Imagine - stray kids
37 . LeeKnow - Pedido de leitor +18
Notas iniciais
“Surpriiiise”
Horas que pareciam anos se passaram desde que li sua última mensagem...
[Tome seu Aiseukeeeulim enquanto pensa em mim, e já, já estaremos juntos de novo.]
Já estava ficando tarde e por alguma razão que desconheço acabei desistindo da ideia de ver o Minho novamente.
— Irmãzinha lindaaa...
A voz do meu irmão me trouxe de volta dos meus devaneios com o dono da Aiseukeeeulim de forma tão abrupta que me senti ofegante, como quem acabou de ser pega fazendo algo errado.
Foi errado eu ter beijado ele? Eu quase me entreguei ao Minho ali mesmo em seu escritório, me senti inteiramente dele assim como ele afirmou que eu era e só de pensar nisso consigo sentir com precisão o aperto de suas mãos em meu corpo.
Que cara intenso...
— Maninhaaa vem aqui, seu irmão precisa de você!
Cara...
— Ken você só tirou os sisos, — Falo saindo do meu quarto e deixando meus pensamentos trancados nele. — Não é como se você estivesse a ponto de morrer sabia?
Quando chego na sala meu irmão está jogado, todo desleixado e com uma cara de idiota (para variar).
— É que estou com fome e não queria sorvete, preciso de algo salgado...
— Tá, deixe-me ver se entendi bem, na cirurgia para remover os sisos removeram suas mãos também? — falo completamente de saco cheio da folga do Ken. — Tem sopa batida na geladeira Bebezão é só pegar e comer.
— Eu sei maninha, mas queria sua companhia, janta comigo? To me sentindo meio sozinho.
Olho para a carinha de cachorro pidão dele e acabo cedendo.
— Homem com dor é a pior coisa que existe, — ele me encara fingindo uma mágoa e eu acabo sorrindo — Tá seu idiota vou comer com você, mas pelo amor de deus pare de manha e nada de querer comer minha comida, você ainda não pode forçar sua boquinha sensível.
— Eba!! Minha irmã é a melhor! Te amo chatolina.
— Tá, tá legal, mas você coloca sua sopa gelada.
[...]
Enquanto comíamos conversamos um pouco e decidimos ver uns filmes, somos só meu irmão e eu, ele é mais velho que eu cinco anos e moramos juntos desde que nossa omma faleceu e o Ken diz que cuida de mim, mas está bem claro quem cuida de quem aqui né?
— Cara quem que gosta de filme de terror, fala sério? — ele fala todo abraçado a almofada.
— Eu gosto...
— Mas você é maluca, completamente insana, então não conta.
— Cale a boca Ken, assiste ao filme quieto.
— Mas nem posso comer pipoca para aliviar a tensão.
— Ken, eu vou chutar você.
— Tá parei.
Assistimos até o fim “Invocação do Mal” e eu acho que meu irmão se mijou todo, é um frouxo.
— Você já vai dormir?
— Uhum, e você vai também, vê se não fica zanzando pela casa.
Deixo um selar no topo da cabeça dele e me despeço.
— Boa noite, medrosinho.
— Boa noite, maluquete.
Pego minha água e vou direto para o meu quarto com um único pensamento: “Banho e cama” hoje foi intenso demais para mim e eu preciso descansar.
[...]
Minho Pov.
A auditoria acabou tarde por conta das filiais da minha sorveteria, eles quiseram olhar se todas as matrículas estavam em ordem e eu estava a ponto de matar um.
Quero ir ver minha gatinha ainda hoje ou eu irei enlouquecer.
Eu preciso tê-la só para mim.
Desde que abri minha sorveteria nessa região e a vi pela primeira vez entrando na Aiseukeeeulim que decidi que ela era minha, eu sou seu dono e nada mudará minha posse sobre ela, porém não quis ser afobado, eu a deixei vir até mim gradativamente, como um felino espera com paciência até atacar o seu alvo.
Ela sempre foi o meu alvo e agora vou ensiná-la como ser uma gatinha obediente.
Só que agora que eu estava tão perto de realizar meus desejos com ela esses idiotas vieram tomar meu tempo.
Estou enfurecido, mas também não deixarei isso passar.
Eu ainda irei até ela.
[...]
Horas depois.
— Nossa, Lino, dessa vez eles demoraram uma vida, você deve estar exausto.
— Tanto quanto você que teve que ficar e me ajudar, sinto muito por isso Innie, tire o dia de folga amanhã, já falei com o Seungmin ele virá cobrir sua folga.
— Tem certeza, posso vir amanhã Lino.
— Relaxa raposinha, vá e descanse e muito obrigado pelo apoio de hoje.
— Você fecha aqui?
— Uhum...
— Então eu me vou, tchau chefinho.
— Tchau raposa fofa.
Quando ele vai, arrumo tudo com cautela e fecho minha loja com um único pensamento em minha mente: “Banho e cama”.
Este dia foi cansativo e isso é tudo o que eu preciso.
Mas nem de longe é só o que quero, então decido que resolverei todas as minhas necessidades de uma só vez.
[...]
“Ela” Pov.
Enquanto vou para meu quarto, sinto um vento gelado pelo longo corredor que separa o quarto do meu irmão do meu, ficando assim cada um em uma das pontas.
— Nossa, será que deixei a janela aberta? E desde quando a noite está fria assim? Até agora estava um calorzinho tão gostoso.
Entro no meu quarto escuro, fecho a porta atrás de mim e quando acendo a luz e me viro levo um susto enorme.
— “Surpriiise”.
Mal consigo acreditar no que vejo.
Era ele, o Minho todo jogado em minha cama com aquela sua aura intensa me encarando como se eu fosse sua presa na savana.
— Olha só, minha gatinha não gritou de susto, garota forte, gosta mesmo de filmes de terror, não é?
— O que você?...
Por um instante meu corpo parou de me responder, minha mente paralisa e tudo o que consigo pensar é:
“Que cara gostoso do caralho”
Deitado em minha cama como se fosse sua, ele me encarava de uma forma tão penetrante que eu me sentia sendo despida por seu olhar, como se mesmo de longe ele removesse peça por peça da roupa que eu vestia.
Isso sem nem me tocar.
Me sinto arrepiar inteira e ele começa a sorrir.
Aquele risinho sínico dele que odeio amar tanto assim.
— O que faço aqui? — ele leva seus braços para de trás de sua cabeça fazendo sua camiseta levantar um pouco deixando a mostra sua pele sedosa e encara meu teto estrelado. — Eu não te avisei que estaríamos juntos em breve? Demorou mais do que eu queria, mas quando acabou lá fechei tudo e vim cumprir minha palavra.
Dessa vez ele falou sem me olhar, mas seu sorriso descarado não o deixou em momento algum.
— Gostou da surpresa? Tem mais, trouxe sorvetinho para minha gatinha.
Senti minhas bochechas pegarem fogo, eu ainda estava paralisada em frente a porta.
— Minho, pare com isso, eu vou tomar um banho e dormir e você voltará de onde veio.
Ele se sentou na minha cama com uma expressão neutra.
Neutra até demais.
— Acho que você esqueceu que disse sim para mim gatinha, e se esqueceu do que eu disse que aconteceria se nos beijássemos.
Fechei meus olhos e respirei fundo, como eu esqueceria tudo aquilo?
Mas agora eu estava tentando não cair em tentação porque eu sei que se me entregar a ele novamente não terá volta.
— Eu não esqueci, eu só...
Ele se levantou e veio até mim tão assertivamente que quando dei por mim eu estava presa entre a porta do meu quarto e o corpo quente do Lee Minho.
— Você não tem mais escolha, você é minha gatinha e agora não tem volta, como eu te disse antes, eu sou o seu dono e agora você vai ser uma boa menina para mim e vai relaxar um pouco.
Conforme ele falava ele ia passando seus lábios perfeitamente bem desenhados pela pele do meu rosto e já ali eu me senti alucinar.
— Minho...
— Shiiiuu... — ele levou seu indicador aos meus lábios e me olhou fundo nos olhos. — Apenas me deixe cuidar de você; — ele veio até minha orelha e sussurrou. — Vou cuidar muito bem da minha gatinha, então relaxe nos braços do seu dono huh?
O dedo dele estava brincando com meus lábios enquanto ele me dizia aquelas palavras então sem ter um mínimo de capacidade para manter um pensamento linear levei seu dedo brincalhão para dentro de minha boca e o chupei com vontade, o que nitidamente o pegou de surpresa, pois ele me encarou como quem estivesse recebendo um carinho inesperado e assim que soltei seu indicador falei em um tom baixinho.
— Então cuide de mim Lee Minho.
Ele sorriu largo e levou seus lábios aos meus e antes de nos unir em um beijo ansiado ele me respondeu.
— Agora você foi uma boa menina gatinha, mas antes...
Ele me colocou em seu ombro e eu fiquei sem reação, ele foi até minha cama e se sentou nela me deixando deitada de bruços em suas pernas.
— Minho o que você vai fazer?
Falei sentindo um frenesi completamente novo para mim.
— Vou castigá-la por ter sido uma menina má e mentido para o seu dono, ou você acha que eu me esqueci?
A cena do dia em que ele me disse que eu seria castigada veio nitidamente em minha mente e eu senti uma fisgada no meu estômago.
“— Pelo que entendi, alguém aqui mentiu para mim, e você sabe o que faço com quem mente para mim?
Eu estava tão imóvel que ele gargalhou.
— Vamos respire de uma vez gatinha, não será hoje que você provará meus lábios, e muito menos hoje será o dia em que você receberá o seu castigo por ser uma menina má que mente para o seu dono.”
— Minho... — falei como em uma súplica, mas saiu mais manhoso do que eu gostaria e então senti sua mão grande pousar em minha bunda.
Ele ficou alisando-a de uma forma bem suave e essa tensão toda estava acabando com meu psicológico.
— Você sabe porque será castigada?
Não o respondi, apenas mordi meu lábio e respirei pesadamente.
— Se não me responder o castigo será maior.
— Sim, eu sei.
Falei finalmente, cedendo a toda aquela loucura.
— E por que será castigada minha gatinha?
— Por ter mentido para o meu dono.
Era isso, eu estava completamente entregue a ele e quando o respondi tive a nítida sensação de o ouvir gemer e foi aí que entendi…
Ser meu dono era prazeroso para ele, e o melhor, estava sendo muito prazeroso para mim também.
— Muito bem...
Ele desferiu um tapa em minha bunda, um tapa estralado e ardido, mas por incrível que pareça eu não senti dor alguma.
— Aaaah...
— Você ainda vai mentir para mim?
— Não...
Mais um tapa, esse estralou ainda mais alto e na hora me lembrei do Ken.
— Minho, meu irmão...
— A porta está trancada não está?
— Uhum...
Mais um tapa esse mais forte e eu senti minha carne esquentar.
— Se ele vier até sua porta vamos despistar ele não se preocupe.
— Está bem.
Falo sem conseguir pensar em nada direito, e então me surpreendo com o Minho descendo até minha nádega ardida e deixando alguns selares macios nela.
— Você se comportou muito bem em seu primeiro castigo gatinha, — ele me virou para me sentar em seu colo em um movimento fluido, me deixando encaixada em seu corpo de frente para ele — Você entendeu que não pode mentir para mim?
Eu deveria estar vermelha como um tomate e ele notando minha timidez deixou um carinho em meu rosto.
— Entendi sim...
Ele sorriu satisfeito.
— Ótimo minha gatinha linda, depois conversaremos mais em como será entre nós, mas agora me diga, você sente isso?
Ele simulou uma estocada e do jeito que eu estava em seu colo pude sentir seu membro completamente teso se apertando contra mim e eu quase fui ao delírio com a sensação que tive.
— Sinto sim...
— E você gosta?
Mordi meu lábio com força, como ele conseguia ser tão provocante assim?
— Muito.
— Aaahh, muito? Que gatinha safada essa minha, — ele veio até mim e encostou a ponta do seu nariz no meu. — Quer chupar ele?
Eu juro...
Ele vai me matar.
— Eu posso?
Tentei o provocar também e aparentemente deu certo, pois ele me apertou ainda mais com suas mãos, o que tenho certeza irá me deixar tão marcada quanto os tapões que levei.
— Na sua escrivaninha tem o seu sabor de sorvete favorito, coloque em mim e divirta-se.
Era uma ordem...
Perdi minhas forças com seu tom mandão, mas me recompus para fazer exatamente como ele me disse para fazer.
Sai de seu colo e quando me virei para pegar o sorvete outro tapa acertou onde ele ainda não havia batido, o encarei e ele sorria.
— Sua bunda é muito gostosa, e agora que é toda minha eu não vou desperdiçar nenhuma chance.
Revirei os olhos enquanto me virava para continuar e me surpreendi com ele vindo por trás de mim colando seu corpo no meu e me puxando pelos cabelos de leve.
— Nunca mais revire os olhos para mim entendeu?
Meu estomago revirou.
— Sim.
Foi só o que consegui dizer.
— Ótimo, agora que já sabe, será castigada se voltar a fazer assim está bem?
Ele falava em meu ouvido e eu estava amando aquilo muito mais do que eu poderia descrever.
— Tudo bem Minho, agora me deixe chupar você.
Peguei o sorvete bem atempo dele me virar para si.
— Você está fodendo comigo sabia?
— Pensei que era você quem iria me foder Lee Minho...
Ele sorriu ainda mais mirando meus olhos como se quisesse me dominar.
— Sua sorte é que eu me apaixonei por você justamente por ser bocuda assim.
Empurrei ele na cama e ele soprou o ar em meio a sorrisos.
— E você nem viu o quão bocuda eu sou, mas está prestes a ver não é?
Fui até ele e tirei sua calça, admirei um pouco de sua box preta que era o sinônimo de perdição em seu corpo e enquanto eu o admirava ele se livrou também de sua camiseta o que me deu uma ideia.
Me virei e peguei o pote de sorvete.
— Merengue com hortelã? — falei empolgada. — Minho...
— Eu sei, era o seu sabor favorito e você ficou triste quando saiu de linha, mas eu consegui para você minha gatinha linda.
Eu sorri me sentindo uma boba por ficar feliz em ver que ele quis me agradar, e então abri o pote, peguei a colherinha de madeira e comecei a passar o sorvete pelo abdome dele, devagar, e enquanto o fazia eu o desejava ardentemente principalmente por poder contemplar suas reações quando o creme gelado tocava sua pele quente.
Era a visão mais divina de todas.
— Que carinha safada... você quer me levar a loucura, não é?
— Está funcionando Minho?
— Está...
— Perfeito.
Deixei o pote de lado e comecei a lamber onde eu havia sujado, eu estava indo com calma e o Minho gemia manhoso com meus toques sutis pela lateral do seu corpo.
— Gatinha... que maldosa.
Cheguei finalmente onde eu queria e enquanto eu dava alguns selares próximo ao cós de sua box fui a tirando com cuidado e não me surpreendi em nada com o “pulo” que o membro irremediavelmente teso dele deu quando o pano o libertou.
Encarei aquela cena com cuidado, buscando gravar cada milímetro daquela perfeição em minha cama e então eu fiz.
Peguei o sorvete e lambuzei todo o membro dele que estava totalmente perdido entre gemidos, risos descontrolados e espasmos deliciosamente lindos de se ver.
— Não faça tanto barulho Lee Minho.
— Abocanhe meu pau de uma vez sua malvada.
Dou um largo sorriso pelo desespero alheio aparente e atendendo ao meu dono eu o abocanhei com gula.
— Caralho! Puta que pariu... que boca deliciosa.
Eu amei o ouvir e isso me deu mais vontade de o agradar e então comecei a subir e descer com minha boca em seu membro enquanto o sugava com vontade.
Eu brincava com sua glande e ele delirava em minha boca e o ouvir tão entregue a mim estava me levando a loucura, até que comecei a sentir o membro alheio inchar na minha boca.
— Eu vou... aaah...
Ele veio em mim com força e eu bebi dele com vontade.
— Que porra... você estava com medo de viciar em mim, mas sou eu que corro um enorme perigo de viciar em você gatinha.
Ele se sentou na cama e me viu terminar meu trabalho em seu membro e após contemplar a vista por mais um tempinho ele me levou de volta ao seu colo e começou a me despir.
— Agora é minha vez...
Ele foi me despindo com cuidado e quando me viu o encarando com desejo ele me tomou em um beijo deliciosamente quente e macio.
Suas mãos trabalharam com precisão e agora comigo totalmente despida ele nos levantou e foi indo rumo ao meu banheiro.
— Tá calor aqui gatinha, vamos tomar um banho gelado?
— Vamos.
Ele sorriu em ver minha feição mais travessa, eu literalmente estava toda entregue a ele e não tem mais volta.
E ele sabe disso.
Ele já entrou no meu box ligando o chuveiro e o deixando no frio e sem muita enrolação ele colocou nossos corpos debaixo d’água, e eu me mantive colada em seu corpo e agora nos beijávamos de forma totalmente entregue e pecaminosa, até que senti algo bater em minha intimidade.
— Um fato sobre mim gatinha: É muito difícil apagar meu fogo.
Ele me colou na parede e se afundou em meus seios, os chupando, mordiscando meus mamilos eriçados prendendo toda a minha atenção em seu semblante desejoso e seus cabelos molhados que em contraste com seu lindo rosto formavam a imagem da perfeição para mim e sem muitos avisos ele me penetrou.
Ele estava me maltratando, indo bem lentamente para dentro de mim e eu sentia com precisão minhas paredes abraçarem seu membro e aquilo estava me alucinando.
— Lino... — O apelido saiu de meus lábios sem que eu pensasse muito nisso e ele desviou a atenção dos meus seios me encarando nitidamente satisfeito. — Por favor Lino...
— Gostei... está suplicando pelo meu pau, não é?
— Por você todo...
Falei jogando meu corpo contra o dele para aumentar nosso atrito e ele me envolveu com seus braços fortes.
— Eu sempre vou te dar o que você quiser de mim minha gatinha, basta você me pedir como fez agora está bem?
— Uhuum... — gemi mais do que o respondi por ter ele se afundando com força em mim.
— Minha gostosa.
Ele veio e me beijou, seus lábios colados nos meus e sua língua brincalhona não deixava a minha em paz um segundo se quer e junto a esse beijo alucinante ele me estocava com vontade.
— Aaaah... mais, Lino...
Ele mordeu meu lábio.
— Merda... aaah...
O aumento da intensidade estava destruindo a nós dois e eu já rebolava nele sem nenhuma ordem correta eu só queria mais dele em mim e ele estava totalmente alucinado com aquilo.
Nossas peles se arrepiaram ao mesmo tempo, e depois disso, nós dois gozamos juntos.
Eu me agarrei no corpo alheio e ele mordia meu ombro sem muita força enquanto tremíamos extasiados de prazer.
— Você é só minha entendeu?
— Mas e você Lee Minho? Você é só meu também?
— Eu sempre fui só seu...
Ele me desceu do seu colo devagar, eu ainda estava trêmula e posso garantir que nunca senti nada tão extraordinário assim, e agora ele me banhava com um carinho e um cuidado que só me fazia querer pertencer a ele mais e mais.
Depois do nosso banho, mais momentos intensos rolaram entre nós dois, e quando estávamos exaustos ficamos juntinhos conversando um pouco e falando bobagens até pegarmos no sono.
[...]
Na manhã seguinte.
— Maninha, faz o leite gelado para..., MAS QUE PORRA É ESSA?
Abro meus olhos, estou em minha cama e meu corpo ainda sente os vestígios do Lino como se ele tivesse mesmo me marcado como dele ontem à noite...
— Ai meu deus o Lino!
Saio da cama, olho rapidamente para o baby doll que estou usando e me pergunto como ele foi parar ali.
Provavelmente o Lino me vestiu depois da nossa quarta transa.
— Que cara escandaloso, bom dia cunhadinho, fiz um milkshake com seu sabor de sorvete favorito e pare de explorar minha gatinha, é você quem tem que mimar ela não o contrário está bem?
Chego na cozinha e me deparo com o Lino só de calça entregando o milkshake para o meu irmão que está nitidamente sem ação.
— Desfaz essa cara, sou o Lee Minho, dono da Aiseukeeeulim e o namorado da sua irmã, então agora você me verá muito por aqui.
— Mana esse cara dormiu aqui? Vocês...? Ai meu deus, vocês dormiram juntos?
O Lino me encarou e eu estava totalmente sem ação.
— Manino eu...
O Lino veio para o meu lado e me abraçou.
— Dormi com ela, cuidei bem dela e a partir de hoje você me verá sempre ao lado da sua irmã Ken, e fique tranquilo eu sempre vou trazer sorvete para você tá garotão?
Ele selou meus lábios e me levou até a mesa.
— Vem gatinha fiz seu café da manhã.
Eu o segui sem nada dizer, minha real preocupação era com o meu irmão, o que ele estava pensando e o que ele faria quando recobrasse seus sentidos, uma vez que ele parecia completamente atônito.
— Vocês não se falam? Ontem pareciam tão unidos assistindo filme de terror...
— Você estava aqui... — Meu irmão olhava para o nada como quem precisasse de um tempo para assimilar a novidade. — Mana, ele estava aqui?
— Estava em meu quarto.
— E você o deixou entrar?
Não o respondi.
— Ela não sabia de nada Ken, eu entrei pela janela, eu queria surpreender minha namorada.
— E vocês namoram desde quando?
— Desde que nos conhecemos, — O Lino falava com uma naturalidade espantosa. — Começamos um namoro implícito, mas assim que coloquei meus olhos nela eu sabia que seria seu namorado.
— Mas você já a pediu em namoro?
O Lino sorriu e eu estava em pânico.
— Um irmão preocupado... Muito bem Ken, — ele falou encarando a feição ainda perdida do meu irmão. — Não pedi formalmente ainda, mas irei em breve, será que ela me aceita?
Ele me encarava todo insinuante e meu irmão olhava para nós dois tentando nos decifrar.
— Cuide bem dela, faça ela feliz e eu estarei de olho, agora faça minha irmã sofrer e eu mato você.
Fiquei surpresa com a coragem do Ken, nunca achei que ele falaria algo do tipo.
— Eu a farei feliz todo o tempo, vou cuidar dela como minha joia mais preciosa e não se preocupe, se eu a fizer chorar, eu mesmo me mato.
Meu irmão tomou um gole do seu milkshake e arregalou os olhos e pela cara que ele fez estava uma delícia.
— Certo, continue fazendo desses para mim também e está liberado para namorar minha irmã.
Revirei os olhos, aí está o babaca do meu irmão mais velho.
— Me trocando por milkshake? Pois a gora você que vá até a Aiseukeeeulim todos os dias comprar seu sorvete.
— Você não vai à sorveteria do seu namorado?
O Lino me encarou como se também estivesse curioso com isso.
— Vou, mas do sorvete que eu vou tomar lá você não toma seu idiota.
Meu irmão levou um tempo para entender já o Lino sorriu largo e veio até mim me beijando com vontade.
— Minha respondona... — ele disse com seus lábios ainda colados no meu.
— Como se você não fosse...
— Argh! Qual é, me respeitem pelo menos.
— Não! — falamos juntos e meu irmão saiu da cozinha.
— Parabéns irmãzinha achou um chato que nem você.
Abracei o Minho e nos dois riamos da cara do Ken.
— Eu sou um chato?
— Um insuportável.
— Rebelde, vai querer mais castigos minha gatinha linda?
— Talvez... você bate bem gostosinho sabia?
Ele sorriu largo e me encarou.
— Não é para você gostar do castigo meu amor.
— “Surpriiise” — falei o imitando e ele soltou uma gargalhada deliciosa. — Você tem muito o que saber sobre mim ainda senhor Lee Minho.
Ele me colocou em cima da pia e me beijou com uma fúria que juro ter amado em cada detalhe.
— E eu vou amar conhecer cada centímetro de você, corpo, mente, tudo, mas saiba que eu não estou sozinho nessa, há muito sobre mim que você precisa saber também e eu faço questão que me conheça bem.
— Que medo... vou me arrepender de me entregar a você Lino?
Ele morde meu queixo e eu me sinto derreter em suas mãos.
— Nunca minha gata gostosa, desde que você entenda que sou seu dono, você é minha e de mais ninguém, o resto são apenas pequenos ajustes e esses faremos juntos.
— Por que você é tão gostoso assim?
— Para que você nunca resista a mim.
Sorrio boba, mal posso acreditar que estamos assim agora.
Dou um selar singelo em seus lábios macios e ele me coloca no chão com cuidado.
— Agora eu preciso ir, e você também tem que se arrumar para ir ao curso, tome seu café e se arrume com calma, meu motorista levará você e depois ele a trará de volta.
Pisquei algumas vezes após ouvir essa nova informação.
— Motorista? Lino, não precisa disso eu...
— Você vai me obedecer certo?
Me senti arrepiar por inteiro.
— Certo.
Ele deu um selar no topo da minha cabeça e foi em direção ao meu quarto, voltando em seguida com sua camiseta em mãos.
— Deixe o fecho da sua janela sempre aberto, nunca se sabe quando vou querer te surpreender assim de novo.
Sorri boba e ele me beijou mais uma vez.
— Tenha um ótimo dia minha gata linda.
— Você também Lino.
— E sempre que me quiser, não importa a hora ou o motivo, me mande uma mensagem com a nossa palavrinha mágica e eu virei correndo.
— Está bem!
Ele pega uma maçã na fruteira e sai pela porta e a última visão que tenho dele é ele dando uma bela mordida na maçã o que me fez lembrar de como ele mordeu meu ombro ontem no banho, e outras partes mais do meu corpo depois.
O Lee Minho me marcou como dele antes mesmo da nossa primeira noite juntos e sim, agora tenho certeza que eu sou completamente dele e de mais ninguém.
[...]
Na saída do curso dela.
Já havia sido muito estranho vir de motorista para o curso e agora na saída ele estava lá novamente a minha espera, vou até o carro e já sorrindo ele abre a porta para mim.
— Boa tarde, senhorita.
— Boa tarde, Felix.
Entrei no carro e depois de um tempinho nele notei que não estava indo para a minha casa.
— Felix, para onde você está me levando?
Ele não me respondeu, apenas me deu uma pequena caixa.
— Só abra quando eu a deixar no seu lugar de destino.
— Quanto mistério. — Encarei a caixa me perguntando o que seria.
Depois de uns dez minutos chegamos enfim.
— Pronto, chegamos senhorita.
Ele abre novamente a porta para mim e eu desço.
— Boa noite, senhorita.
— Para você também Felix.
Ele se vai e eu me vejo em frente uma casa excepcionalmente grande, abro a caixinha finalmente e nela tem uma chave dourada e um bilhete.
“Essa é a chave da minha casa, nossa casa daqui para frente, entre, suba as escadas e venha ao meu quarto no final do corredor e não se preocupe, já avisei o seu irmão, hoje você dormirá aqui comigo.”
Respiro fundo tentando manter meus pensamentos lineares, faço como ele me orientou e abro a imensa porta com a chave que ele deixou comigo e quando adentro o lugar meu queixo vai ao chão, a casa era linda e extremamente luxuosa por dentro.
— Desde quando sorvete dá tanto dinheiro assim?
Falo baixinho e começo a subir pelas escadas como fui instruída.
A cada degrau meu coração parecia que ia sair pela boca e quando coloco a mão na maçaneta da porta indicada sinto uma mão por cima da minha, um corpo colado ao meu e o cheiro viciante do Minho invade minhas narinas.
— Quando entrarmos no meu quarto, você vai me conhecer um pouco melhor gatinha, está preparada?
Sua voz soava doce em meu ouvido e eu quase desfaleci.
— Sim...
— Qual é a palavra mágica?
— Aiseukeeeulim...
— Muito bem.
Sua mão sobre a minha gira a maçaneta da porta e quando olho para o interior do cômodo sinto uma adrenalina como nunca senti antes.
O quarto era em tons escuros, alguns detalhes em vermelho e na enorme cama pétalas formando um coração estavam lindamente postas e no centro mais pétalas escreviam.
“Seja minha namorada Shin Ji-hyun?!”
— Surpriiisee... — Ele sussurrou em meu ouvido — E então o que me diz? Você aceita namorar comigo?
Me virei para ele e selei nossos lábios, nos beijamos o mais entregues possível e quando o ar nos faltou ele separou nossos lábios colando sua testa na minha.
— Preciso de suas palavras gatinha, me responda com sua linda voz.
— Sim, Lee Minho, eu aceito ser sua namorada.
Ele sorriu e voltou a me beijar.
— E o que a minha namorada quer fazer agora?
Pensei um pouco e o som da minha barriga roncando me denunciou o fazendo dar um lindo sorriso.
— Vem, deixe suas coisas aí e vamos para a cozinha, eu já estava terminando nosso jantar quando você chegou.
Fiz como ele disse e segurei em sua mão já estendida para mim e então fomos ao andar de baixo para jantar.
[...]
— Mentira que você que cozinhou? — Falei me deliciando na carne que ele serviu para nós. — Minho isso está divino.
— Eu sou todo bom né?
Ele sorriu da minha careta para ele.
— É... um chato isso sim.
— Pense por um lado, eu sou todo bom e sou todo seu também.
— Ah, é? Todo meu?
Eu estava radiante, ele parecia ser a história de amor que eu sempre desejei viver e mesmo sem entender bem o porquê, o Lee Minho me escolheu.
Ele segurou em minha mão e olhou bem dentro dos meus olhos.
— Gatinha, nunca duvide disso, agora que começamos isso nunca terá fim, eu sou seu, você é minha e nada vai mudar isso.
Ele ergueu sua taça com vinho e eu o segui no gesto.
— A nós!
— A nós! — Falei tímida.
Brindamos e bebemos um bom gole daquela delícia líquida.
— Quando terminarmos nosso jantar o que quer fazer?
— Hum... conhecer um pouco mais de você não me parece nada mal...
Um lindo sorriso iluminou se semblante.
— Vamos ter todo o tempo do mundo para você conhecer cada pedacinho de mim gatinha, mas sim, eu já até sei o que vou te mostrar primeiro.
— Ah, é? E o que será?
Ele levantou uma de suas sobrancelhas e me encarou.
— Surpriiise... espere e você verá.
Ele pisca em minha direção enquanto leva um bom pedaço da carne deliciosa que ele preparou a sua boca, eu sorrio boba e imensamente curiosa.
Mas uma coisa é certa...
Precisarei me acostumar a isso e não tenho a menor dúvida de que estar com o Minho será como viver sempre uma grande surpresa.
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