Impossible
4 Segunda - feira
Notas iniciais
Segunda-feira, o dia da semana mais odiado por toda a gente, creio eu. Principalmente quando essa segunda-feira tem aulas. É quem depois de um fim-de-semana, a segunda-feira simplesmente não calha bem, se é que isso tem alguma lógica.
Ao fim de 15 minutos a mentalizar-me que tinha de me levantar, lá acabei por o fazer. Lavei os dentes, e vesti-me com um camisolão roxo, umas leggins pretas e peguei no meu gorro preto que ficava bem com a roupa que eu levava (http://www.polyvore.com/in%C3%AAs_13/set?id=39002505). Embora estivéssemos em Setembro, estava tempo de chuva e mais frio que na semana anterior, por isso a roupa mais quente não seria exagerada. Desci as escadas até à cozinha, onde a minha mãe estava a tomar o pequeno-almoço. O meu pai acorda sempre mais cedo e a esta hora já está normalmente no trabalho.
- Bom dia mãe — eu disse e dei-lhe um beijo na bochecha.
- Bom dia — ela respondeu — O teu pequeno-almoço está pronto e eu vou indo para o trabalho, senão chego atrasada. Até logo! — ela disse e deu-me um beijo na testa, indo embora.
Tomar o pequeno almoço com calma e lavei a loiça que tinha sujo. Pequei na minha mochila, ajeitei a roupa no espelho do hall de entrada e comecei a andar para a escola. Rapidamente me arrependi da minha decisão de ir a pé, ao ouvir um trovão.
- Devia ter trazido um guarda chuva! — disse para os meus botões.
Felizmente, não choveu enquanto eu estava a ir para a escola. Quando lá cheguei fui ter ao cacifo da Jo e, milagrosamente (o mais certo é ter sido por intervenção divina) ela já lá estava! Hip Hip, URRA! Tenho de lhe dar um presente! Mas não estava sozinha! O Ryan estava com ela e eles estavam a conversar. De repente o Ryan disse algo, muito corado (mesmo mesmo muito corado), ela respondeu-lhe e eles abraçaram-se. Depois o Ry deu-lhe um beijo na bochecha e foi-se embora, deixando-a para trás com um sorriso enorme e apaixonado na cara.
- Ui ui!! Ai esse sorrisinho! Que se passou, menina Joanne? — perguntei-lhe quando cheguei à beira dela.
- Nada… — ela respondeu e tentou controlar o sorriso, mas não conseguiu.
- Jo, diz lá!
- ORyanconvidou-meparasair — ela disse, muito depressa.
- O quê?!
- O Ryan convidou-me para sair — ela explicou, desta vez mais devagar, a olhar para o chão, envergonhada
- O quê? — Repeti, incrédula.
- O Ryan…
- Já entendi! NOSSA CENOURA! PARABÉNS! — eu gritei e abracei-a., fazendo com que toda a gente que estava no corredor olhasse para nós.
- Obrigada!
- Quando é?? – perguntei, curiosa.
- Sábado, vamos ao cinema e depois jantar.
- Ui, Ui, a noite promete! – cantarolei.
- Não sejas parva… — ela disse, envergonhada.
- Tu amas-me.
- Pois sim.
Entretanto a campainha tocou e fui para a aula. O Chaz já lá estava à minha espera.
- Olá Chazzy!
- Olá Jenny!
- Já sabes das novidades? – perguntei e sentei-me à beira dele, como de costume.
- Que novidades? – ele perguntou, confuso.
- O Ryan, FINALMENTE, convidou a Jo para sair! Sábado á noite, jantar e cinema.
- A sério? Estás-me a mentir, não estás?
- Nope – sorri.
- Oh meu deus! Aleluia! Deus ouviu as nossa preces! E não, não sabia. O Ryan foi embora porque tem uma consulta e não me disse nada antes, aquele chato.
Depois disto tivemos de terminar a conversa porque o professor entrou na sala e impôs silêncio. A aula foi o costume, aborrecida, e quando acabou o Chaz acompanhou-me até à minha próxima aula, História, indo ao mesmo tempo ter com a Julie porque ela tinha acabado de sair da sala para onde eu ia.
Quando entrei na sala, fui logo direta para o meu lugar a sentei-me. Como ainda faltava bastante tempo para a campainha tocar, peguei no meu Ipod – que tinha ido uma prenda de Natal dos meus pais — pus os fones nos ouvidos, liguei a música e peguei no livro que estava a ler, “Corações em Silêncio” do Nicholas Sparls. Só estavam, além de mim, mais 4 pessoas na sala e estavam todos entretidos com o que quer que seja que estavam a fazer.
Passados uns longos minutos, a campaínha tocou e, aos poucos, foram entrando na sala os alunos que faltavam, entre eles o Mr. Sou-melhor-que-tu, que, por um acaso muito infeliz, é atrás de mim – lugares distribuídos pelo professor.
O professor entrou na sala quando já lá estavam todos os alunos e esta foi a minha deixa para tirar os fones e guardar o meu livro, prestando atenção à aula.
A meio da aula, que estava ser super aborrecida, não por eu não gostar de história, mas porque esta matéria já tinha sido dada no ano anterior e o professor estava a fazer revisões, senti algo bater na parte detrás da minha cabeça, um papelinho decerto. Ignorei e continuei a desenhar no meu caderno, para me ocupar. Pode-se dizer que tenho jeito para desenhar. Estava a dar os últimos retoques no meu desenho, que consistia do quadro à minha frente, quando «ALGUÉM» me atirou mais 2 papeis.
- Para com isso! – sussurrei para o Bieber, virando-me para trás, voltando ao meu desenho de seguida.
- Nope – ouvi-o responder e senti mais um papel bater-me na cabeça.
Sabendo que era um caso perdido, decidi ignorá-lo e concentrar-me nos meus sarrabiscos. Mas pelos visto a coisa acha-se tããão importante que viu que eu não lhe estava a ligar nenhuma, começou a atirar papeis maiores, e com mais frequência. Juro que o professor deve ser ceguinho, para não ver o que ele está a fazer.
- Pára – sussurrei de novo, irritada, mas sem me voltar para trás.
- Não.
- Sim.
- Não – ele pressistiu, mas eu também não estava com a disposição de desistir:
- Pára!
- Não!
- Stewart, Bieber! — O professor chamou, interrompendo a nossa mini discussão — Já que estão tão interessados em conviver, porque e que não o fazem logo á tarde, depois das aulas, no castigo?
Ele assinou duas cartas de castigo e entregou-nos.
- Agora comportem-se! – ele mandou, e voltou à aula.
Quando o professor se “embrenhou” na aula, voltei-me para trás uma última vez.
- Obrigadinha — agradeci ao Bieber, com sarcasmo notável na minha voz, e uma cara irritada.
- Não tens de quê – ele sorriu um sorriso travesso e piscou-me o olho.
Voltei-me para a frente, e murmurei prós meus botões:
- Mas o que é que eu fiz para merecer isto? Odeio segundas.
Notas finais
Beijo*
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