Im Willing To Be On Your Side Forever.
6 Noites de abril
Notas iniciais
Nicolas... o que está acontecendo? porque eu sou assim tão indigna do seu amor? so queria que...
- Como pretende fazer agora em seu Nicolas? Como pretende sustentar a sua família sem um emprego? – a mulher saiu aos gritos pela sala parecia que ia arrancar os cabelos.
Era uma manha de chuva na polônia e as aulas haviam sido suspensas porque o teto da escola de Nathaly havia caído, e, portanto não havia condições de haver aula a garota tinha sido colocada dentro do seu quarto assistindo alguns desenhos enquanto seus pais tinham uma discussão, apesar de que dava pra se ouvir muito bem os gritos de Jessica e a palavras rígidas do outro.
- Já disse que vou conseguir outro emprego, tenha calma...
— Calma? Esta me mandando ter calma? Eu não posso ficar calma! – ela gritou e puxou os cabelos como se os fosse arrancar
- EU JÁ MANDEI TER CALMA. – elevou ainda mais a voz perdendo a paciência com a mulher, ela não poderia estar sendo mais egoísta... Não havia sido culpa dele, afinal o que ele poderia fazer para impedir uma invasão.
- Cale a boca seu maldito viado. – ela pegou um jarro e jogou para cima dele, por sorte não o acertou e se espatifou quando bateu na parede. Voou cacos para todos os lados inclusive um deles que acertou o braço de Nicolas que preferiu não se manifestou, apenas bufou deu de ombros e começou a bater o pé de nervosismo.
— Pare de ser assim cabeça dura Jessica. Já disse que vou arranjar um novo emprego não precisa de todo esse teatro.
- Você é um viado isso sim. Tem uma mulher, uma filha e ainda tem a capacidade de perder o emprego. O que esta achando hein? Acha que vou ser tua vadia e sustentar essa família sozinha? – ela bufou e arrancou um tufo de cabelos em uma só puxada, ficou olhando aqueles fios de cabelo que ela mesma havia tirado. O fitou com um olhar de puro ódio e grunhiu — Saia daqui seu vagabundo e só volte quando tiver um emprego.
Ele a olhou incrédulo. Isso tudo porque ele havia perdido o emprego? Pra que aquele maldito circo? Não era a pior coisa do mundo afinal... mas porque ela agia como se fosse? Ele ia gritar alto com a mulher quando ouviu o rangido da porta do quarto da filha e o seu rostinho assustado saindo daquela abertura na porta, os cabelos castanhos bagunçados e ela tremia um pouco. Aquilo realmente lhe tocou o coração, fechou a mão em punho e então se voltou a Jessica que parecia não ter notado que sua filha estava ouvindo tudo, apenas o encarava esperando que ele fosse embora. Olhou a sua volta e nada falou, subiu as escadas foi até seu quarto que a propósito estava uma bagunça. Desde que perdera o emprego na semana anterior Jessica não parava quieta no canto e sequer o tratava como um marido parecia mais alguém que tinha a mais pura obrigação de manter em casa, sem beijos, sem noites agitadas... Apenas um boa-noite e as luzes desligadas. Havia sido realmente com aquela mulher que ele tinha se casado? Mas a situação começou a ficar insuportável quando Jessica começou a dizer que as coisas lhe faltavam em casa, e que não tinha como pagar, logo, logo as contas começariam a vir e como faria para paga-las? E ela não queria abdicar de seus luxos... sempre ia fazer as unhas, e todos os dias chegava do trabalho com sacolas de roupas, mesmo sabendo que não havia mais condição de paga-las... Jessica agora estava casada com um homem a beira da falência... do que ele valia agora?
Com uma mala pronta, onde colocou apenas o necessário, Nicolas saiu de casa. Não falou com Jessica nem sequer com a filha na qual ele empurrou quando tentara o abraçar pouco antes de sair de casa...
Na carteira apenas um cartão de onde iria tirar dinheiro de sua conta para que pudesse se manter por um tempo até que conseguisse um emprego e uma moradia nem que fossem temporárias. Foi até um caixa rápido que havia na esquina de sua rua, entrou na caixinha e colocou o cartão, 200 euros eram bastante para ele viver durante algum tempo... Talvez algumas semanas. Saiu dali e pela primeira vez parou para pensar... Onde ficaria? Poderia ficar em um hotel simples, diferente da esposa não se incomodava em dormir em um lugar xexelento onde os ratos caminhavam pelo mesmo lugar que ele.
Parou em um restaurante perto de uma rodoviária e fez uma refeição... andando por ai com uma mala, as pessoas o olhavam com um tom de deboche, é ele realmente deveria estar ridículo. O que havia acontecido com a sua reputação? Antes não era ela tão solida? Pagou então pelo serviço que havia dado cerca de 20 euros e foi a rua, que no dia costumava ser muito movimentada porém por estar chovendo as pessoas eram escasas, mas ele... ele não ligava se estava molhado ou seco, a raiva havia lhe corrompido e mais parecia um zumbi sequer pensava a onde estava indo, para que lado da cidade ou se iria parar alguma hora em algum lugar. Resolveu se re-estabilizar novamente, entrando em uma lojinha onde vendiam coisas de todos os tipos... desde pequenos relógios de enfeitar quartos até livros de faculdade. A vendedora tinha um rosto encolhido e um cabelo de uma cor.... abstrata, era roxo com mechas vermelhas, pareceria bem nova até se não fosse a maquiagem pesada que usava, um lápis bem forte, bastante rimel e uma sombra que chamaria a atenção de qualquer um a qualquer hora do dia. O moreno segurou o riso e foi ver as coisas que lá vendiam, a moça parecia nem se importar com a sua presença estava lendo um livro: “ bestas mitológicas de todos os tempos “ era o que se lia em letras douradas. Estavam sozinhos na loja. Ele virou-se e deu de cara com um nome... Familiar.
" Noite de abril — Escrito por Manuelle B. Traduzido por: Dominic Muzykanci "
Por quanto tempo mais aquele nome lhe perseguiria? Estava ele realmente destinado a encontrá-lo para onde quer que fosse?
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