Notas iniciais
jesus deu uma luz e eu a aproveitei.. ** REVISADO

O Salão Principal estava mergulhado naquele burburinho típico de segunda-feira. Rose entrou com a confiança de quem completava onze meses de um namoro que, na cabeça dela, era uma parceria de intelectos. Ela não queria joias ou flores; queria aquele sorriso de lado que Scorpius só dava para ela. Ou assim ela pensava.

— Meu amor! — Ela se aproximou, o brilho nos olhos denunciando uma expectativa que raramente se permitia ter.

Rose buscou o beijo de bom dia, mas encontrou apenas o ar frio e o recuo brusco de Scorpius. O silêncio se instalou nas mesas próximas. O tom dele, quando falou, não tinha o calor das conversas na biblioteca. Era clínico. Cruel.

— Olha, Rose, você é inteligente... — Ele começou, e por um segundo, o ego dela inflou, antes de ser estilhaçado. — Mas você é exaustiva. Chata, irritante e, sinceramente? Olhar para você cansou. O problema não é o momento, sou eu percebendo que você é o problema. Acabou. Tchau.

As palavras foram lançadas como maldições imperdoáveis. Ele não baixou a voz; ele queria que Hogwarts ouvisse.

Rose sentiu o sangue fugir do rosto para depois retornar em uma onda de calor insuportável. Não era tristeza — ainda não. Era a percepção de que cem pares de olhos estavam assistindo à capitulação da "garota perfeita".

Ela não disse uma palavra. Se abrisse a boca, o grito ou a lágrima venceriam, e ela não daria esse espetáculo a ele. Rose girou nos calcanhares. Quando alguém tentou segurar sua bolsa no meio do caminho, ela simplesmente a soltou. Não precisava de peso extra. Suas pernas, treinadas por horas de treinos pesados de Quadribol, a levaram para longe dali em uma velocidade que ninguém ousaria seguir.

Ela só parou quando o cheiro de mofo e água parada invadiu seus sentidos. O banheiro da Murta-que-Geme.

O lugar era o reflexo de como ela se sentia: quebrado, esquecido e sombrio. Rose se apoiou em uma das pias rachadas, encarando o próprio reflexo. O cabelo ruivo estava desgrenhado pela corrida, os olhos ardendo.

— Ele é um idiota, não é? — A voz estridente da Murta ecoou de algum box.

Rose finalmente deixou a primeira lágrima cair, mas já limpou o rosto logo em seguida com as costas da mão.

— Ele é um erro estatístico, Murta — Rose sussurrou, a voz recuperando o fio de aço. — E eu não costumo errar o mesmo cálculo duas vezes.

Hoje ela choraria. Amanhã, Scorpius Malfoy descobriria que é muito perigoso transformar uma Weasley em inimiga.

Notas finais
Aqui estamos nós 02/01/2026 corrigindo uma fanfic que escrevi quando tinha 14 anos hahahha, sejam vem vindos!