I'll Protect You
18 Capítulo 17: Daylight
Notas iniciais
Boa leitura,
— Terceira Pessoa P.V –
Segunda pela manha,a luz do sol reflete nas janelas de vidro da casa. Era um dia muito bonito,do jeito que Kazehaya gostava. Yamamoto sorriu para si mesmo. Despreocupado com a vida,foi ate a porta da casa e bateu.
toc,toc,toc
- Haya-chan!- Chamou,mas não foi como na maioria das manhas,quando ela descia as escadas correndo e estava na porta segundos depois. Alguns minutos de passaram,mas ela não veio.- “Ela ainda esta dormindo?”– questionou mentalmente.-“Talvez não tenha me escutado...”- Puxou a porta,estava aberta,arrombada na verdade,e caminhou para dentro. Quando chegou perto de um corredor sentiu um forte cheiro metálico,oque o fez ficar preocupado.
Yamamoto olhou em volta,tentou achar a fonte do odor. Reparou que alguns quadros que ficavam na escada estavam quebrados ou no chão.
Era mais forte na direção da cozinha.- Kazehaya?!
O silencio cortou o ar denovo.
Foi ate a maçaneta da porta,que abriu levemente e entrou. O cheiro invadiu o corredor, muito forte e enjoativo. Deparou-se com uma cena de total devastação. Um relógio antigo jazia aos seus pés,a mesa da cozinha estilhaçada, cadeiras viradas de lado com as pernas espalhadas pelo chão. Os destroços de um lustre caído brilhavam à pequena distância ,armários no chão; cacos de vidro e louça cobriam tudo como se fossem pó.
O corpo de uma menina morena jazia no pe da porta que levava a varanda. Quase todo o corpo arranhado com linhas finas e vermelhas. A foto que ficaria na parede agora estava em cacos que brilhavam com a luz da manha, mae e filha em um cenario natalino rasgado e sangrento.
O moreno arregalou os olhos e suspirou triste, ficou no mesmo nivel de Kazehaya. Ignorando o sangue e fitou-a. Estava palida,mais cortes. Conferiu seu pescoco com as maos,o menor ritmo dentro de seu peito tocou calmamente. Um sussurro abafado.
Yamamoto tirou o corpo do chão. Um murmúrio saiu de seus labios. Com isso, ele balançou seus ombros um pouco.- Kazehaya? Acorde!- Algo dourado deslizou fora de suas mãos e caiu. Takeshi apertou os olhos para a superficie brilhante e agarrou-a,um bolso de ouro. Abriu-o,mostrando os ponteiros negros sobre 04:00.
Como se o tempo parasse.
— Kazehaya P.O.V –
A escuridão durou apenas alguns minutos e depois uma lua cheia floresceu no céu. Um lago abaixo dela,sua imagem idêntica como dois céus .
Eu mexi meus pés na grama familiar. Encontrando-me com o mesmo vestido que eu tinha na outra vez que estive aqui. Lembrando que tudo isso era um sonho, minha cabeça doia com a realidade.
Minhas mãos tocaram a base do meu pescoço . Meus dedos acariciaram a pele lisa,o mesmo em meus braços. Sem dor.
— Ola.- Eu pulei,nunca esperei nada mais do que a solidão dentro de meus sonhos. Eu me virei , mas a voz estava em toda parte , ecoando por todo o vale.
- Quem e voce? Oque pensa que esta fazendo? – Perguntei.
— Kufufu,digamos,tentando ajudar a ver alem da mentira.
Pisquei.
— Que mentira?
A voz riu novamente, comecei a ficar tonta. A crise fez tudo girar. Quando tudo voltou ao normal, uma silhueta que pertencia a um garoto,camisa branca e cabelos azuis amarrados de forma estranha. Sua boca abriu um sorriso e completou:
- Vocês todos se acham tão importantes, tão especiais. É uma falácia,Saitou. Vocês não são nada.
- Quem é você? – Perguntei novamente.
Ele ignorou a pergunta,continuando a sorrir. Ele caminha ao redor de mim. — O que você acha que esse mundo é ?
- Um sonho.- Inclinou-se para uma ramo de margaridas.
- Oh? – Seus dedos se curvaram ao redor da flor.
- Claro ... tudo é um sonho. Você faz parte do meu sonho também. Apenas uma invenção da minha mente.
Ele riu, aquela risada me dava arrepios, seu corpo desapareceu no ar e o riso ecoou no vale. Ele reapareceu perigosamente perto,agora com um uniforme verde military como o do cara dos ioiôs.
Mas o que realmente me hipnotizou foram seus olhos,estranhamente familiares. Na esquerda,uma piscina azul calma,mas não tanto pelo olhar. Seu olho direito era como fogo liquido,queimando em torno de um um número de kanji preto seis.
Ele não repara no meu olhar,e me gira uma das margaridas na mao. Há algo nele que o faz ameaçador.Com suas palavras armadilhas meio doces.Me enoja quando pega minha mão e leva uma das margaridas ate ela. Como abomino o mau hábito do sorriso de cilada a céu aberto.Não acredito em todos esses sorrisos que o adorna não podem ser de verdade, e imagino que devam ser letais.- Sinto muito por você, mas esta é a realidade ~!
Esmagou a outra flor na palma da mão e no mundo desmoronou . A lua caiu , deixando a escuridão.
Pedaços cor-de-rosa floresceram,ramos finos delineados acima. O ar ficou doce,peguei um fragment de rosa que flutuava. Sedoso e leve, eu levantei uma sobrancelha.- Flores de cerejeira ?
Dei um passo para trás e ver mais, mas meu calcanhar encontrou com alguma coisa. Virei rápido e vi um corpo atrás de mim. Roupas pretas, tornando dificil de se reconhecer. Um pedaço de cor vermelho em seu braço. Tentei lê-lo. -... Disciplinar ... — Eu engasguei.
Virei-me denovo,tentando achar o garoto. Mas ele tinha ido embora.
Pele manchada de sangue,escorrendo pelo lado do rosto de Hibari. Seu corpo estava mole e gelado, eu esperava que seus olhos metálicos se abrissem e tornassem a me ameaçar. Nao posso suportar isso.
Olhei por cima do ombro. O rapaz de cabelos azuis se aproximou com um olhar divertido.
- Patético, não?- Ele riu .
-Você fez isso ?- Eu perguntei.
- Kufufu~, que gracinha!- zombou com uma voz infantil.- Preocupada com ele?
- Quem é você? — Eu perguntei novamente. — Onde estamos?
Seu sorrisinho se contorceu em outro,esse cara me irrita.
- Com todo o prazer. Sua pior realidade,pequena.
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Branco era tudo o que meus olhos enxergaram, tive que piscar varias vezes para me adaptar. Aqui não havia escuridão. Eu estava feliz por estar de volta à minha realidade.
Sentei-me na cama. Eu estava na enfermaria da escola, reconheci as cortinas mafim e o cheiro de limpeza impregnado no ar.Eu levantei minha mão para tocar meu pescoço,senti um puxão no meu braço , eu notei a agulha lá dentro com a extensão. Uma pequena mancha de pele exposta ao resto coberto de gaze. Senti minhas pernas envolta do mesmo, meus dedos traçaram uma linha em volta do meu pescoço.
O que…?
A cortina balançou para o lado , o médico italiano tinha as mãos nos bolsos e olhos interessados. — Então, finalmente,acordou.- Shamal deu uma volta e analisou uma prancheta.
-O que aconteceu comigo? -Perguntei-lhe.
Ele sorriu e franziu os lábios:- Um beijo por reposta!
Eu fiz uma careta , mas rapidamente eu troquei-a com um olhar sinceramente triste. –Shamal, por favor…- eu implorei , batendo meus cílios um pouco.
Shamal suspirou e coçou a nuca — Eu não posso dizer não para garotas bonitas ... — ele puxou uma cadeira até minha cama.
— Ontem à noite voce goi alvo da máfia.- Ele tocou meus braços. — Cortes em todos os lugares. E o fato de que você caiu da escada fez um pequeno corte na parte de trás de sua cabeça.
- Mas por que eu?
- Há algum sistema de classificação , como O Estudante mais forte de Namimori ou coisa assim,e te classificaram o número quatro, portanto, o quarto atacado.- Ele fechou os olhos e recostou-se .- Aquele garoto do beisebol encontrou você e te trouxe aqui . Algumas horas mais tarde, trouxeram Gokudera.
- Ele ainda está aqui ? -Eu perguntei, ele balançou a cabeça .
- Nah,ele foi pra algum lugar.-Ele disse irreverente .
- Onde?
Ele ergueu uma sombrancelha. — Você não pode ir.
- O que?
- Você não pode ir. -Ele repetiu. — Ainda está se curando e você não quer ter nada a piorar.
- Shamal, você não pode fazer isso comigo. -Eu argumentei.
Shamal abanou o dedo na minha cara e mostrou a prancheta. — Pelo contrário , eu sou o seu medico e posso trancar você aqui o quanto eu quiser.
Mas…
Ele suspirou, empurrando-se para fora da cadeira e fechou a cortina. – Desculpe, mas você vai ter que ficar de fora.
— É a minha família!- Eu gritei,com o silêncio eu continuei.- Todo mundo que eu amo está fora, sofrendo, enquanto eu estou aqui descansando? Eu vou proteger eles nem que seja a ultima coisa que eu faça!
Andou a passos largos, o olhar preguiçoso como de costume em seu rosto. Ele agarrou a IV e tirou-a. Eu quase gritei de dor, e ele bateu o local da punção com um band-aid.
Por que sempre trabalho com crianças teimosas que não sabem quando parar? — Ele começou andar agitado pela sala e recolhendo coisas. — Caso qualquer coisa aconteça, eu nunca te disse que eles foram para Kokuyo Land.
Saí da cama, com as pernas dormentes e agarrando o lado da cama para me equilibrar.
- Tem certeza de que pode fazer isso,mocinha?
Olhei para o lado e balancei a cabeça. — Nem um pouco. — Peguei minhas roupas dele, fechando a cortina. – Shamal… Você sabe onde Hibari está?
Ele deu de ombros. — A última coisa que soube foi que ele foi lutar em Kokuyo. Ele não voltou ainda. Porque você está perguntando?
-Estava só pensando. — Menti, a cena não parou de de repitir na minha cabeça desde que acordei. Não tinha muita certeza se era meu coração ou os cortes profundos que estavam doendo.
Aquelas roupas não eram minhas, nunca tive uma blusa azul gelo com decote V,uma bota preta com um pompom ou estas jeans claras com brilhantes decorando o bolso traseiro. Vi no chão um envelope branco endereçado a mim.
“Kazehaya-chan,
Ouvi,enquanto visitava meu irmão que você foi atacada também. Eu odeio quando essas coisas acontecem com pessoas tão boas…Quando tudo isso acabae e estiver melhor acho que deveriamos sair para comer bolo!
Escolhi essas roupas porque pensei que deveria estar bonita quando tivesse alta. Eu amo essa cor em você, vai ficar ótimo!
Espero que se sinta melhor,
Kyoko Sasagawa.
-“Claro,” — Alisei o tecido. –“Kyoko não tem nem idéia como realmente é. E Ryohei também? Gokudera foi atingido depois que eu estava…Yamamoto está ferido também ?”
Perguntas demais, e ninguém vai me saber responde-las. Guardei a carta com carinho no bolso e sai. Agradecendo Shamal no meio do caminho.
- Espere! — Ele chamou quando eu estava no meio do corredor da escolar. Estendendo um saco de papel. — Leva isso pro garoto mesquinho…Bihari?
- Oque é isso?
- A cura para a sua doença. — Ele afirmou indiferente. — Não deve ser um grande problema, mas você nunca sabe oque pode acontecer, cerejeiras podem ser perigosas.
- Por que perigosas? – Olhei espantada.
- A doença Sakura-kura, torna -o fraco em torno das flores de cerejeira.
Meu coração parou enquanto eu olhava para ele, meu queixo desequilibrado.
- Algum problema?
“Não era um sonho…
Sua pior realidade.”
Agarrei o saco de papel e sai correndo pela porta.
“De todas as pessoas no mundo…”
O sol brilhava la fora.
“Neste dia lindo…”
Agarrei minha caneta com força na minha mão.
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