Im Yours.
3 Friends again?
– ... E é isso Professor, não era pros pais da Luna estarem aqui, e sim os pais de Nelly. — Rebecca contou tudo o que aconteceu, Nelly tinha me batido primeiro, sem motivo algum, e então eu descontei da mesma forma e assim começou a verdadeira briga, ambas tinham culpa, mas Nelly começou a confusão.
– Isso é verdade, Srta. Sanchez? — o Diretor perguntou pra Nelly.
– Não, eu... — Começou a vaca, mas foi interrompida por Rebecca:
– Conta logo a verdade Nelly! Já chega de mentiras!
Resumindo: Nelly se ferrou, levou uma suspensão de uma semana, e o Diretor teve que pedir desculpas a mim e aos meus pais e me liberou mais cedo, por um lado, eu até amei essa briga!
Quando saímos da sala, Rebecca apenas sorriu e piscou para mim.
– Você me surpreendeu! Eu pensei que fosse amiga dela... — Falei quebrando o silêncio.
– Eu também pensei, mas estava errada. Olha Luna, eu quero te pedir desculpas, eu fui uma idiota com você, por ter deixado você, você sempre me entendia, me dava conselhos, e eu resolvi abandoná-la para...
– Tudo bem, eu ainda me lembro do que aconteceu — Interrompi.
– Você me desculpa? — Perguntou com cara de choro.
– Claro! — Eu sempre perdoou as pessoas, mas eu não esqueço muito rápido o que aconteceu...
Nos despedimos, e eu fui para casa com os meus pais. Tudo o que aconteceu foi estranho. A garota que eu pensei que eu nunca mais iria falar, agora voltou a falar comigo, está tudo muito confuso.
Chegamos em casa, e eu subi no meu quarto, larguei a mochila na minha cama e desci para a sala pra jogar vídeo game com meu irmão. Minutos depois minha mãe me chamou para o jantar, que também não foi muito diferentoe do café-da-manhã, todo mundo em silêncio, até meu irmão começar a falar das idiotices que ele fez na escola.
– Ok Jack, já entendemos que você é o melhor aluno da sala, e que você salvou o jogo de basquete da sua turma, agora chega, ninguém quer saber mais disso! — Falei entediada.
– Não trate seu irmão assim, o que ele fez pra você tratá-lo assim? — Perguntou meu pai.
– Ótima pergunta! Então, me fala pai, por que você me trata mal, o que eu fiz pra você me tratar assim? — Perguntei corajosa.
– Ok, chega! Isso aqui não parece uma família, parem de discutir vocês três! Eu e o pai de vocês temos uma coisa pra falar. — Minha mãe falou.
– Vocês vão almentar minha mesada? — Perguntei irônica.
– Sem brincadeiras agora Luna! Não, nós não vamos almentar sua mesada. Seu pai recebeu uma proposta, para trabalhar em um projeto em Sydney, na Austrália. — Falou.
– Uau! E você aceitou pai? — Meu irmão perguntou entusiasmado.
– Sim, mas apenas eu vou pra lá, irei visitar vocês em 6 em 6 meses. — Falou ele, orgulhoso, eu tentei parecer preocupada, e minha mãe encheu os olhos de lágrimas, pelo visto ela não queria que ele fosse.
A conversa continuou, mesmo minha mãe querendo mudar de assunto, mas foi ela que começou! Subi para o meu quarto, tomei banho e coloquei meu pijama e fui ler uns minutos antes de dormir.
Parece que passou dez minutos quando eu fechei os olhos, mas na verdade, já era dia, graças a discussão dos meus pais novamente, eu acordei, dessa ver parecia ser mais sério, levantei e abri a porta e dou de cara com meu pai carregando uma pequena mala.
– E você? Não tinha que está na escola? — Opa! Bom dia papai!
– Tinha, mas pra onde você vai com essa mala? — Perguntei na esperança de que ele dissesse que já estava indo pra Austrália.
– Não interssa agora, mais tarde falamos sobre isso! — Falou e desceu as escadas, em direção a porta de saída.
Me arrumei rápido e desci com minha mochila, e me deparei com minha mãe na mesa, com as mãos cobrindo o rosto, estava, aparentemente chorando.
– Mãe? Mãe, o que houve? Por que o pai saiu daquele jeito? Vocês estavam brigando? — Luna, sua idiota, é óbivio que eles brigarando, gravando uma novela é que não era.
– Sim, minha filha, mas eu não posso explicar agora, vá pra escola, quando você chegar eu explico. — Falou ela limpando as lágrimas. Isso era como levar facadas no peito, odeio ver minha mãe chorando.
– Não mãe, eu não vou pra escola com você desse jeito, por favor, me explica...
– Não Luna! Vá pra escola agora, eu posso explicar, mas quando você chegar! — Me interrompeu.
– Mas, mãe...
– Vá! — Foi sua última palavra, peguei minha mochila e fui correndo pra escola.
O dia passou muito devagar, eu estava muito preocupada com minha mãe. Quando eu cheguei em casa de tardezinha, ela estava no sofá, e com meu irmão sentado na poltrona. Nem fui no meu quarto, fui direto perguntar o que estava acontecendo.
– Vamos mãe, me explica, por favor, o que houve hein? — Perguntei desesperada.
– Então, como vocês já sabem, seu pai vai para a Austrália, provavelmente daqui a um mês, e eu não queria isso, eu não queria que seu pai ficasse longe de nós, e viesse aqui em 6 em 6 meses. Falei isso para ele, mas ele se irritou, e disse que esse projeto seria ótimo para a carreira de Arquiteto dele, e falei que ele estava sendo egoísta, que estava pensando apenas nele. Isso gerou uma briga muito grande entre nós dois e... — Ela não conseguiu terminar a frase, por que começou a chorar. Novamente meu coração estava se partindo.
– E...? — Perguntou meu irmão.
– E decidimos que se for para continuar assim, nesta situação, vamos pedir divórcio. — Falou minha mãe de uma vez. Eu podia imaginar qualquer coisa, menos que meus pais se divociassem.
– O QUÊ? DIVÓRCIO? — Meu irmão gritou.
– Seu pai já saiu de casa querido, e disse que volta aqui amanhã, ou depois para assinarmos os papéis.
– Mas já? E você fala issso normalmente? Vocês apenas discutem e no outro dia já querem divórcio? E eu e o Jack? Como vocês acham que fica? — Falei chorando.
– E você acha que eu estou falando normalmente? Só eu sei o que eu estou passando! Você não entende minha filha, você só tem 16 anos e é muito nova para entener tudo isso! Já faz tempo que eu e seu pai estamos em crise! Eu realmente não queria chegar ao divírcio, mas hoje eu passei a tarde pensando, e decidi que se for para ficar assim, é melhor nós nos divorciarmos. — Só eu sei o quanto aquelas palavras me machucaram, eu realmente não queria isso pra minha família, por mais que meu pai seja um hipócrita que não me ama, e só pensa nele, eu queria minha família unida.
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