Imprinting - One Shot
5 Capítulo 05: Imprinting - Por: SenhoraBlack
Notas iniciais
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Quem me conhece sabe que não sou muito normal neah? E sabe bem que sou chegada num hot nível máximo...kkkkkkkk...
então preparem seus coraçõezinhos pois aí vem a MINHA versão muito doida do imprinting, não fiquem muito abismadas por ser uma versão diferente e não me xinguem também, lembrando que o review será respondido no mesmo patamar, amoroso ou raivosinho...kkkkkkkkkkk...
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Mas vcs são muitos lindas e claro que vão me deixar muito feliz!!!
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Capítulo betado pela minha Best que eu amo: Dayalukiná.
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Chega de conversa, vamos a One!!! uhuuuuu!!!
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Olhei novamente a linda loira dormindo ao meu lado. Gostosa. Curvas perfeitas, bem torneadas, corpo pequeno e macio. Suspirei, com meus braços cruzados detrás da cabeça, descansando-a no macio travesseiro de minha cama, em meu apartamento na minha familiar cidade de Seattle.
Admirando o teto novamente, era assim que eu me pegava quase todas as noites, o vazio que sentia em meu peito era algo sinistro e estranho, eu simplesmente não conseguia sentir-me feliz e pleno, mesmo gastando todo meu tempo com trabalho e o que me sobrava desse tempo com sexo e festas, eu não conseguia sentir-me satisfeito.
Faltava algo e por mais que me ferisse e me irritasse pensar, eu sabia bem o porquê de eu me encontrar dessa forma, sabia bem o que tinha desgraçado a minha vida, essa dor tinha um rosto e um nome: Isabella Swan. Esse era o maldito motivo. Por mais que eu não a visse desde aquele fatídico dia em Forks, eu pensava nela todos os dias. Inferno!
Levantei-me, sem me importar muito se Pennélope iria acordar com meu movimento e fui em direção ao bar, enchi um copo com um bom Whisky doze anos e sentei-me em frente a lareira, apenas para observar o fogo queimando a lenha, reluzindo uma luz densa e hipnotizante. O aroma da madeira queimada em meu olfato lupino era inebriante e saudoso, dava-me uma sensação aconchegante e fazia com que me lembrasse das reuniões em torno da fogueira na Reserva. Minha terra, La Push.
Inconscientemente, me vi sendo levado para aquele passado novamente. Aquele que eu não gostava de lembrar, mas que mesmo assim me vencia, e retornava a minha mente dia após dia. Toda essa sensação ruim teve um começo, há exatos dez anos atrás, eu era apenas um garoto de 17 anos, com poderes de um transformo, um lobo alpha, sentindo em meu peito a chama do primeiro amor, por uma humana que entregou seu coração ao meu pior inimigo, um vampiro, o maldito Edward Cullen.
Muitas coisas se sucederam depois disso, tentei sempre ajudá-la, estive ao seu lado em todos os momentos e lutei com a minha vida para protegê-la em todas as ocasiões, porém tudo que recebi de volta foi apenas me contentar em estar em segundo lugar em seu coração.
Mesmo quando descobri que Bella estava grávida de um monstro, e que aquele ser nojento e desprezível estava acabando com a vida da mulher que eu amava, eu a aceitei e novamente estava lá, ao seu lado. Edward, aquele sanguessuga do inferno não fazia nada, pois a loira psicopata defendia Bella, estavam todos sendo obrigados a observar a morte dela, sem fazer nada. NADA!!!
A alcateia não aceitou essa nova situação e estavam todos dispostos a acabar com tudo isso, antes mesmo da criatura nascer, ou seja, queriam matar Bella e impedir que o monstro viesse ao mundo, eu simplesmente não pude assistir a tudo aquilo e ficar quieto. Foi então que exigi meu direito de Alpha e segui em direção aos Cullen’s, eu precisava avisá-los, já que Bella estava com a ideia fixa de trazer ao mundo aquela criatura.
Mas o tiro saiu pela culatra, depois de alguns dias, quando eu, Leah e Seth – minha nova alcateia – vigiávamos o perímetro contra meus próprios irmãos. Ela se foi...
Quando voltei da ronda, fui imediatamente em direção à mansão, desesperado, eu não estava conseguindo ouvir o tão conhecido tamborilar do coração de Bella, pensei o pior. Mas quando adentrei a casa, foi que percebi que estava tudo vazio. Ninguém estava ali, fui como um louco em cada ambiente, mas nada. NINGUÉM! Por fim, achei um bilhete em cima da mesa de centro, ao lado do tão conhecido e nojento copo de sangue dela. Eu sabia o que estava escrito ali, quando peguei o fino papel entre meus dedos, lembro-me das palavras nitidamente, como se passassem em câmera lenta por meus olhos.
“Meu amado Jake.
Espero que algum dia você possa me perdoar, mas eu fiz o que deveria ser feito.
Eu não poderia de jeito nenhum deixar que machucassem o bebê, não queria mais correr esse risco, os Cullen’s me apoiaram, sei que para sempre você pensará mal de mim. Mas eu consigo Jake, eu vou conseguir ter meu bebê, eu sou forte o bastante.
Fomos embora para um lugar seguro e não se preocupe, não temos a intenção de voltar a Forks. Charlie já sabia que eu estava longe, como você já sabe, a diferença, é que já contei a ele que não irei voltar tão cedo. Mas se tudo correr bem, tentarei leva-lo onde estarei.
Obrigada por tudo, obrigada pela companhia, por seu carinho, por sempre me proteger e me ajudar. Você foi meu sol, quando em minha vida era apenas frio e sei que devo tudo a você.
Um dia poderemos nos encontrar, sentirei saudade todos os dias.
Mesmo que você talvez não acredite...
Eu te amo muito!!!
Bells “
Sei que ela me amava, mas não o suficiente.
Como eu queria que isso bastasse!
Mas não, mais uma vez o egoísmo de Isabella Swan foi tanto, que nem sequer pensou em como eu me sentiria sendo abandonado e preterido novamente. Maldição, eu nunca esqueceria isso?
Esse bilhete foi meu tormento e minha obsessão raivosa por meses. Eu simplesmente não conseguia pensar em outra coisa. Eu passei um bom tempo nas florestas de Vancouver, onde eu já conhecia, vivendo como um lobo selvagem, talvez dois ou três meses, até que por fim, resolvi voltar.
Mesmo eu não fazendo mais parte da alcateia de Sam, todos os lobos se empenharam em me apoiar e dar-me algum suporte quando finalmente voltei, o que apenas fiz em consideração ao meu pai, que sofria muito com a minha ausência, assim como por Rachel, que todas as vezes que eu sintonizava mesmo que sem querer nos pensamentos de Paul como lobo, vislumbrava os olhos tristes de minha irmã, implorando a ele que me persuadisse a voltar.
Mas devo confessar, que apenas saí de minha inércia com a ajuda do meu próprio bando, que consistia em apenas Leah e Seth. Que brigavam comigo diariamente, para que eu tomasse algum rumo em minha vida. Foi em uma dessas conversas com minha Beta, que finalmente tomei uma decisão.
“–Jake, posso conversar com você um minuto?
Ouvi a voz de Leah aproximando-se cautelosa, enquanto eu estava sentado no penhasco, meu local favorito, observando o mar gélido de águas escuras, em um dia enevoado e chuvoso como sempre. Não respondi, Leah sabia que esse era meu consentimento para sua aproximação.
Mas apesar do pedido, ela nada falou, apenas sentou-se ao meu lado e passou a observar o mar impassível a nossa frente. Era agradável estar em sua presença, Leah me entendia, sabia o que era sentir-se preterida e indesejada e mais do que tudo, sabia o que era ser trocada por outra. Ficamos ainda um tempo assim, até que sua voz suave quebrou o silêncio.
–Eu estava pensando, nós não dependemos mais do bando de Sam para absolutamente nada, tenho que te falar que minha vida depois de virar uma loba nunca foi tão tranquila quanto está sendo agora em seu bando, sinto-me bem apesar de tudo, e o melhor é que nada nos impede para que façamos o que quisermos.
–Não estou entendendo aonde quer chegar Lee.
–Simples, tive um ideia para dar um rumo a nossas vidas, tenho uma proposta a fazer para o meu alpha.
Leah sorriu, uma risada leve. Mantive-me na mesma posição, olhando o horizonte. Ela também o admirava quando voltou a falar.
–Eu quero ir embora daqui Jake.
Eu virei meu rosto em sua direção.
–Como assim? Quer ir embora agora?
–Não, preciso terminar os estudos do colegial. Mas minha ideia é o seguinte, falta apenas um ano para nós Jake, então não precisaremos mais ficar aqui. Terminando o colegial, nós podemos ir para outra cidade, fazer faculdade, adquirir uma profissão, e cada um viver suas vidas. Nós não temos mais porque nos preocupar com vampiros, nem humanas em perigo, nem tratado sendo quebrado. Tem o bando de Sam, se La Push por acaso precisar de proteção, eles estão aí, ninguém precisa de nós para nada Jake, podemos levar nossas vidas adiante.
–Não sei não Leah...
–Pensa bem, seu pai ficaria muito orgulhoso se você se formasse e tivesse uma profissão digna, não é porque podemos viver eternamente que temos que nos privar da nossa juventude e de nossas vidas no agora!
–Você acha que vivermos uma vida “normal” mudará o fato que estamos fodidos e eternamente presos em nossa condição de lobo?
–Não Jacob, mas acho que pelo menos nos dará um motivo para nos levantar e viver um dia de cada vez.
Fiquei em silêncio novamente e voltei minha atenção para o mar. Leah tinha razão, vamos lá, um dia de cada vez...”
Com essa decisão tomada, voltamos para a escola da Reserva, terminamos o colegial com muito empenho, afinal, os meses em guerra com os vampiros, depois os meses que fiquei fora, fizeram com que perdêssemos um ano de estudo. Mas valeu a pena cada esforço em nossa retomada, foquei meus objetivos nisso, e eu assim como Leah, conseguimos uma bolsa de estudos em uma faculdade conceituada em Seattle.
Eu fui cursar Engenharia Mecatrônica, contrariando a todos, que pensavam que eu provavelmente estudaria Mecânica, já que sempre gostei de carros. Mas carros, eram o meu Hobby, não os queria como profissão. Já Leah, foi estudar Arquitetura, algo que ela sempre admirou.
Na Mecatrônica, aprendi a desenvolver máquinas com funcionamentos específicos e programações inovadoras, desde os mais usuais Caixas Eletrônicos do mercado, até guindastes exclusivos para as empresas metalúrgicas. Mas o que me fez ser quem sou hoje, foram os aparelhos eletrônicos em menor escala.
Após me formar com louvor, com todo apoio de minha família e dos meus companheiros e irmãos da Reserva, fui trabalhar por algum tempo em New York, em uma grande empresa de Desenvolvimento em Eletrônica – Mecatrônica. Consegui essa vaga por conta de meu projeto final na faculdade, um celular com dispositivo único de reconhecimento por voz e retina, o celular com mais segurança do mercado.
Depois de dois anos trabalhando nessa empresa, pude finalmente voltar à Seattle e ficar mais perto de minha família, pois consegui investimento para minha marca patenteada do Mecanismo Unique que desenvolvi e enfim abri minha própria empresa.
Trabalhei muito, arduamente, dia após dia, noite após noite, para hoje, depois de dez anos que Bella foi embora, e com apenas um ano de empresa aberta, possuir uma grande fábrica com produção em massa e no banco, uma conta milionária.
Nesse tempo todo, eu procurei sempre viajar para ver meu pai, que agora está ficando em idade avançada, e claro, toda a minha família. Todos seguiram com suas vidas na Reserva, nunca mais ocorreu nenhum imprinting. Sam parou de se transformar depois que virou pai de Samara há quatro anos, deixou seu posto para Quil, que era o Beta por ser um Ateara e não teria problema em ficar no comando por enquanto, já que ainda aguardava o crescimento de Claire.
Minha Beta estava viajando, conhecendo o mundo e creio que não irá voltar tão cedo, para desespero de dona Sue. Seth em compensação, está sempre com ela, já terminou os estudos e começou a estudar Administração, estou torcendo para que ele se saia bem e venha trabalhar comigo.
Nunca mais tive notícia dos Swan’s. Dado um tempo do ocorrido, Charlie foi embora da cidade, nunca mais soube notícias dele e muito menos qualquer notícia de Bella.
Depois que entrei na faculdade, minha vida mudou, deixei de ser apenas o garoto bobo do colegial, para ser o homem bem instruído, inteligente e articulado. Percebi os efeitos que eu conseguia causar nas mulheres quando eu bem queria e dei-me conta de que apenas uma mulher não me quis. Bella. As outras, no entanto, me queriam sim, e muito. Aproveitei-me disso e dia sim, dia não dormia com uma mulher diferente, comecei a aproveitar meu dinheiro e meu tempo vago com algo que me satisfizesse, nem que fosse momentaneamente. Fui a muitas festas, conheci muitos corpos, proporcionei diversos orgasmos e beijei inúmeras bocas rubras de batom.
Hoje disponho de duas namoradas “sérias”, um dia estou com uma, outro dia estou com a outra. A loira é a Pennélope e a morena é a Jéssica. As duas são gatas, divertidas e completamente putas na cama, além de submissas a mim e a meus desejos. Não seria por menos, dou-lhes orgasmos frequentes e ainda gasto minha grana com saídas caras, tinham mesmo que me bajular.
Senti o cheiro da loira se aproximar.
–Jake? Você não vem dormir, amor? A cama está fria sem seu corpo quente – ouvi a voz de Pennélope, assim que ela encostou-se ao batente da porta, enrolada apenas no lençol.
–Estou sem sono – disse
–Ahhh amor... vem comigo, vem... – ela disse com a voz manhosa, fazendo biquinho.
Para qualquer cara normal, seria a deixa para mais uma maratona prazerosa de sexo livre e gratuito com uma loira gostosa. Mas não para mim, que mesmo apesar de todos esses anos, era completamente oco e vazio por dentro, completamente desprovido de sentimento por qualquer mulher.
Levantei-me apenas, enchi meu copo de Whisky novamente, aticei o fogo e adicionei mais lenha, enquanto ela me seguia com os olhos atentos. Eu estava apenas de cueca e percebi pela forma que ela respirava e o cheiro que já estava se desprendendo de seu corpo que ela me queria novamente. Mas eu ignorei.
–Você parece cansada Penny, porque não descansa um pouco e me deixa aqui com meus pensamentos? – perguntei de forma despretensiosa, enquanto acomodava-me em minha poltrona novamente e voltava meu olhar para as chamas.
–Tudo bem então... – ela suspirou – Mas olha, tenho uma surpresa para você e você vai adorar, viu? Amanhã à noite vamos sair! – ela disse com súbita empolgação.
–Impossível, amanhã cedo... – olhei em meu relógio de pulso – Ou melhor, daqui a exatas quatro horas, estarei pegando a estrada para Forks.
–Ahhh amor, qual é, você vai adorar!
–Já disse que não dá – fui taxativo.
–Você não me deixa outra escolha a não ser te contar meu segredo... – ela deu uma breve pausa, fazendo cara de contrariada – Eu reservei entradas para a On Demand!!!
Penny deu pulinhos e gritinhos, quando disse onde pretendia me arrastar com ela.
–E o que é isso? – perguntei sem interesse algum, solvendo mais um gole da minha bebida.
–Ah Jake, vai dizer que não sabe o que é a On Demand? Logo você que já foi em todas as baladas de Seattle no mínimo umas quinze vezes?
Eu respirei fundo.
–Concorda que se eu soubesse Penny, provavelmente não te perguntaria, certo? – dei uma risada anasalada, sem humor nenhum.
–Tá, tá...vou te explicar amor, é simplesmente o melhor Clube de Fetiches de toda a América!!! Vem gente do mundo inteiro aqui em Seattle, só para conhecer essa casa!!! É super difícil de se conseguir entrar, você fica meses para conseguir um convite e ainda assim eu só consegui graças ao desfile da Victoria Secret’s, que não sei se você lembra, consegui entrar como uma das Angel’s!!! VOCÊ TEM QUE IR COMIGO JAKE OU ENTÃO EU MORRO!!! – ela deu pulinhos, com olhos brilhando, juntando as mãos, implorando.
–Vai morrer se não for fodida nessa porra de Clube do Fetiche? – eu ri, ela me olhou com intensidade.
Engatinhou até meus pés, completamente nua, havia deixado os lençóis cair aos seus pés, sentou-se no chão a minha frente e me olhando com a cara de safada que tinha, foi tecendo beijos do meu dedão do pé até o início da minha virilha.
Senti o cheiro de sua excitação mais forte, ela estava louca para sentir meu pau novamente, isso mexeu com meus instintos e logo senti meu membro enrijecer com esse cheiro, segurei em seu cabelo com força, puxando-a feroz, fazendo-a olhar para mim, enquanto ela começava a levar suas mãos em direção a meu membro rijo, lambendo seus lábios com fome.
–Responda-me! – ordenei.
–Sim Jacob. Vou morrer se não for fodida na On Demand.
...
Realmente tive que admitir que o local era incrível, lustres gigantes de cristal pendiam do teto do salão principal, o local era como um grande casarão antigo reformado para apresentar o que havia de mais luxuoso em decoração, tudo refletia em tons de vermelho, paredes revestidas em mármore preto e tapetes felpudos negros por toda a ambientação, davam o toque final para a magnífica ornamentação.
Havia pouca gente, na verdade, apenas a quantidade suficiente para que todos se sentissem confortáveis, ali continha um máximo de cinquenta pessoas, público restrito e selecionado. Algumas se encontravam no salão principal, na pista de dança, outra parte estava nos lounges em volta do bar, providos de móveis de designer e luxo em cada detalhe, mas uma boa parte que eu vim saber depois, já se encontrava nas Dark Room’s aproveitando de cada apetrecho que ali continham.
Logo na entrada, uma elegante anfitriã tratava de nos informar como era o funcionamento da casa, disse-me que em cada sala acontecia um fetiche diferente, algumas salas estavam ambientadas de acordo com o pedido de algum cliente em específico que a reservou com antecipação e pediu determinado tipo de Fetiche, ao seu gosto, mas que todas as salas, mesmo as reservadas previamente eram abertas a todos que quisessem participar. Obviamente, nos informou que o sexo era liberado, desde que em comum acordo de todos aqueles que estivessem na sala.
Tenho que admitir que fiquei intrigado e bastante interessado, não que eu tivesse algum fetiche em específico que quisesse realizar, mas pelas pessoas que estavam ali frequentando, era um público seleto, só tinha gente bonita, mulheres cheirosas e perfeitamente arrumadas, pelo menos foi o que pude ver nas áreas comuns, todos muito bem vestidos, com elegância e conversando alegremente, sem qualquer vestígio de bebedeira ou drogas.
Ficamos no bar um pouco, bebendo alguns drinks e dando uma olhada ao redor, percebi que apesar de muito safada, Penny não tinha lá muito conhecimento dessas coisas e tive certeza que ela apenas quis conhecer o tal Clube do Fetiche, pelo glamour, apenas por ser algo exclusivo e bem frequentado.
Com alguma insistência, consegui fazer com que ela resolvesse dar uma volta comigo e conhecer todos os Dark Room’s disponíveis. A essa altura eu já estava muito curioso e queria ver se de fato as pessoas se submetiam as suas fantasias eróticas naquele local, que até então estava sendo apenas como um local bem agradável.
Subimos as escadas e a cada quarto que abríamos as cortinas, nos deparávamos com cenas diferentes ou até mesmo bizarras. O cheiro de sexo que se desprendia do local pegou-me em cheio nas narinas assim que nos aproximamos da escada e a cada passo que eu dava, ficava mais marcante, mais acentuado e excitante. Passamos por uma sala, onde todas as mulheres usavam botas até o joelho, seguravam-se em cordas ou barras de ferro, e pisavam com força em cima de homens seminus e excitados embaixo delas. Em outra, mulheres mascaradas e com corpetes cinturados, munidas de chicote em diversos formatos e tamanhos, davam surras em homens amarrados que passeavam como cachorrinhos de quatro pela sala.
Em outra sala, nos deparamos com uma mulher completamente nua, amarrada pelas mãos e pés, onde vários homens excitados chupavam-na, penetravam-na, batiam-lhe com o pênis em sua face e a fodiam de todas as formas, em uma orgia insana.
Havia salas mais tranquilas, onde existiam apenas alguns casais fazendo um sexo grupal, ou em uma outra sala onde haviam apenas mulheres, chupando e penetrando-se com diversos apetrechos, alguns eu nunca sequer tinha visto.
Penny se interessou muito pela sala em que estava acontecendo à orgia com vários casais, sei disso, pois ouvi os batimentos cardíacos de seu coração até então calmo acelerar significativamente, ainda faltavam várias salas para olharmos, mas assim que tiramos nossos olhos da sala onde estavam as mulheres, seu olhar voltou-se novamente para a sala anterior, onde acontecia a troca de casais.
–Jake... err... – percebi ela corar, embora ela achasse que era impossível eu ter visto, já que toda a ambientação no piso superior era uma penumbra tênue e avermelhada.
–Quer participar da festinha? Penny, sua vadia? – perguntei-lhe, já a puxando contra meu corpo com força.
Ela gemeu e logo já estava excitada.
–Uhumm... – ela conseguiu murmurar, entre uma lambida e outra que eu agora desferia em seu pescoço.
–Então vamos lá, gostosa, mostrar para aquelas mulheres quem fode gostoso!
Desci minha mão em sua intimidade e dei uma leve apertada, ela logo abriu as pernas, já ficando mole em meus braços, mas então eu peguei sua mão e comecei a fazer o caminho de volta, em direção à sala da orgia. O problema é que no caminho aconteceu algo, que no mínimo eu posso descrever como sinistro.
Um cheiro novo e indecifrável invadiu meus sentidos. Era algo surreal. Era sensual, adocicado e floral, mas ao mesmo tempo apimentado, era mágico!
Nem sequer consegui disfarçar meu estranhamento, apenas percebi a presença de Pennélope ali, pois a mesma começou a sacudir meu braço, chamando minha atenção, foi quando percebi que eu estava parado no mesmo lugar, com os punhos fechados e a cabeça elevada, com as narinas infladas, absorvendo cada nota daquela fragrância nova. Meu peito estava acelerado de forma estranha e meu lobo interior acordou frenético, era estranho como eu sentia vontade de uivar nesse instante, como fazia em La Push em minha forma lupina.
–Jake? O que você está fazendo? Porque está cheirando o ar desse jeito?!
Mas eu mal conseguia raciocinar...
De tanto Pennélope me puxar, eu fui caminhando na direção em que ela queria, até finalmente entrarmos na sala da orgia. Mas isso me irritou, pois o cheiro lá dentro dissipou um pouco o aroma inebriante que me atraía lá para fora, como se me puxasse por fio de aço. Eu precisava saber que cheiro era esse, era desconhecido e perfeito. Precisava sair dali e precisava de um desculpa. É como se de repente Penny não fizesse mais qualquer sentido para mim.
Á muito custo procurei manter-me sã, notei que ela ainda me olhava confusa, então forcei o melhor sorriso que consegui. Um casal que estava ao lado, notou a presença de Penny, afinal, ela era uma loira incrível e logo a mulher veio em nossa direção, uma morena muito bonita, jovem e de porte exuberante, completamente nua.
–Oi loira! Oi morenão, vão participar da brincadeira? – ela me cumprimentou também, mas olhava fixamente para Penny.
–Vamos sim, mas antes preciso ir ao toilette, infelizmente não posso esperar, mas ficaria feliz se você tomasse minha donzela em seus braços com muito cuidado e desse uma atenção especial a ela em minha ausência – eu disse em tom firme, mas tentando soar de forma provocante.
Percebi o coração de Pennélope acelerar, então soube que ela havia gostado e muito dessa ideia. Mas ainda assim, me olhou desconfiada, eu assenti para encorajá-la, por sorte a morena era rápida e quando Penny voltou sua atenção a ela, rapidamente esta a tomou em um beijo lascivo e provocante.
Aproveitei a deixa e retirei-me discretamente, dei ainda uma última olhada para trás e vi o homem que antes se esbaldava em prazer com a morena, agora apalpava a loira deliberadamente. Não tive espaço para ciúmes, pois nesse momento o cheiro avassalador dominou-me novamente e antes que eu pudesse pensar com coerência, meus pés caminhavam na direção de onde o cheiro exalava com mais força.
Em uma sala bem ao fundo do enorme corredor, eu podia ouvir risadas femininas abafadas por beijos, apenas um cheiro masculino e outros dois femininos, mais um que obviamente era feminino, mas esse era o que eu queria descobrir. Sem sequer pensar duas vezes, abri a cortina da sala.
Todos olharam em minha direção, menos uma.
Uma ruiva, semi nua, apenas com a parte de baixo coberta por uma mini saia preta de tecido fino, com seios rosados em sua pele de marfim completamente expostos, e uma venda preta, que vendava-lhe os olhos. Uma algema felpuda também constava ali, prendendo-lhe os pulsos, mas nada mais cobria seu corpo, que logo notei ser perfeito, e claro... O cheiro desprendia dela.
Linda, maravilhosa, com cabelos vermelhos caindo como cascata por suas costas nuas, a pele tão branca, que contrastava lindamente com a pouca luz avermelhada do ambiente, seus lábios eram definidos e rosados, assim como suas bochechas e suas aureolas perfeitas. Eu não conseguia sequer piscar, a visão dessa mulher deixou-me louco no instante em que a vi.
A vontade de uivar tomou minha garganta novamente, fechei meus punhos com força, puxando seu cheiro com vontade e trincando meus dentes. O rosnado beirou meus lábios e cerrei meus olhos em busca de calma.
“Mas que porra é essa que está acontecendo? O que tem essa mulher que está me pondo louco?!”
Eu me perguntava, sem entender nada do que estava acontecendo. Mas então percebi o coração dela, que batia num ritmo anormal, sua beleza era anormal também, era perfeita demais, embora eu não pudesse ver seus olhos, lembrava a beleza esculpida dos vampiros, mas sem as tradicionais marcas levemente arroxeadas de defunto e a tão familiar falta de cor em sua pele mórbida. E seu cheiro...
Ela não era humana.
Mas o que poderia ser essa criatura? Um anjo? Só se fosse um anjo pecador, pois eu via seus lábios moverem-se em um meio sorriso safado, levantando suas narinas para o alto, para logo em seguida ela morder de leve seu lábio inferior.
–Hey, vai ficar só olhando?
Perguntou-me uma das mulheres presentes, mas eu mal dava conta da presença de outras pessoas. Pisquei debilmente, tentando focar algo que não fosse à ruiva, mas meus sentidos estavam turvos e nublados, ela era meu foco, apenas ela estava nítida e vívida em minha visão. Então para piorar meu desespero, a suave brisa do ar condicionado trouxe-me de presente, o cheiro de sua excitação.
“Oh, céus! O que diabos está acontecendo comigo? Inferno de mulher, se eu não a possuir, acho que morro!”
Cerrei meus punhos com mais força e mordi meus lábios inferiores tão forte que senti gosto de sangue em minha boca, eu precisava tê-la! Meu pau latejava, incomodado e apertado em minha calça jeans, implorando para ser libertado, meu sangue corria tão rápido, que minha pulsação parecia querer retumbar para fora do meu corpo.
“Caralho! Que merda é essa?”
–Eu a quero! – foi apenas o que conseguir dizer, entredentes.
–Humm meu amor, todos nós queremos, é o dia dela hoje! – respondeu-me uma das duas meninas, que nem sequer interessou-me em ver o rosto.
–É de mim que estão falando? E que voz é essa que ouvi? Quem está aí? Que cheiro... – mas ela pareceu calar-se, a voz maravilhosa combinava com sua beleza escultural, porém suas pernas estavam apertadas, como se algo a estivesse incomodando.
–Mandei ficar quietinha meu bem, senão será castigada! – falou outra garota, fazendo com que todos rissem, menos eu claro, que nem sequer gostei da brincadeira dela.
–Tira minha venda, por favor, eu quero ver quem é... – minha ruiva choramingou.
–Já que você quer participar gatão, tudo bem, mas nós alugamos a sala e quero deixar claro aqui que quem manda somos nós, temos nossas condições, você não pode tirar a venda, nem tirar as algemas dela, nem falar com ela, entendido? Aceita as condições, ou não? – uma garota branca de cabelos castanhos falava, vindo em minha direção, nua, rebolando e com um sorriso safado na cara.
–Eu aceito, mas a quero para mim, apenas ela – não tirava os olhos da ruiva, nem sequer piscava.
–Ok, ok, parece que nossa menininha ganhou um admirador! – disse uma garota de peruca rosa.
–E que admirador hein?! – ambas riram.
Minha ruiva, apenas mordia os lábios, eu podia ouvir seu coração batendo mais acelerado ainda e sua excitação estava presente, cada vez mais forte, me inebriando, acabando com os meus sentidos.
–E eu? Como eu fico? – perguntou o homem ali presente, eu nem sequer havia me lembrado da presença desse infeliz.
–Agora, você é nosso! – disse a de cabelo castanho para o homem – Gatão sirva-se a vontade da minha amiga, mas lembre-se do combinado, você deu sua palavra, não tire a venda, nem as algemas, nem fale com ela!
–Eu já disse, eu cumpro minha palavra.
Encaminhei-me devagar para a minha perdição, ela pareceu perceber minha aproximação, pois corou ainda mais.
“O que ela era? De onde ela veio?”
Abaixei-me, até ficar na altura em que ela estava, pois a mesma se encontrava sentada em um enorme pufe redondo. Não contive meu desejo, passei meu polegar em seus lábios, ela os abriu suspirando alto, nossos rostos estavam perto demais, seu hálito de morango lambeu meu rosto e meu pau latejou, duro, terrivelmente duro.
Levei minhas mãos a seu pescoço e a puxei para o beijo que eu tanto ansiava.
Indescritível, foi à sensação de provar seus lábios, macios, sedosos... Mas eu precisava de mais. Beijei-a com mais vontade e passei minha língua na sua, em resposta ela gemeu e jogou seus braços ao redor do meu pescoço, com força, mesmo estando com os braços algemados. Percebi que sua pele tinha uma temperatura um ou dois graus mais fria que o normal, o que era reconfortante, pois eu me encontrava em brasas.
Eu a levantei, para que ficássemos de pé, arranquei minha jaqueta, jogando-a no chão, em seguida minha camisa. Ela mordia meus lábios e chupava-os, com tanta vontade assim como eu a beijava, isso me deixou mais louco e logo minhas mãos foram em busca de seus seios perfeitos e desnudos. Sentir a maciez de sua pele em minhas mãos era perfeito, ela estava com os mamilos enrijecidos e gemeu alto, quando passei meu polegar por eles, sem largar sua gostosa boca por um minuto sequer.
Eu a apertava e ela juntava seu corpo com força contra o meu, percebi que ela era mais forte que o normal também, definitivamente essa mulher não era humana.
“Diabos! Vou enlouquecer!”
Lancei minhas mãos para seu traseiro empinado por baixo da pequena saia e o apertei com força contra meu quadril, o que só a fez rebolar e arquear sua cabeça para trás, em um gemido alto.
–Oh, por favor, por favor...
Entendi seu pedido. Arranquei sua calcinha mínima, rasgando-a ferozmente. Então a deitei em cima do enorme pufe e caí sobre seus seios, chupando-os com vontade.
–Oh Deus! Oh Deus!... ahhh...
Alternei chupadas entre um seio perfeito e outro, seu peito arfava, mas havia algo que eu queria bem mais que isso, desci minha língua de seus seios, pela sua barriga. Minha ruiva jogou suas mãos atadas pela algema para trás de sua cabeça, eu um gemido alto de aceitação. Não consegui me conter, nem ser calmo, nem ter paciência como normalmente tenho, meu lobo rosnava em meu peito, eu não sabia mais se era apenas ele dentro de mim ou se eu realmente estava rosnando, mas sem gentileza alguma, lancei minha língua por sua fenda molhada.
–Ahhhh... deliciosa!!! – grunhi, chupando-a com força, com vontade, enquanto provava o sabor que eu tanto ansiava, me entorpecendo nele.
–Filho da puta, maldito!!! Quem é você?!!... ahhh... isso, assim...
–Gosta assim? Safada!
–Oh... simm... não para, por favor, não para!!
–Não vou parar! De jeito nenhum, quero seu mel em minha boca!
–AH! Vou gozar!! Maldito!
–Isso minha ruiva, derrama tudo em mim!
Podia sentir seu clímax se aproximando, com a forma com que ela se contorcia e rebolava em minha boca, e eu não parava nenhum minuto de chupá-la, prová-la, cada segundo era único, e não era o bastante, eu queria ficar ali para sempre. Estava alucinado, tinha certeza que meus olhos mudaram de tonalidade, deviam estar mais negros que o normal e eu rosnava, agora tinha certeza disso.
Suas mãos algemadas voaram para meu cabelo, agarrando-os com força sobre humana, enquanto ela gritava e finalmente lançava em minha boca, todo seu sabor único e fodidamente incomparável.
–Desculpem incomodar, sinto imensamente, mas senhor, sua mulher está desmaiada! Ela passou mal! E, precisamos levá-la ao hospital!
Era comigo que aquele homem estava falando? Eu estava em um torpor tão grande, que foi preciso o homem gritar mais algumas vezes para que eu conseguisse assimilar suas palavras, pois até então tudo o que eu tinha conseguido, era levantar meu rosto da intimidade da minha ruiva, pois ela mesma o puxou e colocou a mínima saia no lugar. Para depois eu conseguir focar no que o homem dizia.
–Minha o quê? O que está acontecendo? – falei debilmente, levantando-me devagar e finalmente o ouvindo com clareza.
–Pennélope Blunt, não é sua acompanhante, senhor? – perguntava o homem aflito.
–Sim... é...
–Então venha, por favor, senhor, é urgente!!!
Caminhei com certo custo, peguei minhas roupas no chão, sabia que eu tinha ir, era importante, mas meu peito doeu, e de certa forma faltou-me o ar. Mas precisei ir, antes que minha partida fosse mais tensa e mais difícil, esforcei-me para não olhar para trás e focar meus olhos no rosto daquela que havia me entorpecido. Saí apressado.
“Nem sequer descobri seu nome...”
Assim que cheguei à outra sala, vi Pennélope nua e desacordada, sem cor, ela estava pálida como a neve. Eu não fazia ideia do que tinha acontecido, quando eu a deixei na sala, ela estava bem e agora estava assim?
Fiquei com ela um pouco ali, coloquei suas roupas, então resolvi dar-lhe um pouco mais de ar assim que ela aos poucos foi recuperando os sentidos. Levei-a no colo para o sofá enorme que tinha no lounge do grande salão do primeiro andar, onde era mais ventilado, mesmo querendo absurdamente estar com minha ruiva, eu fiquei preocupado com a Penny, ela era uma ótima pessoa e com certeza merecia minha preocupação, bem mais do que meu instinto voraz de querer aquela desconhecida.
E, assim que consegui acomodá-la melhor o médico do local chegou. Viu que sua pressão estava muito baixa, por isso ela desmaiou, perguntou se ela havia comido algo e ela disse que não. Então, de uma forma estranha, ele começou a apalpar sua barriga. O coração de Penny começou a bater mais rápido, achei estranho, ela parecia nervosa com aquilo.
–Bom, você ficará bem, só não se esqueça de comer, está bem? – disse o médico arrumando suas coisas para ir embora.
–C-claro... – ela disse num resquício de voz, já parecia bem melhor.
As cores já haviam voltado para suas bochechas e ela estava sentada tranquilamente no sofá, quem a visse de longe, jamais poderia imaginar que há meia hora ela estava caída, desmaiada na sala.
–Obrigado Doutor.
–Imagina, ela está ótima, só precisa comer direito, ou então vai passar mal toda vez que o bebê reclamar.
–Bebê??!!
Foi só o que consegui dizer, enquanto o Doutor rumava porta a fora. Olhei incrédulo na direção de Pennélope, que se encolhia, amuada e com medo.
–Jake... err... eu...
–Pennélope, eu nunca ejaculei dentro de você, sempre usamos camisinha, ando com um monte delas na carteira, nunca falhei. Impossível!
Veio-me à mente todo o tormento que vi Bella passar diante de meus olhos. O que seria dessa humana, gravida de um transformo?
Eu estava em chamas, o medo pairou sobre mim, eu teria cometido o mesmo erro que Edward Cullen? Mas sua voz chamou-me atenção.
–Jake, me perdoe, e-eu... Ah Deus! Não tenho mais como continuar com isso... Você não me ama mesmo, né? Nem sequer reparou que eu engordei? Que acabei de ganhar e perder na mesma semana a vaga de Angel na Victoria’s Secret? Não achou estranho? Sequer você repara em mim.
Mantive-me calado, completamente atordoado.
–Me perdoe Jake, não aguento mais essa situação... eu não sabia mais como te falar isso... sinceramente, eu cansei de mentir para você... – ela já chorava a essa hora.
–Mentir para mim com relação ao bebê? Por que não me contou antes que estava grávida?
–PORQUE O FILHO NÃO É SEU!!! Oh, Jake, me perdoe...
Eu não consegui nada coerente para falar. Foi uma mistura estranha de alívio e raiva. Alívio por ela não estar grávida de mim e raiva, obviamente, por ela ter dormido com outro. Eu apenas a fitei sério, sem esboçar muita reação, enquanto ela se desatava a chorar, cada vez mais.
–Olha, foi sem querer, foi uma noite apenas, e-eu vacilei feio, me perdoa...
Então senti a aproximação de outra pessoa, virei-me em sua direção e agora eu tinha certeza que o barraco estava armado, respirei cansado e esperei que o show começasse.
–Eu sabia que os encontraria aqui! Então é com ela Jacob? É ela que está impedindo de ficarmos juntos? É com ela que você quer ficar?
–Oi Jéssica, bem vinda à festa – eu disse já irritado pela situação incômoda.
–O que você está fazendo aqui? Aqui é um lugar bem frequentado e com pouco acesso à vadias como você!!! – vociferou Penny.
–Ahhh, claro, então você está fazendo o que aqui? A começar que minha família tem grana, foi fácil descobrir onde vocês estavam, eu não sou como você que precisa vender seu corpo nas capas de revistas para provar que é alguém. Eu tenho cérebro garota! Sabe o que é isso? Acho que não, com certeza não consegue sequer soletrar esta palavra! – Jessica sorriu debochada, olhando com ar superior para a rival.
A discussão tomou proporções maiores. Eu tentei dissuadi-las a parar com aquilo, estava vendo a hora delas se estapearem.
–Querem calar a porra da boca, caralho!!! Jéssica, vai para casa, depois a gente conversa! Pennélope, vou colocar você num taxi, afinal, essa situação não deve ser muito boa para o seu bebê, espero que ele fique bem e você possa viver uma vida boa ao lado do pai da criança, porque comigo, ESQUEÇA!
–Ela está grávida? O filho é seu Jacob??!!! – gritou uma Jéssica de forma histérica.
–Você é surda, porra?!! – eu gritei de volta.
Todos olhavam em nossa direção, elas haviam voltado a discutir novamente, minha vontade era arrancar as duas dali, de qualquer jeito, sem qualquer cortesia. E quando eu realmente estava a ponto de fazer isso, o cheiro de minha ruiva atingiu-me em cheio.
Procurei rápido com os olhos, em busca de sua localização e para meu desespero, eu a vi quase cruzando a porta de saída, mas ela ainda parou por um instante, virou-se devagar como se procurasse algo, eu a fitava embevecido, um fogo quente como lava, banhando meu sangue, fazendo-o ferver, quando seu rosto girou e me focalizou, olhando em meus olhos.
Aqueles olhos...
O mundo parou no instante em que nossos olhos se cruzaram, o calor fluiu por mim, mais forte que antes, mas era um calor novo, não queimava. Era abrasador.
Todas as linhas que seguravam minha vida, foram cortadas, indo embora, flutuando como balões a gás, tudo que eu havia me tornado, tudo aquilo que eu era, sentia sendo levado... Um alpha para minha pequena matilha, o amor pela minha família, o carinho por meus irmãos da Reserva, a raiva que sinto de meus inimigos vampiros, o amor que sentia por Bella, meu lar, meu nome, eu mesmo...
Sentia tudo se esvaindo de minhas veias, como se eu não mais existisse, como se os balões levassem tudo embora, flutuando, nada mais existia em mim nesse momento.
Mas cabos de aço ligaram-me a ela, dando novo sentido e nova direção a minha vida, tudo se arrastava até minha ruiva. A garota linda parada na porta, meu centro do universo, minha força da gravidade, meu novo sentido.
Era ela, todo esse tempo era ela...
Meu Imprinting!
POV Renesmee
Cresci ouvindo as histórias de minha família vampira e humana, sim, eu convivia com meus avós Charlie e Renné e seu marido Phill, minha mãe não aguentou o fato deles não fazerem parte de minha vida e nem da dela, eles não sabiam a verdade sobre nós, precaução para o caso de Aro ver em seus pensamentos, mas eles sabiam que o que acontecia com minha família, os Cullens, não era nada normal, mas aceitaram, em prol de manter a filha, Bella, perto deles, assim como eu, sua neta, que os ama tanto.
De todas as histórias que meu avô Charlie contava para mim no Alaska, quando ainda morávamos lá, a que eu mais gostava eram as histórias de La Push e meu avô me contou uma vez que o filho de seu melhor amigo, Jacob Black, que era também melhor amigo da minha mãe, um garoto que ele viu crescer, passou de um garoto comum a um rapaz de quase dois metros de altura, super forte com apenas 16 anos, ele dizia que todos lá eram grandes, mas que Jacob era o maior e segredava-me ao ouvido que ele sempre optou por ele, para que namorasse com minha mãe.
Eu ficava fascinada com as histórias, nem piscava quando ele as contava, e pedia para ele me contar as mesmas histórias em todos os anos, durante esses dez anos, em meu rápido desenvolvimento, por mais que meu avô não soubesse, eu sabia que eles só eram grandes assim, porque eram lobos. Minha mãe me contou uma vez, como foi assustador ver Jake se transformar na sua frente e ainda brigar com Paul, um outro lobo da alcateia. Eu suspirava imaginando a cena.
Hoje moramos na França, inclusive meus humanos favoritos, vovô Charlie e vovó Renné. Apesar de eu ter amor imenso a minha família, o jeito protetor do meu pai e extremamente autoritário, fez com que eu me rebelasse completamente com suas atitudes desde pequena, minha maior diversão é e sempre vai ser, contrariar Edward Cullen.
Meu pai ficava louco comigo de tanta pirraça que eu fazia e o tanto que eu o desafiava, fazia-o bradar alto, irritado, brigando comigo, tentando me colocar em castigos ridículos que eu sempre descumpria, fazendo com que eu mesma ficasse sem mesada. Nunca me importei, pois o seu jeito possessivo me incomodava. E, me irritava também o fato de eu não poder fazer nada, mas eu sempre dava um jeito, eu causava. Por várias vezes ouvi meu pai falar algo do tipo:
“ – Juro que se você não tivesse vivido comigo todos os dias de sua vida, diria que foi criada por Jacob Black. Ninguém no mundo gostava mais de me provocar do que ele e você está ficando igualzinha, daqui a pouco vai feder como um cachorro e rosnar para mim!!!”
Eu morria de rir quando ele falava coisas assim.
Morria de vontade de ir a Forks e conhecer a todos os personagens ilustres que moravam em minha mente, que eu conhecia desde que nasci por suas histórias, narradas por todos, era como se fosse um conto de fadas ao inverso e os melhores príncipes na verdade fossem lobos. Eu era louca de vontade de conhecer todos eles, e todas as lendas da tribo Quileute.
Mas nunca mais pude voltar lá, pois pelo que eu soube, eles queriam minha cabeça, pois pensavam que eu fosse um monstro, o que me deixa de certa forma triste.
Não sou um monstro, um pouco bagunceira e atrevida talvez, mas não um monstro.
Minha mãe me contou tudo o que sabia deles, eu insistia muito e morri de rir quando meu pai falou com uma raiva latente o amor que o tal Jacob nutria por minha mãe e ela mesma me confessou que o amou também.
Eles eram os meus heróis e sem dúvidas o meu Super-Homem, o meu herói favorito era o Jacob Black. Na verdade, encho-me de orgulho quando meu pai diz que tenho o gênio dele. Um dia criarei coragem e irei a La Push, vê-los com meus próprios olhos. Sou fã!
Isso tudo era o que eu queria, mas nunca aconteceu, eu cresci, entrei em uma faculdade, onde estou cursando Literatura e onde conheci os humanos mais malucos da face da terra, minhas duas amigas, Karen e Pamela. Conheci também vários vampiros, amigos de minha família e um deles me conquistou, pelo fato de ser bem mais velho que eu, claro, inteligente, educado e super carismático.
Meu pai ficou doente de raiva quando descobriu que eu estava me relacionando com Benjamin. Os Volturis mataram sua companheira há alguns anos e eu o achei Hot e sexy em sua pele mais parda que a de um vampiro normal, devido suas origens egípcias. Logo fiquei jogando meu charme nele, até ele ceder e tomar-me como mulher. Ele lutava a todo o tempo para que meu pai não descobrisse tudo lendo sua mente, quando ia a minha casa, mas depois de uma transa ardente em cima de um penhasco, que ele mesmo criou, afinal ele manipula os elementos como água, terra e fogo, ele não conseguiu esconder as cenas extravagantes e libidinosas do nosso momento. E meu pai viu tudo ou apenas uma parte, mas foi o suficiente para dar piti e tentar mais uma vez mandar na porra da minha vida.
Tivemos uma discussão fenomenal. Mas não adiantava, agora que ele ficou puto da vida é que eu queria mais ainda, e disse que se ele me proibisse, eu fugiria. Benjamin não gostou de toda essa situação e como um “cara antigo” que era. Pediu-me em casamento.
Não que eu não quisesse casar nunca, mas talvez, não casar agora, até porque eu queria mesmo era curtir mais um pouco e conhecer outros prazeres da vida, outros corpos talvez, porém se eu não aceitasse, eu poderia perdê-lo. Então eu aceitei.
Contei as minhas amigas do casamento e elas surtaram claro, apesar delas não saberem da minha realidade como híbrida e não fazerem ideia que eu estava me casando com um vampiro, me apoiaram e tiveram uma ideia insana.
Fazer minha despedida de solteira em um lugar diferente.
Imagina, uma super aventura dessas, eu não teria como recusar, mas meu pai não poderia descobrir a verdade de jeito nenhum. Sorte minha Alice não conseguir ver o meu futuro. Tudo o que bastaria fazer, era inventar um desculpa para viajar e não deixar meu pai ler as mentes de minhas amigas.
Elas não quiseram me contar aonde íamos, porém eu disse para o meu pai que apenas íamos acampar durante uma semana na casa de campo dos pais de Karen. Ele contestou claro, mas nem quis ouvir e disse que iria de qualquer jeito, ele querendo ou não.
As meninas alugaram uma casa pelo que fiquei sabendo, para termos privacidade nessa uma semana, privacidade para o quê exatamente eu não tinha conseguido descobrir ainda, mas fazia uma ideia de que aventuras viriam por aí. Fomos para Seattle no fim das contas, pensei que fosse uma ilha afrodisíaca com um deserto escaldante, mas não... Sem entender, deixei que elas me conduzissem até a casa alugada, onde colocamos nossas coisas e nos arrumamos, para em seguida, curtir minha tão esperada despedida de solteira.
Benjamin era super tranquilo, ele não se importava muito com minhas escolhas, mas se importava demais com o meu corpo e isso ele não queria perder, apesar de beijar-me e mandar-me ter juízo nesse acampamento, nada mais ele disse.
Mas nada havia me preparado para o que estava por vir. Quando olhei onde estávamos, quase surtei e me deu dor no estomago de tanto que eu ri. Clube do Fetiche.
E o pior, as meninas tinham chamado um cara super gato para participar da brincadeira. Fomos para o quarto que elas reservaram e por fim, me informaram como seria a brincadeira.
Nem preciso dizer que adorei né? O cheiro do local já era excitante por si só, mas assim que elas arrancaram minha roupa, vendaram meus olhos, colocaram as algemas e beijaram minha boca, diversas vezes, tenho que confessar que estava já agradecendo por essa noite.
Mas essa noite parecia estar apenas começando, no meio da nossa brincadeira, senti um cheiro estranho invadir a sala e entorpecer-me.
Minhas pernas bambearam, meu coração acelerou e meu sexo fisgou em excitação. Era o cheiro mais sensual e maravilhoso que senti na vida, minha intimidade começou a encharcar e incomodar à proporção que o cheiro lambia minhas narinas. Senti o ar ficar mais quente e minha boca salivar. Mas estava vendada, não conseguia ver quem estava ali.
O cheiro amadeirado do homem, não era nada comparado a sua voz rouca e sensual, carregado de testosterona, delícia de homem. Tentei descobrir se já conhecia esse cheiro antes, mas não fazia ideia de já tê-lo sentido. Era diferente de tudo o que já passou por mim, era como uma brisa morna da praia num dia de verão, com notas almiscaradas e muito amadeiradas, parecia que seu perfume, era uma mistura de mar e floresta. O cheiro mais maravilhoso e anormal do mundo.
Ele não era humano, eu tinha certeza, só pelo cheiro.
Meu centro untava com cada sílaba que ele falava e quando ele disse que me queria, eu mal conseguia respirar.
Suas mãos me tocaram gentis, senti sua pele anormalmente quente o que só confirmou o que eu já sabia, de fato não era humano. Mas eu não fazia ideia do que aquele homem poderia ser. Ele me agarrou com força, me beijou como nunca eu havia sentido, nem sequer cogitado, só por seu toque em meus seios, senti como se fosse gozar. Mas quando sua língua pousou em minha intimidade, aí sim, eu me perdi completamente, naquele mar insano de desejo que sentia.
Mas um homem entrou na sala e tirou meu amado e sexy desconhecido de mim. Deixando apenas seu cheiro, impregnado em minha pele.
Depois que ele saiu apressado, eu tirei a venda, tendo apenas um vislumbre de um cabelo negro saindo pela porta, mas para mim, nessa hora, perdeu a graça e acabou a brincadeira. Deixei as meninas em seu ato sexual com seu amiguinho e acompanhante e fui ao banheiro em busca de privacidade.
Após algum tempo eu voltei, dei uma desculpa de que o champagne não desceu bem e tal, e por fim ficou por isso mesmo. Mas o beijo dele não saía da minha cabeça, toda hora eu me cheirava, tentando guardar na memória o cheiro daquele que me deu o orgasmo mais incrível da minha vida, apenas com sua língua quente experiente. Sim, experiente, definitivamente aquele cara sabia o que estava fazendo.
Eu não parava um minuto de pensar no que ele era, ou poderia ser, tentando buscar na memória qualquer traço que me indicasse por qual caminho seguir para descobrir... Mas nada, nadinha.
Até que as meninas decidiram ir embora, amanhã iríamos em uma Rave e precisaríamos dormir bem, para estarmos bem dispostas.
Antes de sair, ainda tive a esperança de vê-lo e em uma tentativa frustrada de um vislumbre do meu amante desconhecido, olhei por todo o salão antes de cruzar a porta de saída. Meus olhos me atraíram para certa direção e vi um homem. Pela forma intensa com que me olhava, só poderia ser ele.
E, Deus!!!! Ele era incrivelmente lindo!!!
Porém minhas amigas me puxaram porta a fora em direção ao táxi. Contudo, vou guardar seu rosto e a forma como ele me olhava, com intensidade e admiração, pelo resto da minha eterna vida.
Uma pena que vou embora sem saber quem ou o quê, ele era.
Pov Jacob
Fiquei paralisado com a descoberta. Enquanto o circo dos horrores acontecia ao meu redor com as mulheres gritando a todo vapor, eu só conseguia pensar no que havia acontecido.
“Porra!! Era ela!! Meu imprinting!!!”
Agora as coisas faziam sentido para mim, por isso eu sentia a asfixiante sensação de possessividade por ela, o cheiro irresistível, a vontade de possuí-la, ela era minha! Por isso.
Meu coração parecia querer explodir, tão forte era a sensação de amor que eu sentia, ela era minha prioridade, a possuidora da minha alma e como um jato de adrenalina, descobri que já a amava. Amor forte, intenso e absoluto.
Essas mulheres brigando agora não fazia o menor sentido para mim e como um tapa na minha cara, dei-me conta de que ela havia saído e se eu perdesse seu rastro, nunca mais a encontraria.
Corri, como um louco em direção a saída, mas o cheiro dela já não estava mais forte, ela havia indo embora.
–Inferno!!!
Bradei com força, enquanto apurava meus sentidos e ia em direção ao rastro, tênue e suave que seu corpo havia deixado. Percebi que não teria como, eu já estava perdendo o cheiro, precisava ficar em minha forma lupina, para estar em minhas plenas funções de faro. E, foi o que fiz.
Sorte minha, que era tarde, madrugada para ser mais exato e por essas redondezas era um tanto parado, o clube ficava em um local meio reservado, por isso consegui me esconder entre as sombras do Parque Central próximo e correr o máximo que pude entre a escuridão, tomando um cuidado imenso para não ser visto por qualquer humano.
Mas o parque acabou e logo seu cheiro tomou outra direção. Mas porra, era meu imprinting, eu não podia perdê-la, então tomei coragem e fui mesmo assim, subi pelas escadas laterais de um prédio e alcancei o telhado, era minha melhor opção para não correr tantos riscos, ainda conseguia sentir o cheiro e daqui teria uma boa noção de para onde ir. Assim segui, vez ou outra precisando me esconder.
Mas o que a princípio parecia quase impossível, tornou-se real...
Eu a encontrei.
Meu peito batia em um ritmo frenético quando me pus em forma humana e vesti minha calça jeans, único item que consegui amarrar de qualquer jeito ao meu tornozelo, antes de me transformar, pelo menos minha carteira ainda estava ali.
Era uma casa grande, com vários quartos, mas o dela era o último, seu cheiro era inconfundível e só a menção em vê-la novamente, deixou-me em um nervosismo palpável. Andei devagar por seu telhado, pude ouvir o coração dela batendo firme e constante, no tom um pouco mais acelerado que lhe era peculiar, fiquei ouvindo aquele som calmante por um tempo, até sentir a necessidade de estar mais próximo, de vê-la novamente, queria poder tocá-la.
Com cuidado aterrissei na pequena varanda que dava para o seu quarto, estava uma noite suave, uma brisa leve sacudia de forma tranquila a cortina branca que pendia, bailando como um vestido de noiva. Não pude resistir ao ver a porta aberta, era como um convite.
Notei sua respiração um pouco irregular agora e seu coração acelerou um pouco. Devia estar sonhando.
Um vento um pouco mais forte, fez com que a cortina sacudisse com mais força, nisso, pude finalmente ter a visão tão esperada por mim.
Minha ruiva estava deitada de costas para a porta, os cabelos rubros esparramados pelo travesseiro, ela usava apenas uma camisola pequena de seda preta e mais nada. Meus pêlos eriçaram e o calor que passou por meu corpo foi tão forte que senti leves espasmos, eu tinha alcançado seu cheiro íntimo novamente.
Engoli a seco, ela estava sem calcinha, mas agora além de toda a maravilha que era seu perfume natural, ainda desprendia de seu corpo um aroma novo, uma mistura de flores. Mordi meus lábios para não uivar como meu lobo queria.
“Deus! Como é linda!”
A força do imprinting se fazia presente com uma força avassaladora. Insuportável ficar aqui sem tocá-la.
–Vai ficar só olhando?
Dei um sobressalto quando ouvi sua voz, em hipótese nenhuma imaginei que ela pudesse estar ciente de minha presença, havia esquecido completamente que ela não era humana e poderia ter sentidos aguçados, tanto quanto eu. Mas mantive-me no lugar, ainda me controlando para não avançar-lhe como um animal feroz, devorando sua presa.
Ela levantou-se, com passos leves como pluma, e tal como uma miragem, ela atravessou as cortinas, o vento soprou mais forte, sacudindo seus cabelos cheirosos e um pouco úmidos, a luz da lua refletiu em sua pele de marfim e quando levantou seus olhos, assustou-me.
–Céus! Seus olhos...
Eram os olhos de Bella, mas mal consegui lembrar de que a amei um dia, estar na presença da minha ruiva era apenas o que eu queria. Apenas assustou-me pela semelhança, mesma cor, mesmo formato.
–Não gosta dos meus olhos? – ela disse sorrindo meio de lado.
Esse sorriso lembrou-me outra pessoa, a qual prefiro não comentar. Mas foi impossível não acelerar meu coração com tal aproximação. E seu sorriso! Seu sorriso acabou com minhas forças de tentar não ser um animal.
A fera estava agitada, mordi os lábios para nãos rosnar novamente, cerrei meus punhos, fechando meus olhos em busca de calma, meu corpo tremia e quando falei, foi com um fio de voz, arrastada pelos dentes trincados.
–Impossível... não gostar...
–E o resto? Você gostou de me provar?
Não precisei abrir meus olhos para saber que ela mordia os dela. Talvez Sam tivesse razão e o imprinting podia agir em meu objeto também, pois ela estava me provocando, e há um minuto eu já tinha reconhecido o cheiro que me deixou incontrolável, ela estava excitada.
E, eu duro, fodidamente duro.
Tencionei ainda mais meus músculos, da forma grotesca e animalesca em que me encontrava, facilmente eu a machucaria, precisava achar meu controle em algum lugar, se meu lobo ganhasse, ela estaria perdida em minhas mãos.
–O que você é? Você não é humana... – consegui pronunciar algo, quando dei um passo para trás.
–Nem você... Mas isso não vem ao caso agora, tem outra coisa que eu quero e desejo, e que cheira maravilhosamente bem, que parece... volumoso... e deve combinar com seu corpo escultural... – ela suspirou e inspirou o ar com força – Ahhh... Minha nossa, você beira a perfeição homem...
Ela deu um passo à frente, tocou meu abdômen, passando seus dedos levemente mais frescos que minha pele, me causando um arrepio por toda minha espinha, dessa vez não consegui e soltei um rosnado alto.
–Não... faz... ideia, do que... está acontecendo. Não me provoque! – eu disse com dentes cerrados, de olhos ainda fechados.
–Não tenho medo do perigo, nunca tive, não seria agora que irei ter. O que você vai fazer? Comer-me? – ela riu.
Eu ainda buscava a muito custo me acalmar.
“Essa mulher é louca, se eu deixar meu lobo sair, eu posso matá-la!!”
Eu pensava aflito, com espasmos por todo o corpo e o mesmo queimando em chamas com sua aproximação, eu tentava ainda não olhá-la, por mais que eu quisesse. Precisava tentar, mas ela estava realmente disposta a acabar com meu autocontrole.
Suavemente ela subiu suas mãos macias por meu dorso, parando em meu rosto, passou o polegar em meus lábios. Meu pau estava dolorido, de tão duro, de tanta vontade de me enterrar com força. Mas ela não parou, com seu polegar ainda em meu lábio inferior, tocou sutilmente seu corpo contra o meu, levou seus lábios até próximo ao meu ouvido e sussurrou baixo:
–Me possua...
Abri os olhos, senti minha pupila mudar o formato, agora eu enxergava a noite como se fosse dia. Meu lobo venceu. Eu rosnei mais alto.
Agarrei seu corpo com força contra o meu, pude ver de relance os olhos dela brilhando em expectativa, então a beijei, como nunca beijei nenhuma mulher em minha vida.
Forte, urgente! Eu lançava minha língua contra a dela, que me agarrava com força também, beijando-me na mesma intensidade. Uma de minhas mãos, enlacei em seus cabelos, puxando-os, e com a outra, segurei firme em seu traseiro e o puxei contra meu corpo, fazendo com que ela se roçasse em meu membro, arrancando um gemido mútuo.
Ela desceu uma de suas mãos para meu membro rijo, segurando-o firme por cima da calça, isso só fez com que eu a apertasse ainda mais, enquanto sua outra mão subia também para meus cabelos, nossos corpos apertavam e roçavam-se ferozes, ansiosos por mais, entre gemidos e rosnados era como se nossas vidas dependesse disso, dependesse de nosso ato sexual ser consumado.
Beijando-a ainda, levantei suas pernas fazendo com que ela as enlaçasse em minha cintura e sugando seu pescoço ferozmente, eu a levei para a cama. Deitei-a e depositei meu corpo sobre o dela, encaixando-me no meio, impulsionando meu corpo contra sua fenda, ela mordeu meus lábios e eu em seguida mordi seu queixo, e desci meus lábios sedentos até seus seios, porém o fino tecido da camisola ainda estava ali, o rasguei sem esforço.
Eu agia como um animal, não conseguia pensar com coerência.
Tomei seus seios com violência, sugando com força, alternando entre um e outro, os mordi. Ela se agarrou em meus cabelos e gritou, senti minha calça molhar com o líquido quente que escorria dela.
–Ohhh... eu preciso sentir você em mim!!!
Levantei meu corpo rapidamente e fiquei de joelhos, apenas para desabotoar minha calça, abrir meu zíper e abaixá-la com cueca e tudo.
–É lindo, e eu acertei, é enorme!!!
–É o que você quer? Sentir-me pulsar em sua fenda?
–Não aguento mais esperar!!! É o que eu quero, por favor!!! Sem preliminares!
–Se você não me deixar chupá-la agora, terá que foder comigo a noite inteira, estou avisando!
–Ah, por favor, preciso sentir você em mim, inteiro, até o fim!
–É uma ordem, minha ruiva.
Voltei a deitar meu corpo sobre o dela, porém dessa vez eu já impulsionei meu quadril, fazendo a cabeça do meu pau passar por sua entrada. Ela era apertada, macia, úmida e quente como o inferno!
Gemeu alto, quando o enterrei todo. Eu rosnei, enquanto empurrava meu pau fundo e forte contra seu corpo, arfante e trêmulo. Eu a beijava com toda minha paixão e volúpia, suas mãos arranhavam minhas costas, dando-me uma sensação ainda mais prazerosa, percebi que seu centro latejava e se contraía.
–Já vai gozar, delícia!
–Cala a boca e me fode, mais forte!
Apertei-a ainda mais contra meu corpo e comecei a possuí-la com violência, do jeito que meu lado animal exigia, bufando e rosnando contra seus lábios, como um lobo.
Eu a vi se contorcer, arquear suas costas e derramar-se em meu membro, escorrendo pela cama e entrando em meu olfato aguçado.
–Ah! Sua filha da P... Vira! Vira agora!
Ela arfava e gemia ao mesmo tempo e dizia palavras incompreensíveis para mim naquele momento, eu não conseguia me segurar mais e meu lobo controlava meu corpo completamente.
–O-o quê?
–Vire-se para mim!!!
Quando minha voz saiu, eu a reconheci e estranhei, era meu tom dual, o meu tom alpha que eu raras vezes usei, o que ele estava fazendo ali, não saberei dizer. Apenas acredito que seja por sentir a necessidade de domar o meu objeto de imprinting.
–Oh!
Foi o que ela disse, com os olhos muito abertos e respiração rápida, percebi que surtiu efeito meu tom Dual, ela não apenas virou, deixando-me com a visão inigualável de seu traseiro empinado, como também com a visão de sua entrada quente, e molhada, escorrendo seu desejo pelas coxas.
–Gostosa demais!
–Ahh... por favor, vem...
Penetrei-a com força, impulsionando meu quadril agilmente, enquanto a puxava em uma pegada forte por sua cintura fina, trazendo-a, fazendo-a engolir meu pau em toda sua extensão. Eu não conseguiria aguentar muito mais. Fui aumentando o ritmo que já se encontrava rápido, passando para um nível inumano. Impossível. Inatingível!
–DEUS!!! – eu a ouvi gritar – O que você é afinal??!!!
–Ruiva... – eu rosnei – Eu sou um lobo, um transformo de lobo.
–WHAT!!! OMG!!! QUE DELÍCIA!!! É A COISA MAIS SEXY QUE PODERIA ME DIZER!!! ACHO QUE TO FICANDO LOUCA...
Entendi o que ela quis dizer com o “ficando louca”, ela estava alcançando o orgasmo novamente. Passei meus braços inteiros por sua cintura, em um abraço mortal de urso e sustentei seu corpo leve, impondo o meu ritmo alucinante, inumano e animal.
–ISSO, ISSO, ISSO MEU LOBO, VAI!!!
E, ela se contraiu, eu arfei, apertando-a contra mim, enquanto ela gozava, eu me despejei dentro dela, fazendo um orgasmo duplo, incrível e surreal!
Eu a deitei suavemente na cama, ela sorria, resplandecente. Sorri também e a beijei, dessa vez com ternura, com amor e toda a devoção que eu sentia por aquela mulher.
–S-sei... que é... e-estranho... m-mas eu... não sei o... seu nome – ela ainda sorria, linda, com a respiração irregular.
–Black, Jacob Black.
Eu a vi arregalar os olhos e apesar de seu coração já estar acelerado por conta do nosso ato de amor, ele bombardeou num ritmo frenético.
–O que ouve? Por que seu coração está assim? Não precisa ter medo de mim! – eu disse preocupado.
Mas ela apenas suspirou rápido, dessa vez notei algo realmente estranho, seus olhos estavam cheios de lágrimas. E suas mãos tremiam. Eu me assustei.
–E-eu, não posso acreditar...
–Hey, calma, o que foi minha linda? O que está acontecendo?
Ela me abraçou muito forte e afundou seu rosto em meu peito e mesmo com o rosto abafado, consegui ouvir o que ela disse.
–É um prazer, imenso, imensurável, inigualável, finalmente conhecer você, meu super herói!
–Hã?
Ela riu, um sorriso meio trêmulo e nervoso.
Eu não entendi o que suas palavras queriam dizer, mas entendi a intensidade delas, pois ela me apertava junto ao seu corpo e me abraçava como se tivesse medo de que tudo aquilo acabasse, depois de um tempo ela sorriu, ali, grudada em mim.
No fundo, eu sentia mais medo ainda do que ela mesma poderia sentir, eu a amava, ela era meu imprinting, mesmo que ela nunca fosse capaz de entender isso, eu jamais sairia do seu lado, eu a protegeria do mundo agora e ela nem fazia ideia disso.
–Eu me chamo... Renesmee, Renesmee Carlie Cullen. Por favor, não queira me matar novamente! – ela disse, contra meu peito, ainda com o rosto afundado, porém sorrindo.
Eu arfei.
–C-como? O-o que você é afinal? Como assim... Cullen? O que você quer dizer com isso?
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!Minha respiração e meus batimentos ritmaram com o dela, batendo tão acelerado quanto possível. Isso não podia ser real...
Mas eu conhecia esse nome, o ouvi apenas uma vez em minha vida, Renesmee, quando Bella me falou sobre nomes para a pequena criatura que a estava matando. Agora entendi seus olhos, iguais ao de Bella, e o sorriso torto que ela me lançou na varanda, do mesmo jeito de Edward.
–Sou uma híbrida... Metade humana, metade vampiro, eu sou o bebê que um dia você odiou... – disse com uma pontada de raiva, fazendo o clima ficar um pouco tenso.
“Não posso acreditar... Eu tive um imprinting com a filha da Bella?!! Que porra de mundo louco é esse??!!”
Mantive-me sério, não porque eu tivesse deixado de amá-la, ou algo assim, até porque seria impossível, mas eu estava aflito, angustiado e incrivelmente bestificado de pensar como o mundo dá voltas. Depois de tudo o que passei, todo o sentimento que nutri em meu peito, toda a vontade que eu tinha de ver Bella de novo, era porque em um futuro, ela daria o imprinting a mim?
Era como se o mundo tivesse feito um plano mirabolante incrivelmente arquitetado para que eu caísse nessa teia maluca, de uma forma ou de outra, o destino fez com que nos encontrássemos, mesmo a Bella tendo ido embora, mesmo eu estando rodeado por mulheres, ainda assim tinha que ser ela e somente ela. Renesmee. O destino deu um jeito de nos aproximarmos.
Minha mente vagou perdida pelos anos tristes e a forma vazia com que eu me sentia e que agora não sinto mais, todo esse tempo, eu sofria por falta do meu imprinting, por falta daquela que seria minha prometida, agora eu entendia. Mas mesmo que vez ou outra quisesse que a magia me encontrasse para acabar com meu sofrimento, nunca poderia imaginar que seria por uma híbrida.
Mesmo se alguém tivesse me contado como seria meu futuro, eu não acreditaria, no entanto, eu estava aqui. Nu, abraçado a aquela que um dia eu odiei, filha da mulher que eu amava, mas que agora será minha sogra. Que loucura...
Renesmee afastou-se de mim cautelosa, sentou na cama com cuidado, cobrindo-se com o lençol, me olhando séria, ela suspirou, por fim disse:
–Diz alguma coisa, Jacob. Já está arrependido não é mesmo? Olha... As coisas que eu falei quando te abracei, se for pra você ficar assim, releva ok? Você não me deve nada não, podemos fingir que isso nunca aconteceu então você segue sua vida, eu sigo a minha e fica tudo certo – disse já levantando, pegando sua camisola no chão e vestindo-a, em seguida.
POV Renesmee
Eu estava assustada.
Eu mal podia acreditar que havia acabado de transar, não, reformulando, não apenas transar, mas sim ter feito o melhor sexo que qualquer mulher poderia imaginar, com o homem que povoou meus pensamentos por tantos anos. Jacob. Minha nossa, eu nunca poderia imaginar como a vida poderia nos unir dessa forma, eu só conseguia agradecer ao mundo por isso, afinal, eu tinha razão, ele era o máximo!
Foi tudo incrível, no entanto ele agora estava distante, sério...
Depois que soube quem eu realmente era, mudou da água para o vinho, me senti envergonhada, triste e ultrajada. Ele vem até meu quarto onde estou hospedada, me seguindo até aqui, me faz mulher da melhor forma possível, para simplesmente ficar bravo e ignorar minha existência, por causa do seu problema com minha mãe?!
Fala sério!
Coloquei minha camisola novamente e enquanto procurava por uma calcinha, ele disse:
–Por que está falando isso? Arrependimento... – ele disse a palavra com escárnio, dando um sorriso debochado.
–Olha, foi maravilhoso, adorei mesmo, nunca me senti assim antes... – olhei para o chão, tentando esconder que realmente estava fascinada – Mas veja bem, não teria como dar certo, você um dia quis me matar e odeia meus pais, além do mais... Eu vou me casar mês que vem, isso aqui não passou de uma despedida de solteira, que ficará bem guardada em minhas lembranças, ok? – eu disse o que com certeza aconteceria, sei que tinha sido bom, mas eu precisava saber que tudo tinha um fim e o nosso terminava ali.
Quando o olhei, sua expressão estava de incredulidade, seus olhos arregalados, demonstravam espanto.
–V-você está noiva???!!! – ele praticamente gritou.
Eu balancei a cabeça de forma positiva, ainda de braços cruzados, o encarando.
–Você não vai se casar com ninguém, está ouvindo? Esqueça isso!!! Você me pertence agora e eu não vou permitir de forma alguma que você pense em se casar! De jeito nenhum!
–Tá, e você quem é? Meu pai? Nem ele fala assim comigo!!! Tá louco? Se eu quiser me casar, eu vou me casar e não importa o que você pensa!
Olhos negros me fitavam, irritados, seus punhos estavam cerrados e quando ele começou a se aproximar, juro que achei que fosse me bater. Eu fui para trás, por instinto, encostando-me na parede, minha respiração acelerou e eu senti-me acuada.
O que esse homem queria de mim?
Mas antes que eu sequer pudesse abrir minha boca para falar algo, ele foi rápido demais, segurou meus pulsos e os levantou, apertando-os contra a parede, acima da minha cabeça.
–M-me solta!!! Quem você pensa que é?! Seu lobo mal educado do cacete!
–Tsc tsc... Que boca suja! – deu um beijo em meu nariz – Você é o meu imprinting e não vai a lugar nenhum, até que grite meu nome e diga quem te dá o melhor prazer, o homem que você quer ao seu lado... Entendeu?
Ele perguntou com dentes cerrados, a raiva beirando cada sílaba. Mas minha mãe já havia me contado sobre imprinting... Então era isso?! Ele tinha tido um imprinting por mim??!!! É por isso que ele me olha como se já me amasse e fica louco de ciúmes por pensar que eu vou me casar?
Casar-me. Eu faço o quê agora? Jacob me ama, era o que eu mais queria!! E agora é realidade, eu largo tudo e tento conhecê-lo melhor? Não sei... É tudo tão estranho.
Mas não tive tempo de pensar novamente em mais nada, Jacob havia colado seus lábios aos meus, naquele beijo incrível, com aquele sabor incomparável que tinha seus lábios, deixei-me levar e sentir, logo ele soltou meus pulsos e finalmente pude me agarrar em seus cabelos o puxando para mim com força.
“Eu era o imprinting dele!!!”
Nossos corpos bailavam pelo quarto, derrubando e quebrando tudo, logo ele me subiu novamente em seu quadril e nos conduziu até a cama. Sem cerimônias, ele arrancou minha calcinha e teceu beijos dos meus lábios, até minha entrada, que já se encontrava completamente molhada nesse momento.
Senti sua língua quente colher meus sucos para logo depois começar a massagear meu clitóris de maneira voraz! Eu gritava e arfava, sentindo que novamente a sensação do orgasmo me alcançava, mas então ele parou, levando um de seus dedos até minha entrada e o introduzindo, enquanto chupava novamente meu montículo de nervos inchado. Logo seu dedo me bombeava com força e eu pude sentir meu centro se contorcer de prazer.
Jacob me olhava intenso, aquele olhar que eu nunca vi igual, senti minhas paredes começando a mastigar seu dedo. Minha respiração acelerando. Então ele parou.
–Não, Jake...Não para!!! – eu grunhi
–Então diz! Quem é o homem a quem você pertence?
–Me recuso a responder isso!
Ele penetrou o dedo com velocidade, me fazendo arquear, me olhando com semblante bravo.
–DIZ!! – eu não disse. Ele aumentou a velocidade da estocada e com a outra mão segurou meu seio, o apertando com força, deixando-me louca – Fala quem é o seu homem?! Diz a quem você pertence ou então não deixarei você gozar novamente, vou parar tudo de novo.
– Oh não!!!! Não para, por favor – eu choraminguei – É-é você Jake... É a você que eu pertenço, acho que sempre pertenci, já que sou seu imprinting... – notei as verdades em minhas palavras e percebi meus olhos lacrimejarem nesse instante, uma coisa idiota de humanos que raramente me acontecia.
Seu semblante mudou com o que eu disse, agora ele sorria de forma linda e quando finalmente posicionou seu membro em minha entrada, ele tocou meu rosto com devoção, me olhou nos olhos de forma intensa.
Deitou sobre mim, beijando meus lábios e senti seu membro penetrar-me, calmo e profundo. Nós gememos, ele parou o beijo, apenas para olhar no meu rosto, enquanto começava com os movimentos sexuais cadenciados. Percebi então, que dessa vez, não estávamos transando, estávamos fazendo amor.
O sentimento que eu senti nessa hora era algo estranho e surreal, eu o queria, e não apenas por essa noite e não apenas por agora, o sentimento que tive foi de posse também. Ele era meu e me pertencia. E, isso era o certo. Eu sentia que era ele a minha opção desde sempre.
Deixei então que esse sentimento me dominasse e me permiti sentir todo o amor e devoção que vinha desse lobo para mim, ele me olhava como se não existisse mais nada no mundo, nem ninguém, como se nada mais importasse, eu me senti venerada, honrada, amada como nunca antes.
Beijei seus lábios quando senti meu orgasmo, ele disse que me amava quando se derramou em mim.
Dormimos abraçados essa noite, na manhã seguinte eu fiz nosso café da manhã, comemos de maneira farta, fizemos amor, depois fizemos novamente e de novo, saímos a noite, fomos em uma balada com as minhas amigas, voltamos para o quarto, fizemos amor de novo e de novo, e de novo. Eu não me cansava dele. Quanto mais eu tinha, mais eu queria. Estava completamente viciada, só que amanhã eu teria que ir embora.
E, quem disse que eu queria?
Nessa noite, depois de uma maratona sexual exaustiva, eu deitei em seu peito, enquanto ele acarinhava meus cabelos, eu disse:
–Jake, eu quero você, eu sinto que eu te pertenço mesmo, de qualquer forma eu não quero casamento algum, não por enquanto... – ele me apertou forte em seus braços e eu fiquei ali um tempo, sentindo seu cheiro maravilhoso e seu calor terno.
Depois me levantei e fui ligar para Benjamin. Eu disse que não o queria mais, pelo simples fato que eu estava apaixonada por outro homem, que eu conheci nessa viagem, pedi mil desculpas, ele pareceu ficar bem frustrado, confuso e chateado comigo, perguntou diversas vezes se eu tinha certeza.
Sim, eu tinha certeza absoluta que estava começando um relacionamento novo, com alguém incomparável, sabe-se lá onde daria esse meu lance com Jake, mas eu tinha certeza que nós não desistiríamos.
Voltei para o quarto.
–Pronto, estou solteira de novo! – eu disse fazendo graça
–Quem disse? Você está comigo, não te largo mais, é a minha mulher agora.
–Sou, é? – senti minhas bochechas corarem
–Claro amor, eu te amo – ele me beijou, meu coração aqueceu, que absurdo eu não poderia já estar amando, poderia?
–Jake, estou confusa com o que sinto, mas olha, o que sinto é tão forte, que não há outra forma de definir que não seja amor, só de pensar em ir embora e não te ver mais, é como se rasgasse um pedaço de minha pele... – eu tremi.
–Então não pense mais, ok? Estarei aqui ou lá, onde você estiver, darei um jeito, abrirei uma filial da minha empresa, não importa, eu não a deixarei sozinha, nunca mais – ele dizia com tanta convicção.
–Está certo. – eu o abracei e dormi em seus braços naquele domingo, e tão grudada a seu corpo, como se a qualquer momento eu fosse acordar e descobrir que era tudo um sonho.
Mas não era um sonho, era real, quando acordei ele fazia uma ligação para sua secretária, dizendo que precisava de duas passagens para a França com urgência e que ficaria mais uma semana fora, para ela ir passando os relatórios diários em seu e-mail e que mantivesse contato com ele o tempo todo.
–Mas Jake, eu tenho minha passagem para a França, porque você comprou duas? Cancela, eu já tenho uma. – eu fiquei preocupada.
–Boa tarde, minha ruiva gostosa e perfeita!
–Bom dia, lobo bom, todo bom! – ele riu e eu o beijei.
–Bom, comprei duas, pois é claro que você vai comigo, não com suas amigas malucas.
Eu ri.
–Isso tudo é para você conversar com meus pais?
–Claro, pessoalmente.
–Mas Jake, preciso ligar para avisá-los que você está indo, senão minha mãe me mata depois.
–Tá, tudo bem, liga aí, mas eu quero falar com ela viu? !
Eu liguei, chamou algumas vezes, então pude ouvir a voz de minha mãe do outro lado da linha.
–Oi mãe.
–Renesmee, minha filha eu estava morrendo de preocupação com você!
–Á toa né mãe?! Eu não sou tão frágil assim.
–Benjamin foi embora daqui Renesmee, vocês terminaram, não é? Seu pai viu na mente dele, você falando que havia conhecido outro homem, estamos todos aqui preocupados com essa história filha, quem é esse homem? Você sabe de onde ele vem? É um humano, Renesmee?
–Não mãe, não se preocupe, todos vocês o conhecem muito bem e ele também não é um humano.
–Como assim?
Eu ria para Jacob e ele ria de volta com um olhar zombeteiro.
Ele pediu o celular, pois ele mesmo queria falar com a minha mãe, essa eu queria ver.
–Oi Bells? E aí? Fiquei sabendo que você está cheirando à defunta agora, é verdade?
–Jacob?! OMG!!! O-o que está acontecendo? É você que está com Renesmee? – eu conseguia ouvir a conversa toda, graças a minha super audição.
–É, sou eu mesmo – ele me olhou com amor – Encontrei minha companheira.
Senti minhas bochechas queimarem e um sorriso bobo escapou de meus lábios, mas minha mãe ficou muda e logo depois pude ouvir a voz do meu pai.
–EU NÃO ACREDITO QUE VOCÊ TEVE UM IMPRINTING COM A MINHA FILHA , JACOB SEU CACHORRO DESGRAÇADO!!!
–Calma, Edzinho, isso aconteceu sim e não tem como voltar atrás, nunca imaginei que minha obsessão por Bella fosse porque em um futuro, ela daria minha razão de viver... Então se contente Sanguessuga, sua filha é minha mulher agora.
–O QUÊ??? DE JEITO NENHUM!!! VENHA PRA CÁ AGORA MESMO SEU MALDITO E VAMOS TER UMA CONVERSINHA DE HOMEM PARA HOMEM.
–Não, teremos uma conversinha de lobo para vampiro, mas ok, já comprei as passagens, estou embarcando hoje a noite com a Nessie, conversaremos com mais calma quando eu chegar aí, mas não se preocupe não, eu cuidarei MUITO bem dela, até chegarmos aí!
Ele disse, apertando de leve meu seio através da camisola. Eu ri. Estava adorando ver meu pai irritado daquela forma, ele vociferou mais algumas coisas, mas acabou desligando depois. Mas hein, Nessie? Seria um novo apelido para mim? Acho que sim. Gostei.
–Jake, sabia que você sempre era citado lá em casa como exemplo para o meu mau gênio, diziam que eu parecia com você, pois eu sempre tentava enfurecer meu pai – eu ri.
–Coitado do Edward, imagino que agora todos os seus pesadelos se tornaram realidade.
Nós rimos gostosamente e entre uma gargalhada e outra, trocávamos olhares cúmplices, era isso, eu pertencia a esse mundo, a esse homem, não teria mais como mudar coisa alguma, esse era meu destino e eu estava amando cada segundo.
–E-eu acho que te amo... lobo safado! – eu disse abaixando a cabeça por vergonha de falar algo íntimo, assim, tão abertamente, mesmo que em tom de brincadeira, ele sabia que era verdade.
Aproximou-se de mim novamente, selando nossos lábios, acarinhou meu rosto e quando falou, sua voz estava rouca e profunda.
–Eu te amo Ness, e nem Edward, nem Bella, nem ninguém vai impedir isso, agora sou eu e você contra o mundo. O que me diz? – ele riu
–Eu digo que adoro aventuras, não vejo a hora de me juntar a sua alcateia. Eu quero ir para La Push, Jake, não para a França, depois nós vamos para lá, eu quero primeiro conhecer todos aqueles a quem sempre quis, quero primeiro conhecer os Quileutes.
–Então vamos, eles vão amar você. Deixa que com Edward, eu me entendo depois.
–Finalmente alguém a altura de desafiar meu pai – nós rimos alto.
–Eu sou tudo aquilo que você precisa que eu seja, sempre serei.
Beijamo-nos, fizemos amor, era o começo de uma vida nova, eu podia sentir e era isso mesmo o que eu queria, o que eu sempre quis na verdade e nunca nem sequer havia me dado conta. Amanhã eu estaria em La Push, irritando meu pai e dormindo com o lobo perfeito. Minha vida não tinha como melhorar, agora sim, ela estava completa e eu me sentia inteira.
Fim.
Notas finais
Gostaram muito??!! Mas puxa...terrível que ainda não tivemos nenhuma recomendação, fala sério neah gente? Raramente vocês veem um conjunto de Ones tão bem elaborado quanto esse projeto aqui! Então vamos colocaborar para a alegria dessa porrada de Autoras mara!!! E por falar em autora mara...
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Próxima postagem é da nossa lindíssima e talentosíssima Diê Kellner.
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Que também vai arrasar com certeza!! Agora mulheres, força na peruca e mandem reviews e recomendações até cansarem seus dedinhos!!!
bjo na bunda!
Eme
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