Imprevisível

13 Olá, eu sou Dora!


Notas iniciais
Oieeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee! Demorei nada, né? Hahaha Desculpa a demora eu tava sem ideia e viajando. Prometo que de agora em diante pra atualizar a fic mais rapido, ok? Obrigado pelos comentarios, favoritos, acompanhamentos e etc. O capitulo não ta grande nem pequeno, mais da pro gasto, né. O titulo e estranho, não é? Bem espero que gostem. Obs: Como você passaram o Natal e o Ano Novo meu amores? Espero que bem :) Aff... Chega de enrolar. Boa Leitura!

Capitulo 13

Olá, eu sou Dora!

Olhei pra Ino.

“Cara eu estava lisa, não tinha gana nenhuma!”

— Não acho uma boa ideia...

Sasuke me analisou por um instante e então abriu um sorriso.

— Se está preocupada com dinheiro, relaxa. Eu pago.

Eu me levantei e fiz um aceno de despedida para Ino, passando por Sasuke para descer as escadas. Parei no estacionamento, olhando pro seu Hummer preto.

— Hum... — minha voz foi sumindo, enquanto eu comprimia os dedos dos pés no salto.

Da ultima vez que eu tinha entrado nesse carro eu e Sasuke quase nós beijamos.

Senti um arrepio na espinha.

Ele olhou com impaciência na minha direção.

— Que foi?

— Nada — Falei entrando do lado do passageiro.

— Aonde quer ir?

— Não sei.

Sasuke revirou os olhos.

— Ok. Vamos a uma lanchonete aqui perto.

Ele colocou o cinto, e o motor do Hummer rugiu ao ser ligado. Também coloquei o sinto. Apoiei minha cabeça no vidro do carro esperando uma viagem tranquila até a lanchonete, mas... Ele disputava racha! Não foi feito pra andar de vagar.

Ele acelerou quando chegamos na frente lanchonete e, assim que diminuiu a velocidade para parar, não perdi tempo pulei pra fora do carro.

— Você é louco!

Sasuke deu uma risadinha, descendo do carro.

— Fui devagar.

— Devagar o caramba — Falei, tirando algumas mechas de cabelo do olho.

Sasuke me olhou enquanto eu tirava o cabelo do rosto e depois foi andando até a porta, mantendo-a aberta.

— Não sabia que tinha medo de alta velocidade — Sasuke riu zombeteiro.

Passei por ele pisando duro e entrei na lanchonete. Minha cabeça não estava em muita sincronia com meus pés. Um cheiro de gordura e salsicha enchia o ar enquanto eu o seguia pelo chão, sujo de migalhas de pão. Ele escolheu uma mesa no canto, longe dos grupos de universitários e das famílias, e então pediu duas cervejas. Fiz uma varredura no ambiente, observando os pais que tentavam persuadir os filhos barulhentos a comer e desviando dos olhares curiosos dos universitários.

— Olá, Sasuke-Kun — Disse a garçonete, anotando nosso pedido. Ela parecia um pouco exaltada com a presença dele ali.

Prendi os cabelos bagunçados pelo vento atrás das orelhas, observando a mesa suja.

— Você vem sempre aqui? — Perguntei em tom áspero.

Sasuke apoiou os cotovelos na mesa e fixou os olhos onix em mim.

— Então, qual é a sua história, Sakura? Por que faz medicina?

— Hein? — Resmunguei.

Ele riu.

— Quero ter uma conversa decente com você. Posso? — Ele arqueou uma das sobrancelhas — Por que escolheu medicina?

— Acho que... — Dei de ombros — Sempre gostei de cuidar dos outros.

— Só por isso?

Involuntariamente, minha testa franzida ficou lisa e soltei um suspiro.

— É, por quê? Isso lhe incomoda? — Perguntei desviando meu olhar do dele.

Os olhos dele estavam arregalados.

— Não, isso não me incomoda — Ele escorou pra trás relaxando os ombros — Só não entendo como consegue ficar cuidando dos outros, isso é chato.

— Não é não. É divertido.

Sasuke riu.

— Você acha divertido ficar cuidando de um bando de doentes? Você é muito esquisita.

Tentei não sorrir, mas falhei. Os olhos dele ficaram brilhantes.

— E você por que escolheu engenharia...

Descansei os cotovelos na mesa para me apoiar.

— Mecânica?

— É.

Um sorriso travesso ressaltou ainda mais suas feições quando ele se inclinou um pouquinho mais perto de mim.

— Sou do contra.

— Oi?

— Engenharia mecânica é a única faculdade que meu pai não queria que eu fizesse, então...

— Ahh... — Esse cara tem problemas — Por que contrariar seu pai?

Sasuke parecia um pouco envergonhado.

— Não faço a mínima ideia. Acho por que eu sempre quis ser diferente dele.

Aproximei meu rosto do dele.

— É só isso?

— Uhum, por quê?

— Achei que diria mais coisas.

— Tipo o que?

— O de sempre. De onde você veio, se tem familia... Coisas do tipo.

— Não sou daqui, nasci e fui criado no Japão, e tenho uma família... — Ele fez uma breve pausa — Tenho uma mãe, um pai e um irmão que mata tucanos.

Dei uma gargalhada.

— A Ino não gostou muito do seu irmão ter matado um tucano.

Sasuke sorriu.

— Nem eu.

Com um suspiro, ele desembrulhou os talheres e os endireitou ao lado do prato. Olhou por cima do ombro com o maxilar tenso. Duas mesas adiante, o time de futebol da Konohagakure — nossa faculdade — irrompeu em uma gargalhada. Sasuke pareceu incomodado pelo fato de eles estarem rindo.

— Você está de brincadeira — Eu disse, sem acreditar.

— Não, eu realmente não sou daqui — Ele confirmou, distraído

— Não, eu quis dizer sobre o seu curso. Você não tem cara de engenheiro.

Ele juntou as sobrancelhas, repentinamente focado em nossa conversa.

— Você não tem cara de doutora.

Passei os olhos pela sua aparência.

— Você daria um bom empresário.

Sasuke direcionou seus olhos pra minha garrafa de cerveja.

— Você ainda nem bebeu e já ta dizendo coisas... Sem sentido algum.

— Não é sem sentido, falei apenas a verdade.

— Por que acha que tenho cara de empresário? — Ele perguntou me encarando.

— Bem... — Comecei, mas, balançando a cabeça. Não sabia por que.

Ele riu com desdém.

— Por que tenho cara daqueles empresários que fica pegando as secretarias e ainda é casado?

— Não, de onde tirou isso?

— Com base na minha opinião em você... Tirei da minha cabeça.

Balancei a cabeça, chocada só de pensar em sua opinião sobre mim.

— Qual sua opinião sobre mim?

— Nenhuma.

— Você é muito estranho.

— Você também — Disse Sasuke.

Seu maxilar estava tenso de novo, e sua irritação com o time de futebol aumentava.

— Do que eles estão rindo? — Perguntei, fazendo um gesto para indicar a mesa ruidosa.

Ele balançou a cabeça, claramente não querendo me contar do que se tratava. Cruzei os braços e fiquei me contorcendo, nervosa de pensar no que eles poderiam estar dizendo para deixá-lo tão irritado.

— Me conta.

— Eles estão rindo de eu ter trazido você para jantar. Não é geralmente... meu lance ter uma namorada.

— Ahh...

Quando me dei conta do que se passava e isso ficou claro na expressão do meu rosto, Sasuke se encolheu, mas eu falei sem pensar:

— Eu aqui, com medo de eles estarem rindo deu ser uma de suas vadias, eles acham engraçado você ter uma namorada — Resmunguei, mais depois ri.

— Minhas vadias?

— É, falei errado? — Perguntei, afastando o cabelo do rosto.

— Falou, elas não são minhas e nem de ninguém por isso são vadias. — Ele respondeu.

— UAU! Você fala mesmo na cara.

Sasuke me encarou confuso.

— Você não é daqui. De onde você veio?

— Da China. Que nem a Ino.

— Como você veio da China para Florida?

Comecei a puxar o rótulo da garrafa de cerveja.

— Por causa do emprego do meu pai e o do pai da Ino.

— Qual é o trabalho deles?

— Do meu pai?

— É.

— Não sei, acho que é exportação.

Sasuke riu.

— Qual é a graça? — perguntei.

As perguntas estavam passando de uma conversa sobre assuntos gerais e partindo para o lado pessoal, e eu estava começando a me sentir desconfortável.

Diversas cadeiras bateram umas nas outras quando o time de futebol levantou. Eles fizeram mais uma piada antes de irem andando lentamente até a porta e aceleraram o passo quando Sasuke se levantou. Os que estavam atrás empurraram os da frente para fugir antes que Sasuke conseguisse alcançá-los. Ele se sentou, fazendo força para espantar a frustração e a raiva.

Ergui uma sobrancelha

— Você ia me perguntar qual é a graça — Sasuke continuou.

— Qual é a graça? — Respondi, sorrindo.

Ele sorriu e abriu o cardápio também rindo.

— Até eu sei qual é o trabalho do meu pai.

Suspirei fundo.

— Isso não me importa — Bebi um gole da cerveja — Do que eles estavam rindo dessa vez?

— Se eu contar você vai pegar a primeira coisa que ver e jogar neles.

— Era sobre nós?

— Sobre você.

— O que?

Sasuke respirou fundo.

— Eles querem saber o que você tem de tal especial pra eu querer namorar você.

Corei.

— Nossa.

— O que vai querer? — Sasuke tentou mudar de assunto.

— Não sei.

***

“Olá, eu sou Dora”.

Levei uma pipoca à boca, enquanto assistia aquele desenho junto com a minha irmã. Estávamos esparramadas no sofá, aquele fim de semana era o mais tedioso de todos.

— Oi, sou Tayuya — Disse Tayuya, olhando para a TV.

“Por acaso você viu um carro?” — Perguntou Dora, ao lado de um macaquinho.

— Não. — Respondeu minha irmã levando mais um punhado de pipoca à boca.

“Um carro! Um carro! Dora eu adoro carros!” — O macaquinho disse.

“Cara, como eu odiava esse macaco!”.

“Eu também Botas” — A menina tapada respondeu abraçando o macaquinho.

Minha vontade era de dar um tiro na Tv.

“Vocês querem nos ajudar a fazer o carro buzinar?” — Perguntou a capetinha.

Balancei minha cabeça negativamente e Tayuya positivamente.

“Ótimo, aperte a buzina e diga BI BI! Repita com a gente!” — Pediu enquanto fazia um gesto com a mão.

Tayuya colocou sua mão pra frente fingindo esta apertando a buzina.

— BI BI — Tayuya repetiu junto com a Dora e o Botas.

“De novo!” — Pediu ela.

Minha irmã repetiu o mesmo movimento.

— BI BI — Disse minha irmã mais alto.

Dei um soco no braço dela.

— Ai! Que foi?

— Larga de ser infantil.

Ela mostrou língua.

Senti algo vibrar no sofá, logo a música Stay High começou a tocar. Peguei meu celular rapidamente, deslizando meu polegar sobre a tela, atendendo a ligação.

— Oi desgraça! — Gritou Ino do outro lado da linha.

Quase fiquei surda, se existia pessoa mais escandalosa que Ino, eu quero não conhecer!

— Oi vaca, o que quer? — Respondi levando o celular a orelha.

— Adivinha! — Exclamou animada.

— Perdeu a virgindade?

— Não! — Ino choramingou do outro lado da linha.

— O que foi então?

— Ganhei um carro! — ”Lá se vai meus tipanos!”

Franzi o cenho, finalmente ela consegui o que queria, um carro. Também né depois de quase um ano pedindo. O engraçado era que eu estava com inveja... Eu não ganhei um! Mais pense pelo lado bom, eu ganhei um namorado de mentirinha muito lindo, esquisito, lindo, imaturo, lindo, rebelde e... Já disse que era lindo?Isso é bom, né? Mais até que era legal. Aliais agente só tava fingindo por um curto período que a acabaria daqui uma semana.

— Humpf — Foi a única coisa que eu disse.

Ouvi ela bufar.

— Valeu pela consideração! — Disse ela expondo sua revolta — Você devia ficar feliz por mim! — Indagou azeda.

Suspirei pesadamente.

— Não to afim — Respondi.

— Ok! — Exclamou impaciente — Mais tarde estarei ai para te ajudar a se arrumar.

Franzi o cenho.

— Arrumar? — Perguntei confusa.

Ela riu.

— Ele não te contou? — Perguntou-me.

— Contou o quê? — Respondi em outra pergunta.

— Vamos a um parque de diversões! — Dito isso, desligou.

Permaneci com o celular na orelha, tentando entender o que a loira havia me dito. Suspirei irritada e joguei o celular de volta ao sofá, antes que eu pudesse me concentrar no desenho que passava na TV, a campainha tocou. Três toques.

Era ele. Sasuke

O moreno tinha a mania de tocar a campainha três vezes, ele esperava no máximo dez minutos para que eu atendesse, e se isso não acontecesse, ele arrombava a porta. Igualzinho a Ino.

Corri até o quarto dos meus pais e abri a gaveta da cômoda do meu pai e peguei um revolver. Descobri que meu pai era policial!

Caminhei até a porta, Com a arma na mão.

— Que isso? — Perguntou Tayuya.

— Vai pro quarto. — Falei, e ela obedeceu.

“Pra que a arma?”– Fazer graça.

Desde semana passada Sasuke e Ino começaram um festival de coisas pra fazer, todo santo dia Ino vinha aqui em casa me arrumar e depois Sasuke me sequestrava e me levava pra algum lugar. Pra que? Pro amigos da fraternidade dele acharem que estávamos mesmo namorando. De verdade.

Abri a porta, erguendo a arma em minhas mãos. Sasuke olhou para mim, em seguida para amra, arqueou uma sobrancelha.

— Pra que isso? — Apontou para a minha arma.

— Descobri de que meu pai trabalha. — Expliquei com um sorriso macabro.

— Hein?

— Ele é policial.

Sasuke ficou boquiaberto.

“Missão susto completa!”

Notas finais
Gostaram? Mereço comentarios, favoritos, ou recomendações? Beijinhos de mariposas ou do que vocês quiserem >.< e até o proximo capitulo!