Imortal

4 Capitulo 4


Notas iniciais
Mais um capitulo para vos cambada!!! ^^

O Imortal

Estava em um local escuro...

Se sentia flutuando em pleno ar. Não movia nem braços nem pernas e mal conseguia abrir os olhos.

Abaixo e acima somente a escuridão e lá no horizonte um ponto brilhoso. E esse ponto chegava mais perto dele, mais e mais. Dentro dele estava Elesis nua, abraçando os joelhos, mas parecia desacordada calma e tranquila.

Agora de olhos abertos Sieghart via que em sua mão direita se formava uma camada de energia negra que começava a tomar de leve seu braço, ombros, torço, pernas... Bateu-lhe um desespero enorme dentro de seu coração ao ver duas mãos enormes tomarem a redoma de luz onde estava Elesis. A energia já havia tomado metade de seu rosto sobrando uma pequena parte de seu olho esquerdo. Queria gritar, mas não havia ar em seu pulmões, era assustador, pois queria saber o que as mãos estavam querendo com Elesis e de quem eram.

Mas a energia parou...

Saiu de seu corpo e formou uma pequena bola de energia que começou a circular a sua volta, a redoma de luz começou a ficar mais clara mostrando de leve as feições de quem a segurava. Era uma mulher clara como dia, mas olhos vermelhos como sangue, dava para se notar cabelos roxos e dois chifres que pareciam ser formados do cabelo da mulher. Ele a energia que essa mulher passava, era bastante familiar... Bastante o que o deixou mais nervoso. A bola de energia começou a acelerar. E das mãos da mulher uma energia começou a penetrar a redoma e a tomar Elesis que se contorcia e gritava de dor.

Estava sem ar, não conseguia falar ou mover seu corpo, somente observar com dor no coração sua Elesis perecer a dor e sofrimento. Quanto mais raiva sentia notava que a bola crescia e mais rápida ela ficava. E uma forma humanoide tomava... Era ele mesmo, notara.

E odiava quanto parecia esta forma parecia com ele. Até o sorriso maroto ele tinha e agora sabia por que as pessoas odiavam. Andava no espaço como se estivesse voando e foi até a redoma sacou uma enorme lamina, semelhante a uma montante e começou a bater com força para quebra-la, mas Sieghart notou que isso a machucava. Quando sentiu suas cordas vocais finalmente relaxarem...

—PAREM! –E como um passe de mágica parou, só que a sua forma negra desapareceu e ele sentiu um aperto no coração. Em sua visão notou uma ponta a sua frente e queria saber de onde vinha essa ponta.

Você ainda vai perecer para o mal dentro de seu coração imortal. –A sombra negra estava atrás dele e a ponta era de sua lamina que transpassara seu coração. Sua visão perdeu o foco e a última coisa que viu fora Elesis chorando com as mãos na redoma olhando-o perdida...

E acordou. Agora ao contrário de onde estava num local claro, sua respiração estava normal, calma e conseguiu se levantar, mas percebeu que estava enfaixado no peito e no olho esquerdo. Claro, por isso sua visão estava um pouco diferente, riu. Testando sua visão disse:

—Elesis... –E logo notou uma lagrima caindo de seu olho destampado. Era uma lagrima solitária e pensou consigo que sonho teria sido aquele. Precisava ir conversar com Gaia ela saberia lhe dizer sobre o que se tratava o sonho. A porta abriu e revelou Lire e Elesis que estava preocupadas. Elesis logo foi abraça-lo e ele mesmo sentindo uma fincada de dor retribuiu o gesto.

—Me desculpa, me desculpa, me desculpa... –Sieghart sorriu e beijou a cabeça da menor.

—Está tudo bem ruivinha, suponho que o estrago em min foi você? –Ela corou e virou o rosto envergonhada. Lire então começou a tirar a faixa do rosto de Sieghart.

—É foi ela sim, mas realmente, pra um imortal você é bem infantil ein? E essa aqui também ficou preocupadíssima com você idiota. –Disse Lire dando um peteleco na cabeça de Sieghart. Ele sorriu e afagou a cabeça de Elesis que corou, mas deu um sorrisinho.

—Quanto tempo fiquei desacordado?

—Mais ou menos um dia e meio acho? –Estava incerta Elesis, mas logo disse: -Ficamos preocupadas então pedi a Arme que usasse uma magia de recuperação, mas ela deixa o corpo mais calmo e propenso a horas de sono.

—E Zero? Já foram embora? –Disse se levantando ignorando Lire que falava para ele ficar deitado por mais tempo, pegou sua blusa e colocou e pegou sua lamina e viu o reflexo de seu olho. Estava um pouco roxo, mas pelo menos não estava inchado.

—Não ainda não, ele está se recuperando. Por que? –Perguntou Elesis um pouco corada olhando para o torço do moreno, mas mantendo a pose de líder da caçada.

—Achei que agora que ele está aqui você iria querer respostas, afinal ele pode saber onde seu pai está. –Ela concordou lembrando que Zero sabia algumas habilidades da família Sieghart. –Chame os outros, vamos resolver isso logo

As informações desde ele ser de Elyos até ter atacado Sieghart para se testar ou como se feriu daquele jeito fora repassada aos outros integrantes da caçada, mas na mente de Elesis só uma coisa era importante:

—Como você sabe das habilidades da minha família?

—De um velho amigo que nos treinou antes de virmos para cá... Agora entendi a semelhança sua e a dele. Sim ele treinou Zero a pedido de nosso mestre. Por que criança, qual sua ligação com o velho? –Elesis estava sentada e sentiu Sieghart, que estava ao seu lado em pé, apertar seu ombro carinhosamente. Era finalmente uma boa notícia, depois de tanto tempo sem saber do paradeiro de Esculd, finalmente agora teria uma direção. –Seria você a filha de que ele tanto falava?

—Sim sou eu... –Dava para sentir um tom de orgulho mesmo que fosse na voz triste de Elesis. –Você poderia me dizer onde posso encontra-lo?

Infelizmente não minha querida... Onde o seu pai está agora nem nós sabemos exatamente mais. Eu e Grandark não o vimos mais desde que chegamos aqui no seu mundo. –Elesis suspirou e se levantou saindo do quarto calmamente atraindo olhares. –Se não se importam... Gostaríamos de descansar um pouco.

Todos concordaram e saíram do cômodo deixando o esverdeado e sua espada sozinhos.

—Amanhã iremos embora não é? –Perguntou Zero olhando para a janela pensando o que o futuro aguardava a esse grupo e a ele mesmo. –Sim... mas não se preocupe ainda reencontraremos este grupo. Até lá estaremos mais forte. Forte o suficiente... Para derrota-lo. –Terminou a sentença Zero.

Lire e Arme estava indo para a cozinha quando ouviram o imortal chama-las. Ele parecia preocupado e elas já sabiam o porquê.

—Poderiam ir ao quarto dela ficar com ela por enquanto, depois eu vou até lá. Tenho algo a tratar com Gaia. –Elas assentiram e Lire comentou:

—Acho tão bonito o modo que se preocupada com ela Sieg-kun. Nem parece que é Tatatatatatata... –Sieghart soltou uma risada alegre e disse:

—Epa calma, eu sei que sou velho, mas não é pra tanto, vocês fariam isso por min?

—É claro né vovô, mas principalmente por causa dela, a gente sabe do que ela está passando. Afinal de contas estamos com ela desde o começo da nossa aventura. Pode ficar tranquilo vovô, vamos cuidar bem dela pra você. –Disse Arme dando um sorriso confiante e fofo. Sieghart mexeu nos cabelos da roxinha carinhosamente e beijou a bochecha das duas dizendo:

—É com isso que estou contando, obrigado meninas. Até mais tarde! –Disse saindo pela porta da casa. Lá fora encontrou com Jin que batia em seu boneco de treino e Amy que estava sentada no cercado da varanda o observando corada. Mas ao ver o moreno logo foi abraça-lo como sempre fazia.

—Sieg-nii aonde vai? Está até com suas armas na bainha. –Perguntou sorridente e curiosa.

—Estou indo visitar Gaia sobre... Hun coisas. –Jin que ficou curioso entrou na conversa olhando para Amy com um pouco de ciúmes.

—Que tipo de coisas? –Sieghart serrou os olhos para o lutador, mas sorriu arrogantemente e saiu andando em meio a floresta, sem não antes dizer:

—Ainda não sei, mas logo saberei e contarei a vocês. Até pessoal! –Disse dando um aceno sem olhar para trás. Jin pigarreou de leve com uma cara emburrada.

—O que Jin-kun? Com ciúmes do Sieg-nii? –Disse Amy em um tom divertido e sapeca.

—Eu? –Disse Jin corado e tentando parecer indiferente. –Nada, claro que não... Só não entendo por que você dá tanta bola para ele... –Amy deu um risinho fofo e voltou a se sentar onde estava.

—Ele cuida de min, o Nii-san. Sei que não sou tão próxima dele quanto a nossa “chefe”. –Disse esse último com ironia. –Mas sei que se eu precisar dele, onde eu esteja, ele iria me ajudar, além de já ter feito isso... –Sussurrou a última parte olhando de longe o moreno que sumia floresta a dentro. –

—E eu? ... –Disse Jin incerto.

—Você? –Disse Amy rindo da insegurança do garoto. –É meu fã número um, meu Jin amado que eu também sei que me salvaria sempre que precisasse. Meu lutador preferido! –Ela mandou um beijo para ele que ficou corado perto o suficiente da cor de suas madeixas e voltou a treinar, para não mostrar sua vermelhidão.

Sieghart andava a caminho da árvore divina, local onde Gaia residia na floresta da vida. Aprofundando mais a dentro da floresta notara uma leve neblina se formando, que de pouco em pouco se tornava mais expeça. Sentia levemente uma aura escura, bastante semelhante a de seu sonho.

A floresta ficava mais escura e ele notara que estava sendo observado. Ouvira arbustos se movimentando e barulhos de folhas sendo amassadas. Ao chegar na arvore divina assustou-se com o que viu. Gaia estava aprisionada novamente.

Ela estava envolta de uma energia negra e estava suspensa no ar por fios de energia que estavam ligados em arvores ao redor, seu semblante era pálido e estava bastante fraca. Seu rosto e seu corpo estavam finos, sua energia vital estava sendo sugada.

Sieghart começou a avançar para salva-la, mas do arbusto a sua direita saíram goblins e ficaram entre ele e a deusa da natureza. A primeira coisa que Sieghart notara era que estavam envoltos de uma energia negra e seus olhos vermelhos, como a da mulher em seu sonho.

—O que fazem aqui, seus monstrinhos infernais? –Um deles era mais alto, e ao contrário dos outros que carregavam pedaços de tronco como armas, este usava uma espada rudimentar e enferrujada. Curioso, pensou o imortal.

Não lhe cabe saber agora imortal. —E soltou uma risada maligna e partiu para o ataque. Sieghart desviou dando um salto no ar e dando um chute na cara do goblin, que agora lhe pareceu ser o líder, que rugiu e o resto começou a atacar.

—Venham criaturas imundas! –E como seus inimigos agora Sieghart estava envolto de energia negra. Utilizando de movimentos rápidos foi cortando de inimigo a inimigo finalizando esse grupo com um corte em formato de “X” dilacerando o inimigo. Outro grupo se aproximava e Sieghart querendo acabar logo focou energia nos sabres em suas mãos e com um golpe vertical bateu no chão a sua frente e gritou: -Punição Mortal!

O seu escureceu por um leve segundo e das nuvens saiu um raio negro que bateu no chão e matou todos os goblins até o líder. Sieghart agora se focou em Gaia e foi logo cortar os fios que a prendia, antes de que ela caísse no chão Sieghart a pegou e caiu em baixo dela.

—Gaia? Gaia está bem? –Seu rosto começou a voltar ao normal e ganhando cor e ela levemente abriu os olhos. –A graças aos deuses! –Gaia começou apontar a uma direção e uma luz escura apareceu, revelando uma sombra que correu e atacou Sieghart com uma espada enorme como em seu sonho...

—Gaaah!

—Acalme-se imortal. Foi somente um sonho. –Era a voz de Gaia. –Eu queria te mostrar o que nos deuses tememos que vai acontecer, por isso a neblina, ela te colocou em transe e assim eu pude te mostrar o que aconteceu. –Ele estava deitado em uma cama de madeira, bem na verdade era mais um arvore pequena que tinha um formato de uma cama de madeira e seu colchão era feito das folhas da arvore.

—Gaia... Eu pensei que você estava... –Levantou seu corpo, mas Gaia o impediu de o fazer.

—Morrendo? –Sieghart suspirou concordando e deitou sua cabeça nas folhas. –Obrigado pela preocupação imortal, mas não, estou bem. Disse sentando-se perto dele e colocou a cabeça do imortal no seu colo. –Eu sei que você queria conversar comigo.

—Sim eu tive um sonho, ou melhor uma visão... Eu acho. –Ela sorriu amavelmente e concordou.

—Irei colocar-nos em uma reunião psíquica imortal e para isso preciso que fique parado, nos deuses temos algo a discutir com você. –Ele concordou e Gaia colocou sua testa na dele e ele fechou os olhos embora estava um pouco envergonhado pelo contato que estava tendo com a deusa. –Relaxe... –A voz de Gaia sumia e Sieghart abriu os olhos e se viu em um local branco.

Era como uma sala oval totalmente branca e nas beiradas da sala tronos brancos subiam, cada um com uma altura diferente, cada um dos tronos estava ocupado, menos um que era o mais alto. Thanatos, pensou Sieghart.

O Deus da luz então disse:

Sieghart, temos algo muito importante a discutir com você.

Notas finais
Por favor gente, mandem reviews, eu sei que é chato ficar comentando em cada historia, mas eu acho importante saber o que estão achando. Sigam a fic se estiverem interessados nessa historia. O seu feedback pra min é muito importante. Abraços, Socko.