Imortal

2 Capitulo 2


Notas iniciais
Enfim pessoas, aqui está o proximo ^^

Imortal

Astaroth havia sumido, junto levado a essência do deus da sintonia Thanatos e agora a grande caçada estava sem rumo, pois não haviam um paradeiro a seguir.

Os membros da caçada estavam esperando ordens vindas de sua comandante Lothos e decidiram ficar na floresta da vida com a permissão de Gaia que ainda estava se recuperando após ter ficado aprisionada dentro da arvore divina.

Sendo Gaia a deusa protetora da natureza ela usando de sua magia criou uma casa a partir de uma arvore de carvalho. Mas não uma casa úmida com musgos por toda parte, uma casa de madeira aconchegante para que os novos “hospedes” da floresta fossem bem recebidos.

– Eu já suponho que como vocês não tem como seguir viagem, sua comandante devera chamá-los de volta até que sua ajuda seja necessária. –Disse Gaia quando criava a estadia para os guerreiros. –E sendo sincera, acho que não teremos sinais de Astaroth por enquanto...

Todos supuseram que o próximo destino seria a região de Aton, de volta ao continente de Ellia e logo após ir a Arquimedes, mas Astaroth, também poderia ter retornado a Vermécia, não havia como saber. A aventura por Xênia os deixara cansados e sem provisões alguma e como não havia um mal a ser derrotado esperavam por mais ordens.

Sieghart estava do lado de fora da casa, deitado na grama com uma mão apoiando a cabeça e descansando, não que precisasse tinha animo o bastante para derrotar hordas de oaks, mas como o imortal que era, ele aprendeu a descansar a cabeça sempre que podia. Suspirava enquanto ouvia a bagunça que faziam dentro da casa para decidir quem ficava em qual quarto ou o Ryan perguntando por comida, Amy e Lire fofocando na sala da casa, ou Elesis e Ronan discutindo estratégias de ataque para o futuro, Jin que treinava na varanda da casa conta um boneco de madeira que ele mesmo fez, com vergonha de pedir um a Gaia.

– Crianças... –Sussurrou o moreno sorrindo e suspirando. Pensava como eles desperdiçavam a vida com tanta besteira, sendo que mesmo sendo a “última esperança da humanidade” todos merecem um descanso as vezes. –Precisam aprender a relaxar...

– Diz o idiota esparramado no chão da floresta ao invés de estar lá dentro nos ajudando. –Seus pensamentos foram cortados por uma voz suave e calma. Era Lass que caminhava em direção ao imortal e sentava ao lado deste.

– Lass meu caro, eu durmo até no telhado se me for necessário, não preciso ficar entrando em bagunça de crianças. –Disse Sieghart soltando uma risada brincalhona. –Além do mais essa grama divina e esse sol de fim de tarde. Eu tenho toda a razão de estar deitado aqui. –O ninja concordou movimentando a cabeça sentindo quão fofa era a grama debaixo de seu corpo.

Os dois ficaram em silencio por alguns segundos, ouvindo o barulho vindo da casa, mas também a calmaria da floresta.

– De acordo com quais forem as ordens de Lothos. –Começou o imortal cortando o “silencio” do momento. –Eu vou partir Lass. –Lass torna a cabeça para o moreno e o fita por alguns segundos e volta a olhar para a casa.

– Por que está falando isso comigo de todas as pessoas? –Perguntou Lass curioso.

Sieghart parou por um segundo pensando em que responder e logo disse:

– Não sei, você, mesmo que sendo pouco, deste que nos conhecemos parece uma pessoa confiável, uma pessoa legal... Ou não sei, só queria dizer isso para alguém eu acho. –Disse Sieghart soltando um risinho fraco. –Desculpe se estou te incomodando dizendo isso...

– Não tudo bem, ou melhor, não me importa. Mas se posso dizer algo imortal... Melhor ter certeza do que quer. –Sieghart ficou curioso e perguntou:

– O que quer dizer com isso?

– Quero dizer que independente qual for o motivo, por que eu estou supondo que há um, vai estar deixando essas pessoas para trás e o laço que criou com elas. Todos. Desde Amy a Arme, ou da Mari a Elesis. –Disse este último nome, notando que a face de Sieghart abaixara.

– Sim eu sei e acho que por isso que falei com você. –Sieghart se levantou e passou a mão na perna para limpa-la das folhas e da terra que acumulara.

– O que quer dizer?

– Depois de min o considero mais forte nesse grupo e por isso quero que quando eu for, você os proteja no meu lugar. –Disse apontando o dedo para o ninja.

– Mas ainda assim, Ronan poderia muito bem ser sua escolha, por que eu exatamente? –Sieghart sorriu e olhou para a casa onde lá dentro viu Elesis sorrindo enquanto observava Arme brigar com Ryan por ter comido demais.

– Como disse, te acho um cara legal e confiável e sinceramente bastante calado, o que já te peço de antemão, deixe isso entre nos ok? Como você disse, tenho laços aqui, quero fortalece-los antes de ir embora. –E foi Sieghart adentrando a casa assim como o sol se punha ao oeste.

Dentro da casa Sieghart foi logo a cozinha onde estavam Elesis e Ronan discutindo e pegou um pão da mesa para comer e se sentou ouvindo os dois conversarem.

– Ainda acho que deveríamos achar um modo de ir a Aton o quanto antes Ronan, ficar aqui parado não vai adiantar nada. –Disse suspirando Elesis notando o imortal se juntado a eles na cozinha e o olhando de canto de olho.

– Mas também não podemos simplesmente ir para lá, são outras terras Elesis, totalmente desconhecidas para nós... Sieghart me dá uma ajudinha aqui. –Pediu Ronan olhando com um olhar de suplica.

– Me tira fora dessa Erudon, dessa ruiva ai já cansei de levar xingo. –O olhar de Elesis de contentamento achando que tinha vencido a discussão só serviu de combustível para o imortal implicar. –Mas... –E sorriu ao ver a cara da ruiva mudar para uma expressão de cansada.

– Mas o que velhote? –Disse Elesis.

– Ele tem razão ruivinha, não sabemos exatamente aonde Astaroth foi, ele simplesmente desapareceu com as essências. –Disse entre mordidas do pão que havia pego. Ele se levantou e passando atrás da ruiva e colocando a mão nos seus ombros comentou: -Considere isso como férias sem definição de termino. –Ela moveu os ombros para parar o toque do moreno e respondeu:

– Primeiro não me toque, segundo o que faremos até que nossas ordens cheguem? –Sieghart agora lavando a mão em uma bica que saia de um tronco na parede ficou pensativo por um segundo e disse.

–Por que não perguntamos aos outros então? Digo, somos um grupo, você é nossa líder, mas decisões deveriam ser tomadas em grupo certo? –Ela relutantemente concordou com a cabeça e se virou para Amy sentada no sofá.

– Amy pode chamar o pessoal que está lá fora pra min? O Jin, Lass e a Arme que está no segundo andar?

– Eu? Peça seus soldadinhos ai... –Disse Amy mais preocupada com sua unha por um instante o que enfureceu a ruiva.

– O que sua pirra... –Começou Elesis mas logo sendo cortada.

– Amy querida por favor, só faça o que lhe foi pedido ok? Quando você entrou para o grupo, você entendeu que a Elesis é nossa líder e como tal você deve respeito ok? –Sieghart havia cortado a ruiva colocando o dedo na boca da garota que ficou indignada. Amy olhou de Elesis para Sieghart e de volta para Elesis de novo e suspirou.

– Desculpa vovô, eu vou sim, mas dessa vez só por que pediu. –Disse Amy fazendo biquinho e indo abraçar o moreno dando um beijo na bochecha e logo saindo da casa.

– Viu ruiva é assim que se trata subordinados. –Disse sorrindo marotamente para Elesis que o olhou com desdém e um pouco vermelha, não sabia Sieghart se era raiva ou ciúmes, talvez os dois pensou. Sentou-se no sofá da sala no meio e esperou os outros chegarem.

Um por um foi se acomodando na sala, Amy sentou-se do lado de Sieghart que passou o braço direito ao redor dela para ela ficar mais confortável, Arme sentou-se meio de lado apoiando seus pés no colo do imortal a pedido do próprio visando também o conforto da menor. Claro isso tudo a desgosto de Ronan e Jin que ficaram de cara emburrada um do lado do outro num sofá adjacente de dois lugares, Lass preferiu ficar sentado no chão mesmo em um canto da sala, Lire e Ryan sentavam juntos em um terceiro sofá de três lugares, sendo que o druida fazia tranças no cabelo da elfa, Mari ao lado dele no terceiro lugar com seu livro a mãos lendo baixinho e dando umas espiadas de canto de olho em Sieghart que brincava com os dedos dos pés de Arme que arrancava risinhos da menor. Já Elesis estava em pé inquieta sobre o que faria a seguir.

Poderia continuar para a próxima região, ou poderia esperar as ordens de Lothos que provavelmente seriam de retirada para Vermécia. Mas seus pensamentos foram cortados por Lass que disse:

– Então Elesis, para que nos chamou? –Elesis o olhou por um segundo e voltou de seus devaneios sentando em uma poltrona ao lado do sofá no qual Ronan e Jin estavam.

– Perdão, estava pensando exatamente nisso. Me foi apontado que deveríamos escolher o que fazer agora e que deveríamos ter uma decisão em conjunto. –Disse agora olhando para o imortal a sua frente pela primeira vez notando como ele estava sentado com as garotas. Este sorriu de volta pra ela dando uma piscadela. –Enfim. –Disse Elesis revirando os olhos. –Dentre as opções devemos escolher: primeiro, ficar até que novas ordens de Lothos chegue a nós, o que pode levar no máximo um mês e meio, ou seguirmos a Aton para tentarmos seguir os rastros de nosso inimigo o que como Gaia falou ao nos dar essa moradia temporária, talvez não o veremos por um bom tempo.

Todos colocaram as opções em suas cabeças e pensaram a respeito. Elesis já sabia qual a resposta de Ronan e a de Sieghart. Mas dos outros não sabia o que pensar. O imortal via a cara de dúvida de todos, até das duas belas que estavam ao seu lado e suspirando disse:

–Vamos ser sinceros pessoal, estamos cansados de só andar e andar e derrotar inimigos para que depois descobrirmos que há outro à espreita e ainda mais poderoso, a mensagem de Lothos não deve demorar menos de um mês para chegar até nós. –A maioria concordou com a cabeça, outros só o olharam. –Como eu disse a ruiva, imaginem isso como férias sem termino definitivo, um descanso, que devo dizer que todos devem concordar, é mais que merecido.

–Mas até então ficaremos aqui sem fazer nada? –Indagou Ryan curioso.

–Claro que não, veja bem, nós temos uma floresta enorme para vasculhar, você está em casa Ryan. –Todos acharam que o elfo ia ficar ofendido, mas ele só sorriu e concordou. –A Mari pelo que vejo está frenética tentando entender o ambiente ao seu redor, por ser tão rico. –A pequenina de olhos diferentes o olhou por cima dos óculos, mas logo voltou para seu livro.

–Tá mas e o resto de nós? –Perguntou Arme ao seu lado, soltando logo uma risada quando o moreno cutucou seu pé.

–Pessoal, além de guerreiros formidáveis, vocês também são pessoas, a vida não se resume só em batalhas, eu sei que cada um de vocês vai encontrar algo de útil para fazer, além do mais essa casa não vai se manter sozinha por exemplo, todos teremos que ajudar para ela ficar de pé, não podemos abusar de Gaia, mais do que já abusamos.

–Isso é verdade. –Disse Elesis coçando o queixo. –Ela nos proveu com um teto, comida e até esses moveis feito pelos seres da floresta para nosso conforto.

–Viu se até ela concorda comigo. –Disse o imortal presunçosamente vendo logo a cara de irritada de Elesis que suspirou e falou:

–Enfim, acho então que o melhor seria esperar por mais ordens certo? –Todos, ou a maioria dissera que sim, outros só concordaram com a cabeça. –Ok então, todos voltem a seus afazeres, ficaremos até segunda ordem.

Sieghart esperou que Arme se levantasse, para levantar, mas notou que Amy havia cochilado no seu ombro. Fazendo um som com a boca chamou Jin para que o ajudasse. Notando a cara de poucos amigos para ele, comentou sorrindo.

–Relaxa cara, ela é toda sua, eu só me importo com ela, afinal de contas é nosso dever protege-la não é? –Jin olhou para ele com um olhar cético, mas logo concordou. Sieghart se levantou calmamente segurando Amy pelos ombros e pediu Jin para sentar-se no lugar dele e de leve colocou a cabeça da menor no colo de Jin. Ela se aconchegou e Jin sorriu apaixonadamente ao ver a cena.

–Obrigado vovô. –Disse oferecendo o punho em comprimento. Sieghart repetiu o comprimento e foi até Elesis que estava pensativa ainda sentada na poltrona com a cabeça nas mãos.

Sieghart abaixou-se em frente a ruiva e passou a mão na cabeça da mesma, o que fez a mesma olhar para ele com cara de interrogação.

–Você está bem ruivinha? –Perguntou o moreno sorrindo, mas em um tom de preocupação, passando a mão na bochecha da menor.

–O que pensa que está fazendo múmia? –Perguntou com um olhar cansado. Cansada o suficiente para deixa-lo continuar com a mão em sua bochecha.

–Nada, só estou preocupado com você. Parece estar muito cansada...

–E estou... –Disse Elesis cortando o imortal.

Sieghart notou que estava levemente ruborizada, talvez por ter admitido algo, coisa que ela não faz para ninguém, a não ser para Arme e Lire. Isso requer muito dela, ele pensou.

Levantou-se e estendeu a mão para ela. Elesis olhou para a mão de Sieghart e ponderou por um segundo se deveria, mas logo cedeu. –Aonde vamos? –Perguntou.

–Só vamos dar uma volta. –Disse o moreno sorridente.

–Mas está escuro lá fora. –Sinceramente ela não queria ir. Não por causa dele, mas por que realmente não estava a fim e por que queria entender as intenções dele. Ele podia ser um chato de galocha, mas mesmo assim era seu antepassado.

–O que foi, com medo minha ruivinha? Eu te protejo se precisar.

–Idiota, como se eu precisasse. –Murmurou se levantando e o seguindo ao seu lado, claro dando um murro no seu braço.

O passeio da floresta começou silencioso, calmo. Os dois aproveitavam os sons das aves em seus ninhos, pequenos roedores correndo para lá e para cá, grilos. A paisagem também era espetacular, os musgos brilhavam uma cor fosforescente, assim, como algumas folhas das arvores e certas flores, fora o show de movimento que vagalumes faziam no ar, dos pequenos ao gigantes. Não se preocupe caro leitor, são calmos, com o retorno de Gaia, os animais e os seres da floresta estavam em harmonia novamente.

Sieghart surpreendendo Elesis pega a mão dela ainda caminhando e sorrindo carinhosamente.

–Por que está fazendo isso Sieghart? –Perguntou curiosa. Sieghart apertou a mão de Elesis fazendo círculos com seu polegar.

–Bom você está estressada, isso eu posso ver claramente, cansada, precisando de uma pausa, com toda a caçada nos ombros e achei que alguém da família seria ideal pra você conversar não Elesis Sieghart? –Disse soltando a mão da garota e sentando de costas para um tronco de arvore caído o que Elesis fez o mesmo. –Além do mais não tivemos a chance de conversar um com o outro pessoalmente. Sabe? Somente batalhas e batalhas eu te enchendo a paciência e você me batendo. –Ela soltou uma risadinha dando um murro fraco no imortal que fingiu cara de machucado.

–É verdade vovô... Naaah, acho melhor não, você ainda tem cara de múmia pra min. –Disse soltando um sorriso de leve. –Mas seria adequado, já que eu sou sua o que? Sua tataraneta acho... Estou certa?

–Algo do tipo. Na verdade tento não pensar nisso, tenho um pouco mais de seiscentos anos Elesis, mas ainda estou num corpo de dezoito. –Ela o olhou esperando uma cara de safado, mas ao contrário viu um pouco de tristeza. Mas logo Sieghart estampou um sorrisinho, um pouco forçado pensou a ruiva. –Mas e você ruivinha? O foco da nossa conversa é você, o que está passando em sua cabeça?

Ela não sabia responder, ou não queria, ela não sabia. Reclinou a cabeça no tronco, que curiosamente estava um pouco macio, talvez magia de Gaia e olhando para o céu estrelado disse:

–Você tem razão...

–Hun? –Perguntou o moreno surpreso e um pouco presunçoso.

–Eu disse idiota, que você tem razão, nós não estamos indo a lugar nenhum, a cada resposta achada mais perguntas aparecem e mais inimigos para enfrentar... E eu nem perto de encontrar meu pai estou...

Sieghart ficou calado, sabia que ela precisava disso, do silencio. Passou um braço ao redor dela que devida a fragilidade aceitou encostando-se no ombro do imortal e de leve pegando a mão deste. Notara que por mais que Sieghart tenha aparência nova, as mãos dele eram bem firmes e grossas, cheias de cicatrizes aqui e ali, resultado de seiscentos anos de guerra supôs. –Você deve ter conhecido meu pai, certo Sieg?

–Haha, se formos olhar por conhecer seu pai, diria que desde que nasceu. Mas sim ruiva o conheci sim, era um guerreiro formidável para um humano comum. Bem corre na família não é mesmo? –Disse Sieghart rindo e feliz ao ver que o humor de Elesis melhorara.

–Mas me conte sobre você, o grande imortal. –Disse Elesis sarcasticamente.

–Eu? O que tenho para contar?

–Não sei... O que passa na sua cabeça também?

–Elesis querida, eu não tenho nada, sou imortal, não tenho com o que me preocupar.

–Sei, vou fingir que acredito. –Disse Elesis com cara de desdém. Sieghart soltou uma gargalhada.

–Você com essa atitude e até sua aparência me lembra muito sua tatatatatata... Enfim a pessoa com quem eu me casei a muitos anos... Muitos mesmo... –E calou-se e fixou seus olhos em um ponto aleatório no chão. O que deixou Elesis curiosa.

–Velhote está começando a caducar? –Disse Elesis tentando quebrar o transe do imortal. Sieghart voltou a realidade e balançou a cabeça.

– Perdão ruivinha, viajei por um segundo... –Elesis concordou, mesmo que curiosa ainda, não era normal ele fazer isso. Se ele fosse normal no caso.

–Enfim, vamos voltar? Acho que já estou um pouco melhor. –Levantou-se e esticou o corpo bocejando. –Já estou com um pouco de sono e não quero ser a última a escolher uma cama, devo escolher a pior de todas se isso acontecer. –O imortal também se levantou limpando a sujeira da perna.

–Vai na frente ruiva, não vou demorar muito. –Ela o olha notando que estava um pouco sério, mas decidiu ignorar, ele provavelmente tinha um motivo.

–Tudo bem então, até daqui a pouco. –Sem pensar muito foi até ele e o abraçou. Não um abraço lento, mas sim um rápido envergonhado e deu um beijo em sua bochecha e se virou rapidamente e foi em direção a casa. Mas tudo isso para esconder o rosto vermelho, não por motivos adolescentes bobos, mas por que apreciara esse ato de carinho dele e só não queria demonstrar.

Sieghart esperou ela sumir de sua visão para olhar para o outro lado do lugar onde estava. Suspirou e disse:

–Sei que está ai... Não precisa se esconder. –E começara a chover.

Notas finais
Por favor, mandem reviews dizendo o que estão achando da historia e no que posso melhorar e como esta em relação a antiga, boa ruim, mais ou menos.