I'll Protect You

19 Capítulo 18: Dream of Reality


Notas iniciais
Aviso: Depois de tanta enrolacao, vou postar os caps. regularmente. De sabado em sabado.

Eu sabia que tinha que enfrentar a confusão sangrenta em que a Vonngola nos meteu. Eu não sabia o que iria acontecer. (Não tenho bola de cristal, duh).

Metade de mim queria fugir , ficar na enfermaria e esperar que tudo termine sem a necessidade de não fazer nada. Não era minha responsabilidade, ou minha culpa se tudo isso esta acontecendo. Por que eu deveria lutar? Mas imaginei Tsuna e os outros passando o mesmo que eu ontem à noite… Tudo virou de cabeça para baixo, daqui pra frente as coisas sempre serão assim? Nesse momento eu não quero ficar sozinha. Não quero que eles passem por isso.

Quando eu era criança, sempre ia visitar Kokuyo Land com a mamãe. Ela adorava ver a exposição de Fauna e Flora, iamos em quase todos os finais de semana. Também tinha um cinema e várias lanchonetes. Não era apenas um parque de diversões, era uma das oito maravilhas do mundo.

Que se transformou em um terreno baldio abandonado.

Peguei a esquerda e entrei em uma estrada abandonada, não tinha mais movimento por causa de uma avenida construida uns 2 anos atras. Todos os prédios do lado direito estavam com a pintura descascada, pixada ou cobertas por teias de aranha. Do outro lado tinha um oceano verde de grama. Uma cidade fantasma.

O parque de diversões abandonado estava ao lado dos prédios. Um portão de ferro alto bloqueava a entrada, com um cadeado e uma corrente quebrada, pingando um liquido roxo e metal derretido. Bianchi esteve aqui.

Peguei a caneta do bolso e tornei a usa-la como o bastão. Uma esperança de vingança. Era uma pequena garantia de saber que mesmo um objeto inanimado estava lá para ajudar.

Andando pelo espaço vi o quanto aquele lugar era enorme, era sempre tão lotado que ficava dificil saber para onde ir. O lugar tinha um ar misterioso, provando que realmente, tudo virou de cabeça para baixo. Eu caminhava ao longo da estrada de terra para a exposição de fauna e flora, observando a trilha de pegadas deixadas para trás, indo para cima.

Não vi nenhum sinal da cúpula de vidro , apenas um buraco no chão com pegadas que levam para fora do mesmo. Eu segui o caminho, não me importando muito com uma mancha de sangue. Continuei a seguir a trilha, que tinha muitas imperfeiçoes e sangue.

O Centro de Saúde Kokuyo virara um enorme terreno cheio de cicatrizes, cheio de grandes buracos no chão . Fui até um para vê-los. Dentro havia marcas de curvas com pontos no final, girando em torno de si como cobras na sujeira marrom. Procurando mais, vi impressões de tênis que levavam até umas árvores.

Eu sai correndo visando as árvores. Sob a sombra de uma, estava Yamamoto e outro homem inconsciente. Sua pele tinha uma camada de sujeira nela e suor misturado. Seu peito subia com sua respiração, um bom sinal, mas ainda era perturbador. O taco que Reborn lhe deu estava ao lado, quebrado no meio.

Com a testa franzida, tirei o cabelo negro e rebelde da testa de Yamamoto. –“O que aconteceu com todo mundo?”

O outro cara estava ainda pior. Sua camisa estava rasgada, revelando uma cicatriz sobre seu coração. Ele estava coberto de sujeira e sua respiração era curta e superficial. Seu braço estava forrado com marcas vermelhas e profundas. Próximo a ele estavam as agulhas que o traspassaram.

Meus olhos se estreitaram. Ele está aqui.

Me virei e sorri para um Yamamoto inconsciente. — Eu não sei o que vai acontecer comigo, Takeshi. Mas obrigada por tudo. – Dei outra mexida com seu cabelo.

Ao longe , ouvi uma explosão, afastando-me Yamamoto rapidamente e indo em direção aos gritos de Gokudera. Havia fumaça atravessando as paredes rachadas e as janelas arrancadas recentemente. Através da cortina de fumaça, vi uma sombra verde militar. Ele estava meio corcunda, então eu sabia quem exatamente quem era.

Correndo o mais rapido que pude, enviei a bunda do bastão para frente e me lancei através da janela. Eu empurrei a arma no meio de suas costas, ele gritou com o ataque surpresa. Eu usei isso como alavanca, empurrando-o para o chão e pousei ao lado de Gokudera.

- Kazehaya?! — Exclamou o homem-bomba, olhando para mim como se eu fosse um fantasma. — O que você está fazendo aqui?

Abri um sorriso. — Acha que vou descansar enquanto vocês se divertem? Tsc tsc tsc, severamente errado. –Olhei o outro no chão. Eu fiquei ao lado do homem-bomba, ouvi o som de Chikusa pondo-se em pé.

- Eu esqueci. Você é cabeça-dura. — Sorriu, puxando um quarteto de bombas na mão. — Morra com estes. — Mas, depois da sentença deixou seus lábios ele cambaleou. Seus olhos se arregalando, suas bombas escorregaram por entre os dedos.

- O que foi? — Eu perguntei, minha mão agarrou seu ombro para tentar estabilizá-lo. Ele se afastou de mim indo para a janela. Tentei alcançá-lo novamente, mas um dos ioiôs me segurou. O fio passou pela janela, as garras afiadas no peito do homem-bomba e trouxe-o perto de seu atacante. Um sussurro rouco divertido disse — Você estava aberto.

Eu me livrei da corda, e peguei Gokudera antes de cair no chão. A camisa branca que ele usava tinha sangue jorrando através da sua costuras. Equilibrando ele do lado do meu corpo. Ele estava tremendo, ofegante.

-Tome isso seu idiota! — O homem-cão riu-se, a língua de fora ao lado de sua boca. — Ah, e que é isso? Uma menininha? — Ele riu de novo. — Ela ainda está enfaixada!

Eu olhei para ele, o meu bastão vindo para a frente em uma posição defensiva. – Com medo~?

- Hah ! Não vai ser tão divertido, ainda mais com essa coisa. — Ele correu para a frente e, com a mão pegou o tornozelo de Gokudera . -Deixe-me ajudar. – Torceu seu tornozelo, o prateado abafou um grito e o animal escorregou para fora de meu alcance. Olhei de novo e vi Gokudera descendo as escadas com uma cortina vermelha amarrada no tronco.

Eu me virei e golpeei o animal no queixo, fazendo-o cair e ir de volta para seu companheiro.

- Agora sim, isso é divertido~. -Ele comentou, esfregando a área. -Quer uma luta de gato não é? -Ele cavou o bolso e tirou um cartucho, colocando-o na metade superior de seus dentes. Instantaneamente, o cabelo cresceu, e pelo naceu no corpo junto de dentes e unhas afiadas salientes na boca e nos dedos.

- Isso foi uma piada horrível Ken...

- Cale a boca Kaki–pi!

Eu sorri: — Acho que deveria desistir de ser comediante,Kenny. -Com isso, eu corria na direção deles.- Desculpe, mas não tenho intenção de perder tempo.- Ken pulou em mim, eu o bloqueei e chutei seu estômago. Ele caiu para trás, mas Chikusa substituiu-o, mandando agulhas. Girei meu bastão e elas ricochetearam contra as paredes.

Eu tentei seguir o mesmo caminho de Gokudera, mantendo o giro para desviar as agulhas. Ele usou seus ioiôs ,tentando me embrulhar como antes. Eu abaixei a corda e enrolei-a no bastão, puxando-a, Chikusa caiu de boca no chão.

- Eu não cometo o mesmo erro duas vezes.

Uma força me empurrou contra a parede, o louro me segurou pelos braços ainda enfaixados.

- Eu descobri o seu segredo!

Suas mãos me apertaram. A dor viajou por todo o corpo, fazendo o bastão deslizar das minhas mãos. Eu tinha quase me esquecido que ainda estava de descanso, mas Ken me lembrou da pior maneira. Um grito abafado. Ele riu e me forçou de novo, minha cabeça bateu contra a parede. Me fazendo cair.

Ken moveu a mão para cavar meu ombro, o que foi atingido pelas agulhas. Senti-o rasgando e o líquido infiltrou pelas minhas costas. Ele me levantou e me jogou contra a parede oposta. A dor cresceu novamente, e senti mais sangue pingando.

- Derrotada! Espancada!- Cantava Ken, pelo canto do olho vi uma penugem amarela pousando na janela.

- Midori tanabiku Namimori no~! -Ele cantou de seu pequeno bico. — Dai naku shou naku nami ga ii~!

- Essa música...o hino da escola? -Um sorriso amargo surgiu em meus lábios. -...Aposto que você está rindo de mim agora, hein?

Uma explosão veio de baixo, o vento empurrando o meu cabelo ao redor. Eu me virei no chão e encarei o corredor escuro. Engoli em seco quando vi um tufo de cabelo preto com uma camisa branca manchada sentado em uma sala, arrombada por uma das bombas de Gokudera.

Eu podia ouvir a risada do homem-bomba. -Você é o único que gosta do nosso hino da escola.

- Presidente da Comissão Disciplinar, Hibari Kyoya. -Chikusa classificou.

Hibari levantou-se.- Eu poderia ter ido embora. Deixe estes dois para mim.- Ele me encarou. Eu sorri, ele balançou a cabeça. O pássaro que ainda estava cantando a canção favorita de Hibari pousou na minha cabeça.

Quando o carnívoro começou a atacar, eu fiquei apreciando as falhas na parede e fechei o olhos, gemidos e gritos de dor vindo de suas bocas.

- Saitou, levante-se.

Eu olhei para ele, ainda tinha sangue em seu corpo, o que é questionável se era dele. Mas ele parecia melhor do que no sonho. Eu sorri, colocando a palma da mão aberta para ele. Ele revirou os olhos e segurou minha mão, levantando-me aos pés que não estavam prontos para me apoiar. Hibari agarrou meus braços para me equilibrar, mas eu ainda encontrei o meu corpo não gostando dos movimentos bruscos que eu estava fazendo. A maioria das minhas feridas foram reabertas, senti o líquido pegajoso por todo o meu corpo. Mas eu sabia que não era o pior.

Descemos as escadas, eu tive de me apoiar na parede. Gokudera levara Hibari apoiado no ombro, suas feridas no peito estavam horríveis, o sangue atravessou a cortina grossa e ele tinha corte que ia do lábio para o queixo. Parei de ver suas feridas e encarei-o com um sorriso. — Você está linda.

- O mesmo, mulher. –Ele resmungou, estremecendo enquanto falava.

Hibari desistiu de ir apoiado em Gokudera, saiu cambaleando sozinho na frente. Eu ajudei o homem-bomba, seu braço pendurado no meu pescoço como a minha foi em torno de sua cintura. Eu tinha um novo respeito por ele agora, ele so era meio tsundere. -Mas nós só merecemos a metade da vitória agora.

Percorremos parte do caminho silenciosamente, inspecionando a extensão das lesões um dos outros.

-Você poderia ter ficado em casa lavando a louça, mulher.- Bufou o prateado.

- Acontece que eu não tenho mais louça pra lavar. E pare de tentar se livrar de mim e seja grato por eu ter vindo na hora certa!

- Vocês dois foram desnecessários. — Hibari disse: — Você só vai ficar no meu caminho de se vingar.

- Vingar? O cara que fez isso com você?

- Rokudo Mukuro. -Gokudera assentiu- Ele é chefe daqueles caras. Ele está por trás de todos os ataques contra os estudantes.

- “Rokudo...era o cara do meu sonho?” -Eu me perguntava, sua risada ecoou assombrando meus ouvidos novamente, como se esse mundo estivesse se transformando na visão. Minha mão bateu no meu bolso de trás e peguei o frasco. A tampa presa em segurança e manteve o Trident Mosquito zumbindo dentro.

Virei-me para Hibari – Shamal me contou sobre o cara das flores de cerejeira. Você teve uma doença, Sakura-kura. E esse, -Eu indiquei o frasco. — é o antídoto.

Um segundo depois, ele abriu o frasco e esperou que o mosquito e combatesse os efeitos.

Hibari era um homem. Os homens, como ele, naturalmente odeiam ser espancados. Mas Hibari não queria apenas bater em Mukuro, ele queria derramar seu sangue por todo o chão de Kukoyo Land e arrastar sua cara em todas as estradas da cidade. Mordi o lábio.

Eu praticamente podia ver o fogo queimando mais uma vez nos olhos dele.

Notas finais
The snake is going to smoke.