Imagine - stray kids
62 🐷🐰. Changbin. -💥🔥🔞+18 (SURTO)
Notas iniciais

Mafioso x Policial
Seo Changbin é o líder da maior máfia de Seul e a Chai Hae é a policial responsável pelo seu caso.
Ela estava no meio de uma missão para conseguir prender o Seo Changbin, mas as coisas se descontrolaram e ela teve que correr, entrando em um beco sem saída sem querer até que ela escutou passos atrás de si e, quando ela olhou para trás, viu que o Seo Changbin havia ido atrás dela.
Ela não vacilou, na verdade, ela viu ali uma oportunidade única de finalmente conseguir o que tanto queria e que por anos foi seu maior objetivo.
[...]
O Changbin se aproximava a passos lentos.
— Você é aquela policial que tenta me prender há tanto tempo, não é? Chai Hae é seu nome, se eu não me engano...
Eu olhava sem medo para o meu rival de anos...
— Já sabe até meu nome Seo Changbin?
Ele sorriu e andou mais até mim enquanto me observava.
— É claro que sei, eu sei muita coisa sobre você, Chai Hae, e não apenas o seu nome...
— Então vejo que fez o seu trabalho... mas não me importo com isso... estou há tanto tempo esperando para pôr minhas mãos em você... parece que finalmente esse dia chegou.
O Changbin sorriu despreocupado.
Ele se aproximou mais e mais de mim, até estar muito próximo do meu corpo.
— Ah, é? E o que você vai fazer agora, colocar suas algemas em meus pulsos e me levar para a delegacia?
Sorrio desdenhosa...
— Sabe que posso, né? Melhor dizendo... sabe que é exatamente isso o que farei, não é?
O mafioso em minha frente ri desdenhosamente e tenta se aproximar ainda mais, levando suas mãos, a minha cintura, chegando ainda mais próximo de mim.
E eu permito que ele o faça, pois só assim terei minha chance.
Essa proximidade toda me assusta um pouco, confesso, mas eu me mantenho firme.
— Eu ficaria interessado em te ver tentando, garota.
Sorrio totalmente desdenhosa e com as minhas habilidades afloradas mostro a ele do que sou capaz o pegando de jeito e o prendendo a mim com as minhas algemas.
Ele mal vê o que aconteceu, apenas se sentiu preso por mim.
— E agora? O que me diz da minha tentativa? Foi boa para você?
O Changbin se assustou com a minha real habilidade, tentando libertar seus pulsos das algemas, mas sem sucesso, então eu o seguro com facilidade, afinal esse é o meu trabalho há anos e eu já derrubei muito marmanjo maior e mais forte do que eu, não seria o Seo Changbin a não receber tudo de mim.
O Changbin olhou fundo nos meus olhos e sorriu novamente, totalmente frustrado em sua tentativa de fuga.
— Bem, eu definitivamente não esperava que você fosse tão forte assim...
Eu o encaro com firmeza.
— Acredite em mim... você não sabe nada a meu respeito.
Ele tenta se libertar novamente, mas sua posição estava vulnerável demais a mim, o deixando sem muitas opções.
Então, o Changbin olhou para baixo novamente e sorriu.
— E o que você vai fazer comigo agora? Me deixar algemado e me bater?
Sorri vitoriosa, era exatamente assim que eu o queria.
— Não seria uma ideia ruim bater em você, mas não se anime com isso, vou apenas te levar para a prisão, pois lá é o seu lugar. E assim terei finalizado essa luta de anos.
O mafioso em minha frente sorri novamente e tentou se libertar, ele não perdeu sua postura desafiadora, mas acabou se rendendo quando percebeu que era inútil tentar.
— Ah, é? E vai ser você que vai me levar? Você sabe o que vão fazer comigo na prisão?
— Não sei e não me importo. — Falo o mais firme que consigo enquanto eu ainda o prendo a mim. — Eu te peguei Seo Changbin. Esse era o meu trabalho e agora estou finalmente livre de você.
Ele segue sorrindo sínico e olha profundamente nos meus olhos, como se de fato estivesse preso não só pelas algemas, mas sim preso a mim.
— Vou te dizer uma coisa sobre a prisão, minha querida e doce policial, lá é um mundo cruel onde um mafioso como eu corre risco de vida vinte e quatro horas por dia.
— Hum... jura? Pensa que não sei? E mais, acha que tenho pena de você? Pera aí... Você está com medo Changbin?
Ele me responde em um tom de descrença sobre minha fala, enquanto continua a olhar profundamente nos meus olhos.
— Medo, não. Mas não me pegue para otário pensando que vou ser idiota o suficiente para ir até a prisão com você me oferecendo de bandeja para ser morto...
— Como se você tivesse escolha... O que vai fazer? Já está preso por mim, meu querido mafioso de merda... você irá apenas aonde eu for.
Ele me encarou mais sério, mas em seguida sorriu novamente e encostou sua cabeça na minha enquanto fechava seus olhos.
— Você é muito ingênua se pensa assim. E olha, confesso que em outras circunstâncias eu não me importaria em ser preso a você, eu até gostaria...
Sou tomada por uma surpresa... eu não esperava por essa declaração dele.
— Não seja idiota... Vamos de uma vez.
Ele suspirou enquanto abria os olhos novamente, olhando para mim com um olhar quase que...
Apaixonado?
Aquilo era insano demais.
— Eu não sou idiota. E eu disse isso porque é verdade, eu definitivamente não me importaria em ficar preso a você... seria até bem gostoso, na verdade...
— Claro... E o que quer dizer com isso? Sou sua rival há anos Changbin... não vem com essa para cima de mim...
Ele olha novamente nos meus olhos e sorri mais uma vez.
Ele já não tentava mais se libertar, apenas ficava vindo contra o meu corpo.
— Sim, você é minha rival há anos..., mas isso não quer dizer que eu não possa ter desenvolvido sentimentos por você...
Aquilo era uma piada sem graça.
— Sentimentos? Sério?
Falo completamente incrédula e irada por saber que ele quer apenas me distrair para tentar fugir.
O mafioso sorriu mais ainda e começou acariciar o meu braço com as mãos que estavam presas.
Naquele momento eu apenas me deixei levar, eu queria saber o que ele iria me dizer.
— É sério... Desde o primeiro dia que eu te vi, que eu não consigo tirar você da minha cabeça, Chai Hae...
— Ah, mas é claro que não... você tinha medo de que eu te pegasse e te levasse preso... isso é óbvio, e como vê, foi exatamente o que fiz... — Olho bem dentro dos olhos dele em um tom mais ameaçador. — Eu peguei você, Seo Changbin.
Ele não desvia o olhar um centímetro sequer e me responde sem titubear.
— Sim, você conseguiu me pegar, mas isso não quer dizer que eu não estava te desejando esse tempo todo... talvez estar aqui com você fosse tudo o que eu queria, não tem como você saber, tem?
Me sinto um pouco confusa...
— Me desejar? Isso é só um truque seu para que eu o solte, não é? Pode esquecer... sua fala manhosa não vai me convencer...
O Changbin ainda sorria, ele nitidamente estava gostando da nossa conversa e, enquanto falávamos, ele acariciou a minha cintura como pôde por ter suas mãos presas enquanto ficava se prensando contra o meu corpo.
Eu até usaria minha arma contra ele para agilizar sua prisão, mas na perseguição, meu cinto ficou na viatura com ela junto.
E ele não sabia disso.
— Não é nenhum truque. Eu te desejei desde que te vi pela primeira vez, eu não sou tolo de mentir para você assim...
Que inferno... — pensei — ele era todo envolvente, como sempre foi...
Aquele não foi nosso primeiro embate de tão perto, afinal, anos o perseguindo, já quase o peguei algumas vezes.
— Tá, digamos que isso seja verdade... — Me aproximo dele desafiadoramente. — O que vai fazer se eu fizer isso...?
Aproximo meus lábios dos dele, mas sem finalizar o contato, apenas testando os limites do mafioso em minha frente.
Ele fecha seus olhos enquanto seus lábios estão a centímetros dos meus, ele não falava nada, mas sua respiração acelerava enquanto eu me aproximava dele mais e mais.
— V-você não vai me desafiar assim... vai?
Sua voz saiu arrastada, tremula e nervosa, quase me convencendo de que ele estava mesmo entregue a isso.
— Eu já estou te desafiando Changbin... vamos, me mostre que tudo isso, tudo o que me disse é real.
Ele abre novamente os olhos enquanto fica mais perto da minha boca, o que me estremeceu por dentro, seus lábios acariciando os meus, não conseguindo se conter enquanto ficava cada vez mais perto de mim.
— Eu vou te provar que é tudo real...
Não deixo de o olhar e, quando ele finalmente parece que vai me beijar, eu desvio meu rosto depressa.
— Nem pensar, Changbin... minha boca não é para você... não assim... se me quiser mesmo, terá que provar isso para mim.
Ele se mostra profundamente frustrado quando desvio meu rosto, ele tenta se afastar, mas suas algemas estão presas a mim, então ele só consegue ficar ainda mais preso em meu corpo.
— Não pense que vai ser fácil assim me dispensar, eu vou lutar pelos seus lábios, querida... por você... E acredite em mim, eu vou vencê-la...
— Como se estará preso? Impossível, meu querido... vem, vou te levar daqui, vamos parar com essa palhaçada.
Ele nota que falo sério e tenta se libertar novamente, mas sabe que é inútil. Ele suspira enquanto volta a olhar para mim.
— Sim, estou preso a você. Mas eu não vou cooperar e ir com você para a delegacia, se é onde está pensando em me levar...
Sorrio desdenhosa e o respondo em um tom irônico...
— Sim, é para lá que vou te levar agora... para minha casa é que não seria...
O Changbin ri novamente e tenta uma nova aproximação.
— É mesmo? E você faria o que comigo se me levasse para sua casa? Me algemaria em sua cama?
Ele não para seus joguetes, e eu só vou na onda, afinal hoje foi um bom dia para mim.
— Você é mais louco do que pensei... Eu disse que não te levaria para minha casa, seu insano... mas sim, se quer saber, eu te deixaria algemado em minha cama só para o ver rendido a mim.
Ele fica nitidamente surpreso com a minha declaração, a tensão sexual entre nós dois era palpável e tinha lá sua razão de ser... ele também parecia excitado com o que eu disse, mas decidi ignorar aquilo.
Ele ficou quieto enquanto eu falava, mas depois ele riu novamente e olhou profundamente para mim enquanto me pegou pela cintura.
— É mesmo? Algemado na sua cama, é isso que, no fundo, você deseja fazer comigo, querida?
Droga...— Pensei — Sua voz era deliciosamente perfeita.
Mas eu não iria me render a ele, não assim...
— Não... não é! E pare de tentar entrar na minha mente. Vamos de uma vez para minha viatura.
Falo sucinta, não posso dar brecha a ele.
Apesar de preso, ele ainda tentava fazer os seus jogos para conseguir o que queria, mas vendo que eu não entraria em seu joguete, ele se rende e abre um sorriso.
— Apenas não tente nada comigo na viatura enquanto estiver conduzindo, eu sou muito apetitoso, sabe... você pode não resistir.
Aquilo mexeu comigo.
Filho da puta...
Resolvi o responder, eu não ia deixar barato...
— Não sei e não me interessa, já te disse... e tem mais... você não tem noção do quanto eu, sou apetitosa... Se eu o quisesse assim, te garanto que você não daria conta do recado, meu querido.
Ele sorriu novamente enquanto me puxou para perto de seu corpo, ele se agarrou em mim até o ponto que consegui sentir lá embaixo o quanto ele estava se animando pelo nosso contato...
Ele estava excitado... e eu?
Completamente perdida...
— Eu não tenho ideia? Aaah minha policial preferida, você sabe o que um mafioso faz de verdade? Sabe o quanto eu já te observei sozinha em casa? — A fala dele estava pesada e eu estava indo à loucura com aquilo. — Minha querida, saiba que eu tenho uma ideia perfeitamente clara de como você é apetitosa. E te digo que sim, eu daria conta muito bem de você, gatinha...
Tento não perder o controle e tenho uma ideia.
— Quer saber? Antes de te levar para a delegacia, vou levá-lo para minha cama, lá você me mostrará se daria conta mesmo de mim... o que me diz, huh? Um sexo com a sua rival e depois cada um para o seu lado? Posso te levar agora, Changbinnah?
Tento o provocar e ele fica claramente surpreso com a minha sugestão. Mas também mil vezes mais excitado com a ideia. Não é todo dia que ele recebe uma oferta como essa de sua rival de longa data.
— Huum, uma sugestão tentadora, minha querida. Claro que aceito, me leve com você.
Sorrio vitoriosa e o levo para a minha viatura...
— Então vamos de uma vez.
Ele entra na viatura com toda a vontade. Enquanto vai entrando atrás, ele continua com as mãos algemadas e faz questão de mostrá-las para eu ter certeza de que ele não irá fazer nada comigo enquanto eu estiver conduzindo.
— Se apresse, você não vai querer deixar ninguém perceber o que estamos aprontando, não é mesmo? Se sua unidade desconfiar, você estará perdida.
Sorrio maliciosamente, entro no carro e começo a dirigir...
— Ninguém vai perceber... não tenha medo.
Ele olha pela janela e suspira enquanto se recosta nela.
— Não tenho medo. Só estou impaciente. Mal posso esperar para finalmente te ter toda para mim, minha querida...
Sigo dirigindo e, quando chegamos ao destino, desço da viatura e o tiro de lá...
Eu havia o levado direto para a delegacia, usei meus truques para facilitar a condução dele até lá e o olhar dele sobre mim agora era impagável.
— Aqui, policial Chan, esse é o mafioso que prendi agora cedo o nosso tão desejado Seo Changbin, o leve para dentro e o coloque em uma cela. Farei a ficha dele para o interrogar depois.
Olho mais uma vez para o mafioso e me aproximo dos seus lábios, o beijando com lascívia, sem me importar com o olhar do policial Chan, que já me conhecia muito bem e sabia que eu poderia fazer algo assim.
— Você não acreditou mesmo que eu te levaria para minha casa, não é gostosão?
O Changbin olha para mim e para o policial Chan, surpreso, mas também excitado com o beijo inesperado e com o fato de ter sido enganado.
— Mas...
Ele é interrompido por mais um beijo meu.
O Changbin fechou os olhos, aceitando meus lábios e tentou me segurar novamente pela cintura, mas com suas mãos algemadas, ele estava limitado.
Nos separamos do beijo e ele me olhou firme.
— Você é uma traidora, sabia?
— Eu não o traí, Seo... eu apenas o trouxe para a sua nova casa... a delegacia de Seul.
Me afastei dele e o policial Chan sorria por já saber que eu faria algo assim, entendendo qual havia sido o meu plano e os meus motivos.
E o Changbin apenas observa tudo.
— Acho divertido esse seu jeito, eu estava tentando te enganar lá no beco, mas foi você quem acabou me enganando, esperta..., mas agora que estou preso, eu tenho certeza que vão fazer algo terrível comigo... e você vai mesmo deixar que isso aconteça?
Começo a arrumar os documentos de prisão dele.
— Isso já não é mais da minha conta... só se lembre do meu beijo enquanto estiver preso e tente sair vivo de lá... quem sabe eu não o estarei esperando aqui fora se ainda quiser estar comigo... — falo e lembro que ele disse ter tentado me enganar. — Ah, sim, você nunca me quis de verdade, não é? Apenas mentiu para mim tentando me enganar... idiota...
Ele me olhou com certa tristeza.
Ele realmente parecia se sentir atraído por mim, tanto que ele dava a entender que sim, ele não conseguia me tirar de sua mente... Era estranho o ver assim...
— Como é possível eu simplesmente não querer você, Chai Hae? — Ele falou sem pensar e eu me assustei... — Quer saber? A idiota aqui é você, sabe. — Ele pareceu impaciente. — E-eu, eu não menti para você. Eu realmente me sinto atraído por você, mas eu não podia te contar, não podia dizer isso a ninguém. Você é uma policial, porra! E eu, um caralho de um mafioso!
Eu o escuto e fico mexida com aquilo.
— Policial Chan, esqueça a cela e pode ir, deixe-me a sós com o Changbin, vou interrogá-lo agora.
— Certo, vou buscar nosso café, e... vou demorar... quero rosquinhas também.
Me senti grata pelo Chan ter entendido e ido pegar café para nós... era sempre assim... ele sabia quando eu precisava de um momento.
Então, agora a sós com o Changbin, decido então tirar essa história a limpo com o mafioso.
— Vem comigo Changbin.
Ele não faz nenhum esforço para resistir e anda comigo, e suas mãos estavam agora algemadas atrás das costas pelo policial Chan.
Entramos na sala de interrogatório e eu logo o encaro nos olhos.
— Sem mim, você não consegue sair daqui, está entendendo?
Falo o encarando já na intenção de soltá-lo e ele suspira enquanto olha nos seus olhos também. Ele fecha as mãos acorrentadas atrás das costas, esperando ser liberto das algemas enquanto me encara profundamente.
— Como você quer que eu saia daqui se estou preso, gatinha? Precisa lembrar que estou em grandes problemas por sua culpa.
— Minha culpa? — O encaro firme — Não seja otário... você está nessa por ser um criminoso..., mas não é disso que vamos falar agora.
Tranco a porta do local de interrogação e solto suas algemas.
— Me prove que você realmente sente algo por mim e quem sabe eu não te conte meu maior segredo.
Ele esfrega os pulsos que estavam machucados pelas algemas e olha novamente nos meus olhos, se aproximando de mim enquanto fala:
— Não preciso provar que tenho uma queda por você, querida, acho que as palavras que eu te disse antes são provas o suficiente disso. Mas posso fazer isso se você me contar seu segredo, assim é mais justo, não é?
— Me obedeça Changbin... Você não está em condições de impor nada aqui... — falo sucinta e com firmeza suficiente para ele entender bem. — Você disse que me queria, então me mostre o quanto me quer.
O mafioso não argumenta por saber que aquela era a sua única chance. Ele vem sobre mim e coloca suas mãos na minha cintura, me puxando contra o seu corpo com força e possessividade.
Ele vem para mais perto e sussurra em meu ouvido enquanto sentia propositalmente o meu perfume.
— Você quer mesmo que eu te mostre o quão eu te quero, né, gatinha?
Eu já estava imersa nele... e depois de tudo aquilo, eu não recuaria.
— Sim, Changbin... me faça tremer em seu corpo... me tome para si... essa será sua única chance de me ter dessa maneira.
Noto que o tom manhoso da minha voz provoca ainda mais o Changbin. Ele coloca a mão na minha nuca e acaricia o local enquanto vem novamente sussurrar em meu ouvido.
— Eu vou te tomar para mim, e você será só minha. Vou fazer você tremer em meu corpo até você não aguentar mais...
Eu me apertei contra ele.
— Então, espero que comece logo o seu trabalho... não vou facilitar me entregando assim. Pelo menos não até sentir todo seu desejo por mim.
Ele ri novamente, provocador e intenso.
— Ah, é mesmo? Então, vou ter que trabalhar bastante, e é isso o que vai acontecer. Tenho certeza de que vou fazer você se entregar inteiramente para mim, gatinha.
Ele puxa minha cintura novamente enquanto desce as mãos pelas minhas coxas, as agarrando com força.
Sinto um arfar me tomando... acontece que eu sempre o desejei, eu sempre quis o Seo Changbin assim, mas isso era algo que eu jamais contei a ninguém...
— Bom, que fique claro, a não ser que você me convença do seu interesse por mim, você continuará preso aqui.
E esse era meu plano o tempo todo, meu plano nunca revelado a ninguém.
Sinto suas mãos em mim me apertando com força e um leve gemido me escapa...
Ele ouve o gemido sair arrastado em minha boca e aquilo nitidamente despertou algo nele. Ele abriu um pequeno sorriso e se aproximou mais do meu pescoço, enquanto continuava acariciando o interior das minhas coxas.
— Hum, porra, Chai Hae, você acabou de gemer para mim... E só com os toques das minhas mãos em suas coxas? Está nervosa, gatinha? Você me quer tanto assim?
A voz dele era fodidamente perfeita e eu estava nas nuvens só de ouvi-lo assim tão desejoso por mim.
— Nervosa? Não... apenas curiosa com o que fará...
Falo rapidamente e ele aproxima seus lábios do meu pescoço, deixando um beijo bem leve como provocação. Enquanto isso, ele me levanta, me colocando sobre a mesa da sala de interrogatório.
— O que você vai fazer comigo, Changbin? Apenas me torturar assim?
Ele me olha nos olhos enquanto se mexe entre suas pernas, ainda me apertando com vontade, me segurando pela cintura e pelas coxas.
— Você perguntou como vou provar meu desejo por você, não é? Eu vou te provar de todas as formas possíveis, até você entregar seu corpo para mim, gatinha, então aqui... — ele simula uma estocada em mim, revelando o quão duro já estava — sinta isso... é todo para você, querida.
Meu corpo se arqueia e eu me colo ainda mais nele.
— Então ande com isso, o policial Chan pode voltar a qualquer momento.
O Changbin me sente pulsar nele mesmo ainda estando de roupas, então ele me puxa pela minha camisa de repente, abrindo alguns botões totalmente afoito, enquanto desce com a boca pelo meu pescoço e ombros, lambendo, mordendo e chupando por onde passa.
— É, temos que ser rápidos mesmo... Por isso, vou ter que te satisfazer o mais rápido possível, não é?
Dessa vez, eu que sorrio pelo prazer que sinto com a boca dele me percorrendo.
— Exatamente isso... olha só... você até que é bem esperto... — Prendo-o a mim com minhas coxas, já sentindo ainda mais seu volume em meu meio. — E, pelo visto, você me quer mesmo, não é?
Ele agora estava literalmente preso a mim.
Enquanto ele sorria fraco, ele gemia de satisfação por sentir minha intimidade roçar em sua pontinha volumosa. E por conta disso, ele agarra minhas coxas com ainda mais força, me fazendo arfar em desejos descontrolados.
Aquilo estava insanamente bom, e era nítido, não só para mim, ele realmente me queria também.
— Você não tem ideia do quanto te quero, gatinha... Eu já queria isso há algum tempo... e agora... uh...
Seu gemido me pôs louca...
O puxei para mim, estávamos quase nos fundindo mesmo ainda de roupa.
— Então entre em mim Changbin e me faça enlouquecer por você.
Falei tentando esconder que eu já estava louca por ele e o meu pedido desesperado despertou algo a mais no mafioso em cima de mim.
Sem querer perder mais tempo, ele se aproximou mais de mim sobre a mesa enquanto desceu a minha calça, que ele já havia aberto habilmente com suas mãos rápidas.
— De repente, você está bem desesperada, não é? Você realmente me quer, policial Chai Hae?
Ele desce minha calcinha e logo já abaixa suas calças, fazendo seu pau pular para fora, todo pronto para me invadir. Ele se coloca em minha entrada e me encara, esperando uma resposta minha...
— Talvez eu te queira há mais tempo do que você imagina... — Falo e o encaro o olhando nos olhos... — Está esperando um convite formal mafioso?
Pergunto, o provocando e me roçando nele.
Ele sente o meu olhar parando no seu pau grosso.
E enquanto isso, ele coloca as mãos com força em meu quadril e se pressiona mais contra o meu corpo, me fazendo tontear.
— Ah, então você queria isso há muito tempo, é? E eu achando que você me odiava por causa do meu trabalho.
Ele ofegava... estávamos delirando e ainda não havíamos iniciado o ato de fato.
Ele era meu prazer culposo e eu estava me dando o direito de me satisfazer.
— Eu o odeio... mas, como deve saber, o amor e o ódio andam lado a lado...
Ele sorriu com a minha fala, e enquanto o fazia, ele se aproximou do meu rosto, meu pescoço, se deitando em meu ombro, se enfiando finalmente em mim enquanto se mexia com gosto entre as minhas pernas.
Em um vai e vem deliciosamente perfeito.
— Isso... aaaah porra — Ele gemeu descontrolado, mas logo voltou a sua fala. — Isso é verdade, gata. Você pode me odiar e tudo mais, mas agora estou aqui entre as suas pernas te levando no meu ritmo e você não parece querer que eu saia de dentro de você.
Ele estava certo... eu não queria que ele saísse mais de dentro de mim.
— Muito pelo contrário, Changbin... eu quero mesmo é que você me preencha de prazer... você vai me dar o que quero?
Ele leva uma de suas mãos ao meu rosto e o acaricia suavemente com seus dedos, os enfiando dentro de minha boca, me fazendo os chupar em um ato lascivo e delicioso, tudo isso enquanto ele levanta o olhar e olha bem dentro dos meus olhos.
— Eu vou te dar tudo o que você quiser, gatinha. Mas primeiro, eu tenho que fazer você implorar por mim.
Chupo mais seus dedos e vejo ele morder seu lábio inferior.
Ele também não estava mais se aguentando e eu estava amando o ver assim.
— Então, faça Seo Changbin... eu estou esperando.
Ele me puxa mais para perto, se enfiando mais em mim, seus movimentos não param e nossos gemidos se completam naquela sala. Com sua mão livre, ele aperta o meu quadril novamente enquanto encosta a boca no meu pescoço e deixa ali uma carícia quente com sua língua.
— Impaciente, hein? Mas tudo a seu tempo, minha gostosa. Primeiro, vou te fazer gemer e implorar pelo meu nome.
Sinto ainda mais os seus estímulos... seus dedos me invadem e massageiam minha intimidade enquanto ele me estoca com vontade, me fazendo tremer por ele... assim como eu queria.
Ele sorri contra o meu pescoço enquanto continua a se mexer entre as minhas pernas, massageando insistentemente a minha intimidade com os seus dedos ágeis, me fazendo sentir tudo em dobro.
Gemo absorta nele, e ele se aperta em mim em resposta.
— Uma policial como você não devia estar gemendo assim por um mafioso como eu... isso só me deixa mais excitado... você está fodendo minha mente, policial Chai Hae.
Sua fala e a sua feição desejosa estavam me fodendo a mente da mesma forma.
— Changbin... aah merda... chega de me torturar... não temos muito tempo, lembra? Me fode mais e com força... vamos logo com isso, caralho!
Ele me escuta pedir por ele desesperadamente e, pelo seu semblante, aquilo era exatamente o que ele queria. Então, ele atendeu ao meu pedido, continuando a se mexer entre minhas pernas, se afundando em mim com a brutalidade que eu tanto ansiei.
— Tão desesperada, gatinha? Não quer prolongar essa tortura?
— Se você quiser sair daqui e ir para minha casa comigo, me faça gozar o quanto antes... se não, eu vou te mandar direto para a prisão, estou avisando.
Ele puxa meu rosto para o seu, colando nossas testas e olhando nos meus olhos enquanto seus lábios ficam centímetros dos meus.
— Não precisa me ameaçar, sua gostosa do caralho, eu não vou te fazer esperar mais...
Puxo ele pela nuca e findo o espaço entre nossos lábios, o beijando com toda minha luxúria.
Gememos na boca um do outro e aquilo me faz me aproximar do meu ápice, então me encaixo e me afundo em seu membro que lateja insanamente dentro de mim.
E ele me penetra lentamente e forte, me torturando mais um pouco.
Gemi ainda mais em nosso beijo enquanto seu vai e vem dentro de mim vai me estimulando lentamente.
Ele envolveu a minha cintura e me agarrou com força, ele tentou se controlar, se enfiando em meu pescoço, mas o nosso aperto insistente não nos permitiu ter mais o controle.
— Caralho... você é tão apertada, gatinha. Me deixar te torturar assim é muito bom... você está me ferrando aqui...
Precisamos acabar com aquilo, então começo a me mover intensamente junto aos movimentos dele, o que me deixou ainda mais molhada e sensível, ainda mais desejosa e trêmula.
O Changbin geme enquanto olha para mim, enquanto me agarra com ainda mais força na cintura, ele continua se mexendo, me sentindo, desfrutando do nosso prazer e eu fico ainda mais molhada.
Enquanto ele se move em mim, ele tenta se controlar, mas não consegue impedir seus gemidos altos e insistentes.
— Caralho... você é tão sensível, gatinha. Porra, eu quero você toda para mim.
Eu estava quase atingindo meu ápice...
— Changbin... aaaahh puta merda... Seo Changbin eu vou... eu... aah goza comigo, vai... e vamos embora daqui?
Como ele já estava quase no limite também, ao me ouvir pedindo por ele, ele decide me dar o que eu tanto queria.
— Caralho... porra, Chai Hae... estou chegando lá também. Vamos, goza comigo e me leve para onde quiser... vou com você até para o inferno... vamos sair daqui.
Ele acelera os seus movimentos enquanto geme próximo ao meu ouvido, me agarrando e me arranhando com ainda mais força.
Ei, o arranhei também, não podia deixá-lo sem minhas marcas, eu o mordia e o lambia lascivamente.
Eu senti seu pau latejando em mim e sabia que não íamos nos demorar mais...
Venho com força nele e sinto que ele também veio em mim, gozamos juntos, forte e intensamente e então eu o agarro em um beijo ardente e gemo enlouquecida em sua boca.
Ele gozava forte dentro de mim e aquele prazer se prolongou um pouco. Ele era todo viril e minha intimidade despejava tudo nele.
Enquanto isso, ele gemia desesperadamente contra a minha boca enquanto tentava continuar o beijo, mas ele já estava sem ar, então se afastou um pouco ofegante.
Após recuperar o fôlego, ele desceu sua cabeça, a repousando em meu pescoço.
— Caralho, minha gata gostosa... isso foi incrível...
Mordo seu lóbulo e me afasto dele, lentamente, tomando o controle do momento o mais depressa que consigo.
— Terei que te algemar novamente, mas dessa vez vou te tirar daqui, só faça o que eu mandar e eu vou te levar para minha casa, entendeu?
Ele acena a cabeça concordando comigo, enquanto tenta recuperar seu fôlego, mas sem tirar os olhos do meu corpo.
Ele enfim abre um pequeno sorriso enquanto me responde.
— Sim, eu entendi. Eu vou fazer o que você mandar, gatinha. Estou totalmente à sua mercê aqui...
Eu algemo ele novamente e subo suas calças, chupando levemente a cabecinha do seu pau antes de o guardar novamente.
Ele se contorce e deixa um gemido escapar e eu sinto sua reação, o que me faz sorrir vitoriosa.
— Você disse que me aguentaria...
Falo sorrindo e ele apenas sorri de lado, me encarando.
Me recomponho e saio da sala com ele sendo puxado por mim.
Ele suspira enquanto tenta se controlar com a minha provocação.
Agora firme em pé e já com seus pulsos algemados para trás, ele tenta ignorar a ereção que ficou quando chupei a sua cabeça vermelhinha e ri ao me responder.
— Eu disse que ia te aguentar, gatinha, e eu vou. Mas você não está fazendo isso ser fácil, não é? Um fogo desses... eu estou amando vê-la assim.
— Eu jamais facilitarei para você Changbin, entenda isso de uma vez... você me quer? Ótimo, então será nos meus termos... Vem comigo, vamos sair daqui.
O levo para a frente da delegacia e o policial Chan está voltando com nosso café e duas caixas de rosquinhas.
— Vou levá-lo para a área de provas, ele agora estará sobre os meus cuidados e apenas os meus, entendeu policial Chan?
O Chan olha para mim e então olha para o Changbin com o olhar desconfiado, mas acena a cabeça e responde:
— Sim. Você será responsável por ele, vou confiar em você, policial Chai Hae.
O Chan sabia do que se tratava, ou desconfiava que seja, mas aquele não era o momento para mais explicações e ele sabia disso.
— Ótimo... não fale nada do que viu aqui para ninguém... depois eu te explicarei tudo com calma.
O Chan acena a cabeça novamente enquanto continua olhando para nós dois e, depois de um momento, ele solta.
— Certo, não vou falar nada disso para ninguém. Mas você sabe que tem que me explicar depois isso, não é? Apesar de eu achar que já entendi o que está rolando aqui.
O Chan tinha a história dele e eu sabia e guardava segredo, e agora ele sabia a minha, nós iríamos nos entender...
— E eu já disse que vou... agora, se me dá licença...
Levo o mafioso de volta para a viatura e saio de lá com ele indo direto para a minha casa.
Ele não disse nada enquanto me acompanhava até a viatura, ele entrou no banco de trás e, quando eu me sentei no banco do motorista e saí em direção à minha casa, o Changbin ficou em silêncio, enquanto olhava pela janela da viatura durante todo o caminho.
Depois de um bom tempo de viagem, quebrei finalmente o silêncio entre nós.
— Chegamos, vamos descer.
O estacionamento era reservado, benefícios de uma policial, então descer com ele ali era seguro, ninguém veria nada.
O vejo acenar a cabeça e sair do carro junto comigo, ficando parado enquanto espera as minhas ordens.
Não falo nada ainda e o levo para o elevador. Minha casa era grande, espaçosa e tranquila, lá falaríamos mais sossegados.
Já no elevador, começo a soltá-lo.
— Agora Changbin é por sua conta e risco... se você trair minha confiança, pagará muito caro, saiba disso.
Ele me ouve com atenção enquanto eu o livro do aperto das algemas. Ele se vira, ficando frente a frente para mim, finalmente podendo mover os braços livremente enquanto me encara.
— Não vou trair sua confiança, minha doce gatinha. Vou me comportar enquanto estiver aqui com você.
— Ótimo... que seja assim... vem comigo, vamos entrar.
Ele fica em silêncio enquanto apenas me segue para dentro do meu enorme apartamento, olhando tudo ao redor como se de fato já conhecesse ali.
— Te fiz uma promessa Changbin e vou cumpri-la já que você fez sua parte muito bem no acordo.
— Ah, é? Que bom que te deixei satisfeita... — ele me encarou curioso. — Então, você vai finalmente me contar o seu maior segredo, minha policial gatona?
O encaro surpresa, ele não esqueceu do que eu disse...
— Sim, agora que estamos assim, vou te contar o meu maior segredo, então ouça com atenção.
Ele fica me olhando...
— Seu maior segredo... estou muito curioso, então quando quiser...
— Certo... então me escute bem... só falarei isso uma única vez.
Respiro fundo e começo a despejar o que guardei anos a fio apenas para mim.
— Meu primeiro trabalho como policial foi em uma ação contra você... Você foi baleado aquele dia e, quando eu o vi ferido, eu não consegui pensar em mais nada a não ser no quanto você era lindo e perfeito. Esperei todos irem embora, apesar de ferido, você conseguiu escapar, mas eu sabia que não tinha ido longe, então voltei para te ajudar. Você estava escondido e quase desacordado quando eu o encontrei, então eu cuidei de você...
Respirei fundo e, vendo que ele não me interromperia, eu prossegui.
— Eu não resisti e, enquanto limpava sua ferida e removia a bala, eu deixei um selar em seus lábios, eu o amei à primeira vista... não consegui evitar. Mas depois você virou minha missão, meus superiores me designaram para o seu caso e eu os odiei por isso... eu odiei você, eu tinha que te odiar...
Minha voz falhou, mas permaneci firme.
— Acontece que eu nunca deixei de gostar de você. E agora... bom, agora você sabe de tudo...
O encarei com toda a minha coragem.
— Pode rir de mim, Changbin, eu sei, isso é patético, se for me matar, me mate de uma vez! Sei que você faria isso com facilidade.
Terminei de contar para ele a mais pura verdade, eu sempre amei esse mafioso de merda, por isso me entreguei a ele.
Ele me ouvia, prestou atenção em cada detalhe da minha história sem tirar o olhar de mim enquanto escutava.
E enquanto ele o fazia, uma expressão de surpresa tomou o seu rosto, ele nitidamente se esforçou para processar tudo o que ouviu de mim.
E após me ouvir em silêncio até o final, ele permaneceu naquele estado por alguns momentos enquanto me olha, sem qualquer expressão no rosto. Um tempo se passou e ele sorriu para mim antes de se aproximar.
— Eu não tenho a menor intenção de te deixar. Muito menos de rir de você, porque o que sinto por você é semelhante.
— Semelhante, mas não o mesmo e por favor, não se sinta obrigado a nada comigo... só te contei para você entender o porquê te libertei hoje, e você já pode ir inclusive, está livre.
O Changbin continuou se aproximando de mim enquanto me ouvia falando.
— Eu não me sinto obrigado a nada, não foi por isso que eu te disse que meu sentimento é semelhante. Eu realmente me sinto assim, você me fisgou desde o momento que me salvou naquele dia...
O olhei surpresa com sua declaração.
— O quê? Você já sabia de tudo?
Ele acenou a cabeça afirmando que sim e se aproximou ainda mais de mim, agora de pé, apenas centímetros de distância do meu corpo, ele me responde.
— Sim, eu sabia, minha policial gostosa, por mais quase inconsciente que eu estivesse naquele dia, eu sentia sua mão tocando na minha ferida, pude sentir seus lábios nos meus. Eu sentia seu carinho e a via, mesmo que um pouco embaçada por estar quase inconsciente, ainda que minha visão estivesse escurecida. Eu sabia quem era o meu anjo, minha salvadora e ali eu te amei.
— Por essa eu não esperava... — falo por realmente nem imaginar tudo aquilo, era loucura... — E agora...? O que seremos então?
Ele me encara com um certo carinho e acena a cabeça de leve antes de colocar as mãos no meu quadril.
Ele diminui ainda mais o espaço entre nós e, agora encostando em meu corpo, ele responde baixinho.
— Definir isso será complicado, considerando o que somos para o resto do mundo. Mas entre nós... eu diria que somos o que sempre fomos: uma policial perseguindo um mafioso, só que com sentimentos mútuos e muito intensos envolvidos.
— Esquece isso de eu ser policial Changbin, eu te libertei hoje, se eu mesma não sair da operação, eles vão me caçar...
Ele me olha, escutando minha decisão e tentando me compreender da melhor forma, e então ele me abraça com força.
— Se for essa sua escolha, eu não vou te impedir. Mas você sabe que pode ser perigoso me ter na sua vida... não será fácil ser minha companheira.
— Eu não serei nada que você não queira que eu seja... Na verdade, Changbin, estou pensando em me mudar... ir embora para sempre e tentar esquecer você... recomeçar longe disso tudo, o que acha disso? Eu não traria problemas a nós dois e poderíamos esquecer tudo.
O mafioso escuta a minha ideia e me olha com cuidado.
— Eu não quero que você vá embora. Muito menos que me esqueça. — Ele me dá um selar carinhoso e logo me olha novamente. — Eu quero continuar com você dessa forma, ter você assim foi a melhor coisa que aconteceu comigo recentemente, não quero perder isso, não posso perder você.
Parecia um sonho o ouvir falando assim, eu era louca, ele também, e nós dois nos amávamos.
— Então, você quer mesmo que eu fique?
— Sim, amor, eu quero você aqui comigo. Desde o momento que você chegou em minha vida, eu não consegui pensar em nada, além disso, de nós dois juntos assim. Você não vai desistir de mim, vai?
Mordo meu lábio pensativa...
— Posso dar um jeito de ficar... e ainda manter meu posto na polícia... você me aceitaria assim? Ainda sendo uma policial?
— Sim, claro. Não importa que você ainda seja uma policial, eu ainda quero você aqui comigo. Só não deixe a sua carreira se tornar um problema entre nós... e eu tentarei não atravessar o seu caminho.
— Você não vai... se eu conseguir ficar, me afastarei de vez do seu caso, você e sua máfia serão assunto de outro policial.
Ele leva a mão ao meu rosto, deixando carinhos por ele.
— Certo, isso de certa forma me tranquiliza. Mas você não vai deixar de me caçar totalmente, não é? Porque eu gosto dessa perseguição que acontece entre nós. — Ele fala sorrindo, faceiro e eu o mordo no ombro. — Aí, gatinha...
Sorrio ladino.
— Eu jamais deixarei de te perseguir, mas agora vai ser apenas para te prender em minha cama, Seo Changbin.
Ele riu junto a mim enquanto ouvia a minha leve provocação, e agora me encarava com um olhar lascivo.
— Eu espero muito que isso aconteça, gatinha. Espero que você seja boa o suficiente para me “aprisionar” novamente.
— Se eu fosse você, não me esqueceria tão depressa de minhas habilidades... afinal, quem te prendeu mais cedo, huh?
Falo, me movendo depressa e o prendendo novamente sem que ele sequer tenha tempo para reagir.
Ele solta uma gargalhada gostosa e então se surpreende quando se vê preso novamente em minhas algemas.
— Uau... parece que acabei me esquecendo mesmo das suas habilidades, gatinha. Você é muito boa mesmo, preciso admitir.
— Vem comigo, Seo Changbin, vou te mostrar o seu novo lugar.
Ele sorri maliciosamente.
— Leve-me para o meu novo lugar, então, e serei todo seu, minha policial perfeita.
Levo ele para o meu quarto e o algemo em minha cama... clichê? Sim, mas foi muito satisfatório para mim o ver assim tão à minha mercê.
Eu o encaro um pouco, que homem delicioso — penso — então sorrio e me deito ao seu lado, soltando sua algema em seguida, fazendo com que ele automaticamente me envolvesse em um abraço.
— Seguinte, meu plano é esse... você vai simular que me capturou, como costuma fazer com seus inimigos, vai me prender em um daqueles seus galpões e me machucar um pouco, depois facilitará minha fuga e eu voltarei a delegacia dizendo tudo o que ocorreu, isso será o suficiente para me afastarem do seu caso e me manterem como policial, a área de provas para onde disse que te levaria existe mesmo e a sala onde ficamos não tem câmeras ativas o tempo todo, eu as desativei antes de entrarmos lá então jamais saberão que ficamos na delegacia.
Ele me escuta atentamente enquanto me olha com admiração, impressionado com minha mente estratégica. Após pensar por um momento, ele assente.
— Esse plano é perfeito, meu amor. Eu vou te capturar e fazer o melhor show possível, não vai parecer falso, vou me divertir enquanto te machuco prazerosamente, facilito sua fuga e depois disso, você voltará para mim, seremos livres, e você estará longe do meu caso. Perfeito!
— Exatamente, e depois estaremos livres para sermos o que quisermos um do outro.
Ele me olha todo desejoso, parecia olhar para algo de extremo valor.
— Isso mesmo, amor, depois de tudo isso, estaremos livres do mundo de mentiras. Poderemos fazer o que quisermos, sem ter que nos preocupar demais se os outros vão descobrir o que nós realmente somos um do outro. Contanto que nossas partes não saibam, que se foda o resto.
— Eu ainda serei uma policial Changbin... e você ainda será um mafioso... não esqueça isso. Mas eu não farei parte da equipe responsável por você e não pense que facilitarei sua vida, pois eu não irei... Eu só não vou mais te perseguir em campo, só em casa, quando estiver comigo.
Ele me aperta contra seu corpo e me beija suavemente.
— Eu sei, e eu não esquecerei. Você ainda vai ser essa policial marrenta, e eu ainda ficarei no meu mundo obscuro. E eu não esperarei por facilidades suas, pelo contrário, quero mesmo é que continue me perseguindo. Afinal, essa perseguição, seja em campo ou em casa, é o que mais excita a mim, minha doce gatinha.
— Idiota... — falo sorrindo da cara de bobo dele.
— Sim, mas sou o SEU idiota, policial gatona.
Ele enfatiza o “seu” afirmando que sim, ele era meu enquanto me apertava ainda mais contra seu corpo musculoso.
— Eu te adoro, meu mafioso!
Ele me beija docemente e faz carinhos em minha cintura.
— E eu te adoro também, minha policial linda, te adoro muito mais do que você imagina.
Eu o beijo mais lentamente e o sinto ceder a mim.
Era perfeito e eu estava no céu.
— Quando você irá me capturar Changbin?
Ele morde meu lábio e sorri para mim.
— Em breve, amor, mas antes vamos aproveitar sua cama macia, huh? Quero ficar mais com você assim, o que me diz?
— Por mim, tudo bem, amor... mas me diga, como pensa em aproveitarmos o tempo aqui, huh?
Ele sorri e me morde com força.
— Bem, tem algumas coisas que podemos fazer agora, — ele vem ao meu ouvido e sussurra — coisas que envolvem o uso de algemas, por exemplo...
— Ah, é? E o que pensa em fazer com as algemas?
— Que tal ser a minha vez de te deixar total à minha mercê? Hum...? Você quer isso?
Penso o quão na merda eu estou por amar o maior mafioso de Seul, mas me entrego a ele novamente sem hesitar.
— Sou sua Seo Changbin, me algeme e me mostre o que sabe fazer...
Ele me olhava com extrema satisfação, então veio até minha boca e falou com seus lábios colados nos meus.
— Vou te foder até você esquecer seu nome, policial Chai Hae.
— Então faça Seo Changbin... Eu estou esperando...
— Sua safada... te adoro.
Ele avançou em mim já me algemando, me beijando e me lambendo feito louco e aquele dia foi pouco para o tanto que nós nos amamos.

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