Imagine - stray kids

25 . Bang Chan (ABO) +18


Notas iniciais
*Breve Aviso* Próxima sequencia de IMEGINES envolverá o universo ABO (Omegaverse) e para quem não conhece meu estilo, eu não sou literal nesse tema, logo, aqui betas tem tudo o que os demais (Alfas e Ômegas) tem, (só que em menor intensidade.) Enfim, não vou me prolongar, apenas vou indicar aqui a minha Long Fic. "O Bando Vizinho" (no meu perfil) para quem quiser entender melhor como eu trato esse universo. Boa leitura.

Você cheira a minha fruta favorita.

Às vezes me pego pensando, por que caralhos eu nasci uma beta?

Não, sério; por que entre as “quatro” classes fui ser logo a mais idiota de todas?

Assim, se eu fosse um ser sem subgênero, eu ainda poderia ser mais interessante do que uma beta com cheiro de pera.

Mas tirando todo esse fato escroto da minha vida que me leva a momentos infinitos de ser ignorada por todos ao meu redor, eu até que estou animada, pois pela primeira vez eu vou acampar, com o grupo de teatro no qual faço parte pouco mais de um ano.

E apesar de ter, sim, preconceito também no meio deles por eu ser uma beta, com a galera do teatro foi onde eu mais encontrei paz uma vez que eles são os “cabeça aberta”, os que olham muito além e não ligam para rotulagens imbecis e eu até falaria em um modo geral, mas tem um Alfa Lúpus aqui que é de dar nos nervos.

Sério o nome dele é Christopher Bang Chan, e todo mundo aqui baba aos pés dele, todos, menos eu, e ele já sacou isso e com certeza deve ter sacado também o motivo por eu ser ressabida com ele.

Bom, digamos que no meu primeiro dia aqui ele em tom de “brincadeira” foi fazer a dinâmica proposta pelo nosso professor e acabou acidentalmente jogando tinta azul na minha cabeça, aquele dia eu fiquei tão puta com o cinismo no olhar do Bang Chan que acabou pesando o clima e desde então eu me sinto “perseguida por ele”.

E falando no bonitão...

— E aí, frutinha doce — ele me olha com aquele sorrisinho idiota dele. — animada para o camp?

Reviro meus olhos até não enxergar mais nada, respiro fundo e esse foi o meu erro o cheiro de amora dele é intenso mesmo sem ele o exalar propositalmente, e bem no fundo um tom amadeirado demonstrando ali toda a pureza por ser um Lúpus legitimo e eu me odeio pôr o inalar sem querer, porque querendo ou não, não existe uma só pessoa que não se perca no cheiro deliciosamente viciante dele.

E só para constar, amora é a minha fruta favorita.

Me perdi por um momento em pensamentos diversos sobre aquele alfa que agora estava parado em minha frente e decidi por não o responder.

— Deixa eu adivinhar — ele falou sarcasticamente — Você não resiste ao meu cheiro, não é? Me deseja em segredo e bem agora está ficando molhada por mim?

— Vai se ferrar Christopher! — Falo saindo dali, mas antes que eu dê as costas ele me pega pelo pulso e me traz novamente a sua frente. — Me larga agora, não estou de gracinha com você.

— Ah, puxa, jura minha perinha gostosa? Eu ia te contar um segredinho, mas já que você não quer saber...

— Mew, é sério, Christopher Bang, por que você só não me deixa em paz? — Tirei a mão dele do meu pulso, pois aquilo já estava me colocando em estado submisso e eu me recuso a me submeter a ele. — É só fingir que eu não existo como você faz quando quer e pronto, eu simplesmente não existirei, use sua cabecinha oca para algo útil e me deixe em paz.

Virei o mais depressa possível e sai de perto dele não dando a ele o direito de resposta, esse final de semana será perfeito e o Bang Chan não vai estragar tudo para mim.

Ah, não vai mesmo.

[...]

Com tudo arrumado demos início a viagem e eu glorifiquei de pé o fato de que ninguém sentou ao meu lado, eu fiquei no fundo do ônibus, na janela olhando a paisagem que só ficava ainda mais bela conforme a viagem avançava, e em minhas orelhas meus preciosos fones tocando minha playlist favorita no modo aleatório.

Eu sei que eu deveria tentar interagir, mas nesses momentos assim o Bang Chan sempre vinha com suas gracinhas idiotas e eu só queria pensar na vida enquanto apreciava tudo e bem, agora ao som de “Believe in Me — Demi Lovato” sorrio espontaneamente ao ouvir:

“I don't want to be afraid

I wanna wake up feeling beautiful today

And know that I'm okay

'Cause everyone's perfect in unusual ways, you see

I just wanna believe in me”

E era exatamente isso, todos ali eram perfeitos de diferentes formas, sim, eu sou uma beta, e sim, ninguém nesse ônibus me considera boa o suficiente, mas se alguém precisa fazer isso por mim, esse alguém sou eu, então, sim, eu só quero acreditar em mim.

Meu pensamento está tão longe que mal notei a presença que se fez ao meu lado, até que senti alguém puxar um dos meus fones.

— Hey!

— Oh, minha frutinha doce tem bom gosto musical... — Era o Bang, estava demorando... — Sabe perinha, usando a letra da sua própria música favorita, o espelho pode sim mentir, pois ele jamais verá como você é por dentro, e quer saber do que mais? Eu vejo... e é incrível o tanto que você pode esconder aí dentro..., mas o seu lindo sorriso sempre me conta tudo...

Ele falou meio cantarolando, meio recitando e eu fiquei embasbacada com aquele gesto repentino dele, o que foi isso afinal?

— Que lindo “Channie hyung” — falei imitando a legião de baba ovos dele e ele sorriu largo me encarando o que me desconcertou, mas consegui manter minha postura.

— Sou lindo, eu sei... — Ele tocou a ponta de seu indicador na ponta do meu nariz e eu dei um pulinho mesmo sentada pelo contato inesperado, o que fez ele rir ainda mais. — E sou seu hyung também minha frutinha doce.

— Detesto quando me chama assim. — Falei sem nem pensar. — E eu não sou sua Christopher.

— Eu sei que você não gosta, mas é por isso mesmo que falo, pois diferente de todo o ser de subgênero quando você se irrita seu cheiro fica ainda mais doce, — ele se aproximou de mim como quem ia colocar meu fone de volta e o fez, mas antes ele sussurrou em meu ouvido. — E só para você saber, você é minha sim, e pera é a minha fruta favorita.

Dando mais um riso largo ele fez um carinho em minha bochecha e saiu, voltando para o meio do seu fã club particular e todos riam da minha cara.

É claro que ele fez aquilo apenas para se divertir, típico...

Nem sempre um alfa idiota, mas sempre um alfa idiota.

Ajeito meu fone de volta e dou play novamente na música que parei para ouvir o alfa lúpus Bang ser babaca comigo pela milésima vez e meu coração acelera se lembrando do toque dele em minha bochecha, e o trecho que ouço agora mais uma vez é propicio com o momento.

“I'm not about to break down

Not today

I guess I always knew

That I had all the strength

To make it through”

É isso… eu não vou cair, não hoje...

Então podem rir, e pode continuar sendo esse idiota Bang Chan, pois acho que eu sempre tive toda a força para sobreviver a pessoas como vocês.

E é isso que eu faço... sobrevivo a esses preconceitos idiotas e vivo meus sonhos sem me perder pelo caminho.

[...]

Chegamos no local onde vamos acampar, e é exatamente como eu esperava.

Lindamente perfeito, eu estou encantada, e mesmo sendo quem sou ouço burburinhos sobre o meu cheiro ter aumentado de novo deixando a todos enojados.

Pera nem cheira tão mal assim; isso é tudo implicância por eu ser beta.

— E aí perinha do Channie? — O Changbin vem com aquele jeitão dele. — Está adorando o lugar, não é? O pai aqui escolheu bem, não foi? Confessa vai!

— Me chame assim de novo Binnie e eu quebro sua cara.

Nós dois rimos e nos abraçamos, o Changbin era o mais legal comigo, ele só não estava ao meu lado no ônibus por vir um dia antes para preparar tudo, ele me chamou para vir com ele, mas eu tinha trabalhos para entregar, então não pude.

— Desculpe meu bem, mas e aí gostou ou não?

— Binnie, eu amei demais.

Ele começa a me imitar e fazer cócegas em mim e quando me dou conta o outro alfa estava nos encarando bem de perto.

— Vocês dois namoram? — Ele perguntou em um tom seco.

— Oi para você também “Channie hyung” ... — O Binnie imitou o fã club do Bang Chan igual eu fiz no ônibus e isso claramente o irritou — Na verdade, eu a estava pedindo em namoro bem agora e você nos atrapalhou.

— Ótimo, que seja, vem Changbin, preciso falar com você a sós.

Nem o Binnie, e nem eu, entendemos nada, mas o meu amigo alfa acabou o acompanhando, mas não antes de provocar um pouco mais.

— Não sinta minha falta pequena, seu Binnie já volta para você, está bem?

— Vou contar os minutos Binnie.

A careta que o Bang Chan fez me intimidou um pouco, mas a vontade de rir ganhou de lavada e meu amigo e eu não resistimos caindo na gargalhada, e sinceramente o Binnie merece um prêmio por ter a risada mais gostosa do mundo.

[...]

Depois daquele episódio o Binnie não apareceu mais, nem o Bang Chan, achei estranho, mas fazer o que.

— Alunos queridos, vamos dividir os quartos; — O professor de dramaturgia falou sorrindo com uma caixinha na mão. — Vou passar a caixa para os ômegas, depois essa outra para os alfas e por último para os betas.

— Não precisa me passar caixa alguma, professor, sou a única beta aqui, ficarei onde me colocarem e já sei disso, minha intenção mesmo não é dormir em quarto algum, dormirei vendo as estrelas, só quero um quarto para deixar minhas coisas.

Assim que falei aquilo, o Bang Chan apareceu.

— Deixe as coisas no meu quarto, não quero ninguém comigo então será um acordo perfeito já que você não pretende dormir lá.

Procurei o Binnie e o vi logo atrás do Bang Chan, e pelo que entendi da postura corporal do meu amigo eles realmente falaram sério.

— Vem, eu já tenho meu quarto, vamos colocar suas coisas lá.

Acho que eu nunca hesitei tanto em minha vida, olhei para meu amigo em busca de socorro, mas ele apenas sorriu para mim me tranquilizando e sinalizando para que eu fosse com o alfa lúpus.

— Vocês têm duas horas para se arrumar, tomar banho e vir para a área de fogueira, vamos jantar e cantar muitas músicas legais.

Ouvimos o professor falar e eu segui o Christopher.

— Até mais Binnie.

— Até pequena, se cuida.

— Pode deixar.

O Bang Chan parou de andar me olhando quase sem paciência e eu não quis o provocar, vai saber porque diabos ele estava assim.

[...]

O quarto dele era o maior do alojamento, claro, ele é um lúpus de família pura e podre de rica, então não seria diferente né?

— Gostou?

— Tanto faz, não vou dormir aqui.

Ele soltou ar pela boca, mas sorriu para mim.

— Você é tão arisca.

— E você, tão previsível.

Minha fala causou estranhamento nele que piscou algumas vezes rapidamente demonstrando sua confusão.

— Por que diz isso, minha frutinha doce?

— Que saco...

Olhei todo o quarto e o ignorei propositalmente, haviam dois lugares distintos para guardar as coisas então fui ao menor deles por entender que ali seria o meu lugar e comecei a arrumar tudo.

— Não tem boca? Não vai me dizer porque sou previsível?

— Tudo isso para que Christopher? Para me subjugar? Me colocar no meu devido lugar e mostrar para o seu clubinho que eu serei a diversão do final de semana? Francamente, isso é muito High School Musical não acha?

— É isso que pensa de mim perinha?

— Pare de me chamar assim droga! — Falei ficando ainda mais alterada e pude notar ele inalando meu cheiro com vontade. — Não somos íntimos Christopher, eu não o chamo de Channie, então por favor.

Nesse momento ouço um clic na porta do quarto e a expressão do alfa fica tensa.

— Merda!

— O que foi? — falo assustada.

— A porta trancou.

— Tá então destranca.

— A chave está por fora, eu esqueci de tirar e... Hey, não faz essa cara, eu não fiz isso de proposito.

— Ah, não Bang Chan? Jura? Seu quarto é o mais afastado, tá todo mundo ocupado se arrumando e aqui não tem sinal de celular, e temos duas horas até darem falta do alfa queridinho do grupo.

Fecho minha cara, mas continuo arrumando minhas coisas.

— Inacreditável... — solto baixinho e noto ele tentando abrir a porta. — Para com isso Christopher, vai quebrar com sua força descomunal e aí ferra tudo ainda mais.

— É tão ruim assim para você ficar presa comigo? — Ele pergunta me olhando nos olhos e me sinto arrepiar.

— Tanto faz... vou tomar um banho e você arrume suas coisas também.

— Uma beta mandona, você realmente é encantadora sabia?

Não o respondi, apenas peguei minhas coisas que já havia separado e fui para o banheiro, entrei e fechei a porta.

— Não tranca minha frutinha doce, se acontecer algo não precisarei quebrar a porta para te socorrer.

Apesar de todo o meu ranço por ele insistir em me chamar assim, o que ele disse fazia sentido, então coloquei minha cabeça para fora e o encarei.

— Se entrar aqui sem eu te chamar, eu mato você.

— Continue me olhando assim que vou querer pagar para ver.

— Babaca.

Fechei a porta e comecei a me despir.

Era estranho pensar que do lado de fora havia um alfa lúpus gostosão, e eu estava nua a uma porta de distância e esse pensamento fez o meu corpo ganhar um calor inesperado.

Um calor intenso e estava aumentando, então corri para debaixo do chuveiro, mas o efeito do toque d’água morna na minha pele já fervente causou um efeito contrário do que eu queria e foi aí que eu me dei conta...

Eu estava entrando no cio.

— Merda... merda...

Falei baixinho e comecei a me desesperar, eu não tinha me ligado do meu período, mas sim, ele estava eminente e mesmo eu sendo uma beta meus cios eram intensos, e eu sempre os passava trancada em casa, acontece que pelas minhas contas o bonito se antecipou alguns dias.

— Minha frutinha doce, está tudo bem?

A voz dele estava mais grossa que o normal, ele já deve ter me sentido.

— Bang Chan, por favor, sai pela janela e me deixa trancada aqui.

Pedi quase chorando e pelo silêncio que se deu, eu achei que ele tinha mesmo feito o que pedi, ouvi um barulho metálico e gelei.

— Não vai rolar perinha, tem grades nas janelas.

— Quebra elas Bang Chan, eu pago. — Eu já estava em desespero.

— Eu mesmo pagaria perinha minha, mas acontece que agora o meu lobo te quer... e eu não vou conseguir controlar isso... — ele abriu a porta do banheiro, já estava sem camisa e seus olhos tinham o amarelo mais lindo que eu já vi brilhar. — Por que a verdade é que eu também te quero muito... — Ele se aproximou do box me encarando de cima a baixo — E eu a quero há tanto tempo que nem sei como eu consegui me segurar até agora.

Seus olhos brilhantes se conectaram aos meus e eu notei um sorriso de canto vindo dos lábios do alfa.

— Christopher... não... — Estava muito difícil para mim falar qualquer coisa. — Não faça nada que vá se arrepender depois, eu não quero sua pena, não quero que sinta dó de mim e não quero ser a beta tola que se entregou a você.

Ele abriu o vidro embaçado do box e seu desejo por mim estava muito mais que evidente e não era dos seus olhos que eu sentia toda essa libido alterada no corpo alheio, mas sim de sua parte mais embaixo, que por um instante me fez pensar se ele caberia mesmo em mim de tão vantajosa que era sua ereção aparente.

— Pena de você? Céus, eu tenho pena é de mim...

Sua fala me deixou confusa.

— Fala sério Christopher...

Minha voz saiu tensa e ele mordeu seu lábio inferior com uma força aparente como quem queria descontar seu desejo em algo o mais depressa possível.

— Sabia que você é a única que permito que me chame assim? — Meu olhar devia parecer ainda mais confuso pelo riso soprado que ele deu ao me encarar. — Ao contrário do que você imagina minha fruta deliciosamente doce, apelidos para mim são banais, intimo mesmo é quando alguém me chama pelo meu nome, de boca cheia, e com essa voz gostosa, igual você faz.

Ele entrou no box ainda com sua calça jeans preta e eu notei que seu cinto estava aberto, e seu botão também deixando meus olhos pararem um pouco ali vendo a clareza de sua pele contrastando com o tecido de sua cueca box também preta.

Aquela era a visão mais perfeita que já tive e eu sabia que não poderia mais ignorá-la.

— Apelidos são banais para você? Então, porque me chama de frutinha doce, perinha e essas coisas irritantes? É o que sou para você? Alguém banal?

O encarei nos olhos enquanto ele falava o que o fez me encarar ainda mais intimamente.

— Você cheira a minha fruta favorita, meu cheiro mais delicioso, minha pera suculenta que a mais de um ano eu desejo saborear, — ele levou sua mão ao meu rosto e passou seu polegar com força nos meus lábios e eu não desviei o olhar dele em nenhum momento o que apenas aumentou a tensão entre nós dois. — Chamo você assim, pois todos têm que saber que você já é minha.

Sem minha permissão, ele levou seu indicador para dentro da minha cavidade bucal e aquilo ao contrário do que eu imaginava acabou me levando a um delírio maior do que o esperado e um gemido me escapou, me traindo e me atirando diretamente nos braços do Christopher.

Fechei meus olhos, pois não estava aguentando mais a força lúpus sobre meu corpo, é exatamente como sempre disseram sobre alfas lúpus puros, algo surreal de aguentar e eu estava completamente perdida.

— Não tenha medo de mim minha fruta doce, eu vou comê-la, degustá-la com todo meu desejo e depois cuidarei de você, como tem que ser, você é minha e será assim a partir de agora, para sempre minha, só minha.

Ele avançou em mim sem aviso e eu tremi em suas mãos, nunca me senti tão pequena, tão frágil, tão entregue.

Eu o queria mais que tudo, mas o medo me dominava.

— Christopher...

— Aaann...

Ele simplesmente gemeu em meu ouvido e eu me entorpeci com o seu cheiro marcante que agora estava com a acentuação amadeirada bem mais forte e intensa.

— Christopher não podemos fazer isso, e você for até o fim vai querer me marcar, é assim que vocês são, e já pensou um pouco nisso? Um quase rei, um alfa lúpus marcando uma droga de uma beta sem serventia para nada? Sem valor algum?

Ele se afastou se segurando como podia e eu pude ver seu pau pulsar dentro de sua calça antes de o encarar nos olhos.

— Pensa um pouco alfa, pense com a cabeça de cima e não com a de baixo.

— Gosto disso em você; — Ele veio até mim e mordeu meu ombro me fazendo dar um pulinho para traz. — Você me confronta, não liga que eu seja a droga de um alfa lúpus de merda.

Eu prestava atenção nele, a veia do seu pescoço pulsava de forma aparente, a água já o havia molhado por inteiro e as gotículas desciam por sua pele o deixando ainda mais atraente, e a sua voz chamou novamente a minha atenção para os seus lábios fartos...

— Eu não tô nem aí para minha sub classe genética, eu não ligo se sou o topo da cadeia, eu a quero desde a primeira vez que a vi, só que fui covarde e acabei me escondendo em brincadeirinhas bobas torcendo para que elas chamassem sua atenção de alguma forma, mas falhei, você nunca ligou para mim.

Fechei meus olhos e senti que em breve eu sucumbiria ao desejo eminente compartilhado por nós dois, busquei forças, as últimas para falar a ele o que eu precisava dizer.

— Olhe para mim Christopher, — ele assim o fez, me encarando como se ele próprio não aguentasse mais se segurar. — Eu jamais saberia que é assim que se sente, mas isso não vem ao caso agora, só que eu; — parei de falar e apertei meus olhos os fechando em uma tentativa falha de me recompor e ele pegou em meu queixo me incentivando a continuar. — Eu te amo a mais de um ano, mas eu sei que nunca me aceitarão ao seu lado, e eu sei que só traria problemas a você então me ajude com isso agora e quando sairmos daqui vamos fingir que nada aconteceu, eu volto para minha casa, peço para o Binnie me levar e você esqueça tudo o que me disse ou fez comigo.

Assim que terminei ele rosnou alto, vinha rosnando desde que falei do Binnie, mas agora ele me apertava com mais força e me encarava desesperado.

— Ninguém vai encostar em você, está me ouvindo? Ninguém vai te levar embora, se você for, sou eu quem a levarei, ninguém tocará em você, você é minha, só minha, entendeu?

Ele usou sua voz de lobo e eu me encolhi, meu lobo o reconhecia, deitava para ele em submissão, era eu que não permitia minha entrega total até que não deu mais, meu calor aumentou tanto que eu quase desfaleci, a dor estava começando a crescer, então eu implorei.

— Alfa, por favor me ajude, eu não consigo mais resistir.

Ele me abraçou e me tirou do box.

— Vamos para a cama, temos que fazer isso direito; — ele me secou rapidamente e me pegou no colo. — Agora vou cuidar da minha doce beta.

Enquanto me levava para cama ele dava selares em meu ombro, pescoço, bochecha e assim que me deitou ele se despiu de vez e veio sobre mim, levando sua mão em minha intimidade para ver se eu estava realmente preparada e assim que viu o quão lubrificada eu estava ele levou seus dedos em sua própria boca como se me provasse com todo desejo tornando aquela cena mais promiscua do que já era.

— Sua lubrificação tem gostinho de pera também, minha frutinha é deliciosamente doce assim como imaginei que fosse.

— Depois você me prova mais detalhadamente, mas agora preciso de você Christopher...

Eu não menti e ele entendeu minha súplica.

— Está bem meu amor...

Sem se demorar mais, ele se enfiou em mim com gosto, e com uma força que eu não esperava.

— Espera... — falei já ofegante, pois a sensação de o ter me preenchendo foi ainda mais prazerosa do que imaginei. — Preservativo, tem na minha bolsa se você não tiver.

Ele sorriu e me encarou.

— Você anda preparada? Boa menina...

— Deixa de ser assim Chris...

Ele foi pegar o preservativo e o colocou depressa, voltando para mim assim que terminou de colocar.

— Agora sim, te farei minha por completo.

Ele entrou em mim mais uma vez e eu gemi alto, gemido esse abafado pelos lábios dele que vieram de encontro aos meus e iniciamos um ósculo tão intenso quanto o sexo que fazíamos.

Seus movimentos eram precisos e nosso encaixe estava perfeito, ele me mordia, me chupava enquanto me estocava com vontade.

— Minha... só minha...

Ele disse, e eu pude notar o amarelo dos olhos dele se tornarem alaranjados e sem conseguir me conter me apertei nele com vontade gemendo alto em seu ouvido.

— Christopher... alfa... você é tão bom...

Notei que ouvir aquilo o acendeu ainda mais.

— Você é uma delícia, amor, vou marcá-la e vamos gozar juntos na nossa primeira vez.

Eu hesitei e ele notou.

— Vire o pescoço para o seu alfa, você é minha beta e eu vou tomá-la para mim aqui e agora.

Sua voz não foi de comando, ele não usou sua voz de lobo em mim, e eu entendi o que ele queria, mas não pude dizer nada, apenas o olhei bem dentro dos seus olhos.

— Isso mesmo meu amor, não vou obrigá-la, não estou dando ordem alguma, vou fazê-la minha, pois é isso que nós dois queremos, é o certo, e eu te amo, e quero que se entregue a mim por ser o que também deseja.

Enquanto ele falava, suas estocadas não cessaram apesar de diminuir o ritmo.

— Me faça sua, Christopher Bang Chan, serei sua de bom grado, eu também te amo. — Falei em um tom mais baixo enquanto me agarrava em seus cabelos.

Sua boca veio até meu pescoço e eu o vi se aproximar como se fosse em câmera lenta; então fechei meus olhos e o apertei ainda mais contra meu corpo, até que senti seus dentes cravarem minha pele, pude até ouvir a derme se rompendo e senti uma queimação no local que logo se tornou uma dor prazerosa e ele ficou ali por mais algum tempo até que voltou a me estocar com vontade.

Todo o corpo dele se roçava contra o meu e o calor de nossos corpos poria fogo no mundo todo.

Eu estava completa, tomada de prazer e meu desejo por aquele alfa só aumentava, agora eu era dele e diferente do que eu imaginava que seria por ser uma beta tudo estava indo bem.

Bem até demais.

Sem me aguentar mais, vim nele com força e ele veio em seguida e apesar do preservativo estar ali, ele me deu o seu nó, pois a marca ainda precisava ser finalizada.

Comecei a delirar com a dor e o prazer se misturando e ficamos assim, grudados sem nada dizer, apenas gemidos e algumas juras trocadas de forma bagunçada.

Quem diria, uma beta marcada por um alfa lúpus... isso ainda vai dar o que falar, mas por hora vou apenas aproveitar esse sentimento de pertencer ao alfa que eu amo.

[...]

E aquele acampamento foi ainda melhor do que eu imaginava que seria, ele cuidou de mim todos os dias que ficamos lá e eu pude aproveitar cada momento, e em uma das noites nós dormimos fora do alojamento contemplando as estrelas.

Pois é, o Christopher não atrapalhou meus planos, muito pelo contrário, ele se tornou parte deles.

[...]

Seis meses depois.

As coisas pós acampamento foram difíceis, mas ao contrário do que eu imaginava, o Chris lutou por mim contra todos os preconceitos que vieram.

E olha... foram muitos.

Por conta disso tudo também hoje moramos juntos, a família dele não se opôs, o que achei muito estranho, mas eles apesar de serem lúpus puros, não são tradicionalistas e se importam mesmo com a felicidade de seus filhos.

E por falar nisso o Binnie está namorando a irmã do Chris a Hannah, no final das contas a conversa que eles tiveram no acampamento era o Chris pedindo ajuda ao Binnie para se declarar para mim, e o Binnie deu conselhos a ele e aproveitou para falar sobre seu amor pela irmã mais nova do alfa lúpus, que ficou feliz, mas muito mais aliviado por entender que não era eu a dona do coração do Binnie, prometendo o ajudar com sua irmã, e foi o que ele fez.

Fofos.

E o meu relacionamento com o Christopher era muito melhor do que eu jamais poderia imaginar, ele era um bobo por mim, e comigo, brincalhão, amoroso, sempre cuidando de mim e do meu bem-estar, e eu apenas buscava ser boa para ele como ele era bom para mim, e nisso temos uma vida incrível juntos.

[...]

Momento atual. Bang Chan Pov.

Eu nem sei que horas são, mas sei que já é madrugada.

Estava dormindo ao lado da minha perinha doce, o meu amor, e acabei de acordar num tesão danado e ter ela tão colada a mim assim não está ajudando.

Ela dorme como um anjinho, e eu estou pensando seriamente se a acordo ou não.

O foda é que eu já estou todo duro e eu sei que só ela vai conseguir me acalmar, nada que eu fizer sozinho aliviará essa minha ereção, só ela sabe como fazer e verdade seja dita, sou tão viciado nela que por mais que eu pudesse fazer algo por mim eu não faria, pois preciso sentir minha namorada e preciso agora.

Respiro fundo e... droga, por que u fiz isso? Agora que a senti assim, meu lobo está uivando, chamando enlouquecido pela minha beta perfeita.

Eu a quero demais, não vou resistir.

Vou chamá-la, com calma para não a assustar...

— Amor...

Ela se encolhe um pouco contra o meu corpo, e seu bumbum se aperta contra meu membro rijo.

Céus vou enlouquecer assim.

— Minha frutinha doce?

— Hum... — ela fala ainda manhosa e sinceramente isso não está me ajudando em nada. — Oi, Christopher, está tudo bem, amor?

Céus, essa voz de sono me chamando assim... puta merda... minha namorada é gostosa demais.

— Amor, eu quero você...

Ela se vira e me encara um tanto confusa, linda, perfeita, porra eu sou um cara de sorte.

— Você me quer... ah, entendi... — ela sorri para mim e eu vou ao delírio, ela tem o sorriso mais lindo de todos. — Você me quer assim...?

Ela se vira ficando novamente de costas para mim e roçando seu bumbum no meu membro que já parece uma rocha.

— Aaah... isso, minha pera deliciosa, é assim mesmo que seu alfa te quer.

Ela joga sua cabeça para trás e me beija como consegue.

— Sou sua, Chris, sua beta, sua fruta favorita, vem amor, pode comer sua perinha doce.

— Auuuuuuuu! — Solto meu uivo que sempre a faz rir e vou para cima com tudo, e o tempo será curto para tudo que eu quero fazer com ela.

[...]

Aquela madrugada eu me deliciei tanto no corpo da minha beta que nem acreditei que eu estava a desejando tanto, e ela se entregou para mim do jeitinho que ela sabe que eu adoro me fazendo mais uma vez o alfa mais feliz do mundo.

Nós fomos feitos um para o outro, e eu posso dizer sem medo de errar que eu sou viciado na minha linda beta, e eu sei que será assim para sempre, afinal estou marcado nela e ela em mim independente de qualquer coisa, assim como deve ser com quem se ama de verdade.

Música usada no capítulo: "Believe In Me — Demi Lovato"

https://www.youtube.com/watch?v=b-eGbL7mIE4