Im Willing To Be On Your Side Forever.
5 Deutschen und die Zeitung
Notas iniciais
Boa leitura.
Era uma manhã nublada. Não era raro ser assim, a neblina tinha invadido a cidade e impedido os vôos que deveriam sair da polônia naquela quarta-feira. A edição estava calma naquele dia, os únicos barulhos era os dos computadores que não paravam um segundo e às vezes uma ou outra pessoa falando no telefone, todos aqueles que estavam ali rezando para que desse enfim o horário de almoço.
Na mesa de Nicolas as mesas coisas de sempre, os rascunhos dos repórteres e as cartas dos leitores, ele tinha de organizar tudo aquilo no mesmo dia, e tinha que ser rápido sem erro algum ainda, mas era seu trabalho tinha de fazer aquilo. Ser editor de uma revista não era fácil, mas tinha lá suas vantagens. Olhou para o relógio, ainda eram 11:30 da manhã, ótimo teria de ficar ali ainda um bom tempo. Por algum motivo naquele dias o ar estava insuportável e o barulho feria as orelhas do mesmo. Sobre a mesa onde trabalhava havia também alguns álbuns de família, seus pais no ultimo natal, o dia do nascimento de sua filha, o dia em que se casou, e um dos dias mais especiais, o dia em que chegou à polônia. De repente houve um barulho um estrondo forte, ele olhou em volta, todos os outros fizeram o mesmo. Não havia vindo daquela sala... Parecia distante, mas ao mesmo tempo tão próximo. Ouviram um grito desesperado vindo lá de baixo e um barulho um tiro, todos se levantaram agoniados e algumas mulheres começaram a gritar. Eram os alemães eles estavam ali.
E então a confirmação. A porta se abriu revelando homens de uma farda preta, a maioria deles de cabelos loiros e olhos claros, eram alemães só podiam ser. E eles começaram a atirar marcas de tiro por toda a parede, todos se jogaram no chão e alguns gritaram em desespero. Nicolas se pós embaixo da mesa onde deveria entrar a cadeira. E ficou ali em silencio, com a respiração acelerada e o coração batendo rápido. Malditos, eles eram apenas civis...
— Ei, porcos imundos. Acabou, acabou tudo pra vocês. Vão saiam daqui suas baratas, não há mais empregos pra vocês. Isso tudo agora pertence à Alemanha. – uma mulher, que obviamente não pertencia à raça ariana. Os cabelos eram lisos, mas pareciam forçados, amarrados a um coque bem preso no topo da cabeça de uma cor escura como um castanho um tanto preto, os olhos escuros e uma marca na bochecha, talvez um ferimento de guerra. Parecia dirigir aquela corporação, na mão trazia um quepe que aparentemente havia acabado de ser retirado da cabeça, um olhar de satisfação, um sorriso de deboche. O coturno bem engraxado e a farda que parecia ter sido engomada sobre o seu corpo, como militar ela era perfeita.
- Lady,Ich denke, besser, sagen diese Schweine, die wir es ernst meinen.– um rapaz de cabelos loiros falou o que fez a mulher assentiu levemente com a cabeça e voltar a olhar para frente. Nicolas mordeu o lábio inferior. Ela pegou o fuzil do mesmo homem que falara com ela e atirou numa mulher que estava agachada perto de uma mesa. O tiro foi bem na cabeça, e os miolos se espalharam pelo chão, aquela não era uma cena que Nicolas queria que acontecesse bem ao seu lado principalmente quando os miolos atingiram suas roupas, o que sentiu naquela hora só se podia traduzir em uma palavra: Medo.
- Eu estou falando sérios seus miseráveis. Saiam logo, vocês tem três minutos. – ela falou em polonês e ficou olhando o relógio.
O que fazer? Nicolas resolveu seguir o trato e saiu dali debaixo correndo para a porta de saída todos os outros fizeram o mesmo, não queriam ficar ali para ver quem seria o próximo a levar um tiro. Desceu as escadas e no saguão viu o resultado da barulheira que havia ouvido mais cedo. Pessoas e mais pessoas, jogadas, sem membros e ensangüentadas, olhou tudo aquilo, não podia ser verdade.... estava sonhando só podia estar. E então correu até o estacionamento que ficava do lado de fora e tudo que encontrou foi uma pilha de lata, seu carro já não existia, assim como seu emprego não, e tampouco aquela sua colega de trabalho, tudo aquilo havia desaparecido... foi tudo consumido pelos alemães tudo. E correu, correu o mais rápido que pode até sua casa, precisava ver sua família, sua mulher, sua filha... e se eles tivessem entrado em sua casa e abusado delas? Porque não? Eram alemães, alemães idiotas, que imaginava ele a esta altura da guerra, adorariam descansar dentro dos corpos quentes de mulheres que não as pertenciam. E chorou durante todo o caminho, até sua casa, onde nada havia mudado.
Notas finais
Obrigada por ler :3
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