciência.

–JAKE! – Sam me chamou para o meu alívio. Fiquei em minha forma humana e andei em direção aos dois.

–Olá Jacob. – Carlisle me cumprimentou educadamente. Apesar do cheiro doce dele me enjoar e fazer o meu corpo ficar arrepiado eu lhe dei um aceno de cabeça mesmo com o nariz franzido. –Sam conversou comigo sobre a situação que você e a minha neta se encontram... E eu acho que você deveria conversar com o meu filho Edward com mais calma. Você poderia me acompanhar? – olhei em direção do Sam e ele me deu permissão com a cabeça. Respirei fundo e segui o médico loiro.

O cheiro adocicado deles pegou as minhas narinas com força quando ele abriu a porta para que eu passasse.

–Deve ser horrível para você. – Carlisle disse rindo ao meu lado.

–Um pouco. – respondi tentando não respirar pelo nariz.

–Seu cheiro não é de um todo agradável também a meu ver. – olhei para as escadas e o sanguessuga telepata de cabelos bronze estava parado no topo me encarando com cara de nojo.

Idiota.– pensei sem cerimônias.

–Ficar me xingando mentalmente também não ajuda em nada a sua situação.

–Edward. – o mais sensato dos vampiros chamou a atenção do telepata idiota. –Eu chamei vocês para conversarem, e não ficarem brigando feito crianças, é a Nessie que importa.

–Nessie? – perguntei.

–Ele nem sabe o nome da minha filha, como você quer que eu o deixe ficar com ela?

–O nome dela não é Renesmee? – perguntei ao doutor.

–Nessie é o seu apelido... Meu filho Emmett quem colocou.

–Vamos acabar logo com isso? – o sanguessuga já estava ao meu lado. –O que você estava pensando quando resolveu ter a impressão com a minha filha?

–Eu não resolvi. – falei com raiva. –Eu nem queria isso para a minha vida, mas aconteceu.

–O que deve ser difícil. – Carlisle demonstrou compaixão. –Ainda mais com alguém que você deveria odiar.

–Eu não a odeio. – saiu automaticamente.

–Claro que não, você a ama, e eu entendo, acho essa ligação muito bonita.

–Eu não o quero perto da minha filha.

–Ed. – olhei para a escada e agora era a menina que era filha do Chefe Swan, ela estava viva mesmo, tinha virado um deles. –Olá Jacob. – me cumprimentou ficando ao lado do telepata. –Ed vamos acabar logo com isso... Sabe que isso é só implicância sua, ela sabe se defender sozinha.

–Ela é a minha princesa.

–E continuará sendo, não podemos ir contra o destino, contra o que está escrito. Deixe-os conversar, e ela decidir o que vai querer fazer, se ela o aceitar vamos ter que aceitá-lo e apoiar os dois, se ela não quiser ficar com ele, apoiaremos do mesmo jeito. – ela parecia ter um domínio sobre ele.

Ele suspirou derrotado e fez um movimento positivo em minha direção. Um sorriso torto pairou em meus lábios. Olhei em volta a procura dela, precisamos conversar.

–Ela está na mata atrás da casa. – Edward respondeu ao meu pensamento.

Vou ter que me acostumar com isso. – pensei.

–Vai mesmo. – ele respondeu com um sorriso torto. –Isso se você quiser fazer parte da minha família.

–Não vou aceitar que você fique na minha mente.

–Então vai embora. – ele apontou a porta da casa.

–Edward. – Isabella tocou em seu braço. Ele respirou fundo.

–Vai falar com ela antes que eu mude de ideia. – não pensei duas vezes, saí pela porta da frente explodindo em lobo indo em direção da mulher que havia mudado a minha vida.


POV Nessie

Fechei os meus olhos no alto daquela árvore. Aquilo tudo só podia ser o destino, nada mais justificava o fato de tudo ter ido para aquele lado. E não ajudava em nada o fato de ele ser lindo, mesmo que tentasse se esconder por baixo daquela casca toda de homem forte, ele parecia frágil, como alguém que necessitava de carinho e amor.

–Nessie. – escutei uma voz que não era desconhecida, mas ao mesmo tempo era nova aos meus ouvidos. Olhei para baixo e ele estava parado perto da árvore com o torso de fora me encarando com o semblante mais alegre dessa vez. –Podemos conversar? – pediu de uma forma doce que não tinha como eu negar. Pulei do alto da árvore e parei em sua frente. Ele não se afastou dessa vez.

Senti a sua respiração ficar descompassada com a forma que estávamos próximos. O seu cheiro doce e amadeirado batia em minhas narinas inebriando os meus sentidos, dando-me água na boca, desejando-o com luxúria.

–Jake. – forcei o seu nome pela minha boca e os seus olhos negros como um eclipse lunar acompanharam o mexer dos meus lábios sem perder nenhum movimento. –Jake. – forcei o seu nome de novo. Ele estava estático, parecia estar hipnotizado, e eu não me sentia diferente, não podia ficar ao seu lado, aquele corpo, aquele espírito me chama, e o meu corpo grita por um toque dele.

Ele aproximou-se mais de mim ignorando totalmente que eu chamava o seu nome. Seus olhos ainda estavam cravados em meus lábios. Sua mão subiu em direção do meu rosto e ele passou a palma da mão na lateral da minha face com carinho. A sua pele quente junto da minha que já estava pelando fez com que eu sentisse como se o meu corpo estivesse pegando fogo. Aquele simples toque me fez imaginar coisas. Fechei os meus olhos e me deixei levar. Um sorriso passou pelos meus lábios com a imagem de nós dois nos beijando, conversando, rindo e finalmente a imagem do que a tia Alice havia falado... Uma criança me chamando de mãe e o Jake ao meu lado nos olhando com um sorriso aberto e feliz.

–Nessie. – ele sussurrou o meu apelido forçando-me a lhe encarar. Ele estava próximo de mim, sua respiração batia em minha boca. –Você é minha. – disse com a voz rouca perto dos meus lábios.

Ele passou a língua sobre os meus lábios os desenhando, apertou a minha cintura com força, afundando os dedos em minha pele fazendo-me gemer... Sua língua invadiu a minha boca, explorando cada parte, cada detalhe, e atiçou a minha encostando, enrolando, fazendo-me sentir o gosto que tinha a boca dele. Ele deu passos para trás prensando o meu corpo contra a árvore que a pouco eu estava em cima.

Segurou os meus braços em cima da minha cabeça e com um puxão arrancou a minha blusa, deixando o meu sutiã a mostra. Gemi com aquele ato, mas não senti medo e sim fiquei excitada com a forma que ele estava querendo me possuir. Ele não tinha pudor e eu não queria que tivesse.

Com os dentes ele arrancou de uma vez o meu sutiã deixando os meus seios a mostra. Meus braços ainda estavam presos acima da minha cabeça, meus pulsos eram apertados com a força que ele fazia para não me possuir. Ele olhou em meus olhos fazendo o meu corpo tremer com o desejo que tinha naqueles olhos negros. Ainda me encarando percebi a sua língua sendo posta de fora, ele desceu formando um caminho do meu pescoço, onde depositou uma mordida, indo em direção ao meio dos meus seios, rodando a língua naquele caminho, para depois seguir para o meu mamilo esquerdo. A ponta da sua língua áspera e quente rodeou o meu mamilo esquerdo com destreza. Gemi quando ele puxou o mamilo entre os dentes e fui à loucura quando sugou o meu seio e o colocou por completo na boca. Fechei os meus olhos para apreciar aquela carícia.

–Olha para mim. – ele pediu com a voz rouca. Meu sexo deu uma fisgada e o senti começar a molhar, eu estava excitada demais com aquilo.

Sua boca deixou o seio esquerdo indo em direção do direito, fazendo o mesmo trabalho e me fazendo gemer como nunca. Ele soltou as minhas mãos que levei de encontro as suas costas musculosas cravando as minhas unhas, o arranhando e o fazendo rosnar com aquilo. Levei a minha boca em direção do seu pescoço e chupei com força o fazendo gemer. Ele segurou os meus cabelos com força deixando a sua boca em meu ouvido.

–Me morde. – pediu com a voz rouca e arrastada.

–Não posso. – falei tentando voltar à realidade daquilo. Ele mordeu o lóbulo da minha orelha e gemeu baixinho quando cravei ainda mais as unhas em suas costas.

–Eu quero que você me morda Renesmee. – ele pediu, ou melhor, ordenou. Deixei o momento me levar e arrisquei uma mordida em seu pescoço o fazendo gemer baixinho. Esperei alguma reação negativa da parte dele ou até mesmo do corpo dele, mas a reação que ele teve foi rasgar a calça que eu usava com um puxão. –Você é linda.

Ele me observou com aqueles olhos famintos. A mordida em seu pescoço estava sarando, eu não havia feito nada demais com ele... Sorri ao perceber aquilo, eu tinha adorado mordê-lo, o gosto dele era viciante, era como uma droga, a qual eu gostaria de provar sempre.

Senti as suas mãos quentes apertando as minhas coxas com força e voltei ao que estava acontecendo ao meu redor. Sua mão desceu pela minha barriga e adentrou a minha calcinha passando pelo meu sexo fazendo-me gemer e morder os lábios. Inverti nossa posição o prensando na árvore, ele pareceu meio surpreso com a mudança, porém quando passei a mão pelo seu peitoral e deixei um sorriso safado passar pelos meus lábios eu percebi seu corpo ficar mais calmo.

–Minha vez. – falei levando os meus lábios de encontro aos seus e os beijando com volúpia.


POV Jake

Eu não conseguia acreditar que ela estava em meus braços. Eu havia ido com o intuito de conversar, mas ter aquele corpo todo ao meu lado, aquele cheiro todo me fazendo delirar... Não aguentei e a beijei com volúpia, desejando que aquele momento jamais acabasse.

Sua língua deixou os meus lábios, puxando o lábios inferior entre os dentes e o sugando antes de soltá-lo. Assim como fiz com ela, a sua língua traçou um caminho pelo meu dorso, brincando, serpenteando pelos meus músculos, os mordendo de uma forma que estava me levando à loucura.

Ela levou a mão no cós da minha bermuda e sem nenhum pudor ou vergonha o arrancou levando os olhos em direção ao meu membro. Eu não trajava a minha boxer, então logo ficou a mostra meu membro ereto... Ela o olhou com um brilho nos olhos e aquilo só o fez pulsar ainda mais. Ela se aproximou de mim, suas mãos passeavam pelo meu corpo enquanto o seu sexo, ainda coberto pela calcinha, pressionava o meu membro com força o deixando ainda mais duro. Suas unhas passaram pelo meu abdômen o arranhando, indo em direção do meu membro. Senti a sua mão passar de leve pelo meu pênis o bombeando, fazendo-me jogar a cabeça para trás e gemer com sofreguidão. Levei as minhas mãos em direção de suas nádegas e as apertei com força recebendo um gemido sobre os meus lábios que ela voltou a beijar. Sua língua invadindo a minha boca e a explorando, dando-me total prazer com aquele beijo enquanto a sua mão manipulava o meu pênis.

Sua boca largou a minha, ela ficou de joelhos no meio das minhas pernas olhando-me com um olhar safado. Aquele olhar inocente que ela tinha não existia mais, naquele momento o olhar dela era faminto, era um olhar de mulher fatal, de uma mulher que sabia muito bem o que queria.

Segurou na base do meu membro e meu corpo ficou arrepiado quando vi sua língua saindo da boca e indo em direção do meu pênis. Cravei as unhas na árvore quando a sua língua passou pela extensão do meu pênis indo em direção dos meus testículos dando a devida atenção a cada um para voltar em direção da minha glande. Senti o meu membro pulsar em sua mão. Ela apertou a minha glande e passou a língua na fenda da mesma a sugando, fazendo uma sucção que estava levando-me a loucura. Meu corpo já tremia só de pensar que sempre seria daquele jeito.

Senti a sua boca envolver o meu membro e começar a chupá-lo... O vai e vem que a sua boca fazia em meu membro era insano. Uma hora ela usava a mão, outrora usava a boca, e às vezes fazia o uso das duas ao mesmo tempo. Levei a mão em sua cabeça mostrando o meu ritmo que foi atendido com obediência e senti o meu membro inchar dentro da boca dela.

–Nessie... Eu... Vou... – não consegui falar e ela não parou o que estava fazendo. Cravei de vez as unhas na árvore sentindo o meu gozo vindo, e quando derramei o meu jato quente em sua boca ela não parou o movimento, o sugou até a última gota.

Abri os olhos a tempo de vê-la tirar o meu membro de sua boca e limpar o canto da boca onde escorria uma gota da minha essência. A puxei e tomei aqueles lábios que estavam vermelhos e úmidos. Senti o meu gosto misturado com o gosto dela, seria uma coisa que pelo visto eu viciaria.

Apertei a sua cintura e depositei o corpo dela na árvore ficando por cima. Ainda a beijando levei a mão em sua calcinha e como fiz com as roupas a arranquei sem dó e nem piedade. Ela gemeu em meus lábios e apertou os dedos nos meus cabelos os puxando para trás fazendo-me encará-la.

–Eu quero você. – ela pediu e passou a língua sobre os meus lábios.

Desci a minha mão pelo seu corpo e fui abaixando em direção do chão para ficar no meio de suas pernas. Seria um trabalho um tanto quanto difícil aquilo ali naquele lugar, mas não era nada impossível... Ainda tínhamos o fato de sermos seres sobrenaturais.

Fiquei de joelhos e coloquei a sua perna esquerda no meu ombro empurrando-a para ficar encostado na árvore. Passei a mão pelo seu corpo apertando os seus seios e os seus mamilos entre os dedos ouvindo gemidos nada contidos dela.

Passei a língua pelo seu sexo que já estava molhado, deixando a sua excitação escorrer pelas pernas. Levei a língua em direção da sua carne que estava inchada e me chamava para lhe dar alívio... Passei a língua de leve e comecei a chupá-la, o gosto dela era incrível, eu viciaria fácil com aquilo também.

Minhas mãos passeavam pelo corpo dela enquanto a minha língua brincava com o seu clitóris inchado. Ela passou a rebolar em minha boca e gemia cada vez mais forte quando eu friccionava a minha língua com mais força contra a sua carne.

Segurei o clitóris entre os dentes e pareceu ser o limite para ela. O gemido que ela deu parecia um grito. Suas mãos agarraram os meus cabelos com força e escutei o meu nome saindo pelos seus lábios, o que foi ainda mais motivação para continuar o que estava fazendo. Eu daria prazer a ela, como ela me deu.

Continuei a minha atenção naquele lugar que eu sabia que estava lhe dando prazer. Tudo no corpo dela era novo para mim, mas eu sabia que aqueles tremores só significava uma coisa... Ela estava chegando ao seu orgasmo, o que me fez pensar que eu estava fazendo um ótimo trabalho.

Senti a sua essência sendo derramada em minha língua e suguei tudo com prazer... Podendo me deliciar com o gosto dela em minha boca. Seu corpo estava mole encostado na árvore, sua respiração totalmente fora do controle.

Seu corpo estava suado, mas quando encarei aquela face avermelhada e aqueles lábios entreabertos com um sorriso fraco, o meu coração quase saiu pela boca, ela era ainda mais linda depois de conseguir o seu prazer. Fiquei de pé agarrando o seu corpo ao meu. Ela me abraçou e afundou a cabeço no vão do meu ombro e pescoço.

–Acabou? – provocou olhando em minha face. Não aguentei e soltei uma gargalhada pendendo a cabeça para trás.

–Você ainda aguenta mais? – a provoquei também.

–Isso não foi nada lobo. – ela passou os dentes de leve em meu ombro. –A mordida machucou?

Senti os seus dedos passando no local onde ela havia me mordido... Meu corpo ficou arrepiado com o toque.

–Calma, eu só lhe fiz um carinho. – ela falou divertida.

–Um carinho delicioso por sinal. E não, você não me machucou.

Ela levou os lábios de encontro aos meus e me beijou com paixão e carinho. Suas mãos desceram pelas minhas costas fazendo o meu corpo ficar ainda mais arrepiado.

–Eu quero mais. – pediu fazendo bico. –Muito mais. – voltou a morder os meus lábios. Eu havia constatado que ela gostava de morder... Guardei isso em uma nota mental e voltei a tomar os seus lábios.

–Lhe darei mais. – falei com a voz rouca de tesão.

Segurei a sua cintura e passei a me esfregar em seu sexo. Meu membro começou a despertar ficando duro aos poucos enquanto nossas mãos trabalhavam umas no corpo do outro.

Ela desceu com a mão em direção do meu membro e passou a bombeá-lo com força e destreza enquanto eu sugava os seus seios. Só o que escutávamos naquela floresta era o som dos nossos gemidos sôfregos e o som dos nossos corpos batendo um contra o outro. Era como se a natureza estivesse parada observando a união entre duas raças diferentes, como se a natureza saldasse a nós dois com carinho.

Meu membro estava pulsando na mão dela, minha veia estava mais do que exposta em meu membro e os meus gemidos eram altos, mas eu queria estar dentro dela, queria sentir o seu interior quente, só aquilo não era mais suficiente para o meu corpo, para o meu ser.

Suspendi o corpo dela no ar e puxei a sua cintura em direção da minha e inverti as nossas posições, eu não queria que ela se machucasse. Encostei as costas na árvore e trouxe ainda mais o seu corpo para o meu. Segurei o meu membro e coloquei em sua entrada.

–Está pronta? – perguntei tirando os cabelos do seu rosto que estavam grudados com o suor.

–Sim. – a voz dela saiu em um sussurro. Ela agarrou ainda mais o meu pescoço e posicionou a boca em meu ombro.

Segurei meu pênis e devagar passei a introduzi-lo em sua fenda. Senti o seu corpo reagir àquela invasão, mas o máximo que ela fez foi agarrar ainda mais o meu corpo. Continuei com a invasão naquele interior quente. Ela gemeu baixinho, mas não se afastou. Era apertada e aquilo estava me levando à loucura. Continuei invadindo o seu espaço.

–Olha para mim. — pedi e ela obedeceu. Eu queria vê-la quando enfim tivesse rompido a barreira da sua pureza.

Continuei introduzindo o meu membro e senti o seu hímen sendo rompido. Ela mordeu os lábios e os seus olhos pareceram sair da órbita enquanto um gemido mudo formou-se em seus lábios. Meu corpo explodiu em várias emoções quando senti o meu membro envolto por aquele interior quente e apertado. Ela pertencia a mim agora, e eu era completamente dela.

Esperei ela se acostumar com a invasão e me surpreendi quando apoiou as pernas na árvore e passou a investir o corpo contra o meu membro. Gemidos altos saíam de sua boca cada vez que ela sentia o meu membro a tocando fundo. Meu membro estava espremido naquela cavidade apertada, e só aquilo já era o suficiente para mim.

–Mais forte Jake. – pediu ao ver que eu estava parado somente a observando.

Passei a ajudá-la, investindo contra o seu sexo e vendo que o prazer era ainda maior. As estocadas eram fortes e certeiras. Apertei a sua cintura trazendo o seu corpo de encontro ao meu membro, o afundando para depois tirá-lo quase todo e voltar afundando-o no seu interior.

Nossos corpos estavam suados e trêmulos. Os mesmos tremores que o corpo dela teve quando eu estava provando-a passou a ter com as estocadas, ela chegaria ao seu ápice. Agarrou o meu pescoço e afundou a boca em meu ombro, mordendo-me com força quando atingiu o seu orgasmo mais uma vez. Ela continuou investindo contra o meu membro, mesmo com o corpo trêmulo, eu entendi que ela queria me dar prazer. Continuei as minhas estocadas por mais algum tempo e senti quando meu sêmen foi derramado em seu interior, senti o mesmo escorrendo por nossas pernas.

Continuamos encostados na árvore até que desci em direção ao chão segurando-a sobre mim. Ela ainda estava com o rosto escondido em meu ombro.

–Você disse que queria conversar. – ela disse com um pouco de dificuldade por causa da respiração que ainda estava voltando ao normal. –O que você queria? – seu tom era zombeteiro.

–Eu ia tentar convencê-la a ficar comigo, mas agora ... – dei de ombros.

–O que? Acha que não precisa mais me convencer? Pensa que é simples assim?

–Se você não quer nada comigo depois do que aconteceu aqui, eu não sei nem o que falar. – eu disse e ela gargalhou de olhos fechados.

–É verdade. Somos loucos. – ela pareceu ficar envergonhada.

–Ficou com vergonha?

–Um pouco. Nunca pensei que um dia isso fosse acontecer.

–O que? – indaguei.

–Eu conhecer alguém e ainda fazer amor com ele em uma floresta. – aquele “fazer amor” fez meu coração ficar acelerado e ela reparou. -O que foi? – perguntou me encarando. –Falei, ou fiz alguma coisa errada Jake?

Balancei a cabeça em negativa.

–Você não falou nem fez nada errado. – falei com a voz meio embargada.

–Então qual foi o problema? Senti o seu corpo ficar rígido. – ela estava preocupada, mas eu não sabia como explicar que havia ficado feliz com aquelas palavras ditas com tanta naturalidade. –Me diz o que foi. — passou a mão em meu rosto fazendo um carinho.

–Você disse que fizemos amor. – por fim consegui falar.

–E não foi isso? – ela arqueou a sobrancelha. –Me expressei mal?

–Nem um pouco, fiquei foi ainda mais apaixonado com isso que você falou.

–Você está apaixonado? – ela perguntou sorrindo ainda mais.

–Estou amando. – revelei o que eu estava sentindo. Não era mentira, eu estava realmente amando aquela mulher em meus braços. Eu queria o seu corpo no meu todo dia, queria aquele cheiro grudado em meu corpo vinte e quatro horas por dia, queria aquele olhar inocente e aquele sorriso safado ao mesmo tempo, eu queria aquela mulher pela eternidade.

–Eu também te amo. – ela falou grudando os nossos lábios em um beijo que deu a entender que aquela dança sexual de agora a pouco seria repetida de novo naquele dia e por toda a eternidade.

Afinal ela era minha e eu era completamente dela.

The End...



Notas finais
N/ Miss Black: Quem queria ser a árvore? *olha para o lado* Ninguém, pois todo mundo queria ser a Nessie, eu sei que eu e a Paty queríamos .. uahuahaua ... Estou sem papas na língua hoje gente *luacheiaficadoida* (Passou), não liguem é o nervoso em saber o que vocês acharam da história. (Lembrando que lobos e vampiros não são meu forte. .. Não vou mais encher vocês .. Só quero lembra-los de que se não mandarem reviews eu bloqueio todo mundo .. uahuahauah .. *ignore a loucura da autora*... Agradecimento mais do qeu especial a May Black umas das esposas do Jake pela ajuda com a betagem da one, muito obrigada mesmo May...
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Próxima semana postagem com a esposa número cinco do Jake PrinncyBlack vamos dá um salve para ela galera e torcer para ela brilhar, não no Corinthians mais aqui no Nyah mesmo .. uahuahau .. PQP! ... Acho melhor eu ir embora depois dessa! .. Ah antes de mais nada *todomundomechamandodechataagora* .. A minha diretora a Cris Black pediu para avisar que teremos uma surpresa no final, será que é um carro? Ou o Jake sem roupa? Prefiro o carro .. uahauhauahua .. Sério depois dessa eu vou embora mesmo . .Deixem os comentários nem que seja para me chamar de louca . .Paty irá responde-los com todo prazer! .. Beijos e fuuuuuiiii .. uiu .. iui .. iui .. *-*
Eu prefiro o Jakelicia sem roupa Miss vc pode ficar com o carro (momento loucura da escritoras)
Espero que vocês gostem tentei reproduzir o Imprinting da melhor forma possível ,me emocionei quando escrevi a forma como ele passa a ver ela , espero que vocês tenham gostado e deixem reviews e quem sabe uma recomendação não faria nada mal também bjs Paty