Notas iniciais
Mais um chapter! Quase chorei escrevendo a cena da Luce e da mãe dela como a Cora e a Regina... "You would have been enough"... Cenas de The Miller's Daughter não saíram da minha cabeça! :/

Mas enfim, boa leitura!

Eram mais ou menos cinco horas da tarde quando Regina entrou na casa de sua mãe segurando um buquê de flores e encontrou-a na sala, deitada no sofá lendo o jornal.

– O que está fazendo? – perguntou, indo até a cozinha.

– Eu moro aqui, então eu é que pergunto – Cora riu e virou a página do jornal.

– Eu tô arrumando, mãe – Regina foi até a sala e começou a organizar os vasos de flores. – Porque não está arrumada?

– Eu estava, mas decidi me preparar para dormir – sua mãe respondeu, sem tirar os olhos do papel.

– Mãe, são cinco horas – Regina falou mais alto enquanto andava. – Você disse que ia sair mais tarde.

– Não, você disse que ia sair mais tarde – Cora olhou para ela. – Terminou o trabalho por hoje?

– Eu... Tenho um compromisso hoje – a morena admitiu com um sorriso discreto nos lábios.

– Um encontro? – a mulher mais velha largou o jornal na mesinha de centro e olhou para Regina em expectativa.

– Não – Reggie disse. – Mas você poderia ter.

– Ah, claro... – Cora pegou uma revista que estava no chão. – Chás da tarde, clubes de leitura... Tardes dançantes. Tentativas falha de lobos solitários de encontrar alguém antes de baterem as botas. Todos procuram por amor, mas certamente não vão encontrar, e também não vão encontrar sexo. Esses homens são velhos. Seria como jogar sinuca com uma corda. Essas pessoas são patéticas.

– Você é patética – Regina disse sentando-se ao lado de sua mãe.

– Eu estou deprimida. É diferente.

– Você tem que sair, mãe – a morena suspirou. – Aproveitar um pouco. Você é uma mulher linda.

– Obrigada, filha – ela passou a mão levemente nos cabelos negros de Regina.



* * *

- É sério, Gold, eu consegui terminar os relatórios, só não tive tempo... – August afastou o telefone celular da orelha e Neal, que estava sentado ali perto, quase conseguir ouvir os gritos furiosos de seu pai do outro lado da linha. – Gold, eu realmente terminei, como eu disse eu apenas não tive tempo de te enviar... Eu... Será que não tem como, pelo menos uma vez na vida, você acreditar em mim?... Não?... Ótimo, acreditaria se o Neal te falasse? – quase explodindo de raiva, August jogou o celular nas mãos de Neal, que pegou o aparelho antes que o mesmo caísse no chão.

– Fala, pai – ele começou, e pode ouvir seu amigo sussurrando “é claro que ele vai acreditar no filho dele. Droga de favorecimento!”. – É, o August tá sendo um babaca, como sempre – Neal virou os olhos e jogou um apontador de lápis no rapaz que ameaçou se aproximar. – Mas ele está falando a verdade, os relatórios estão na minha mesa... Vou enviá-los assim que possível, ok?... Ah, eu tô ótimo, pai, a Emma é incrível... Tá, pode deixar, não vou deixá-la colocar veneno na comida... – o homem riu, amassando alguns papeis e jogando-os no lixo. – Até mais, pai. Boa viagem.

Ele desligou o telefone e virou-se para o colega que batia compassadamente o pé direito no chão.

– Agora ele acreditou – August bufou e começou a andar de um lado para o outro. – Sinceramente eu não sei por que diabos o seu pai tem que ser tão desconfiado, Neal. Fora toda essa merda de acordos que não podem ser quebrados e blá blá blá.

– Eu não faço a mínima ideia, mas... – Neal se levantou e se aproximou de August. – Ele é seu chefe, então não reclame – ele disse no ouvido do rapaz antes de voltar à sua sala.


* * *


- Desculpa o atraso, amor – Neal disse assim que entrou no quarto, a luz do banheiro estava acesa então ele andou até lá. Encontrou Emma já produzida, terminando de se maquiar, e deu um beijo em sua bochecha. – Você tá linda.

– Obrigada – ela sorriu e guardou o batom rosa que tinha em mãos. – E o trabalho?

– Ah, como sempre – ele tirou o casaco e jogou-o em cima da cama, conversando com Emma enquanto se despia para entrar na banheira já cheia. – August discutiu com meu pai.

– De novo?! – a loira virou para encará-lo e colocou uma das mãos na cintura.

– De novo – o rapaz replicou, reclamando baixinho da água muito quente da banheira, mas entrou mesmo assim. – Eles nunca se deram bem... Tem gênios muito parecidos, daí já sabe, não dá certo.

– Não mesmo – Emma riu. Foi até o guarda roupa do casal e começou a procurar algo para seu marido vestir.

– Ah, eu queria que fosse só a gente essa noite — Neal falou baixinho.

– Ele vai gostar dela, não vai? – ela apareceu na porta e olhou para Neal.

– Quem?

– O Killian e a Regina – Emma perguntou voltando ao quarto e pegando as roupas que escolhera.

– Bom, ela é uma mulher, então... – Neal riu e deu de ombros.

– Ah, Neal – a loira virou os olhos e sorriu para ele. Deixou as roupas em cima do armário do banheiro e voltou ao quarto, estralando os dedos. – Bom... Você gostaria?

– Ela não faz meu tipo – ele disse se levantando e então ligou o chuveiro. Emma ficou sentada na cama enquanto Neal terminava seu banho. Ele se vestiu e andou até sua esposa. – O que acha?

– D-Dela? – Emma gaguejou. Aquela pergunta a pegou de surpresa, ainda mais se tratando de Regina... Aquela morena de uma beleza estonteante... – Eu, ér...

– Da camisa, amor – ele a interrompeu rindo e apontando para a camisa que já estava em seu corpo.

– Tá ótima – a loira suspirou aliviada. “Emma, o que foi isso?!”. – Você tá lindo – ela completou.

– Que bom que pensa assim... – ele sussurrou se aproximando e puxando-a para mais perto de si. Começou a beijar seu pescoço lentamente enquanto apertava forte sua cintura. – Você... Quer namorar?

Emma estava quase entregue a ele quando a campainha tocou.

– Essa foi por pouco – Neal sorriu e teu um tapa na bunda da loira. – Mais tarde você não me escapa! – ele gritou antes de sair do quarto.

Notas finais
Reviews? haha e galera, OLHA SÓ O QUE EU ACHEI!
http://www.youtube.com/watch?v=misUeHJyh5I
É o trailer de Imagine Me & You com cenas de OUaT!
Graham como Heck, David como Cooper, Gold como pai da Rachel. É, parece que mais alguém pensou nisso antes que eu e_e hahaha
Kisses! ♥