Imortal

3 Capitulo 3


Notas iniciais
Outro capitulo saindo do forno pessoas.

O Imortal

–Eu disse que queria enfrenta-lo...

Na clareira que Sieghart estava surgiu um rapaz com vestes verdes, cabelos brancos, utilizava um tipo de viseira especial e arrastava uma enorme espada, que o imortal podia sentir um enorme poder concentrado, que deixava um rastro na terra por onde passava. Mas ele estava um pouco diferente da última vez que a caçada o vira. Na última fora no desfiladeiro incandescente e diferentemente daquele tempo, agora ele estava machucado e ferido a um nível que o imortal só via em suas próprias batalhas com ele mesmo após horas. As gotas de chuva caiam nas feridas do jovem, mas ele parecia não sentir a dor.

–Você, o que está fazendo por aqui?

–Seu nome é Zero, imortal. –Sieghart olhou surpreso e notou que um círculo da espada havia um olho esverdeado com a pupila em forma de fenda e de lá saia essa voz forte e imponente. –E meu nome é Grandark. –Sieghart esperou um segundo para pensar e entendeu um pouco o que estava acontecendo. Ele estava sendo em parte controlado pela espada, pensou o imortal.

–Você é uma espada? É isso mesmo?

Sim, eu sou e este é meu manipulador. –Olhando de novo para os dois o moreno disse:

–Está mais para manipulado. Enfim... –Colocou seu punho sobre sua lamina a segurando fortemente. –Qual seu objetivo aqui?

–Enfrenta-lo... Enfrenta-lo –Disseram Zero e Grandark em uníssono saltando a uma altura considerável. Zero então jogou todo o peso de seus braços para frente trazendo a enorme espada junto batendo com ela no chão dando um estrondo e uma enorme cratera.

Sieghart esquivou dando uma cambalhota para trás e pegando as duas espadas que lhe deram o título de General. Zero conseguiu se ajeitar e levantou Grandark do chão que diminuiu. O esverdeado saltou novamente e foi para cima de Sieghart com os próprios punhos. O imortal não querendo feri-lo mais ainda, foi defendendo e o jogando para trás.

Zero então pegou Grandark novamente e se lançou as alturas e dando uma pirueta se virou para o chão onde o moreno estava e lançou Grandark que agora estava grande novamente. Sieghart novamente esquivou do rombo no chão, mas teve que tomar um cuidado extra pois do chão começou a sair espinho de energia negros.

Sieghart agora vendo que não tinha alternativa, lançou-se ao ataque. Seus ataques eram rápidos e precisos, além de uma grande variação com chutes e socos entre os cortes com as laminas. Zero por não estar preparado defendia a maioria dos golpes, mas as vezes levava um golpe e outro.

O moreno então deu um chute no peito de Zero que o fez recuar um pouco. Sieghart aproveitou a quebra na defesa de Zero e começou a correr e canalizou toda sua Fúria nas espadas que começaram a ficar envoltas em chamas rochas, na corrida as fincou no chão deixando um rastro no caminho e ao chegar perto do esverdeado fez um arco que lançou a energia para cima dele.

Zero não teve como se defender e levou todo o dano da habilidade do imortal. Foi jogado a metros inconsciente ainda segurando Grandark. Sieghart suspirou vitorioso. Mas Zero se levantou, mas mal conseguia se manter em pé. A espada deve estar o controlando agora, pensou Sieghart.

–Se ele é seu hospedeiro, deixe que podemos cuidar dele, você não o quer morto quer espada? –Disse Sieghart. A esse ponto a caçada já havia chegado após ter ouvido tanto barulho na noite chuvosa. Todos estavam surpresos ao ver Zero novamente principalmente por que estava naquele estado.

Acho que devo concordar... Iremos dormir agora... Posso confiar em você imortal? –Sieghart chegou perto o suficiente para pegar Zero que desmaiou em seus braços.

–Pessoal, uma ajudinha aqui! –Logo Jin e Ryan pegaram Zero pelos braços e começaram a leva-lo para a casa. Sieghart então pegou Grandark que agora mesmo sendo uma espada gorda, estava do tamanho de uma adaga media. Elesis chegou perto para ver como o imortal estava, mas fora interrompida por Amy que se jogou em Sieghart preocupada.

–Calma Amy, eu estou bem. Não se preocupe. –Disse Sieghart acariciando o cabelo da menor que sorriu fofamente. Elesis tossiu de leve interrompendo a cena e perguntou:

–Está mesmo bem? –Sieghart reparou no olhar de preocupação e acenou com a cabeça. –Seu cabeça de ovo se sabia que ele estava aqui, por que me mandou para a casa?

–Ele não ia aparecer com você por perto, ele disse que queria me enfrentar... Acho que isso quer dizer eu sozinho. Desculpe ruiva.

–Tudo bem. –Disse Elesis suspirando. –Vamos para a casa, amanhã discutimos o que ocorreu. Todos estamos cansados já.

Na casa Sieghart pois Grandark na cama ao lado de Zero que já estava enfaixado e dormindo. Sieghart jurou que ouviu um obrigado baixo da grande espada e saiu do quarto onde estava o esverdeado.

Andando pelos corredores em direção a um quarto vago, se despedia de quem ele via, dando boa noite e até um beijo na bochecha das garotas, para desgosto de alguns garotos. Chegando a porta de seu quarto notou que estava aberto e viu Elesis lá dentro sentada em sua cama. Parecia estar o esperando.

– O que foi ruivinha? Quer dormir comigo? –Disse brincalhão e tentando parecer sério. Levou um soco é claro, no ombro nada demais.

–Idiota claro que não, so vim perguntar o que ocorreu de fato. Você disse que o nome dele era Zero, mas por que estava tão ferido e o que queria com você? –Sieghart fechou a porta atrás de si, o que deixou a menor um pouco vermelha.

–Parecia ter saído de um campo de batalha ao meu ver, já fiquei daquele jeito algumas vezes. Mas claro quando ficava horas lutando. Uma pessoa fazer isso de livre e espontânea vontade? Digo ele veio com tudo pra cima de min. –Disse se sentando na cama ao lado de Elesis encostando sua mão na dela.

–Você acha que ele estava se testando. –Ela inconscientemente aceitou o contato e apertou de leve.

–Não só isso, como eu acho que ele tem feito isso a dias. –Sieghart ponderou o que disse por um segundo e chegou a uma conclusão. –Ele está testando seus limites. Indo de inimigo a inimigo, ele disse que queria me derrotar, mas não acho que aquele era seu foco no momento, ele só queria ver até onde suas habilidades iam. Ou até melhora-las no processo.

–Ou seja ele quer ficar mais forte na marra... –Sieghart acenou de leve com a cabeça concordando. Tirou o sobretudo de General, deixando só uma blusa negra.

–Ah, como é bom tirar isso depois de uma batalha. –Disse deitando seu torço na cama. Vendo que Elesis estava nervosa a puxou pela mão que segurava e essa caiu na cama soltando um gritinho leve. –Relaxa ruiva, não vou fazer nada. Só quero descansar. –E soltou um leve bocejo.

Ela soltou um leve sorriso, afinal de contas, o garoto do seu lado era um bobão, mesmo com a experiência de um ser de seiscentos anos nas costas. Eles ficaram olhando para o teto de madeira por um tempo.

Sieghart mantinha a mão de Elesis segura e fazia leves círculos com o dedo na mão da menor. Ele então se virou para ela que o olhou de canto de olho. Ele sorria de leve, mas os olhos dele já estavam pesados e antes de cair em um sono profundo.

–Você realmente se parece com ela... Tão linda...

Elesis ruborizou como nunca antes e de leve soltou a mão do imortal e se levantou um pouco envergonhada e já ia saindo do quarto, mas antes olhou para trás e deu um leve sorriso voltou dando um beijo na testa de Sieghart que roncava de leve e saiu. Lá fora a chuva continuava.

Sieghart já acordara bem naquele dia e se levantou suspirando de leve. Bocejou e saiu de seu quarto esperando encontrar já com alguém levantado, mas ninguém, deveria ter acordado muito cedo, pensou. Desceu as escadas e saiu da casa para pegar um pouco do sol da manhã, a terra estava úmida pela chuva do dia anterior e os pássaros cantavam felizes.

A mente do imortal vagava em como faria para dizer adeus a esses jovens a qual lutou lado a lado, como deixaria ela para trás. Ele indo embora é claro que voltaria algum dia, mas até lá esperava que a jovem que de pouco em pouco o conquistava já haveria se casado, estaria protegendo o legado da família e cuidando da região onde vivera um dia. Esperava isso, pois ai não teria remorso de ter ido embora, ela teria seguido em frente.

Por mais que quisesse ficar com quem ele ama. Sua imortalidade, a sua “benção” também era sua maldição e o impediria de ficar com ela. Ela logo pereceria para a idade e ele continuaria. Ele não se importaria de ficar ao lado de alguém mesmo que essa pessoa fosse idosa, pois ele por mais que negue é um idoso com um corpo de “criança” como ele mesmo os chama. Mas perde-la depois iria o destruir.

Sua vida sempre foi assim, nunca ficar tempo demais com alguém ou em algum lugar, sempre indo em frente evitando se apegar, mas era como Lass havia dito, ele havia criado laços ali. Laços fortes que em seu núcleo há a amizade, mas também um objetivo em comum que os tornavam companheiros de batalha. E justamente por esse laço que ele teria que partir, não aguentaria vê-los morrer. Vê-la morrer...

Agora fazia seu caminho para o quarto onde Zero e Grandark estavam. Esperava ter respostas da espada. O que estava fazendo? Como sabia os movimentos que ele mesmo inventou? Por que Zero estava tão ferido? Para onde iriam a partir dali? Qual era o objetivo deles?

Zero continuava adormecido, mas o olho de Grandark estava bem aberto e ao notar o imortal no quarto disse:

–Pode me colocar de pé? Esse imprestável ainda está dormindo. –Era um pouco orgulhosa notou Sieghart. O moreno a colocou a lado de Zero apoiada na cabeceira da cama. –Deixe olha-lo melhor. Ah sim! O imortal Sieghart, lutador de Vermécia, o gladiador, comandante, general e... Awn pelo que vejo ainda não é... Interessante. –Sieghart decidiu ignorar, mas ficara curioso. –Sabemos tudo sobre você Ercnard Sieghart.

Como sabe meu nome? Eu não uso à pelo menos quinhentos e cinquenta anos. –Disse Sieghat sentando em uma cadeira próxima da cama de Zero.

O homem que me criou, a min e a Zero. Todo o seu conhecimento foi passado para min quando fui criado. Então sei quem você é, como se tornou imortal, como foi sua luta contra Cazeaje, como pereceu nas mãos de um asmodiano e ressuscitou se tornando o que é hoje. –Sieghart sorriu nervosamente.

–Me sinto em desvantagem, você sabe muito de min, mas eu sei pouco de você. Afinal de contas você e este rapaz me atacaram, acho que mereço uma explicação, não? –Grandark com o olho gigante o olhou curioso e disse:

Então, vamos pergunte, dependo do que for, responderei. –Sieghart suspirou e pensou primeiro qual pergunta fazer e disse:

–O que estavam tentando fazer, digo Zero aqui estava muito machucado, mas ainda sim vocês me atacaram e não querendo me gabar, mas sou um soldado bastante experiente e provavelmente o mais forte da caçada, qualquer pensaria duas ou até três vezes ao fazer o mesmo. –A espada soltou uma risada fria e respondeu.

Inteligente Sieghart duas perguntas em uma só. Primeiro nós temos um objetivo, que não é de seu interesse saber e para isso vagamos por toda Ernas para lutar contra seres sempre mais fortes para que assim alcancemos tal objetivo... O segundo é exatamente o que você falou imortal... Você é o mais forte de todos aqui, precisávamos testar nossas habilidades, mas vejo que não somos fortes o suficiente. –Grandark ficara surpreso ao ouvir a voz de Zero, o jovem havia acordado e estava olhando para os dois. –Ainda bem que acordou inútil. Agora podemos sair desse lugar logo para conseguirmos o que queremos. –Sieghart soltou uma risada sarcástica e disse:

–Não posso permitir isso, tenho perguntas ainda e Zero não está em condição de se levantar. E se quiserem discordar de min, tem uma elfa aqui que com certeza não o deixara sair até que fique curado. E já te digo quando fica estressada fala que nem uma maritaca. –Sieghart então sentiu um frio na espinha ao ouvir a porta abrir.

–É mesmo Sieg-kun? –Era Lire e estava com um olhar assassino para Sieghart. Sieghart olhou para ela sorrindo meio forçado e disse.

–Brincadeira elfa, brincadeira...

–Sei. –A elfa então chegou perto de Zero e começou a examina-lo. –Como está...?

Zero, o nome dele é Zero. Posso falar por min mesmo G.D.. Meu nome é Zero. E estou bem, muito obrigado por ter cuidado de min. –Grandark só fez um som de emburrada e Lire sorriu amavelmente.

–Não há de que, sou digamos a enfermeira desses encrenqueiros daqui, então não poderia deixa-lo no estado que estava. –Disse apontando para Sieghart que soltou um sorriso amarelo. –E você senhor “ela fala demais”, como foi sua noite? Ontem nem deu tempo de ter checado se você se machucou. –Disse olhando preocupada para o moreno.

–Perdão elfa, era só brincadeira. Bem, eu estava só cansado e queria deitar logo, mas o jovem Zero aqui estava muito machucado o que o tornou fraco, então estava fácil desviar de seus ataques. –O moreno reparou que Zero abaixara a cabeça com vergonha e G.D. fechara o olho se sentindo humilhada.

–Tudo bem vovô, não tem problema. Agora vai lá embaixo Arme já está preparando o café da manhã, tenho alguns procedimentos que tenho que fazer com ele, trocar curativos, entre outras coisas. –Sieghart levantara e foi até a porta, mas antes se virou para Grandark e disse:

–Antes pode me responder de onde são? –G.D. o olhou com seu olho cerrado e Zero respondeu:

–Elyos... –Aquilo havia pegado Sieghart de surpresa, mas ele logo disse:

–Estão longe de casa rapazes, bastante longe. –Deu ênfase no “bastante”. G.D. soltou uma risada fraca e disse antes de o moreno sair.

Depois conversamos mais “vovô”.

A quietude da casa havia acabado e logo barulho de gente andando pela casa a fora se iniciou. Lá embaixo estavam de pé Amy que cantarolava uma canção calma, Arme que mexia na cozinha, Mari que inspecionava uma flor que havia encontrado e Lass que tirava um cochilo na sala. O resto devia estar dormindo, pensou.

Amy foi logo abraçar o imortal que correspondeu afagando os cabelos da menor que adorou o carinho, foi até Mari e deu um susto nela que o olhou com um olhar de morte, mas logo se acalmou quando Sieghart deu um beijo em sua bochecha. Deu um leve bom dia para Lass que murmurou algo inaudível e foi até Arme e deu um beijo na cabeça da menor dando um bom dia também.

–Bom dia vovô. –Disse um pouco corada pela ação do moreno, ela sabia que ele era amável e brincalhão com todas as meninas, mas tinha algo nele que passava segurança e conforto que ela admirava bastante. Talvez por que estivesse sempre sorridente.

–Então nossa maguinha linda? Como estão andando as coisas entre você e nosso soldado de Canaban. –Só a menção de Ronan fez a pequena ficar vermelha da cabeça ao pés. Sieghart claro queria preencher sua cota de “o cara mais inconveniente da caçada.”

–Não sei do que está falando vovô. –Disse secando o mesmo prato umas três vezes. Sieghart sorriu e afagou o cabelo dela e disse:

–Relaxa, não precisa me contar, dá pra ver nos seus olhos. –E saiu deixando a menor envergonhada tentando entender o que ele queria dizer com isso. Ao andar em direção a escada, sentiu um empurrão e um peso caindo em cima dele. Acabou caindo e bateu a cabeça e só voltou a si depois de alguns segundos sentindo algo bastante fofo em sua mão direita que estava em frente ao corpo, pois tentara como reflexo proteger o corpo e a outra perto da cintura também segurando algo bastante macio.

Ele abriu os olhos e somente viu uma ruiva um tanto quanto com raiva o fuzilando com os olhos. Olhando para baixo viu onde sua mão havia parado e ele tinha que admitir era bem macio, a outra mão embora havia parado na perna da menor que como já descrito também era macio. O problema foi que ele deu uma leve apertada para ver se tudo aqui era real.

Bem em menos de segundos era Elesis correndo atrás de Sieghart com sua espada e Sieghart pedindo desculpas acordando a todos que estavam dormindo no recinto.

–Eu vou te matar sua múmia velha descarada.

Um dia comum para todos os membros da caçada.

Notas finais
Por favor pessoas, favoritem, sigam a fic e deem reviews, só assim eu vou saber que vcs estão ai. Vamos manter o Grand Chase vivo cambada. Obrigado, Socko.