Imagine Me & You (ouat Version)
8 Dinner invitation.
Notas iniciais
Regina foi acordada pelo barulho do seu despertador, o qual desligou rapidamente e resmungou baixinho antes de se levantar e ir em direção ao chuveiro. Tomou um banho demorado, vestiu seu jeans clássico, uma blusa de lã e um casaco, e enrolou um cachecol no pescoço. Foi caminhando até a floricultura que não ficava muito longe de seu apartamento, e quando ainda colocava algumas flores para a mostra, um senhor apressado adentrou o estabelecimento.
- Olá, posso ajudar? – ela sorriu para ele.
- Eu preciso de uma flor – ele disse rapidamente. – Uma, só uma... A melhor. Sabe, essa é minha última chance.
- Uma flor da ultima chance – Regina disse, mais para ela mesma do que para seu cliente, e começou a procurar algo entre as flores.
- Eu fiz uma besteira das grandes – o rapaz disse, olhando ao redor. – E só a flor certa poderá me ajudar. O que acha das rosas? – ele apontou para um buquê de rosas vermelhas. – Rosas vermelhas... O que significam?
- Amor... – Regina respondeu.
- Amor, amor é ótimo!
-... E fidelidade – ela continuou, com as mãos na cintura.
- Não, rosa vermelha não – ele disse e balançou negativamente a cabeça.
- É, nada de rosas – Regina concordou. – Se é mesmo sua última chance, nós temos que encontrar uma flor espetacular – ela andou até o outro canto da pequena floricultura, e então ouviu leves batidas na porta. – Já te atendo!
- Tudo bem – a voz que não saíra do seu pensamento alcançou seus ouvidos, fazendo-a virar rapidamente para a mulher.
- Emma, oi! – ela sorriu. – Como você está?
- Eu estou bem...
- Vou ver lá fora – o cliente interrompeu e então saiu da loja. Regina se desculpou com o olhar.
- Eu vim te agradecer – Emma colocou as mãos nos bolsos e sorriu.
- Foi um grande prazer – Regina deixou-se perder em pensamentos, mas então caiu na realidade e continuou. – Eu vou atendê-lo...
- Ah, claro, pode atendê-lo! – Emma saiu da porta e entrou na loja. Ouviu batidas na janela.
- Qual sua flor favorita? – o homem perguntou.
- Eu não sei, eu... – Emma pensou e então sorriu. – Eu acho que gosto de lírios.
Ele ficou pensativo por um segundo e então fez um movimento negativo com a cabeça. – Não, lírios não servem.
- Que tal essa aqui? – Regina tirou uma grande flor amarela de um vaso quando ele entrou na loja novamente. – Pássaro do Paraíso. O nome original é Strelitzia, em homenagem à Charlotte Strelitzia, que se casou com o Rei Jorge III e nunca passaram mais de uma hora separados. Ele...
- Certo, pare de falar – o homem falou e foi olhar outras flores, deixando Regina sem reação.
- Quer vir jantar? – Emma a pegou de surpresa, piorando a situação.
- Ahn? – ela perguntou.
- Jantar... – Emma repetiu. – Comigo e com o Neal.
- Ah, sim... – Regina assentiu. “É claro que seria com os dois, sua idiota”. – Eu adoraria.
- Ótimo! Nessa sexta? – a loira sorriu.
- Claro, nessa sexta – Regina respondeu também sorrindo, dando de ombros.
- Vou anotar meu endereço – ela andou até a mesa e pegou papel e caneta, anotando rapidamente seu endereço e telefone, então ouviu o senhor que estava lá fora dizer: “Perfeito!”. Virou-se para olhar e lá estava ele, parado na porta com um cacto em mãos.
- Essa é a flor da minha última chance – ele entregou o dinheiro para Regina e disse “obrigada” antes de sair da floricultura.
As duas se olharam em silêncio por um segundo, e então riram juntas.
* * *
— Você tem que ter olhar de durona – Neal disse enquanto andavam entre móveis e objetos antigos que estavam colocados organizadamente em um grande galpão.
- Porque eu? – Emma perguntou.
- Porque você é mais assustadora do que eu – ele deu de ombros.
- Não sou não, Neal – ela virou para ele e deu um tapa de leve em seu ombro esquerdo.
- É sim, e tem que ser ainda mais quando for a hora do sofá – ele sussurrou. – Mas lembre-se: tem que ser abaixo do limite. Duzentas libras.
- Porque tem que ter um limite? – ela fez um biquinho manhoso, e ele riu da cena.
- Porque se não tiver você compra tudo – Neal disse no ouvido da loira.
- Eu convidei alguém pra jantar na sexta – Emma começou, dobrando o papel sobre o leilão que ela segurava em mãos. – Aquela florista... Ér... Regina, né?
- Aham – Neal estava olhando os móveis. – Isso é ótimo. Eu cozinho!
- Não mesmo – Emma riu.
“Lote quarenta e nove”.
- Aí, amor, somos nós – ele a puxou e sentaram-se no sofá.
“É um sofá de couro marrom muito atraente com detalhes em bronze...”.
- Eu convidei porque eu tenho um plano – a loira estava empolgada, e Neal suspirou pesado. – Nós podemos convidar o Killian também. Não acha que eles seriam um ótimo casal?
- É... Ele mesmo me disse que estava interessado nela no dia do casamento – Neal concordou. – Acha que daria certo?
- Claro que sim! – Emma sorriu para a ideia. – Eu... Fui até lá agradecer o que ela fez no nosso casamento. Sabe quando você conhece uma pessoa e imediatamente sabe que vocês vão ser amigos?
- Tá em cento e oitenta libras, amor – Neal se empolgou. – Faz cara de mau!
- Ninguém sabe o porquê – ela nem deu atenção ao que seu marido disse. – Quem sabe sejam vidas passadas... Fisionomia... Eu não sei exatamente. Você entende? – ela olhou para ele, esperando uma resposta.
“Duzentos e dez libras...”.
- Amor, nós perdemos – Neal disse com um pouco de tristeza na voz.
- O que?
- O sofá – ele continuou. – Passou do limite e...
Num impulso, Emma se levantou e gritou “Quatrocentas libras!”. Todos olharam boquiabertos, e Neal quis sumir naquele sofá.
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