Imperatriz do Leste

46 Quadragésimo quinto capítulo


Notas iniciais
Sejam bem vindos, ao nosso quadragésimo quinto capítulo. Espero que gostem da história e continuem acompanhando. Boa leitura a todos.


Acompanhava atenta Novais, um dos nossos cavalariços mais experientes examinar Zara cuidadosamente, verificando se minhas suspeitas tinham fundamento enquanto meu marido permanecia ao seu lado acariciando sua cabeça, tentando deixá-la confortável durante os procedimentos.

— Aposto dez moedas de prata que o imperador consorte ficará furioso, quando descobrir quem foi o responsável por deixar Lady Zara prenha. — Drake segredou parado ao meu lado tentando puxar conversa, enquanto acompanhávamos o exame de longe.

— Não vou apostar com você, Drake, ainda mais sobre a vida intima de uma dama. — apontei fazendo-o rir surpreso por meu comentário.

— Estamos falando de um animal, vossa majestade imperial, e não de um ser humano. — apontou e desviei os olhos de Zara para vê-lo.

— Que é muito mais humana do que muitos que dizem ser, como você por exemplo. — disse sugestiva e ele me olhou fingindo mágoa no olhar.

— Isso magoou, imperatriz. — disse fingindo estar magoado colocando a mão do lado direito do peito, no local exato em que ficava seu coração.

— Você se recupera rápido. — assegurei voltando minha atenção para frente, esperando terminarem o exame em Zara.

— Tudo bem, se vossa majestade imperial, não quer apostar comigo, vou respeitar seu desejo — disse resignado e agradeci fazendo menção de voltar ao seu posto, mudando de ideia na última hora — A imperatriz tem certeza que não quer saber quem é o pai dos filhotes de Lady Zara? — questionou voltando ao assunto e virei para vê-lo, percebendo em seus olhos sua animação para me contar aquele segredo que nem era um mistério para mim, muito menos para o imperador consorte.

— Fale de uma vez, só assim me verei livre de você. — disse resignada e ele sorriu satisfeito, olhando para os dois lados, antes de abrir a boca para falar.

— O pai dos filhotes de Lady Zara é Thor. — revelou entusiasmado e fingi surpresa, para não frustrá-lo já que tinha conhecimento do fato.

— O seu cavalo? — questionei fingindo não acreditar no que havia acabado de ouvir.

—Pois é, também fiquei surpreso, majestade imperial — destacou incrédulo e tive que segurar o riso, para não acabar com a sua felicidade em me contar a novidade. — Imagine, quando o imperador consorte, souber que a menina dos olhos dele, criada com todo o luxo do mundo, escolheu um plebeu para ser pai dos seus filhotes?!

— Meu marido não irá fazer nada, Drake, a escolha foi de Zara e tudo que temos a fazer é respeitar sua decisão, proporcionando o que precisar para levar sua gestação a diante. — assegurei e ele me olhou desconfiado.

— A imperatriz nunca viu o imperador consorte zangado, não é mesmo? — questionou com curiosidade — Porque eu já vi e não quero ver de novo. — apontou me fazendo rir.

— E eu achando que você era um guerreiro corajoso, Drake. — zombei e ele deu de ombros, enquanto assumia uma postura séria — Gael não é nenhum bicho papão, Drake, para ter medo dele. Meu marido é um doce de pessoa, extremamente gentil e educado com todos — destaquei fazendo-o me olhar incrédulo — E só o vi zangando uma vez, quando o falecido General do Leste me ameaçou e ainda o chamou de fedelho mimado. — apontei e Drake sorriu deixando claro que se lembrava daquele fato.

— Sou muito corajoso, vossa majestade imperial, pode perguntar para qualquer um do Leste — assegurou sério — Mas até os guerreiros corajosos, sabem respeitar um guerreiro destemido quando encontram um, como é o caso do seu consorte. Só não consigo entender, como o mesmo homem, capaz de fazer seus inimigos tremerem com o olhar, se transforma em um cordeirinho quando está ao seu lado — apontou perplexo — Isso só pode ser obra de algum feitiço. — constatou e revirei os olhos diante do seu pensamento.

— Nós nos amamos, Drake — afirmei sem dúvidas — E esse sentimento quando verdadeiro, puro e saudável, só desperta o melhor nas pessoas — expliquei suave. — Você devia começar a pensar em se apaixonar, casar e formar uma família.

— Obrigado pela sugestão, mas dispenso, vossa majestade imperial. Gosto da minha vida de lobo solitário. — assegurou e balancei a cabeça concordando, respeitando sua escolha e voltando minha atenção para a frente.

— Mas voltando ao assunto de Lady Zara — começou a falar chamando minha atenção para ele — Se ela realmente estiver prenha, peço que assegure ao imperador consorte que apesar de Thor não ser um nobre, ele é um equino honrado e irá cumprir suas obrigações com Lady Zara e seus filhotes. — assegurou livre de qualquer zombaria na voz e concordei.

— Obrigada, não esperaria menos de Thor ou do seu dono. — apontei sincera e ele fez uma reverência, enquanto voltávamos nossa atenção para Zara, notando que Novais falava algo para meu marido que balançava a cabeça acariciando sua égua.

Os dois conversaram por alguns instantes antes de Gael se despedir de Zara, entregando-a a Novais que a levou para outra ala do estabulo, com baias mais amplas e arejadas conhecidas como berçário, reservado para as éguas que estavam esperando filhotes ou que haviam acabado de dar à luz.

Em silêncio, acompanhei com os olhos meu marido caminhando em nossa direção ao lado do tratador pessoal de Zara, que veio do Sul para cuidar dela que não se adaptou aos nossos cuidadores, quando esteve no Leste pela primeira vez.

Os dois conversaram alguns minutos entre si, provavelmente discutindo quais seriam os cuidados adequados para Lady Zara durante seu novo estado, antes do cavalariço se despedir de Gael e seguir o caminho pelo qual sua dama havia ido, enquanto meu marido caminhava em minha direção.

— Imperador consorte. — Drake disse fazendo uma reverência, assim que meu marido parou em nossa frente.

— A vontade, Drake. — Gael autorizou desviando seus olhos dele para me ver.

— Se Lady Zara foi levada para o berçário, posso concluir que minhas suspeitas estavam corretas, meu amor. — apontei e Gael concordou passando a mão pelos cabelos claros, tentando alinhá-los novamente depois de Zara tê-los bagunçado com seus carinhos.

— Sim, meu bem — meu marido confirmou, desviando seus olhos de mim para encarar Drake. — O estranho é que ela nunca se interessou por nenhum cavalo enquanto estava no Sul, durante o cio tínhamos que mantê-la afastada dos outros porque nesse período, ela ficava extremamente agressiva.

— Vai ver, os cavalos do Sul não faziam o gosto de Lady Zara. — Drake apontou e Gael cruzou os braços, olhando-o cuidadosamente.

— Talvez...Afinal, Thor não morava lá. — Gael destacou sério fazendo Drake ficar pálido.

— Como...— Drake começou a dizer surpreso e meu consorte deu de ombros, interrompendo-o.

— Acha mesmo que Leopoldo, o tratador pessoal de Lady Zara, não iria me informar o seu interesse por outro cavalo?! — apontou fazendo Drake abrir a boca em choque. — Só para deixar claro, poderia ter ordenado que a afastassem de Thor, mas não o fiz, porque decidi respeitar a escolha dela mesmo não entendendo.

— Não podemos negar que ela tem bom gosto, senhores. — apontei me lembrando do belo cavalo com pelos dourados que era Thor, fazendo Drake sorrir concordando e Gael revirar os olhos diante do meu comentário.

Sorrindo caminhei em direção a Gael que me abraçou de lado, beijando o alto da minha cabeça enquanto o abraçava em resposta, sentindo seu cheiro de madeira silvestre que tanto amava e me dava a sensação de lar e segurança.

— Ela está feliz, e isso é tudo o que deve importar. Não acha? — questionei suave olhando em seus olhos azuis claros, abraçando sua cintura.

— Você tem toda a razão. Se ela está feliz, quem sou eu para dizer o contrário.

— Eu sempre tenho razão, meu amor. — assegurei e ele sorriu concordando, beijando meus cabelos com carinho fazendo Drake revirar os olhos enquanto riamos.

— Pelos deuses, vossas majestades imperiais, me deixam enjoado com todo esse mel. — Drake implicou fingindo estar enjoado nos fazendo.

— Quando encontrar alguém que ame de verdade, aposto que vai ser muito pior que nos dois. — provoquei e ele negou com a cabeça nos fazendo rir.

— Amigos não jogam pragas para os amigos, imperatriz. — apontou mortificado por minhas felicitações.

— Não é uma praga, Drake, são os mais sinceros votos de felicidade da sua amiga.

— Dispenso esses votos — disse sério voltando sua atenção para Gael. — Imperador consorte, voltando ao assunto de Lady Zara — começou devagar. — Apesar de Thor não ser um nobre, ele é um equino honrado e irá cumprir suas obrigações com Lady Zara e seus filhotes. — assegurou sem desviar seus olhos do homem ao meu lado.

— Agradeço em nome de Zara — Gael disse suave e ele balançou a cabeça concordando — E ser nobre, Drake, vai muito além de berço ou título, são as nossas ações que nos tornam muito mais nobre do que a origem. — explicou gentil e Drake deu de ombros.

— Falou o homem que é a segunda pessoa no comando do império do Leste, ficando atrás apenas da imperatriz. — implicou brincando fazendo Gael revirar os olhos, desistindo de falar algo sério com Drake.

— Mas e Zara e os filhotes, estão bem, querido? — questionei chamando a atenção para o que realmente importava, fazendo-os esquecer a costumeira implicância que nutriam desde que se conheceram.

— Sim, mas pedi para Leopoldo e os demais redobrarem os cuidados com ela, me avisando se algo fugir do normal. — explicou e vi a preocupação estampada nos seus olhos.

— Entendo, mas ela corre algum perigo? — questionei com preocupação chamando a atenção de Drake para a resposta do meu marido.

— Não, mas todo o cuidado é pouco, porque tudo pode mudar em uma fração de segundos ainda mais sendo a primeira gestação dela.

— Tenho certeza de que Zara ficará bem e seus filhotes nasceram saudáveis. — assegurei tentando fazê-lo se sentir melhor.

— A imperatriz tem razão, Lady Zara é forte e destemida, tenho certeza que terá uma gestação tranquila e filhotes saudáveis. — Drake desejou sincero e agradecemos, enquanto voltava minha atenção para Gael.

— Já que por hora Lady Zara está bem, que tal se aproveitássemos nossas horas livres para darmos um passeio pelo jardim do castelo. Está um dia tão bonito lá fora, querido.

— É uma ótima ideia, meu amor. — Gael disse sorrindo feliz por meu convite, enquanto voltava minha atenção para Drake.

— Drake, não precisarei da sua proteção no jardim estarei em segurança na companhia do imperador consorte, por isso pode tirar algumas horas de folga — assegurei e ele concordou fazendo uma reverência, enquanto caminhávamos ainda abraçados para fora dos estábulos — Ele ainda vai ficar nos vigiando de longe, mesmo depois que ordenei não fazê-lo. — confessei indignada pela desobediência de Drake e Gael concordou acariciando minhas costas, enquanto caminhávamos em direção ao jardim.

— É o protocolo, meu amor. Mesmo estando na minha companhia, não é recomendável que a imperatriz ande sem escolta. — explicou carinhoso e suspirei resignada, sabendo que apesar de ser a mulher mais poderosa do império, havia protocolos que nem mesmo eu poderia desfazer com uma ordem.

— Eu sei e entendo o porquê dessa proteção toda, sou a única filha viva da coroa do Leste se algo acontecer comigo, minha linhagem deixa de existir — apontei e Gael balançou a cabeça concordando. — Já notei os olhares de expectativa em cima de nós, ansiosos para verem qualquer sinal de que possa estar carregando o meu sucessor.

— É natural, Virgínia, fizemos um mês de casados na semana passada e o castelo inteiro sabe que desde a nossa primeira noite após o casamento, nunca deixamos de dividir o mesmo leito sendo nos seus aposentos ou nos meus. Esse fato acaba criando expectativa em todos, porque um filho nosso seria a consolidação do império, assegurando sua continuidade.

— Sei de tudo isso, Gael, mas me sinto uma impostora, mentindo e brincando com as esperanças de todos. — apontei e paramos de caminhar, enquanto voltava a minha atenção para o seu rosto.

— Você não é uma impostora, muito menos está brincando com as esperanças de todos — Gael apontou me olhando nos olhos — Amor, estamos tentando todos os dias, sei que existe a possibilidade de que talvez você demore a conceber por ter herdado o problema do seu pai, mas até mesmo ele conseguiu ter uma filha depois de anos. Só vamos ter um pouco de calma e ignorar as pressões, porque se nos preocuparmos com isso só dificultará ainda mais a chegada do nosso filho. — aconselhou e suspirei concordando, enquanto ele sorria envolvendo a minha mão na sua.

— Sabia que a imperatriz, está me devendo uma revanche de anos no pega-pega?! — revelou e sorri negando, fazendo-o rir.

— Não mesmo, pelo que me lembre ganhei por mérito próprio, imperador consorte.

— Eu deixe você ganhar porque era mais nova, imperatriz. — apontou e estreitei os olhos, fazendo-o sorrir por conseguir o que queria, me distrair das preocupações com algo simples.

— Pois bem, imperador consorte, terá sua revanche — assegurei me apoiando em seu peito para tirar os sapatos que usava, evitando escorregar na grama durante minha corrida — Acho bom ter melhorado na arte de correr durante seu tempo no exército, porque pelo que me lembre você era lento demais para me alcançar. — apontei jogando os sapatos para o lado e ele riu surpreso, diante da minha provocação.

— Está com você. — disse me afastando dele segurando as saias do meu vestido, correndo no jardim sorrindo pelo momento descontraído que dividíamos.

Quem nos olhasse de fora, pensaria que seus soberanos haviam perdido o juízo de vez brincando de pega-pega no jardim do castelo, mas entendia que era a única forma que Gael conseguia de me dar um pouco de normalidade, amenizando todo o peso que a coroa trazia consigo e lhe seria grata pelo resto da vida por isso.

Por transformar o castelo no qual vivi durante anos, temendo cada canto sombrio como uma ameaça prestes a me atacar em um lar iluminado repleto de amor, cuidado e felicidade. Sentimentos que só conheci durante os sete anos que convive com meus pais, depois disso os enterrei tão fundo dentro de mim acreditando que jamais conseguiria senti-los novamente, até o príncipe do Sul cruzar meu caminho na infância.

Olhei para trás vendo que Gael estava a poucos centímetros de me alcançar, por isso acelerei minha corrida o máximo que podia dando a volta no jardim para chegar até o local perto dos bancos onde havíamos iniciado nossa brincadeira, quando estava próxima de realizar meu objetivo senti os braços de Gael envolverem minha cintura, impedindo-me de dar mais um passo e acabei me desequilibrando.

Por sorte, meu marido usou seu corpo para amortecer minha queda, evitando que me machucasse seriamente caindo de mal jeito.

— Gael — disse preocupada apoiando minhas mãos ao lado da sua cabeça, para que pudesse ver seu rosto — Você está sentindo alguma coisa? Onde dói? — questionei nervosa temendo que nossa pequena travessura pudesse tê-lo machucado seriamente, mas para minha surpresa meu marido começou a rir enquanto os soldados se aproximavam para nos ajudar a levantar.

— Não acredito que depois de anos, finalmente ganhei de você. — apontou feliz e foi impossível não rir diante da sua alegria por algo tão simples.

— Você só ganhou porque roubou, Gael. — apontei séria aceitando a mão que Drake me oferecia para levantar, enquanto outro soldado fazia o mesmo por Gael.

— Obrigado, Fernando — Gael agradeceu a ajuda do soldado para levantar, antes de voltar sua atenção para mim. — Eu não roubei, querida, não tenho culpa se fui mais rápido que você e acabei ganhando. — brincou e sorri negando, deixando-o confuso com meu gesto.

— Na verdade, meu querido marido, você só ganharia se tivesse parado no ponto inicial da nossa pequena disputa, mas paramos muito antes disso o que me torna novamente a vencedora do nosso pega-pega. — revelei sorrindo triunfante e meu marido abriu a boca incrédulo, diante do meu argumento enquanto os soldados riam da minha astucia para dobrar o imperador consorte.

— Você tem razão — admitiu resignado — Não acredito que perdi de novo. — apontou chateado e sorri, caminhando em sua direção abraçando sua cintura estreita tentando de alguma forma consolá-lo.

— Não fica assim meu amor, você pode não ter ganhado novamente no pega-pega, mas eu ainda continuo te amando da mesma forma — assegurei fazendo-o sorrir aliviado por minhas palavras — Que tal se pedisse para Jasmine providenciar um lanche para nós no jardim? Não sei você, mas nossa pequena travessura me deixou faminta.

— É uma ótima, ideia, querida. — Gael elogiou e fiz sinal para Jasmine, que permanecia de longe ao lado dos outros soldados que faziam nossa proteção.

Assim que se aproximou de nós instrui minha dama de companhia, sobre o que gostaríamos de comer no lanche da manhã e ela seguiu em direção a cozinha, providenciando meu pedido com o cozinheiro real enquanto Drake voltava com meus sapatos nas mãos, entregando-os ao meu marido que me ajudou a colocá-los, antes de caminharmos em direção a mesa que havia no jardim perto do canteiro de girassóis.

Contemplei minhas flores preferidas, sorrindo diante da sua beleza enquanto o calor do sol tocava minha pele aquecendo-a, depois de um longo mês confinada no interior do castelo, tendo como única fonte de calor o fogo das lareiras acessas.

A brisa fresca e reconfortante, típica da primavera do Leste me fez refletir o quanto a atmosfera no meu lar havia mudado para melhor, podia ver no rosto dos servos que eles estavam mais felizes e seguros para exercer suas funções, assim como a população que fazia questão de demonstrar seu apoio e satisfação para com seus atuais soberanos.

Uma época de paz e felicidade reinava no império, como a muito tempo não se via.

Só desejava que isso pudesse inspirar Agnes, fazendo-a dar um voto de confiança para os sentimentos que nutria por Henrik, para que assim ela pudesse ser finalmente feliz deixando seus fantasmas no passado, mas sabia o quanto era difícil não viver presa em seus próprios medos, quando enfrentá-los era muito mais assustador do que permanecer no seu ponto de partida.

Todas as vezes em que meus temores queriam assumir o controle, bastava apenas olhar para o lado no qual veria o sorriso mais lindo e acolhedor desse mundo, capaz de espantar os fantasmas do meu passado sem ter ideia de que era tão forte para isso.

E todas as vezes em que olhava para Gael, agradecia aos deuses por me presentear com alguém que me completaria de todas as formas possíveis, transformando-se em um porto seguro do qual jamais pensei ter algum dia.

Só esperava que fosse para o homem sentado ao meu lado com seu braço ao meu redor, o mesmo porto seguro que ele era para mim.

Em silêncio, deitei minha cabeça em seu ombro fechando os olhos para aproveitar o cheiro e calor que emanavam dele, recebendo um beijo carinhoso nos lábios enquanto aproveitávamos a manhã nos jardins do castelo.