Imagine - stray kids
36 . Seungmin Pedido/Aniversário +18
Notas iniciais
A Nossa História.
“— E a nossa história Seungmin? Ela também continuará?”
Ainda me lembro do sorriso que ele deu quando fiz essa pergunta a ele.
“— Pode acreditar em mim minha manhosinha, hoje será apenas o nosso prólogo e daqui para frente quero escrever ao seu lado uma linda história e no que depender de mim, ela nunca terá fim.”
Ali pareceu que eu estava vivendo em um dos capítulos que eu mesma escrevi, mas histórias só tem uma boa repercussão se tiverem um enredo mais complicado, não é?
E a nossa não podia ser diferente.
Senhor Kim Seungmin...
Como será que ele está? O que será que tem feito?
Sinto a falta dele...
[...]
Flash Back On.
Um ano atrás.
“— Vem minha manhosinha, vou te levar para casa, você ainda tem muito para aprender comigo, e eu farei questão de que aprenda direitinho.”
Quando saímos do escritório dele entendi que passamos o dia trancados lá, é claro que nosso trabalho seria demorado, afinal ele leu meus capítulos com minúcia como era de seu feitio e depois que ele terminou de ler nós...
Bom, sabemos bem o que rolou depois.
[...]
— Espero que hoje seu amigo não venha te buscar, quero poder ter o prazer de te levar em casa.
Me sinto ruborizar, isso era novo para mim, ter meu chefe com esse olhar penetrante sobre meu corpo era algo no qual eu jamais saberei se posso lidar.
— Não o Innie não virá hoje, ele tem um compromisso.
Falo e vou até minha mesa pegar minhas coisas.
— Vocês dois são só amigos mesmo?
— Sim, amigos de faculdade.
— Entendo... — Ele me olhava como quem estivesse lendo cada sinal que meu corpo emitia. — Hee-jin, você está nervosa?
Por deus eu estava..., mas juro que não queria que ele sentisse.
— Um pouco.
Ele veio até mim e segurou em minhas mãos, me fazendo o encarar.
— Se acalme minha doce Hee-jinnah, você não tem o que temer, eu vou cuidar de você lembra?
Aceno que sim com a cabeça e ele sorri largo.
— Apenas confie em mim.
[...]
Eu estava em seu carro no banco do passageiro e ele dirigia com uma de suas mãos pousada em minha perna e aquilo me deixou quente por dentro.
Eu me sentia mesmo em um romance de livro.
— Chegamos. — Ele disse parando o carro e eu paralisei.
O que eu faço? Só desço e o agradeço por ter me trazido em casa?
— Não... — Ele falou em um tom brando, mas mesmo assim eu dei um pulo assustada, como assim?
— Não? Como assim Senhor... quero dizer Seungmin? — Perguntei por não entender de fato o que ele quis dizer com aquele “não”.
— Você não vai só me agradecer e me dispensar, agora você vai me convidar para subir, pediremos uma boa comida e essa noite eu dormirei com você.
Sem pensar muito levei minhas mãos até minhas bochechas quentes e pude o ver sorrindo para mim.
E agora ele lê pensamentos também?
— Está bem então, vamos subir.
Ele veio até mim e tirou meu cinto e enquanto o fazia deixou um selar em meus lábios, o que me fez ter a sensação de ter uma corrente elétrica dançando por todo o meu corpo.
Depois disso ele desceu, dando a volta rapidamente para o meu lado da porta e a abriu para mim.
— Vamos minha manhosinha.
Olhei para sua mão estendida e a segurei timidamente e depois disso entramos no prédio.
[...]
Quando chegamos no meu andar vou direto até minha porta e a abro e quando entramos noto que algo não está certo.
— Hee-jinnah, tem alguém na sua casa...
Ele falou e eu me pus alarmada, mas logo respirei aliviada por reconhecer os tênis do Innie na entrada.
— Tudo bem, é o meu amigo que...
— Como assim seu amigo? Ele tem a chave da sua casa?
— Tem uma cópia. — Falo baixo e noto que o Seungmin não gostou nada de saber daquilo.
— Innie, cheguei, pensei que você tinha um compromisso hoje, o que faz aqui?
Falei alto para que ele me ouvisse de onde estivesse.
— Vou daqui a pouco Hee-jin, mas lembra que você comentou comigo de manhã sobre a suspeita de ter câmeras aqui?
Meu amigo apareceu no corredor com algumas coisas em mãos que de cara eu não reconheci, mas senti o Seungmin tencionar.
— O que são essas coisas Innie?
Meu amigo encarou meu chefe e pela primeira vez eu o vi irar-se com algo.
— São câmeras Hee-jinshi, provavelmente coisa desse psicopata aí ao seu lado... o que ele faz aqui?
Por um momento tudo se tornou turvo, eu não os ouvia mais e meu mundo que achei estar se erguendo em uma linda história de amor começou a desmoronar bem na minha frente.
— Hee-jinnah, eu posso explicar.
Seu tom era urgente e desesperado, mas eu estava em pânico.
— Seungmin, vai embora.
Falei seca.
— Você a ouviu seu psicopata de merda, some daqui e não a atormente mais.
O Seungmin olhou para meu amigo espumando de ódio.
— Hee-jin, por favor me dê uma chance...
Fechei meus olhos e abaixei minha cabeça, as lágrimas vinham cortantes em meu rosto e eu só queria sumir dali ou que eles dois sumissem.
— Seungmin, vai embora, por favor sai daqui.
Eu estava assustada e não conseguia pensar direito, mas nada do que ele me dissesse seria o bastante para justificar o fato de que ele me vigiava sei lá eu por quanto tempo.
Eu queria gritar, bater nele, e talvez eu devesse mesmo fazer isso para expurgar a minha raiva.
Mas eu estava travada.
Meu amigo notou e veio até mim se colocando ao meu lado e encarando com firmeza meu chefe.
— Você vai sair ou terei que chamar a polícia?
O Seungmin estava desnorteado o que achei estranho, uma vez que ele não era a vítima aqui e como em um lampejo ele desferiu um soco na cara do Innie.
— Agora sim eu vou, está feliz, não é seu idiota? Comigo longe você poderá dar em cima dela como quer, não é?
Ele veio para cima do meu amigo novamente e eu me coloquei entre os dois.
— Seungmin pare!
— O que farei em relação a ela não é da sua conta e saiba que ela merece alguém que seja melhor que você seu lunático.
O Innie conseguiu se desvencilhar de mim e devolveu o soco acertando em cheio o rosto do meu chefe.
— Parem vocês dois agora mesmo!
Gritei a plenos pulmões e os dois me encararam.
— Seungmin saia da minha casa, por favor eu estou te pedindo.
— Eu vou, mas você precisa me ouvir antes de formar qualquer julgamento torpe ao meu respeito.
Não o respondi, não o encarei e ele muito contrariado saiu de lá e só então eu consegui respirar novamente.
Senti meu corpo caindo, desfalecendo sem força alguma e o Innie veio em meu socorro.
— Vem Hee-Jinshi, vou te colocar na cama.
[...]
Depois disso o Innie me mostrou onde estavam as câmeras e aquilo só aumentou o meu pavor, todo canto do meu apartamento estava sendo monitorado pelo meu chefe.
Foi assustador e tudo que eu pensava era que eu havia me entregue a um louco degenerado.
E pior... eu tinha sentimentos por ele.
O Innie cancelou seu compromisso e passou aquela noite comigo, fiquei abraçada nele o tempo todo e mesmo assim minha mente não deixava de trazer à tona o semblante do Seungmin.
Ele estava irado, mas também parecia muito preocupado.
E eu só queria que nada daquilo tivesse acontecido.
Fui do paraíso ao inferno tão rápido que mal acreditava.
[...]
No dia seguinte fui até o RH da editora em um horário que eu sabia que o Seungmin não estaria e completamente decidida pedi minha demissão.
E eu nunca mais voltei lá.
Eu até pensei em o ouvir, mas nada daquilo podia vir de algo bom, então decidi que me afastar era o melhor a se fazer, para nós dois até.
E foi o que eu fiz...
Me mudei de onde estava morando para que se meu ex chefe me procurasse ele não pudesse me encontrar.
Eu sumi do radar dele e também nunca mais soube de nada sobre o senhor Kim.
[...]
Meses depois do acontecido.
“— Quer ser minha namorada Hee-jinshi?
— Quero sim Yang Jeongin.”
O Innie jurou que até aquela noite onde o Seungmin o acusou de me querer só para si ele não havia pensado em nós dois juntos e eu acreditei nele, mas ele me disse que depois de ter ouvido meu ex chefe insinuar seu interesse por mim ele começou a pensar em nós daquela forma e depois de alguns dates resolvemos tentar.
E por que não tentaria?
O Innie sempre foi a melhor pessoa para mim, sempre cuidou de mim, e nós dois combinamos muito em tudo.
Eu amo o Yang.
Então sei que ser sua namorada será perfeito.
Estou feliz e meu namorado é um fofo comigo, ele me completa e eu amo o que temos juntos.
Tanto que nem me lembro mais dele.
Do Seungmin...
Flash Back Off.
[...]
Momento Atual.
O Yang e eu namoramos por quase um ano, mas depois da proposta de trabalho que ele recebeu, nós decidimos parar com nossa relação.
Ele foi para Milão trabalhar com moda que sempre foi seu grande sonho e eu não poderia o acompanhar, então fizemos assim para poder continuarmos amigos, independentemente de qualquer coisa.
Foi muito difícil nossa separação, e eu ainda sinto falta de tê-lo ao meu lado, mas nós dois acreditamos que foi melhor assim e poder o ver realizando tantas coisas me deixa muito feliz e orgulhosa por ele.
Ele merece tudo isso e eu estarei sempre na torcida pelo sucesso dele.
Já eu, me mudei para Jeju, virei escritora independente e respondo pelo pseudônimo de: “Dangsin-eun Gyohwalhan” e o porquê dessa escolha somente eu sei e assim guardo minhas boas lembranças em um lugar onde apenas eu posso acessá-las.
E agora escrevo sobre todos os assuntos que me vem à mente, e o sexo deixou de ser um tabu para mim.
Acho até que agora escrevo cenas assim com detalhes demais e tudo graças ao meu ex namorado e melhor amigo que sempre me deu muito conteúdo para minhas escritas.
Posso dizer que estou feliz, realizada e me sentindo tão livre que poderia voar.
[...]
Seungmin Pov.
— Tenho quase certeza de que a minha manhosa ainda se lembra de mim...
Falo e coloco o iPad que usava para ler algumas coisas ao meu lado na enorme cama que me encontro e assim que o faço as lembranças de ter a Hee-jin só para mim me tomam avassaladoramente me fazendo sentir um nó na garganta.
Ela se foi tão rápido como veio para mim.
E eu nem pude me explicar com ela.
Nos primeiros meses depois daquele episódio maldito fiquei a observando de longe e quando ela começou a namorar o babaca do Jeongin eu senti que a havia perdido de vez.
Odiei aquele amigo imbecil dela, mas pensei mil vezes se isso não seria o melhor para minha doce Hee-jin, uma vez que mal começamos algo e eu já a fiz sofrer.
Eu não queria nada daquilo, mas também na época que coloquei as câmeras em sua casa eu não achei que tivesse alguma escolha.
Enfim...
Eu ainda os acompanhei por um tempo, mas vê-la sorrir na companhia de outro estava me matando e então decidi que era melhor parar de olhar.
Até que descobri que o Jeongin foi para Milão, quase um ano depois de tudo ele simplesmente foi atrás do seu sonho e eu soube que por mais que ela sofresse, ela o incentivaria.
Era o certo, e ela o ama e ele precisava viver essa experiência.
Por conta desse pensamento eu senti inveja dele pela milionésima vez e quando fui atrás da minha Hee-jin, ela havia sumido.
Ela não morava mais onde os dois moraram juntos por quase um ano e o seu rastro sumiu de vez.
[...]
— Bom dia, meu filho lindo... — a voz da minha mãe sempre me causa um gelo na espinha. — O que faz aí tão compenetrado?
Não a respondo.
Desde que perdi minha doce Hee-jin que eu não falo com a verdadeira culpada por tudo isso.
Me levanto para sair de perto dela, mas sou pego pelo braço por minha genitora que me força a encará-la.
— Seu aniversário está chegando meu filho, e daremos uma recepção em sua homenagem.
— Não perca seu tempo, eu não irei.
Ela me encara decidida a ignorar minha repulsa por si.
— Será aqui em casa, e a Chu Hye-ju virá como sua pretendente.
Ouvi-la me enervou e eu me soltei de sua mão.
— Quantas vezes vou ter que repetir que eu não vou me casar com quem a senhora escolher para mim?
Ela veio para cima de mim com tudo e quando ficamos cara a cara ela falou transmitindo toda sua raiva.
— Ótimo Kim Seungmin! Mas você também não vai atrás daquela pé rapada da Hee-jin e se você teimar comigo e for, já sabe o que farei com ela...
A encaro com desgosto e saio da cozinha sem a responder.
Por causa dessa merda de comportamento elitista da minha mãe eu perdi a única que amei de verdade nessa vida, e por causa dessa droga toda que eu também não posso largar tudo e sair correndo atrás da minha Hee-jin.
Pelo menos não por agora, mas estou arrumando tudo para cortar os laços de vez e aí quero só ver quem me impedirá de encontrá-la.
Me espere só mais um pouco Hee-jinnah, logo irei te encontrar e você voltará para mim.
[...]
Dias depois.
Hee-jin Pov.
“Me espere só mais um pouco Hee-jinnah, logo irei te encontrar e você voltará para mim.”
— Seungmin!
Me sento em minha cama suando frio e ofegante, há dias que venho sonhando com meu ex chefe e o sonho sempre se interrompe com ele me dizendo que vai me encontrar e que voltarei para ele.
Levo minha mão aos meus cabelos e decido me levantar, vou até o banheiro e jogo um pouco de água em meu rosto, ligo meu computador e começo a escrever, sei que só assim conseguirei tirar minha mente desses pensamentos enlouquecedores.
Qualquer coisa para não pensar nele.
[...]
— E terminei!
Falo para ninguém além de mim mesma e quando olho pela janela do meu quarto vejo que o sol já nasceu, o dia está belo e acolhedor, então decido ir correr na orla.
[...]
Corri tanto que me deu preguiça de voltar correndo pela distância que me encontro agora, então comecei a caminhar lentamente para poder contemplar aquela vista magnífica.
— Nem ferrando... Hee-jin? É você mesmo?
Olho na direção da voz que reconheci de imediato.
— Jisung?
— Isso, lembrou de mim... caramba! Por onde você andou menina?
— Por aí... mas e você o que faz em Jeju?
— Por aí... que evasiva, credo! — Sorrimos e ele pegou em minha mão me levando para sentar com ele na mureta. — Estou aqui com a equipe criativa da editora, viemos fazer uma oficina para nossa próxima obra.
Me lembrei como aquilo funcionava e me senti gelar.
— A equipe inteira veio?
— Não, só a parte criativa mesmo que se resume ao Bang Chan o Changbin e eu, essa obra será só nossa, mas o nosso editor chefe veio junto, você deve se lembrar dele, o Kim Seungmin.
Ouvir o nome dele me fez arrepiar por inteiro; e quem esquece desse homem?
— Claro que me lembro Jisung, faz apenas um ano e pouquinho que saí de lá.
— E por que saiu hein? Você era nossa melhor escritora, tenho certeza que estaria com a gente nesse projeto.
O ouvir falar me trouxe tudo que lutei para deixar no passado à tona e eu me peguei apertando minhas coxas.
— Ah eu precisei, motivos pessoais.
— É, rolou esse boato mesmo, mas mesmo assim foi tudo muito misterioso, seu livro estava quase pronto Hee-jin, o Changbin que o finalizou.
— É, eu li quando foi lançado, ficou perfeito com o final que ele deu.
Sorrimos e o Jisung pareceu ter uma brilhante ideia.
— Vamos sair hoje à noite o que acha? Diz que sim Hee-jinnah, você os meninos e eu para relembrarmos os velhos tempos que tal?
Fiquei receosa e ele notou.
— Relaxa, não vamos chamar o chefinho, queremos beber e fofocar, não dá para fazer isso com ele junto.
— Eu não sei... — Falo tentando disfarçar meu pânico real.
— Ah que isso Hee-jinnah? Vamos relembrar como fazíamos sempre em início de projeto — ele segurou em minhas mãos. — Vaaaiii sentimos tanto sua falta.
— Sentiram? Mas só vocês mesmo...
— Que nada, nosso chefe pareceu que entraria em depressão depois que você se foi, era o comentário geral na editora, ele demorou a voltar ao normal Hee-jin... — O Jisung olhou o mar pensativo. — Pensando por esse lado ele ia gostar de saber que te encontrei aqui.
— Jisung por favor, não comente nada com ele está bem?
— Você saiu por causa dele Hee-jin? Ele te assediou?
— Não... eu saí porque precisei acredite.
— Você gostava dele não gostava?
Encarei meu ex colega de trabalho e sorri largo.
— Por que você não é jornalista mesmo?
— Lá vem você com isso... você sempre desconversa.
Ele fingiu estar emburrado e eu sorri ainda mais abertamente.
— Tá Jisung, vamos nos encontrar mais tarde, faz tempo que não saio com amigos e vai ser legal ver os três patetas reunidos.
— Deixa o Bang Chan te ouvir...
— Falo na cara dele, ele é o mais patetão dos três, principalmente com você e o Binnie.
— Ele é um amorzinho, vai...
Sorrio com a defesa imediata do Jisung para o seu amigo, um fofo.
— É sim...
— Então combinado? Aonde vamos nos encontrar?
Pensei um pouquinho, mas logo me decidi.
— Tem um barzinho bem gostoso de ficar, acho que você e os meninos vão adorar...
Ficamos mais um tempo por ali e depois nos despedimos com a promessa de que nos encontraremos mais tarde.
[...]
Jisung Pov.
Voltei para o hotel e contei tudo aos meus amigos.
— Mentira, a Hee-jin está em Jeju?
O Changbin fala todo empolgado.
— Sim Binnie, a encontrei caminhando na orla hoje cedo e ficamos conversando.
— Nossa que saudade dela, ela está bem Jisung? Descobriu porque ela sumiu daquele jeito?
— Não Chan, eu perguntei, mas ela desconversou. — Os dois sorriram pequeno como se aquilo já fosse o esperado. — Mas, combinei com ela e vamos sair todos juntos hoje à noite, ela vai nos levar em um barzinho que ela adora e quem sabe com vocês dois juntos ela não resolva se abrir.
— Poxa que legal! Mas mesmo que ela não queira falar eu não ligo, estou feliz por poder revê-la.
— Ela pareceu ficar feliz por me rever também, e gostou muito de saber que estamos os três aqui.
— Apenas nós três? Não contou a ela que o senhor Kim está aqui também Jisung?
— Contei sim Changbin, mas ela me pediu por favor para não contar a ele que ela está aqui, na verdade, pareceu até que ela ia desmaiar quando falei nele.
— Que estranho... será que aconteceu algo entre eles?
— Não sei não Chan, perguntei e ela negou, mas todos sabemos que eles se gostavam né? Estava na cara, aparentemente eles só nunca tiveram nada.
— Para mim isso está com cheiro de romance mal resolvido. — O Bang Chan falou e acho que ele acertou em sua teoria como sempre acerta. — O que acham de tentarmos juntar os dois?
— Mas Chan ela pediu...
— Sim, mas se for um “acaso” — Ele sorri fazendo aspas com seus dedos e sorrimos de volta para ele entendendo seu plano. — Ela não poderá nos culpar.
— O Chan tá certo, mas como faremos que seja um acaso?
— Deixa comigo Changbinnie.
[...]
Seungmin Pov.
“— Seungmin!”
Saltei da cama em um único impulso depois de ter sonhado com ela mais uma vez e dei graças por estar usando apenas a calça do meu pijama, o cochilo da tarde me fez suar frio e eu agora estaria grudado na camisa se eu a estivesse usando... eu precisava de um banho.
Enquanto as gotas de água quente caiam sobre minha pele a voz da minha Hee-jin ecoava em minha mente, repetindo meu nome como em um grito por socorro.
— Será que ela sente minha falta como eu sinto a dela?
Falo e quando ouço minha própria voz sinto um aperto no peito, eu nem sei onde ela está...
Depois do banho saio para encontrar minha equipe criativa, ficamos de ir para alguns pontos turísticos de Jeju para podermos entender bem o cenário do próximo livro que eles escreverão.
Serão três contos com os mesmos personagens principais e cada um será contado por um dos três.
Estou confiante, esse projeto tem tudo para dar certo, e esses três tem uma aptidão nata para a escrita e uma sintonia sem igual, logo sei que será perfeito.
Minha Hee-jin estaria nesse projeto com toda a certeza se ela ainda estivesse comigo.
Me visto e desço para encontrá-los no saguão e quando os avisto noto uma empolgação além do comum para aqueles três, o que me deixou curioso, mas não a ponto de fazer perguntas.
[...]
— Estão prontos para ir meninos? — Falo e noto que eles se assustaram ao me notar ali.
— Ah, oi senhor Kim, sim estamos prontos, se quiser podemos ir.
— Ótimo, Changbin pode dirigir?
— Claro senhor Kim.
— Certo, então vamos de uma vez.
[...]
Fizemos e muito bem o nosso trabalho de campo e um pouco antes de voltarmos, notei os três um tanto agitados e me perguntei o porquê daquilo.
— Senhor Kim, eu estava pensando, acho que quero ficar com o último arco da história.
— Ah, é Chan? E por quê?
— Quero fazer o reencontro dos personagens principais, sei lá algo acontecendo por acaso, sabe? Aqui em jeju tem uns barzinhos bem legais na avenida principal perto da orla e eu acho que seria um cenário perfeito para tal cena.
Me pego pensando, é talvez funcione.
— Isso não seria só uma desculpa para sair para beber Chan?
— Ah também...
Os três começam a rir e eu acabo me juntando a eles.
— Façam como preferir, eu só não vou estar com vocês na parte de conhecer os barzinhos.
— Ah, mais porque senhor Kim?
O Changbin quase faz um biquinho e eu sorrio.
— Eu só não estou muito a fim de esticar o dia, então vão vocês, eu confio na minha equipe.
— Tudo bem, mas se o senhor mudar de ideia vá até a orla e nos procure por lá e se nos encontrar junte-se a nós e acredite, terá sido o destino.
— O Chan está realmente empolgado, não é mesmo?
— Ah, sim, ele está. — O Jisung falou e os três sorriram.
— Aqui, levem o cartão da empresa e divirtam-se, eu vou voltar para o hotel.
— As chaves do carro, senhor Kim. — O Changbin me entrega e sorri para mim. — Se sentir vontade de ir, apenas vá está bem? Não custa nada e não será difícil nos encontrar.
— Tudo bem, Changbin, obrigado e tenham juízo vocês três.
Me virei e os deixei ali, eu só queria me jogar na cama, pelo menos parece que esses três vão aproveitar bem a noite.
[...]
Bang Chan Pov.
— Será que ele vai mesmo Chan?
— Algo me diz que ele vai sim Jisung, agora só precisamos segurar a Hee-jin até ele chegar.
— Nossa, eu estou ansioso, será que estaremos contribuindo para uma resolução amorosa?
— Torço para que sim Changbinnie, o senhor Kim é um cara legal e a Hee-jin é uma mulher incrível, eles merecem ser felizes, juntos ou não.
— E se a gente estiver viajando? Se eles realmente não tiveram nada um com o outro.
— Se fosse assim Jisung, eles não fugiriam como fazem sempre que o outro é mencionado perto deles.
Falo por cima me lembrando exatamente do que vi naquele dia, eles se entregaram um ao outro e se amam de verdade, eu só não sei o porquê não deu certo entre eles e agora torço para que os dois pelo menos conversem e se acertem.
[...]
Hee-Jin Pov.
A noite chegou e eu estava ansiosa como nunca estive.
Sei que o Jisung não falará nada ao Seungmin, mas só de pensar que talvez aconteça de eu o reencontrar minhas forças me abandonam e sinto como se eu fosse desmaiar, mas tento não pensar muito nisso para não surtar de vez.
Me apronto da forma mais simples que consigo, vestidinho solto, jaqueta jeans por cima, e um mocassim preto, cabelo preso em um rabo alto e meus acessórios favoritos e assim que me olho no espelho me sinto pronta, pego minha bolsa e saio para encontrar os meninos que já devem estar me esperando.
Vou matar a saudade dos meus ex colegas e vai ser uma noite divertida.
[...]
No barzinho.
— Olha só quem chegou! — O Bang Chan fala se levantando todo empolgado. — Hee-jin você está radiante!
— Oi, Chan! — Vou ao encontro do abraço dele e ficamos assim um tempinho. — Oi, Changbin, Jisung...
— Nem acredito que é você mesmo. — O Changbin fala sorrindo e me abraço a ele também. — Que saudades Hee-jinnah!
— Também senti falta do meu trio criativo favorito.
O Han se abraça a mim e completamos os cumprimentos.
— Você está linda Hee-jin, e esse lugar é perfeito.
— Não é Jisung? Eu sabia que gostariam.
— Amamos de verdade, nem é um barzinho... seria um restaurante mais badalado?
Sorrio para o Chan.
— É... digamos que é isso mesmo, eu venho sempre aqui desde que me mudei.
— Vamos nos sentar, temos muitas fofocas para colocar em dia.
Nós quatro sorrimos e sentamos, fazemos nosso pedido, um churrasco coreano, soju e cerveja, e começamos a falar de nossas vidas descontraidamente e sem perceber todo o meu medo acabou desaparecendo.
[...]
Seungmin Pov.
“— Seungmin!”
— Mas que saco!
Levanto novamente todo desnorteado pelo atormento desse sonho constante.
É só eu fechar os olhos que a imagem e a voz da Hee-jin vem até mim novamente, em sonhos onde ela precisa de mim, quando, no fundo, eu sei que sou eu que preciso dela desesperadamente.
Mas por onde será que ela anda?
Como será que ela está?
E o que ela tem feito?
Eu me odeio por não saber de nada disso.
Tomo um banho quente e relaxante e quando vou me vestir lembro do que o Bang Chan me disse.
— Eu poderia ir encontrá-los... não estou fazendo nada mesmo e ficar trancado aqui pode estar me enlouquecendo.
Meu celular vibra e quando olho para a tela luminosa uma raiva crescente me toma.
Mãe:
[A Chu Hye-ju já chegou para o seu aniversário.
Onde infernos você se meteu?]
Respiro fundo e fecho meus olhos, aperto minha têmpora desejando ardentemente que minha história fosse outra.
Olho pela janela e vejo o céu estrelado, noto o cair de uma estrela cadente e falo sem pensar demais.
— Eu daria qualquer coisa para passar meu aniversário ao lado de quem eu verdadeiramente amo.
Um desejo?
É parece que acabei de desejar estar com a minha manhosa...
— Minha Manhosa!
Falo me lembrando que hoje sairia um capítulo de uma escritora independente que tem o pseudônimo “Dangsin-eun Gyohwalhan” que nada mais é do que “Sua Manhosa” em uma tradução livre.
Desde que encontrei essa autora que tento encontrá-la, ela tem uma escrita maravilhosa e eu gostaria de contratá-la, fora que, no fundo, algo me diz que sim, ela pode ser a minha Hee-jin.
Mas tudo que tentei foi em vão, ela nunca respondeu minhas muitas tentativas de contato.
Pego meu iPad e abro no app onde ela posta suas histórias e me ponho a ler sua atualização de “A Nossa História”.
“Agora tem sido assim, todas as noites quando adormeço eu o vejo e o ouço chamando por mim e meu único desejo é encontrá-lo novamente, mas tenho tanto medo desse reencontro que eu jamais buscarei por isso.
E se um dia nos reencontrarmos saberei que foi a vontade do destino.”
Finalizo o capítulo com um desejo enorme em saber como “A Nossa História” continua, mas sei que ela sempre leva no mínimo uma semana para postar as atualizações, então por conta disso começo a me revirar na cama.
Mais uma vez meu celular vibra, confiro a notificação e o desgosto volta a me tomar.
Mãe:
[Seungmin...
Que história é essa de que não temos mais vínculos?
Me atenda agora mesmo Kim Seungmin.]
Apesar do gosto amargo por estar diante a essa realidade sorrio involuntariamente, se minha mãe me mandou essa mensagem e está me ligando como louca é porque meus advogados conseguiram desvincular a mim e a minha editora dos poderes da família Kim então sei que finalmente eu consegui me livrar das amarras que me prendiam.
Finalmente estou livre!
Com essa constatação, bloqueio o número da minha genitora, tomo um bom banho e decido ir encontrar meus funcionários, afinal hoje mereço comemorar.
Digamos que será um esquenta para o meu aniversário, e sim, agora quero comemorar essa data como nunca!
Vou até minha mala e me arrumo um tanto mais formal.
Camisa preta com seus dois primeiros botões abertos e um jeans simples.
Deixo meus cabelos molhados mesmo por que eu sei que até chegar lá eles já secaram, coloco meu relógio, calço meus sapatos e saio me lembrando que terei que procurar por eles.
— Mas por que não me disseram onde eles estariam? Será que foi um convite da boca para fora?
Falo, mas logo me convenço de que não, eles não são assim.
Então só me resta ir para a orla e torcer para terem poucos barzinhos por lá, não quero ter que os procurar muito.
[...]
Hee-jin Pov.
Passar esse tempo com os meninos estava sendo perfeito, falamos de muitas coisas e eu me peguei por várias vezes com saudades do meu trabalho na editora.
E com saudades dele... meu editor chefe, mas sobre isso eu nada disse aos três.
— Ah, e você ficou sabendo do relacionamento tóxico que a mãe do senhor Kim nutria com ele?
O Jisung falou em tom baixo como se outras pessoas pudessem nos ouvir.
— Como assim Jisung?
— Pois é o Ji tem razão, corre boatos de que qualquer mulher que o senhor Kim pusesse os olhos era ameaçada e tirada de cena sem que ele soubesse.
— Nossa é sério isso Changbinnie?
— Sim muito sério, inclusive deve ser por isso que ele nunca estava com ninguém, a coisa parece ser muito feia entre eles Hee-jin, para a mãe do Kim ele só pode se casar com alguém do nível dele.
— Aahh...
Falei, mas segui sem perguntar mais nada sobre, não quero parecer curiosa demais, mas confesso que saber disso me entristeceu um pouco, se eu tivesse ficado com ele certamente eu seria uma dessas que desapareceriam.
Noto os olhares dos meninos em um ponto fixo que parecia me atravessar e com isso eu gelei.
— Senhor Kim, você nos achou!
A voz do Chan foi sumindo, a música e as conversas paralelas também desapareciam de meus ouvidos.
O senhor Kim estava bem atrás de mim e eu mal podia me mexer.
— Segui o som da risada do Changbin pela orla e aqui estou.
Era mesmo ele, sua voz invadiu meus ouvidos como se fosse o único som do lugar onde estamos.
Um vulto passou por mim e quando notei ele estava puxando uma cadeira bem ao meu lado.
— Olá, senhorita Hee-jin, quanto tempo eu não a vejo.
Minha alma já orbitava na estratosfera e eu me sentia gelada como nunca.
— Olá, senhor Kim, realmente faz muito tempo mesmo.
Pelo amor de deus eu preciso correr, sair daqui... olho para ele o mínimo possível, mas já é o suficiente para ver o quão lindo ele estava e tudo que fiz questão de afundar por um ano inteiro saltou para fora de uma só vez e eu sentia o ar me faltar, estava desesperada e então ele levou sua mão até a minha e a segurou com firmeza.
— Está tudo bem, se acalme senhorita Hee-jin.
Ele falou brevemente se inclinando em minha direção e o seu toque sobre minha pele gélida parecia o certo para mim.
Era ele, o Kim seungmin que ultimamente apenas aparecia em meus sonhos.
Era o próprio ali bem ao meu lado.
— Senhor Kim, bebe com a gente?
A voz do Chan veio quebrando a película fina da caixa de vidro mental onde eu estava.
— Claro, peça mais cerveja e soju para nós, e mais um churrasco coreano eu estou faminto.
— Okay!
Sem saber muito o que fazer eu me levanto.
— Preciso ir ao banheiro meninos, já volto.
Saio dali antes mesmo de terminar de falar e corro em direção ao banheiro.
— O que ele veio fazer aqui? Droga! Por que ele está lá fora tão lindo e cheiroso como sempre foi?
Choraminguei mais algumas vezes, me debatia por dentro, vê-lo assim tão perto de mim me fez lembrar o que sempre senti por ele e esse sentimento estava rasgando meu peito.
Eu mal conseguia respirar
— Eu sinto que vou morrer...
[...]
Seungmin Pov.
Andei pela orla por mais tempo do que achei que andaria até que parado em frente a um bar/restaurante, vi uma silhueta de costas para a porta.
Eu reconheceria sua forma até se estivesse desprovido dos meus sentidos de visão e vê-la ali a poucos passos de mim acabou por melhorar minha noite em mil por cento ou mais e a risada marcante do Changbin só comprovou que era ali mesmo que eu deveria entrar.
E agora estou novamente ao lado dela que parece muito nervosa por me rever depois de tanto tempo e eu não a julgo, me sinto igual.
Ela correu daqui e meu corpo inteiro está trêmulo.
Acho que nunca estive tão nervoso em toda minha vida.
— Então realmente rola algo entre vocês não é senhor Kim? Mas o que aconteceu para vocês não darem certo naquela época?
A pergunta do Bang Chan foi me trazendo a realidade.
Estava tão na cara assim que tinha algo entre nós? Pensei um pouco nisso e me lembrei do real motivo de eu ter colocado as câmeras no apartamento dela.
É... sempre esteve na cara.
— E vocês sabiam esse tempo todo? Por isso me chamaram indiretamente para os encontrar aqui?
— Sim senhor Kim, o Chan acredita que vocês precisavam se reencontrar e nós concordamos, então aproveite e faça valer a pena.
O Changbin falou sorrindo e o Jisung se mostrava sinceramente curioso.
Se isso funcionar me lembrem de dar uma promoção ao Chan. Penso e um sorriso bobo me escapa.
— Por hora eu os agradeço por isso, mas acredito que terei um caminho a percorrer agora, não será fácil.
— Tudo bem senhor Kim, nós sabemos que vai conseguir, nem que seja apenas se esclarecer com ela.
— O Jisung tem razão, a Hee-jin vai o ouvir, então seja sincero com ela.
Os três se levantaram e eu me pus confuso.
— Para onde vocês vão?
— Deixá-los a sós. — O Chan fala e os outros dois acenam em concordância. — Ela vai ficar brava com a gente, mas depois nos desculpamos com ela, agora é com você senhor Kim.
Ele dá um tapinha leve em minhas costas e os três se vão me desejando sorte.
Agora me encontro completamente nervoso.
Mas vou fazer de tudo para minha Hee-jin me perdoar.
[...]
Hee-jin POV.
Depois de colocar água em minha nuca e pulsos por mais vezes do que se é necessário, me visto de uma coragem inventada ali no calor do momento e saio do banheiro indo até a mesa onde noto que agora está com apenas uma única pessoa.
Eu vou matar aqueles três.
Penso, mas também não posso fugir minha bolsa ficou na mesa.
Respiro fundo e vou em direção ao meu destino armado.
— Então seu plano deu certo? Eles se foram e agora você acha que serei obrigada a ouvi-lo?
Falei tentando ser ríspida, mas minha voz saiu como em um choro copioso.
— Se houve um plano, esse não foi meu acredite.
Ele me olhou confuso e eu quase me rendi ali mesmo.
— Certo, — Falei pegando minha bolsa. — Depois eu me acerto com os três, boa noite, senhor Kim.
Me viro para sair e o ouço em seguida.
— Pensei que me daria pelo menos o benefício da dúvida Hee-jinnah, já se passou um ano e eu nunca pude me explicar com você.
Sua voz veio cortante, mas me mantenho paralisada e de costas para ele, sinto seu olhar sobre mim e aquilo vai me desfalecendo lentamente.
É um fato, eu nunca o permitir me explicar algo, mas sempre que pensava que ele me via em meu apartamento dia a pós dia fazendo todas as coisas que são privados a intimidade de um ser humano, eu me sentia ebulir em fúria.
Fechei meus olhos afastando todo esse ressentimento e me virei para ele.
— E depois de todo esse tempo você ainda deseja se explicar?
— Sim Hee-jin, e eu imploro que me ouça e se você virar as costas e sair daqui sem me ouvir eu irei atrás de você falando alto para que ouça meus motivos.
Essa ideia me atormentou, chamaria uma atenção que por deus eu não quero sobre mim, então vou até a mesa onde estávamos e me sento de frente para ele.
— Então eu irei o ouvir senhor Kim, mas depois eu irei embora e você não virá atrás de mim.
Ele morde o canto do seu lábio e me encara.
— Tudo bem, mas me prometa duas coisas antes.
— O senhor não está em condições de exigir nada aqui.
— Por favor Hee-jin...
Sua súplica me amoleceu e eu me odeio por isso, mas acabo cedendo.
— Diga de uma vez.
— Me chame de Seungmin, e por favor ouça tudo o que tenho a dizer e pondere com carinho se eu realmente mereço seu desprezo.
Hesito por um tempo, mas seu pedido não é tão inviável assim então decido de uma vez.
— Certo Seungmin, farei o que me pede, agora por favor, fale o que precisa, e se no final eu me levantar e sair daqui, não vá atrás de mim, esse é o meu pedido a você.
— Está bem, aceito os termos.
— Então por favor fale.
Ele traz sua cadeira para mais perto de mim e eu me sinto tontear, mas me mantenho firme.
— Eu me apaixonei por você meses depois da sua contratação, você ainda nem era da minha equipe, e no dia que o RH te transferiu para a equipe criativa foi um dos dias mais felizes para mim.
Ele falava olhando dentro dos meus olhos e eu senti minhas forças me deixando.
— Em um dia onde eu estava em casa com meu amigo de infância o Minho, contei a ele sobre meu amor por você e foi aí que tudo começou a sair dos trilhos.
Eu não estava entendendo, mas segui o ouvindo como prometi que faria.
— Minha mãe ouviu nossa conversa e ela começou a te vigiar, colocou capangas atrás de você e nada do que tentei para que ela desistisse de te fazer mal deu certo e um dos dias em que eu a levei em casa notei que havia uns homens a sua espreita, homens que eu já conhecia bem e sabia como agiam então eu me desesperei por saber que em breve eles entrariam em sua casa e dariam um sumiço em você, e o meu medo me dominou, então eu os despistei naquela noite e no dia seguinte fiz o que fiz, e eu não estou dizendo que me orgulho de ter colocado as câmeras em sua casa, ou que eu achava que aquilo era o correto, mas Hee-jinnah tente me entender por favor...
Ele me olhava nos olhos e eu deixei que ele terminasse de falar.
— Julguei ser o melhor e mais eficiente na época e eu queria poder te proteger sem alarmar você, eu sabia como aqueles capangas da minha mãe faziam as coisas e se eu tivesse de olho sem que ela soubesse seria mais seguro.
Ele parou de falar um pouco e seu semblante parecia genuinamente triste.
— Você poderia ter me dito... — foi só o que consegui dizer.
— Poderia? Você ficaria tranquila em saber que era vigiada não só por mim que a amo, mas por pessoas com a intenção de lhe ferir? De sumir com você? Sinto muito por tudo isso, mas eu não queria a assustar, deixei as câmeras em sua casa e a vigiava, mas mais por saber que se entrassem para lhe fazer mal eu saberia e agiria na mesma hora.
Isso era surreal para mim.
E eu acho que entendo o ponto dele, mas isso não muda o fato de que de qualquer forma se era assim antes, será assim agora e estar comigo jamais seria possível.
— Continuo não concordando com o que fez, mas agora posso o entender melhor Seungmin, sinto muito por ter passado por coisas assim com sua mãe e espero que você seja feliz.
Falei querendo chorar, eu não tinha mais o que fazer, não é? Então reuni minhas forças para me levantar e sair dali, não havia mais o que dizer ou fazer, mas antes que eu me pusesse de pé ele segurou em meu braço evitando que eu me afastasse.
— Você deseja mesmo que eu seja feliz Hee-jinnah? — Ele disse olhando fundo em meus olhos e eu senti lágrimas tomarem os meus.
— Sim, eu desejo.
— Então fique comigo, eu já não estou mais preso ao nome da família Kim como antes, minha mãe não é mais minha sócia na editora que era uma das coisas que ela usava contra mim, agora sou o único dono e ela não poderá mais interferir em minha vida, vou sair da casa onde moro também e meus advogados já estão cientes que você e eu temos que ter proteção contra qualquer retaliação que aquela louca tentar fazer contra nós.
— Seungmin isso é loucura demais, sério, até para mim que vivo em mundos diversos em minha mente, escrevendo sobre muitas realidades.
Ele deu um sorriso leve, seu semblante estava bem mais sereno e então ele levou sua mão ao meu rosto e deixou um carinho ali e foi então que minhas emoções vieram à tona, transbordando como em um tsunami eu senti falta do toque dele.
— E posso dizer que a minha manhosa seguiu escrevendo lindamente.
Arregalo meus olhos e mordo meu lábio involuntariamente e essa minha reação arrancou sorrisos do editor chefe em minha frente.
Então ele sabia de mim?
— Você seguiu me vigiando Seungmin? Mas que coisa...
Ele segurou em minhas mãos, parecia que ele estava se assegurando para que eu não fugisse.
— Eu a vigiei por um tempo depois daquele episódio lamentável no seu apartamento, eu a amo Hee-jinnah e por favor não me condene por amá-la, mas quando você começou a namorar o Yang eu parei de segui-la, foi doloroso demais para mim, ver os dois juntos vivendo a vida que eu desejava ter ao seu lado.
Me senti entristecer, eu imagino que não tenha sido fácil para ele, eu mesma sei que não aguentaria o ver com outra mesmo nos dias de hoje.
— Você já pode soltar minha mão Seungmin, eu não vou a lugar algum.
Falei e vi nitidamente seus olhos ganharem o mais belo dos brilhos.
— Sério, você não vai? Me promete que não vai mesmo Hee-jin.
— Eu não vou, relaxa Seungmin, vamos comer e beber um pouco eu o ouvi dizer que estava com fome, então não vamos desperdiçar esse maravilhoso churrasco coreano.
Ele sorria.
O sorriso mais lindo do mundo todo e meu desejo era o abraçar ali mesmo, mas me contive.
— Está bem, vamos comer, e obrigado por me ouvir Hee-jin, me desculpe pelo que fiz e eu juro que sempre te falarei tudo a partir de agora.
Sorrio para ele e pego meus hashis.
— Não se empolgue assim Seungmin, nós estamos apenas comendo uma boa refeição juntos.
— E depois? Você ainda precisa me contar porque nunca respondeu aos meus e-mails para contratá-la Dangsin-eun Gyohwalhan.
Uma vergonha me consome e eu sinto minhas bochechas pegarem fogo.
— Você lê mesmo as minhas histórias? Quero dizer, como soube que era eu?
Ele sorriu abertamente para mim e eu mal pude conter o frisson que senti.
— Acho que você não queria de fato que eu a perdesse de vista Hee-jin.
Ele tinha razão, comecei a assinar como Dangsin-eun Gyohwalhan involuntariamente, mas, no fundo, eu sabia o porquê fiz daquela forma, era um jeito de nunca deixar aquele dia onde me entreguei ao Seungmin para trás.
— Não seja pretensioso o Innie poderia muito bem me chamar assim não acha?
— Acho sim, você é manhosa por natureza, mas quando eu a encontrei escrevendo “A nossa história” eu tive certeza que era por mim e não por ele que você adotou esse pseudônimo.
Engasguei de leve e ele sorria enquanto tentava me ajudar.
— Eu te odeio.
— Mentirosa.
[...]
Comemos, conversamos sobre muitas coisas e ficamos por ali por mais um tempo e diferente do que eu imaginava que seria quando nos reencontrássemos, tudo em mim estava calmo e tranquilo.
Foi muito tenso no início, eu não vou mentir, mas depois de conversarmos, comermos e bebermos juntos acho que finalmente toda aquela atmosfera tensa ficou para trás e finalmente poderemos seguir com nossas vidas.
Quando decidimos que era hora de ir ele disse que me levaria em casa a para provar que nosso passado ficou para trás aceitei de bom grado sua carona e bem agora me via em uma cena parecida com a de um ano atrás, ele dirigia concentrado e eu estava no banco ao seu lado, mas sua mão livre não pousava em minha perna e sem nem perceber eu estava ansiando pelo toque do Seungmin.
[...]
— Chegamos... — Ele disse em um tom baixo como quem esperasse que ali não fosse o fim do nosso reencontro.
Solto-me do cinto e o encaro.
— Muito obrigado pela carona, e por esclarecer as coisas e antes que eu me vá peço que me desculpe por não ter o ouvido naquela época, eu estava com muito medo e assustada demais para ouvir qualquer coisa de você depois de tudo o que vi.
Ele me lança um olhar carinhoso na tentativa de me acalmar.
— Você já se desculpou por isso Hee-jin, e eu já disse que está tudo bem, eu te entendi de verdade e agora não temos mais nada do que nos desculpar.
— Ótimo, então agora eu vou.
Me viro para abrir a porta e sinto a mão dele em meu ombro.
— Posso te pedir uma coisa Hee-jin?
Volto a me aprumar no banco e o encaro.
— O que seria?
— Domingo é meu aniversário e pedi que eu pudesse passar essa data ao lado de quem amo de verdade.
Ele parou de falar e fechou seus olhos rapidamente voltando a me encarar em seguida.
— Não estou entendendo Seungmin.
— Eu vou voltar para Seul amanhã à tarde e se me permitir ser ousado quero pedir para passar meu dia com você, seria importante para mim, um recomeço para nós dois.
— Seungmin, eu...
Eu tremia mais que tudo, mal sabia o que pensar.
— Anote seu número aqui. — Ele me entrega seu aparelho e sorri para mim. — Vou te mandar uma mensagem com meu novo endereço, esperarei você lá o dia todo e se no final do dia você não tiver ido até mim eu nunca mais voltarei a importuná-la, é uma promessa.
Ele disse enquanto eu anotava meu número e minhas mãos tremiam um pouco.
— Se eu não for tudo acabará?
— Sim minha doce Hee-jin, se você não for entenderei que você não me ama como eu a amo, e eu a deixarei em paz.
— Está bem, obrigada por me dar esse tempo Seungmin.
— Promete que pensará com carinho?
— Eu prometo.
Ele leva seus lábios até minha mão trêmula e deixa um selar demorado nela.
— Até mais minha manhosa.
Quem garante a ele que eu irei? Penso completamente mexida pelo seu tom sugestivo.
— Tchau, senhor Kim.
Falo vingando-me e desço do carro ao som de uma gargalhada sincera dele, me virando a tempo de o ver sumir com seu carro.
— Até mais Seungmin...
[...]
Seungmin POV.
— Ah, mas isso não faz sentindo algum senhor Kim, como assim o senhor a deixou ir?
— Não se desespere, Changbin, você está me desesperando também — falo ficando de fato nervoso. — Ela precisa de um tempo para entender tudo e principalmente para entender se me quer como antes e eu dei a ela esse tempo.
— Mas senhor Kim, vocês já não estiveram afastados por tempo demais?
— Muito além do que eu queria Jisung, mas eu não quero atropelar as coisas, todo esse tempo ela esteve chateada comigo, agora eu preciso que ela entenda seus próprios sentimentos para saber se quer ou não vir até mim.
Estávamos arrumando tudo para ir embora e meus dois funcionários me encaravam como se eu fosse um louco, mas o Bang Chan não, ele parecia me entender.
— Eu acho que ele fez bem, — nós três encaramos o Bang Chan. — Pensem comigo, ficar com o senhor Kim será um grande passo, e por mais que agora ele esteja livre de sua mãe, nós sabemos que ela não vai largar o osso com facilidade e a Hee-jin também sabe disso, então se ela for até o senhor Kim no seu aniversário será uma declaração aberta de que ela ficará ao seu lado e lutará com ele caso seja preciso, será uma entrega definitiva e algo assim não pode ser feito na emoção do momento.
— Você sempre foi sensato assim, Bang Chan?
— Até mais que isso, senhor Kim.
Sorrimos e deixamos a ilha de Jeju, e enquanto meu carro se afastava de lá, eu pensava se de fato havia feito o certo.
Volte para mim Hee-jinnah... por favor.
Era o único desejo que gritava em minha mente.
Estarei te esperando...
[...]
Dia 22/09 Aniversário do Seungmin.
Hee-jin POV. (no dia anterior)
Desde que o Seungmin me deixou na porta de casa que minha mente fervilhava com tudo o que ele me contou e com a proposta que ele me fez de ir o encontrar.
Não é que eu não queria correr para seus braços, muito longe disso, mas é que eu sabia que não teria paz se não fizesse isso da forma correta, então com isso em mente arrumei uma mala pequena, peguei meu carro e fui até Seul, não para ir atrás dele, mas sim para ir atrás de quem realmente precisava ouvir o que eu tinha a dizer.
[...]
Momento atual
— Senhora Kim, há uma moça no portão, ela disse que deseja lhe falar.
— Quem é essa Lee Dong?
— Ela disse se chamar Hee-jin, Senhora.
— Mande-a entrar.
[...]
O mordomo da família veio até mim sem nenhuma expressão em seu rosto.
— A senhora Kim pediu que entrasse, eu a levarei até ela.
— Está bem obrigada.
— Por aqui.
Segui aquele homem pelos corredores frios da enorme casa dos Kim até que ele parou sem avisos.
— A senhora Kim a espera atrás desta porta.
— Obrigada.
Ele apenas se virou e foi embora e eu fiquei em frente a porta me munindo de toda a coragem que eu tinha.
— Com licença senhora Kim.
Falo tentando parecer firme.
— Entre de uma vez, e me diga; o que a faz pensar que tem o direito de vir até mim?
— A senhora já amou alguém verdadeiramente senhora, Kim?
Pergunto sem rodeios e apesar de não parecer surtir um efeito visível naquela senhora fria como mármore, com certeza a colocou para pensar.
— E por que eu lhe diria algo assim? — ela disse levantando sua sobrancelha.
— A senhora não precisa me dizer nada, mas vim até aqui por querer que a senhora saiba que eu amo o seu filho dessa maneira, profundamente, verdadeiramente, e por mais que eu tenha ficado longe dele nesse último ano, quando o reencontrei pensei que havia perdido tudo, meus sentidos, minha capacidade de pensar, foi só o olhar uma única vez senhora Kim e tudo se foi de mim.
— E você acha que me comove com essa história de amor barata?
— Não, de jeito algum eu pensaria isso.
— E então por que veio até aqui?
— Para lhe fazer essa pergunta, preciso saber se ao menos uma vez na vida a senhora foi capaz de sentir algo tão profundo e verdadeiro assim por alguém.
— Apenas para isso? Quanta insolência.
— E também para dizer que voltarei para o seu filho, eu o amo senhora Kim e não quero nada dele e assino onde tiver que assinar para abdicar de qualquer direito que a minha união a ele pode me garantir, eu não quero o nome, não quero bens, status ou coisas assim nunca me valeram de nada, mas sim como o seu filho me faz sentir... disso eu não abrirei mão nunca mais, mesmo que a senhora ameace a mim eu não sairei do lado dele e preciso que esteja ciente disso.
A senhora Kim me encarava em um semblante indecifrável e depois de muito tempo assim ela finalmente falou.
— Hoje é o aniversário do meu Seungmin e eu ia dar uma recepção a ele, ia apresentá-lo a uma boa moça, de família importante e que traria muitos benefícios a nossa família, mas sabe de uma coisa?
Ela parou sua fala e eu a respondi.
— Não senhora Kim.
— Ela nunca teve o brilho no olhar que vi em seus olhos agora enquanto falava do meu Kim, então eu me peguei pensando, será que ela o faria feliz Hee-jin?
Ela seguiu esperando que eu dissesse algo.
— Não sei dizer senhora, eu posso apenas responder por mim, e eu sei que posso o fazer feliz.
— E não é mesmo mocinha insolente?
Ela falou, mas sem me encarar de fato e depois de um longo momento de silêncio ela voltou a falar.
— Senhorita Hee-jin, eu não estou dizendo que os abençoo ou que faço gosto nesta união, mas em resposta a sua pergunta inicial o que posso te dizer é que vá logo ao encontro do meu filho, ele deve estar te esperando então não se demore mais aqui comigo e quando o encontrá-lo mostre a ele o quanto você o ama, meu filho merece saber que alguém o ama assim.
E ali eu realmente entendi a resposta da mãe do Seungmin, ela teve sim alguém a quem amou tão profundamente assim e por isso ela estava nos libertando de suas garras.
— Eu a agradeço muito senhora Kim.
— Vá embora de uma vez antes que eu mude de ideia.
A reverencio e me viro para chegar à porta e antes de sair ela me chama mais uma vez.
— Senhorita Hee-jin?
Olho para ela que segue sem me encarar.
— Volte a trabalhar na editora do meu filho, publique oficialmente “A Nossa História” e diga a ele que eu lhe mandei os parabéns.
Sorri com uma sinceridade genuína apesar da estranheza repentina que me causou o fato dela também saber que sou eu a escritora de “A Nossa História”.
— Obrigada, senhora Kim.
Me virei e corri para encontrar o meu destino.
[...]
Um pouco antes de chegar no endereço que o Seungmin me enviou me senti eufórica, tudo estava a poucos minutos de se resolver de uma vez e enfim eu estaria ao lado de quem amo.
Paro meu carro do outro lado da rua, pego meu notebook e envio um capítulo especial de “A Nossa História”, faço um aviso para que todos os leitores recebam a notificação da atualização e desço do carro para finalmente o encontrar...
[...]
Seungmin POV.
Acordei e era meu aniversário e pela primeira vez eu não sei se estou feliz ou agoniado com essa data.
Não que eu fosse o maior fã de aniversários do mundo, até porque minha mãe sempre fazia questão de torná-la aterrorizante para mim, me trazendo como pretendentes mulheres que eu nunca havia visto antes.
Meu aniversário era sempre um encontro às cegas e eu odiava esse fato irritante sobre uma data que era para ser feliz para mim.
Mas dessa vez é diferente e o que está me tirando o juízo não é a minha mãe.
É a expectativa...
Será que A minha Hee-jin virá?
Por favor, meu amor venha até mim...
[...]
A manhã passou e nada, nem um sinal sequer da minha manhosa e agora eu estava ficando um pouco preocupado.
Talvez ela não venha, talvez eu a tenha perdido para sempre.
[...]
Estou deitado em minha cama e ouço o som de notificações vindas do meu celular, pulo para ver do que se trata e meus olhos se encheram com o que li.
Notificação:
“Dangsin-eun Gyohwalhan adicionou um novo capítulo a “A Nossa História” — Capítulo 24 — Vamos reescrever...”
Me sento em minha cama buscando a melhor posição possível, quero ler prestando atenção a cada palavra escrita por ela e sem me demorar inicio a leitura do capitulo que está aparentemente mais curto que o comum...
“... Por todo esse tempo desejei estar em seus braços nem que fosse só mais uma vez e mesmo com tudo o que passamos estar ou não juntos novamente é algo que só nós dois podemos decidir, você fez a sua parte e agora completamente convencida de que meu destino é estar ao seu lado eu sei que estou no único lugar onde deveria estar.
Esperando por você, a uma campainha de distância, então venha depressa me encontrar...
Vamos reescrever a nossa história.”
Com os olhos marejados tiro minha atenção da leitura quando ouço a campainha da minha casa tocar.
Sinto um turbilhão de emoções me tomarem, mal consigo me concentrar...
Apenas corro até a porta da frente e quando eu a abro me sinto o homem mais feliz do mundo pela segunda vez em minha vida.
Ela veio para mim e estava linda como sempre.
— Minha manhosinha!
[...]
Hee-jin POV.
Olho para ele que está com um largo sorriso em seu semblante.
— Feliz aniversário, Kim Seungmin, faça um pedido e assopre a vela.
Falo com um mini bolo em mãos, vela acesa e um sorriso em meu semblante que mesmo apenas sentindo sei que está enorme, e ele sorrindo de volta para mim faz exatamente o que disse para fazer, fechando seus olhos e soprando a velinha me proporcionando uma cena encantadora.
— Obrigado... — ele fala nitidamente tímido e eu o acho ainda mais gracioso. — Entre por favor.
Me sinto radiante, estou com ele agora e completamente livre de tudo que me prendia então vou até a mesa e deixo o bolo sobre ela e apenas o ouço dizer:
— Que se dane o bolo, eu preciso ter você minha Hee-jinnah...
Me viro para ele que sem esperar por mais nada vem até mim e me envolve em um beijo urgente e totalmente necessitado.
— Eu estava morrendo de saudades de você Hee-jinnah...
Ele disse com sua boca colada na minha, apertando meu corpo com uma fúria controlada como se nossas vidas dependessem desse momento.
— Eu também senti saudades Seungmin.
Por mais que tenhamos passado por tudo aquilo estar nos braços dele era o certo para mim, o único lugar a que pertenço de verdade, a única pessoa para quem me entreguei de forma tão natural.
Ele foi me levando em um embalo perfeito onde sua língua me desnorteava e suas mãos me conduziam a senti-lo com intensidade e quando chegamos em seu quarto ele me levou até sua cama e me deitou nela com cuidado.
— Dessa vez estamos em um lugar apropriado senhorita Hee-jin?
O encarei completamente perdida em sentimentos e sensações.
— E existe um lugar apropriado para se entregar ao prazer de estar com quem se ama Sr. Kim?
Ele sorriu soprado e me deu um beijo lento onde sua língua brincava com a minha descaradamente.
— Vejo que evoluiu nessa questão.
— Tem lido minhas obras? — Falo em meio a sussurros ofegantes.
— Sim...
— E gosta delas?
— Muito. — Sua resposta veio seguida de uma pegada deliciosa onde ele aproveitou muito sabiamente para remover minha blusa sem muito esforço. — Principalmente porque elas foram escritas pensando em mim não foi?
— Quem sabe...
Falo em um tom mais brincalhão e ele se afunda em meus seios, brincando com a renda da minha lingerie e o seu perfume me faz enlouquecer.
Ele abre o fecho do meu sutiã e sinto uma liberdade completamente estonteante, eu mal consigo acreditar que estou prestes a ser inteiramente dele, e imaginar todas essas coisas, está me tirando o fôlego de uma forma que não consigo esconder e pela expressão de satisfação que ele leva em seu rosto posso dizer que acredito fielmente no quanto ele está amando me ter novamente a sua mercê.
— Nada mudou não é? Você ainda é minha...
Não o respondo, apenas nos viro em sua enorme cama e desço pelo seu peitoral dando selares e deixando umas chupadas estratégicas para marcar sua pele, e quando chego em sua virilha sinto o volume em sua calça de seda.
Instigante, sexy e perfeito, levo minha mão ao seu membro e sinto molhado onde a lubrificação já está jorrando.
— Ansioso por isso?
Um gemido sôfrego escapa de seus lábios propositalmente entreabertos e eu sorrio com a imagem perfeita em minha frente.
— Não me provoque assim Hee-jinnah...
Me livro de sua calça e o fato dele estar sem cueca não me surpreende em nada, levo meus lábios a glande quente e vermelha dele e antes de o abocanhar eu o provoco.
— Agora você que é o manhosinho Seungminnie?
O abocanho de uma vez e começo a descer e subir com minha boca em seu membro e o sinto espasmar em minhas mãos o que me deixa alucinada.
Desejei noites e noites por isso e tê-lo assim só prova para mim que eu sempre pertenci a ele.
— Me provocando? Então deve gostar se eu fizer assim...
Ele segura em meus cabelos e em uma pegada firme ele começa a estocar minha boca me levando a um delírio velado, mas que ele capta com destreza.
— Ah, puta merda... que boca gostosa Hee-jinnah...
O deixo guiar os movimentos, mas sempre que chego perto de sua ponta eu o chupo com vontade ali passando minha língua propositalmente lenta nele e com isso eu o sinto estremecer em minhas mãos que ainda repousam sobre o corpo delicioso dele e antes que ele venha ao ápice ele me tira dali e me deita virada para ele.
— Por que fez isso Seungmin?
— Estava gostando tanto assim?
— Sim... — falo em meio a um bico manhoso e ele sorri largo.
— Teremos muitas oportunidades meu amor, mas agora quero me adentrar em você e aproveitar cada instante desse nosso momento olhando em seus olhos.
Ele retirou minha calça, depois a calcinha e em seguida enfiou dois de seus dedos em mim, me estocando com eles e pressionando meu ponto g com seu polegar enquanto deixava selares em minha coxa e só aquilo já estava me levando a um delírio intenso.
— Seungmin...
— Oi, minha manhosinha.
— Por favor...
Ele desceu com seu corpo sobre o meu e me beijou, e desde que demos inicio a isso esse foi seu beijo mais entregue e então eu o correspondi a altura e ficamos nos beijando e nos roçando um no outro até que ele lembrou.
— Dessa vez não serei irresponsável.
Sorri por entender o que ele quis dizer e o deixei fazer o que ele tinha que fazer, e assim que ele estava devidamente protegido ele voltou a mim como quem ansiasse por água no deserto escaldante.
— Me beije Seungmin.
— Sempre.
Ele avançou em mim novamente, em um beijo onde tudo se encaixava e agora eu o sentia pulsar dentro de mim.
Me agarrei a ele com todas as minhas forças e conforme ele me estocava meu corpo o respondia com movimentos igualmente intensos e com isso gememos completamente entregues um ao outro enquanto nos olhávamos intensamente como era sua vontade.
— Aaah merda, Seungmin... por favor... mais...
Pedia como quem suplica para livrar-se da pena de morte e ele mordeu meu lábio como quem tentasse se controlar.
— Mais? Você me quer ainda mais dentro de você minha Hee-jinnah?
— Sim... Seungmin eu quero...
— Você é um perigo Hee-jinnah, gostosa demais...
Ele atendeu o meu pedido se afundando ainda mais em mim e nossa conexão era única, perfeita, deliciosamente provocante e nós dois gemíamos alto naquele quarto, nossas vozes tomavam conta de tudo e se misturavam em súplicas e falas arrastadas sem sentido algum, mas que para nós dois era a linguagem mais perfeita de todas.
E depois de um tempo assim nesse embalo luxurioso sem muitos alerdes viemos um no outro e enquanto lá em baixo nossas intimidades compartilhavam de um latejo frenético nossas bocas se entregaram a mais um beijo cheio de sentimentos que aos poucos foi diminuindo sua intensidade para dar lugar a carinhos gostosos e juras entregues.
— Me promete que você nunca mais vai sumir?
— Só se você prometer ser o meu amor para sempre.
— Eu sempre fui o seu amor e sempre serei Hee-jin, você sempre foi a minha amada e eu nunca deixarei que isso mude.
Ele saiu lentamente de mim o que ainda me rendeu arrepios torturantes e assim que se livrou do preservativo ele se deitou ao meu lado, nos cobrindo com o lençol e me aninhando em seu peito ele fazia carinhos em meus cabelos e eu deixei um selar em seus lábios.
— O que vamos fazer para comemorar seu aniversário Seungmin?
— Pensei que já estivéssemos comemorando Hee-jinnah.
Sorrio feito boba e o encaro.
— É sério, vamos fazer alguma coisa?
— Pode ser só nós dois e aqui em casa?
— Pode sim, podemos beber um bom vinho e fazer um fondue o que acha?
— Acho que esse foi o capítulo três do seu livro sobre nós.
— Exatamente, e o que me diz de fazermos como no capítulo?
Ele me abraça, me apertando ainda mais a ele e posso sentir sua respiração em mim.
— Mas só se for tudo igual mesmo.
— Mas é exatamente isso o que quero, meu amor.
Amor...
Um breve silêncio se instaurou no quarto e ele me virou para o olhar.
— Repete isso por favor?
— Amor... — falo sorrindo para ele — Meu amor... — Deixo mais um selar em seus lábios. — Eu te amo Kim Seungmin, sempre amei.
— Esse foi o melhor presente de aniversário que já ganhei na vida.
Ele fala selando nossos lábios com ternura.
— Então a estrela cadente realizou seu pedido?
— Sim, minha manhosinha está comigo novamente e eu quero gritar aos quatro cantos que eu te amo!
— Você me ama?
— Sim, eu amo... — ele começou a distribuir selares em mim. — Eu te amo, amo muito, Hee-jinnah eu sempre vou te amar.
Me sento na cama cobrindo meu corpo com o lençol branco e o encaro.
— E a nossa história Seungmin?
Falo relembrando a última vez que lhe fiz essa pergunta e ele me olha intensamente, se sentando em minha frente e me puxando para o seu colo.
— Vamos reescrevê-la juntos e dessa vez eu sei que faremos da melhor maneira possível, mas uma coisa é certa...
O olho prestando atenção em cada palavra que ele me diz.
— O quê?
— No que depender de mim ela nunca terá fim, minha doce e manhosa Hee-jin.
Sua fala é igual à da nossa primeira vez juntos e eu me sinto arrepiar, era como se nossos destinos estivessem de fato nos dando uma segunda chance e desta vez eu não a deixarei escapar.
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Ele vem me beijando com vontade me deitando novamente em sua cama aconchegante o que insinua que nos amaremos mais uma vez, e sinceramente o capítulo do fondue pode ou não sair hoje, o que não me importa em nada porque finalmente eu estou com quem tanto amo...
Meu manhosinho
O Kim Seungmin.
E tenho certeza que reescrever a nossa história será de hoje em diante o nosso maior prazer.
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