Notas iniciais
Boa leitura...

Brittany começou a suar frio quando Santana começou a beijar carinhosamente seu pescoço. Queria resistir, mas estava sendo impossível. Afastou o rosto de Santana do seu pescoço para beijar sua boca furiosamente. Santana sorriu entre o beijo pois as mãos de Britt agora estavam sobre os seus seios. A latina desceu suas mãos da cintura para a bunda de Brittany apertando-a com vontade. A única frase que passava pela cabeça de Santana era: “ É hoje!”

As pernas longas passavam sobre o quadril de Santana, dando a ela mais acesso nos apertos em sua nádega. Brittany usou sua força para ficar por cima da morena e Santana ainda embaixo de Britt sentou-se rapidamente para retirar a parte de cima do pijama da loira para deitar-se novamente e esperar o avanço. Avanço que veio logo que a morena deposita suas costas na cama, Brittany beija seus lábios, passando a língua pela extensão da boca de Santana. As mãos de Britt estavam nos seios da latina, massageando e apertando os enormes montes. Um gemido rouco escapa de Santana contra os lábios de Britt, que serviu de combustível para as investidas da loira que levanta um pouco o corpo para puxar o baby-doll da morena no intuito de retirar a peça. Rapidamente Santana arqueia o corpo para que o tecido fino seja retirado.

Brittany parou um pouco ofegante para admirar os seios livres, passou as mãos pelos dois encarando os olhos de Santana que pareciam mais impossivelmente escuros de desejo, seus próprios olhos assumiram uma tonalidade mais escura que os doces azuis habituais. Aquela visão a deixava louca, sem quebrar o contato visual, Brittany apertava e girava levemente seu polegar e indicador nos bicos sensíveis de Santana fazendo um outro gemido ecoar pelo quarto. Brittany abaixou-se para beijá-la novamente sugando o lábio inferior e suas mãos agora percorriam o abdome definido descendo lentamente até a virilha, passando seus dedos por cima da calcinha úmida.

– Estou tão pronta Britt... (Santana dizia quase sem fôlego ao sentir os dedos de Brittany passearem sobre o seu sexo por cima da peça íntima)

Brittany sentia seu próprio sexo pulsar e aquelas palavras de Santana só a faziam se excitar mais, afastou a calcinha e roçou um dedo vagarosamente sobre o clitoris da latina fazendo-a arquear e implorar por mais contato.

– Britt... vai... faz... (sua voz soava fraca)

Quando Brittany estava decidida a realizar o desejo de Santana, um choro alto vem do quarto ao lado. Brittany rapidamente levanta-se e vai ao encontro da dona daquele som. Não deu tempo nem de Santana se opor, ela sentou-se na cama resmungando insultos.

– Caralho! Esto sólo puede ser castigo! ¿Por qué esta niña tiene que llorar ahora! ¡Mierda! (Santana desce furiosa da cama, pegando uma blusa em seu armário e colocando no corpo)

Santana foi ao quarto onde a menina estava, seu semblante não era dos melhores. Brittany estava com a criança nos braços. O bebê tinha se acalmado um pouco, mas ainda dava pequenas fungadas. A morena queria brigar com Brittany por tê-la deixado naquela situação e saído tão rápido, mas não conseguiu ao ver a loira sorrindo tão linda olhando para o bebê que começava a sorrir também.

– O que ela tem? (Santana perguntava, pois quanto mais rápido resolvessem e a criança voltasse a dormir, poderiam continuar o que estavam fazendo)

– Ela só precisa trocar as fraudas... (disse colocando o bebê novamente na cama para retirar uma das fraudas da mochila rosa)

Brittany calmamente despregou a frauda, Santana fez cara de nojo quando viu a frauda suja. A loira sorriu quando viu a expressão da morena.

– Esse bebê comeu algo podre... (tampava o nariz enquanto Britt limpava o bebê)

– San... todo mundo faz isso e o de ninguém cheira bem.... (disse terminando de colocar a nova frauda)

– O meu não é dessa cor!

A dançarina sorria, mas ficou séria quando se lembrou o que quase fizeram no quarto ao lado. Ela queria muito fazer, mas estavam sendo movidas pelo desejo, Britt queria criar um momento especial, um ambiente romântico para ter sua primeira vez com Santana, assim que tivesse oportunidade ela faria isso.

– San... Acho melhor eu dormir aqui junto do bebê... Ela pode acordar de madrugada com fome... (disse olhando para os poucos dentes que Gabriela exibia num sorriso enquanto mexia as perninhas)

– Britt... (falava chateada)

– Eu vim para te ajudar San...

Santana viu que não ia ganhar a briga, como competiria com Gabriela sorrindo daquele jeito para uma Britt tão admirada. A solução foi ir ao banheiro tomar um banho gelado e afundar em sua cama em busca do sono.

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Santana acordou aquele sábado e olhou para celular verificando as horas, eram onze da manhã. Acabou dormindo tarde porque o banho frio não deu muito resultado, então teve que dar uma “mãozinha” a si mesmo para aquietar seus desejos pelo menos por aquela noite. Pensava por quanto tempo mais teria que esperar por Brittany, o que estava fazendo de errado? Sentia-se frustrada. Levantou-se, escovou os dentes e seguiu para a cozinha de onde ouvia barulhos. Brittany brincava com Gabriela que estava sentada na bancada e Britt com os braços em volta dela sorrindo e fazendo a criança sorrir.

– Bom dia! (Brittany cumprimenta Santana alegremente quando a vê se aproximando)

– Bom dia... (respondeu dando um selinho em Britt)

– Fiz café da manhã pra você... (disse apontando o dedo para o prato em cima da mesa)

Santana sorriu e se foi a mesa destampar o prato para experimentar o café, mas quando deu uma olhada no que Britt tinha feito arqueou uma das sobrancelhas. Aquilo não tinha uma cara nada boa. Santana pensou que Brittany possivelmente tentou fazer um omelete, mas acabou passando o ponto, porque o que devia estar amarelo tinha marrom e preto como suas cores predominantes. Brittany tinha também exagerado no orégano e o cheiro forte passava queimando pelas narinas da latina.

Sentou-se na mesa e olhou para a loira que dava um sorriso brilhante e tinha olhos atentos na expectativa. Santana deu um sorriso fraco e partiu o primeiro pedaço, bastava contar a verdade, que aquilo parecia horrível.

– Fiz com muito carinho San... (Britt contou com sorriso doce nos lábios)

Aquilo foi muito para Santana, não podia falar nada, tinha que fazer esse sacrifício. Levantou lentamente o pedaço e o colocou na boca. Forçava a mastigação tentando não fazer careta, pois a loira a olhava atentamente. Se Santana já achava a imagem do omelete ruim, o gosto era muito pior, aquilo descia queimando a garganta de Santana.

– Hummm... Britt... Muito bom... (Mentia enquanto uma lágrima solitária descia pelo seu olho esquerdo devido ao forte gosto de orégano e queimado)

Brittany dava pequenos pulos e Gabriela batia palminhas com a satisfação da loira.

– San gostou do primeiro omelete que fiz na vida Gabi! (acompanhava a criança com as palmas)

– Primeiro? (Santana perguntava mastigando o segundo pedaço, comia tão depressa, queria acabar com aquilo o mais rápido possível)

– Sim... nunca fiz antes mas eu queria tentar... por você San... Que bom que deu certo!

– Britt, querida, você chegou a provar?

– Eu e Gabi tomamos leite... bebi um copo tão grande que fiquei sem fome... mas eu não ia deixar você sem café San...

– Você é tão boazinha... (dizia com ironia e um sorriso forçado)

Santana continuou com seus esforços até que conseguiu terminar. Disse a Brittany que estava uma delicia, então Britt contou que tinha feito uma porção extra e encheu novamente o prato da latina colocando um beijo na têmpora de Santana que tinha o olhar paralisado olhando aquele monte de ovo queimado no prato. Depois de terminar a segunda remessa correu ate a geladeira para tomar um litro de suco inteiro direto da garrafa para tirar o gosto ruim da boca. Brittany estava tão distraída levando Gabriela até a mesa para dar comida que nem percebeu.

– Parece meio vermelha San... (Brittany olhava o tom avermelhado que a pele de Santana adquiriu)

– Não é nada... acho que eu comi demais... (desculpou-se)

Gabriela olhava para o rosto da prima e sorria intensamente, Britt vendo aquilo queria que Santana se aproximasse mais da priminha porque até agora não estava fazendo nenhum esforço.

– Devia brincar com ela um pouquinho San, olha como ela sorri para você...

– Britt... é melhor mantermos distancia... não levo jeito nenhum para isso... nem faço questão

O olhar de Brittany murchou, olhava para Gabi e depois para Santana.

– Eu gostaria de ter bebezinhos nossos Santana... Ter uma menininha parecida com você correndo pela casa... (falava timidamente)

Os olhos de Santana se arregalaram, mal estava namorando com Brittany e a loira estava falando em crianças.

– Como esse monstrinho aí?(apontava para Gabriela) atrapalhando nossas noites de sexo? Não... nem pensar...

Brittany ficou com um olhar triste enquanto abria uma das papinhas que Santana comprou no dia anterior.

– Britt... não fica triste, só estou dizendo a verdade...

– Você poderia pelo menos ficar mais perto da sua priminha... talvez pudesse começar aprender mais e de repente mudasse de ideia.

– Ficar perto? Eu não posso encostar nela que começa a chorar...

– Está exagerando San... ela só chora quando está com fome ou molhada... (disse dando um sorriso fraco) Vem... dá a comida para ela... (Britt ofereceu o potinho e a colher para Santana)

Santana balançou freneticamente a cabeça negando. Mas dessa vez não pode escapar. Brittany insistiu tanto, que segundos depois Santana estava sentada com um pote de papinha e uma colher em mãos olhando Gabriela com olhinhos brilhantes olhando para a comida em suas mãos.

– Vamos lá então... (Santana dizia a si mesmo enquanto colocava um pouco da comida na colher)

Santana deu a primeira colherada para Gabi e virou-se para olhar Britt que dava um sorriso de incentivo para que continuasse. Santana estava achando que não era tão ruim assim, até se virar novamente para Gabriela. A menininha franziu os lábios e seu rosto estava contorcido em uma careta. A pequena latina cuspiu tudo que estava em sua boca no rosto de Santana e começou a dar gargalhadas fofas de bebê olhando para o rosto sujo da prima.

Santana lentamente abria os olhos retirando a sujeira do rosto com o dedo e jogando no chão. Olhava para Gabriela que continuava gargalhando e depois para Brittany que sorria da mesma forma. Quando viu o os olhos castanhos a encarando Brittany conteve o riso.

– Desculpe San... é que foi engraçado... (desculpava-se com cara de quem a qualquer momento iria cair na gargalhada outra vez) Deve ser o sabor, tenta esse... (Brittany dava um outro potinho a Santana)

– Não, não vou continuar... não viu o que ela fez?

– San... nem tentou direito... você está indo bem... tenta de novo... (olhava com uma cara feliz)

Santana fez o que Britt pediu e deu graças a Deus que o novo sabor agradou a menina que comeu tudo, até a última colherada. Santana não pode negar que sua prima era realmente uma gracinha. Opinião que foi balançada quando Brittany teve a infeliz ideia das duas darem banho no bebê. Brittany encheu a banheira e a latina colocou Gabriela na água. Santana olhava para a situação e não parava de pensar que tinha outros planos que envolviam Britt e uma banheira e não as duas dando banho em um bebê sujo de comida. Gabriela jogava água para todos os lados, Brittany se divertia, mas Santana estava odiando ter a roupa toda molhada.

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Quinn tinha chegado a Ohio pela tarde. Hospedou-se em um Hotel próximo ao principal teatro local. Não quis ficar na casa de seus país, não tinha os avisado sobre a viagem e seria bombardeada de perguntas pelo motivo de estar ali repentinamente. Olhava intensamente para o relógio na parede. Já tinha tomado banho e se arrumado para sair, mas ainda estava receosa sobre o que estava fazendo. Depois de alguns minutos pensativa, levantou-se, pegou a bolsa e saiu pela porta.

O lugar estava cheio, por onde a International Theatre Company Golden Age passava fazia sucesso. A peça da noite era um musical. Quinn sentou-se nas últimas fileiras e colocou o capuz de sua blusa na cabeça. Podia estar longe, mas queria evitar que fosse reconhecida.

O show começou, o coração de Quinn estava acelerado, a qualquer momento “ela” poderia entrar no palco. Nos cinco primeiros minutos, uma introdução e uma música coreografada. Quando a trama se iniciou a protagonista aparece em cena. Quinn mantinha seus olhos fixos no palco, lá estava ela, linda como sempre, talentosa como nunca.

Quinn assistia atentamente a cada música, cada cena. Observava o quanto tinha melhorado na atuação e principalmente no canto. Parecia impossível, mas ela conseguia atingir notas ainda mais altas do que costumava se lembrar. Evoluiu tanto no tempo que estiveram separadas. Quinn sentiu um aperto no coração, as lembranças voltaram, tudo passava em sua cabeça como flashes cada vez que seus olhos cruzavam com a imagem da pequena morena no centro do palco. “O que eu estou fazendo aqui? Depois do que ela fez?”

Assistiu o resto do Show, remoendo-se por dentro. A peça terminou e as pessoas saíam devagar, Quinn permaneceu sentada no mesmo lugar, talvez sem forças para manter-se de pé. Quando a loira se deu por si, o teatro estava vazio, algumas das luzes começavam a ser apagadas, levantou-se e começou se dirigir para a saída caminhando lentamente, o teatro parecia ainda maior sem toda aquela gente.

– Quinn? (Uma voz soou pelo grande teatro. Vagarosamente a loira virou-se para ver a dona do som. Ela sabia muito bem de quem se tratava)

– Rachel...

Notas finais
Sei que querem uma noite de Santana e Britt, não vai demorar prometo...