Impact Magazine
35 Capítulo 35
Notas iniciais
– Rachel? (Quinn surpreende-se com a figura da pequena que tinha acabado de entrar na sala)
– Oi Quinn...
– Como me encontrou? (Quinn parecia não acreditar no que via)
–Vi seu anúncio, então vim te encontrar...
– Já me encontrou... agora pode ir.... (virava-se para não encara-la)
– Aceitei um papel na Broadway e deixei a Companhia de Teatro, agora estou morando aqui em NY... (Disse mudando o assunto)
Quinn não sabia como reagir a aquela noticia, com Rachel tão perto seria bem mais difícil ficar indiferente. Estariam em lugares comuns e possivelmente se esbarrariam diversas vezes.
– Que bom para você...
– Olha pra mim Quinn... eu vim por você, para ficar perto de você...
– Deveria ter feito isso a um bom tempo atrás... agora é meio tarde... (finalmente virou ser rosto para encontrar os olhos de Rachel)
– Não é tarde... não é.... (Rachel parou um pouco pensativa e depois continuou) A não ser que você... já esteja com alguém...
Aquilo parecia a desculpa perfeita para Quinn evitar Rachel, mesmo sentindo que já não sentia aquela raiva de antes, afinal, o que Santana havia lhe dito a tinha feito pensar bastante sobre o que aconteceu entre ela e Rachel. Mas vendo ela ali na sua frente, não sabia o que dizer, o que pensar, como reagir, não estava preparada para aceitar um novo contato assim tão de repente, nem sabia se queria aquilo de novo.
– Isso... Isso mesmo... tenho uma outra pessoa... e sou muito feliz com ela... (tentava mostrar-se convincente)
– Ooou... (Rachel murchou seu semblante automaticamente) claro... você não ficaria sozinha por muito tempo...
– Na verdade eu nunca fiquei sozinha... (disse com um sorriso forçado) ou acha que eu fiquei triste te esperando todo esse tempo? Sempre que eu quis, tive alguém para me esquentar debaixo dos cobertores...
Rachel olhou para Quinn com certa tristeza no olhar, a loira parecia ter seguido sua vida muito bem, enquanto ela, nunca conseguiu se envolver por muito tempo com alguém porque seu coração sempre pertenceu a Quinn. O máximo que conseguiu namorar alguém foi durante seis meses com um rapaz da Companhia de Teatro.
– Está a muito tempo com ela?
– Aaaah... sim... bastante tempo... um ano e meio...
– Fico feliz por você... só me amaldiçoo por ter chegado tão tarde...(Rachel parecia vencida, não tinha mais nada a fazer, se Quinn já estava com outra) ]
– É... bem tarde...
– Tome... (Entregou dois bilhetes para Quinn) É a minha estreia... gostaria que fosse, pode levar sua namorada... (disse a ultima palavra com tristeza na voz)
– Ok... vou falar com ela... ( disse balançando os dois bilhetes)
– Então... Thaw Quinn... até mais...
– Até...
Rachel saiu da sala e Quinn conseguiu voltar a respirar regularmente. Passou as mãos pelo rosto e depois olhou para os bilhetes que Rachel tinha lhe entregado. Não tinha certeza se iria a essa estreia, afinal não tinha uma namorada para acompanhá-la e continuar com sua mentira para cima de Rachel, mas candidatas a este posto não lhe faltariam.
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Santana abria os olhos lentamente e olhava ao redor, tudo parecia tão estranho, o lugar parecia um velho galpão cheio de ferragens, tentou se levantar, mas não conseguiu, se viu em uma cama com os braços abertos e pulsos amarrados. Levantou um pouco e pode ver que seus pés encontravam-se na mesma situação, amarrados. A cama que estava deitada era uma espécie de maca grande, dessas que se usa muito nos filmes que ela gostava de assistir, terror.
Tentava se soltar, mas era impossível, estava muito bem presa. Aquilo estava a deixando aflita, até que vê alguém entrando no lugar. Era Brittany. Santana sentia-se aliviada.
– BrittBritt... Ainda bem que você chegou... Não sei o que eu estou fazendo aqui... to com medo amor... me ajuda a me soltar daqui... (pedia desesperada)
– Por que acha que vou te soltar Santana? (Dizia se aproximando mais da latina) Fui eu quem te colocou aí...
– Britt... eu não sei se isso é seu fetiche sexual, mas é um pouco esquisito...
– Como sempre você sempre pensa naquilo... é só em sexo que você pensa?
– Não... pelo menos não em tempo integral...
– Você me fez sofrer muito Santana... não acha que está na hora de pagar? (Perguntava passando os dedos pela barriga nua de Santana que estava apenas de calcinha e sutiã)
Santana agora reparou na roupa que Brittany estava, tinha um top colado branco, uma calça preta de couro bem justa, uma bota alta preta até os joelhos e uma jaqueta também de couro. Santana mesmo naquela situação conseguia ficar ligada.
– Vou te torturar Santana, nunca mais vai brincar com os sentimentos de ninguém! (Brittany dizia firme)
–Britt eu sei que você tá séria e tal, mas seria estranho se eu dissesse que eu estou num tesão louco por você vestida desse jeito e brava?
– Você não aprende mesmo Santana!
Brittany se abaixou para pegar algo e quando levantou novamente, Santana pode ver o que Brittany carregava.
– Porque está carregando essa faca? (Perguntava com olhos assustados)
– Isso Santana... (Mostrava a faca afiada tocando levemente a barriga da morena) é a ferramenta que eu vou usar para fazer picadinho de Santana e dividir para todas as garotas com quem você saiu, assim todas terão um pouco de você...
– Britt... (pedia desesperada) não faz isso não tem tanta Santana para dividir com esse monte de mulher...
Mal Santana terminou de falar e sentiu uma dor profunda vindo do estômago, Brittany sorria perversamente, com sangue salpicado por todo o rosto. Santana só conseguia ver tudo escuro e sentiu uma forte pancada na cabeça.
– Aaaai...
Santana abriu os olhos com a mão na cabeça e olhou em volta. Tinha batido a cabeça na lateral do vidro do carro, porque Brittany tinha dado uma freada brusca.
– Desculpe San... Aquela vaca apareceu no meio do caminho...
Santana sem entender olhou para trás e viu uma vaca bem grande terminando de atravessar a rua lentamente. Olhou para a paisagem que agora não tinha nada a ver com NY, mato por todos os lados, de longe grandes pastos.
– Que cara é essa San? (Brittany não pode deixar de perceber o rosto assustado da morena)
– Nada... só um sonho ruim...
– É... você dormiu bastante...
– Onde Estamos Britt?
– Em Ridgefield, Connecticut...
– Cunnecticut?
– Sim...
Santana olhou novamente para a fora, a tarde já estava acabando, o sol começava a se esconder e tinham saído de NY bem cedo. Britt devia estar dirigindo por muito tempo.
– Britt... você dirigiu por muito tempo, não quer descansar? (Santana perguntava preocupada)
– Realmente estou muito cansada, mas... já chegamos... (Brittany disse fazendo uma pequena curva para entrar em uma porteira que dava acesso a um pequeno caminho de terra)
Brittany seguiu pelo caminho de terra e Santana viu em volta uma grande plantação, não conseguiu identificar muito bem do que se tratava. O carro parou e Brittany desceu do carro. Santana também desceu e se deparou com uma grande casa a sua frente.
– Vem San... vamos entrar... (a loira chamou Santana já abrindo a porta)
Santana caminhava devagar ainda estranhando o motivo de estar ali. Entrando na casa observou o lugar. É uma casa grande, porém antiga, típica casa colonial. Brittany viu o semblante curioso de Santana olhando para todos os lados.
– Então San... o que achou?
– Não sei bem o que dizer... parece bem antiga...
Santana seguiu para uma grande janela que se localizava na sala para olhar do lado de fora. O lugar parecia bem tranquilo e de longe podia enxergar o que parecia um pequeno vilarejo.
– Eu e minha família vivemos aqui até os meus nove anos (Brittany acompanhava Santana observando o lugar) Naquele vilarejo... (Apontava) Eu brincava aqui nessa pequena fazenda com alguns amigos de infância, brincávamos com os animais, nas arvores... (sorria com a lembrança) nós éramos muito pobres, meu pai trabalhava na lavoura de milho e batata e minha mãe fazia doces para vender...
– Eu vi a plantação quando chegamos... (Santana dizia lembrando da grande plantação que não tinha identificado)
– Eu e algumas crianças do vilarejo, vivíamos aqui... o dono dessa fazendinha era muito bom, gostávamos muito dele... de noite ele reunia todas as crianças e contava uma história ao redor da fogueira...
– Deve ter gostado muito de viver aqui...
– Sim... para mim era tudo muito bom... mas não para os meus pais, eles queriam uma vida melhor para mim e depois que descobriram que minha irmã estava a caminho meu pai decidiu que era a hora de sair daqui... Um primo dele era de Ohio e conseguiu um trabalho para ele e nós fomos para lá... o trabalho era realmente bom, com benefícios, meu pai sempre foi muito esforçado, então, conseguiu subir rápido de cargo... vivíamos bem, não tínhamos tanto dinheiro, mas meus pais conseguiam poupar para uma caderneta de poupança para mim e minha irmã para fazermos faculdade e até para minhas aulas de dança quando criança... acabei usando o dinheiro da minha faculdade no estúdio... Claro junto com Tina... ele cresceu, aumentamos ele e hoje está aí...
Santana olhava para Britt admirada. Era uma garota tão simples e tão especial ao meio tempo.
– Onde está o dono do lugar? Esse senhor que contava histórias para você?
– Morreu... a um ano atrás, a família ia vender a fazenda porque estavam de mudança para outro lugar, não sei bem aonde. Só não queriam ficar mais aqui... fiquei sabendo disso por que um conhecido do meu pai ligou para ele em Ohio contando, ficamos muito tristes com a morte dele... Chamava-se Sr. Steve, ele era muito bom... mas a família queria vender para uma indústria, que iria se instalar aqui...
– E não venderam?
– Se a industria viesse, iria acabar com a fazenda, os animais, a plantação, as famílias daquele vilarejo vivem da plantação, do dinheiro da lavoura, dos animais... se a industria viesse, as pessoas não teriam no que trabalhar por que essa indústria pelo que parecia já iria trazer mão de obra qualificada para o que iam fazer...
– Se a industria não veio... o que aconteceu?
– Eu a comprei...
– Foi um gesto muito nobre da sua parte...
– Tive muitas lembranças boas aqui... e não era justo o que iam fazer...
– Você é uma pessoa sem igual Brittany, linda, gentil, boa... Eu nunca fiz nada de bom na minha vida para ninguém... (dizia passando a mão delicadamente no rosto de Britt)
– Por isso que eu te trouxe aqui...
– Han? (Santana estava meio confusa)
– Eu já tinha que vir aqui de qualquer forma... é o período de colheita e todos os anos tem uma grande festa para o pessoal do vilarejo. Eu tinha que continuar com essa tradição, então eu vim e você vai me ajudar...
– Ajudar em quê? (Perguntava assustada) Britt, amor... eu não sei fazer nada...
– Vai ajudar a cuidar dos animais, da colheita e vai me ajudar a preparar a festa para o pessoal do vilarejo, eles tem uma vida tão humilde San... A festa da colheita é o evento mais esperado por todos...
– Britt... Só nós duas não vamos dar conta! (dizia já com medo do que viria pela frente)
– Tem um pessoal que ajuda a preparar todos os anos, a família do caseiro mora logo ali na casa de trás e também vão ajudar, uma mãozinha a mais sempre é bem vinda... (tinha um grande sorriso) E você vai ver San... fazer o bem para as pessoas é muito melhor... (beijou delicadamente os lábios de Santana que estava simplesmente assustada)
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