Imaginaerum

1 The heart wants what it wants


Notas iniciais
Oi gente! Tudo bem? Então, não é a minha primeira fic, mas fazia tempo que eu não escrevia então me perdoem qualquer erro ou algo do tipo :)Bom, vou explicar porque eu escolhi essa música. Devo admitir que não sou uma fã da Selena, mas essa música me prendeu e eu tive a ideia de escrever uma short sobre, e espero que gostem. Qualquer crítica construtiva é aceita, espero que comentem, deixem alguma review só para saber se tem alguém ai...Vejo vocês nas notas finais, anjinhos!Aqui tá o link da música (se ela acabar da um replay)https://www.youtube.com/watch?v=-NKowmka5zA

Era uma noite fria de outono quando te conheci. Aquele cara moreno, alto, com uma beleza que sobressaía de todos naquele bar. Eu sabia que algo havia mudado no momento em que te vi, algo além da beleza física te deixava muito interessante.


Flash back


Uma música que eu desconhecia tocava naquele bar cheio, que eu observava cada detalhe e pessoa em meu canto. As luzes eram fracas, alternavam de cor no intervalo de alguns minutos, as paredes e móveis eram de madeira, exceto os sofás feitos de couro que ficavam à esquerda do salão, onde vários casais ou não, conversavam próximos, mantendo um clima romântico naquela região. Mais ao centro estava o balcão que rodeava a enorme prateleira de bebidas, alguns conversavam, riam, bebiam ou qualquer outra coisa do tipo. Mas de repente algo me fez parar de observar o ambiente, não era o que, mas sim, quem. Ele era definitivamente o cara mais bonito que eu já tinha visto em todos os meus vinte e um anos, era alto, tinha cabelos curtos e castanho escuros, usava uma blusa de couro escura, jeans, e tinha um sorriso maravilhoso que o deixava ainda mais atraente.

– Bárbara? – Lucy, minha melhor amiga me chamou tirando-me de meus devaneios.

– O-oi – Gaguejei dando uma última olhada naquele moço e ela riu de minha reação.

– Você está quase babando, quer que eu vá falar com ele?

– O que? Não, eu nem estava olhando para ele – Ela me lançou o olhar de que sabia que eu estava mentindo – Ok, sou uma péssima mentirosa.

– Eu sabia! Olha, se você quiser eu falo com ele.

– Não, não precisa.

– Barb! Há quanto tempo você não se interessa por alguém? Tudo bem que é só um cara num bar, mas você precisa se divertir um pouco! – Lucy era bem mais solta que eu, se ela queria alguma coisa ela conseguia.

– Por isso mesmo, mesmo se der alguma coisa, não quero uma ficada de bar... – Assim que terminei de falar, olhei novamente para o bar e senti um arrepio percorrer meu corpo. Vi seus olhos castanhos olhando para mim e de repente um sorriso de canto brotando em seus lábios. Rapidamente desviei meu olhar e vi que Lucy ria divertida.

– Parece que não vou ter que ajudar em nada – Ela sinalizou com a cabeça e vi que ele não estava mais lá.

– Mas...

– Oi – Vi Lucy indo para um canto qualquer e me virei para ver quem era o dono daquela voz masculina.

– Oi – Respondi sem gaguejar ao ver que era o deus grego que estava no bar. Seu olhar era intenso, ele parecia ler meus pensamentos – Precisa de ajuda com alguma coisa? – Sim, eu era péssima, eu podia ter perguntado qualquer outra coisa mais interessante.

– Apenas saber o nome da garota mais linda do bar – Sutil. Por um momento vi minha voz sumir e senti meu rosto queimando, devia estar da cor de um tomate.

– E-eu? – Ele fez um leve ‘sim’ com a cabeça e apesar de tudo eu não via malícia ou nada do gênero em seu olhar – Bárbara... E você é?

– Sean.


Fim do flash back

E pensar que aquilo era o começo de um relacionamento. Por incrível que pareça, não ficamos naquela noite, apenas conversamos, ele superava minhas expectativas, foi tudo muito rápido. Como se deve imaginar o nosso contato não se limitou à aquele dia, trocamos nossos números e assim que cheguei em casa recebi uma mensagem. Em questão de dias eu estava loucamente apaixonada, como nunca havia ficado antes. O fato de eu ter conhecido Sean me deixou mais radiante, tanto que minhas amigas notaram a diferença e davam todo o apoio do mundo caso desse certo.


Flash back


Sexta-feira, estava contando os dias para este chegar, saí do trabalho feliz como nunca, ansiosa para o encontro que teria com Sean, poderia soar infantil e clichê, mas iríamos à um parque de diversões.

Tomei um bom banho, me arrumei e esperei até ele chegar para me buscar, o que não demorou muito. Ouvi uma buzina e descobri que ele era pontual.

Abri a porta e senti o vento frio cortando minha face, ele estava encostado na porta de seu carro e olhava para mim. Tranquei a casa e andei até ele, que me abraçou fazendo o frio que sentia passar. Ele era bem mais alto que eu, encostei minha cabeça em seu peito e fiquei aqueles poucos segundos sentindo o calor de seus braços, sabendo que tudo o que estava acontecendo era de verdade.

Depois que entramos no carro não demorou muito para chegarmos até o parque. Lá era grande, colorido, cheio de luzes e o cheiro de algodão doce dominava o ambiente.

– Em qual brinquedo quer ir? — Sean perguntou enquanto andávamos pelo parque.

– Deixo você escolher.

– Tem medo de montanha russa?

– Tenho medo de altura — Ele riu.

– Então vamos — O que? Iríamos em uma montanha russa? Desde criança eu morria de medo de ir naquele brinquedo, ainda mais depois de assistir 'Premonição 3'.

Assim que sentamos no carrinho e a trava de segurança se fechou eu sentia meu corpo tremer de medo, mas eu não falaria para ele, iria me achar uma fraca.

– Está tremendo? — Ele sorriu ao ver minha insegurança — Vai ficar tudo bem, eu estou aqui — Falou dando-me um beijo na testa, o que provavelmente me deixou vermelha.

– Se eu morrer a culpa é sua — Sean riu alto.

– Segura na minha mão, Barb — Só Lucy me chamava daquele jeito.

Alguns segundos depois a "aventura" começou e os carrinhos começaram a subir os trilhos. Senti meu coração parando e meu corpo estava travado de medo, eu não sentia nada, até que Sean apertou firme minha mão e entrelaçou nossos dedos logo antes da descida. Cerca de um minuto depois senti as travas soltando e corri para fora daquele brinquedo e vi Sean rindo e andando calmamente até mim.

– Eu ainda queria ir na roda gigante! — Ele disse fazendo uma cara de cachorro sem dono.

– De jeito nenhum, quer me matar é? — Rimos. Ele passou o braço pelos meus ombros e andamos juntos lado à lado para umas barraquinhas onde tinham aquelas brincadeiras de pescaria, tiro ao alvo, e outros semelhantes — Vamos no tiro ao alvo?

– O que você quiser — Andamos até a barraca, compramos um ingresso e me deram uma pequena espingarda. Mirei nos patinhos de metal que ficavam se movimentando e não deu certo, minha mira não era nada boa — Mais um, por favor — Vi ele pedindo e pegou uma arma para mim — Deixa eu te ensinar — Ele veio por trás, passou os braços por cima dos meus, segurou minhas mãos e mirou nos patinhos, acertando os cinco tiros que tínhamos direito.

– Já fez aula de tiro?

– Não, jogo paintball.

– Com licença — O senhor da barraca nos chamou — Que prêmio vai querer? — Apontei para o grande Bob Esponja de pelúcia. Peguei meu prêmio e continuamos andando pelo parque. Sean segurava a pelúcia com um braço e me abraçava com outro.

– Quer algodão doce?

– Sim! — Respondi como uma criança — Vou ali pegar um e já volto.

Voltei segurando um enorme algodão doce, continuamos a andar pelo parque e eu lhe dava o algodão rosa bebê.

Alguns minutos depois fomos para o carro. Ele colocou o Bob Esponja sobre o capô enquanto eu jogava o palito do algodão num lixo próximo dali.

– O que é isso? — Ele perguntou assim que voltei.

– Isso o que?

– Isso — Ele me beijou pela primeira vez. Aquele com certeza era o melhor beijo que eu já tinha tido, pois apesar dele beijar bem, aquele era um beijo cheio de paixão.


Fim do flash back


Nenhum relacionamento é perfeito, certo? Então, até certo ponto tudo parecia perfeito demais para ser verdade, parecia aqueles romances melosos dos filmes hollywoodianos e devo admitir que era muito bom, ótimo, foi a melhor época da minha vida, não me arrependo em nada. Mas o tempo passou e devo ter minha parcela de culpa nisso, o relacionamento ficou "monótono" e comecei a sentir uma falta de interesse partindo de Sean, mas eu tentava voltar, tentava trazer de volta o que tínhamos antes.


Flash back


– A gente poderia assistir um filme juntos hoje, o que acha? — Disse abraçando-o por trás enquanto ele escolhia uma camiseta.

– Hoje não posso, amor, combinei de sair com os caras — Respondeu me dando um rápido selinho e logo vestiu a camiseta preta que tinha pegado – Vou voltar tarde, não me espere acordada — Falou pegando seu celular e saindo rapidamente.


Fim do flash back


Sempre boazinha demais, sempre tive dificuldades para me impor, tinha medo de conversar sobre isso com ele e ele terminar o relacionamento por me achar uma idiota controladora, mas em algum momento o copo transbordaria e coisas deveriam ser ditas.


Flash back


– Você sabe que dia que era ontem? — Perguntei triste, brava e magoada ao mesmo tempo, lutando para não derramar uma lágrima sequer.

– Dia 10, amor, não sei porque está tão brava comigo! Apenas saí com meus amigos num dia comum! — Ele dizia como se fosse louca.

– Era o meu aniversário! Meu primeiro aniversário com você e você o esqueceu, deixei de sair com minhas amigas porque imaginava fazer alguma coisa com você, mas você foi assistir um jogo de baseball estúpido! — Eu já não conseguia controlar minhas lágrimas, fazia algum tempo que esses "esquecimentos" tinham se tornado frequentes, mas não era esperado numa data especial.

– Amor, me desculpa, eu...

– Eu o que, Sean? Acha que eu não estou me sentindo sozinha, esquecida e rejeitada há algum tempo? Você mudou da água para o vinho! Você não reparou, mas essas últimas semanas eu tenho lutado tanto por sua atenção, meu amor, o que eu sinto por você não mudou desde o começo, mas eu sinto que o que você sente por mim não é nem um pouco do que era antes...


Fim do flash back


As lágrimas já enchiam meus olhos ao pensar no que estou prestes a fazer, vê-lo dormindo ali ao meu lado era tão viciante, mas apesar de eu ainda amá-lo aquilo não podia continuar, eu tenho que viver minha vida, ser feliz, preciso soltar Sean e deixar ele fazer o que quer, quando quer, sem me dever nenhuma satisfação.


Flash back


– Eu vou te amar todos os anos, meses, dias, horas, minutos e segundos da minha vida — Ele dizia enquanto me fazia um cafuné na cabeça. Estávamos sentados num parque, embaixo de uma cerejeira florida.

– Promete?

– Prometo — Dei-lhe um selinho — Eu vou fazer o possível e o impossível para te fazer feliz, meu amor.

– Você é perfeito! Eu não sei nem o que dizer...

– Não precisa dizer nada, apenas me beija.

Fim do flash back


Aquela tinha sido a melhor tarde de todas, tínhamos feito muitos planos para o futuro, sairíamos de Los Angeles e iríamos para Malibú, eu disse que ficaria feliz se tivesse só um filho, mas ele disse que queria três, queria ver nossas crianças correndo pela casa. Droga, Sean, como deixamos tudo chegar à esse ponto?

Fechei minha mala, enxuguei algumas lágrimas que eu já não conseguia mais controlar, deixei uma carta que havia escrito em cima de meu travesseiro e o observei pela última vez, ele dormia um sono profundo e calmo.

– Espero que não se esqueça do que vivemos juntos, meu amor — Sussurrei dando-lhe um beijo em sua testa e logo saí. Era o fim daquela estrada.

Notas finais
O que acharam? Por favor deixem pelo menos eu saber que vocês existem! Se tiverem algum pedido também, podem falar kkkkBeijos!!!