Im Yours.
4 New day, new life...
Depis de uma longa conversa eu fui pro meu quarto, e fiquei deitada na cama até adormecer, eu pretendia dormir até o dia seguinte, mas minha mãe me chamou pra jantar, eu não queria, mas fui praticamente obrigada.
– Eu tomei outra decisão. — Falou minha mãe quebrando silêncio.
– Ah não! Mais uma?! O que foi dessa vez? — Perguntei revirando os olhos.
– Olha, eu sei que tá acontecendo tudo muito rápido pra vocês, não deve está sendo fácil não é? — Falou ela.
– É mãe, mas fala logo vai, qual é a próxima decisão? — Perguntei ansiosa.
– Eu decidi que não iremos mais morar aqui nos Estados Unidos. — Falou ela rapidamente.
– Oi? Como assim, mãe? Por quê? — Jack falou.
– Porque eu não quero mais morar aqui...
– E nós? Você sabe se nós queremos ou não? — Interrompi minha mãe. Droga.
– Não me interrompa Luna! E não importa se vocês querem ou não! Eu já me decidi, nós iremos nos mudar pra Londres no fim desse mês você querendo ou não! Assunto encerrado! — Minha mãe realmente se estressou.
– No fim desse mês? Mas já? — Meu irmão perguntou.
– Sim. — Respondeu ela, seca.
Subi pro meu quarto correndo. E fiquei observando a janela. Londres? No fim desse mês? Eu não tenho nada contra Londres, mas é que eu já sou acostumada com os Estados Unidos, eu moro aqui desde quando eu nasci, eu não sei se eu vou me acostumar com outra cidade.
Passaram duas semanas, e falta exatamente uma semana para nos mudarmos para a Inglaterra, eu estou vivendo dias complicados. Meus pais já assinaram os papéis do divórcio. Minha mãe já comprou nossa casa em Londres e meu pai embarca hoje para a Austrália. Eu voltei a falar com Rebecca normalmente depois do dia da briga, e foi um choque pra ela quando contei que iria me mudar pra outro país, agora é a vez dela ficar sem amigos, não é vingança, é Lei De Newton: Para toda Ação há uma Reação. Nunca pensei em me vingar de ninguém, mas acho que a Rebecca vai se sentir exatamente como eu me senti durante um ano, eu espero que ela arranje amigos logo...
– Então... boa sorte com o projeto — Falei pro meu pai no aeroporto depois dele se despedir de Jack. Por um momento, eu pensei que ele fosse me ignorar, pensei errado, eu fui surpreendida.
– Escuta aqui, minha filha, eu quero lhe pedir desculpa, por eu ter sido esse pai que eu fui todos esses anos, eu nunca lhe dei muita atenção, e muitas vezes falei coisas que com certeza lhe deixaram triste, não foi? — Falou.
– É pai, mas tudo bem, eu...
– Não, não está tudo bem! Você desculpa? — Perguntou.
– É claro que sim! — Falei dando um meio sorriso.
– Obrigado minha filha, prometo que eu manterei contato com você, se você precisar de alguma coisa, você pode me ligar. — Falou.
– Ok. — Dei uma abraço nele. Foi estranho, isso nunca tinha acontecido antes, será mesmo que meu pai se arrependeu de ter me tratado mal todos esses anos?
Esperamos o avião decolar, e depois voltamos pra casa.
Uma semana depois, lá estava eu, observando a praia, sozinha, sabendo que ia demorar muito pra ver aquela paisagem novamente. Será se vai ser melhor lá em Londres? Fui na casa de Rebecca me despedir, ela chorou muito, e disse todas suas palavras, que nunca ia me esquecer e etc. Cheguei em casa, e minha mãe estava arrumando uma última mala, fui no meu quarto e peguei umas roupas que eu tinha deixado fora da mala, e meu troquei, peguei meu Skate, meu iPod, e saí de casa, sem avisar a ninguém, era meu último dia alí, queria aproveitar, apesar de ter passado a tarde comento besteiras com Rebecca, como eu gostava de fazer. Fiquei mais ou menos, uma hora alí na pista de Skate, pensando em como seria minha nova vida, eu tinha dúvida se eu ia continuar sendo aquela garota solitária, ou se eu ia arrumar novos amigos...
– Acorda Luna! Rápido! Levanta! Nós não podemos perder o vôo! — Meu irmão estava pulando em cima da minha cama, e pra provar pra ele que aquilo não foi uma boa ideia, o empurrei até ele cair da cama. Era a última vez que eu dormi na minha cama, eu ia sentir falta dela. Pedi minha mãe pra levar pra Londres com a gente, mas ela disse que não tínhamos condições de levar uma cama pro outro lado do mundo.
Em dez minutos eu já estava pronta. Fomos de táxi para o aeroporto, minha mãe vendeu o carro dela, e reservou outro para quando nós chegássemos no aeroporto, que chique!
A viagem foi muito tranquila, ouvi os Beatles praticamente a viagem toda, é uma forma de eu me sentir bem. Chegamos no aeroporto de Heathrow e era dia. Fomos direto para nossa casa, e... Uau! Que casa! Minha mãe mandou muito bem nesse quisito. Meu quarto era bem legal, e o mais legal é que minha mãe deixou eu decorar, amei mas minha mãe achou estranho. Estranho mesmo era o quarto ao lado, o que eu podia ver da janela, não faço a mínima ideia de quem dormia ali, só sei que seja lá quem for, é bem desorganizado.
Depois de eu insistir muito, minha mãe deixou eu sair de casa, eu precisava conhecer a cidade. Saí depois de terminar de arrumar meu quarto. Londres é muito bonita, eu fiquei encantada quando andava pelas ruas, tão encantada que acabei tropeçando em um menino dos cabelos cacheados.
– Ei! Olha por onde anda menina! — Falou ele.
– Ai meu Deus! Ai, desculpa! — Me desculpei, apesar de a culpa nem ter sido minha.
– Tudo bem, presta atenção da próxima vez. — Respondeu. Oi? Próxima vez? Quem garante que eu vou tropeçar com ele de novo?
Cheguei em casa, escutei o s-ermão da minha mãe, tomei banho, e depois fui comer alguma coisa. Depois tive que ir dormir, no outro dia ia ser meu primeiro dia de aula. Escola nova, vida nova...
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