Impact Magazine
18 Capítulo 18
Notas iniciais
Ouvindo as palavras de Santana, Verônica depositou um beijo na cabeça da filha e sumiu pela porta. Santana ficou lá parada olhando sua prima desaparecer, quando voltou seus olhos para o bebê no cesto, deparou-se com grandes olhinhos negros lhe encarando, Gabriela tinha acordado.
Santana continuava olhando para aquela menininha, a morena pensava “Você consegue Santana, não deve ser tão difícil”. Passava a mãos pelo cabelo, coçava a cabeça, não tinha ideia por onde começar. Nunca teve muito contato com crianças, sempre correu disso, não era uma pessoa muito paciente.
Gabriela era linda, bochechuda, pernas e braços gordinhos. Tinha muito cabelo, que eram negros como seus olhos, pele morena, era uma pequena latina. A menininha olhava ao redor, aquele lugar parecia estranho, aqueles móveis, aquela mulher a sua frente, começou a franzir os lábios fazendo bico como se anunciasse o choro.
– Bebê... Bebezinho... (Santana tentava chamar a atenção do bebê) Não chora viu? Prima Tana tá aqui... (olhava para a menininha que insistia em tremer os lábios, não demorou muito e Gabriela começou a chorar)
A criança chorava e Santana não sabia o que fazer. Pegou a criança no colo e balançava de um lado para o outro tentando acalma-la.
– Maldita hora que eu aceitei ficar com você! (Ela balançava e Gabriela olhava para Santana e chorava ainda mais) Onde eu tiro suas pilhas heim?
Santana não aguentava mais o choro da criança, sabendo que não conseguiria cuidar dela sozinha foi ao apartamento de Quinn e tocou insistentemente a campanhinha. Depois de alguns segundos a amiga abre a porta e se surpreende vendo Santana com aquele bebê.
– Onde sequestrou essa criança Santana? (Quinn pergunta desconfiada)
– Não sequestrei ninguém, essa aqui é filha de uma prima minha... (Diz entrando com a criança em seu colo)
– E desde quando começou a virar babá?
– Eu não tive escolha, a mãe dela teve que viajar urgente por causa do marido que sofreu um acidente e eu sou a única da família em NY.
– Teve escolha sim... bastava ter negado... você está amolecendo S!
– Deixa de besteira, eu vim aqui para que me ajude a cuidar dela até domingo.
– E o que te faz pensar que eu vou te ajudar? (Perguntou cruzando os braços)
– Qual é? Eu não sei o que eu faço para ela parar de chorar! (olhava para o rosto da criança que já estava ficando vermelho de tanto choro) E sei que já fez alguns trabalhinhos como babá...
– Isso foi a milhares de anos atrás....
Quinn olhava para Santana e para o bebê chorando. Tomou a criança dos braços da amiga e começou a balançá-la.
– Você já alimentou ela? (a loira pergunta joga um olhar questionador para Santana)
– Eu? Nem sei o que isso come? Leite? Mingau? Lá em casa só tem comida congelada!
– Você pelo menos abriu a bolsa dela? (disse apontando para a mochila nos ombros de Santana)
– Ainda não (responde sem graça, rapidamente tirando a mochila dos ombros e abrindo-a) Aqui só tem roupa, frauda... Aaaah achei! (diz entusiasmada quando acha uma mamadeira com leite na bolsa)
Assim que Gabriela olhou para a mamadeira pausou o choro e fazia sinais com as mãozinhas para Santana a carregar.
– Tá vendo? A menina tá com fome! Toma ela... (estava oferecendo criança para a latina, mas a mesma balançava a cabeça negando)
– Não Quinn! É melhor você dar a ela (Santana entregou a mamadeira Quinn que emburrou a cara) Eu posso fazer ela engasgar com isso...
O bebê começou a fazer cara de choro novamente devido a demora. Quinn vendo aquilo sentou-se no sofá e acomodou Gabriela na melhor posição para dar a mamadeira. A criança tomava a mamadeira com tanta força. Estava realmente com fome.
– Você é boa nisso Q! (Santana olhava para criança no colo de Quinn)
– Eu não to fazendo nada! O bebê estava com fome e só estou dando a mamadeira... qualquer um faz isso...
– Então eu não sou qualquer uma... não tenho o mínimo jeito com crianças... ainda bem que eu tenho você Q! Não conseguiria ficar com essa pestinha até domingo sozinha!
– Ououou... Santana posso te dar uma força hoje, mas não posso te ajudar no fim de semana...
– Porque não? Não pode me deixar na mão agora Q!
– Amanhã estou indo para Ohio...
– Por que não me disse antes? (Santana perguntou com certa elevação na voz)
– Eu te disse, o problema é eu você não presta atenção no que eu falo! Estou indo visitar meus pais...
– Basta cancelar...
– Não posso, já prometi a eles... retorno no domingo... (Quinn disse baixando seus olhos novamente na criança que tomava o leite mais tranquila)
– O que é que eu vou fazer? (Santana colocava as costas da cabeça no sofá)
– Por que não aproveita que a menina tá tranquila e vai ao supermercado comprar coisas de bebê? Ela já deve ter um ano, um ano e meio, não sei, mas já come outras coisas além de tomar leite... então é melhor cobrar comida para bebê...
– Ela tem um ano... mas parece que tem mais... é enorme, talvez deva ficar só no leite mesmo, ela precisa de uma dieta...
– Santana... não pode estar falando sério (Quinn irrita-se com a falta de noção da amiga) faz o que eu te disse antes que eu me arrependa e deixe você sozinha com ela hoje...
Santana mais que depressa saiu do apartamento de Quinn para ir até o seu pegar dinheiro. Desceu pelo elevador e foi com o carro acelerado para o supermercado mais próximo.
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Santana estava perdida no supermercado, tentava procurar o setor para comprar comida para Gabriela, mas não conseguia achar. Só depois que pediu informações com uma cara de desespero, foi orientada para o corredor correto. Encheu uma cesta ate a borda dessas papinhas prontas e se dirigiu ao caixa. Na fila, seu celular começa a tocar.
– Oi
– Oi San... Não vai vir? (Britt pergunta vendo que a morena estava demorando)
– Oi Britt (Santana olha para o relógio) Desculpe, acho que não vou poder ir aí...
– Por que não? (Perguntava triste)
– Aconteceu um imprevisto...
– Tem algo que eu possa te ajudar? (perguntava preocupada)
A morena de repente deu um grande sorriso devido a ideia que surgiu em sua cabeça.
– Tem sim Britt!
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Quinn andava de um lado para outro furiosa, porque Santana estava demorando mais de uma hora para comprar uma simples comida de bebê no supermercado. Não que a criança estivesse incomodando, pelo contrário assim que terminou a mamadeira caiu no sono e estava dormindo como um anjo. Quinn tinha medo que a louca da sua amiga tivesse fugido para algum lugar para obrigá-la a cuidar do bebê. Não teria problema algum em ajudar a cuidar da menina se não tivesse planos para o sábado, dia que estava martelando na cabeça da loira desde que viu que a Companhia de teatro estaria nesse fim de semana em Ohio.
Ligava no celular de Santana, mas só caia na caixa postal. Um minuto depois a campanhinha toca. Quinn corre para abri-la. Era Santana, mas não estava só, Brittany estava com ela.
– Pensei que tinha fugido! (Quinn diz irritada para Santana)
– Calma... só fui atrás de ajuda...
– Você nem disse ainda que tipo ajuda San... (Britt dizia puxando a atenção de Quinn para ela)
– Você não presta Santana, nem alertou a garota do que se tratava... (A loira menor tinha um sorriso nos lábios)
– Não queria correr o risco de você negar... (Santana olhava para Brittany explicando-se)
Santana viu a oportunidade, como a melhor forma de apresentar Brittany a Quinn, apesar de ambas saberem uma da outra, não tinham sido apresentadas formalmente. E sabia que Brittany queria muito isso.
– Aaah... deixa eu aproveitar e... apresentá-las direito. Brittany essa e Quinn minha amiga. E Quinn esta é Brittany... minha namorada. (disse mais baixo, sem enfrentar os olhos de Quinn)
Brittany abriu um sorriso brilhante por finalmente ter sido apresentada para a melhor de amiga de Santana. Aquilo era muito importante para ela. Rapidamente ofereceu a mão para Quinn que apertou-a concluindo o cumprimento.
– Prazer Quinn...
– O prazer é meu Brittany (Quinn respondia educadamente)
– Então Quinn, ela ainda tá viva? (Santana cortava perguntando sobre a criança)
– Está dormindo... Vou buscá-la (foi para dentro do apartamento e pouco depois voltou com Gabriela nos braços e a mochila nos ombros)
Santana pegou a menina com cuidado para não acorda-la. Britt ficou surpresa, mas não pode deixar de sorrir quando viu o bebê nos braços da namorada. Entraram no apartamento de Santana e a latina colocou a criança deitada na sua cama, o mais devagar possível. Saía lentamente com Britt evitando barulho.
– Sua filha é linda San! (Brittany diz com um olhar admirado)
– Filha? (Perguntava assustada com o elogio de Britt)
– Eu fico muito feliz de conhecê-la San... e eu não to chateada, vou gostar muito de fazer parte da vida dela... Talvez ser sua segunda mamãe, claro, se você quiser... (disse um pouco mais tímida)
– Britt... (abriu a geladeira para pegar duas latas de refrigerante) ela é filha de uma prima minha... ela precisava viajar urgente e não tinha com quem a deixar... (entregou uma das latas a Brittany)
– Sério? Ela é a sua cara...
– Você diz isso porque ela é latina, claro, deve parecer um pouco porque temos um certo grau de parentesco mas... só estou fazendo um favor...
– Isso foi doce... Te disse que você é boa... (falou abrindo seu refrigerante)
– Mas não devia ter ficado... eu não tenho noção de como cuidar de uma criança. (Santana explicou) não tenho ninguém para me ajudar... Quinn não vai estar aqui nesse fim de semana.
– Eu te ajudo San... (a loira dizia extremamente alegre) Eu adoro crianças, além disso, ajudei a cuidar da minha irmã quando ela era bem pequenininha...
– Britt, você teria que dormir aqui...
– Eu durmo... vou adorar te ajudar a cuidar dela.
Santana não pode evitar surgirem diversas ideias de aproveitar Britt não só como ajudante nos cuidados com o bebê. Brittany ali dormindo junto dela, iria se insinuar tanto e usar todas as suas armas de sedução para que a loira não resistisse e a atacasse.
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Santana emprestou seu carro para que Brittany fosse ao seu apartamento pegar algumas roupas, escova de dentes e outros produtos indispensáveis para passar o fim de semana no apartamento de Santana. A morena meio que implorou para que Brittany não demorasse porque se o bebê acordasse chorando não saberia o que fazer. Brittany retornou bem rápido e para a sorte de Santana a criança continuou dormindo.
Improvisaram colocando almofadas em cima da cama do quarto de hospedes e colocaram o bebê, assim não teria perigo de rolar da cama com aquelas almofadas ao redor. Estava ficando tarde e Brittany se dirigia para o sofá para dormir, mas Santana insistiu que devia dormir na cama com ela, afinal a cama era grande e o sofá poderia trazer algum incomodo ou dor no corpo no dia seguinte. Depois de muita insistência Britt vestiu seu pijama e deitou-se de um lado da cama de Santana.
A latina então decidiu por em prática o seu jogo de sedução. Vestiu um baby-doll preto transparente bem curto e deixou os cabelos soltos. Santana entrou no quarto e Brittany engoliu seco quando viu Santana daquele jeito, aquela peça era uma tentação e a loira conseguia ver os seios de Santana através do tecido fino.
Santana deitou ao seu lado. Brittany deu as costas para Santana no intuito de evitar que seus olhos cruzassem com aqueles seios perfeitos e aquele corpo que a fazia transpirar.
– Britt, posso ficar de conchinha com você? (perguntou olhando para a nuca de Brittany que parecia chamar sua boca) Só um pouquinho...
– S... Sim (Brittany demorou um pouco para concordar)
Santana se aconchegou passando a mão pela cintura de Brittany e depositando-a na barriga dela. Brittany sentiu sua respiração acelerar. Depois de alguns segundos Santana começou a distribuir beijos pela nuca de Britt enviando arrepios por todo o corpo da dançarina. A mão de Santana ainda estava em sua barriga, mas agora por debaixo da blusa sentindo o corpo quente de Brittany. A loira não se pronunciou, pois Santana não estava avançando seus toques, somente beijos na nuca e a mão em sua barriga.
Brittany estava conseguindo se controlar até que Santana apertou mais o abraço e a loira pode sentir os biquinhos dos seios de Santana pressionarem suas costas. Britt se virou para deitar-se de frente para ela, tentando evitar o contato dos seios da morena com seu corpo. Foi pior, deitada daquela maneira conseguia ter uma visão ainda melhor dos “gêmeos” e ainda tinha acesso a boca e os olhos intensos de Santana. Pegou o edredom que estava na ponta da cama e cobriu as duas, queria tampar aquela visão. Respirava com certa dificuldade e apertava os olhos fechados tentando buscar o sono
– O que foi Britt, algum problema? (Perguntava Santana vendo que a loira mostrava-se nervosa)
– Não é nada, só estou com um pouco de frio... só isso... (respondia ainda com olhos fechados)
– Estranho, estou achando essa noite quente... Muito quente (falava com uma voz rouca começando a descobri-las)
– Deixa assim San, eu estou com frio... (Disse impedindo Santana de continuar a descer o edredom)
– Desculpe Britt, eu não quero sinta frio, vou esquentá-la com o meu abraço (Aproximou-se ainda mais de Britt abraçando-a e afundando seu rosto no pescoço da loira)
Brittany começou a suar frio quando Santana começou a beijar carinhosamente seu pescoço. Queria resistir, mas estava sendo impossível. Afastou o rosto de Santana do seu pescoço para beijar sua boca furiosamente. Santana sorriu entre o beijo, pois as mãos de Britt agora estavam sobre os seus seios. A latina desceu suas mãos da cintura para a bunda de Brittany apertando-a com vontade. A única frase que passava pela cabeça de Santana era: “ É hoje!”
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